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Médicos indianos operam troca de sexo em bebês meninas

Na Índia, é comum os pais preferirem o nascimento de um bebê menino, já que o homem tem mais liberdade e oportunidades naquela sociedade. Boa parte das mães chega a abortar se descobrem que a criança será menina. Mas um novo procedimento torna a questão ainda mais complexa: alguns pais estão tentando a cirurgia de mudança de sexo depois do nascimento.

A denúncia partiu de um jornal indiano, Hindustan Times. Segundo apuraram os jornalistas, centenas de médicos estão alterando cirurgicamente o sexo de filhas de casais que preferem um rapaz. O termo técnico para esse procedimento é genitoplastia.

Os números assustam: algo entre 200 e 300 meninas indianas, de até cinco anos de idade, teriam sido submetidas à genitoplastia na cidade de Indore, com cerca de um milhão e meio de habitantes. O preço da operação é em conta: 3.200 dólares (o equivalente atual a cerca de 5 mil reais). Esse valor dá direito, além da cirurgia, a um tratamento hormonal posterior que completa a função de transformar a menina em um garoto. Graças ao baixo custo, pais de outras regiões da Índia estariam procurando as clínicas de Indore.

A genitoplastia é um procedimento tolerado no mundo, mas apenas em casos de hermafroditismo. Quando a criança nasce com ambas as genitálias, ou sua definição biológica não corresponde à genitália com que nasceu, os pais escolhem um dos sexos logo após o nascimento. E este é o argumento dos doutores da clínica Indore (sete médicos, no total), que afirmam jamais ter operado uma menina com características sexuais bem definidas. Mas o jornal garante que meninas saudáveis passaram pelo procedimento. Com esse impasse, o governo do Estado de Madhya Pradesh (onde fica Indore) abriu uma investigação.

Os médicos que o jornal chamou para condenarem a atitude são enfáticos: a genitoplastia quase nunca é necessária, pois o hermafroditismo é um fenômeno muito raro. Por isso, seria difícil concordar que há 300 casos como esse em uma cidade de 1,5 milhões de pessoas. O risco dessa operação, segundo os médicos, é tornar a criança estéril ou causar outras disfunções sexuais.

Existem na Índia comissões que lutam contra o aborto de bebês femininos, e que agora se pronunciam sobre essa novidade. Segundo eles, há culpa tanto nos pais, que tomam a decisão, quanto nos médicos, que fazem a operação clandestina para aumentar seus lucros, e ainda na sociedade, que coloca automaticamente a mulher em posição de menos oportunidades na Índia. [Jezebel]

Saiba o que muda efetivamente com a decisão do STJ sobre as uniões homossexuais

O Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, que a união contínua, pública e duradoura entre pessoas do mesmo sexo constitui entidade familiar, como união estável (Código Civil, art. 1273). Pergunta-se: (1) Qual o significado desta decisão? (2) Qual a repercussão para outras áreas? (3) O STF legislou, atropelando o Congresso Nacional? (4) Quais as conseqüências práticas da decisão?

  1. O significado  é inestimável para a consolidação da democracia e dos direitos fundamentais. Afirmaram-se direitos básicos, a todos reconhecidos, como a liberdade sexual, a proibição de discriminação sexual, a privacidade, a intimidade, o respeito à dignidade da pessoa humana, a diversidade e o pluralismo.  A afirmação quanto à existência e às conseqüências destes direitos, especialmente na esfera da sexualidade, onde minorias sexuais são  discriminadas, deixa claro o dever de respeito e a dignidade constitucional de que são merecedores homossexuais. Isto ainda que eventuais maiorias, por sondagens de opinião ou por representantes eleitos, tentem impor seus preconceitos.     
  2. A repercussão se dá em vários campos. A partir do incontestável dever de respeito às minorias sexuais e da relevância dos direitos sexuais, ficam superadas posturas que tentam justificar discriminações no trabalho, na educação, na saúde e nas mais diversas relações sociais. Fica clara a urgência e a necessidade de medidas antidiscriminatórias, como a criminalização da homofobia. Ganha-se certeza sobre muitos temas, como por exemplo a possibilidade de postulação de adoção conjunta por pessoas do mesmo sexo em união estável. Abrem-se caminhos para levar a igualdade mais a sério, inclusive no direito de família, com o reconhecimento do direito ao casamento, como fez a Corte Constitucional da África do Sul.
  3. O STF não legislou. Ele aplicou a própria Constituição, que já protege a todos de discriminação sexual, especialmente aqueles objeto de preconceito. Outros direitos também foram aplicados, especialmente a liberdade sexual e o respeito à dignidade humana. Daí a conclusão de que excluir as uniões homossexuais é restrição indevida, contra a Constituição, deixando claro que o parágrafo 3º do art. 226 da CF/88 não torna  a união estável exclusiva para heterossexuais.
  4. As conseqüências são práticas e efetivas. Todos os juízes brasileiros estão vinculados à decisão, não podendo mais rejeitar a união estável pelo fato de serem pessoas do mesmo sexo. Vários direitos daí decorrem, tais como: inclusão em planos de saúde, previdência, associação como dependente em clubes e sociedades, dever de alimentos em caso de necessidade, divisão de bens adquiridos na constância da união, direito à herança, usufruto dos bens do falecido e acompanhamento de parceiro em instituições hospitalares. Sabedores desta posição judicial, os particulares não mais poderão justificar tratamento prejudicial ao prestarem serviços ao público, muito menos sustentar

 

Para concluir: o STF cumpriu sua missão constitucional de fazer valer os direitos fundamentais de liberdade, de igualdade, de dignidade humana, de privacidade, de intimidade e de proteção às comunidades familiares, afirmando por dez votos a zero que homossexuais podem constituir união estável.

