II Fortalecendo - Parte 5

3ª Roda de Conversa: Passos & Espaços

 

1º Momento

Yone Lindgren – Coordenação Movimento D’ELLAS/ABL/ABGLT

Informou que a roda de conversa pretende resgatar as discussões do I Fortalecendo na construção de uma rede de relacionamentos sociais, inclusive, em relação a violência contra a mulher. Sendo que uma proposta do II Fortalecendo é que haja a apropriação da Campanha dos 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência Contra a Mulher e da Lei Maria da Penha, pelas militantes do movimento GLBT e a aplicação em suas bases, respeitando as diferenças locais.

Segue a transcrição:

O nosso momento agora, que é passos & espaços, ele se remete ao que foi construído no 1º fortalecendo e que a gente dê continuidade a essa construção. No 1º a gente tentou construir uma rede de relacionamentos sociais, um trabalho que foi feito pela Irina, esse espaço é para a gente pegar, ver quem fez o que, quem não fez a gente vai poder fazer o que?

Como nós estamos construindo os relacionamentos da base, seja de rede, de grupo, ou os nossos mesmos e como nós estamos fazendo essa construção de relacionamentos sociais em relação a violência contra a mulher. Uma proposta do 2º fortalecendo é que a gente trabalhe bem, que cada uma se apodere dessa campanha e leve para a sua base. Aqui no rio a gente fez o “tem mulheres na parada contra a violência a mulher homoafetiva, racismo, homofobia e outras formas de discriminação”. Mas acredito que seria muito construtivo se cada uma fizesse no seu local, com as características locais, mas que a gente não deixe de se empoderar e se apoderar da lei Maria da Penha, porque ela é para nós também e isso não ficou muito explicita esse tempo todo de discussão da lei.

E esse estabelecimento de estratégias para novas relações a gente vai ter que construir em conjunto também.

Em seguida, nós vamos ter “relações e reações”, aí sim nós vamos chamar representantes de cada rede para que a gente crie e construa essa relação realmente, pois só se constrói juntos.

Depois vai ter o momento de formas de discriminação existentes nos espaços de convívio público de mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais da região e local de cada participante, por isso a gente pediu o diagnóstico de todas e a maioria enviou.

E para construir eu vou chamar a Irina, porque como foi você que construiu no I fortalecendo.”

 

Irina Bacci – Coletivos de Mulheres da ABGLT

No I Fortalecendo houve a potencialização das questões de rede como forma de aproximação, comunicação e interação entre pessoas, instituições, inclusive, outras redes. E nesse sentido, um dos produtos potencializados foi o SOMOS LÉS que é uma rede de grande potencial de trabalho de base com a transição das mulheres de observação para sujeito político protagonista do movimento.

No fortalecendo passado, a gente (....) a Yone, desde a gente se conheceu vem falando sobre esse negocio de rede, no intuito de estreitar pois somos muitas, cada uma em um canto desse país e como estreitar essas relações, como aproximar as ações, que não através das redes.

No I fortalecendo a gente potencializou esse negócio de rede, não no sentido de se trabalhar numa rede única, mas foi criada uma rede no fortalecendo, tem uma lista e tudo, e além disso, em outras redes essas redes vão se comunicando, então a gente podia relatar, quem esteve no 1º e está no 2º , ou quem não esteve mas de certa forma acabou interagindo nessa rede.

Eu acho que um dos produtos que o fortalecendo potencializou foi o somos lés que eu creio que é uma das redes de maior potencial, como nossa rede de trabalho de base, fazendo com que aquela moça do interior, lá da base que seja discriminada pela família, possa se instrumentalizada, empoderada a ponto de sair daquela situação de vulnerabilidade e violência e se tornar sujeito político empoderada a ponto de colocar a sua situação.

Essa é a função principal da rede, e não aquela historia de os seres pensantes pensam e a base executa.”

 

Simone Valêncio – Coordenadora Nacional Somos Lés 2007

A partir do I Fortalecendo muita coisa se concretizou entre as mulheres lésbicas e bissexuais em termos de rede, em termos de comunicação, unindo as 5 regiões do país.

O Somos Lés foi um projeto piloto implementado em 2007, com financiamento da Secretaria Especial de Direitos Humanos – SEDH/PR com parceria política entre a ABL e ABGLT, nas 5 regiões do país com o objetivo de organizar capacitações para novas lideranças, obtendo como resultado concreto o levantamento de núcleos e grupos de mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais elevando-os a um patamar nacional com poder decisório dentro do Movimento GLBT.

No momento, o projeto aguarda financiamento para continuidade no ano de 2008.

