Nada como um fim de semana após o outro - uma história com minha prima

Estava eu mofando em casa, quando recebi de minha prima o convite para
ir a uma festa em sua casa. Ela ligou, dizendo que a festa era a
inauguração de seu novo endereço. Antes ela morava em um bairro longe
do meu, mas éramos muito chegados. Saíamos várias vezes, temos a mesma
idade (18), sempre rolavam uns esquemas com as amigas dela. Agora ela e
sua família (minha tia e sua irmã de 12 anos) se mudavam para uma casa
grande, a três quadras da minha.

A
relação da minha prima com a mãe era ótima, saindo comigo durante tanto
tempo sem fazer nada errado ela conquistara sua independência. A festa
reuniria alguns de nossos velhos amigos, alguns da faculdade (nós
éramos calouros), e outros.

Nestes
outros, estava incluída uma menina que era sua nova vizinha, linda, que
eu vira meia dúzia de vezes por aí. O nome é Tati (Tatiana). Claro que
ia rolar uma coisa legal na festa com ela, e isso estava me deixando
ansioso.

No dia, minha tia saiu com a
priminha e foi lá pra casa, pra deixar a casa livre (ela confia na
gente!) pra festa. O pessoal todo foi e tava muito massa. A Jú (minha
prima) me apresentou a Tati e ficamos conversando. Foi uma festa
atípica, eu não bebi (ao contrário de todo o resto), fiquei apenas
batendo papo com a menina. Não preciso dizer que ela é muito legal, nos
fechamos certinho, temos muito em comum. Talvez exatamente por isso,
acabamos não ficando juntos. Parecia que nenhum dos dois queria
estragar a conversa com amassos, estávamos curtindo uma noite animal
juntos.

Fim de festa, 5 da manhã. A Jú
caiu na cama, torta de bêbada, e a galera foi embora. Como eu e a Tati
ainda estávamos inteiros, ela me deu uma mão e nós arrumamos a bagunça.
Depois ela foi pra casa, e eu fui dormir, mas sem antes rolar um
convite pra curar a ressaca (a da prima, claro!) na piscina.

Lá pelo meio-dia, fomos acordados pela tia e minha mãe, surpresas pela
arrumação, que estavam indo pra casa da vó (cidade vizinha, uns 80 Km).
Eu não tava nem um pouco afim de ir, tinha conviado a Tati pra vir aqui
e não ia dar um bolo nela. A Jú só disse que queria dormir o dia todo.
Elas foram sozinhas. como não ia conseguir dormir mais, saí pra comprar
umas coisas pra comer, e aproveitei pra ligar prum amigo meu que
namorava a minha prima, falei pra ele aparecer lá mais tarde.

Comi uma coisinha e fui pra água. Sábado, sol, música, o que faltava?
Uma mulher, claro! E ela não tardou a chegar. Umas três horas estávamos
todos reunidos, na água, tomando suco e falando bobagem. Parecia que eu
e a Tati éramos conhecidos de anos, falando muito, rindo, brincando. Os
outros dois estavam mais reservados, num canto da piscina.

Uma hora, o Daniel (meu amigo) começou a rir alto. Todos olhamos pra
ele, curiosos em saber porque tanta graça. Ele disse que estavam
discutindo diferenças entre homens e mulheres, um melhor nisso, outro
naquilo, e a discussão chegou em vestuário. Ele garantia que pra mulher
era muito mais fácil, tinha uma variedade enorme de modelos e preços,
enquanto homens tinham que contentar-se com poucas opções e gastavam
mais dinheiro. E a Jú falava concordava, mas dizia que a mulher sofria
mais pra se manter bonita, que não era só a roupa que a deixava assim.
E por isso ele ria; segundo ele, era só botar roupa bonita, "reboco" no
rosto, perfume e deu: qualquer mulher que tivesse o corpo mais ou menos
proporcional, não tivesse nenhuma deformação, ficaria bonita. E os dois
recomeçaram a discutir. Eu concordava com ele, e a Tati ficava no "não
sei, talvez".

Então minha prima falou:
"Então se eu pegar uma homem que seja proporcional, não tenha
deformações e vestí-lo bem, vai ficar bonita?!"
Ele hesitou, e
falou: "Se não for uma cara muito grande e peludo, acho que sim..."
Pausando, por perceber que dava sua própria descrição.
Ela, esperando por isso, desfiou: "Então vamos lá! Vou transformar você numa gatinha!"
"Não, calma! Não vou pagar esse mico sozinho!"

