Ásia: apenas 10% dos portadores sabem que têm aids

A região da Ásia e do Pacífico precisa ampliar o acesso da população aos testes de aids e melhorar os programas de informação, já que apenas 10% das pessoas portadoras do HIV na região sabem que têm a doença.

O pedido foi feito hoje por cerca de 70 especialistas da ONU no encerramento de uma conferência de dois dias realizada em Phnom Penh.

"Menos de 10% das pessoas infectadas pelo HIV na Ásia e no Pacífico são conscientes de seu estado", afirmaram a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e o Programa Conjunto da ONU sobre HIV/aids (Unaids) em comunicado conjunto.

"Isto representa o maior obstáculo na campanha para prevenir a expansão do HIV e para fornecer tratamento da aids", acrescentaram.

Segundo a ONU, cerca de 8,5 milhões de pessoas eram portadoras do vírus da aids em 2006 na região formada pela Ásia e pelo Pacífico.

Os especialistas calculam que no ano passado houve um milhão de contágios e cerca de 500 mil mortes por causa da doença.

Cerca de 64 mil crianças vivem com o HIV, a grande maioria em Camboja, Índia e Tailândia, e apenas uma em cada cinco tem acesso a tratamento anti-retroviral.

O diretor da OMS para o Pacífico Ocidental, Shigeru Omi, qualificou de "direito humano imperativo" alguém saber se é ou não soropositivo, de modo que se possa atuar com tratamentos e medidas de prevenção.

O responsável da Unaids Ásia-Pacífico, Prasada Rao, pediu a aplicação de políticas antidiscriminatórias para ajudar a que as provas e outras iniciativas prosperam.

EFE

 

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