Roger Raupp Rios, Juiz Federal, Doutor em Direito (UFRGS), Professor do Mestrado em Direitos Humanos (UNIRITTER).

Os melhores ministros do mundo e suas falas por um mundo verdadeiramente mais humano

Um orgulho ser brasileira nestes momentos. Trechos de algumas falas magníficas dos ministros do Supremo Tribunal de Justiça do Brasil, em votação unânime pela aprovação da união estável entre pessoas do mesmo sexo. Parabéns BRASIL. Hoje, o país é mais cidadão e para tod@s!

Por unanimidade, Supremo reconhece união estável de homossexuais

Em um julgamento histórico e por unanimidade, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira (5) reconhecer as uniões estáveis de homossexuais no país. Os dez ministros presentes entenderam que casais gays devem desfrutar de direitos semelhantes aos de pares heterossexuais, como pensões, aposentadorias e inclusão em planos de saúde. A decisão pode ainda facilitar a adoção, por exemplo.

Foram analisados dois pedidos no julgamento: um deles do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), para que funcionários públicos homossexuais estendam benefícios a seus parceiros, e o outro da Procuradoria-Geral da República (PGR), para admitir casais gays como “entidade familiar”. A decisão do Supremo terá efeito vinculante, ou seja, será aplicada em outros tribunais para casos semelhantes.

Na sessão de hoje não votou apenas o ministro José Antônio Dias Tóffoli, que se declarou impedido de participar, já que atuou no processo quando era da Advocacia-Geral da União. O ministro Carlos Ayres Britto foi o relator, acompanhado pelos demais colegas para definir a vitória dos movimentos homossexuais.  

O julgamento começou na quarta-feira (4), quando falaram o relator e cinco defensores da iniciativa, além de dois adversários –um deles representante da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Os ministros, no entanto, evitaram listar todos os benefícios que os casais gays passariam a receber.

Em sua decisão, o ministro Ricardo Lewandowski aprovou a união, mas ponderou que o Congresso deve legislar em temas ainda não previstos pela Constituição ou reservados a pares formados por um homem e uma mulher. O presidente da Corte, Cezar Peluso, afirmou que existem similitudes entre casais heterossexuais e uniões homossexuais, não igualdade.

Diante de um plenário menos disputado do que na quarta-feira (4), quando o julgamento começou, os ministros evocaram o combate ao preconceito para votarem a favor da união estável gay. “A homossexualidade caracteriza a humanidade de uma pessoa. Não é crime. Então por que o homossexual não pode constituir uma família? Por força de duas questões que são abominadas por nossa Constituição: a intolerância e o preconceito”, disse o ministro Luiz Fux.

“O reconhecimento de uniões homoafetivas encontra seu fundamento em todos os dispositivos constitucionais que tratam da dignidade humana”, afirmou o ministro Joaquim Barbosa, em uma decisão que durou menos de dez minutos.

O Congresso foi criticado pelos ministros da mais alta corte do país. Peluso ergueu o tom da voz para fazer uma "convocação que a decisão da Corte implica, para que o Poder Legislativo assuma essa tarefa [de discutir direitos dos homossexuais], a qual ele não parece ter se sentido propenso a exercer". "O Poder Legislativo tem que se dispor e regulamentar", completou o presidente do STF.

O ministro Gilmar Mendes afirmou que os políticos vivem "um quadro de inércia" para legislar sobre o assunto. Lewandowski também fez críticas ao Poder Legislativo e admitiu que o Supremo assumiu uma função que caberia à classe política.

Entenda o julgamento

Entre as novas garantias que podem ser dadas após a decisão do Supremo estão pedidos de aposentadoria, pensão no caso de separação e uso de plano de saúde. Algumas decisões para estender direitos aos parceiros do mesmo sexo já foram tomadas por tribunais, mas o STF nunca tinha se pronunciado sobre o assunto.

Em seu voto proferido ontem, quando a questão começou a ser discutida, Ayres Britto também cogitou, sem se aprofundar, a possibilidade de adoção de crianças por casais homossexuais.
 
Antes de relatar os casos, Ayres Britto pediu um levantamento nos Estados para saber se a união civil de homossexuais já era reconhecida. O ministro detectou que isso aconteceu em tribunais de dez unidades federativas: Acre, Alagoas, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Sul e São Paulo.
 
