Acampando com prazer

Ela tinha apenas catorze anos, tinha uma vida toda para
descobrir, mas nenhum ânimo. Todas as suas amigas
faziam planos para sair, ficavam horas frente ao espelho,
estudavam as maquiagens mais fantásticas, os
batons mais vermelhos... e Mirian se olhava no espelho
raramente, desconhecia-se, na verdade, não gostava
do que via, achava que seus olhos eram amendoados e
que suas covinhas e sardas lhe davam um ar infantil
e imaturo.

Mirian não fazia planos para
o futuro, não queria nem pensar no presente,
muito menos naquilo que estava longe de seu toque. Jamais
havia beijado um menino, mesmo que tivesse mentido dizendo
que sim, mas o mais estranho era que não sentia
vontade. Pensava ter medo dos homens.

- Mirian, estão lhe chamando
– gritou sua mãe na porta do quarto semiaberta
- deve ter uma dúzia de meninas lhe procurando.

- Está bem, mamãe, vou
atendê-las. – e preguiçosamente se
levantou – Olá, Petra, o que fazem aqui
tão cedo? Olá Kelly... querem entrar?

- Queríamos que fosse conosco
acampar! Será que sua mãe deixaria? –
Kelly foi logo se adiantando para o quarto e segurando
a porta até que todas entrassem. – Se você
for, minha mãe com certeza deixará que
eu vá.

A tarde estava mais fria, não
havia mais a chuva, mas aquela umidade parecia penetrar
nos agasalhos das meninas. Tudo era uma algazarra só,
falavam ao mesmo tempo, despediam-se dos pais e acenaram
vigorosamente até que o ônibus partiu.
De repente, tudo foi silenciando, a noite caia demoradamente
e Petra se acomodou ao lado de Mirian.

- Acho que não esquecemos nada,
e ainda bem que veio!Até parece que eu faria
alguma diferença – reclamou baixinho –
Tenho a impressão que estou indo para a prisão,
com tantas professoras juntas, o que poderemos fazer?

- Vai ser bom – cochichou Michelle
que estava atrás
– tem uns meninos do Colégio Batista que
estão acampando lá também!

- Está bem, está bem,
também vou gostar, mas agora vou descansar que
estou com frio – reclamou Mirian, virando-se de
lado.

Sua cabeça estava a mil, como
poderiam só pensar nisto, e o tempo todo, será
que não conseguiam sonhar com outras coisas,
será que não conseguiriam apenas aproveitar
o acampamento com as amigas, para conversarem e se conhecerem????
Mas eram perguntas demais para encontrar tantas respostas
sozinha, que adormeceu profundamente.


Um toque nos lábios, e sentiu uma umidade quente
no meio das coxas, que se apertaram... o toque sutil
em sua nuca, a língua deslizando suavemente em
sua orelha, os seios se entumeceram e a respiração
ficou forte. Delicadamente abriu os lábios, e
um pequeno sussurro pode ouvir, sentia a respiração
quente muito próxima, e uma mão pousou
sobre seu seio e o aconchegou com carinho. Nunca havia
sentido algo tão forte dentro dela, um vulcão
entrando em erupção provocando o calor
em suas faces... Tentou vislumbrar seu rosto, mas a
escuridão a impedia, não se moveu com
medo de perder aquela sensação tão
gostosa, e se aconchegou no banco e adormeceu, apenas
sentindo aquele hálito quente.

Quando percebeu, o sol estava forçando
entrada pela fresta da cortina, buscou então
em sua memória o sonho mais encantador, e se
viu sorrindo. Não havia ninguém ao seu
lado, estava com frio.

- Bom dia, meninas! Devagar podem ir
acordando, pois estamos quase chegando na praia! –
Gisele era a professora mais alta que conhecera, com
seus cabelos sempre em desalinho, mas um sorriso sem
par– Coragem, temos que tentar pegar a praia agora
cedo.

- Michelle, está acordada? –
sussurrou Mirian, se espreguiçando – Dormiu
bem?

- Não muito, não sei porquê,
estava agitada, acho que não me acostumo a dormir
em banco de ônibus.

- Então vai se acostumando, porque
na barraca o colchonete é pior – riu Petra
– Prepare-se!

