Guia de turismo

Sempre que posso viajo muito, dando-me
a oportunidade de conhecer o mundo, mas nesta última
viagem algo se passou comigo que jamais imaginei, ser
tão bom!


Havia escolhido no folheto da loja uma viagem que me
levasse às praias do litoral norte de São
Paulo, mais exatamente Ubatuba. Nada conhecia de lá
e fui com o grupo numa Sexta-feira à noite. O
ônibus era pequeno, mas confortável, as
poltronas reclináveis me deram direito à
umas boas horas de sono(Ah! Como estava precisada!),
e chegamos de madrugada numa pousada à beira-mar,
a noite estava deliciosamente quente, as areias brancas
e finas me convidaram para um passeio, o barulho do
mar me chamava e não resisti. Lancei-me ao passeio
noturno, calças arregaçadas e descalça,
tudo era solitário, com certeza as pessoas não
se arriscariam a sair como eu.


O marulho do mar era como uma canção da
sereia, me chamava e eu, surpresa comigo mesma, ia em
direção ao breu somente iluminada pela
lua cheia.


Molhei os pés, e caminhei absorta em meus pensamentos,
quando senti uma voz ao meu lado:

- Que procuras?

- Ai...que susto! – com o coração
sobressaltado pelo medo, percebi que meus joelhos fraquejaram
e tive ânsia de fugir – Quem é você?

- Desculpa-me pelo susto – sussurrou
– Não pretendia... Sou Donna, tua guia de
Turismo.

- Nossa, jamais imaginei encontrá-la
aqui! – coloquei as mãos no rosto tentando
encobrir meu medo – Quase me matou de susto!

- Tudo bem... fiquei preocupada quando
te vi caminhando para cá, está tudo bem?

- Creio que sim – e suspirei bem
fundo – Agora creio que sim!

- Como é seu nome? – e tocou-me
levemente no braço – As pessoas se arriscam
muito, não achas? Posso te fazer companhia? –
e sorriu levemente – Também adoro passear
pela praia à noite, dá-me tesão.


- Ah!?! – fiquei tão abismada com as palavras
que nem sabia o que dizer – Ah!?!

- Teu nome? Lembras, perguntei.

- Martha.

- Nome lindo! – e percebi que suas
mãos desabotoavam a blusa fina do uniforme –
Vamos nadar? Tens coragem?

- Lógico – foi a resposta
mais louca que já dei – Agora?

- Eu vou – e foi tirando tão
rápido a calça, a sandália, a blusa...
tudo que não me deixava tirar os olhos –
Vamos, ou vai ficar ai me olhando?

- Ah!?! – e corei como uma adolescente
– Vamos... – e me lancei freneticamente ao
nudismo daquele momento e mergulhei no mar quente que
me envolveu.

Tudo aconteceu muito rápido, aquelas mãos
me seguraram firme, tocando meus seios com tanta carícia
que tirava-me o fôlego, arriscou por debaixo de
minhas pernas como uma sereia e encontrou meu sexo,
não só úmido pelo mar, mas deliciosamente
quente, e puxou-me para perto dela e ganhei o beijo
mais salgado do mundo. Sua língua percorreu todos
os cantos de minha boca, e arrepiou-me de prazer. Buscou
minha mão dispersa e me fez segurar seus seios
entumecidos e ajudou-me a massageá-los, e gemeu.


Meu corpo estava possuído, tremia todo, e suas
mãos ágeis entraram por minhas cavernas
mágicas e me fizeram ver estrelas, muito mais
do que as que estavam no céu. Enlouquecida de
prazer procurei sua boca carnuda e salgada e chupei-lhe
a orelha, o pescoço e a tomei nos braços
como uma criança, e a fiz boiar até alcançar
seu sexo quente e colocar ali toda a ânsia de
tesão que sentia.

Podia ver sua face de prazer contornada
pela luz da lua, e tomei-lhe a boca para deliciar-me
em mais um beijo que acendia todas as minhas vontades.

Então, de repente, Donna se livrou
de meus braços e nadou para longe, mas olhava
para trás de vez em quando para ver se eu a seguia.
Mas estava atônita, perdida, então ouvi
meu nome e como hipnotizada por aquela voz eu a segui.
Nadei a procura dela, queria seus braços, sua
boca... mas parecia que ela se afastava mais, então
cansada, acenei com a mão e comecei a sair do
mar. Senti frio, e uma insegurança incontável,
e deitei-me na areia que se agarrou em mim e chorei.

Um beijo na nuca, um abraço apertado,
e sua língua secando minhas lágrimas,
e o beijo mais quente e mais emocionante que já
provei. Rolamos na areia, nos misturando e nos atraindo,
os cabelos espalhavam a areia, e aquele roçar
áspero em meu corpo me provocava mais vontade
de satisfazer-me, senti seus dedos finos massagearem
minhas nádegas, com frenesi ajoelhei-me e implorei
que me tocasse com fúria, mas suas mãos
apenas me ajudaram a me levantar e me levou para a beira
d’água, onde lavou meus seios e todo meu
corpo, fazendo conchinha com as mãos e tocando-me
delicadamente, como uma benção, então
inesperadamente me penetrou e meu ponto mágico
foi acionado, e jamais em toda minha vida senti tamanha
sensação de prazer e gozo.


Ali mesmo fez amor comigo diversas vezes, até
conseguir que eu ficasse de quatro e me tomou a virgindade
anal, com tamanha carícia que quis mais e mais.
Depois mergulhamos e nos beijamos e caminhamos pela
praia abraçadas até sentir que o vento
havia lambido todas as gotas do oceano de nossos corpos,
nos vestimos calmamente e voltamos para a pousada.


Carol Lelis

 

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