O prazer de ser gorda

O texto abaixo é mera ficção! xxxxx
Para início de conversa vou dizendo logo que
sou uma gorda de 95 quilos e um metro e setenta e dois.
Fujo dos perfis clássicos de lésbica esbelta
e bonitinha, mas isto não me impede de ter por
companheira a minha adorável Leila, que é
linda, da minha altura, corpo escultural...bem, o mundo
é cheio de contradições e eu não
estou aqui para desmenti-lo. Na minha vida ser gorda
sempre foi um aperto: roletas, portas, cadeiras, carros...enfim,
a vida não foi feita para nós: as roliças.
E as roupas? Sempre esvoaçantes! Eu até
que posso me dizer uma esbelta em meios às menos
magras. Se você pensa que digo isto com rancor
ou inveja ou algo do tipo, está muito enganada.
Mas, no tempo em que estudava, na minha juventude as
coisas eram encaradas de outra forma.

Olhar para os
objetos de nossos desejos sem poder tê-los só
porque não fazíamos parte do perfil exigido
e ainda termos que suportar as avacalhações
de alguns idiotas era o cúmulo da chateação.
O tempo passa, a gente cresce e se não formos
a um analista ou terapeuta qualquer da vida ao menos
teremos que aprender a ver o outro lado da nossa gordura,
mesmo que isto seja fisicamente complicado J . O que
vou narrar aqui é o encontro que mudou muito
a minha noção de quem sou. Mas, advirto
que esta experiência aconteceu comigo e está
longe de representar o que se passa com qualquer outra
pessoa, pois, afinal, somos indivíduos. Então,
deixa eu parar de xaropadas e seguir com a narrativa.
Eu já havia completado os meus dezoito anos,
era tão gorda quanto hoje e acho que até
mais. Naquela época meu sonho era encontrar um
homem que me quisesse e...emagrecer...a ordem dos desejos
pouco importa. Vivia emburrada pelos cantos, fechada,
com poucas amigas e comendo tudo o que visse pela frente.
Nesta época, acho que para me reanimar, minha
mãe convidou uma prima minha que nós não
víamos há séculos para passar uma
temporada conosco.

Como meu quarto era espaçoso,
estava resolvido que ela dormiria no mesmo quarto que
eu. Não achei a idéia muito boa, pois
alguém iria invadir o meu espaço, misturar
suas roupas com a minha, fazer barulho onde queria silêncio,
enfim...chateações à vista! No
dia em que chegou a minha prima eu só vi gente
abrindo a boca. E não era para menos...ela era
tão gorda quanto eu. Gostei dela de imediato,
pois além de sermos do mesmo sexo, éramos
gordas. Mas, gostei ainda como pessoa, e não
como namorada, pois, como já disse, o meu objeto
dos desejos eram os homens. Ela era muito animada e
sua animação logo me contagiou. Parecia
que estava diante de uma amiga de infância, daquelas
que nos seguem desde o jardim até a universidade.
Tínhamos semelhanças nas nossas maneiras
de ver o mundo e nas nossas experiências pessoais,
mas também tínhamos nossas diferenças,
que não era nenhuma surpresa. Um dia ela me tascou
um beijo bem na boca e eu levei um susto. Ela me disse
que deu vontade de me beijar e pronto. Ingênua...acreditei
que era só isto. Sempre que possível arranjava
um motivo para me abraçar e me elogiar e me beijar,
mas apenas beijos sociais. Eu adorava, me sentia com
confiança. Nossas camas ficavam inicialmente
afastadas, mas em uma semana juntamos nossas camas.
Vez por outra ela me abraçava e dormíamos
assim: abraçadas. Uma noite comecei a sentir
algo estranho.

