Maite Schneider mostra o desfile da coleção de inverno/2011 da Heroina no PBC e entrevista Alexandre Linhares

 Maite Schneider mostra o desfile da coleção de inverno/2011 da Heroina no PBC - Paraná Business Collection e entrevista o talentoso e criador Alexandre Linahres. (19/02/2011)

A grife Heroína tem apenas três anos. Mas a coleção apresentada na mostra Ideia Moda parece ter saído da cabeça de um designer bem mais maduro e experiente. Linhares vem se aperfeiçoando na linguagem da moda: evolui com firmeza, pois consegue, como poucos, unir arte, técnica e criação.

Impactante é o mínimo que se pode dizer do show apresentado no PBC. A inspiração, de acordo com Linhares, é Deus e a criação do mundo.

Por isso, o áudio era composto por ruídos que chegavam a incomodar – mas casaram perfeitamente com o que se viu na passarela. Gritos de uma mulher “parindo o mundo” e sons de água e animais, na trilha composta por César Munhoz, fizeram fundo a looks inebriantes.

Os vestidos e camisetas criados por Linhares têm um trabalho minucioso de nervuras e cordões que, de acordo com ele, são a evolução da técnica de moulage (construção e costura da roupa no corpo da mulher), que ele domina e utiliza desde que começou a carreira de estilista.

Graças a essa ideia, cada peça da coleção pode ser construída e modelada de diversas formas, no corpo, ao ser trajada. Mas os cordões não são apenas funcionais – são ao mesmo tempo linguagem, conceito, ferramenta e marca.

O branco (o “nada”, diz Linhares) está em todas as peças, quase sempre por inteiro. Os poucos tons que aparecem “borrando” o branco representam momentos da criação do universo, explica o designer: marrons e verdes são da terra e da água, enquanto vermelhos e rosas lembram o surgimento do ser humano. (Bia Moraes)

 


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