Obesos têm maior predisposição para o derrame cerebral
A obesidade é um fator predisponente ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, devido ao aumento dos níveis pressóricos, surgimento do diabetes, alterações nos níveis do colesterol e triglicérides séricos, entre outras questões. Em decorrência disso é de se esperar que o aumento do peso possa também estar relacionado a uma maior possibilidade de ocorrência de derrames cerebrais.
Um estudo promovido por pesquisadores do Departamento de Neurologia , do Centro Médico UCLA em Los Angeles / Califórnia e publicado no Archives of Neurology, em março (2007) procurou avaliar a relação entre o índice de massa corpórea (IMC) e os resultados pós – alta de pacientes vítimas de derrame cerebral isquêmico.
Para a realização dessa análise, os pesquisadores avaliaram 805 pacientes que sofreram derrame cerebral isquêmico. Desse total, 451 enquadraram-se nos critérios para a pesquisa. A idade média foi de 65 anos e 28% eram homens. Todos esses indivíduos foram divididos em 4 grupos de acordo com o IMC (calculado pela divisão do peso pelo quadrado da altura): magros, sobrepesados, obesidade grau I e obesidade grau II. Os dados avaliados incluíram a atividade funcional, ida da residência direto para um serviço hospitalar especializado, e o tempo de internação hospitalar.
Os autores observaram que a presença de taxas altas de IMC, estava associada a uma menor probabilidade do paciente, vítima de derrame, vir direto de sua residência para o hospital. Além disso, tais pacientes apresentam uma maior tendência a permanecer internados por longos períodos, comparativamente aos outros indivíduos com menor IMC que também sofreram derrame. O IMC não apresentou nenhuma relação com a recuperação funcional após o evento.
Fonte: Archives of Neurology; 64 (3): 388 – 391 (March 2007)







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