Transcrita abaixo a fala:

Bom dia a todas, eu estive no 1º fortalecendo, no somos lés eu tive o prazer daquela época para cá concretizar muita coisa no trabalho junto as mulheres lésbicas e bissexuais e em termos de rede, do último fortalecendo para cá, nós avançamos bastante em termos de comunicação, em termos de trocas de experiências, muito foi concretizado, a gente conseguiu unir as 5 regiões desse país. Muita gente, fez muita coisa desde o último fortalecendo.

Eu estou um pouco distante do dia a dia da militância, mas muito tem sido feito, a gente tem encontrado muitas novas militantes, o que é muito importante, pois a gente não tem deixado a coisa estagnar.

O somos lés foi um projeto piloto implementado o ano passado com o apoio financeiro da SEDH e parceria política entre ABGLT e ABL e outras redes que nos apoiaram e a gente esteve nas 5 regiões do país organizando capacitações para novas lideranças e o resultado mais concreto foi poder ter núcleos, poder garimpar tudo o que a gente sabia que existia mas não estava registrado, creio que o somos lés teve a possibilidade de documentar e levar isso a um patamar nacional e a gente acredita e espera que possa dar continuidade esse ano e nos próximos, não só o somos lés como o fortalecendo, porque os 2 tem características diferentes, o 1º tem como característica a capacitação técnica de lideranças e o fortalecendo tem o caráter da discussão política, da formação de rede.

 

Denise Limeira – Grupo Tucuxi

Informou que no I Fortalecendo foi a única representante da região norte, o que se alterou nesse ano, visto haver mais 2 estados representados, quais sejam, Acre e Pará, além de Rondônia, tendo sido, inclusive, criada a Rede de Mulheres Lésbicas do Norte – ELEN.

A partir da visão de regionalidade o projeto Somos Lés lhe deu oportunidade para que fosse possível estar em todos os estados da região norte e conhecer a vivencia e a dificuldade das mulheres e organizações locais, e se percebeu que muito ainda está por se fazer.

Abaixo a íntegra:

No 1º fortalecendo eu fui a única representante da região norte e esse ano tem mais 2 estados presentes e eu fico muito feliz com isso.

Eu faço parte da rede ELEN, que é a rede de mulheres lésbicas da região norte. A formação dessa rede foi a minha primeira ação enquanto movimento, foi criada em 2006, no meu 1º ano de coordenação do Tucuxi, que é a minha entidade de base.

 E quando eu fui aceita nessa instituição, eu pensei não só no estado, mas na região norte, pois o primeiro evento nacional que eu participei foi o EBGLT e o 2º evento foi o SENALE e nesses 2 eventos eu percebi que o norte precisava fazer muita coisa, já vim essa visão de regionalidade, minha bandeira é o norte (.....)

(...) foi o projeto que eu amei assim desde o primeiro momento, porque foi a oportunidade que eu tive de estar em cada estado, de conhecer cada grupo, eu pude perceber que são as pessoas de fato, eu pude empoderar mais aquelas moças. Hoje nós temos aqui, Acre, Rondônia e Pará presentes nesse evento.

O somos lés é o sonho de todo esse movimento, que é você chegar perto dessas mulheres, conhecer a vivencia e as dificuldades de cada uma e o fortalecendo vem dar uma reforçada no que vem sendo feito no somos lés. Esse ano nós estamos buscando financiadores para o projeto. Estamos cheio de idéias e coisas novas para fazer”

 

Irina Bacci – Coletivo de Mulheres da ABGLT

Durante os grandes eventos da militância o foco é marcado nas disputas de poder, que se realizam a partir da indicação para acentos em conselhos, grupos de trabalho etc., em detrimento da luta política fica relegado a segundo plano.

Porém, o Fortalecendo vem quebrar com esse paradigma mostrando que as pessoas têm sensibilidade e podem estar focadas na luta.

“A Denis falou uma coisa que é resultado o 1º fortalecendo, nesses 2 anos, nós saímos daqui, multiplicamos para a base e quase triplicamos o número de mulheres, isso é o resultado do que a gente fez, cada uma de nós trouxe mais 3 pessoas, as regiões trabalharam nesse sentido.

Para mim, o mais importante é que pude conhecer a realidade do norte.

Nos grandes encontro as pessoas ficam preocupadas com as questões de poder, porque é nesses encontros que se indica acento de conselhos etc. e com isso as pessoas esquecem da luta.

Só que o fortalecendo, assim como seminário de lésbicas negras, mostrou que as pessoas têm sensibilidade e isso não podemos perder, inclusive a confraternização. E isso é um dos produtos das redes, e também a resposta mais rápidas as denuncias de violência, criando relações sociais mais intensas, não perdendo o foco da luta.”

