A garrafa como mascote

Recostada na cama eu repassava os últimos acontecimentos daquela semana que haviam me conduzido àquele quarto agradável de motel. Saíra do escritório naquele final de manhã de terça-feira disposta a resolver o que para mim parecia simples de obter: uma declaração da escola quanto a algumas disciplinas de engenharia civil que havia cursado, paralelamente ao de engenharia ambiental e, que me daria habilitação legal para registro de projetos nessa área.
Cheguei ao guichê da Secretaria as 11:40 h e ali fui informada que somente após as 13:30 h o expediente seria reaberto.
- A Universidade não se adaptou aos novos tempos, pensei irritada diante da expectativa de retornar ao escritório ou ali permanecer aguardando a reabertura do horário de atendimento.

A fila de jovens, à saída, em frente ao restaurante universitário lembrou o meu tempo de estudante e, já sentindo um pouco de fome, lembrei-me que já era hora de almoço. Decidi então que almoçaria por ali e aproveitaria as lembranças.Bem a minha frente, já quase na área de acesso à área interna do restaurante, um grupo de jovens, rindo e se divertindo uns com os outros. Uma jovem daquele grupo tinha um jeitinho de mexer o corpo que chamou a minha atenção. Percebi que ela também me observava e que havia outros olhares e me dei conta de que era eu que me destacava naquela fila, pela maneira elegante talvez, que eu vestia e também pelas minhas qualidades de mulher atraente que sou. Já no interior do restaurante, com a bandeja nas mãos, à procura de um assento vazio, voltei a cruzar o olhar com o daquela jovem que fazia um gesto, indicando uma cadeira vazia a sua mesa. Ainda sob olhares, alguns não tão discretos, busquei refúgio naquela mesa que me acolhia com um sorriso e que eu retribuía com todo o meu charme.

Chamava-se Ruth, a jovem que logo me dirigiu a palavra, me introduzindo na conversa com os seus amigos, quebrando a dificuldade normal de uma apresentação entre estranhos.
-Retornando a casa?, indagou.
-De certa forma, respondi.
-Deixe-me adivinhar sua área... Administração...
-De certa forma, disse a sorrir e, logo satisfiz a sua curiosidade e do grupo que a acompanhava:
-Fiz engenharia e tenho atuado na área de Gestão de Obras...
-Ah! Era a minha primeira opção, mas eu sempre escolho a segunda alternativa para adivinhar as pessoas. Dessa vez errei... e abriu um sorriso lindo em seu rosto.

Conversamos as duas como se já nos conhecêssemos e só nos demos conta do tempo quando percebemos que do grupo original à mesa éramos as ultimas pessoas, com o restaurante ficando cada vez mais cheio, as outras pessoas em pé, procurando espaço para sentar.
No caminho de saída do restaurante:
-Você gosta de carnaval?, indagou Ruth.
-Gosto, embora já não tenha a mesma disposição...
-Este ano a minha turma combinou ir para Diamantina e já não encontro passagem de ônibus...
-Estou indo nesta sexta-feira para uma cidade próxima de lá. Te dou uma carona, se você quiser.
-Verdade?!... Quero sim...
Trocamos telefone e endereço e combinamos local e horário de encontro e, quando me novamente me dirigi à Secretaria, me sentia feliz e radiante diante da perspectiva de estar novamente com Ruth. A irritação com o atraso no atendimento já se dissipara.
Na sexta-feira as 17:00 h buzinei da rua, embaixo da janela do seu apartamento.Ruth logo apareceu à janela fazendo um gesto com a sua mochila. Era delicioso ver aquela alegria vibrante, cinco no máximo seis anos mais nova que eu. Já alcançara os meus vinte e sete anos e imaginava Ruth com vinte e um, no máximo.
Abaixei a capota do meu carro e alojei a sua mochila na parte atrás do banco enquanto Ruth admirava o modelo do meu carro.
-Puxa, você tem um belo carro...
-É uma belezinha... Como você... arrisquei dizer.

