No final do arco-íris

A informação é o grande valor de referência do nosso tempo
atual. Tê-la como aliada é possuir certezas, num mundo onde imperam as dúvidas e
o não conhecimento generalizado.

Todavia, não enriquecemos segurando e escondendo dos outros
informações. Devemos passá-las adiante, mostrá-las aos outros e fazê-las
tornarem-se úteis, atingindo assim seu fim principal: difundir seu conteúdo.

Entre alguns gays, lésbicas, travestis e transexuais, finge-se
que não se sabe algo, para que o outro não se torne mais que eles. Entre algumas
ONGs (Organizações Não-Governamentais), idem. A informação fica contida nas
cabeças e gavetas de alguns, que não a propagam com medo de perderem a frente de
alguma atitude ou ação, ou até mesmo por sentirem-se ameaçados em alguma espécie
de concorrência ou mídia. Lamentável este fato, que passa de indivíduo para
indivíduo e que se perpetua como se fosse uma norma a ser seguida. A informação
não é de quem chega antes, mas de quem a torna útil.

Os alheios do movimento de cidadania precisam ter acesso ao
maior número possível de informações que o "padrão normal" da comunidade em em
que se vive. Precisa-se desta gama maior de conhecimentos para que saia-se na
frente da competição societária, haja vista a desigualdade imposta pelo Estado,
que não coloca na prática a teoria de igualdade consolidada em sua Lei Magna.
Mas somente isto não basta, pois tem-se que passar adiante este saber, e fazê-lo
gerar benefícios coletivos e abrangentes.

Está na hora de gays, lésbicas, travestis, transexuais e o
Movimento Homossexual como um todo, tomarem consciência do quão importante é a
disseminação e divulgação das informações que lhes chegam. Não se pode mais
brincar de monopólio e centralizar numa só cabeça um Movimento tão diverso e
rico como este.

Refletir neste começo de milênio que somos importantes enquanto
meio, para realizarmos ações práticas e concretas com o intuito de melhoria da
qualidade de vida da população em geral, e da "comunidade" homossexual, em
específico, é o mínimo que podemos fazer.

A informação precisa e deve circular. Somente desta maneira se
tornará real atingirmos o conhecimento e termos a sabedoria do que fazer para
vivermos num mundo realmente mais humano.

 

Maite Schneider
http://www.casadamaite.com
casadamaite@gmail.com 

 

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