Essas decisões, de primeira ou segunda instâncias, podem pesar a favor do movimento gay no julgamento no STF. As decisões judiciais autorizaram não apenas as uniões civis homossexuais, mas também pleitos de pensão e herança.
 
Mais de 20 países de todo o mundo reconheceram a união civil de homossexuais antes do Brasil, incluindo o Uruguai. Outros, como a Argentina e várias partes dos Estados Unidos, permitem casamentos gays –uma decisão ainda mais condenada pela Igreja Católica.

Hondurenho corta o pênis porque queria ser mulher

TEGUCIGALPA — Um hondurenho de 19 anos cortou o pênis porque queria ser mulher, segundo o boletim médico do hospital para onde foi levado, informou a imprensa local nesta quarta-feira.

"Na ânsia de pertencer ao sexo feminino, o rapaz amputou completamente o pênis e, por isso, tivemos que fazer um reparo e acondiconar o órgão', contou ao jornal La Tribuna o chefe de urologia o Hospital Escola, Dennis Chirinos.

Segundo o médico, o rapaz - cuja identidade não foi divulgada - cortou o pênis no ano passado e há três dias foi submetido a uma intervenção cirúrgica em que seu órgão sexual sofreu uma adaptação.

"Nós o deixamos urinando como ele queria, tendo que sentar no vaso como uma mulher. Foi feita uma uretrostomia perineal em vista que toda a parte genotípica é de homem", explicou Chirinos.

"Fisicamente, ele é homem, mas quando olhamos a área genital, vemos a estrutura anatômica de uma mulher", acrescentou.

MÉXICO: 44% dos mexicanos não aceitam uma pessoa homossexual em sua casa

Quase metade dos mexicanos afirmaram que não querem viver em casa com uma pessoa homossexual, segundo dados da Pesquisa Nacional de Discriminação de 2010.

O estudo foi realizado pelo Conselho Nacional para Prevenir a Discriminação (CONAPRED) e a Área de Investigação Aplicada do Instituto de Investigação Jurídica da UNAM (Universidade Nacional Autónoma de México), e incluiu visitas a 13751 famílias com informações sobre 52 mil pessoas de todos os estados do México.

Dos entrevistados, 43,7% disseram que não queriam partilhar a sua casa com pessoas homossexuais, 35,9% disseram que não iria deixar pessoas VIH+ viver sobre o mesmo teto e 26,6% que você não receberia estrangeiros em casa.

Mas as atitudes mudaram ligeiramente quando se falava da sociedade em geral.

Quando questionados se era positivo ou negativo ter uma sociedade composta por pessoas com diferentes orientações sexuais, 32,8% respondeu que não era nem positivo nem negativo, 34,7% que era muito positivo ou positivo, e 27,9% que era negativo ou muito negativo.

Gay das cavernas leva 5.000 anos para "sair do armário"

Cinco mil anos depois de ter morrido, o primeiro "gay das cavernas" foi descoberto por arqueólogos na República Tcheca. De acordo com os cientistas, o jeito como foi enterrado sugere que ele tinha uma orientação sexual diferente. 

Descoberto em escavações na República Tcheca, o falecido homem da Idade da Pedra teria vivido entre 2.900 e 2.500 antes de Cristo. A informação foi revelada nesta quarta-feira (6) pelo jornal britânico Daily Mail.

Durante aquele período, os homens eram tradicionalmente enterrados sobre seu lado direito, com a cabeça apontando para o oeste, e as mulheres sobre seu lado esquerdo, com a cabeça apontada para o leste. 

Neste caso, o homem estava deitado sobre seu lado esquerdo, com a cabeça em direção ao oeste. 

Outra pista é que os homens geralmente eram enterrados com armas, martelos e facas, além de porções de comida e bebida para acompanhá-los para "o outro lado", explicaram os cientistas. 

Já as mulheres eram enterradas com colares feitos de dentes, animais de estimação e brincos de cobre, além de jarros domésticos e um vaso na forma de ovo perto dos pés. O “homem das cavernas gay” foi enterrado com jarros domésticos e sem armas. 

Os arqueólogos dizem que isso não deve ser um erro ou coincidência por causa da importância dos funerais durante aquela época, chamada de Era da Cerâmica Cordada, na qual os potes foram produzidos. 

“Graças à história e à etnologia, sabemos que as pessoas desse período levavam os funerais muito a sério, por isso é muito improvável que essa posição fosse um engano”, explicou Kamila Remisova Vesinova, chefe da pesquisa. 

- É muito mais provável que fosse um homem com uma diferente orientação sexual, um homossexual ou um travesti. 

Junto aos pés do esqueleto também foi encontrado um recipiente oval associado a enterros de mulheres. 

Katerina Semradova, que faz parte da equipe de arqueólogos, disse que seus colegas já haviam desenterrado, anteriormente, uma sepultura do período Mesolítico, na qual uma guerreira foi enterrada como um homem. 

A pesquisadora acrescentou que feiticeiros da Sibéria também eram enterrados dessa forma, mas com ricos acessórios, apropriados a sua alta posição na sociedade.

