Os olhos tristes que me enfeitiçaram

Um encontro casual com uma T-Gata
que deixou marcas em meu coração

coluna3 Era uma noite fria, chuvosa e eu estava passando pela Avenida Indianópolis, em São Paulo (para quem não sabe, é um tradicional local de encontro de TGs). Como sempre faço, dou uma olhada em todos os locais onde tradicionalmente ficam garotas que eu já conheço e sei que posso sair sem temores. Numa esquina estava uma menina com um guarda-chuva aberto. Dei uma paradinha e baixei um pouco o vidro. Era uma garota muito linda, uma perfeita mulher, vestida de forma muito discreta. Ela se aproximou e me disse: “Pode abaixar mais o vidro, não tenha medo, não vou te roubar”. Baixei mais o vidro e ela se aproximou, com o guarda-chuva protegendo apenas uma parte de seu corpo. “Não se preocupe, vamos fazer um programa, você não vai se arrepender”.

Foi assim o meu primeiro encontro com ela, há cerca de três anos. Desde então, sempre que posso nos reencontramos. Já perdi a conta de quantas vezes saímos. Todo o encanto começou naquele noite chuvosa, quando a levei pela primeira vez para o hotel e me deparei com uma garota de rosto e corpo lindos, voz absolutamente feminina, e um ar triste de quem precisa de proteção.

Na cama ela foi uma mulher sensual, carinhosa, pediu para transarmos de lado para olhar melhor nossos corpos refletidos no espelho e disse que tinha tesão em se ver penetrada. Tinha pouco mais de 20 anos e se comportava como uma adolescente.
Quem de vocês nunca se apaixonou por uma garota de programa atire a primeira camisinha. E eu não tinha como não ficar fascinado por aquela linda mulher, de corpo liso, todo depilado, seios médios durinhos e um pintinho de criança, que cabia inteirinho em minha mão fechada.

Mesmo depois de ter saído várias vezes com ela (com programas sempre muito gostosos, muito envolventes, muito demorados), sempre que passava pela Indy a procurava. Algumas vezes não a encontrava e a trocava por outra. Mas o que eu queria mesmo era vê-la.

Uma vez nós saímos e, quando fui pagá-la, começou a chorar. Disse que aquele era o pior momento no fim de um programa e que se sentia muito mal trabalhando como prostituta. “Eu preferia transar com você de graça, mas eu preciso do dinheiro”. A abracei e coloquei o dinheiro discretamente em sua bolsa. E passei a agir assim sempre que saímos.

Um dia me contou alegre que estava namorando um rapaz e que ia levá-lo para apresentá-lo aos seus pais, que moram no interior. Quando a revi, perguntei do encontro familiar e ela disse que foi ótimo. Estava empolgada com o namoro. Em outra ocasião, me disse que havia desmanchado com o rapaz e que, durante uma briga pelo celular (que ele lhe dera de presente), jogou o aparelho pela janela do táxi. Ela é impulsiva, determinada, e fica lindinha quando está brava.

Passei vários meses sem vê-la e quando finalmente a reencontrei, no mesmo lugar, me disse que tinha passado algum tempo na Espanha. Não perguntei detalhes porque percebi que a experiência não fora agradável. “Tenho uma surpresa para te contar”, ela disse com jeitinho de moleca que faz uma travessura: “Operei!!”. E me olhou nos olhos esperando minha reação. Fui pego de surpresa, mas respondi com sinceridade: “Que bom, era o que você queria, não é mesmo?” Ela me perguntou se eu queria sair com ela mesmo assim. Respondi que isso não mudava nada. E pensei: “vou finalmente saber como é uma boneca operada. Tomara que a bucetinha dela seja lindinha como ela”.

Quando tiramos a roupa, o pintinho dela saltou para fora da calcinha e ela riu: “Era brincadeira”. Não sei se inconscientemente, mas naquele dia a chupei ainda mais intensamente, talvez me despedindo daquele pedacinho que fatalmente um dia vai desaparecer.

A reencontrei há cerca de duas semanas. Ela agora quase não aparece na Indy. Fica durante o dia no Jockey e atende em casa. Fiquei com seu telefone para marcar encontros em seu apartamento. Foi ela que me disse que está preocupada com a idade (como escrevi na semana passada).

Tenho por essa menina um carinho muito grande e sinto que ela também retribui. Percorre meu corpo com as mãos de forma doce, me beija na boca, passa as mãos em meu cabelo. E eu procuro também retribuir a tratando com carinho, evitando até tocar em seu grelinho, porque sei que ela prefere ser tratada como mulher. Numa das vezes em que fomos a um hotel onde era necessário apresentar o documento de identidade dos dois, ela me entregou o seu sem se preocupar se eu iria olhar seu nome masculino. Confesso que até olhei discretamente, mas depois fiquei envergonhado, como seu eu tivesse quebrado algum encanto.

Essa é minha lindinha, uma menina com quem eu gosto de estar junto e que, sinceramente, gostaria de nunca me despedir para ir embora.

Para falar direto com Senhor Pinto - o email é senhorpinto2000@yahoo.com.br

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