Rimos as duas e partimos querendo vencer logo o trânsito da cidade que naquele horário era sempre um caos.Na rodovia o trânsito ainda fluía com lentidão e algumas piadinhas vinham dos carros que se alinhavam em fila, ao lado do nosso: “Ah! Se eu te pego”, era a música de sucesso do momento. O que nos fazia rir ainda mais daquela situação.
Ruth imitava o balanço da música mexendo o corpo no banco do carro e eu imaginava a maravilha que era rebolar junto àquele corpinho e, quando chegava o momento do: “Ah! Se eu te pego/ Ah! Se eu te pego/ Delícia...”, eu fazia o coro olhando bem nos olhos da Ruth. Não faltou assunto em nossa viagem.A noite caiu de repente e uma chuva ainda fraca mostrava a virada no tempo.
-É sempre assim. Carnaval e chuva, comentou Ruth.

Já nos aproximávamos de uma cidade a meio caminho de distância quando uma carreta à frente, nos obrigou a uma redução brusca de velocidade e de repente o nosso carro perdeu aceleração, fazendo a velocidade baixar mais ainda e nos obrigou a trafegar no acostamento. O que dera certo até aquele momento, agora parecia complicar. A chuva aumentara e o carro se arrastava até o momento em que vimos uma luz piscante com uma seta apontando a direção de um motel. O carro parou uns cem metros antes e tivemos que empurrá-lo na chuva até a portaria do motel. À atendente explicamos o problema com o carro e indagamos se tinha um apartamento onde pudéssemos nos trocar e providenciar a vinda de um socorro mecânico. Encostamos o carro do lado de dentro, próximo à portaria, deixamos a chave do carro e a orientação para quando chegasse o socorro, retiramos do carro nossas bagagens e percorremos, já totalmente encharcadas, o curto espaço até o apartamento que nos fora destinado.

O bom humor de Ruth fazia atenuar a situação de desconforto e subimos, as duas abraçadas, a escadinha estreita que conduzia ao apartamento, em cima da garagem.O ambiente aconchegante do motel criava um clima de intimidade e uma certa cumplicidade que nos aproximava. Para uma sonhadora como eu, se abria a perspectiva de uma experiência não programada e que poderia ser inesquecível.
Eram essas as imagens que passavam pela minha cabeça no momento em que Ruth saía do banho, enrolada numa toalha branca, fazendo um contraste maravilhoso com a sua pele dourada, os seus dentes claros, refletidos pela luz negra do ambiente.

-Uma delícia o chuveiro, comentou enquanto desenrolava a toalha do seu corpo e, totalmente nua, se dirigia ao canto do quarto onde depositara a sua mochila, no lado oposto da cama onde me encontrava. A sua beleza, refletida na pouca luz, me encantava. Tinha um corpo perfeito em que se destacavam os seios pontiagudos e uma bundinha lindinha fazendo contraste com a sua barriguinha tanquinho.
Comentou o esquecimento do seu creme para o corpo e lhe ofereci o meu, me dispondo a ajudá-la a espalhar em seu corpo. Atrasei a minha ida ao banho e vendo-a acariciar o seu corpo, aquilo me encheu mais ainda de tesão e, quando ela me pediu ajuda para espalhar em suas costas, pedi a ela que deitasse de bruços sobre a cama. Naquela posição podia-se bem ver, acima do seu bumbum, a marca de uma asa delta naturalmente decorrente do uso ao sol de um biquíni mínimo.Massageei os seus quadris, avançando devagar pelas costas, descontraindo uma a uma as vértebras de sua coluna, fazendo exatamente o que a minha massagista fazia em meu corpo e que eu sabia, proporcionava enorme prazer e bem estar.

