Mulheres de áreas rurais e ilhas estão mais vulneráveis ao HIV
MELBOURNE - As mulheres que vivem em áreas rurais e ilhas estão especialmente vulneráveis à infecção pelo HIV e enfrentam mais dificuldades para ter acesso ao tratamento, informaram palestrantes durante uma conferência de Aids na região da Ásia e do Pacífico no domingo.
Das 36 milhões de pessoas no mundo vivendo com HIV/Aids, 47 por cento, ou 16,4 milhões, são mulheres e os tabus culturais relacionados ao sexo e o estigma da doença dificultam os esforços de educação e tratamento.
Um grupo das primeiras-damas da Malásia, Fiji, Mongólia e Quirguistão disse durante uma coletiva de imprensa que a questão é crítica para mulheres que vivem em áreas rurais e ilhas, que estão mais vulneráveis à doença devido a sua baixa condição social e econômica.
"Existem tabus culturais que impedem que jovens e idosos, pais e filhos compreendam a mensagem", disse a princesa Nanasipauu Tukuaho, esposa do primeiro-ministro da ilha de Tonga.
"A barreira é a inibição da educação sexual; precisamos levar informações a idosos e líderes religiosos de áreas rurais", acrescentou ela.
O congresso atraiu 3 mil especialistas em HIV/Aids da Ásia e do Pacífico. Os conferencistas têm alertado para o risco de epidemias explosivas que podem ocorrer na Ásia em alguns anos.
As mulheres geralmente estão sob risco maior de infecção, já que não têm o poder de negociar o uso do preservativo com o parceiro, destacou a primeira-dama da Malásia, Siti Hasmah Binti Haji Mohd.
"Os baixos níveis de instrução de mulheres que vivem no campo e em ilhas as impedem de acessar informações sobre a enfermidade, enquanto algumas tradições afirmam que assuntos como o sexo são um tabu".
"Depois de serem contaminadas, elas não conseguem ter acesso ao tratamento devido ao estigma e à discriminação associada à doença", disse ela.
http://www.bol.com.br/noticias/saude/2001/10/08/0018.html






Enviar novo comentário