Mostra na Cinemateca em Curitiba reúne documentários sobre teatro - De 20 a 28/3 - com entrada franca
A Cinemateca de Curitiba, unidade da Fundação Cultural de Curitiba, apresenta de 20 a 28 de março a mostra Do Palco à Tela, reunindo uma série de 11 documentários sobre teatro. Promoção conjunta com a Embaixada da França e Aliança Francesa de Curitiba, a mostra exibe trabalhos de vários diretores, que tomaram como desafio capturar a essência da experiência teatral. Todas as sessões têm início às 14h30. A entrada é franca.
Confira a programação:
Dia 20/03: Claude Régy, O Transmissor (1997)/ Claude Régy, Le Passeur De Arnaud de Mezamat, Elizabeth Coronel. Com Claude Régy, Michael Lonsdale, Valérie Dréville. Cores. Duração 92’.
Todos os temas, caros ao diretor e que o fazem ainda hoje um criador à parte no universo teatral francês, são abordados por ele próprio, por seus atores, pelos autores dos quais encenou as peças.
Dia 21/03: O Complexo de Thénardier (2002) / Le Complexe de Thénardier. De Jean-Michel Ribes. Com Laure Calamy, Marilú Marini. Cores. Duração 73’. Duas mulheres, duas gerações. Uma mãe e sua filha, poderíamos supor inicialmente. Mas trata-se de sua empregada, filha adotiva, salva de um genocídio. Como pano de fundo, um país destruído pela guerra onde o perigo espreita a cada momento. Uma relação passional e ambígua de dependência comum onde uma e outra se revezam no papel de vítima e carrasco.
Dia 22/03: Com um Fio na Pata (2002) / Un Fil à la Patte. De Georges Lavaudant. Com Gilles Arbona, Hervé Briaux, Natasha Cashman. Cores. Duração 130’. Classificação etária livre. Como Lavaudant ele próprio declara, foi com ´ingenuidade e frescor´ que mergulhou no texto de Feydeau, se deixando levar por um texto eficaz que vai mais rápido que o restante, mais rápido que as situações, que os atores, mais rápido que o pensamento, com uma rapidez quase autônoma.
Dia 23/03:
Inventários (1990) / Inventaires. De Jacques Renard. Com Edith Scob, Florence Giorgetti, Judith Magre. Cores. Duração 48’. Ao transpor a ação para os corredores de um hipermercado, no meio de carrinhos de compras, caixas registradoras e clientes anônimos que fazem compras e se encontram inseridos no filme como espectadores do evento, cria-se um inquietante visual do mecanismo de jogos televisivos ao vivo e demais reality shows.
A Secreta Arquitetura do Parágrafo: Encontro com Philippe Minyana (2002) / La Secrète Architecture du Paragraphe : Rencontre avec Philippe Minyan. De Jérôme Descamps. Cores. Duração 26’. Uma introdução concreta e material ao trabalho de Minyana que fala de sua relação com os atores, suas afinidades com o trabalho dos artistas plásticos e sobretudo desenvolve sua concepção de escritura teatral.
Dia 24/03: Coelho Caçador (1991)/ Lapin Chasseur. De Guy Seligmann. Com Jean-Marc Bihour, Susan Carlson, Yolande Moreau. Cores. Duração 112’. Aqui os diretores prosseguem nesta peça a explorar o burlesco e o lado inquietante de nossos universos cotidianos, desmontando alegremente, obstinadamente e com carinho as engrenagens grosseiras ou complexas de nossa comédia humana.
Dia 25/03: Tio Vânia (2004) / Oncle Vânia
De Jean-Baptiste Mathieu. Com Jean-Paul Roussilon, Jeanne Balibar. Duração 120’. O campo, o verão, o enfado, a doença, um coquetel explosivo onde rancores e paixões vão provocar amores irresistíveis em cada um dos protagonistas.
Dia 26/03: Fedra (2003) / Phèdre
De Stéphane Metge. Com Christiane Cohendy, Dominique Blanc, Pascal Greggory. Cores. Duração 140’. A partir do olhar de Chéreau, a tragédia do desejo e da morte escrita por Racine se concentra nesta questão : como dizer o que não pode ser dito ?
Dia 27/03: Tambores no Dique (2002) / Tambours sur la Digue. De Ariane Minouchkine. Cores. Duração 135’. Para este espetáculo, Mnouchkine escolheu uma maneira que misturasse de jeito inquietante teatro e marionete a partir do Nô e do Bunraku japonês onde atores mascarados e coloridos animam ´bonecas vivas´, acionadas por atores-manipuladores, neutros, vestidos de preto.
Dia 28/03 :
Bônus: do Teatro ao Cinema (2003) / Bonus : du Théâtre au Cinema. Duração 23’.
Violação (2003) / Viol. De Sophie Fillières. Com Marie Armelle Deguy, Myriam Boyer. Cores. Duração 94’. Inspirado numa notícia de jornal, a peça se aproxima de uma tragédia moderna, oferecendo um processo fatal onde a interrogadora, pacientemente, mas inexoravelmente, faz emergir o episódio, o gesto, o signo que o personagem principal viu sem querer tê-lo visto.







Enviar novo comentário