7 mistérios da física no seu cotidiano

 Em uma era na qual os cientistas manipulam o DNA e mandam naves a planetas vizinhos, nem sempre é fácil lembrar que alguns fenômenos físicos do cotidiano, como o gelo ou a espuma de barbear, ainda guardam alguns mistérios. Confira uma lista com sete dessas pequenas ocorrências casuais que seguem intrigando pesquisadores pelo mundo.

7 – “EFEITO CASTANHA-DO-PARÁ”

 

Comece a reparar nisso a partir de agora: em uma tigela de aperitivos, onde se misturam pequenos amendoins e grandes castanhas-do-pará, a tendência é que as castanhas fiquem por cima e os amendoins no fundo da tigela.

Um vendedor de castanhas não saberia explicar o motivo, mas não é apenas ele: tal tendência intriga cientistas de várias áreas. Físicos, geólogos e astrônomos, entre outros profissionais, poderiam se beneficiar imensamente se o homem descobrisse exatamente porque os sedimentos grandes (como a castanha) tendem a se sobrepor aos pequenos (caso do amendoim) quando estão inseridos em um mesmo ambiente vertical.

Para explicar o “efeito castanha-do-pará”, existem apenas teorias. A mais simples afirma que os sedimentos pequenos tendem a se infiltrar nos vãos deixados pelos objetos grandes e descem gradualmente, sempre que há um movimento no conjunto. Outras afirmam que isso é ligado ao fenômeno físico das correntes de convecção, que tendem a depositar partículas menores no fundo. A certeza, no entanto, não existe.

Uma curiosidade: apesar da maior parte dos brasileiros a tratar por castanha-do-pará, os americanos a chamam de “Brazil Nut” (castanha do Brasil). Mal sabem eles, na verdade, que o Pará nem chega a ser o maior produtor da castanha no Brasil, esse título pertence ao Acre (cujos habitantes preferem chamar a iguaria de “castanha-do-acre”). Além disso, o próprio nome “Brazil Nut” não faz justiça, já que o principal produtor mundial é a Bolívia. Lá, a chamam de “almendra”.

6 – ESPUMA

 

Como você define a espuma? É sólida, líquida ou gasosa? O que é a espuma, afinal? Nós a encontramos diariamente em uma variedade de situações, desde shampoo e creme de barbear até o colarinho da cerveja ou a cobertura de uma torta de limão.

De acordo com um cientista da Universidade da Califórnia (EUA), a espuma é composta de 5% de líquido e 95% de gás. Se você achou esse número estranho porque frequentemente a espuma parece ser mais sólida do que isso, não se preocupe: os cientistas também não têm resposta definitiva para essa questão.

5 – POR QUE O GELO É ESCORREGADIO?

 

Você já parou para pensar porque andar sobre o gelo (se você já teve a oportunidade de fazer isso) é um eterno sobressalto? Por que, afinal, a superfície é tão escorregadia que podemos cair a qualquer momento?

A origem desse enigma, segundo os cientistas, está na composição da própria água. Quanto mais fina for a camada de água sobre uma superfície plana, mais escorregadia ela é. Isso é fácil de comprovar: você não escorrega, por exemplo, ao andar sobre uma poça de água comum, na rua, mas corre um alto risco em um chão que acabou de ser limpo com rodo. Como a camada de água sobre o chão, após uma faxina, é finíssima, aparece o aviso de “piso escorregadio”.

No caso do gelo, esse fenômeno pode ser observado em pistas de patinação. A maioria dos cientistas concorda com a seguinte teoria: quando os patins cortam a superfície, o gelo naquele exato ponto é derretido por um momento, devido à pressão, e transforma-se em água. Imediatamente após a lâmina deixar aquele ponto, a água se solidifica novamente. Ou seja, o atleta patina sobre água em um piso de gelo, e não sobre o gelo em si. Mas ninguém sabe ainda, exatamente, como esse mecanismo funciona.

4 – CEREAIS AGRUPADOS

 

Se aquela tigela de sucrilhos com leite faz parte do seu café-da-manhã de todo dia, você certamente já reparou que os cereais são uma sociedade altamente organizada quando está em extinção. No fim da refeição, você pode ver os últimos grãos se atraindo uns aos outros, como se pedissem para a colher capturá-los todos de uma vez. Mas por que isso ocorre?

