Esculpindo Stella

Porra! - o grito ecoou por todas as
salas do ateliê. De repente uns passos e uma voz
feminina: -Já havia ouvido falar "parla",
é fato histórico dentro do mundo das artes,
mas um palavrão destes...não consta em
nenhum livro de história da arte! - ela ri do
próprio comentário e pisca para a atônita
Stela. - Oi!!! Meu nome é Lúcia!!! Você
é nova neste ateliê, né?! - ela
estende a mão. - Mil desculpas pela brincadeira,
mas teu grito foi tão sonoro e sua cara está
tão excitada que não resisti. Stela fica
olhando por um momento para ela e depois estende a mão
automaticamente e as duas se beijam: -Eu é quem
peço desculpas. Meu grito deve tê-la perturbado.
Meu nome é Stela.

Realmente sou nova, mas eu
já a vi por aqui, mas acontece que quando me
entrego... -Eu sei...eu sei! Lembre-se: eu sou artista
também. - diz Lúcia em meio a risos. -
Mas qual o motivo do grito? -Eu estou há um tempão
tentando dar vida a uma mera escultura que represente
um cavalo e nada. Se eu não soubesse esculpir...mas
nossa!!!! Faço isto desde que me entendo por
gente. Lúcia olha o trabalho: -Isto está
mais para égua!!!! -Heim? -Isto tem formas femininas!
Você está combatendo tua intuição!
Seu interior quer que você dê vida a uma
figura feminina e não a um cavalo. Veja estas
formas! Olhe estas curvas! Sei do que estou falando,
eu já fui assim: não seguia minha intuição!
Saía tudo errado! O barro secava antes, o bronze
não ficava no ponto...um horror! Chegue mais
perto que eu vou te mostrar! Stela se aproxima e Lúcia
pega em suas mãos. Uma das mãos de Stela
ela passa na escultura e a outra passa no corpo dela:
-Sente?

As formas da escultura se ajustam ás
formas do seu corpo. Stela se espanta. Ela nem havia
reparado nisto. "Que vergonha! Eu nem me dei conta
disto! Que burra!" -Não se recrimine! -Ué!
Estava lendo meu pensamento? -Você é muito
transparente! Há quanto tempo você não
dá um tempo para se cuidar? Ah...não estou
dizendo que você tá acabada...apenas...você
parece estar dando pouco tempo para si. Entende o que
digo? Stela apenas consente com a cabeça. Lúcia
a pega pelas mãos e a leva ao seu ateliê.
As duas tomam um chá e Lúcia mostra seus
trabalhos, esculturas nos mais diversos materiais, todas
representando corpos femininos. Stela fica admirada
com a qualidade das esculturas. -Meu Deus!!! Parece
que a qualquer momento elas vão se mexer. - Stela
toca em algumas e uma estranha sensação
toma conta dela.

De repente, sem perceber está
passeando lentamente as mãos pelos corpos, quase
acariciando. Lúcia olha tudo com ar de excitação.
Stela chega a suspirar em meio às sensações
que o toque e as curvas lhe causam. Num dado momento
Stela levanta os olhos e percebe o olhar excitado de
Lúcia e fica toda vermelha: -Desculpe! E-e-eu
me empolguei...O toque é realmente...causa uma
excitação...as curvas... - ela olha em
volta na tentativa de fugir dos olhos de Lúcia
e vê uma cama. - Posso me deitar um pouco? Acho
que estou cansada... -Pode...eu durmo aí quando
preciso dar mais atenção ao trabalho e
não dá para ir em casa. Fique à
vontade... Stela se deita e pouco depois cai no sono.
Algum tempo depois acorda assustada. Olha em volta e
nota que já é noite. Estranha momentaneamente
a cama, as luzes, um barulho. Aos poucos vai ordenando
os pensamentos. -Espero que não tenha sido a
responsável por você ter acordado! - uma
voz feminina ecoa entre seus pensamentos. Ela olha em
volta e vê uma moça..."Mas esta não
é a Lúcia!" -Eu me chamo Ana! Eu
trabalho em parceria com a Lúcia, às vezes
só me sobra a noite para trabalhar...sou professora...