- Já chegamos! Estou com fome.
– uma falou lá no fundo e parece que todas
resolveram falar juntas, se mexendo e se levantando
para visualizarem a praia que se estendia no horizonte.

Noite fria... um cobertor parecia pouco,
o vento assobiava nas árvores, a fogueira acesa
parecia coisa de filme, estavam todas cansadas, haviam
caminhado todo o dia e nadado naquela ondas grandes
que se formaram, a sopa do jantar conseguiu aquecer
apenas no momento, a caneca com chá quente apenas
amainava o tremor de cada uma. As professoras pareciam
mais exaustas, Gisele já adormecera na rede ao
lado da fogueira, e as outras mantinham apenas os olhos
abertos, porque suas almas estavam muito distantes.
Então uma a uma foi se retirando do círculo
e entrando nas barracas já montadas.

Kelly, Petra e Mirian também
resolveram ir, puxaram seus sacos de dormir bem perto
um do outro, para minorarem o frio que sentiam, e começaram
a falar baixinho, e como se fosse uma cantiga de ninar,
logo Mirian adormeceu. O silêncio foi tomando
conta da noite fria, a fogueira foi perdendo a força
do calor, só o vento dançava lá
fora, num ritmo frenético, talvez para se aquecer
também. A respiração novamente,
aquele hálito quente e ofegante perto de seu
rosto, sentiu os lábios resvalarem nos seus,
e percebeu que gostava muito da sensação.
As mãos passavam sobre o saco de dormir como
se tocassem sua pele sensível, e foi sentindo
um calor incompreensível, por vezes um beijo
molhava sua boca ressequida e a língua possuía
sua língua num poder inimaginável. Tentou
se desvencilhar do saco de dormir, procurava ansiosamente
o zíper e encontrou a mão que encaminhou
a sua até os seios entumecidos, e depois marcou
caminho pela barriga até o calor intenso daqueles
pêlos, sentia o movimento do corpo, agora sobre
o seu, e agonizou numa mordida que sentiu em seu pescoço
e virou-se, quando recebeu o beijo mais forte e mais
profundo, sentiu a língua fazer todos os caminhos
com uma força incrível, buscando os toques
mais incríveis, e sentiu os dedos longos e finos
penetrarem em sua virgindade, e se moveu forte e bruscamente,
como se buscasse o toque mais completo... A língua
fazia traçados em seu colo, até que molhou
seu vulva e sugou toda sua força quando alcançou
o clitóris e ela gemeu.

Recostou a cabeça naqueles braços
finos, fechou os olhos para curtir aquela sensação
e só despertou ao amanhecer, emaranhada em sua
cobertas, dentro do saco de dormir. Kelly e Petra ainda
dormiam, encolhidas, enquanto Mirian tentava compreender
sua noite, maravilhosa e estranha. Com quem sonhara,
por que não conseguia se lembrar do rosto que
tanto a encantara, e aquela sensação que
ainda permanecia dentro dela... teria sido sonho?

- Ei meninas, vamos caminhar na praia?
Vão ficar dormindo por todo dia? – Gisele,
foi abrindo o zíper da barraca – Se não
levantarem... – e sorriu, o sorriso mais iluminado
que Mirian já conhecera – Vou até
ai jogar um copo de água!!!


- Por favor não faça isto, estou com tanto
frio que trincaria toda – resmungou Petra –
Estou sentindo cheiro de café.

- Oba! – gritou Kelly – só
assim mesmo para me fazer levantar.

- Lavar o rosto é o mais difícil!
– pensou Mirian, alto – queria voltar a dormir...

Muitas caminhadas, o sol aquecia o dia
com tanta força, que muitas vezes parecia inacreditável
o frio da noite.

Mirian parecia andar sobre nuvens, seu
corpo ainda se deliciava com as sensações
daquele sonho. Sonho?!? Procurou mergulhar nas enormes
ondas, mas nem mesmo aquela água esfriava sua
vontade de sonhar mais... e mais.

- Como demora a anoitecer aqui –
reclamou por fim – Estou com sono e acho que vou
me deitar mais cedo.

- Também estou cansada –
falou Petra – vou lhe fazer companhia.

