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Maite Schneider - Laerte Coutinho - uma cartunista inteligente, doce, meiga e inteligente.. uma amizade para sempre

Eis uma pessoa que aprendi a amar por sua simplicidade.... por aprendermos coisas juntamente..... e por sempre ter algo de muito inteligente para ensinar e de modo muitto paciente...

Te gosto de montão e obrigada por entrar em minha vida aí..

Saiba mais vendo o site da cartunista Laerte Coutinho em http://www2.uol.com.br/laerte/

Maite Schneider fala o que é luxo na revista TOP VIEW de março/2013

Olha só euzinha na Top View deste mês falando o que é luxo para mim .... Na foto usando Heroina - Alexandre Linhares e jóias especialissimas de Rodrigo Alarcón - Isto é muito luxo - Confira mais em http://www.topview.com.br/ E para você???? O que é luxo????

TOP VIEW - Março 2013

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Maite Schneider e grande elenco no Casos e Causos - "Como curar uma fofoqueira" - da Rede GLOBO/RPCTV


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Anézia ganhou o 'carinhoso' apelido de Fofa, por conta de seu gosto pela fofoca. Quando sua mãe fica gravemente doente, Anézia resolve suplicar a São Brás para que a ajude a se recuperar logo. Em troca, porém, terá que ficar um ano sem falar, de forma que não possa mais exercer seu amado esporte: a fofoca. Para garantir que a promessa seja cumprida a contento mas suas vizinhas e amigas não são muito menos fofoqueiras que ela, e a bobardeiam com informações 'quentes' que colocam à prova sua capacidade de ficar sem falar mal dos outros. E agora? Será que Anézia será capaz de cumprir esse desafio?

ELENCO

Anézia Segredo -- Júlia Hardy

Fonoaudióloga -- Maite Schneider

Durval (porteiro) -- Diogo Zavadzki

Vizinha 01 -- Robertinha

Vizinha 02 -- Marlene Pinheiro

Vizinha 03 -- Tricia Almeida

Feirante -- Elder Kloster

Laura (mulher do feirante) -- Célia Ribeiro

Moça da feira -- Karol Gubert

Loira -- Natiele Cunha

Vizinho -- Kauê Persona

Argumento: Mônica Rischbieter
Roteiro: Cipriano Wiski
Montagem: Ricardo Almeida
Figurino: Tricia de Almeida
Direção de Fotografia: Felipe Meneghel
Produtora RPC: Kamila Rutkosky
Produção: Andréa Tomeleri e Nelson Settanni
Direção: Gil Baroni
Dir. Arte: Ulisses Rubin e Gabriel Albuquerque
Assist. Direção: Ricardo Almeida
As. Elenco/ Produção: Natiele Cunha
Op. Câmera: André de Paula
As. de Câmera: César Rafael Cunha
Loader: Gabriela Beltrand
Making Of: Rodrigo ALonso
Produção Set: Mario Schafer
Maquiagem: Marcelino de Miranda
Técnico de Som: Robertinho Oliveira
Motoristas: Mario F. de Melo, Marcio Adriano Krause

AGRADECIMENTOS

EMERSON SUGIK
OGER SEPOL
HOSPITAL DOS OLHOS
BANCA DA VIVIANE
ALEXANDRE TULIO
VIVIANE TULIO
KAZUMI HIRONO
JOSIEL DA SILVA MARTINS
SERGIO LOPES
DRA ALINE FONTANA
RESTAURANTE CASARAO
RELOJOARIA GRILO
CALANGO PRODUÇOES
COMENDADOR GRILL
EMERSON SUGIK
FOTO A MODA ANTIGA — FRED KONIECZNIAK
GLORIANA CALÇADOS
MANUEL GRILO
ODAIR THOMAZ
SERRA VERDE EXPRESS
URBAN MEN — SR. GUILHERME
TRAPO FINO

 O programa foi ao ar no dia 29/05/2011

Maite Schneider frente a frente com o deputado Jair Bolsonaro no Superpop

 Maite Schneider em debate sobre as idéias do Deputado Jair Bolsonaro, com Thammy Miranda e demais convidados. Superpop dia 07/04/2011

Confira o video logo abaixo e depois me conta o que achou?