A resposta, na verdade, é chamada pelos cientistas de “Efeito Cheerios” (batizado em homenagem ao famoso cereal americano), mas não se aplica apenas aos cereais. Experimente colocar, digamos, meia dúzia de pequenos clips em uma caneca de água, e você verá que eles também se atraem.

Esse efeito vale, em linhas gerais, para qualquer objeto flutuante em uma superfície líquida. Descoberto em 2005, o fenômeno se utiliza do conceito de tensão na superfície. Pense na tigela de leite como um conjunto de moléculas.

No fim do seu pote de sucrilhos, você pode ver a maioria dos grão agrupados no meio e alguns desgarrados, colados à borda da tigela. Isso acontece porque as moléculas de água, no leite, são atraídas para a borda, formando um círculo interno ao contorno da tigela. Nesse círculo, alguns grãos acabam presos. Os que escapam disso, no entanto, se prendem no meio da tigela devido ao “vácuo de moléculas” de água que se formou.

3 – ÍMÃ

 

Campeão de interesse de crianças e adolescentes em uma aula prática de física, o ímã é símbolo de um dos campos científicos mais estudados da história da humanidade: o magnetismo.

Nem todos se lembram disso, mas todo corpo tem magnetismo. Na matéria comum, contudo, a atividade elétrica que dá origem ao magnetismo é orientada em direções diferentes, razão pela qual os objetos não se atraem o tempo todo. No caso do ímã e da maioria dos metais, em menor escala, todos os elétrons da superfície apontam na mesma direção. Isso cria o que nós chamamos de campo magnético. Assim, objetos com campo magnético podem se repelir ou se atrair, dependendo da direção.

Apesar dessa explicação simples, o mecanismo envolvido permanece uma ideia abstrata no nosso imaginário. Até esse ponto, há certezas, mas o conhecimento do homem sobre o magnetismo acaba por aqui.

Ainda faltam explicações definitivas para vários fatores do magnetismo. Por que as partículas irradiam magnetismo, o que exatamente são esses campos que se formam, por que os elétrons correm todos na mesma direção apenas em metais e em ímãs? As teorias mais recentes para tais questões ainda estão em desenvolvimento.

2 – ELETRICIDADE ESTÁTICA

 

Além de ímãs, outro artefato de física capaz de despertar interesse é o gerador eletrostático. Trata-se daquele globo que arrepia os cabelos de quem coloca as mãos sobre a superfície do equipamento, figurinha carimbada em feiras de ciência escolares. Este aparato dá uma noção prática de um fenômeno que também esconde mistérios dos cientistas: a estática.

Qualquer choque, na verdade, é causado por essa condição. Quando você toca uma porta, por exemplo, às vezes leva uma descarga elétrica desagradável, e não sabe o motivo. A primeira coisa a esclarecer é que a “culpa” não é da porta, é sua. Seu corpo está com excesso de carga elétrica, positiva ou negativa, e essa corrente é liberada no primeiro objeto que você encontra (em alguns corpos esse efeito é mais sensível do que em outros).

A explicação mais razoável (mas não comprovada), para esse fenômeno, é simples. Quando há contato entre dois corpos com cargas elétricas diferentes, os elétrons saem bruscamente dos átomos de um dos corpos, e são descarregados em excesso nos átomos do outro corpo. A razão de isso acontecer, no entanto, permanece obscura.

1 – ARCO-ÍRIS

 

A receita para criar um arco-íris é simples: pequenas partículas de umidade atmosférica atravessadas por raios de sol. Essas gotículas funcionam como prismas (aquele mesmo prisma “triangular” retratado em fotos de livros de física), que refratam os espectros de cor em uma direção transversal ao sol. Mais exatamente, entre 40 e 45 graus transversais aos raios solares.

Pode-se dizer que o mistério científico do arco-íris já foi solucionado. Para a sabedoria popular, no entanto, ainda resta uma dúvida, ainda que pareça ingênua: porque não chegamos ao fim do arco-íris?

Em uma lógica simplória, isso faz sentido: quando vemos o arco-íris surgir por trás de uma montanha, ele teria que “brotar” de algum lugar, ou pelo menos ter um limite visível. A questão, obviamente, é fácil de responder. Não vemos o fim do arco-íris porque ele simplesmente desaparece quando chegamos muito perto. A capacidade de enxergá-lo depende da distância em que você se encontra.[Life'sLittleMysteries]

 

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