- O que é isto meninas! –
Gisele parecia preocupada com elas – Vocês
estão bem? Querem companhia?

- Mas você falou que iríamos
até o acampamento dos meninos – Kelly não
se conteve – Quero caminhar, e dançar, e
aproveitar... não quero dormir.

- Está bem. Vou com vocês
até lá como prometido, mas não
podemos nos demorar.

A ansiedade era tão grande, que
Mirian não conseguia pegar no sono, rolou muito
dentro do saco de dormir, e se irritou quando percebeu
que Petra adormecera. Levantou-se, passou as mãos
pelos cabelos, calçou o tênis, vestiu o
casaco e saiu, para caminhar um pouco, quem sabe apagar
seu fogo viril.

A lua cheia clareava o mar, fazendo
rastros, os pequenos caranguejos se escondiam nos buracos
da areia molhada, e foi quando Mirian sentiu os braços
finos de Gisele se enlaçarem nela, e num susto
imenso tentou se desvencilhar, mas os lábios
se encontraram frenéticos, e as mãos sábias
da professora lhe ensinaram o caminho mais curto para
o prazer.

Por todo tempo a umidade daqueles lábios
quentes e carnudos a mantinham num silêncio profundo,
deixando escapar apenas os gemidos, os dedos longos
e espertos trilhavam fortes sob seu casaco, e penetravam
em seu corpo, como se o conhecesse intensamente, todo
ele respondia com frenesi e as pernas amoleceram quando
Gisele tocou com carícia os grandes lábios,
e encontrou com facilidade sua umidade latente.

Pensou que iria pegar fogo, abrindo
urgente o casaco e jogando-o ao chão. Delicadamente
ela ajeitou seu corpo na areia, e continuou aquela tortura
excitante, beijando-a, trançando sua língua
por todo céu da boca, esfregando o nariz nos
seios e forçando as calças para baixo,
facilitando a penetração dos dedos, longos
dedos em seu mais incrível desejo molhado e jovem.

O delírio, os movimentos que
a faziam quase dançar, sua cavidade feminina
preenchida e os beijos mais quentes.

- Gisele – conseguiu sussurrar
– por que eu?
- Porque a amo... a desejo... – e a calou novamente,
fazendo-a gemer de prazer, em cada investida –
Quer experimentar tudo?
- Hum... hum... por favor...

Então ela a virou gentilmente,
tirando-lhe de vez a calcinha, e passando as unhas em
suas coxas tensas, separando-as e freneticamente passou-lhe
a língua por sua vagina toda, molhando-a, sugando-a,
devorando sua virgindade linda, empurrando-a contra
o banco de areia, fazendo-a delirar, a cada investida,
e seus dedos espertos a penetravam e saiam deliciosamente,
até que Mirian entrou no processo de êxtase
e gozou.

Gisele, delicadamente, virou-se, pegou-a
no colo e acariciou seus cabelo lindos, e elogiou suas
sardas e suas covinhas, e quando percebeu que ela já
voltava devagar a respiração, conduziu-lhe
a mão menina até seus seios entumecidos
e mostrou-lhe como provocar prazer, até que o
dia começou a clarear.

- E agora? – perguntava nervosa,
Mirian – como vou viver sem você?
- Viva apenas o dia de hoje! Não estou aqui?
- Mas... esta noite...E as outras noites?Foi você?
– assustada olhava-a com lágrimas nos olhos
– Alguém mais viu? Por que eu?

- Ah! Não vá chorar agora,
Mirian – abraçou-lhe fortemente, como se
pudesse controlar tanta fúria – Você
se realizou... e quantas outras também passaram
por isto? Petra lhe deseja desenfreadamente, e você
nem percebe. Abra os olhos, você é assim,
e pode ser assim sem culpa.

E um beijo louco alcançou-lhe
a boca, e as línguas falaram a mesma linguagem,
e as mãos se tocaram mais um pouco, desesperadas
pelo pouco tempo que lhes restava, e, por fim, correram
para o mar e lavaram a alma agora conformada e feliz

 

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comentario

k delicia!!!

Ai que vontade.

ke deliciaa

gente gostei muito

bjos

me deu inveja de ti

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