 


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A Lea T. do Paraná: mais uma transexual no mundo das passarelas


Maite ao lado da sobrinha nos bastidores do Paraná Business Collection

O estilista Alexandre Linhares, do Paraná, tem a sua própria Lea T., a transexual que conquistou o mundo da moda. O nome dela é Maite Schneider. Aos 38 anos, ela se tornou o rosto da marca de Linhares, a Heroína. A coleção atual é inspirada na criação divina. Na campanha publicitária, Maite é “Deus”. Nas fotos, ela aparece com os seios de fora. É polêmico, admite o estilista. Porém, o intuito não é chocar. “Gosto de exaltar a força feminina, que é foco de tudo na minha trajetória”, diz. Sobre ter escolhido Maite, que é sua amiga, ele diz que “o transexual não precisa se prostituir, não tem que viver à margem da sociedade por ter nascido com um corpo que não quer. O fato de desfilarem como as mulheres que são, e não como uma aberração, quebra paradigmas”. Linhares estreou no circuito oficial da moda no último sábado, com dez looks na passarela do Paraná Business Collection.

Maite nasceu Alexandre. Ela sempre se sentiu estranha. Não se parecia com o irmão mais velho nem com a irmã mais nova. A pergunta que mais fazia a si mesma era “que bicho sou eu?”. Muito jovem, virou piada na escola. Então decidiu tentar ser “mais homem”, como o irmão. Entrou no judô e virou escoteiro. “No judô, eu chorava quando me jogavam no chão. Nos acampamentos, eu fazia jardins, enquanto os outros meninos iam para o mato e subiam nas árvores”, diz.

Passou a acreditar que sua confusão era coisa do “capeta”, por causa da criação religiosa que recebeu. “Eu ia à igreja e eles não conseguiam tirar aquilo de mim”. Acabou tentando o suicídio duas vezes. Aos 16 anos, o pai a levou a um psiquiatra. Lá, ela ouviu pela primeira vez o termo transtorno de identidade de gênero. “Descobri que o que eu sentia tinha nome. E não tinha cura. Porque é uma coisa do cérebro, né?”.


Maite quando ainda era Alexandre

A saída era ser mulher também fora da cabeça. Começou a tomar hormônios, “para equilibrar a parte externa com a interna”. Quando completou 25 anos, ganhou de presente um laudo que autorizava a cirurgia de mudança de sexo. “O problema é que, nessa época, a cirurgia não era coberta pelo SUS. O preço era exorbitante”. (Já tem empresa incluindo a troca de sexo no plano dos empregados). Munida de coragem e de uma dose de loucura, conseguiu um bisturi, anestésicos e com um “manual” conseguido na internet, tentou extrair – ela mesma – os dois testículos. Acabou desmaiando e foi parar no hospital. “Acharam que eu tinha tentado me matar de novo”.

Quando voltou para casa, descobriu que havia uma clínica no Paraguai que não cobrava nada pela retirada dos testículos. Viajou e passou por uma cirurgia de oito horas. Na volta, teve uma infecção e precisou voltar para o hospital. “Meu pai me perguntava quando eu iria parar. Eu dizia a ele que precisava ser mulher”.

Foi aí que ela decidiu contar sua história na internet. Em seu site, ela pedia doações para a cirurgia, que custava R$ 20 mil. Em um ano, com doações que variavam de R$ 5 a R$ 20, conseguiu juntar o dinheiro. Fez a sua terceira cirurgia. Logo depois, surgiram dois nódulos benignos no canal de sua nova vagina. Mais uma cirurgia. A conta chega a dez. A última foi feita recentemente. O que ela deseja é conseguir sentir prazer na relação sexual. “Quero estar inteira, porque a vida inteira estive pela metade”. Judicialmente, ela é totalmente mulher.


Maite ao lado da mãe e da sobrinha e com o estilista Kauan Von Novack no Paraná Business Collection

Sua vida não é fácil, ela afirma. Precisa tomar remédios, sofre com o preconceito das pessoas. Na família isso não existe. Não agora. No começo, quando decidiu se tornar mulher, exagerava na produção. “Era esdrúxulo, eu usava sete tipos de sombra. Achava que quanto mais maquiagem usasse, mais mulher seria”. A mãe, com quem Maite foi morar após a separação dos pais, ficava constrangida. “Um dia, ela disse que não queria ser vista comigo na rua. Ali eu senti que tinha perdido minha mãe”.