 

Ana Carla Lemos – Eu participei do Somos Lés Nordeste, foi super massa, foi assim, os contatos que a gente ficou com as meninas foi institucionalmente a gente tem uma rede de amizade e de pessoas, a capacitação foi muito boa e abriu muito horizontes, porque lá no somos lés a gente estava começando com o LUAS, a gente estava assim, bem devagarzinho e abriu um leque de novos horizontes e de fortalecimento, eu acho que foi muito legal, a gente teve um acolhimento. No SENALE, que foi lá em recife, em 2006, foi traumático, a primeira vez que fui para um encontro nacional de lésbicas eu sai aterrorizada. Porque você chega para construir as coisas com as pessoas e muitas vezes a gente não consegue ter um diálogo. É uma desagregação muito grande, a gente termina ficando cada vez mais um movimento fragilizado. E muitas vezes nesse momento nós mesmos terminamos nos agredindo, a gente violenta quando está nesses espaços. Mas ainda bem que a gente está na luta tentando mudar as relações e fortalecendo as coisas interpessoal e interinstitucional.

 

Alessandra Guerra – Eu queria falar também sobre essa experiência do somos lés que foi extremamente gratificante e o melhor de tudo, ale da gente que coordenou o projeto na região nordeste, a gente teve oportunidade de ter acesso a diversos conhecimentos que antes a gente não tinha, a gente se tornou muito mais empoderadas dentro do movimento GLBT e é incrível ver as meninas que participaram da capacitação que estão com a gente na lista da internet, que mantém o vínculo, a gente vê resultados, a Ana Carla está aqui, a Alana está aqui, a Celise, e até mesmo nos espaços que a gente não está a gente está vendo as meninas criando, tomando asas, fazendo as coisas acontecerem e isso é super importante.

E até mesmo a gente vê, com a criação do Coletivo de Mulheres da ABGLT, como foi importante esse processo de capacitação e empoderamento das meninas para que a gente possa se reconhecer. E aí vem outra questão: como é que a gente interage com os meninos dentro do movimento? Pois a gente tem espaços de lésbicas, de mulheres, mas e nas redes mistas?

 

Priscila – Eu nunca participei de nenhum outro encontro exclusivo de mulheres, primeira experiência em um evento foi no Congresso da ABGLT, eu cheguei no movimento em setembro e eu acho que foi em outubro o congresso, então foi uma baita experiência. Em BH, a realidade de ver que na maioria das vezes a construção é feita por poucas, é tudo muito fechado, mas é uma experiência que é muito minha atual. Eu escrevi e queria ler, pode?

A participante lê o poema já transcrito nesse relatório como parte integrante do Manifesto do Coletivo de Mulheres da ABGLT.

 

Cris Simões – Continuando a falar do somos lés eu acho que é muito importante, já que nós estamos falando das questões das redes nós temos que aproveitar esse ensejo e lembrar que o Somos lés 2008 ainda não saiu, então eu acho que a gente precisa reunir essa rede de mulheres todas que participaram e as que não participaram e querem participar para a gente juntar os esforços para a gente correr atrás, ou através de carta, email, depoimento, pressão dos órgãos governamentais para esse projeto sair porque a gente já está em maio praticamente e não saiu o somos lés 2008 ainda e por conta de financiamento, a gente não tem quem financie o projeto, ainda, estamos discutindo, estamos correndo atrás e ainda não temos quem financie o projeto, então eu acho que é ressaltar a importância desse projeto na construção do movimento de mulheres dentro do movimento GLBT, que eu acho que isso é muito importante, a gente aproveitar essa rede que a gente criou, que está ampliando para correr atrás, pressionar para a renovação do somos lés.

 

 

2º Momento

Veluma Brown – Coordenadora Geral ASTRA Rio

Inicialmente informou que o estereótipo da travesti é em homenagem a mulher e portanto não há que se falar em separação dos segmentos pois travestis, transexuais e mulheres lésbicas e bissexuais são coesas e unidas.

Após iniciou apresentação de slides com os conceitos de travesti e transexual, além da cronologia do Movimento TT. Segue abaixo os dados da apresentação.

Abaixo transcrevemos a fala:

Olá, sou Veluma, conhecida como chacrete, e sou coordenadora geral da ASTRA Rio e inicialmente gostaria de dizer que o estereótipo da travesti é em homenagem à mulher, então não tem 2 segmentos separados, a travesti, transexual e a lésbicas estão coesas, nós somos unidas.

Agora eu vou mostrar uma apresentação sobre travestis e transexuais.”

 

Travestis

Pessoas de sexo genital determinado, com identidade de gênero oposta ao seu sexo de origem ,vivem e apresentam-se socialmente de acordo com gênero que psicologicamente pertencem desejando serem identificados pelo resultado desta expressão.

Transexuais

Pessoa de sexo genital determinado que psicologicamente pertencem ao sexo oposto ao seu sexo genital .

