Como me ofereci para corno de Paula

Quando conheci Paula na Faculdade eu sabia que ela não era mulher para mim. Paula vivia da vida, do aluguel do corpo pois era ele quem lhe pagava a renda do apartamento, os estudos, as roupas, as refeições, tudo. Paula era experiente em sexo, dormia com homens casados, mais velhos, que lhe pagavam para obter seus favores, era a puta preferida dos coroas endinheirados de Coimbra. Eu de tal matéria conhecia apenas as esfregadelas com a mão no meu pau murcho que nem punhetas chegavam a ser, que tocava desde miúdo à noite, depois de passar o dia espiando os encontros no quintal de minha irmã com o namorado, e por isso a libertinagem escandalosa de Paula me atraía.
Aos 13 anos sofri um acidente que apesar de minha tenra idade compreendi me impossibilitaria de ser um autêntico homem. Uma queda numa pedreira onde brincava com um grupo de amigos esmagou-me os testículos, deixando-me no lugar onde eles deveriam estar a pele completamente espalmada do saco que os abrigou, e que sinceramente nem sei porque não ma arrancaram igualmente, quando cheguei ao Hospital. Em consequência de tal acidente, não só me vi privado de poder vir a ser pai, como minhas erecções se tornaram muito fracas e quando conseguia obter uma era de muito curta duração. Tenho até a ideia que o esmagamento do conteúdo do meu saco fez com que o meu pau não tenha crescido o suficiente, pois muito embora sempre me tenha esquivado a exibi-lo perante quem quer que fosse, nunca perdi a oportunidade de à socapa procurar ver se o dos outros rapazes era maior que o meu o que sempre sucedia. Que poderia oferecer a uma mulher? Nada que diga respeito a sexo, pensei, pelo que a partir daí comecei a dar em mirone. Como não fodia, adorava ver os outros foder. Não vou entrar em detalhes de tais experiências, apenas direi que só após assistir a uma boa trepada de um casal, é que eu conseguia depois de muito esfregar a pila, pô-la de pé por uns 30 segundos até fazer sair dela um líquido seminal algo esbranquiçado mas que nada tem de esporra, e me faz então sentir aliviado ainda que também deva confessar que me dá mais prazer sentir-me excitado com a pila murcha do que senti-la esvaziando-se. E talvez fosse isso que eu queria que a Paula me fizesse sentir, aceitando ser a minha muito puta, deixando-me ser seu mirone e me fizesse andar sempre com a pila tesa, conferindo-me à vista de todos o estatuto de ser o seu homem, mas o homem de uma puta comida por todos os homens com dinheiro, menos por ele. Mas eu educado segundo velhos preconceitos que um homem de verdade se não tem tomates tem de ser casto mas mirone cornudo é que não, nem ousava falar-lhe em tais coisas mesmo conhecendo-lhe a condição.
No entanto Paula como nossa colega de Faculdade que era, saía connosco muitas vezes, bebendo um copo num bar da Praça ou estudando na Biblioteca, e duas conversas que numa roda de amigos tivemos na mesa do café e me fizeram chegado a casa, correr para a sanita, tirar apressadamente a pilita do fecho das calças e desaguar naquela os meus 30 segundos de tesão, levaram-me a rever meus conceitos e a desejar obter a melhor maneira de me declarar, e mostrar-lhe a vontade que tinha em ser seu corno eterno.
A primeira conversa que referi teve lugar no Café e veio a propósito de já não sei o quê, Paula declarou poder detectar quais os homens com maiores níveis de testosterona apenas baseando-se nas suas aparências físicas. E olhando para mim com ar de gozo afirmou:
- Por exemplo olhando para vocês os quatro, pode afiançar que o Né, pelos ombros estreitos que ostenta, os quadris algo delineados como os das mulheres, as mãos e o tamanho dos dedos mais pequenos, é de todos vocês indiscutivelmente, o que tem menores níveis de testosterona. Há ainda uma outra evidência que se ele estivesse nu saltaria aos olhos de todos: seus órgãos sexuais são bastante mais pequenos que os vossos e também por isso tem mais probabilidades de ficar impotente mais cedo do que vocês. É com base nestes pormenores que muitas fêmeas do reino animal escolhem os parceiros com quem se querem reproduzir a fim de assegurarem melhor descendência. É por isso que enquanto todas as fêmeas são cobertas, só alguns machos cobrem e se reproduzem, pois que os menos dotados se limitam a ver.
