Intimo e Casual

Eu saia do caixa do supermercado carregando algumas sacolas, sou moreno, 1m80, em boa forma, 36 anos, jeito de 36 anos. Passando pelos demais caixas sem querer parei meu olhar numa pessoa que também me olhava, era um homem branco, cabelos pretos, barba rala, aparentemente sarado.
Eu retribui o olhar não sei porquê, não sei por quantos segundos, olhei pra frente, me virei e olhei novamente ele ainda estava lá, me procurando com o olhar.
Estava colocando as coisas que comprei no baú da moto quando aquele cara passou por mim, me olhou, nos cumprimentamos de cabeça e com um sorriso, então ele desviou e veio até mim, nos cumprimentamos com um aperto de mão.
- Tudo bem? Miguel. (Disse ele)
- Opa! Tudo bem, Ederson. (Respondi)
- Você mora por aqui?
- Não, já morei, ainda tenho o costume de usar esse mercado, e você?
- Moro aqui pertinho, moro só.
Sorri sem graça, coração meio acelerado, nunca tinha flertado tão escancarado assim. Respondi já sem argumento nenhum: Que legal, gosto daqui.
- Quer ir lá conhecer?
- Quero. (Já tentando controlar a respiração que ficava ofegante).
Ele sugeriu eu acompanhar, pedi pra eu acompanhá-lo de moto, ele me indicou a direção, fui até lá.
Enquanto me deslocava e esperava tinha vários pensamentos, não sabia se teria a coragem para tanto. Ainda que já tivesse pensado no assunto, fazer é outra coisa, mas ao mesmo tempo poderia ser a oportunidade que eu sempre desejei.
Então ele chegou: - Vamos subir? Concordei e subimos conversando amenidades, como estava o tempo, que de noite não faz mais frio, esse tipo de coisa pra preencher o vazio.
Passando pela porta tudo mudou, ele acendeu as luzes, ser virou e me encarou, a excitação era latente para os dois. Eu estava com visão de túnel de tão nervoso, só via seu rosto, mas pude perceber também seu cheiro, estava muito cheiroso e era bonito.
- O que vai ser? (Perguntei)
- Você que me diz.
- Não vou dizer, quero ouvir, ver e sentir.
Silêncio nada constrangedor, sorrisos no canto da boca e olhar de cobiça entre os dois.
Sinceramente não sei o que houve comigo, raramente levava cantada homo, nunca havia retribuído, mas ali eu estava determinado, naturalmente afim daquele cara.
Depois dessa troca de olhares, como se houvesse pensado antes de falar ele respondeu: - Se você quer ouvir, eu digo, quero você aqui pra ficarmos e a primeira coisa que você vai sentir será um beijo.
E instintivamente fomos na direção um do outro e começou a nossa história. Não me sinto bem à vontade com relações casuais, promiscuidade, mas aquele cara parecia pra mim a porta para outra dimensão, e eu não podia perder a oportunidade.
Foram muito beijos a partir daquele momento, uma boca macia e doce, um hálito gostoso de menta, as línguas se tocavam e ser percorriam, a respiração não incomodava, alternávamos chupadas na língua e nos lábios, cheiros no pescoço, beijos em qualquer pele, gemidos no ouvido, sorrisos de satisfação, e os corpos já se uniam, demonstrando a excitação um pro outro.
Minhas mãos já percorriam seu corpo, cabelo, nuca, costas, braços e bunda. Adorei o jeito dele, discreto o tempo todo, mas ao começar a fase de carícias ficou levemente afeminado.
Não sei quanto tempo ficamos nisso, mas estava maravilhoso. Por cima da minha roupa ele acariciou meu pau, sentindo o volume, apertando, e numa pausa entre os beijos me disse:
- Lugar de sexo é no quarto!
E sorriu nervoso.
Andamos agarrados, chegando no quarto a coisa melhorou ainda mais, uma espaçosa cama e as roupas foram saindo dos corpos aos poucos, entre beijos e carícias por todo o corpo. Ficava evidente o contraste, ele branco poucos pelos, eu moreno peludo.
Foi tudo muito romântico, lembro como ele se contorceu de prazer a primeira vez que chupei seus mamilos, já deitados, se sarrando em mim deliciosamente, ainda os dois de cueca, só de cueca.
Então ele tomou a iniciativa e tirando minha cueca começou a me masturbar, suas mãos estavam macias e ele mostrava saber bem o que faz, me encarando foi com sua boca em direção ao meu pau e eu o detive. Pedi que colocasse camisinha.
Percebi que ele ficou muito pouco sem graça ou frustrado, menos do que eu fiquei em falar, pegou uma camisinha no criado mudo e recomeçou aquele ritual, dessa vez nada iria nos fazer parar.
Com meu pau em pé ele desenrolou o preservativo, não foi fácil, nunca é, devido à grossura, mas ele fez direitinho, e foi logo beijando com vontade, ora engolindo, ora percorrendo de baixo acima, ou só a cabecinha, chupando as bolas, me olhando e sorrindo, falando sacanagem, tipo:
- Quando eu pus o olho em você eu sabia que ia te chupar.
Eu estava estranhamente cada vez mais à vontade, acariciava seu rosto, retribuía os elogios, e desfrutava daquele boquete incrível.
Então ele se levantou e voltou ao criado mudo, pegando um tubo de KY. Ele ainda estava de cueca, o que fiz questão de tirar, e pude notar sua expectativa sobre o que eu ia fazer. Era um pau lindo, menor mas de mesmo formato que o meu, só que branquinho, até a cabeça era rosa clara, me senti na obrigação de ter mais iniciativa, tomei aquele pau com a mão e o trouxe pra perto de mim, estava na cara dele que desejava que eu o chupasse, mas eu estava louco de vontade de penetrá-lo. Então eu o virei de costas, os dois de joelhos sobre a cama e fui beijando suas costas, começando em cima, terminando onde eu mais queria, naquele cuzinho pardo, fechadinho e liso, onde da forma mais imprudente possível comecei a beijar com vontade, ao mesmo tempo masturbando seu pau. Senti muito bem a resposta do seu corpo, seu pau latejava, ele rebolava e gemia mais alto e mais agudo.
