A fé

Solange Elizabeth Pearly, - projetista e design gráfico, participou durante uma década em escola tradicionalista de mistérios sediada nos EEUU; autodidata,  pesquisou e estudou a arte secular da cura dos Kahunas da Polinésia; estudou a Kabalah tradicional; estudou o calendário Maia e suas previsões; foi ufóloga praticante em vários grupos participou de grupos de cura e auto ajuda; estudou e pesquisou varias linhas filosóficas, religiosas e espiritualistas ( arte mahikari, escola messiânica, o espiritismo de Kardec; diversos ritos áfros; catolicismo e igrejas evangélicas;  praticante da radiestesia e radiônica, cromoterapia, e musicoterapia . Dedica-se hoje a pesquisa do comportamento humano e suas diversas nuances.

 

 

ARTIGO:

Muito cedo o homem torna-se consciente de que ele não está só no mundo, ou no universo, e desenvolve-se nele uma tomada de consciência natural e espontânea de outras mentes no ambiente individual. A fé traduz essa experiência natural em religião, no reconhecimento de Deus como realidade – fonte, natureza e destino – de outra mente. Contudo, tal conhecimento de Deus é, agora e sempre, uma realidade para a experiência pessoal. Se Deus não fosse uma personalidade, Ele não poderia ser uma parte viva da experiência religiosa real de uma personalidade humana. O elemento de erro presente na experiência religiosa humana é diretamente proporcional ao conteúdo de materialismo que contamina o conceito espiritual do Pai Universal. A época pré-espiritual do progresso humano no universo consiste na experiência de despojar-se dessas idéias errôneas sobre a natureza de Deus e sobre a realidade do espírito puro e verdadeiro. A Deidade é mais do que espírito, mas a abordagem espiritual é a única possível ao homem ascendente. (O Livro de Urantia, cap. 4, pagina 1123)-

Num outro seguimento desse mesmo livro, o ser humano é considerado um ser especial, pois apesar de não ver, enxergar, tocar ou abraçar esses seres da alta hierarquia, tendo Deus como exemplo, ele acredita que existe somente pelo fato de ter fé, de sentir que existe algo mais que, mesmo sendo invisível, está lá ou em algum lugar, e que será visto ou ouvido. Desde os primórdios da creação (1), o homem procura a explicação para a sua natureza, sua existência e manifestação aqui neste planeta. Tem fé que exista um ser ou seres superiores e na falta de qualquer manifestação visível de deidades, recorre a sua imaginação para montar esquemas, formas, estruturas, sistemas e imagens dessas mesmas deidades e os locais onde se manifestam ou estão presentes. Como o texto acima afirma, a abordagem espiritual foi a única forma que encontrou para explicar todos esses fatos.

Todas essas imagens e referências espirituais foram baseadas na matéria que conhecemos e então esses conceitos estão, como o texto acima diz, contaminados por referências materiais. Quando o homem ora para seu Deus, aponta ou olha para o céu, como se houvesse um lugar nas alturas onde o seu Deus habita. Michelangelo, na sua grande obra da capela Sistina, pintou em 1512, o creador como um velho de barbas brancas. Os anjos são desenhados com grandes asas, para se explicar que podem voar. E ai vai........ - Com tudo isso vamos sobrevivendo e achando explicação para tudo, pois afinal é a natureza do ser humano, procurar algo sólido para se acreditar, sendo que esse algo sólido é bem material. Considerando que desde o início o humano vivia frente à égide do medo, frente á imagem da górgona, sempre assustado com tudo que lhe era inexplicável, se tornava presa fácil daqueles que á época eram detentores de algum conhecimento, que fazendo uso dele, criavam esquemas religiosos justamente para dominar os assustados pobres de cultura e informação.Grandes movimentos religiosos encheram seus cofres de ouro, jóias e terras graças a promessas de indulgências e reservas de “bilhetes” para o céu, livrando-os do assustador “inferno” criado por essas mentes brilhantes, que alias era tão terrível que o medo de lá permanecer pela eternidade era intolerável, ou seja, ninguém poderia imaginar um inferno tão pavoroso como a mente humana.

Solange Elizabeth

(1) –Segundo o pensador Huberto Rohden, Deus creou o homem. O homem cria animais.

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Obrigada pela sua presença e comentário, Marcia querida. - É bom apontarmos o nosso arco e flexa para a eternidade; é o sonho do coração do homem acreditar que existe algo mais e que a vida não termina por aquí, mas.............. como ainda ninguem voltou de lá nos reportando os fatos e imagens, cabe aos sonhadores por aquí imaginar e usar a única ferramenta de que dispomos, a matéria . Ma\s uma coisa posso te dizer : - tudo isso aquí é uma pálida idéia do que existe por detrás
do véu de Isis. -
Bjs,

Ser superior

Os momentos da Sol são como uma pausa no tempo, lemos, pensamos, sonhamos e até alucinamos sem nos darmos conta do tempo que passou. Tudo nas suas crônicas nos leva a ver as coisas sob um ângulo de eternidade.
No texto em pauta, vemos a fé do homem tambem como dúvida, quando ele tem que decidir entre duas vias e acaba tomando aquela que ao mesmo tempo lhe aproxima do ideal religioso acaba distanciando-o da sua própria dimensão sagrada que seria, na hierarquia dos seus níveis lógicos, o plano espiritual.
Parabéns Sol, parabéns Maite!!!
Beijos,
Marcia

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