Suicídio mata mais que Aids nos países da União Européia

 A cada ano, cerca de 58 mil cidadãos da União Européia cometem suicídio, um número superior ao de mortes registradas em consequência da Aids ou de acidentes de trânsito, indica um relatório aprovado nesta quarta-feira pelo Parlamento Europeu.

O estudo, que avalia a saúde mental dos europeus, afirma também que o número de tentativas de suicídio chega a ser dez vezes mais alto do que o número de suicídios efetivamente praticados nos países do bloco.

Segundo o autor do relatório, o deputado europeu John Bowis, o problema está associado à crítica saúde mental dos europeus, vítimas, principalmente, do estilo de vida moderno.

"O estresse causado pelo trabalho e pela educação, as alterações nas estruturas familiares, o isolamento e as mudanças de país forçadas são fatores que contribuem para o surgimento de problemas de saúde mental, freqüentemente associadas a algum tipo de dependência", afirma.

De acordo com as estimativas, uma em cada quatro pessoas na Europa sofre pelo menos um importante episódio de doença mental durante a vida. O número de pessoas entre 18 e 65 anos que sofrem de depressão grave chega anualmente a 18,4 milhões.

Leste europeu

A situação é mais preocupante nos novos Estados membros, países do Leste europeu, onde, o relatório alerta, 'os indicadores de saúde mental da sociedade estão caminhando na direção errada, com um número elevado de suicídios, atos de violência e dependências, especialmente do álcool'.

"Estes países herdaram sistemas de tratamento da saúde mental inadequados e instituições psiquiátricas de grandes dimensões, que estimulam a exclusão social e o estigma."

"Ao mesmo tempo, faltam muitos serviços que deveriam estar integrados nos sistemas gerais de saúde e proteção social", diz o texto.

Recomendações

O relatório indica que um dos maiores desafios em saúde mental na UE é o envelhecimento da população. Por isso, recomenda mais investimentos em pesquisas sobre doenças neurodegenerativas.

Também aconselha mais pesquisas sobre tratamentos adequados ao sexo do paciente, já que homens e mulheres com uma mesma doença mental costumam ter necessidades distintas.

Os parlamentares ainda pediram que a UE invista mais no desenvolvimento de medicamentos com menos efeitos colaterais e que implemente campanhas informativas anuais sobre problemas de saúde mental.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u56704.shtml


 

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