A Iniciação de Giulia - 3

Acordei cedo, com a claridade inusitada da janela, sentindo-me como se tivesse bebido muito. Demorei até perceber que estava em meu próprio quarto. Meu rosto, nas bochechas e envolta da boca, estava todo repuxado do sêmem ressecado de João. E cadê ele? João já fora embora. Nem mala, nem roupa suja ou outro traço de sua presença havia ficado. Só um leve cheirinho de suor na minha cama - diferente do meu próprio - e o cheiro de sua porra em minha cara, lembravam meu homem.

Tudo parecia diferente para mim. Até meu próprio quarto se mostrava como se eu nunca o houvesse visto. Em minha desventurada cabecinha, eu agora tinha um namorado. E não um namorado qualquer, mas um homenzarrão vistoso que ao mesmo tempo era o mesmo meninote que pela primeira vez me excitara.

Passei o fim de semana assobiando à toa, "vendo passarinho azul" em tudo que é canto. A toda hora as pessoas me viam olhando o horizonte, e rindo para mim mesma. Queria escrever uma carta de amor para o João, mas, evidentemente, isso era impossível. À medida que os dias se passavam minha felicidade foi dando lugar a uma expectativa doentia, que logo se transformou em angustiante ansiedade. Não via a hora de chegar a próxima sexta, e reencontrar meu homem. Na escola, fazia contagem regressiva das horas e minutos que faltavam, na margem do caderno. Claro que havia um outro motivo: eu queria, e esperava, que João me comesse, pela primeira vez!

Como não podia ser diferente, produzi-me toda na sexta à noite, já trancada em meu quarto: pernas depiladinhas, dentro de meias de tom bege; um velho escarpin vermelho, de minha avó, torturantemente 2 números menores; sombras em dois tons de azul, lápis no contorno dos olhos, rímel nos meus cílios naturalmente grandes, baton vermelho sangue (intencionalmente uma maquiagem de puta); tiara cigana, de moedas, sobre a franja, dois argolões ciganos nas orelhas, uma pulseira, também de moedas, um grande anel de imitação de rubi, e um psicodélico colar lilás, eram minhas jóias. Apertei novamente a cintura no modelador, mas dessa vez cobri com um corpete vermelho, de cordões, que havia comprado. Até aí eu já estava com o pau duríssimo, superexcitada comigo mesma, e com a perspectiva de perder a "virgindade" para um pau de verdade. Ao iniciar a lubrificação de meu cuzinho com vaselina, não deu outra. Tive que me masturbar, senão enlouqueceria. Imaginei João me beijando com paixão, me pegando com força, mordendo meus mamilos, me pondo de quatro e me enfiando seu pau delicioso, todo de uma vez. Imaginava gritar e rebolar em seu pau como louca, enquanto ele puxava meus quadris com força, metendo fundo, até me dar um puxão pelos cabelos e despejar um mar de porra dentro de mim. Gozei gostoso com essa idéia, e pude me acalmar o suficiente para continuar o "trabalho". Limpei-me bem, perfumei-me com o recém descoberto Channel 5 (coitada da vovó) e, por fim, me enfiei em um tubinho preto de cotton, também novo. E aí esperei. Para meu susto já eram 10 da noite quando olhei relógio, e nada de João. Daí até às 2 da manhã, quando desisti de vez, puta da vida, foi um pesadelo só. Imaginava tudo, o tempo todo, em círculos intermináveis: que havia sido assaltado, que se acidentara, que saíra com os amigos para uma orgia, que arrumara uma garota, que rira de mim a semana toda, me ridicularizando com os colegas, que ia contar para toda a família...

Em meio ao desespero, e a um terrível sentimento de abandono e rejeição, quis sair vestida como estava, e dar loucamente para o primeiro macho que me quisesse comer.Pertinho de casa, na Augusto Severo, várias bonecas faziam - e ainda fazem - seu trotoir. Tudo o que tinha a fazer, imaginei, era sair a pé, pela garagem do prédio (o porteiro não me veria), subir a escadaria que dá acesso à Rua Cândido Mendes (evitando os bares da minha rua) e descer até à prostituição. Ainda bem que me faltou coragem. No mínimo teria levado uma surra de uma boneca mais impaciente, afastando uma concorrência gratuita. Pensei também em descer e me oferecer ao porteiro, um senhor negro, de meia idade, ou tocar a campanhia do vizinho casado, de 30 e poucos anos, que me olhava com certa estranheza mal disfarçada. Tudo delírio de frustração. O fato é que terminei a noite em nova masturbação, acompanhada de 2 dedos no rabinho, imaginando que dava para uma dúzia de homens, em um cinê pornô. Pensei em cada um esporrando dentro de mim, e os próximos entrando cada vez mais fácil, com a porra e o alargamento do meu cú pelos anteriores. Gozei feito louca, e acabou-se a noite. Passei o resto do fim de semana em profunda depressão, com várias sessões de choro no banheiro.