Para não envergonhá-la, Maite decidiu mudar de cidade. Quando estava na rodoviária, foi segurada pelo pai. “Ele disse que a gente daria um jeito”. O pai cedeu a ela um espaço em seu escritório de engenheiro. Pagou a faculdade de direito. Acolheu. Só depois de dez anos, mãe e filha voltaram a se falar. “Eu descobri que ela tinha alguns medos e não entendia muitas coisas. Mas, na época, não tivemos a capacidade de falar as coisas e acabamos nos perdendo. Hoje a gente sai para comprar calcinha juntas”.

Maite acaba de sair de um relacionamento. Diz que a parte sexual do namoro era complicada. Com sua fala rápida e segura, ela explica que os namorados precisam ter cabeça aberta. Só os namorados?, eu me pergunto. Fico sem resposta. Maite toca a vida. Ela tem uma clínica de depilação masculina bem movimentada. Além disso, é atriz – com DRT, ressalta. E agora virou modelo.

Siga o Mulher7x7 no Twitter

http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2011/02/24/a-lea-t-do-parana/

 

Maite Schneider é DEUS na nova companha da grife Heroína - de Alexandre Linhares - Confira AQUI as fotos e videos exclusivos

Inspiração divina: o momento da Criação. Um pano branco e a modelo molda no corpo ao seu gosto, numa referência ao livre arbítrio. Essa é a proposta do estilista Alexandre Linhares, que lançou a campanha inteira, a qual chamou de DEUS, com a atriz/modelo/empresária Maite Schneider. O lançamento aconteceu na maior semana de moda do Paraná – o PBC (Paraná Business Collection) neste sábado, dia 19 de fevereiro, onde Alexandre foi um dos convidados a desfilar.

“Chamo de Deus a força inicial suprema. Pode ser Deusa – gosto de exaltar sempre a força feminina, que é sempre foco de tudo na minha trajetória. Sempre elejo uma estrela, rainha, nesse caso a “deusa” é minha amiga Maite Schneider, uma pessoa que sonha e acredita nos seus sonhos”, observa Alexandre Linhares, também autor das fotos e do vídeo da coleção feitas num hotel da rua Barão do Rio Branco, para exaltar a frase “estamos no mundo só de passagem”.

Sobre a polêmica de encarnar DEUS tanto nas fotos, quanto no vídeo, com os seios de fora e com momentos de nudez, segundo Maite, “vieram somente de encontro à essência do natural ao qual fomos criados e à pureza de tudo que havia à nossa volta.” Para Maite, que já foi musa do estilista mais de uma vez, este trabalho está sendo muito importante para abrir um novo horizonte. “ É bom poder alavancar minha carreira para outras áreas artísticas, que é onde meu coração é tocado e motivado cada vez mais. Trabalhar com alguém tão talentoso como o Alexandre é poder fazer algo único, conceitual, com sentido, reflexão e quebra de diversos paradigmas. É sentir e fazer algo novo de verdade, e com verdade.” – finaliza Maite.

Aviso antes que o material contém cenas de nudez, tanto masculina quanto feminina, então se te afeta este tipo de conteúdo, peço que não clique nos links abaixo, OK?

As fotos podem ser vistas no site oficial em http://atelier-heroina.com/deus/index.html

O vídeo da campanha DEUS pode ser visto em http://atelier-heroina.com/deus/index3.html

Maite também já representou Maria, a mãe de Jesus, na primeira peça em que atuou e que tinha como diretor e escritor, o próprio Alexandre Linhares. Sem dúvida, mais uma parceria que parece ter dado certo e onde o preconceito parece não existir e ainda abre novas possibilidades.

Confira as materias feitas na midia sobre este assunto em :

EPOCA - http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2011/02/24/a-lea-t-do-parana/

MIX BRASIL - http://mixbrasil.uol.com.br/lifestyle/moda/transexual-maite-schneider-en...

ACAPA - http://acapa.virgula.uol.com.br/site/noticia.asp?origem=vejatambem&codig...

 

 

Entrevista com Maite Schneider para o Jornal Folha do Batel - edição 123 - fevereiro/2011

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Fui a entrevistada do mês da edição 123 do Jornal Folha do Batel. A entrevista foi feita por Celina S.P.Ribello. Espero que goste e depois, se quiser, dê sua opinião.