“Sempre fui uma mulher aviadada”, diz Claudia Raia à revista gay

Capa da revista “Junior” de abril, Claudia Raia conta em entrevista à publicação que seu primeiro contato com o mundo gay começou cedo. “Minha mãe tinha uma academia de dança, a vida inteira convivi com mundo gay, o meio da dança é muito gay. Sempre fui uma mulher aviadada. É uma coisa muito normal para mim. E para meus filhos também. Sempre coloquei toda verdade para eles, super respeitam”, afirma.

Claudia conta que nunca deixou os filhos serem cruéis com o universo gay. “Acabo na hora com qualquer possibilidade de preconceito. Meu filho Enzo tem 13 anos, naquela fase que poderia ser difícil. Mas ele conversa com todos os meus amigos gays sobre todos os assuntos, é totalmente tranquilo, super respeitador. Depende só de como se aborda o tema”, acredita.

A atriz diz que lida bem com o fato de ser uma diva gay. “Desde sempre tive um envolvimento grande com gays. Aos nove anos comecei a trabalhar como modelo do Clodovil [Hernandez]. Até hoje meus maiores amigos são gays”, conta ela, lembrando que Clodovil a descobriu em uma apresentação de dança. “Ele achou que eu era incrível e me colocou encerrando um desfile. Eu ficava muito no ateliê dele, já no meio da bichice toda...”, lembra.

Estudo da UCLA: Apenas 3,5 por cento dos Americanos São Homossexuais

Apenas 3,5 por cento dos adultos nos EUA são lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros (LGBT), de acordo com um estudo realizado em abril 2011 pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles.

 

O relatório também constatou que apenas cerca de 0,3 por cento dos adultos americanos são transexuais.

 

"Entender o tamanho da população lésbica, gay, bissexual e transgénero (LGBT) é um primeiro passo crítico para informar uma série de políticas públicas e temas de investigação," escreveu Gary Gates, da Williams Distinguished Scholar na Faculdade de Direito da UCLA.

 

Gates ilustra que LGBT torna quase a população de Nova Jersey, que é o quarto menor estado da América de acordo com a massa de terra, mas é o décimo primeiro estado mais populoso.

 

Seus resultados foram divulgados pelo Instituto Williams, um filiado à UCLA que é especializado em estudos orientação sexual e identidade de gênero.

 

As informações para a pesquisa são baseadas em dois níveis-estaduais e quatro inquéritos nacionais de base populacional realizado entre os anos de 2004-2009. O estudo também revela a composição dos grupos.

 

Pouco mais da metade da população LGBT é bissexual, ou 1,8 por cento da população total dos EUA. As mulheres são muito mais propensas as serem bixessuais ​​do que os homens.

 

Sentimentos mistos sobre os Resultados

 

A comunidade LGBT tem sido amplamente dividida entre aqueles abraçando os resultados, e outros, expressando dúvidas. Os críticos dizem que alguns entrevistados podem ter se recusado a revelar sua homossexualidade, alegando que pode haver mais indivíduos gays do que o estudo aponta.

 

Mesmo Gates admitiu as dificuldades em manter a precisão, dizendo que "os métodos da pesquisa podem afetar a disposição dos entrevistados para relatar identidades e comportamentos."

 

No passado, grupos de defesa dos homossexuais se reuniram por trás da estimativa de "10 por cento," descrevendo a população homossexual masculina conforme citado no estudo de 1948 somente do sexo masculino realizado por Alfred Kinsey.

 

Conhecido pelo estudo pioneiro sistemático da sexualidade humana, Kinsey escreveu que um em cada dez homens foi "mais ou menos, exclusivamente homossexuais durante pelo menos três anos entre as idades de 16 e 55."

 

Estudos subsequentes desde a década de 1990 contestam esses resultados. Mas só recentemente os principais defensores do LGBT distanciaram-se das pesquisas de Kinsey.

 

"Embora eu obviamente não possa verificar o estudo [UCLA] em primeira mão, ele nos lembra de que a noção de 5 por cento... ou mais absurdo a de 10 por cento da população seja gay é simplesmente falsa," diz Michael L. Brown, o autor de Aconteceu uma coisa estranha com a América.

 

Em seu livro, Brown descreve como uma minoria silenciosa, uma vez transformada na força principal que domina a cultura-pop, Notícias e política no Capitol Hill hoje.

 

"A coisa triste é que muitos americanos ainda acreditam no mito de 10 por cento, e na mídia popular, muitas vezes até alimentam este mito com declarações nesse sentido vindo de personagens em programas como Law and Order: A Unidade de Vítimas Especiais ," explicou Brown ao The Christian Post.

 

"Dito isto, sabemos que muitos dos jovens de hoje - especialmente as meninas - estão experimentando mais com as experiências bissexuais, mas ainda podemos estar razoavelmente confiantes em que, no final, apenas uma percentagem muito pequena se identificará como lésbica.”

