insegurança
Visões do Paraíso,
anjos que conheceu.
Amores vividos,
antes de chegar o meu.
Cego-te a vista...
Caminhos trilhados,
camas por onde passou.
Amores sentidos,
antes de viver o meu.
Arranão-te as pernas...
Sons que sussuram-te aos ouvidos,
músicas que lembram os primeiros seus.
Costuro sua audição.
Seu coração que pulsa,
sem que eu entenda o porquê.
Esãondes algo de mim,
nos arrepios que tens
sem que o tenha tocado.
Por insegurança talvez,
sugo-lhe o palpitar e tiro-lhe a vida.
Sou assim,
meio insegura,
quando acho que não tenho certeza.
Prefiro-te cego,
surdo,
mudo,
sem pernas,
mas eternamente meu.






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