Estudo: 25% dos PCs corporativos têm pornografia
Um novo estudo da PixAlert, uma companhia que tem como objetivo proteger redes corporativas de imagens ilícitas, revelou que um em cada quatro computadores em empresas possuem imagens pornográficas.
De acordo com o site InformationWeek, para a pesquisa, a companhia analisou 10 mil computadores de 125 empresas e redes de setor público durante nove meses. O resultado é que, de todas as máquinas pesquisadas, 25% continham pornografia ou "outras imagens impróprias".
A pesquisa também descobriu que 12,4% das 12 mil contas de email e 5,4% dos 26 mil servidores de arquivo verificados também possuíam o mesmo tipo de conteúdo. "Com um terço de todas as imagens encontradas criadas nos últimos 12 meses, fica claro que um número significativo de funcionários continua a ignorar políticas corporativas e, em alguns casos, tomam medidas extraordinárias para burlar os sistemas de proteção visando à obtenção e distribuição de material inapropriado", explicou Andy Churley, diretor da PixAlert.
Das imagens encontradas, 46,8% mostravam nudez completa ou atividade sexual, sendo que 0,3% de todas as imagens eram ilegais. Enquanto 35% das imagens foram baixadas de sites, 45,2% foram recebidas via email. O estudo também descobriu que 35,5% foram enviadas internamente, através do endereço de email corporativo.
Em março de 2007, autoridades do estado americano de Maryland descobriram 22 funcionários de estatais que visitavam sites pornográficos durante o trabalho, algumas vezes até milhares de vezes na semana. Mesmo com a identificação do grupo, oficiais acreditam que há ainda mais funcionários envolvidos nestas atividades e, por isso, solicitam uma investigação mais ampla.
O site The Inquirer levanta dúvidas a respeito do relatório da PixAlert, que afirma que a única maneira eficiente de resolver esses problemas é auditando ou monitorando a rede em tempo real. Não é coincidência, aliás, que a empresa produza um software chamado PixAlert Auditor 3.4, exatamente para este fim.
Investigações realizadas em fevereiro, no entanto, apontaram que o uso de redes corporativas para fins pessoais vai muito além da pornografia. De 70 discos rígidos pesquisados de 14 fontes distintas, foram encontradas 62% de informações pessoais, incluindo a carta de um fã a uma mulher famosa.
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