Transando no restaurante

Quem me lê em outras colunas deve imaginar que
eu tenho pouca coisa a contar sobre mulheres... Ledo
engano! Cheguei a colecionar minhas histórias,
compostas por episódios sucessivos com as mulheres
que eu encontrei, de modo que tinha para cada uma – e
o número delas aumentava sempre – uma
espécie de diário erótico. Até que
uma namorada ciumenta descobriu o disquete e o inutilizou...
com o que, naturalmente, inutilizou também nosso
namoro. Mas isto é outro assunto.


Atualmente dedico-me mais a procurar mulheres no
mundo real do que pela internet, mas a internet
já foi
um instrumento valioso. Foi através de um destes
portais de encontros que conheci Alexandra.


Ela era professora universitária, divorciada,
mais de 30 anos mas se descrevia como alguém "em
forma". Apostei: enviei fotos minhas e pedi que
ela mandasse fotos dela. Quando as recebi, fiquei pasmo:
ela estava mesmo "em forma", e que forma!
Tratava-se de uma mulher bonita, com tez muito clara
e olhos negros. O contr aste era sedutor.


Continuamos trocando emails, e quando senti que
havia clima enviei trechos de poesia erótica (Drummond, "O
amor natural") e aí "não prestou".
Nossas mensagens começaram a ficar cada vez
mais maliciosas e daí passaram ao erótico
escancarado. Foi quanto ela enviou uma foto em que
estava seminua, e verifiquei que ela tinha seios fantásticos.
Só nos restava marcar um encontro, e foi o que
fizemos.


Apesar do tom altamente picante das nossas conversas
eletrônicas, na hora da "real" eu sempre
assumo pose de cavalheiro: vou ao primeiro encontro
sem nenhuma expectativa e disposto a me satisfazer
se apenas tomar chá com a amiga. Esta é uma
cautela fundamental, porque tanto pode acontecer que
ao vivo e a cores ela me decepcione, ou eu a ela, como
pode também ocorrer que para ela não
seja o caso de executar imediatamente o que nos dizíamos
pela internet – e isto tem que ser respeitado.


Por isso, sugeri um café que fica acima de uma
livraria, às 5 da tarde (já imaginando
que poderia ter que apenas tomar chá...). Cheguei
um pouco antes e constatei que naquele dia o café não
abriria. Fiquei examinando os livros, de olho na porta.
Ela entrou e eu não a vi, oculto que estava
atrás de uma estante. Mas quando saí de
lá respirei fundo diante de um par de pernas
de alabastro, perfeitamente torneadas, que intermediavam
pés calçados em sandálias vermelhas
de salto, e um corpo voluptuoso embalado em vestido
também vermelho. Ela se virou e suspirei outra
vez: havia um decote hipnótico que revelava
seios renascentistas, generosos, brancos, firmes, e
lábios escrupulosamente adornados em batom vermelho – como
vermelhas também estavam as unhas das mãos
e pés. Por email eu havia dito que tinha um
fetiche por pés bonitos, preferentemente em
sandálias de salto, e contara do meu gosto por
saias/vestidos que mostrassem as pernas/coxas de quem
as têm bonitas... Ela se vestira para mim, e
para matar.


Aproximei-me e nos saudamos com um beijo
contid o, no rosto, mãos se buscando tímidas e
ansiosas. Como o café estava fechado, propus
que andássemos um pouco até um bar/restaurante
onde eu achava que poderíamos conversar em paz.
Caminhamos sem sequer nos dar as mãos – nenhum
de nós se atrevia a tomar iniciativas, mas entre
ambos sentia-se a temperatura em elevação.
Chegando ao lugar, vi que o andar superior estava disponível
e a convidei para subir. Àquela hora da tarde,
não havia mais ninguém.
Comedido, pedi apenas água mineral. Eu queria
manter controle absoluto sobre mim para apreciar totalmente
a situação. Alexandra acompanhou-me.
O garçon desceu as escadas e ficamos "enfim
sós"...


É
evidente que numa situação assim, enquanto
a gente se devora com os olhos, a conversa sempre começa
com alguma abobrinha. Eu tratei de elogiar a produção
dela, acusando ter percebido que ela tinha atendido
aos meus gostos, e lamentei que o vestido não
fosse ainda algo mais curto: eu devia estar perdendo
algo.
Ela não se fez de rogada. Arregaçou o
vestido sobre a coxa até que eu pude ver as
calcinhas em renda preta. Meu pau enfunou as calças
e eu soube que ela falava a minha língua. Acariciei-lhe
a coxa, por fora e por dentro, passei para a outra
e quando minha mão refazia o caminho pousou,
como se fosse descuido, sobre as calcinhas. Estávamos
sentados em ângulo reto junto à mesa,
e ela descalçou a sandália do pé esquerdo
(eu estava à direita dela) e ele me procurou
entre as pernas, acariciando-me o cacete por cima das
calças.


