Conheça uma dieta que não exige que você perca peso (no começo)

Todo ano é a mesma coisa: poucas semanas antes do verão, muita gente decide que vai se alimentar melhor e fazer exercícios para ficar “em forma” e curtir uma praia sem culpa. Apesar do sucesso inicial, com o tempo a motivação diminui, e não é comum que boa parte do peso perdido seja “encontrado” novamente. O que fazer?

Recentemente, um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos decidiu testar uma abordagem alternativa, dando destaque para a manutenção do peso saudável (ao invés de focar apenas no emagrecimento).

“As pessoas chegam realmente motivadas”, conta a pesquisadora Michaela Kiernan, do Centro de Pesquisa de Preservação de Stanford (EUA). A proposta do programa idealizado por Kiernan e seus colegas é “fazer com que elas canalizem essas boas energias para manutenção”.

Estabilidade na balança

Para testar o programa, a equipe reuniu 267 voluntárias de 21 anos ou mais, com sobrepeso ou obesas. Elas foram divididas em dois grupos: “manutenção primeiro” e “perda de peso primeiro”. Ambos se reuniram durante 28 semanas, mas com propostas diferentes nos 8 primeiros encontros: o primeiro grupo aprendeu técnicas para não ganhar peso, e o segundo, técnicas para emagrecer.

Além disso, o grupo de manutenção passou por alguns experimentos – houve uma semana em que os participantes fingiram estar “de férias” e comeram cinco refeições altamente calóricas – para exercitar as técnicas que aprenderam, como alterar a dieta ou seus níveis de atividade conforme a demanda, mas sem se preocupar em anotar tudo (o que Kiernan chama de “consciência relaxada”).

Ao final do programa, as participantes de ambos os grupos conseguiram perder aproximadamente o mesmo peso (cerca de 8 kg, ou em torno de 9% de seu peso inicial). Um ano mais tarde, os pesquisadores procuraram novamente as voluntárias, e descobriram que aquelas do grupo “manutenção primeiro” ganharam em média apenas 1,3 kg, enquanto as demais ganharam em torno de 3,2 kg.

“Eu acho que isso apenas abre o leque de alternativas que as pessoas têm”, diz Kiernan, que pretende conduzir estudos similares com homens e com mulheres em situações mais variadas.

Para o psicólogo social Paul Fuglestad, da Universidade de Minnesota (EUA), o resultado alcançado pelo primeiro grupo se deve mais ao conteúdo do programa do que à ordem em que as técnicas foram ensinadas. “Acho que ele fez as pessoas ficarem um pouco mais satisfeitas com o processo de manutenção/controle”, opina. “Parece algo mais realista, algo que as pessoas poderiam adotar e continuar seguindo a longo prazo

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