Ainda hoje vinculam o fato de uma pessoa ser ou não Transexual a realização da cirurgia de transgenitalização, o que não é verdade.

Principais protagonistas do processo de desconstrução da mais antiga normativa de controle social de massa (o gênero) e na contestação diária do padrão pré estabelecido que determina quem é homem ou mulher, assim como o que é de fato  feminino ou masculino .

O desconhecimento sobre Identidade de gênero tem ocasionado violento processo de exclusão de Travestis e Transexuais brasileiras

Movimento Nacional de Travestis e Transexuais

Embora muitas companheiras (os) Travestis e Transexuais militem desde a fundação do movimento GLBT brasileiro o movimento social organizado de Travestis e Transexuais surgem na década de 90 com o objetivo de tornar-se a principal ferramenta de articulação político-social para melhoria do vulnerável quadro social das Travestis e Transexuais brasileiras.

 

Cronologia

1992 – Fundação da ASTRAL RJ (Associação de Travestis e Liberados RJ) primeira ONG brasileira voltada para as demandas trans.

1992 – Execução dos primeiros projetos de prevenção de DST/AIDS para Travestis .

1993 – Criação do primeiro ENTLAIDS (Encontro Nacional de Travestis que trabalham na prevenção da AIDS).

1993 – Fundação de 9 grupos Trans em diversas cidades do país e adesão em massa das Trans em grupos mistos.

1994 – Inclusão formal de Transexuais e suas demandas na agenda comum.

1994 – Fortalecimento nas articulações com o PN DST/AIDS objetivando a formação de rede de ONGs e ações estratégicas para demandas específicas de Travestis e Transexuais quanto a prevenção e assistência das DST / AIDS.

1995 – Criação da ANTRA (Articulação Nacional de Transgêneros).

2000 – Estabelecimento jurídico da ANTRA .

2002 – A elaboração com o PN DST/AIDS da campanha TRAVESTI E RESPEITO, que propunha uma ação intersetorial de prevenção e promoção da cidadania e de Direitos Humanos.

2003 – A elaboração com o PN DST/AIDS de um projeto nacional de fortalecimento institucional e capacitação em rede :Projeto TULIPA (Travestis unidas na luta incansável pela prevenção da AIDS).

29/01/2004 – O lançamento no Congresso Nacional da campanha TRAVESTI E RESPEITO .

2004 – A elaboração e implementação de Projetos de Redução de Danos para o uso de Silicone Injetável.

2004 – Criação e execução do Projeto Damas da Secretaria Municipal de Assistência Social da Prefeitura do Rio de Janeiro, primeiro projeto social visando inserir Travestis e Transexuais no mercado formal de trabalho.

29/01/2005 – Fundação ASTRA RIO.

2005 – Realização do 1º Encontro Nacional de Transexuais.

2005 - Formação da primeira rede de articulação nacional de Transexuais: o CNT (Coletivo Nacional de Transexuais) .

2005 – Assento no Comitê Técnico em Saúde da População GLBT do Ministério da Saúde

2006 – Proposta de confecção de material IEC com abordagem específica às questões de vulnerabilidade para Transexuais.

30/03/2006 – MINISTÉRIO DA SAÚDE SUS PORTARIA N PORTARIA Nº 675/GM  30/03/2006 CARTA DE DIREITOS DOS  USUÁRIOS DO SUS “TERCEIRO PRINCÍPIO"

É de direito do cidadão atendimento acolhedor na rede de serviços de saúde de forma humanizada, livre de qualquer discriminação, restrição ou negação em função de idade,raça, cor, etnia, orientação sexual, identidade de gênero, características genéticas,condições econômicas ou sociais, estado de saúde, ser portador de patologia ou pessoa vivendo com deficiência, garantindo-lhes:

I – a identificação pelo nome e sobrenome, devendo existir em todo documento de identificação do usuário um campo para se registrar o nome pelo qual prefere ser chamado, independentemente do registro civil, não podendo ser tratado por número, nome da doença, códigos, de modo genérico desrespeitoso ou preconceituoso....”

2007 – Seminário Nacional para construção de políticas e ações de Saúde da População GLBT no SUS.

2007 – Conquista de uma agenda exclusiva para Travestis e suas especificidades no Plano nacional de enfrentamento a epidemia de DST/AIDS do Ministério da Saúde.

2007 – Inclusão das Transexuais no Plano nacional de Feminização da epidemia de DST/AIDS do Ministério da Saúde.

Diretoria da ANTRA é recebida oficialmente pelo Ministro da Saúde.

2008 – Criação do Projeto de Lei 2976/2008 de autoria da Deputada Federal “CIDA DIOGO” que autoriza a utilização do nome social das Travestis.

 

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