Entrevista com Maite Schneider
 Maite Schneider, atriz profissional (DRT 24564 - SATED-PR) , poetisa, escritora, depiladora, webdesign
www.casadamaite.com

 

Perguntas

Nome: Maite Schneider
Idade: 38 anos
Estado civil: Solteira namorando
Programa favorito: Gosto do Windows XP ainda...
Atividade física: Arrastamento de mouse, bicicleta e algumas andadas em praças da região vez por outra
Homem ideal: Aquele que faz com que eu me sinta a mulher perfeita
Ídolo: Meu pai
Frase: Dar não dói. O que dói é RESISTIR. Prego que se destaca dos demais é MARTELADO.

 

Como foi sua infância em Curitiba? E como nasceu a Maite ?
Foi uma infância muito comum em termos de vivência e muito diferenciada em termos de inquietações pessoais. Nasci numa família de classe média (quando ainda existia!) e sempre tive uma família muito amorosa e presente. Não tínhamos grandes luxos, mas nada nos faltava e sempre tivemos acesso ao melhor. Como qualquer criança eu brincava e aprontava muito. Mas eu tinha momentos que eram só meus e era nestes momentos que eu percebia que eu não era igual ao meu irmão e nem igual à minha irmã. Percebia que não era como meus amigos e nem como minhas amigas. Este perceber-me diferente causou muita confusão em minha cabeça e muitas vezes foi assustador e pertubador, pois quase sempre, quando esta diferença torna-se pública, era vista com reprimendas, castigos e cercadas de “não pode, menino!”. A Maite nasceu quando eu nasci. Já estava dentro de mim. Eu não sabia seu nome, sua forma e quem verdadeiramente ela era. Até que fui a conhecendo, e conhecendo que eu não era somente Maite. E que eu não era somente o Alexandre que meus pais tinham batizado. Eu era um porção de pessoas dentro de mim. Homens, mulheres, crianças, adultos, velhos e sábias senhoras. Eu era um mundo querendo explodir e não me deixavam. Por isto eu quase me explodi por diversas vezes.

 

Conte-nos sobre sua experiência com os hormônios

Comecei a tomar hormônios aos 16 anos (meados de 16 anos), sempre é assim com a maioria que faz uso de hormônios para alterar sua constituição física, mudando caracteres que não agradam em sua forma "natural"...

Iniciei com a ingestão de hormônios seguindo os conselhos médicos de uma amiga formada em matemática, isso mesmo... "Matemática"... não foi erro de digitação, se foi o que pensou. Aos poucos aquela dosagem não me satisfazia.... Eu notava as mudanças em meu corpo e achava que se aumentasse
a dose no uso de hormônios, como também sua freqüência, iria me aperfeiçoar cada vez mais e atingir rapidamente o meu objetivo. Ou seja, adquirir o maior número possível de caracteres secundários do sexo que eu tentava parecer, perdendo ao máximo também os caracteres que eu tanto odiava em meu corpo quando me tocava ou quando saia do banho e me observava no espelho.

Foi então que comecei a tomar um verdaderio "coquetel" de hormônios em farmácias da vida. Conhecia todas as marcas, sabia que efeitos teriam em meu corpo, o que mudariam no meu comportamento e no meu dia-a-dia. Foi mágico perceber que o meu corpo estava ficando condizente com minha cabeça e com o
meu modo de pensar. Foi mágico perceber que as formas começaram a se arredondar. Perceber que a
textura de minha pele começava a ficar mais aveludada. Perceber que meus cabelos e unhas cresciam com mais vigor e com outro brilho. Perceber que eu estava começando a ser realmente "EU". Sei que pode parecer difícil - para alguém que não vive isso - entender o que eu digo, mas é como se pela primeira vez você estivesse se vendo, se tocando, se sentindo. Eu olhava, e olho até hoje, minhas fotos de antes da hormonização e não consigo me ver nelas... mesmo sabendo que sou eu que ali estou.