 

Para visualizar o documento original do Instituto William na íntegra, acesse:

 

http://www2.law.ucla.edu/williamsinstitute/pdf/How-many-people-are-LGBT-Final.pdf

 

 

Professor diz que os gays foram os culpados pela queda de Roma

Na Itália, o professor Roberto de Mattei está sofrendo repreensão e pode ser demitido por causa de uma declaração que fez durante uma entrevista quando afirmou que os gays foram os responsáveis pela queda do império romano.

O professor de 63 anos, que é vice-presidente do Centro Nacional de Pesquisa de Roma, disse que "o colapso do império romano e a chegada dos bárbaros foi devido à disseminação da homossexualidade. A colônia romana de Cartago era um paraíso para os homossexuais e eles infectaram muitas outras (colônias). A invasão dos bárbaros foi vista como punição por estas transgressões morais".

Por causa desta declaração, alguns grupos LGBTs e políticos italianos estão pedindo a demissão do professor.

 

A percepção do preconceito

O preconceito contra os homossexuais é outro traço que a pesquisa sobre o perfil do morador de Fortaleza desenha. Os números mostram um paradoxo: ao mesmo tempo em que a maioria dos entrevistados (87,5%) declara que não tem preconceito, percentual semelhante (82,8%) acredita que o fortalezense é, sim, preconceituoso.

A contradição expõe, nessa como em outras questões, que há uma tendência maior a se mentir na resposta à pesquisa quando se fala de questões da intimidade. Mas o preconceito é real.

E é visível, demonstrou a professora Glaudiane Holanda, 34 anos, durante a graduação em Ciências Sociais (Universidade Estadual do Ceará). Glaudiane concluiu o curso com a monografia “Entre o proibido e o permitido – sociabilidade homoerótica na Praça da Gentilândia”.

A praça, no efervescente bairro Benfica, caminho de passagem de roqueiros, punks, hippies, boêmios e (contra)culturas, tornou-se ponto de encontro, paqueras e namoros de homossexuais. A maioria, retrata Glaudiane, eram adolescentes e jovens na faixa etária de 13 a 24 anos. Eles se encontravam às sextas-feiras, das 18 às 23 horas, reconstitui a pesquisadora. “E havia dias que chegavam a 300 pessoas”.

A Gentilândia passou, de boca em boca, a ser o local do permitido. Os jovens, antes, engaiolados nos shoppings, foram para a praça. “Estamos ficando lá na Gentilândia”, divulgam os adolescentes, barrados nas boates gays da cidade.

Mas, ao ganhar a rua e a visibilidade, os homossexuais também se tornaram alvo de conflitos, restaura Glaudiane Holanda. “O moradores começaram a acionar a polícia”, conta. A pesquisa de porta em porta demonstrou: “Eles se sentiam muito ofendidos com ‘aquele tipo de pessoa’ na praça. Não achavam normal e se sentiam incomodados com as imagens. Ver dois meninos ou duas meninas se beijando, eles não consentiam... Alguns diziam que não colocavam mais as cadeiras lá fora porque não queriam que seus netos e filhos vissem”.

Começaram a acontecer arrastões no local, destaca Glaudiane. “Os moradores deram o pontapé inicial porque queriam terminar aquele movimento. Foram atrás da polícia, que não deu conta e acabou espancando muitas pessoas lá. Depois disso, alguns moradores entraram em contato com gangues próximas”, ratifica.

E a chamada “pracinha da Gentilândia”, povoada entre 2004 e 2006 por aqueles grupos, foi sendo esvaziada. A intolerância ressoava em um discurso preconceituoso: “O discurso era ‘vamos tirar os ‘veados’ e as ‘sapatões’ desse espaço”. E assim foi. “Começou a surgir a Praça Portugal e abriu um bar, próximo ao 23 BC (23º Batalhão de Caçadores) que deixava os adolescentes entrar. O pessoal fugiu da praça e foi se esconder nesse lugar, que era particular, fechado”, relaciona a pesquisadora.

O esconde-esconde ainda é um meio de os homossexuais vivenciarem suas relações na quinta metrópole do País. Glaudiane reforça: “Pela própria formação do cearense, do macho ser valorizado. O ‘cabra macho’ ainda está muito arraigado na nossa cultura. Quando acontece algo que rompe com esse cotidiano, as pessoas acabam reagindo”.

Daí, a mestranda em Antropologia (Universidade Federal de Pernambuco) conclui, endossando as estatísticas sobre o preconceito contra os homossexuais: a maior parte dos fortalezenses é preconceituosa e intolerante em relação ao que ainda não está legitimado. “Já presenciei, várias vezes. Em bares, quando tem um ato de carinho entre pessoas do mesmo sexo, o dono do bar pede que se retire. Enquanto do lado tem um casal heterossexual se beijando. Ainda causa estranhamento”, atesta.

 

Ana Mary C. Cavalcante
anamary@opovo.com.br

Gay é marcado a ferro quente em ataque homofóbico

O estudante Freshman Quinn Matney, da Universidade da Carolina do Norte, foi marcado a ferro quente em um ataque homofóbico.

