Beatriz e Marisa
Beatriz, morenaça, 35 anos (não
há quem diga), 1,75 e olhos verdes, desde adolescente
era assim: quando desejava alguma coisa ou alguém
ia atrás até conseguir. E conseguia.
Conheceu Marisa num dia desses, sem mais nem menos,
num supermercado. Beatriz ia pegar a latinha de tomate,
na prateleira de cima, e como se o universo conspirasse
por isso, sua mão foi tocada pela de Marisa,
que tinha a mesma intenção. Antes mesmo
que Beatriz olhasse para o lado um choque ouriçou
todos os pelos de seu corpo, a suavidade daquele toque
por mais que fosse um acidente parecia o carinho do
amante mais apaixonado.
Entreolharam-se, enquanto que por reflexo seus braços
se recolhiam. Marisa sorriu calidamente meio sem graça,
afinal a culpa era dela.
Marisa, loira, 23 anos, 1,73m e olhos azuis.
O coração de Beatriz quase saiu pela boca,
enquanto tentava inutilmente articular uma frase.
Foi Marisa quem disse:
- Desculpa, foi sem querer.
A expressão "sem querer" retumbou na
cabeça de Beatriz que recuperou seu estado emocional
normal.
- Ainda mais na minha macarronada. Pena que vou comer
sozinha - replicou Beatriz demonstrando frustração,
enquanto já maquinava uma forma de poder conhecer
melhor aquela garota.
Beatriz fez menção de que as duas continuassem
as compras, juntas.
- Então você também mora sozinha?
Coincidência. Por quê?
- Opção - respondeu Beatriz enquanto sorria
por dentro - E você?
- Terminei a faculdade ano passado e vim pra cá
por causa de uma proposta de emprego que recebi de uma
firma de engenharia. Foi irrecusável. Agora estou
aqui sozinha.
Por um segundo os olhos de Beatriz brilharam, e no tom
mais doce e simpático que pode convidou:
- Então porque você não almoça
na minha casa amanhã? Nós duas podemos
preparar a macarronada
Ficou assim o trato: domingo às 11hs da manhã,
Marisa chegaria a casa de Beatriz, trazendo a bebida.
No dia seguinte:
Beatriz tinha preparado tudo pra que o dia fosse fatal.
Tinha escolhido uma roupa muito provocante, porém
que não fosse exagerada para um almoço:
Um vestido floral curtíssimo, que mostrava as
polpas daquela bela bunda e deixava os seios quase todo
a descoberto, e fatalmente assim ficaria quando se inclinasse.
Nada mais. Tomava banho, imaginando as estripulias que
faria com Marisa. Suas mãos percorriam suavemente
sua pele macia e molhada, a mão direita massageava
o interior de suas grossas coxas enquanto a direita
apertava suavemente seus seios e os dedos brincavam
com os mamilos. Começou uma lenta e suave masturbação.
Primeiro o dedo médio friccionou o clitóris,
depois começou a penetração sem
deixar de esfregá-lo. Acelerou em movimentos
semicirculares. - "Ahhh, Marisa" - Gemeu.
Dlim, dlom - Soou a campainha. Marisa havia chegado.
- Já vai! - Gritou Beatriz, enquanto terminava
de se enxugar e se enrolava na toalha.
- Oi. Você tá linda! - Cumprimentou Beatriz.
Marisa vestia uma saia justa e um top. Seu abdômen
era muito trabalhado e a cintura finíssima. Seios
firmes, coxas grossas e preparadas demonstravam claramente
que Marisa é uma garota tipo malhação.
Marisa sentiu um choque a percorrendo por dentro ao
ver aquela morenaça enrolada em uma toalha, mas
ignorou a sensação.
- Olá, esqueceu da hora no banheiro? - Brincou
Marisa.
- É. Mas eu me troco num instantinho. Pode ficar
a vontade, ligar o som ou a TV que eu já volto.
- Explicou Beatriz enquanto Marisa adentrava a sala.
Voltando à sala Beatriz convidou:
- Vou te mostrar a casa, vem.
Marisa não pode deixar de notar a "caliência"
que o vestido proporcionava a Beatriz. - "Qualquer
homem ficaria maluco" - pensava.
- Nossa! Você tem um corpo lindo, ainda mais nesse
vestido! - Exclamou, ruborizando.
Perfeito. Era essa a reação que Beatriz
esperava.
- Obrigada, mas linda é você, com esse
rostinho de anjo e corpo de deusa! - Foi sua resposta.
Marisa ruborizou mais ainda. Beatriz continuou:
- Esse é o quarto.
- Cama de casal? - Questionou Marisa com um ar de desconfiança
- "Será que ela é casada?" -
Pensou.
- Eu gosto de muito conforto para dormir. - Disse Beatriz
sorrindo.