-Você tem mãos de fada... Vou querer que você não pare, Ruth disse sorrindo.
-Apenas comecei... sorri de volta, retornando à sua linha de cintura, descendo pelo bumbum, massageando as suas coxas, acariciando-as de dentro para fora à medida em que suas pernas iam se movimentando lateralmente afastando-se uma da outra, me possibilitando acesso à área próxima a sua bucetinha onde minhas mãos roçavam os seus lábios entreabertos espalhando o creme entre suas pernas. E, embora fosse grande também o meu tesão naquele momento (o meu desejo era declarar o meu amor por ela) senti que devia segurar um pouco para melhor saborear aqueles momentos. Agora eu já não tinha mais dúvidas quanto ao que sentia por Ruth e imaginava que já havíamos alcançado um nível de confiança que nos permitiria seguir adiante, se assim quiséssemos.Éramos duas mulheres e eu lhe demonstrara, de certa forma, que estava afim de amar.

Bati levemente com a palma da minha mão em sua bundinha empinada sobre a cama e me dirigi ao banho. Antes porém ocupei uma posição frente ao espelho, sabendo que Ruth me observava, e me despi lentamente do meu conjuntinho de saia e blusa que substituíra a minha roupa molhada, oferecendo-lhe a visão inteira do meu corpo com movimentos onde eu imaginava o efeito que isso provocaria em Ruth.. Em cada gesto procurei realçar a beleza do meu corpo, como naquele momento de descer a minha calcinha, enrolando-a na perna a princípio e, abaixando-a de uma perna e de outra, o pé apoiado sobre a cama no melhor ângulo de visão para ela deitada de bruços. Controlava a minha respiração e percebia Ruth, como não querer perder sequer um quadro naquela sucessão de imagens que davam à cena uma dimensão exaltada pelos sentidos. Deixei finalmente cair a minha calcinha, aos meus pés, e me dirigi ao banho.
À saída do banho, Ruth veio ao meu encontro com duas taças de vinho, para um brinde.
-Ao nosso carnaval!
-Ao nosso carnaval, respondi segurando uma das taças em uma das mãos e, segurando a sua mão com a minha outra mão caminhamos em direção à mesa onde estava a garrafa de vinho aberta.

Na taça que Ruth me servira eu identificava agora a marca da sua boca deixada pelo batom que lhe realçava os lábios. Me levantei e fiquei de pé a sua frente com as mãos estendidas e, não para minha surpresa, senti as suas  mãos desatando o laço da  toalha do meu corpo e, em seus olhos o meso brilho de desejo que havia nos meus.

Ruth vestia uma linda camisola branca transparente em que borboletas marrons pareciam querer voar o que lhe davam uma incrível leveza do corpo.
Aproximei os meus lábios dos seus e, toquei suavemente a sua cintura antes que os meus lábios alcançassem os de Ruth num beijo apaixonado de tesão, de desejo, de vontade de amar. E eu já imaginava, durante aquele beijo de língua, o momento em que eu chegaria a “lugar nunca dantes navegado”, em Ruth.
Quanto tempo é necessário para se apaixonar!?Acontecera numa fração de tempo e eu não saberia dizer quanto.
Sem nos desgrudarmos, tropeçamos até a cama e pude ali percorrer com as mãos, centímetro por centímetro daquele corpo, sentindo-me inteiramente correspondida por Ruth que fazia o mesmo em relação a mim, me confessando ao ouvido que experimentava, pela primeira vez, o prazer com uma mulher.
Por quanto tempo fizemos amor? Há momentos em que a medida do tempo há que ser considerada em segundos... Foi um segundo e foram milhares... centenas de milhares de segundos em que o nosso desejo se alimentava  a partir de um toque de mão, de um gesto, de um beijo, e onde parecíamos insaciáveis.