Assustado, ele contou à imprensa local que estava cruzando uma passarela perto do prédio dele quando um homem agarrou seu pulso e colocou o ferro quente ao mesmo tempo que o ofendia com palavras homofóbicas.

"Alguém agarrou meu pulso e pressionou um pedaço de metal quente nele. Ele disse: ´aqui está o gosto do inferno para você bicha`" contou Matney em entrevista para a NBC17.

A vítima contou ainda que tentou olhar na cara do agressor, mas ele saiu rápido.

O estudante sofreu queimadores de terceiro e quarto grau no músculo do tendão. Segundo os médicos, ele talvez tenha sofrida destruição do nervo.

Não ficou claro qual foi o objeto usado para agredir o aluno.

 

Lei municipal no Rio de Janeiro determina que prazo de espera nas agências é de, no máximo, 15 minutos. Agora é lei!!!

O carioca vai ficar menos tempo em filas de bancos. A Câmara Municipal do Rio promulgou ontem nova lei que fixa em 15 minutos o tempo máximo para atendimento nas agências bancárias da cidade. Nos dias antes e depois de feriados prolongados, a espera pode chegar a 30 minutos. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) orienta instituições financeiras afiliadas a cumprir as regras.

O prefeito Eduardo Paes chegou a vetar a lei, de número 5.254, mas a Câmara derrubou o veto. Com isso, desde ontem, as agências bancárias têm 90 dias para cumprir a legislação, que prevê multa de até R$ 160 mil, na quinta autuação, para os bancos que não se adaptarem. Em último caso, pode haver cancelamento da permissão para funcionamento da agência.

A nova lei municipal também determina a instalação de 15 cadeiras para atendimento preferencial — a idosos, gestantes, pessoas com crianças de colo e portadores de deficiência física —, distribuição de senha com registro do horário de entrada e de atendimento e oferta de banheiros e bebedouros.

Quem gostou da notícia foi a operadora de telemarketing Rayane Castilho da Silva, 20 anos. “Ajuda bastante. No meio de um intervalo na empresa, às vezes temos que ir ao banco. Agora, podemos ir sem medo de atrasar para voltar”, comemora.

RECONHECIMENTO DO STF

Em 1999, lei semelhante foi revogada por ter sido considerada inconstitucional. À época, os municípios não podiam legislar sobre o tema. Mas, em 2005, o Supremo Tribunal Federal reconheceu que é do município a responsabilidade de regulamentar o tempo de espera. Legislação estadual chegou a ser proposta em 2003, mas também foi considerada inconstitucional.

Consumidores andam com R$ 20, em espécie, no bolso

Pesquisa encomendada pelo Banco Central ao Instituto Zaytec Brasil constatou que a maioria dos consumidores brasileiros costuma andar diariamente com valores médios de até R$ 20 na carteira, preferindo notas de R$ 10 e R$ 5. Para o comércio, as moedas de R$ 1 e de R$ 0,50 são as que mais fazem falta no momento do troco.

Ainda de acordo com o levantamento, em 2010, 51% dos brasileiros tinham conta corrente. Em 2007, essa parcela era de 39%. O instituto de pesquisa ouviu 2.089 pessoas, em todas as capitais e municípios com mais de 100 mil habitantes no País.

A forma de pagamento mais usada pela população brasileira é o dinheiro, segundo 72% dos entrevistados. Mas o uso de cartões aumentou em 2010. Do total de pessoas ouvidas, 38% disseram usar cartão de crédito, ante 27% em 2007. Já o uso de cartão de débito passou de 24% para 32%.

O uso de cheques, por sua vez, caiu de 11% para 7%, na mesma base de comparação. O valor médio das despesas mensais do público elevou-se cerca de 40%, entre 2007 e 2010, ficando em torno de R$ 808.

Segundo a pesquisa, o gasto mensal médio com pagamento de contas e compra de produtos subiu 40% de 2007 para 2010, passando de R$ 577 a R$ 807,93. Do total, 59% são pagos em dinheiro (eram 77% em 2007), 20%, em cartão de crédito (11% antes), 16%, cartão de débito (8% antes), e 2%, cheque (3% antes).

http://odia.terra.com.br/portal/economia/html/2011/3/menos_tempo_na_fila_de_banco_153992.html

 

Skinhead nazista vira mulher, se torna enfermeira e concorre a cargo por partido de esquerda

té 2002, Monika Strub odiava os homossexuais e pertencia ao NPD, o partido neonazista da Alemanha. Na época, ela era conhecida como Horst Strub, um skinhead. Hoje, além de ter abandonado as convicções da extrema-direita, vive como uma pessoa do sexo oposto e está concorrendo a um lugar no Parlamento de Baden-Württemberg.

Monika adotou os “Social Democratas”, uma organização socialista de esquerda, além de trabalhar como enfermeira. “Não quero esconder meu passado e o fato de que eu era um homem e pertencia à cena da extrema-direita. Mas hoje sou uma pessoa diferente, e não tenho mais ligações com a NPD”, disse ao site "Orange News".

Mas os simpatizantes de seu antigo partido não a deixam em paz e a ameaçaram de morte diversas vezes. Mesmo assim, a candidata não se arrepende da opção.