Então todos se viraram na minha direção. Senti um frio na espinha e
recuei. Percebi que uma mão me tocava no ombro e falava "Não se
preocupe, é só pra brincar, não tem nada pra temer. Afinal estamos só
nós aqui, e o seu amigo vai estar no mesmo barco."

Ainda em dúvida, concordei. "Como vai ser?"
"Vamos lá dentro", disse a Jú.

Ela Falou pra Tati ficar na sala esperando pra ver a transformação e
fechou a porta do quarto. Abriu o armário e tirou um maiô e um biquíni,
e nos mandou vestir. O Dani foi no banheiro com o maiô, e eu, que tinha
intimidade com a prima, me troquei ali mesmo. Era um biquíni vermelho,
de lacinhos dos lados da calcinha e um no meio do soutien. Ela me
ajudou, ajeitando e dizendo que caía bem em mim. Eu ri, e ele saiu do
banheiro, resmungando a peça apertada na cintura.

"Viu jú, fiquei horrível!" disse ele.
"Calma, não terminou ainda..." respondeu.

Ela me colocou sentado na penteadeira e começou a dar um trato nos meus
fio loiros. Passou creme, penteou e pronto: "Ficou perfeita! Agora a
mágica começa!"
Abriu uma gaveta e tirou vários cremes: pra pele,
pro rosto, pras mãos. Só isso já me deixava com uma aparência muito
melhor. Pra finalizar, batom pérola nos lábios. "Não se preocupe, não
sai na água."

Chegou a vez dele. Dava pra ver a diferença no tratamento: Comigo, era
delicada, cúmplice, amiga. Mas ele era tratado com desleixo, ela ria e
avacalhava, fez uma maquiagem exagerada, batom vermelho forte, brincos
de pressão enormes, com um tope no cabelo curto que ficou horrível. Ele
levantou, se olhou no espelho, fez uma cara de nojo e se virou. Ficou
realmente impressionado com a minha aparência. Deu uma risada e cantou
vitória, falando que ela tinha me deixado com aparência de menina. A Jú
respondeu que ela tinha razão, porque ele se encaixava no perfil e no
entanto ficou horrível. "Vamos ver outra opinião feminina." disse.

A Tati! Eu quase esqueci! Comecei a ficar nervoso, afinal, minha prima
me ver assim não era nada, mas a menina que eu estava tentando
conquistar?!

Ela estava esperando na
sala e começou a rir muito quando viu o Daniel. Ficou zombando mesmo da
cara dele, que parecia um travesti horrível, daqueles de carnaval. Mas
olhou pra mim e ficou séria, analizando. Disse: "Acho que está bom, mas
você vai deixar estas duas novas meninas descalças, Juliana?"
"Quase me esqueci, venham por aqui meninas!"

Meninas?! Como soava estranho pra mim aquilo. O Dani já tinha entrado
na brincadeira e avacalhava, rebolando e gesticulando exageradamente.
Eu estava muito inseguro, não tinha sido ridicularizado e isso me
deixava sem saber o que pensar.

Ela abriu a gaveta e tirou um par de tamancos pro Dani. Claro que não
entrou no pé dele, que calça 41. Experimentou outros, mas os que
entraram ficavam espremidos, e elas acharam melhor ele usar os próprios
chinelos. Eu me tranquilizei, calçava 38 e provavelmente nada me
serviria também. Engano meu.

Elas
ficaram maravilhadas com a perfeição com que o primeiro tamanco
encaixou no meu pé, e se entusiasmaram. Começaram a experimentar todos
os sapatos da Jú em mim, mesmo que eu não fosse usar ali, só pra ver.
Acabaram me dando uma sandália de dedo com plataforma, branca. "Vamos
pra piscina!"

Ficamos ali um tempão,
eu tentando esquecer que estava naquela situação, conversando como
antes. como ela disse, a maquiagem não saiu na água e o meu cabelo
ficou macio, escorrendo pelas minhas costas. O Daniel logo estava todo
derretido, parecia um monstro todo manchado.

