Liberdade x Limites

Toda e qualquer sociedade estabelece regras de comportamento e cria leis que garantam uma certa linearidade na conduta do grupo social. Os valores que permeiam estas regras marcam as culturas e interferem na educação, seja ela formal ou informal.

Para garantir a convivência entre os membros da espécie e evitar que acidentes fatais aconteçam, até os animais impõem limites aos filhotes e isto garante a proteção dos mesmos.

A função do estabelecimento de limites aos seres humanos vai além da garantia de sobrevivência, passando por ensinamentos de convívio e aceitação cultural.

A discussão sobre o direito ou não de tatuar o corpo passa por esta aceitação cultural porque diz respeito ao preconceito que pode sofrer um tatuado, na sua vida adulta, para conseguir trabalho e posicionamento social.

Todos estes valores podem e devem ser questionados. Porém, aos pais ficam a vontade e a necessidade de criar pessoas que possam ser bem sucedidas e o planejamento educacional dos filhos. O cumprimento destes objetivos dependerá da determinação de liberdades e limites.

O que deve ser permitido e proibido, muitas vezes, repete-se da educação que os pais receberam de seus próprios pais ou do que a sociedade impõe no momento como condição básica de educação dos jovens.

Cada pessoa desenvolve, seja por suas relações familiares, de amigos e demais contextos de vida, noções pessoais e valores que determinam maior ou menor flexibilidade na educação que passam aos seus filhos.

Não é verdade que os pais sempre tenham razão no estabelecimento de limites aos filhos, mesmo que estejam muito bem intencionados. Algumas atitudes podem ser extremadas e podem não garantir a formação do tipo de pessoa que se deseja. No entanto, educação sem o estabelecimento claro de limites, que começam pelas regras de convivência em casa e se estendem à defesa nas ruas, relacionamento com outras pessoa e proteção dos filhos, pode produzir pessoas com problema de relacionamento, ocasionar acidentes e até provocar sensação de abandono nos filhos, que se sentem “largados”.

O estabelecimento de limites é fundamental, mas eles devem ser planejados, ter um objetivo específico, as duas partes devem conversar sobre isto e, acima de tudo, deve haver flexibilidade na colocação dos mesmos para que o relacionamento possa ser o mais saudável possível.

http://www.enciclopedia.com.br/MED2000/pedia98a/juve154l.html

 

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