Peças que se encaixam
A história relatada a seguir foi uma história real, ocorrida há não muito tempo, quando eu fui convidado a passar a férias de verão na casa dos parentes de um amigo meu. É bom eu explicar a história desde o começo: Eu conheci o Rafael há uns cinco anos, e muito rápido descobrimos uma forte amizade. passávamos todo o tempo juntos nas férias, e na época de aula, todos os fins de semana. fizemos coisas que até deus duvida, aventuras em florestas de mata atlântica, viagens de canoa, uma vez até subimos no palco num show de heavy metal e tocamos junto com a banda. mas tinha uma característica que nos unia muito: a falta de companhia feminina.
Nós éramos o que se chama de "Goiabão", totalmente tímidos em relção às mulheres, mas não por falta de interesse, e sim de oportunidade. Devo contar desde já que sempre tive um prazer enorme de me vestir de menina, quando era pequeno(a) gostava de brincar com minha irmã e minha prima de pegar e vestir as roupas da minha avó, sapatos, vestidos, jóias, mas todo mundo levava isso como coisa de criança, ninguém nunca pensou que fosse sério. Até que um dia, já com uns doze anos e após ter descoberto o prazer da masturbação, eu estava no banheiro quando vi uma calcinha linda da minha mãe na torneira do chuveiro. Aquilo fez brotar um sentimento que há muito eu havia esquecido, um calor vindo de baixo e uma sensação de tontura, uma excitação fantástica. Não pude resistir e vesti a calcinha em mim!!! Foi Maravilhoso!!! Ficou lindo!!! Ou melhor, LINDA!!!
A partir daí eu retomei o hábito resgatado do passado, mas em segredo, é claro! Eu adorava ver anúncios de lingerie e me imaginar usando todos aquelas rendas maravilhosas, aqueles detalhes todos me adornando, ah... Mas voltando ao meu amigo (vocês já estão pensando besteira, né), nós passávamos os fins de semana na casa de um e de outro, alternando, e às vezes, eu me produzia no banheiro ao mesmo tempo que ele jogava videogame na sala, e eu ficava imaginando o que ele pensaria se me visse assim. Num verão desses, duas primas dele vieram passar as férias aqui (esta é uma cidade de praias, afinal), e eu conheci elas. Uma delas era extrovertida e simpática e se apresentou cheia de abraços, beijos, e brincadeiras.Essa era a Carla. A outra nem estava ali, e quando chegou nem olhou pra minha cara. Eu nem dei bola pra ela e curti minhas férias como se ela nem tivesse ali. Seu nome era Carol.
Nem vi o dia em que ela foi embora. Passou-se mais um ano cheio de bagunças, festas e aventuras de menina escondida. Um dia o Rafael disse que a prima dele (Carla, a simpática) iria chegar pra passar o verão. Novamente foi aquela algazarra vinda dela pra cima de mim (o Rafael não gostava muito dela, gostava mais da Carol, e eu não entendia porque). Eu e ela ficávamos juntos o dia todo e dormíamos no mesmo quarto, até na mesma cama de vez em quando (mas nunca rolou nada). Uma manhã, eu estava dormindo no mesmo quarto que a Carla (ela de calcinha e soutien), quando eu acordo com a luz sendo acesa e uma voz me perguntando em tom de brincadeira: --Que história é essa?! O que tu faz aqui com a Carla?! -- Qual não foi a minha supresa ao ver ali a Carol, que era tão chata e agora falava assim brincando!! Mas eu não me fiz rogado e respondi: -- Tentando dormir!!!-- As tias do Rafael que estavam ali riram bastante da situação e tudo terminou com ótimo café da manhã em família!!!
Os dias que se passaram revelaram a verdade que a minha ingenuidade não era capaz de ver: A Carla, era uma falsa que só me dava atenção para satisfazer o ego enorme dela, enquanto que a Carol tinha se afastado de mim para não se envolver com esse sentimento tão destrutivo, mas esse ano ela veio decidida a me mostrar a verdade, já que estava gostando de mim (coisa que eu também só descobri mais tarde). A partir daí a coisa mudou, eu passava o dia passeando com a Carol e o Rafa (e às vezes sem ele, hehehe...). Nos tornamos uma dupla inseparável. Ah, claro! Satisfazendo a curiosidade de todos, SIM! EU APROVEITEI BASTANTE A ROUPA DE BAIXO DELAS ESCONDIDO (A) NO BANHEIRO! Passou o tempo e chegou o carnaval, ia acontecer uma festa na rua e é claro que nós não poderíamos perder! Uma noite nós estávamos jogando Poker apostando feijões (eu não gosto de jogar por dinheiro), quando eu peguei uma mão fantástica (uma quadra de reis, olha só!) e apostei todos os meus feijões.