Ana era da altura de Stela...1,69...um corpo bem delineado...seus
cabelos eram lisos e negros...sua pele era morena...olhos
castanhos e usava um perfume delicado mas persistente.
Stela ficou olhando para ela e sentiu algo estranho,
ainda não sabia o que era ou... sabia, mas preferia
não aceitar. -Lúcia falou de você!
Quer dizer que gostou das esculturas? Sinal de que nosso
esforço está dando resultados. - ela ri.
- Adoro trabalhar com barro...eu me sinto interagindo
com ele. Eu reproduzo nele as sensações
do meu corpo...como se fosse uma brincadeira...um senso
de medida...sei lá! - ela fala e fica mexendo
com o barro, dando forma a ele. - Veja! - ela tira a
blusa branca que estava usando e deixa a amostra os
seios morenos, firmes e empinados...muito bem delineados,
não muito grandes, com mamilos que davam vontade
de Stela tocar. Stela se surpreendia com esta vontade.
Ana toca com uma das mãos um dos mamilos e com
a outra toca na escultura de barro e, enquanto aperta
delicadamente seu mamilo, ela vai dando forma a outro
idêntico na escultura. - É assim que dou
vida a elas todas. Procuro reproduzir o toque. Venha...experimente.
Stela se levanta meio sem jeito, mas ao mesmo tempo
curiosa. -Toque! - Ana aponta para o seu mamilo descoberto.
- Pode tocar! Stela toca e no mesmo instante sente um
raio percorrer seu corpo. -Agora toque na escultura
e sinta como ela reproduz o mesmo toque.

Mas mantenha
a mão no meu mamilo senão você não
vai perceber nada. Quando Stela toca na escultura é
como se seu corpo sofresse uma descarga de alta voltagem,
mas ainda assim maravilhosa. A vontade era de não
sair, de não largar, de ficar tocando naquele
mamilo, na escultura...quando dá por si Stela
já está tocando todo o seio de Ana, acariciando
e... não resiste...retira a outra mão
da escultura e passa no outro seio de Ana e em seguida
já a está beijando Ana neste instante
solta um gemido e diz: -Demorou...demorou muito, mas
chegou aonde eu queria...isto...solte-se! Huuuuummmm!
Stela nem estava ouvindo nada...queria mais...queria
aquele corpo...aquela mulher. E as duas se abraçam
e se beijam, suas línguas se tocam com volúpia
e as duas começam a se despir. Stela beija seu
pescoço, chupa seus ombros, enquanto Ana toca
os seios de Stela, tão empinados quanto os dela,
mas um pouco maiores e mais arredondados. As duas se
tocam e se beijam por inteiro. As duas vão para
a cama. Ana lentamente começa a beijar Stela
desde a boca até o ventre. Depois beija seus
seios, passa a língua em volta deles em espiral
até chegar nos mamilos e chupa com vontade. Stela
geme de prazer. Ana olha nos olhos de Stela e solta
um sorriso maroto para ela e, no mesmo instante, passa
a mão pela xota aveludada de Stela e os acaricia
bem devagar. Stela se sente nos céus. Aos poucos
Ana vai mordiscando o ventre de Stela e descendo a boca
até a xota, já toda molhada, e começa,
lentamente, a lambê-la. O grelo de Stela fica
vermelho e teso. Se contorcendo de prazer Stela esfrega
suas pernas no corpo de Ana. A língua de Ana
passeia por dentro e por fora da xota de Ana.

Ora Ana
passa somente a língua ora chupa tudo ora enfia
os dedos. Stela grita e xinga e fala palavras desconexas.
Ana acelera as lambidas e chupadas até que sente
Stela estourar. O orgasmo dela é forte...intenso...úmido.
Não apenas um...vários. Stela nunca havia
sentido aquilo: o prazer...o tremor...o amor. Ana delicia-se
com a cena e com todo o mel produzido e acaricia todo
o corpo suado de Stela e depois ficam se beijando por
um longo tempo. Stela acorda assustada. É noite.
Olha para todos os lados e não vê ninguém.
Ela está toda suada. Então percebe caída
no chão uma rosa vermelha e grudada nela um bilhete:
"Eu estou em casa...se quiser... Beijos! Lúcia!"
Stela fica atônita, sem saber se tudo havia ocorrido
ou não. De repente ela houve a voz de Joyce cantando
Mistérios: "Um fogo queimou dentro de mim
Que não tem mais jeito de se apagar Nem mesmo
com toda água do mar Preciso aprender os mistérios
do fogo Prá te incendiar..." A música
enche o lugar e depois aos poucos vai sumindo. Stela,
embora sem saber o que realmente se passou ali, levanta-se
e segue até o endereço que Lúcia
escreveu no bilhete.

Sabe-se, segundo contam por aí,
que Stela tornou-se uma grande escultora de formas femininas...sobre
Ana e Lúcia...ninguém nunca as viu ou
ouviu falar de qualquer uma delas... "Vida breve
Natureza Quem mandou coração? Um vento
bateu dentro de mim Que eu não tive jeito de
segurar A vida passou prá me carregar Preciso
aprender os mistérios do mundo Prá te
ensinar."

 

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