Fiquei tão excitado ouvindo aquilo como quando esfregava meu pau com a mão assistindo escondido à transa de um casal. Nem fiquei embaraçado com tais palavras mesmo quando nossos colegas ouvindo falar a voz da experiência me chamaram meia piça, e piça mole que começaria mais cedo que a deles a mijar para os pés. Antes pelo contrário, pela primeira vez o saco vazio dos meus tomates e minha pila inferior às dimensões de um adulto não só não me embaraçavam como não sei como me contive e não baixei as calças na frente de todos expondo orgulhoso a ausência dos apêndices da minha masculinidade. Mas quando os safados rindo-se me perguntaram se de facto eu achava que tinha o pau mais curto de todos respondi-lhes que sim. Paula pareceu gostar da resposta e voltou a falar:
- Ter o pau curto, ou tê-lo mesmo frouxo e incapaz de se levantar, não tem de ser uma infelicidade para o macho. É bom é que este se capacite que o sexo não tem de ser para todos, mas apenas para os mais capazes, e aceite a sua condição. Ficar só vendo e contribuir para excitar ainda mais as fêmeas e os machos cobridores com as suas inúteis exibições de acasalamento, é uma actividade tão útil para os jogos de erotismo como participar activamente de um deles.
A segunda teve lugar uns dias mais tarde no mesmo local, e todos os participantes com excepção de Paula e de mim não tinham assistido à conversa anterior. Alguém, numa conversa de circunstância, quis saber que marco do passado cada um de nós gostaria de ressuscitar para o poder viver. Numa ligação à conversa anterior que ninguém entendeu além de mim, Paula sem pudor pois não se envergonhava de ostentar-nos a sua imagem de devassa disse sonhar desde muito nova em levar a vida de imperatriz viúva oriental, rodeada de servidores eunucos, escolhidos entre os rapazes dotados de pequenos órgãos sexuais, castrados em crianças para a servirem incondicionalmente como servos domésticos e como estimuladores da sua libido, reservando os mais bem apetrechados de ferramenta para a servirem na função de amantes. Como foi ela a primeira a falar a sua confissão gerou tanta controvérsia entre alguns dos marialvas presentes para os quais a extracção dos tomates era algo impensável que parecia que mais ninguém queria saber que episódio do passado os restantes gostariam de participar. Mas eu novamente excitado tal como da outra vez que ela me fizera ver a importância dos machos não cobridores, senti que não podia ficar calado e que depois de a ter ouvido, eu que antes de Paula falar não saberia dizer que momento escolheria, não tinha mais dúvidas e necessitava de o expressar em voz alta, até porque eu sentia que aquele era o último passo que teria de dar se queria que minha amada puta me aceitasse tal como eu era.
- Esperem – pedi levantando os braços –a Paula disse o sonho do passado que gostaria de ter vivido e eu devo dizer-lhes que depois que a ouvi não tenho dúvidas do meu. Se quiseres Paula, começar a realizar o teu sonho ofereço-me neste preciso momento para ser o teu primeiro eunuco. Teria muito gosto em servir-te de estimulador da tua libido se me achares capaz de servir-te para tal.
- Não estás falando sério, pois não? – questionou-me – Está consciente que a única coisa de que o eunuco se vê privado é precisamente aquela que os machos mais prezam?
- Um eunuco não é um macho a sério – apenas lhe retorqui.
- Tens razão – respondeu-me – confesso que nunca esperei arranjar com tanta facilidade um voluntário, mas já que o Destino me proporcionou um tão graciosamente, aproveitemos. Segue-me.
Levantei-me e segui-a, sempre caminhando atrás de Paula embora esta não tivesse dito para o fazer, ouvindo nas minhas costas chistes sarcásticos dos nossos colegas de curso que conhecendo o biscate a que ela se dedicava, diziam que se eu queria ir para a cama com ela não precisava de tanto teatro, apenas de lhe passar para as mãos uma nota de 50 euros mas eu não lhes ligava nenhuma. Estava excitadíssimo com aquilo sim, mas meus 30 segundos de tesão não me davam o direito a ser um macho cobridor como a Paula bem dizia e o esmagamento dos meus testículos, uns anos atrás, tinha-me predestinado para a nova situação que a partir daquele dia em diante eu ia passar a viver: realizar o sonho de Paula e tornar-me o seu eunuco cornudo. E que feliz me sentia!

 

NÉ LUSO

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