Sabe quando você ainda está
dormindo, mas percebe que algo ocorre no seu corpo e,
no entanto, por conta de estar sob o torpor do sono,
não consegue distinguir bem o que está
acontecendo? Foi assim que me senti. Estava dormindo,
quando senti algo tremular pelas minhas pernas. Não
fazia a menor idéia do que era, para mim era
meu próprio braço que estava se remexendo,
mas aquilo começava a me incomodar e me fez lembrar
dentro do sono de que se só tinha dois braços
e os dois estavam sob minha cabeça. Então...o
que era aquele terceiro braço? Fui despertando
e começando a prestar atenção nas
sensações que aquele terceiro braço
estava provocando em meu corpo. De repente, parecia
que eu era um arco de um violino, sendo retesado, foi
me dando uma vontade de esticar o corpo até seus
limites. Uma sensação gozada cobria todo
meu corpo. Um bem estar, um...prazer. Eu começava
a gostar daquilo. Minhas pernas pareciam feitas de veludo
e de repente senti as pernas de minha prima se entrelaçarem
com as minhas. Foi aí que percebi de quem era
o terceiro braço. Fiquei na minha, como se ainda
dormisse. Deixei que ela continuasse, até porque
aquilo estava sendo muito agradável. Suas mãos
tateavam cada dobra do meu corpo. Como se quisesse guardar,
mapear cada curva, cada entrada... Suas mãos
tal qual minhas pernas, pareciam de veludo. Aquilo fez
disparar dentro do meu corpo um prazer inenarrável.
Não resistindo mais, eu me virei e comecei a
acariciá-la. Senti que ela se retraiu, mas logo
depois retribuiu meu carinho.

Nós duas, em pleno
silêncio começamos a nos acariciar. Logo
ficamos sem roupa e nos abraçamos como ainda
não havíamos feito. Naquele momento nem
pensávamos se éramos gordas, pois éramos
duas mulheres que estavam se descobrindo. Prolongamos
ao máximo aquelas carícias, e dos dois
lados gemidos de prazer se faziam cada vez mais intensos.
Num dado momento, nós duas paramos e ficamos
apenas abraçadas, com medo de sermos surpreendidas.
Depois prosseguimos com nossas carícias até
que minha prima começou a beijar meu corpo e
a mordê-lo, chupá-lo. Ela aumentava sua
volúpia nas partes mais carnosas do meu corpo.
Onde houvesse mais gordura e dobra, ali ela atacava
com redobrado prazer. Resolvi fazer o mesmo com ela.
Até que nossas bocas se tocaram e aí veio
o beijo. Primeiro tímido e depois gostoso, molhado,
sensual, com língua, eu passando a língua
por toda a sua boca e ela tentando chupar minha língua.
Ela beijava e me pegava nos seios e apertava meus mamilos
com vontade. Fiz o mesmo com ela. Ela mordiscava meus
lábios e eu tentava enlaçar minhas pernas
em torno do corpo dela. Nós éramos gordas
e a gordura criava uma série de facilidades e
dificuldades, mas não estávamos nem aí.
Queríamos prosseguir em nossas descobertas. Num
dado momento ela começou a acariciar minha babaca.
Eu me deliciei com seu toque. Um raio parecia percorrer
meu corpo.

Ela foi baixando a cabeça e com a
língua fez um trajeto de minha boca até
minha babaca e lá começou a me lamber
e abrir caminho por entre meus lábios vaginais
e a me acariciar com a língua. Estremeci de prazer.
Sua língua e seus lábios eram insaciáveis
e eu me contorcia de prazer, às vezes tampando
a boca com as mãos para abafar meus gemidos.
E veio o primeiro orgasmo de minha vida. Acho que emagreci
um pouco durante aquela onda de prazer. Mas naquela
noite outras ondas de orgasmo se propagariam entre nós.
Eu resolvi experimentar colocar meus dedos na sua babaquinha
e desta vez foi ela quem teve que conter o gemido de
prazer com as mãos. Eu a masturbava com vontade
e ela retribuía com generosidade de gestos e
gemidos. Nos abraçamos bem forte tentando sentir
as nossas babacas molhadas pelo prazer se roçarem.
Bem, só sei que depois de muita masturbação
mútua e carícias e beijos eu e ela dormimos
abraçadas, mas agora não mais como menininhas
ingênuas, mas como mulheres. E foi assim que eu
tive a primeira experiência sexual da minha vida.

Nem é preciso dizer q passamos o resto de nossas
noites nos esfregando muito. Um dia minha prima foi
embora e nunca mais a vi, sua família se mudaria
para fora do Brasil e nem por correspondência
nos comunicaríamos mais. Depois desta experiência
resolvi assumir a minha sexualidade. Foi duro...muito
duro, mas com o tempo a família foi aceitando.
Hoje estou com Leila e vivo a melhor fase da minha vida.
Qualquer dia eu conto como a conheci, tá?! Beijos,
meus amores!!! PS: meu nome é Suzana!!!

 

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