- Este é o Banheiro.
- Aqui é a cozinha e lá é a área
de serviço. - Concluiu.
- Muito bonita a sua casa, extremamente aconchegante.
- Avaliou Marisa.
- Obrigada.
- Vamos por a mão na massa? - Perguntou sorridente
Marisa.
- Claro.
Beatriz pôs a panela no fogo enquanto Marisa procurava
o abridor de latas nas gavetas do armário. Na
mesa, enquanto Marisa abria a providencial latinha de
massa de tomate, Beatriz cortava a cebola. Marisa não
conseguiu evitar olhar o decote do vestido de Beatriz
percorrendo os contornos dos seus seios e indo parar
nos biquinhos, notadamente duros. Beatriz como que percebendo,
levantou a cabeça e sorriu.
Marisa sentiu um fogo invadir suas entranhas. Algo acontecia.
Não era como estar com uma das tantas amigas
com quem passou a faculdade. Havia um clima. O ar era
uma névoa perfumada. Não era ruim, mas
era diferente. Não ficou insegura, e como em
um jogo resolveu arriscar e ver onde aquilo ia dar.
Intuindo seus pensamentos, Beatriz olhou em seus olhos
com um ar de cumplicidade perguntou:
- Como está sua vida amorosa? Deixou algum amante
apaixonado lá na faculdade?
- Não. Terminei meu último namoro bem
antes de terminar a faculdade. Depois, só umas
paquerinhas. E você? Com aquela cama de casal,
acho que você recebe muitos homens aqui.
- Pode ter certeza que não é nada disso.
Nenhum homem deitou naquela cama. - Respondeu meio irritada
com o tom da pergunta e meio satisfeita com o efeito
da resposta.
Marisa, sentindo-se sem graça mudou de assunto:
- A água está fervendo.
Beatriz colocou o macarrão na água. Marisa
começou a mexer o molho no fogo. Beatriz encostou-se
atrás de Marisa, e com sua cabeça por
cima dos ombros da amiga, com os lábios quase
a roçar em seu ouvido e os seios pressionando-se
contra suas costas, disse, enquanto segurava e guiava
suas mãos:
- Você deve mexer assim, com a panela um pouco
inclinada pra não deixar o molho grudar nos cantos,
senão fica amargo.
Marisa sem reação, apenas acompanhou os
movimentos que Beatriz sugeria. Seu coração
acelerou, as pernas começaram a tremer e inesperadamente,
começou a sentir uma forte excitação.
Sua vagina umedeceu e o clitóris ouriçou-se,
seus mamilos ficaram tão duros que poderiam furar
o top.
Sem demonstrações de resistência
de Marisa, Beatriz aproximou seu nariz no pescoço
da outra, e aspirou profundamente. - Que perfume gostoso!
- Exclamou enquanto corria sua mão esquerda em
direção à barriga de Marisa e sua
mão direita em direção ao rosto.
Entregando-se, Marisa apenas girou a cabeça para
direita e assim deu-se um longo beijo.
Enquanto se beijavam Beatriz percorria o corpo de Marisa
com as mãos. Seu abdome, subindo a mão
por dentro do top e liberando os seios. As coxas, subindo
e atochando sua mão naquela xaninha carnuda.
Separaram-se tomando fôlego as duas. Beatriz,
rapidamente apagando o fogo que preparava a comida disse:
- Vem. - Fazendo menção ao quarto e pegando-a
pela mão foram eufóricas.
Ao lado da cama, Beatriz de frente para Marisa, olhou-a
bem dentro dos olhos e viu exatamente aquilo que ela
era quando se descobriu lésbica. Era um brilho
cheio de felicidade, liberdade e entusiasmo. Marisa
tinha se encontrado, embora fosse como uma virgem na
primeira transa, um pouco tensa e insegura, o desejo
e a libido transbordavam. O Coração acelerado,
respiração ofegante e um sorriso doce.
Beatriz a puxou e se agarraram num beijo ainda mais
profundo que o primeiro. Cheio de gana como se uma quisesse
engolir a outra. Queriam que seus corpos fossem um só.
Os seios esmagados uns contra os outros, as duas apalpando-se
mutuamente, "enchendo as mãos" uma
da bunda da outra, correndo dedos e unhas pelas costas.
Beatriz, vagarosamente, sem desvencilhar-se do beijo,
apoiou sua perna direita, dobrada, sobre a cama. Logo
as duas estavam de joelhos sobre a cama. Beatriz tratou
de finalmente tirar aquele top de Marisa. Esta tirou
a saia e ficou só de calcinha na frente da Beatriz.
Beatriz então puxou as mãos de Marisa
para seu vestido e Marisa foi tirando-o vagarosamente
enquanto percorria as sinuosas curvas do corpo de Beatriz.