Todos ficaram fora menos a carol. Mas ela não tinha feijões suficientes para cobrir a minha aposta e sugeriu que o ganhador fizesse o perderdor pagar um mico, daqueles bem grandes. Eu não acreditava que ela fosse capaz de ganhar do meu jogo, mas acreditem só: ela tinha uma quadra de áses!!! Todos ficaram eufóricos com a disputa emocionante e mais ainda porque eu iria pagar o mico. Eu já esperava ter que dançar na boquinha da garrafa, ou qualquer outra coisa assim, mas a Carol não foi tão boazinha, e disse:-- Tu vai na festa de carnaval com a minha fantasia de noiva, toda produzida!!!-- Imagina a minha surpresa!!! Todos riram e diziam sacanagens tipo "que linda noivinha ela vai ficar" e outras coisas do tipo, e eu dizia que não faria isso e eles diziam que iriam me obrigar, mas no fundo eu não via a hora de sair de "noivinha"!!! Chegou o dia, a Carol e a Carla me levaram pro quarto e trancaram a porta.
A Carol abriu a mala e tirou de lá um conjuntinho lindo de calcinha e soutien brancos, e me mandaram vestir. Fingindo que não gostava, fui prá trás do biombo e coloquei aquelas peças lindas. Carla fez os meus "seios" e Carol me deu uma cinta-liga e um par de meias brancas com rendas (eu seria uma noiva muito linda pra noite de núpcias). Enquanto Carla fazia as minhas unhas, Carol aplicava a maquiagem e arrumava o cabelo. Por fim eu vesti um lindo vestido de noiva que tinha sido sei-lá-de-quem, que a Carol tinha pegado emprestado pro carnaval, e um sapato de salto, tipo sandália aberta, todo branco. Todos me esperavam na sala, e quando eu saí foi um grito uníssono:--Ohhh!!!-- Eles olhavam embasbacados para a menina que eu me tornei, e ninguém acreditava direito que eu fosse tão "linda". Depois de todo mundo preparado, saímos para a festa. O Rafa foi de cozinheiro, com um avental branco e o característico chapéu, a Carol era a "Cowgirl", e a Carla se vestiu de feiticeira.
Quando chegamos lá, a Carla logo sumiu com um de seus namorados (é, ela tinha vários), o Rafa também se arranjou com uma "fada" que apareceu por ali, e a Carol disse que não ia me deixar sozinha, pois poderia aparecer algum pretendente para a "noivinha", mas depois de um tempo uma amiga arrastou ela pra ver um artista famoso que estava na festa, e eu fiquei sozinha! Eu confesso que gostei de estar ali dançando no meio de toda aquela gente, sem que ninguém percebesse que eu não era uma menina. Eu me esforçava em parecer feminina, o que não era muito difícil pra mim que já praticava há bastante tempo na frente do espelho. Posso dizer ainda que provoquei muitos suspiros masculinos e invejas femininas naquela festa. COMO EU ESTAVA ADORANDO!!! Lá pelas tantas, eu estava pulando e veio na minha direção o tal do artista famoso (não posso dizer quem é, porque essa história não é ficção, e o cara pode não gostar) e me convidou pra tomar uma bebida no bar.
Eu não tinha coragem de ser grossa com ele (embora eu não gostasse de homens), e só de brincadeira aceitei. Vocês não imaginam a sensação que dá de estar com a figura mais cobiçada da festa num bar com duzentos pares de olhos femininos tiritando de inveja em cima. Era o máximo, eu me sentia mais mulher que todas aquelas que estavam em volta. Confesso que o cara não era o cara mais jeitoso pra conversar, mas era legal ser o centro das atenções (saiu até uma foto minha numa revista!!!). Depois de algum tempo chegou a Carol, que não pode deixar de perceber o meu sucesso, e cortou o embalo do figurão. Pela cara dele, parecia que ele ia me beijar, mas nós saímos meio rapidinho e fomos pro carro. Ficamos ali um tempo conversando sobre a bagunça e o meu sucesso, ela disse:--Que menininha rapidinha essa, que consegue chamar a atenção dos homens em pouco tempo, e ainda mais o tal do artista!!! Ficamos ali rindo, mas de repente a Carol começou a chorar, chorava como se tivesse sofrendo muito, e eu fiquei assustada sem saber o porque do choro. Ela disse: -- Eu não aguento mais conviver com esse sentimento preso dentro de mim, sei que pode parecer absurdo e que tu pode não querer mais falar comigo, mas eu preciso te dizer!!!-- -- Então diz.-- disse eu. -- Eu sempre tive paixão por coisinhas de mulher, rendas, sedas, e todas as coisinhas bonitinhas que as mulheres usam, mas não comigo usando. Eu gosto de ver outra pessoa usando, mas não gosto de mulher, sinto nojo mesmo, e talvez seja por isso que eu te dei esse castigo.-- E começou a chorar novamente. -- Relaxe.
Parece que tu não sabe muito sobre gostos e sentimentos humanos, então talvez seja melhor que tu saiba que existem homens que gostam de se vestir de mulher e que ao mesmo tempo não perdem a sua masculinidade.-- E comecei a falar sobre as coisas que eu já li sobre "Crossdressing" pra ela. Quando eu terminei, ela me perguntou se eu conhecia alguém assim pessoalmente. Eu apenas lhe dei um olhar profundo e beijei sua boca apaixonadamente, e pareceu que ela entendou tudo..."
Emails para alinesissy@bol.com.br






Meu sonho
Meu sonho era encontrar uma mulher assim. Sorte pra poucas, né?
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