Saiba mais sobre a homossexualidade da diva Marlene Dietrich

O escritor Ernest Hemingway dizia que Marlene Dietrich podia derreter um homem com um levantar de sobrancelhas e destruir uma rival com o olhar.Era mesmo deslumbrante. Misteriosa, a atriz sempre zelou por sua privacidade, vivia contando mentiras e inventando histórias sobre si mesma. Nascida Marie Magdelene Von Losch, em Berlim no dia 27 de dezembro de 1901,começou exibindo suas belas e comentadas pernas, dançando e cantando em pequenos teatros e cabarés de Berlim.

Ousada, Marlene nunca escondeu sua preferência por mulheres. Já naquela época existiam clubes gays em Berlim e a atriz os freqüentava vestida de homem. Apesar do homossexualismo assumido, casou-se aos 20 anos com o assistente de direção Rudolf Simmer.Um casamento pouco convencional, aliás, dado que ela sempre sustentou o marido e também sua amante, Tamara. Sobre sua relação com o sexo masculino dizia:"Queria poder namorar os homens, ficar de mãos dadas e recitar poesias,mas temos que fazer sexo com eles, senão eles nos deixam." Em 1923, o casal teve Maria Riva, a única filha.

Já no final da década de 20, Marlene foi descoberta pelo diretor Josef Von Sternberg, que a levou para os Estados Unidos, fez dela uma estrela e uma amante. Para ele, a vamp das vamps era uma mulher chamada desejo. Podia chamar-se polêmica também já que beijou uma mulher na boca quando isso era motivo de escândalo no cinema americano. Marlene explodiu em O Anjo Azul, de 1929, o filme que lhe renderia o famoso apelido. Adolf Hitler,seu fã, tentou seduzi-la com milhares de marcos para que ela voltasse ao cinema alemão, mas a atriz era radicalmente contra o nazismo e adotou os Estados Unidos como seu país definitivo durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1948, a diva que tinha pavor de envelhecer e mentia a idade foi avó pela primeira vez, a mais glamourosa da América. Já tinha 60 anos, quando no final da década de 50, pisou no palco novamente ressucitando seu lado cantora. Era limitada nesse campo, mas sua voz rouca e grave encantava. Em 1976, em um show em Sydney, na Austrália, sofreu uma queda, a segunda em dois anos, fraturou a bacia e refugiou-se em Paris. Na França,vivia apenas com a empregada e só permitia a visita da filha, das netas e do médico.

Lá, sentada na cadeira de rodas, escreveu O ABC de Marlene Dietrich, uma autobiografia exageradamente pudica. Essa imagem seria desmitificada pela filha, Maria Riva, que, depois da morte da mãe,ocorrida em 5 de maio de 1992, lançou Marlene Dietrich, livro em que apresenta o anjo azul como uma mulher fria e violenta. Seis anos mais tarde, o escritor, fotógrafo e cenógrafo Eryk Hanut, com quem a atriz manteve uma longa amizade por telefone, lançou Desejo-lhe Amor - Conversas com Marlene Dietrich e recuperou a imagem do mito que, embora reverenciado,era pródigo em farpas certeiras e cortantes.

 

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