 

Quatro meses para mudar de sexo em Coimbra


As cirurgias de mudança de sexo poderão iniciar-se dentro de três a quatro meses Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), revelou, esta sexta-feira, ao JN, o director do Serviço de Psiquiatria daquela unidade, António Reis Marques.

Um "reputado especialista" irá acompanhar e monitorizar uma equipa de cirurgiões de várias especialidades, médicos sexólogos e endocrinologistas dos HUC, que darão resposta a cerca de 15 pessoas transexuais que se encontram já em processo de avaliação e outras 40 que estão em várias consultas de sexologia no país.

"A ideia de se realizarem nos HUC as cirurgias em transexuais nasceu há cerca de dois ou três meses, por solicitação da Consulta de Sexologia do Serviço de Psiquiatria dos HUC. Esta consulta, que trabalha nesta área desde 1975, sob a orientação do doutor Allen Gomes, até há pouco tempo, solicitou ajuda para dificuldades da resposta às necessidades destas cirurgias. Foi perante esta dificuldade, que se resolve dinamizar uma equipa que executasse estas cirurgias", explicou Reis Marques.

"Os HUC não se disponibilizaram, até aqui, para intervir nesta área (mudança de sexo), pela simples razão de entenderem que estando as necessidades do País acauteladas por uma instituição do Serviço Nacional de Saúde com capacidade para responder á procura, não fazia sentido, como não faz noutras situações existentes, que se gerem redundâncias de oferta desnecessárias e ineficientes no Serviço Público", acrescentou o responsável, explicando o facto da solução encontra em Coimbra ser anunciada após a saída do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, no início de Março, de João Décio Ferreira, o único cirurgião em Portugal que realizava tais operações

Reis Marques sublinhou que aquela unidade de saúde não está "distraída em relação às reais necessidades dos cidadãos nacionais". "Na ausência de oferta do SNS e reunidas as condições para criar uma resposta de qualidade, os HUC entenderam agora assumir as suas responsabilidades", frisou.

Confrontado com as críticas de João Décio Ferreira, que estranha o facto de nos últimos anos ninguém ter mostrado disponibilidade nos HUC em especializar-se nas cirurgias de mudança de sexo ou por procurarem no estrangeiro técnicas que - na sua opinião - estão desactualizadas, o director de Serviço de Psiquiatria foi peremptório: "hoje não há segredos na ciência e há toda uma circulação de informação e conhecimentos dos avanços técnico-cientificos. Os procedimentos cirúrgicos serão os usados nos melhores centros europeus".

 

Kelly Osbourne quer ter um filho com um amigo gay

Depois de ser traída pelo noivo com uma transexual, a cantora Kelly Osbourne revelou que deseja engravidar de seu amigo gay, Nate.

“Nós seríamos pais perfeitos e minha mãe iria adorar”, declarou.

Kelly Osbourne revelou que está “de saco cheio” dos heterossexuais.

Atualmente ela namora Rob Damiani que é garota-propaganda da Material Girl, marca de roupas de Madonna e sua filha Lourdes Maria.

 

 

Transexual volta a representar Israel no Festival da Canção Eurovisão

A cantora transexual Dana International, que venceu o Festival Eurovisão da Canção em 1998, vai voltar a representar Israel, o seu país, na festa de música popular europeia mais famosa da televisão.

A artista, que também participou no festival em 1995 e que compôs a sua própria canção para a edição de 2008, volta a dar voz a Israel em Maio, em Dusseldorf (Alemanha), com a canção Ding, Dong.

O tema foi escrito e composto por Tzvika Pik, que também colaborou com o êxito de 2008, Diva.

Dez anos antes, quando venceu a Eurovisão, Dana tornou-se no primeiro transexual a participar no concurso europeu.

 

 

Revista insinua que Sandra Bullock é lésbica

A revista National Enquirer desta semana traz uma matéria prévia sobre a biografia que Jesse James, ex-marido de Sandra Bullock, está prestes a lançar. O texto é cheio de suposições sobre a conduta da atriz, visto que o livro traz a versão de James sobre os cinco anos de união com Bullock.

A revista diz que Jesse James está prestes a dizer ao mundo que Sandra Bullock é lésbica. No livro, ele contará que a atriz era ruim na cama e que evitava ter relações sexuais, pois sempre dormia abraçada a um livro ou script de filme e rodeada de cinco ou seis cães, deixando pouco espaço para o motoqueiro. Consequentemente, anulando as possibilidades de haver relações sexuais.

Uma fonte disse à revista que Jesse desabafou com um amigo que Sandra não sentia atração física por ele e que meses antes do fim do casamento eles já não praticavam sexo.

 

NOVA ZELÂNDIA: A homossexualidade é natural, diz ancião Maori

Para acabar de vez com as queixas de alguns Maori conservadores e religiosos que defendem que a homossexualidade não existia na Aotearoa / Nova Zelândia antes dos colonizadores, um ancião revela que o amor gay e lésbico sempre foi uma parte inata da vida Maori.

