Famílias com bebês de proveta são mais estáveis, diz estudo

Por Pat Hagan

LONDRES (Reuters Health) - Casais que recorrem a técnicas de reprodução assistida para conseguir ter um filho têm relações tão ou mais fortes que o grupo que não precisou lutar contra problemas de fertilidade, informou uma nova pesquisa.

Pesquisadores da Universidade de Linkoping, na Suécia, compararam os pais de crianças geradas por fertilização in vitro (bebê de proveta) aos casais que conceberam seus filhos naturalmente.

Os resultados, publicados na edição de dezembro da revista Human Reproduction, sugerem que o estresse do tratamento de fertilização pode fortalecer as relações ao invés de enfraquecê-las. Também demonstram que as crianças gerada por meio de concepção assistida são consideradas pelos pais mais atentas, sensíveis e obedientes.

As conclusões contradizem estudos anteriores, que haviam demonstrado que casais com filhos obtidos dessa maneira geralmente "idealizam" a paternidade, mas têm dificuldades com os problemas cotidianos gerados por um filho. Segundo a nova pesquisa, em vez disso, parece que a alegria de conseguir ter um criança une os casais e os ajuda a enfrentar as noites sem dormir e o choro do bebê.

"As famílias que usaram técnicas de fertilização in vitro se tornaram mais estáveis e mais harmoniosas. Estavam muito satisfeitas com suas relações logo após um tratamento bem sucedido e continuavam assim quando a criança havia completado 1 ano", disse o pesquisador Gunilla Sydsjo.

Cerca de 30 mil bebês de proveta nasceram no Reino Unido desde 1977, quando foi gerada a primeira criança usando a técnica. Apesar disso, foram feitas poucas pesquisas sobre o efeito da infertilidade e os resultados do tratamento sobre os casamentos.

No novo estudo, os pesquisadores avaliaram 110 casais que se submeteram ao tratamento para coletar informações sobre a qualidade da relação, vida sexual e habilidade para lidar com a paternidade. Um número semelhante de casais que conceberam de forma natural foi questionados sobre os mesmos itens.

Cada casal também respondeu perguntas sobre o comportamento dos bebês.

Os resultados revelaram níveis maiores de felicidade em casais que se submeteram à fertilização in vitro, desde a gestação até o primeiro aniversário da criança, momento em que a estudo foi concluído.

Esses pais também atribuíram conceitos mais altos aos seus bebês em quesitos como sono, alimentação, brincadeiras e convivência com outras pessoas.

"A relação pareceu ser fortalecida pelo fato de que passaram por um período de estresse físico e psicológico antes da concepção", informou a equipe.

"Os casais que conseguiram manter uma relação saudável apesar da infertilidade e do tratamento para resolver o problema poderiam estar mais preparados para a difícil tarefa de criar um filho."

Ian Craft, professor do London Fertility Centre, disse à Reuters Health que os resultados confirmam sua experiência com casais que fizeram fertilização assistida.

"Tenho uma experiência de 25 anos e conheço poucos casais que se separaram após ter um bebê obtido usando essas técnicas. Eles foram pais maravilhosos, pois tiveram muito trabalho para atingir seu objetivo." Fonte : Human Reproduction 2002;17:3242-3250

http://br.news.yahoo.com/021218/16/9s3r.html

 

 

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