Cada vez mais eu sentia vontade de possuir aquele homem, ainda que a gente mal se conhecesse tudo acontecia de uma forma muito íntima. Lambia, chupava e dedilhava seu cu, e ele gostava, sorria descontrolado. Então anunciei quase formalmente:
- Agora vou te comer.
Ele concordou mas não conseguia falar, só sorria e fechava os olhos. Fui para o seu lado e lhe entreguei o KY, ele entendeu o que fazer, me deitou de barriga pra cima e começou novamente a chupar e masturbar e passou lubrificante no meu pau e em seu cuzinho. Montou sobre mim e me encarou um instante, parecíamos apaixonados. O cheiro de sexo estava no ar, o odor da camisinha que misturava latex e morango, o suor, o perfume, uma atmosfera rica de sensações.
- Depois que me comer nunca mais vai querer saber de outra coisa.
E apontando meu pau na entrada de seu cu rebolou pra baixo e pra cima, dava pra ver a dor em sua expressão, mas ele não parava, fiquei perplexo como ele é sensual, nunca havia comido uma mulher assim, não esperava vir de um homem uma experiência tão gostosa.
À medida que entrava ele rebolava mais gostoso e me dava mais prazer, alternava com longos beijos, até que sentou completamente e ali ficou, rebolando muito, gemendo e fazendo declarações loucas, promessas e pedidos.
Demoramos tanto nessa coisa surreal, eu sabia que já estávamos na cama a mais de uma hora, sabia porque a música parou de tocar e foram muitas. Estava maravilhoso mas reparei que ele já estava ficando cansado, fui masturbá-lo mas ele pediu pra parar, disse que assim ia gozar e não queria agora.
Então comecei uma mudança, o tirei de cima de mim e me pus de pé, pegando ele pela mão fiz se levantar também e ficar de frente pra parede. Passei mais lubrificante e fui recomeçar aquela penetração, ainda com muito fogo comecei a dominá-lo, penetrando com mais força e o agarrando fomos jogando um jogo muito excitante, perguntava:
- Quem é seu dono? De quem é esse cu? Você é meu e eu vou te comer muito gostoso.
Não me sinto bem com essa coisa de dominação, mas foi algo que aconteceu naquele momento sem script, só que eu via na sua expressão a dor, fazia muito tempo que eu estava dentro dele, e bombava com mais força porque queria gozar, mas quando ameaçava diminuir ele suplicava mais, foi estranho, seu pau estava mole e ele não sorria mais, quase chorava, mas implorava pra continuar sendo comido, acabei gozando meio sem concentração, incrivelmente foi o momento menos gostoso da transa.
Continuamos em pé, abraçados e respirando juntos, no mesmo ritmo. Ousei fazer carinho, ele estava mudo, tinha lágrimas nos olhos, eu me senti mal. Então fui me afastar bem devagar, ia pro banheiro ele começou a falar:
- Me desculpa, mas eu sinto prazer assim, adoro essa dor e a humilhação, não sei te explicar o que acontece, mas eu adorei.
Ele reparou que eu fiquei sem ação, sem resposta, sem entender nada, tudo começou tão belo, tão quente, e terminava tão frio, e ele estava satisfeito?
Fui ao banheiro logo ele veio atrás, me beijou de novo, a nossa intimidade permanecia, tirou a camisinha pra mim e fomos pro chuveiro juntos.
Tomamos um longo e caprichado banho, nos secamos um ao outro, meu pau deu sinais de querer mais mas ele me alertou que estava acabado, não aguentaria mais nada no cu. Também já era tarde, mais de 22h, umas 2h que estava na casa dele sem parar de ficar excitado. Fui me vestir ele foi buscar suco e um lanche, aceitei um pedaço bem pequeno porque não sentia fome, foi só pra poder sentar e conversar mais, olhar mais. Eu vestido, ele de cueca.
Fomos até a porta e não tinha vontade de ir embora, queria mais, começamos a nos beijar intensamente de novo, como no início. Os dois excitados novamente, então comecei eu a brincar com seu pau, vontade de beijá-lo também, ele ficou com as costas na parede, os dois de pé, e eu alí, querendo aliviar minha culpa fazendo-o gozar, e aconteceu, ele gozou muito, nas minhas mãos, entre beijos e risadas, voltamos ao banheiro para a última higiene da noite.
Dali mesmo foram mais poucas palavras, mais por despedida, parecia que um ciclo havia se encerrado.
E depois daquele dia eu não teria mais o procurado, não tenho seu telefone, não iria na sua caso, só deixaria o acaso fazer sua parte.
 
Obrigado pela atenção querido leitor.
 

Alexandre, o autor

constossecretos2015@gmail.com

 

Enviar novo comentário

O conteúdo deste campo é privado não será exibido publicamente.
  • Endereços de páginas de internet e emails viram links automaticamente.
  • Linhas e parágrafos quebram automaticamente.

Mais informações sobre opções de formatação

ANTISPAM
Usamos este sistema para evitar spam dentro do Casa da Maite.
1 + 0 =
Resolva a simples operação matemática de soma acima e coloque o resultado. Por exemplo 1+ 3, digite 4