Mas o mais incrível de tudo isto foi a exteriorização deste meu "eu". Os "outros" começaram a notar a mudança, notar que não era uma coisa somente da minha cabeça. Até então, eu não tinha certeza se tudo que eu via e sentia era fruto de minha imaginação ou fantasia.... Se era um sonho que eu criei de tanto querer aquela transformação... Passei a ter uma nova noção de mim mesma... Quando saía na rua, e dava meu nome masculino, as pessoas falavam: "Não, não... você deve ter um outro nome". Elas não viam mais o Alexandre ali. Lógico que quem me conhecia antes continuava a me tratar da mesma maneira, mas isso já não importava tanto neste momento.... O que realmente importava era que quem me conhecia à partir dali me via como eu sou de verdade.... sem mentiras... sem meia verdades..... sendo eu mesma... sendo Maitê. Que é quem eu sou... Mas isto é uma outra história... sou assim matraquinha mesmo... liga não....

Bem, como dizem por aí que tudo tem dois lados.... o bom e o ruim, o preto e o branco, o yang e o yin... estas coisas todas... parece que com os hormônios não poderia ser diferente... Dentro desta magia toda em que te coloquei, a história de minha vida, tem também coisas ruins. Devido ao uso freqüente e não medicamentoso de hormônios comecei a ter tonturas, enxaquecas diárias, vômitos, cólicas, sonolências. Passei a engordar muuuito e também perdi a vontade de fazer várias coisas, inclusive tive afetada a
libido - perdi o "TESÃO" por certas coisas....

Tudo seguia seu curso normal até o dia em que perdi uma amiga, minha muuuiito próxima, por problemas de trombose. Ela usava hormônios da mesma maneira que eu, sem controle nenhum. Isso era um vício, não conseguimos ficar somente num único comprimidinho diário... Na ânsia de mudarmos o que tanto nos insatisfaz, nosso corpo, queremos mais... Quer queira ou não, é o nosso corpo que nos mostra para o mundo lá fora... O corpo é nosso cartão de visita... Não olham muito nossas atitudes e pensamentos num primeiro momento... Você precisa parecer o que é para depois poder mostrar quem você é... É assim, pelo menos por enquanto... Pode até ser que um dia isso mude... Eu espero que sim.... Aí não ficaremos tão presas nesta maldita convencionalidade dos papéis...

Como estava relatando, senti imensamente a morte desta querida amiga. Minha vida sempre foi marcada por acontecimentos relativamente fortes, que me fizeram parar, refletir e analisar certas posturas em relação aos meus hábitos... Fiquei quase um ano sem tomar nada de hormônios, criei aversão a eles... Comecei a ver meu corpo perdendo suas formas, ganhando de presente coisas que eu não queria e não gostava... Neste momento senti um desespero muiiiito grande... grande mesmo... do tipo "Tudo ou Nada"... "Agora ou Nunca"... radical assim... Até que mais uma vez, um anjo chamado "Meu pai", apareceu em minha vida... Ele me mostrou coisas que eu não via... que nem ele entendia... mas mesmo assim ele conseguiu me explicar... Com esse anjo me falando ao ouvido, tomei a mais correta atitude - sendo também o que dou de conselho a todo mundo que me pergunta sobre hormônios, suas causas e efeitos -, procurei um endocrinologista.... Isso mesmo... um médico especializado no estudo de hormônios... Meu pai fez um plano de saúde, coisa que não tínhamos na época, somente para que eu pudesse ter uma boa
assistência, haja visto que não somos abastados e não temos condições de financiarmos médicos bons e infelizmente caros... como os que vemos nos dias de hoje...

Com o endocrinologista, comecei, de forma corresta, todo o processo... Ele fez exames de progesterona, estrogênio... enfim... todos os exames possíveis e cabíveis no caso... Fez a taxação de cada um deles... Perguntou como eu me sentia, o que eu sentia... Tornou-se meu amigo... Eu confiei nele.... E a partir daí voltei a tomar hormônios com indicação médica...

As dosagens logicamente diminuíram, pois eu estava tomando hormônios de maneira cavalar e também muito diversificada. Não tinha rotina nenhuma na ingestão destes produtos. Aos poucos, fui recuperando o meu equilíbrio... o meu centro da coisas... voltando a fazer as pazes comigo mesma e com os hormônios do meu corpo...

Não vou aqui ficar citando nomes de hormônios que tomei ou tomo, como também não vou ficar indicando o que é bom ou ruim... O que eu tinha para dizer e falar eu já disse e falei... Espero que você me entenda, não estou querendo ir contra nada que você acredita ou espera... mas não crie espectativas por coisas que você não sabe ou por coisas que você ouviu dizer por aí... Eu não tenho porque estar aqui fazendo tua cabecinha de nada....

