Saiba como proteger seu computador sem gastar nada

Antes de mais nada, meu muito obrigado a todos aqueles que passaram pelo blog e deixaram seus comentários. Quem me dera falar tudo em um post só de um assunto que possui diversos níveis de informação. Embora não seja um blog específico sobre segurança, com o tempo abordarei o mesmo tema de outros ângulos. Por hora, vou comentar alguns pontos que ficaram em aberto.

Sobre preferência de programas antivírus, tenho duas respostas: uma curta e uma longa. A primeira delas consiste em sugestões de ferramentas gratuitas encontradas na internet, os softwares que instalaria para deixar o micro menos vulnerável. São eles:

AVG: é um antivírus e não costuma deixar o computador lento. Se depois desse você for instalar outro antivírus, recomendo desinstalá-lo. Não recomendo instalar dois antivírus diferentes de uma vez. Havendo dois antivírus ativos na mesma máquina, é possível que em alguma situação um antivírus identifique o outro antivírus como vírus por suas ações interceptadoras. É o caso típico em que o provérbio popular para "não rezar para dois santos" se aplica.

SpywareBlaster: é uma ferramenta de prevenção contra instalação de softwares ou controles que possam deixar seu computador lento, tipicamente aqueles que sejam instalados durante a sua navegação na internet. O problema de softwares como spywares e adwares é que, comumente, são a porta de entrada para outros tipos de vírus ou worms.

A-squared: é um programa que você utilizará regularmente, ou quando perceber algo errado no seu micro, para identificar e remover maliciosos.

HijackThis: também é um programa que você utilizará regularmente para saber como anda a saúde do seu micro. O interessante desse programa é que a busca é baseada nas entradas do registro do Windows.

Zone Alarm: não é o estado da arte em firewall, mas te protegerá de ataques de rede, além de proteger o micro de ataques que exploram falhas nos protocolos do Windows.

Lembre-se: vírus continuam sendo criados todos os dias e contar com softwares que participem da proteção do seu micro não é garantia de abrir impunemente todo e qualquer arquivo sem preocupação. Por isso, se o seu micro pegar algum malware, o mais importante é que você entenda como isso aconteceu para que não aconteça novamente.

Agora, a segunda resposta

Na verdade, digo até algo contraditório sobre os antivírus: não gosto deles. A maioria dos softwares antivírus que estão há alguns anos no mercado viraram suítes com diversos programas e exigem muitos recursos do micro, o que não me deixa muito feliz, embora compreenda o motivo.

Antivírus são programas criados para interceptar ações do usuário. Se você abre um arquivo, sua ação é interceptada e o programa verifica se é seguro antes de permitir a abertura do arquivo. Da mesma forma, quando se faz download, o antivírus verificará o conteúdo antes de torná-lo disponível. Se você entrar em uma página que tenha código suspeito, o antivírus impede que o navegador carregue a página. E-mails suspeitos deverão ser bloqueados também. Para que sejam tomadas estas medidas, o antivírus precisa rodar o tempo todo e, como interceptam suas ações, comprometem a performance do seu computador. Além disso, o antivírus verifica o tempo todo se os programas que estão rodando na memória são seguros.

Se eu tivesse que indicar algum, indicaria aquele que não comprometa mais do que, digamos, 30% dos seus recursos de hardware. O importante é que o antivírus rode o tempo todo sem tornar seus aplicativos lentos. As maiores empresas de antivírus possuem banco de dados bons o suficiente para manter seu micro afastado da maioria das pragas virtuais. Se você procura números, tome cuidado. Nem sempre o antivírus que pega o maior número de vírus é o melhor. Em geral, softwares que estão no mercado há mais tempo pegam o maior número de vírus, isso quando não contam com fórmulas estatísticas que somam vírus baseadas nos padrões que também detectam.

Se a comparação entre diversos antivírus for importante para sua tomada de decisão, que eu lhe reescreva testes com outras palavras não lhe adiantará muito. Entretanto, considere pesquisar na internet termos que levem a pesquisas do gênero, como esses.

Se você é experimentador, tente os softwares disponíveis em sites de download, como o Baixatudo, e depois compre a licença que lhe dará direito a, no mínimo, atualizar as definições de vírus. Em tempo, nestas definições existem informações de todos os vírus conhecidos pela empresa, além de padrões de comportamento de possíveis vírus. Por exemplo, se um programa acessa processos críticos do seu sistema operacional ou se começa enviar e-mails sem o seu comando, o antivírus tende a detectar e bloquear mesmo sem identificar qual vírus está agindo.

Ferramentas adicionais como anti-spywares, antitrojans e um firewall podem servir de proteção extra por alguns motivos. Se antes os vírus eram produzidos por programadores que queriam fama no mundo underground e sentiam-se vitoriosos por espalhar o máximo possível suas criações, hoje uma boa parte dos trojans (cavalos de tróia) geram lucro de alguma forma para quem os desenvolve. Sem contar que existem trojans cujo comportamento se distancia muito da definição clássica de vírus, de procurar e destruir.

Existem dois grupos de pragas que geram lucro: aquelas que enviam e-mails, servindo de ponto distribuidor de spams; e aquelas que gravam o que você digita, enviando para algum destino na internet. Estas últimas são conhecidas como keyloggers. Antivírus têm dificuldade de identificar este comportamento, pois keyloggers são programas úteis, desde que você saiba que estão instalados. Um programa que acessa alguma URL também não pode ser considerado vírus. Neste caso, antivírus não podem agir baseados em padrões únicos, mas em uma seqüência deles.

Anti-spywares e antitrojans levam alguma vantagem nesses casos porque são programas menos intrusivos do que antivírus e são atualizados mais rapidamente quando alguma nova praga é descoberta. Estes softwares normalmente carregam uma lista de pragas recentes e as pragas mais poderosas da história, catalogando padrões individuais para a maior parte desses vírus. É uma solução barata e, como se diz no popular, melhor do que nada para quem não quiser gastar com uma licença de antivírus. Freqüentemente, porém, sinalizam arquivos bons com mensagens falso positivas de vírus. Arquivos não completados do eMule, por exemplo, tendem a ser identificados como arquivos corrompidos.

http://g1.globo.com/Noticias/Colunas/0,,8275,00.html

 

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