Ouvimos o garçon que subia e nos recompusemos.
Depois de servidos, e de tomar alguns goles que abrandassem
o calor que emanávamos, agarramo-nos as mãos
e nossas bocas finalmente se encontraram. Foi um beijo
de fomes indescritíveis, alimentadas por semanas às
custas de mensagens e fantasias que ambos íamos
arquitetando. O batom dela borrou-se todo, e eu fiquei
igualmente rebocado. Ela riu da minha figura, e resolvi
ir ao banheiro limpar-me.
Quando voltei, rapidamente, ap anhei-lhe
as mãos
e a fiz levantar-se da cadeira, apoiando-a de costas
junto à mesa. Enlacei-lhe o corpo, enfiando-me
entre as pernas dela, e recomeçamos os beijos
enquanto nossas mãos nos percorriam de alto
a baixo. Por sob o vestido dela explorei-lhe as coxas
e a bunda, sentindo a firmeza da consistência,
e lhe acariciei a nuca e os cabelos. Puxava-a contra
mim para que meu pau pressionasse a xoxota dela, e
logo ela deixou escapar alguns gemidos.


Afastei-me um pouco, o suficiente para
extrair-lhe o bico de um seio de
dentro do decote, e
o lambi e chupei. Neste momento senti
que a mão dela procurava
meu pau, e deixei que ela o segurasse – ainda
por cima das calças.
Um ruído ao pé das escadas impulsionou-nos,
eu para a cadeira e ela para o banheiro. Era o garçom,
que vinha saber se desejávamos algo mais ("sim",
eu tinha ganas de dizer, "quero comer aquela mulher
e para isto você precisa ficar longe!").
Ela voltou, tendo removido as manchas do batom, e como
eu estava se ntado também sentou-se. Mais beijos,
mais mãos procurando... Sussurrei-lhe ao ouvido "tira
as calcinhas!" e ela, olhando-me travessa, se
ergueu o suficiente para fazê-lo. Por sob a mesa
afastei-lhe as pernas enquanto ela mesma subia o vestido,
e contemplei a xoxota aliciante que ela, mais uma vez
atendendo ao meu gosto, havia depilado. Definitivamente,
Alexandra estava-se dando inteira de presente, e cabia-me
apreciar à altura aquela graça imerecida.


Levantei-me e a puxei para mim, levando-a
novamente até apoiá-la de costas na mesa. Ergui-lhe
o vestido, abri minhas calças e deixei que ela
mesma apanhasse meu pau túrgido e o conduzisse
para dentro de si. Penetrei-a quase ejaculando, tamanha
era a excitação que a situação
toda me causava. Contive-me, contudo, porque não
iríamos, ali, colocar camisinha: imaginem se
o garçom resolvesse voltar!


Dei-lhe estocadas fundas enquanto
nos beijávamos
e minha mão explorava o reguinho dela. Senti
que ela se molhava toda, e ante s que o tesão
se tornasse incontrolável eu me retirei.


Guardei o pau e agachei-me diante
dela; minha boca encontrou
aquela buceta
deliciosa. Ela
se sentou
na mesa, posicionando-se mais
de frente para que minha
língua pudesse lamber-lhe à vontade e
mesmo entrar, até onde alcançasse, naquela
xoxota sedutora. Lambi com devoção, deleitado,
e percebi quando ela foi tomada por um frenesi reprimido,
contendo os gemidos, apertando-me a cabeça com
as coxas enquanto gozava. Deixei que minha boca repousasse
serena, num beijo derradeiro, sobre a buceta dela,
alguns instantes mais. Quando me levantei ela me tomou
num beijo ainda aturdido mas logo me puxou, sem descolar
a boca da minha, posicionando-me diante da cadeira
onde se sentou. Então abriu minhas calças
e tomou meu pau na boca, oscilando a cabeça
para frente e para trás enquanto percorria o
cacete com a língua. Segurou-o pela base, mantendo-o
firme, e chupou-me lascivamente. Quando além
disso ela começou a bater uma punheta em mim,
enquanto continuava chupando, não me agüentei
mais e gemi, anunciando o orgasmo iminente. Anunciar
o orgasmo é algo que sempre faço, pelo
menos na primeira vez, para não surpreender
a mulher.


Mas Alexandra não se deixava surpreender. Acelerou
a punheta e recebeu, sofregamente, as golfadas que
lancei, bebendo-me todo.
Puxei-a para cima e a beijei,
sugando o que restava do
meu leite da língua dela. Isto também é algo
que sempre faço, quando uma mulher recebe meu
suco: beijo-a em seguida, mostrando que nada há a
temer por me ter chupado.


Com as pernas bambas, fomos
ambos ao banheiro recompor-nos. À saída,
novamente de batom, ela readquirira o mesmo frescor
que eu admirara ao vê-la pela primeira vez. Pagamos
a conta e saímos, desta vez de braços
dados, inebriados um com o outro. Deixei-a no carro
dela, beijando-a de leve, e prometemos marcar outro
encontro. Aquele, inesquecível, foi o primeiro
de vários...

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