No fim da tarde, ele falou que tinha que ir embora, ia ao estádio ver
um jogo. Se trocou e foi. Eu sugeri sair da piscina, esperando tirar a
fantasia. Não que eu ainda estivesse muito incômodo, as duas me
tratavam de uma forma diferente agora, estavam mais carinhosas. A Jú
foi pro banho, e eu fiquei com a Tati na sala conversando. Ela queria
ir pra casa tomar banho também, mas queria voltar, estava legal ali com
a gente. Ela saiu e me deixou sozinho, pensando. Levantei e me olhei no
espelho grande. Se um estranho me visse, talvez passasse por menina. Me
arrepiei pensando nisso, e num impulso, comecei a andar pra lá e pra
cá, tentando imitar gestos de mulher. Fui interrompido pela prima e dei
um pulo. Saí meio envergonhado e fui pro banho.

Quando tirei a calcinha percebi que estava excitado. Que estranho, uma
excitação diferente, quente no abdomem, que me deixava meio tonta
(Tonta?!). Entrei no banho e me aliviei, sem pensar em nada específico,
confusa.

Saí do banho, a Jú estava se penteando, eu disse que ia em casa pegar roupas limpas. Ela falou:
"Sabe primo, eu comecei a brincadeira hoje pra provar pro Dani que
estava certa. Queria ver até onde ele ia com aquela discussão, e
realmente não pensava em te incluir. Mas tu topou sem reclamar, então
eu me tranquilizei. Mas não fica chateado comigo, viu?!"
"Por quê eu deveria?"
"Porque parecia que tu não tava gostando muito, tava meio sério. Não quero estragar o teu negócio com a Tati."
"Não acho que tu estragou nada, parecia que ela tava se divertindo
bastante. Pra falar a verdade, eu gostei da experiência. Vocês duas
ficaram o dia todo me paparicando, me tratando como alguém mais
próximo, é uma coisa difícil de sentir se você é homem."

Neste momento, o telefone tocou. Era minha tia, dizendo que elas iriam
dormir na casa da vó. Ela pediu pra mim dormir lá, nós podíamos pedir
uma pizza, pra loira não ficar sozinha. Claro que eu dormiria lá. A
prima desligou o fone e disse:

"Tive uma idéia! Não me leva a mal, mas o que tu acha de continuar a brincadeira?"
"Como assim?"
"Vem comigo!"

Com um frio na espinha, segui ela até o quarto. Ela disse que nós íamos
passar a noite como duas meninas soltas numa casa, fazer bagunça, comer
porcaria, talvez assistir um filme. Eu falei que então seríamos três,
pois a ruiva iria voltar. Ela se empolgou mais ainda, e me colocou na
frente do armário. Falou que agora era eu que ia escolher. Escolhi uma
calça jeans, mas mudei de idéia. Se era pra entrar na brincadeira,
então vamos entrar pra valer!

Peguei
um vestidinho de alças, cor de laranja, de algodão, um pouco acima do
joelho; procurei e encontrei uma camisetinha de manga comprida, branca,
coladinha; por último, um par de meias pretas compridas, que iam até o
joelho. Ela ficou animada, dizendo que eu tinha bom gosto, e ainda
estava na moda. Porém, antes que eu começasse a me vestir, ela me
colocou sentado na cama e falou pra esperar. Abriu uma gaveta, tirou um
pacote fechado e mandou eu abrir: uma calcinha branca de rendinhas,
pequeninha, e um soutien combinando, daqueles com um pouco de
enchimento para realçar os seios.

"Lingerie?!" perguntei, olhando assustado pra ela.
"Uma menina linda como você precisa de algo compatível por baixo destas
roupas. Eu nunca usei este conjuntinho antes, se você gostar fica de
presente."

Olhei para as peças com carinho. Porque eu aceitava o presente? Será
que a brincadeira iria se repetir? Não podia. O que a Tati ia pensar?

Tocou a campainha. A loira me olhou de um jeito sacana, e foi abrir a
porta. Ouvi as vozes delas (a Tati chegou) se cumprimentando, e a Jú
disse que eu tinha ido em casa me arrumar. Pediu pra ela esperar um
pouco, que ia no quarto terminar de se arrumar. Quando ela entrou, eu
já estava vestida, terminava de vestir as meias. Pediu pra mim escolher
um sapato, e eu escolhi um sapatinho fechado na frente e no calcanhar,
preto, salto anabelle, que combinava bem com as meias. Ela completou
com uma maquiagem suave, de menina, olhos e boca pintados bem de leve,
e prendeu o meu cabelo acima da nuca, saindo por cima e caindo atrás.
Me vi no espelho grande: que choque! Era uma menina linda que me via do
outro lado!

