Viajando para Miami
Minha mulher e eu sentamos ao lado de um rapaz sério e meio esquivo, ambos muito bonitos. A esposa dele e a outra filha sentaram na fileira imediatamente em frente a nós. A garota tentou trocar de lugar com o pai, quando ficaria ao meu lado. Vi que ele não topou, e desconfiei. Ele não olhava para o nosso lado, mas era muito tesudo. A noite ia passando e tentávamos todos dormir. Aos poucos começamos a nos encostar, um no outro, simultaneamente. Ele defendia seu corpo da visão da filha ao seu lado e eu defendia da visão da minha mulher.
Ficamos literalmente toda a noite nos esfregando. Ele facilitava meu braço entrar por detrás do seu corpo e costas e eu o acariciava. Depois de algum tempo um dos dois parecia se assustar e parávamos. Dali a pouco o outro recomeçava tudo de novo. Tudo isto sem termos nos olhado nos olhos ou termos trocado uma única palavra. Cada um de nós cada vez mais excitado. Em determinado momento o vi se estremecer todo e logo após ir para o banheiro. Não sei se gozou ou não.
Depois voltou e recomeçamos. Minha mulher dormia toda a noite, pois tomou medicação para isto. A mulher dele na nossa frente dormiu também toda a noite. Já pela manhã quase antes de aterrissarmos, falamos um pouco e descobrimos que tínhamos muita coisa em comum, principalmente o gosto por barcos. O olhar e a boca do cara me fascinavam. Eu queria ficar ali o resto do tempo, só olhando pra ele e namorando-o, agarrando-o e beijando-o.
A viagem terminou e não tive coragem de dar a ele meu cartão ou telefone, ou email. Assim que desci ainda o vi mais duas vezes, mas sem chances de uma abordagem, já que também estava com um casal de amigos, todos paulistas. Sei que ele tem os mesmos desejos que eu, casado louco por uma transa, mas reprimido. Eu não dei meu fone porque me assustei com a fortíssima atração que senti por ele.






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