Orgulho??? Orgulho, sim!

Dia 28 de junho. Dia do Orgulho de ser gay, lésbica ou
transgênero.

Orgulho este que se manifesta através da esperança de uma
sociedade menos injusta e de indivíduos menos cruéis com seus critérios de
avaliação do que é "ser normal" ou não.

"Ser normal" deveria ser o
indivíduo estar feliz, producente, viver e espalhar o amor e ainda ser capaz de
ajudar ao próximo, sempre que esta ação fosse possível. Deveriam ser
considerados normais, os que sentem, sofrem, lutam, respiram e pulsam bons
sentimentos em prol da esperança acima citada.

Na sociedade homicida em
que vivemos, o normal torna-se vil e maldito. Julga, usando parâmetros de sua
consciência preconceituosa e de suas ações discriminatórias. Condena a tod@s que
não inserem-se em sua conduta do que acredita ser correto. Não abre frente para
o debate, a discussão e para exercer o modo de livre pensar das pessoas que o
cercam.

Com uma caneta na mão direita, assina a sentença do "anormal";
com algemas na outra, prende como réu perpétuo as pessoas que ousam enfrentar
seus princípios e ameçam suas certezas.

Hoje, 28 de junho, comemoramos o
dia em que não deixamos mais nos algemarem e que demos um basta na sociedade que
finge ser igualitária para tod@s. Foi em 1969 que iniciou-se este grito de
libertação, embora a alforria até hoje não tenha sido concedida a milhões de
gays, lésbicas e transgêneros, que julgam-se ainda pecadores e pessoas não
dignas do convívio societário.

Nas adversidades que passamos, grandes
oportunidades nos foram mostradas. Aprendemos o respeito, ao invés da imposição;
a amar com intensidade, pois o amor pode ser raro e pouca a nossa possibilidade
de manifestá-lo; a ajudar a construir, em vez de criticar sem ajudar; a traçar
caminhos com exemplos dignos, em oposição a palavras que são ditas em nomes de
Terceiros trazendo sempre a condenação. Vivemos da certeza de que somos seres
criados com as diferenças espalhalhadas em tod@s quando nascem, e sobrevivemos
com o sonho de que elas sejam um dia respeitadas.

Os grandes momentos da
vida vêm sozinhos, como as fases que passamos. Não adianta esperá-los. Adianta,
sim, acreditarmos em nossas potencialidades e sermos nós mesmos. Sem nos
escondermos. Sem nos envergonharmos, e principalmente, tendo orgulho, sim, de
sermos iguais, mesmo tendo nossas diferenças.

Como diria Mark Twain: "Se
você julga as pessoas, não tem tempo de amá-las." E o que buscamos, tão somente,
é o amor em toda a sua plenitude.

 

Maite Schneider
http://www.casadamaite.com
casadamaite@gmail.com 

 

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