No colégio, na 2a, estava tão puta da vida que nem mesmo o insuportável grupo de garotões machistas se atreveu a fazer sua habitual sessão de brincadeirinhas homófobas. Um deles, o Davi, até me tratou bem. Pela primeira vez reparei nele. Tinha uns 1,82m, ombros largos, meio gordinho, aparência forte, um barba ainda rala (hoje em dia se encaixaria no biótipo de um "urso"). Cheguei a pensar algumas bobagens, mas decididamente minha intenção era destrutiva, e nem lhe respondi.

Até então só pensava em João com raiva. Mas eis que na 3a, à tarde, chegando do colégio, atendo o telefone e era ele. Em sua escola a possibilidade de ligar para fora era restrita a determinados horários, e limitada no tempo - coisas do militarismo. Assim que ele se identificou, meu coração disparou! - Que que você quer? - Que é isso Julinho! Isso é jeito de falar com seu primo? - Fala logo! - Só liguei para te dizer para não ficar chateado que comprei o livro que você queria, e te levo na 6a, tá? - Li-livro? - É, aquele mesmo que você começou a ler na semana retrasada, lembra? Então! Sexta passada foi aniversário de um amigo daqui, também, e o pessoal me arrastou para uma bebedeira, direto depois da saída. Só parei para pegar o ônibus e ir pra casa, já na manhã de sábado. Mas não fica triste não que te levo o livro na 6a, para continuar.

Que sacana! Conseguia me deixar sem graça, e com vontade, ao mesmo tempo. Devia estar falando assim, na maior cara de pau, com um monte de colegas na fila do telefone sem entender nada. Consegui apenas murmurar.

- Tá bom. - E aí? Você gostou do livro? - Hã? - Quase gritei, não acreditando na sua cara de pau. - Gostou ou não gostou? - Ele insistia, o sem vergonha. Decidi entrar no jogo. Afinal, ninguém entenderia mesmo, e nem veria o quanto eu estava vermelha. Caprichei na minha melhor voz afetada, e respondi. - Adorei. Não vejo a hora de continuar a ler. - Ah! Então tá bom. Deixa eu ir que tá a maior fila aqui. Tchau.

Queria dizer um monte de coisas, e que ele me falasse mais ainda dele, mas não tinha como. Mal respondi e ele desligou.

Pronto! Ele queria mais! Pouco me importava porque não viera, o que fizera, com quem saíra. Ele me queria! E vinha me comer na 6a! Fui do inferno às nuvens em segundos! Daí até a 6a foram 3 noites mal dormidas, sonhando acordada, até que enfim chegou o dia. Mal saí da escola, corri para casa para me depilar todinha, lentamente, na banheira. Caprichei no hidratante no corpo todo, e deixe a pele absorver bem, antes de me vestir. Passei a tarde tentando imaginar o que faria com aquele pedaço de mau caminho, mas de fato o que acabava sempre imaginando era o que queria que ele fizesse comigo!

De tão ansiosa, optei por uma forma mais simples, e rápida, de me montar. Decidi que ficaria com minhas roupas caseiras (shortinho de corrida micro, camisetão largão, tamanquinho andrógino), até a hora em que meu homem chegasse. O único detalhe a mais que decidi acrescentar foi uma calcinha cavada, de rendinha preta, e um sutiã em delta, da mesma cor, nenhum dos quais ficava aparente, graças ao camisetão. Depois, quando ele fosse tomar banho, eu ficaria com a lingerie, sob um baby doll pretinho, me maquiaria e faria as unhas. Claro que não daria tempo, mas vá dizer isso à minha ansiedade!

Para minha completa alegria João chegou mais cedo, aí pelas 18:00h, e a muito custo me contive para não agarrá-lo ali mesmo, na frente de nossa avó. Ela comentou que gostava de nos ver juntos (eu ainda me sentia tão longe dele!), e logo pediu à nossa empregada que pusesse a mesa para jantarmos. Ainda andei para lá e para cá, tentando uma brecha para ficar a sós com ele, mas antes do jantar era impossível. Meu avô, militar reformado, "grudou" no João com assuntos de caserna.

Acabada a refeição, sabia que meus avós não se demorariam muito a irem para a suíte deles, mas mesmo assim resolvi me antecipar. Disse que ia para o quarto tentar entender uns problemas de trigonometria que me afligiam, e João, bem oportunista, disse que não se importava em me ajudar, mas só um pouquinho, pois estava precisando de um banho.

