A primeira mulher faraó de todos os tempos era Drag King e bolacha

Ela foi a mulher mais importante a governar o Egito há 3,5 mil anos. Para se ter uma idéia de sua relevância, ela é considerada pelos egiptólogos (estudiosos da cultura egípcia) uma rainha mais poderosa que Cleópatra ou Nefertiti.

Tendo em conta que o nome de Hatshepsut foi suprimido das principais listas de autoridades do Antigo Egito, desconheceu-se durante muito tempo sua existência. A rainha viveu no começo do século XV a.C, no entanto, somente em meados do século XIX, quando a Egiptologia se estruturou como campo do saber, iniciou-se a redescoberta da rainha-faraó.

Há menos de um mês as principais agências de notícias do mundo noticiaram a descoberta e identificação da múmia de Hatshepsut que estava desaparecida há séculos, o que se tornou o feito mais importante no Vale dos Reis (Egito) desde a identificação do rei Tutankhamon.

A conquista dos arqueólogos serviu também para efervescer as discussões em torno de seu misterioso reinado e sexualidade. Isso porque Hatshepsut foi uma rainha, entretanto, governou como um rei.

Estátuas, gravuras, ilustrações e representações da época comprovam que ela era uma verdadeira Drag King (versão feminina de Drag Queen), vestia-se com trajes masculinos – usou até a tradicional barba dos faraós -  e não apresentava-se como "Rainha", mas como "Faraó".

Apesar de Hatshepsut ter sido casada com seu meio-irmão Tutmés II (era normal no Antigo Egito membros da família real casarem entre si), alguns estudiosos especulam também que a rainha-faraó relacionava-se sexualmente com outras mulheres por conta da freqüente aparição de Hatshepsut rodeada por elas nas gravuras da época. Até porque a prática da infidelidade era permitida aos membros da nobreza, ao contrário dos civis comuns que eram castigados sob pena de morte.

Em seu reinado de 22 anos, a primeira mulher faraó de todos os tempos parece ter tido tanto força política quanto carisma. Habilmente, ela conseguiu convencer o Clero de Amon a torná-la Faraó do Egito, ainda que não fosse permitido a mulher alguma tal cargo.

O governo de Hatchepsut é habitualmente apresentado como correspondendo a uma era de paz, prosperidade econômica e padronização de um verdadeiro sistema sucessório de linhagem feminina, cuja implantação supunha um avanço de domínio da mulher nas estruturas políticas do Egito.

Há muitos anos o Dr. Zahi Hawass, um eminente arqueólogo egípcio, vem tentando solucionar a vida misteriosa de Hatshepsut. A partir da descoberta de sua múmia, a equipe de Hawass irá utilizar pela primeira vez no mundo a mais moderna tecnologia para analisar a realeza egípcia e entrar para a história. Portanto, fiquem atentas! Muito em breve surgirão mais novidades e histórias bolachísticas a respeito da nossa diva egípcia.

http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/2_105_61296.shtml

 

 

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