Melhores momentos!? Todos...como naquele em que, na cama ainda colada ao seu corpo, minhas mãos acariciavam sua bucetinha, e um desejo me pedia para mergulhar fundo. Enquanto sugava com a minha boca e minha linguinha a pontinha dos seus seios, com a pontinha dos meus dedos fazia movimentos circulares, um carinho bem gostoso, no contorno de sua aberturinha e, percebi que se tratava de uma área quase inexplorada o que me fez lembrar da minha primeira vez, com uma amiga, que me ajudou a me tornar a pessoa feliz que sou. Também era a primeira vez que eu me sentia responsável em amar alguém da forma mais linda que eu sabia fazer. Beijei com paixão os seus seios e acariciei suavemente o seu clítoris, até que suas mãos, delicadamente em meus cabelos, me empurraram para baixo da sua linha de cintura e só aí então o contato das mãos em seu corpo foi substituído pelos meus lábios. Percorri a linha de contorno daquele encanto de bucetinha sem pressa, prá não dizer da forma mais demorada até sentir os seus lábios se abrirem inteiramente ao par e só então introduzi minha língua inteiramente em Ruth, sentindo o seu corpo erguer-se da cama de encontro ao meu rosto enquanto minha a língua  impulsionava o seu grelhinho de baixo para cima, repetidas vezes.
Foram muitos inesquecíveis momentos em que alternamos carícias, beijos, movimentos de língua e de mãos que nos proporcionavam enorme prazer.
Dormimos exaustas, ainda abraçadas, as duas.

Tomamos o banho da manhã juntas no mesmo clima de encantamento e ternura onde trocamos beijos e carícias como se quiséssemos dizer uma à outra que uma noite não havia sido suficiente. Abracei Ruth, por trás, sentindo a água escorrer pela nossa pele. Acariciei seu pescoço e beijei a sua nuca, minhas mãos em seus seios sentindo o movimento do seu corpo, da sua bundinha contra o meu corpo à medida que meus lábios deslizavam em sua nuca.

No café, o gosto de quero mais se acentuava. Foi quando contei a Ruth o sonho que tivera aquela noite. Na loucura do meu tesão por ela  eu  lhe pedia que elevasse mais sua bundinha sobre os joelhos recurvando o corpo e lhe chupava a bucetinha, minhas mãos abrindo espaço em sua bundinha aos meus lábios e minha lingüinha até que, de repente, saíamos voando em uma asa delta  e acordamos de madrugada, meu rosto entre suas pernas, junto a sua cintura.
Ruth sorriu com seu jeitinho lindo e como se estivesse a morder os lábios, me perguntou:

-Você acredita mesmo que foi um sonho?! E assim dizendo assumiu na cama uma posição do corpo idêntica à do sonho, acrescentando um detalhe que eu não lhe revelara: tinha a mão espalmada, os dedos, indicador e médio formando um “V”, sobre a sua bucetinha afastando lateralmente os seus lábios, num convite a decifrar o limite do real e do sonho. Quis reviver o sonho e no momento em que chegamos ao ponto em que, no sonho, saíamos voando, eu estava atenta e pude deter aquela fuga, mantendo as mãos em seus quadris e pedindo que erguesse um pouco mais o seu corpo, fiz ela sentir os meus lábios e minha lingüinha deslizarem por aquele pedacinho do seu corpo até o centro do seu anelzinho cor-de-rosa, e  lambi o seu cuzinho até uma explosão de gozo nos invadir, fazendo desabássemos sobre a cama. Olhei a asa delta no corpo da Ruth e depois nos seus olhos e era como se soubesse que aquela viagem aconteceria. Podia dizer que agora a conhecia por inteiro, milímetro por milímetro daquele corpo. Na ponta da língua...Descemos a escada e o meu carro ocupava a garagem inferior com um bilhete preso no vidro:
-Esta garrafa plástica é a responsável pela “pane” do seu carro. Ela impedia o acelerador.. Bom dia e boa estada.

Ainda hoje  guardo aquela garrafa como mascote.

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