Mara, minha mulata

Oi, meu nome é Sandra e a estória
que vou contar aconteceu comigo há alguns dias.

Eu adoro mulheres negras. Se elas forem
altas e esguias...vou aos céus. Acho q minha
paixão por mulheres negras surgiu na época
da escola. Havia uma amiga, Patrícia, negra,
alta e de pernas lindas...um tesão de mulher,
os homens a rodeavam e eu os invejando. Patrícia
tinha aqueles beiços que só os negros
podem ter e exibir com muita honra, mas eram perfeitos,
não eram exagerados, eram carnudos, brilhantes
e me deixavam doida imaginando as mais diversas loucuras.
E as pernas? Pareciam que sempre estavam sob ação
de algum óleo de lustrar móveis: reluzentes,
o ébano envernizado. Uma delícia!!!!

Quando, mais tarde, vi as charges do
Lan e ouvia falar das mulatas do Sargentelli, me lembrava
de Patrícia.

Também adoro mulatas, suas bundas
empinadas, suas pernas perfeitas e carnudas. Hummmm!

Embora adore mulheres, nunca tive coragem
para me relacionar com alguma, meu consolo era os beijos
e abraços tão comuns entre nós
mulheres, pois se fosse homem estaria numa fossa de
arrasar por não poder nem ao menos beijar um
homem.

Meus namorados, logicamente, foram todos
negros ou mulatos ou o menos claros o possível.
Chocolate é comigo mesmo. Até tentei incentivar
alguns a se vestirem de mulher, mas eram muito machos
para se deixarem levar por minha fantasia.

Um dia, no centro do Rio, caminhando
assim meio que fora do mundo notei, de repente, algo
de estranho no ar, percebi uma agitação
fora do comum. Não era para menos: uma lindíssima
e rara mulata passeava, aparentemente alheia a todo
aquele agito que se formou em seu redor, olhando vitrines,
perguntando algo a alguém, olhando as mercadorias
dos camelôs. Alguns homens passavam mais perto
e soltavam o enfadonho "Gostosa!" ou outras
coisas do tipo.

Meus olhos ficaram hipnotizados por
aquela mulher que vestia uma saia de comprimento até
perto dos joelhos, sandálias de salto alto pretas
de couro e amarradas em tiras na perna e uma blusa bem
simples , mas muito elegante. As pernas reluziam mais
q o couro, davam vontade de acariciar ali, de beijar,
de passar a xota nelas todas e soltar um grito de gozo
longo. E que beiços mais lindos!!!!! Enfeitados
por um batom vermelho escuro. Ela era nobre e eu era
sua serva. Logo notei que não eram só
meus olhos que a seguiam, meus pés também.
Deixei-me levar!!! Sargentelli ficaria louco por ela!!!
Mas acontece que ele não estava ali e eu estava
doida por aquela mulher que me enfeitiçou toda.

Segui-a por muito tempo até ela
virar numa esquina de uma das ruas do Saara. Ao virar
a esquina trombei com ela de frente para mim, de braços
cruzados. Meu coração estremeceu, as pessoas
que passavam olhavam, mas logo continuavam seu caminho.
Parecia que o tempo resolvera brincar e tudo pareceu
lento demais.

-Alguma coisa, mocinha? - perguntou-me
ela. Sua voz era grave, mas feminina. Seu perfume era
delicioso, seu pescoço vibrava e seu peito subia
e descia me deixando excitada.

-Ah! É que...Bem...não
sei! - não sabia o que responder. Eu só
tinha olhos para aquele corpo e para aqueles olhos...meu
Deus...verdes. - Seus olhos são verdes!!!! -
falei de repente.

-Sim! E daí? Você está
me seguindo por causa dos meus olhos? Olha aqui, moça:
tenho mais o que fazer do que ficar me preocupando com
mocinhas desmioladas, se continuar a me seguir eu chamo
a polícia.

-Desculpe, eu a vi lá embaixo,
meus olhos a seguiram e depois meus pés e não
consegui controlar o impulso. Eu me apaixonei por você!!!
- acabei de falar aquilo e me dei conta do que havia
dito e fiquei vermelha. Minha vontade era de correr
dali e me esconder em algum buraco onde ninguém
me identificasse. Onde estava com a cabeça para
falar aquilo? Instintivamente levei minha mão
até a boca como a me policiar pelo que havia
dito. Mas já era tarde!!!!

Ela olhou para mim meio que perplexa,
mas pude perceber que lentamente seu rosto foi se modificando
e...não estava acreditando no que via...ela estava
sorrindo e de um sorriso veio uma sonora gargalhada,
que inundou a rua e chamou a atenção de
todos. Eu devia estar mais vermelha que tomate.

Ela levantou uma das mãos e pensei
que ela iria me esbofetear, mas ela a descansou sobre
meu ombro, olhou-me nos olhos e disse:

-O que você disse é algo
muito grave, mocinha!!! Você tem certeza do que
falou para mim?

Eu acenei com a cabeça que sim.
Não parecia mais ser eu, era como se algo me
levasse a responder daquela maneira. Meu coração
disparava.

-OK!! Venha comigo!!! - ela se virou
e começou a caminhar. Olhou para trás
e, vendo que eu não arredava os pés do
lugar, renovou o convite. - Venha!!!

Comecei a segui-la e logo em seguida
estava ao seu lado. Pude notar que ela estava calma,
apesar do passo rápido e de tudo o que havia
acontecido entre ela e eu há poucos segundos
atrás.

