Um velho álbum de fotografias – Parte 2 - Final
Nas minhas lembranças, os bons momentos e as boas amizades que ficaram
Começo meu texto de hoje com um pedido de desculpas a vocês que me leêm periodicamente e à querida Maitê, por ter ficado tanto tempo sem escrever, por causa do excesso de compromissos profissionais que assumi. Nas últimas semanas precisei me dedicar a tantas coisas de forma simultânea, que esse cantinho aqui ficou esquecido. Gosto muito de escrever para vocês e peço que me perdoem. Para 2008, serei mais constante, porque tenho muitas coisas para contar.
No texto anterior eu falava das fotos que revi de meninas com quem saí nesses anos todos e das lembranças que me ficaram: algumas boas, outras ruins. Mas, no final das contas, se formos pensar bem, há um lado positivo em tudo. O que eu mais gosto, quando olho para trás, é pensar nas amizades que fiz, muitas realmente verdadeiras, que mantenho até hoje.
Quero falar hoje de duas meninas que conheço, lindíssimas, cada um com seu tipo de beleza, todas com um traço comum: uma forte personalidade. São pessoas decididas, que sabem o que querem e que têm batalhado, cada um de seu modo, para serem felizes.
Outro ponto que as unem, apesar de não se conhecerem pessoalmente, é a forte vontade de abandonarem a prostituição. E ambas têm o mesmo projeto: estudar, fazer faculdade e adquirir uma outra profissão. Mas será que é possível conseguirem o que desejam? Será que não continuarão sendo vítimas de preconceitos, mesmo com um diploma embaixo do braço? Só o tempo dirá.
Uma delas até me deu a data em que deixaria definitivamente os programas, para se casar. A data já venceu e eu vou lhe enviar um email para desejar boa sorte. Ano novo, vida nova. E espero que ela consiga seu objetivo e não seja obrigada a voltar às ruas.
Pode até parecer que eu esteja sendo hipócrita ao desejar boa sorte a uma menina que quer abandonar as ruas, sendo que eu sou um daqueles homens que pagam para fazer sexo e, pela lógica, talvez seja também responsável por mantê-la na rua. Conheço vários homens que pensam igual a mim. Não sei explicar porque a rua exerce um fascínio tão grande sobre homens como eu. Muitas vezes penso em parar, mas acabo voltando, sendo atraído por um sorriso, um vestido mais curto, um perfume mais marcante. Mas defendo o direito que todas elas têm de abandonar essa vida e se dedicarem à outra ocupação.
Nelson Rodrigues falava que existe a puta vocacional, aquela que quer continuar sendo puta e gosta do que faz. Já conheci algumas assim, já saí com algumas assim. A profissão , para elas, é como qualquer outra. Muitas ganham bastante dinheiro e não conseguiriam viver dentro de um padrão econômico mais modesto. Não as recrimino, mas normalmente não gosto de fazer sexo com elas. Normalmente o sexo com elas é excessivamente profissional, mecânico.
Ainda quero voltar a esse assunto, porque ele comporta muitas abordagens. Enquanto isso, quero deixar a todos meus votos de Feliz Natal e um 2008 repleto de mudanças, aquelas mudanças que sempre pretendemos, mas acabamos adiando. E para 2008 quero voltar renovado e com muitas coisas para dividir com vocês.
Para falar direto com Senhor Pinto - o email é senhorpinto2000@yahoo.com.br
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