A Jú falou pra mim
caminhar um pouquinho, pra acostumar com o salto. Disse que eu agia bem
como menina, mas eu disse que não tinha feito nada de diferente.

"Você sempre teve um jeito de menina, mas sem os acessórios certos não dava pra perceber." completou ela. "Agora vamos lá!"

Tentei caminhar tranquilamente até a sala, até que eu me dava bem com
aquelas roupas. A sensação do vestido balançando suavemente, sem nada
no meio das pernas, era ótima. Até a lingerie era confortável,
apertando na bundinha de leve. Cheguei na sala, a Tati me viu e deu um
sorriso lindo. Antes que eu dissesse qualquer coisa, a Jú comentou:
"Olha Tati, quero te apresentar minha prima que chegou hoje e vai
dormir aqui comigo, Amanda."
"Oi Amanda! Prazer em conhecê-la!" disse ela, me dando três beijinhos no rosto e sorrindo.
"O prazer é todo meu!" disse eu, num acesso de confiança, tentando produzir um timbre feminino na voz.
"Como você tem bom gosto, amiga!"
"Posso te dar algumas dicas, se você quiser."

Todas rimos e nos soltamos, parando com a farsa. Eu liguei o som, a Jú
pediu as pizzas, e a Tati começou a dançar. Eu fiquei sentada
assistindo o show, ela dançava muito. Como era de se esperar (e eu
esperava!), ela me pegou pela mão e me levou pra dançar junto. Não como
casal, mas como duas amigas, ela, mais experiente, me ensinando, e eu
seguindo seus passos. Logo a loira entrou na roda e ficamos ali nos
divertindo.

A melhor maneira de
descrever como eu estava me sentindo era: eu estava no lugar certo, na
hora certa, e vestida a caráter. Parecia que eu sempre tivera sido uma
menina, elas me tratavam como Amanda e eu correspondia. Na hora que
chegou a pizza, eu não tava nem aí pro entregador. Ele percebeu que era
uma festa particular de meninas, ficou babando na porta, mas não chegou
nem perto de achar que não eram três meninas que estavam ali.

Nós jantamos e nos deitamos no sofá pra ver filme. A Jú ficou passando
pelos mais de cem canais, procurando algo que prestasse, enquanto eu e
a Tati ficamos sentadas bem próximas, nos sentindo, olhando nos olhos,
nos medindo. Sem que eu me movesse, ela passou a mão no meu rosto,
cochichou no meu ouvido, e me beijou. "Adorei te conhecer, Amanda." A
Jú preferiu nos deixar sozinhas e sumiu.

Estava um pouco confuso, parecia que ela estava tremendamente atraída
por mim, como já estava antes (vestido de menino). Esperava que
houvesse uma certa repulsão agora, mas claro que eu tava curtindo
muito. Um homem amando uma mulher é uma situação que eu já tinha
passado, mas o que acontecia agora era muito diferente! Era uma relação
sem dominantes, sem ascendência, curtida de igual para igual, por duas
pessoas que tinham um carinho enorme pela outra, mas uma cumplicidade
ainda maior.

Eu levantei e fui
procurar a Jú. Ela tava na cozinha, colocando umas garrafas de vinho
branco no gelo. Voltamos pra sala e ela sugeriu da gente ir até a
locadora pegar uns filmes. As duas me olharam, esperando resposta, como
se tudo dependesse da minha resposta. Natural, afinal eu era a única
que poderia se sentir insegura em sair na rua. Falei que estava ótimo,
so que não queria ir na locadora próxima, por ser conhecido lá.
Resolvemos ir a uma num bairro próximo, que a Tati conhecia. "Pena que
a mãe levou o carro, vou ligar pra um taxi."

Estava uma noite ótima, céu estrelado, um pouco de calor (nada como a
primavera!). O táxi chegou, entramos. O motorista também não percebeu
nada. Eu olhei pra Tati e resolvi testar o cara. Me abracei com ela,
ele viu mas não estranhou; fomos mais longe, começamos a nos beijar. Aí
ele viu pelo espelho e ficou espantadíssimo. A Tati falou: "Algum
problema? Nunca viu duas amigas demonstrarem carinho uma pela outra?"
"Deste modo, nunca."