Ela começou a falar que seu nome
era Mara e que trabalhava como vendedora de jóias,
pulseiras, anéis e bijuterias. Era casada e mãe
de duas filhas pequenas, uma de três anos e outra
com um ano. Olhou para mim e disse:

-Já tive um ou outro casinho
com mulheres, principalmente nos tempos de colégio!
Sempre gostei de mulheres, mas sabe como é...a
família, a sociedade...Preferi casar com um rapaz
simpático que conhecia desde o colégio
e assim me resolver na vida. Vez por outra uma das pessoas
para quem vendo minhas coisas quer algo mais e eu me
dou por inteira e com prazer. Assim faço minha
freguesia. - ela pisca o olho para mim.

De repente paramos em frente a um prédio
antigo, ela olhou para mim e disse:

-Tem certeza de que queres continuar?

-SSSim!

-ÓK!

Subimos por uma escada tortuosa e logo
demos num corredor, paramos diante de uma sala e ela
pegou a chave e abriu a porta. Pediu para eu entrar
primeiro e senti, enquanto passava por ela, seu olhar
vasculhando até minha alma. Ela fechou a porta.

-Quer água? - perguntou-me.

-Aceito!

-Sente-se! Fique à vontade! Relaxe!
Ninguém nos incomodará aqui. É
meu escritório, mas aqui não fecho negócios
pessoalmente, só por telefone. É raro
eu chamar alguém. E é raro alguém
das outras salas me incomodar.

Sentei na ponta da cadeira. Meu coração
disparava. Minha vontade era sair correndo. Suava toda.
Minha babaca estava molhada. Minha garganta estava seca.
Mas estranhamente tudo isto me excitava. E mais: estava
diante da possibilidade de realizar um antigo sonho!

Ela voltou com a água. Estava
sem a blusa. Eu olhei para seus peitos. Lindos! O bico
parecia do tamanho do de uma mamadeira e eram meio caídos,
mas não eram murchos. Frutos da maternidade.
Eu bebi a água de uma só vez e ela se
aproximou e encostou aqueles peitos na altura do meu
rosto. Me ofereceu um deles:

-Mama! Pode mamar! As crianças
adoram! - disse ela com olhar malicioso.

Eu nunca tinha feito aquilo. Comecei
devagar. Ela pegava o outro peito e acariciava-o no
meu rosto. Eu fiquei excitada e logo me vi mamando com
vontade ora um ora o outro peito. Mara ficou de frente
para mim e sentou sobre minhas pernas. Estremeci. Minha
babaca ardia. Ela me olhou e me ofereceu aqueles lábios...eu
fechei os olhos e me entreguei. Meu sonho!!!! Senti
sua língua roçar a minha e aquilo me satisfazia.
De repente estava abraçando e acariciando seus
peitos enquanto chupava com força sua língua
e seus lábios. Ela gemia de prazer. Senti suas
mãos procurarem minha calça e ela foi
enfiando a mão lá dentro. Meu grelo latejava
e estava molhada. De repente ela levantou e foi tirando
minha calça , abriu minha blusa, acariciou meus
seios e os chupou com volúpia. Nunca havia sentido
aquilo. Meu corpo estremeceu todo. Meu coração
ardia e batia acelerado. Eu esfregava minhas mãos
nos seus cabelos e na sua nuca e ela chupava tudo do
peito até minha calcinha e ali, num gesto rápido,
ela tirou minha calcinha e começou a enfiar o
dedo. Eu gritei. Ela me beijou!!!! O toque dos seus
lábios e da sua língua me deixaram mais
tranqüila. Parecia que estava beijando sua xota,
de tão macios que agora estavam. Meus lábios
sentiam uma textura diferente, um gosto que não
sentira antes. Parecia que todo meu corpo virara uma
xota molhada. Era um delírio. Suas mãos,
seus dedos no meu grelinho latejante. Veio aquela torrente
e eu fiz menção de gritar... ela abafou
o grito com outro beijo e eu esfregava as mãos
no seu rosto, nas suas costas, nos seus seios, na sua
cabeça, minhas pernas queriam enlaçar
o corpo dela. Eu queria que ela não parasse mais.
Eu me vi delirando, como se eu pudesse entrar nela ou
ela entrar em mim. Como se uma fusão acontecesse
e já não soubéssemos de quem era
o orgasmo. Nós duas estávamos vibrando.
Logo trocamos e ela deixou eu invadir a xaninha dela
e era ela que agora gritava de prazer e eu a beijava
com mais prazer. Nós ficamos neste prazer mútuo
por muito tempo. Quando, enfim paramos, estávamos
encharcadas. Meu corpo ainda vibrava por conta dos espasmos
de orgasmo. Parecia que o mundo girava. Eu estava mole.
Não tinha ânimo para sair dali. Ela veio
por trás e me enlaçou com seus braços
e me beijou no rosto. Ficamos assim, eu acariciando
seu braço e ela ora me beijando o rosto e a cabeça
e ora esfregando seu rosto junto ao meu.

Não me lembro como saí
dali e nem como cheguei em casa, mas me lembro que dormi
muito bem naquela noite e acordei com uma estranha sensação
no dia seguinte. Olhei para o telefone e logo procurei
na algo bolsa Achei! O telefone dela. O telefone tocou
e logo ouvi sua voz. Ficamos ali conversando por um
longo tempo. Marcamos outro encontro. Ainda vai acontecer.

Meu coração está
mais leve. Meu corpo é outro. Eu estou doida
para revê-la e continuarmos de onde paramos. Eu
quero Mara, a minha mulata que balança a pema
ao som de Jorge Benjor.

 

dagatissima@yahoo.com.br

 

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