Marisa inclinando-se fez Beatriz deitar. Beatriz um
pouco surpresa pela iniciativa da amiga não se
importou. Então Marisa, sentada de joelhos perpendicularmente
ao corpo de Beatriz inclinou-se mais e beijou-a na boca
enquanto suas mãos iam se alojar entre as pernas
da outra. Passou a beijar seu queixo, o pescoço,
e foi lambendo seu colo até chegar em um seio.
Encheu a boca, queria engolir aquele pedaço de
carne macia e tenra, recuperando-se do impulso, passou
a beijar suavemente os mamilos e a mordiscá-los,
enquanto isso, sua mão massageava a vulva da
parceira, ainda timidamente sem enfiar os dedos.
Beatriz pegou na mão direita da amiga e junto
com ela introduziu um dedo em sua xana cálida
e úmida. Beatriz tremeu de prazer e Marisa percebendo
começou um suave vai-e-vem, enquanto que continuava
a sorver cada palmo do corpo de Beatriz.
Beatriz, ao mesmo tempo em que se desmanchava, se divertia
com o furacão que tinha libertado em Marisa.
Enquanto Marisa descia sua língua pelo abdome
de Beatriz, esta fez com que Marisa se posicionasse
sobre seu rosto, puxou sua calcinha para o lado, passou
os braços em volta das coxas de Marisa e puxou
com firmeza. Com a boca bem aberta quase que engoliu
a xana da Marisa, lambendo com a maior gana possível.
Marisa não agüentou e jogando o tronco pra
trás urrou. O prazer foi tão grande que
ela quase desmaiou. Teve que fazer força para
não deixar que Marisa escapasse daquela posição,
tamanha a sofreguidão que proporcionava. Então,
Marisa quase chorando relaxou e o peso daquele corpo
sobre a cabeça de Beatriz fez com que ela se
sentisse afogando no paraíso, enquanto bebia
o néctar de sua deusa. Marisa se recuperando
começou um movimento de vai-e-vem esfregado sua
xana na cara de Beatriz, que por sua vez enfiava a língua
cada vez mais profundamente e ao contato com o grelo
da parceira vibrava.
Marisa então se deitou sobre o corpo de Beatriz
e começaram um sessenta e nove. Era a primeira
vez que Marisa provava uma vagina. Aquela carne macia,
quente e úmida, cercada por um tufo de pelos
perfumados proporcionou-lhe a sensação
da melhor das iguarias. Marisa lambia em volta e no
meio girando sua cabeça e fazendo força.
Estava louca, fora de si, não se continha. Enfiou
a língua dentro e sentiu ela própria o
choque que causara na colega. Continuou quase que fazendo
sua língua se desprender de dentro da boca. Nesse
momento as duas queriam entrar uma na outra, sorvendo
uma a outra por completo.
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! - Foi a vez de Beatriz.
Que cravou a unhas na polpa da bunda de Marisa, contorcendo
seu corpo todo e gerando na amiga a mesma sensação.
As duas estavam com os nervos à flor da pele
e sentiam o corpo da outra por completo. Coladas, suadas,
seus seios apertados contra os abdomes uma da outra.
Requebravam freneticamente com suas línguas enterradas...
- Uhuaaaahhhhhhh! - GOZARAM! Era o grito das duas juntas.
Beatriz desfaleceu por alguns segundos.
Marisa rolou de cima de Beatriz, que se recuperou, mas
quase sem forças. As duas giraram e ficaram cara
a cara na perpendicular da cama. Olharam-se profundamente
nos olhos. Não tinham nada pra dizer. E mesmo
que tivessem, não conseguiriam. Estavam exaustas,
exasperadas, tamanha a carga de sensações
que tinham vivenciado. Um meigo sorriso era a expressão
de cada uma. O único som que podiam ouvir era
a respiração ofegante da outra. Marisa
aproximou mais seu rosto ao de Beatriz e as duas beijaram-se,
agora com doçura. Estavam selando um pacto de
amor por toda a vida. Tinham encontrado uma na outra
sua alma gêmea.
Assim mesmo agarradas foram rolando até encontrarem
uma posição confortável na cama.
Marisa com meio corpo por cima de Beatriz acomodou sua
cabeça encostada aos seios da amante, dobrou
sua perna sobre o ventre e virilha dela.
A cena que formavam seria mais bela jamais pintada pelos
mestres, se os mesmo pudessem estar ali para vê-la.
E assim deixaram-se cair num sono profundo e revitalizador,
a única coisa que elas precisavam para depois
começar outra dança de deusas como a que
acabara de ocorrer.
Pena que a macarronada não saiu. Acho que elas
vão acabar jantando fora!






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