De volta à solteirice. O que fazer?

Faz parte da vida sentimental, mas não há como evitar sofrimento. Em geral, o fim de um relacionamento é doloroso e a situação nem sempre melhora do dia para a noite. Podem ser semanas e até meses (e por que não anos?) no maior baixo astral e com dor de cotovelo, deixando caírem lágrimas quando toca uma Maria Bethânia... A sensibilidade fica tão aflorada que até passar por uma determinada rua pode acarretar prantos. Haja amigos, telefonemas e lenços de papel!

"Todo final de relacionamento tem um período de luto que varia de acordo com a forma como a relação acabou, idade e experiências pessoais. Esse período de tristeza e angústia deve ser vivido para depois passar a uma outra fase", explica a terapeuta sexual do Instituto Paulista de Sexualidade Vera Lúcia Vaccario.

O lado bom dessa história é que ninguém nunca morreu de amor. E um lado ainda melhor é vestir a fantasia de Fênix e se reerguer das cinzas. Afinal, toda mulher solteira deve estar disposta a refutar a máxima segundo a qual "é impossível ser feliz sozinho".

O começo desse processo está diretamente associado à recuperação e ao reforço da auto-estima. Encontrar a felicidade dentro de si e passar a curtir programas com amigos, família e até mesmo sozinha. O fundamental é ter coragem para virar o jogo e passar de sofredora a mulher feliz e bem resolvida.

Caia na gandaia!

Sair de casa e sacudir a poeira. Essa é a principal dica para acabar com o sofrimento pós-namoro. Ative a sua agenda de telefones e retome os contatos com as amigas mais animadas ou colegas do tempo da escola ou da faculdade.

"Ir ao cinema, andar no parque, visitar museus e freqüentar a casa de amigos ajuda a aliviar o sofrimento e dá novas perspectivas", ensina a terapeuta sexual Vera Lúcia Vaccario.

"Quando terminei o namoro, fiquei um bom tempo mal, mas consegui superar e passei a procurar a companhia de amigos que pudessem me dar uma força e marcar baladas. Passei a freqüentar cinemas e bares", diz a advogada Mônica Cardoso.

Cuide-se mais

O fim do relacionamento tem uma conseqüência comum e muito séria: auto-estima abalada. Nessa hora você se sente mais gorda, acha defeitos inexistentes ou exagera nas suas imperfeições. O pensamento "ninguém me quer ou vai olhar pra mim" vira quase um mantra.

"Se a pessoa foi trocada ou se a relação acabou de forma trágica, a auto-estima fica completamente abalada. É nessa hora que há necessidade de se valorizar mais, de cuidar da aparência, do corpo e estudar novas áreas", ressalta a terapeuta Vera Lúcia Vaccario.

Tente se olhar no espelho e redescobrir suas qualidades. Não precisa sair por aí gastando horrores com roupas e no salão de beleza, mas uma caminhada, um banho prazeroso e demorado para relaxar, passar uns creminhos e um pouco de delicadeza com você mesma poderá ajudar bastante.

Não busque a aprovação do outro para não ficar frustrada, fique linda e cuidada à sua maneira e, acima de tudo, busque paz com os pensamentos.

Estude e invista em coisas que você gosta

Quem não conhece um casal onde uma das partes modifica o estilo e a própria personalidade para agradar o parceiro? Isso é bem comum e faz a pessoa perder os próprios referenciais, além de esquecer os gostos antigos.

"Quem abriu mão das próprias vontades e esqueceu de investir em si acaba sofrendo bem mais. Quando o relacionamento acaba, ela fica sem chão e nem se lembra mais da própria personalidade", destaca Vera Lúcia.

Faça amigos

Muitos relacionamentos exigem tanto, que fazem com que os elos com os amigos fiquem enfraquecidos. O término do namoro ou casamento é a deixa para sair por aí conhecendo gente nova ou retomando as amizades que só precisam de um assoprinho para reacenderem.

Fazendo amigos você vai ter a chance de ouvir histórias parecidas com as suas, desabafar e conhecer outras realidades e vivências, além de criar sempre possibilidades de conhecer um outro parceiro.

Dei a volta por cima

"Quando terminei o namoro, fiquei um bom tempo mal, mas consegui superar e passei a procurar a companhia de amigos que pudessem me dar uma força e marcar baladas. Passei a freqüentar cinemas e bares, coisa que não fazia desde que o namoro começou (há dois anos)", Mônica Cardoso, advogada, 25 anos.

"Meu último namoro durou um ano e meio e acabou depois de muitas brigas. Terminamos por telefone e fiquei mal durante uma semana. Passei a procurar os amigos e fui esquecendo aos poucos. Procurava não pensar no assunto", Francisco Carlos, administrador, 28 anos.

"Senti alívio quando terminei o meu namoro. Já estava interessada em outra pessoa e não sabia mais como levar aquela situação adiante. Mesmo assim, vivi um período de luto para depois começar a namorar o outro", Luciene Castro, professora, 32 anos.

"Precisei dar um tempo. A melhor coisa para esquecer um namoro conturbado é não se envolver em outro relacionamento sério logo de cara. Geralmente não dá certo. Tirei um tempo para curtir, fazer algumas coisas sozinho e outras com os amigos. Quando o trauma passar vou engatar um novo namoro", Leandro Saraiva, publicitário, 28 anos.

 

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