Falando em Maori, Piri Sciascia, que é vice-chanceler (maori), da Victoria University e um respeitado ancião, disse à multidão reunida para a abertura oficial dos segundos Out Games da região Ásia-Pacífico, que o amor e dedicação ao próximo, quer entre homens, quer entre mulheres, e todas as outras variantes pelo meio sempre fizeram parte da vida Maori, desde Rangi - a mãe terra - e Papa - o pai do céu ".
 

 

Piri Sciascia reforçou no seu discurso que a parte mais importante é o "aroha", ou seja o amor. Segundo a organização dos Out Games é importante que todos os que não são Maori também ouçam esta mensagem. A história e tradição Maori não fazem nenhum julgamento de quem alguém deve ou não amar.

Os Maori são o povo nativo da Nova Zelândia conhecidos além das suas muitas tradições guerreiras, pelas visualmente inultrapassáveis tatuagens. Como muitos outros povos nativos, sofreram dramaticamente com a colonização europeia após o século XVIII.

Os Out Games de Wellington 2011 juntam representantes de 26 países em 16 modalidades e acontecem de 12 a 19 de Março. Além de actividades desportivas também há uma conferência de direitos humanos em paralelo e um diversificado programa cultural.

 

Parque do Ibirapuera vira ponto de encontro de tribo "gay nerd"

Uma balada com pista de dança bombando, mas com fliperamas com games como Super Street Fighter 4 por perto. A mistura dos gritinhos da personagem-diva do jogo Chun Li com as batidas marcantes de Lady Gaga é o que faz a cabeça dos queer nerds, como são chamados os rapazes assumidamente homossexuais e assumidamente nerds.

A fim de entender melhor o que pensa e como se comporta essa nova tribo que vem virando moda em São Paulo, o R7 marcou encontro com dez queer nerds. O local escolhido inicialmente seria na rua Frei Caneca, que concentra várias baladas gays. Depois de algumas discussões – e nisso eles são bons -, o local decidido foi o bar Ludus Luderia, que oferece jogos de tabuleiros aos clientes. Alguns deles, bastante nerds. 

Durante duas horas, o R7 conversou com o grupo sobre anime (desenho japonês), balada, tecnologia, relacionamento, games, sexo, internet. No bate-papo ao vivo com a reportagem, eles esclareceram que, embora a forma mais comum de conversa entre a tribo seja pelo computador - como com qualquer nerd que se preze -, o grupo mantêm a amizade também com encontros no mundo real. O queer nerd e colunista da revista Offline Jefferson "PenPen" Melo, 27 anos, explica melhor:

– O que diferencia os queer nerds de outras comunidades é que a gente não é só um nome. Nós efetivamente nos encontramos. A maioria dos usuários adicionam as comunidades só para falar de suas preferências.

No mundo virtual, os contatos são feitos por meio de uma comunidade no Orkut que tem mais de 700 membros. No plano real, a principal reunião do grupo é o chamada picQueernic, um piquenique que acontece sem periodicidade fixa no parque do Ibirapuera. O próximo está previsto para ocorrer neste domingo (13). 

Preconceito

Outra característica do grupo é a propensão, durante as conversas, de que o tema original tome rumos inesperados. No encontro com a reportagem, uma pergunta sobre preconceito acabou passando por vídeos virais de YouTube, pegação entre membros da tribo, RPG (jogo de interpretação de papéis, na sigla em inglês), jogos de tabuleiros e sucção.

O servidor público Bruno Cavalcante, 30 anos, foi um dos poucos que conseguiram tratar sobre o assunto preconceito com o R7 sem se perder muito.

– No momento, ser nerd não é tão preocupante. Ser nerd está na moda. Mas ser gay é uma coisa que sempre foi e sempre vai ser complicado.

Segundo Jefferson, a situação dos queer nerds é ainda mais grave porque há também preconceito dentro da própria comunidade gay. Ele afirma que o grupo não se sente à vontade nem mesmo dentro de baladas conhecidamente gays. O grupo conta que quem é só nerd ou só gay acaba rumando para comunidades específicas.

A origem

A palavra "queer", em inglês, chegou a ser usada como termo pejorativo - era algo como "bicha louca", na gíria norte-americana. Mas com o passar do tempo, o termo foi perdendo o peso e passou a ser aceito. O mesmo aconteceu com a palavra "nerd".

Segundo informações do próprio grupo que conversou com o R7, a comunidade dos queer nerds nasceu em 2005 no Orkut. Desde então, se passaram nove gerações. Metódico, Rafael Abib, 27 anos, o proprietário da comunidade no Orkut, dividiu a história do grupo de acordo com eventos e comportamentos de um determinado período - uma organização inspirada no RPG Vampiro: A Máscara. Cada geração tem um nome. Existe a era Renascentista, da Balbúrdia, Expansionista, entre outras.

A expansão queer nerd já chegou a outros Estados - há comunidades específicas para usuários do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A conversa com os queer nerds terminou com uma sessão de fotos, onde todos se divertiram em fazer poses.

 


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