Com a máxima discreção que minha afobação permitia, corri para o quarto, pensando em pelo menos pintar as unhas. Enquanto estava na ponta dos pés, tentando alcançar minha caixinha de manicure, em cima do armário, João entrou, fechou a porta, me enlaçou a cintura com força e colou seu corpo ao meu, por trás. Instantaneamente minha cabeça rodou como se tivesse bebido muito!

João começou a roçar seus lábios em minha nuca e pescoço, e me arrepiei intensamente, como nunca me acontecera. Não conseguia nem falar, só gemia baixinho, enquanto começava a sentir seu pau, mesmo debaixo de toda aquela roupa, que endurecia se esfregando em minha bunda. Comecei a enlouquecer. Uma onda de calor subia da cintura até a garganta, com se fosse me queimar de verdade, ao mesmo tempo em que aquele par de mãos fortes me apertava a barriga, as coxas, os peitinhos... Era um amasso de primeira!

Mais um pouco e João se afastou, abriu a calça, e botou seu pau, já muito duro, para fora. Ele foi tão rápido nisso que só notei quando voltou a se esfregar em mim, dessa vez já exposto. Empinei ainda mais a bunda, para que ele se esfregasse bem em meu reguinho. Já não me aguentava mais! Então ele me chamou: "Vem mamar seu priminho, vem!" Obedeci prontamente, como aliás obedeceria a qualquer coisa que ele me mandasse naquela hora. João sentou na beira da cama, e me ajoelhei no chão, entre suas pernas. Agora, à luz do dia, e sem álcool, reparei bem em seu pau. Ao contrário do de Brioche, era mais largo que o meu. Mas era quase tão comprido quanto o do negro. Não tive nem um pouco de medo do tamanho, até porque o achava bonito, a glande redonda com a mesma largura que o corpo do pau, as veias definidas, tudo tão másculo, harmonioso...

Comecei a lamber em linguadas lentas, de baixo para cima, e beijava a pontinha antes de recomeçar. Mas a calça me atrapalhava. Pedi a João que a abaixasse, e ele prontamente atendeu (foi lindo, ajoelhada, ver meu homem ficar de pé, soltar o cinto, e abaixar a calça, tudo a poucos centímetros de meu rostinho!). Agora eu tinha espaço! Voltei a lamber e beijar até deixá-lo super babado. Lambi bastante seus pentelhos acima da base do pau, e gostei do cheiro forte, de Homem, enquanto alisava seu saco, pesado e cabeludo, com a mão. Passei a masturbar seu pau molhado, e fui me dedicar a seus ovos. Levantei seu saco e comecei a lamber, e o gosto não me agradou nem um pouco (estava acostumada ao saquinho rosado e cheiroso de Val, e não àquela selva de pentelhos, com forte e desagradável cheiro acre). Mesmo assim não tive dúvida alguma em dar um bom trato em suas bolas, antes de voltar para aquele lindo pau.

Lambi de novo toda a base, e fui subindo. Abocanhei-o e passei a masturbá-lo com a boca, tentando pressioná-lo com a língua (não tinha tanto espaço na boca como quando chupava o pauzinho de Val). Estava louca para dar para ele, mas, a essa altura, ele já não se aguentava mais, e segurou minha cabeça com as duas mãos, forçando-me aos movimentos de entra e sai. Eu quase engasgava, pois ele ia fundo, até minha garganta. João foi me empurrando mais rápido, até segurar minha cabeça com força, contra o seu pau e parar, esporrando longamente em minha garganta. Afastei-me um pouquinho, com força, senão me afogava, mas não deixei nem uma gotinha de sua deliciosa porra fora de minha boca.

Quando dei por mim estava ali, com aquele pau satisfeito na boca, ajoelhada, realizada, alisando os dois peitinhos com as mãos. Olhei para João sorrindo, e ele, meio sério, com ar de cansado, me chamou de "minha prima putinha". A-do-rei! Levantou-se, fechou a calça, pôs a camisa para fora (escondendo sua "paudurecência"), pegou suas coisas e foi para o banho.

Era o meu tempo! Pintar as unhas não dava mais. Além de levar tempo, já havia mesmo cometido o "sacrilégio" de segurar-lhe o pau sem as unhas pintadas (ao menos eram longas e tinha base incolor). Então me maquiei o melhor que pude, rapidamente, e coloquei o babydoll pretinho, por cima só de calcinha e sutiã. Apaguei as luzes, fui para a minha cama (onde ele dormiria), e fiquei esperando, virada para a parede, deitada de lado, coberta por um lençol. Ao voltar do banho, e depois de ter dito boa noite para meus avós (que ainda estavam acordados, e na sala!), João veio para o quarto, não falou palavra, e deitou-se de lado atrás de mim, me encoxando. Voltar a sentir seu pau duro contra minha bunda, e sua mão me puxando, foi uma das melhores sensações da minha vida! Agora era a minha hora de virar fêmea completa!

giuliafeliz@hotmail.com

 

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