Brigas entre irmãos ajudam no desenvolvimento infantil

Tem horas em que os filhos, de tanto brigar, deixam os pais de cabelos em pé e sem saber o que fazer. Se tomar partido, a conversa vai ser a mesma: “Vocês gostam mais do meu irmão do que de mim.” Para evitar esse tipo de coisa, a psicóloga e mediadora familiar Graziela Zlotnik Chehaibar aconselha os pais a não se intrometerem nas brigas dos filhos.

“Essa relação de amor e ódio, muito comum entre irmãos de todas as idades, é saudável e de grande utilidade para o desenvolvimento dos filhos”, diz a psicóloga. Segundo Graziela, as diferenças e os conflitos são muito importantes para que os filhos aprendam a lutar por aquilo que desejam. “É uma espécie de exercício inconsciente na conquista de seu espaço e, acima de tudo, na compreensão de que não são donos de tudo e que, de vez em quando, precisam saber esperar, dividir e até perder.”

Graziela reconhece que é difícil para os pais se manterem neutros. “Mas não tomar partido evita, principalmente, que eles se sintam discriminados”, afirma. Segundo a psicóloga, a intromissão só é recomendada em casos extremos, quando as brigas se tornarem constantes ou quando ficar evidente algum desvio de comportamento, com atitudes violentas, até para apontar o limite.

A psicóloga aconselha os pais a respeitarem os espaços dos filhos, de acordo com as regras da casa. “Quando pai e mãe se controlam a harmonia entre os irmãos é maior porque eles mesmos aprendem a chegar a um acordo. Irmãos competem por carinho e atenção".

 

Diário de S.Paulo

http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT471430-1664,00.html

 

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