Todas começamos a rir e o homem tomou simpatia pela gente. Chegamos no
lugar e ainda demos uma gorjetinha pro cara. Na locadora, nada de
anormal. A não ser que as duas teimaram depois que um cara ficou me
secando, mas eu não percebi. Antes de tomar outro carro pra voltar,
ainda passamos num supermercado pra comprar umas guloseimas. Demorei
pra me acostumar com muitas pessoas nos olhando, me sentia um pouco
exposta demais. Mas a Tati me fazia sentir segura, me tomou pelo braço
e ficamos andando que nem duas patricinhas. Ela falava que esta
sensação era normal pra meninas bonitas, realmente, todos olham para
gatinhas adolescentes gostosinhas, ainda mais em bando. Eu comecei a
reparar: é incrível como os homens não são discretos, dava pra ver
perfeitamente quando chamávamos atenção.

Voltmos pra casa e abrimos o vinho. Era demais: Sofás, filmes legais,
chocolate e sorvete, vinho, e a minha companhia marailhosa. Não preciso
dizer que foi o máximo! Ficamos nesta delícia até umas duas da manhã,
quando acabaram os filmes, e voltamos com a música. Estávamos muito
alegres, meio bêbadas.

Lá pelas
quatro, a Jú se entregou e foi pra cama. Falei pra Tati que era melhor
ela ir pra casa, que eu ia com ela até ali. "Então tá!" disse ela. Me
pegou pela mão e me arrastou até lá. Mas não era pra casa que ela ia,
mas pro quarto de hóspedes, onde eu estava instalada. Eu ia falar
alguma coisa, mas ela interrompeu.

"Minha linda, vou dizer uma coisa: eu nunca ficaria com um cara e iria
pra cama com ele no mesmo dia, ou no dia seguinte." falou.
"Concordo, acho que devíamos..." mas fui interrompido.
"Mas você não é um cara..." e me beijou.

Ainda me beijando, ela me levou até a cama. Em cima, tinha uma
camisolinha de renda transparente, em conjunto com uma calcinha
minúscula, ambas brancas. "Coisa da Jú, é óbvio."
"Então você deveria usar, não acha?"
"Espera aqui." disse eu, indo no banheiro me trocar.

Estava muito excitada com tudo o que tinha contecido até agora, mas
confesso que agora eu estava quase explodindo! Eu estava na frente do
espelho, vestindo uma lingerie sensual pra minha amante. A loira deve
ter previsto isso e deixou a roupa de propósito, espertinha.

Voltei pra cama e parei diante da minha gata. Ela levantou e parou na
minha frente. Vestia um conjuntinho preto de calcinha, soutien,
cinta-liga e meias 7/8, todos rendados. Ficamos as duas paradas, em tom
de desafio, testando quem aguentava mais a sedução da outra. Era ótimo.
Ela começou a andar em volta de mim, sentindo meu perfume, meu calor,
quase sem me tocar; encostou os lábios no meu ouvido e falou bem
baixinho, sensualmente: "Eu sabia que minha primeira vez iria ser
especial, mas não imaginei que seria tanto."
Na mesma hora me virei, olhei bem nos olhos dela, e respondi: "Eu também, minha linda."

Isso nos derreteu. Acho que em nenhuma situação que eu pudesse
imaginar, existiria uma cumplicidade tão grande entre nós duas quanto
agora. Nos abraçamos e deitamos.

Descrever o que aconteceu a partir daí com simples adjetivos da nossa
língua, ou de qualquer outra, seria dar pouco crédito ao momento. Nos
curtimos de todas as meneiras, nos experimentamos, descobrimos um mundo
secreto juntas. Passamos assim até o amanhecer, quando ela foi pra casa
e eu dormi.

Acordei no domingo,
sem forças, e caí no sofá. A Jú estava fazendo café. "Parece que minha
sugestão agradou" disse, referindo-se à lingerie. Eu agradeci, dizendo
que foi a melhor noite da minha vida. Ela sentou do meu lado, pegou
minhas mãos e falou:
"Adorei ter uma prima como você comigo, já te adorava antes, mas agora
parece que somos mais próximas. Não sei o que você pretende fazer a
partir de hoje, mas se quiser fazer algo assim mais vezes, vou adorar."
"Então serão muitos fins de semana, amiga!"

alinebittencourt21@yahoo.com.br

 

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