Tudo o que é estranho ao nosso corpo... tudo que seja químico ... não deve ser encarado como "normal"... Hormônios são como uma espécie de droga (farmacológica)... que podem ser bem vindos quando usados com cautela e, principalmente, com a ajuda de uma pessoa que entenda deles... ou podem ser um vício que te consome em injeções e comprimidos, podendo levar a um final nada desejado por você... "Pode ser fatal"...

Os hormônios atuam em cada organismo de uma maneira, portanto, o que é bom e faz um determinado efeito para uma amiga ou conhecida sua ... pode não fazer ou ter o mesmo efeito em você. O que dá peito numa, pode dar quadril noutra... O que dá perna numa, pode levar à morte outra... Pense nisso não como um conselho ou dica... mas como uma experiência de vida... Uma experiência verdadeira de quem viveu e vive ainda este processo... Uma pessoa que não quer o teu bem, nem teu mal... quer somente que você saibao ponto de vista de alguém que vive esse processo...

Se precisar de mim... para alguma... para qualquer coisa... eu estarei aqui... :))) querendo ajudar sempre... pois é disto que eu gosto... e é isso que eu sei fazer..:)))

Comente sobre a transformação, a mudança de sexo e a sua auto operação para remover seus testículos

As transformações como eu disse aconteceram na infância, adolescência (com o uso de hormônios) como contei acima e foram gradativamente exteriorizando a pessoa que sempre fui em meu interior. Como eu já me consultava desde cedo com médicos diversos e já possuía laudos de equipes muldisciplinares e que atestavam que o caminho para mim seria a cirurgia. Mas sou de uma época em que pouco se falava sobre disforia de gênero e menos ainda se fazia. Não havia literatura sobre o assunto. Não havia protocolos a serem seguidos em casos como o meu. Então, sem ter este suporte e cometendo mais uma, das muitas que loucuras que já fiz, comprei bisturi e todo o aparato médico e comecei em casa mesmo uma auto-cirurgia para retirada dos testículos. Estudei alguns meses na internet e achei que conseguiria fazer a tal orquiectomia como ensinavam em alguns sites. Com anestesia de dentista, dei início ao processo. Lógico que deu errado, desmaiei, perdi muito sangue, fui internada e não consegui fazer o que que queria. Tempos depois, conhecendo uma amiga que mora em Foz do Iguaçu e que também vivia este processo transexualizador, comentei de minha situação e ela me contou que havia resolvido o problema dela indo numa clínica no Paraguai e que levando os laudos não havia custo algum. Comprei passagem no mesmo dia e lá fui eu encontrar minha amiga e depois direto para a tal clínica. Era uma clínica clandestina, mas bem equipada, limpa e com um médico (pelo menos se apresentou como tal) falando em uma mistura de português com espanhol. Depois de uma rápida entrevista deu-se início à cirurgia. Lógico que era para ser uma cirurgia rápida e fácil, de umas duas horas. Fiquei  ali por 8 horas, em posição ginecológica e tive dois desmaios. Após o segundo o médico queria desistir depois de retirar um dos testítculos. Lógico que o amecei delicadamente e não deixei. Sai do Paraguai direto para a Rodoviária com destino a Curitiba. Trouxe nas mãos um dos testículos que foram tirados, pois o médico havia dito que se os encontrassem, em até 12 horas, poderiam ser reimplantados. Um eu deixei no Paraguai, e o outro eu vim, até o trajeto a Curitiba, dentro de uma sacola, amassando com um ódio mortal. Joguei na lixeira da Rodoviária na capital paranaense. E foi assim que tudo aconteceu.

 

Depois de passar por 8 cirurgias de readequação de sexo, como está hoje?

Bom..duas retificações antes, não são readequações de sexo, mas de genital e não foram 8 cirurgias, fiz a décima agora no final de janeiro, por conta de haver um estreitamento grande no canal vaginal ainda e tentar um novo jeito para que tudo fique bem. Como comecei meu processo de modo errado e por caminhos tortuosos tudo tornou-se difícil. Tive também alguns nódulos (benignos, ainda bem!) dentro do canal da vagina e passei por muitas intercorrências, tendo no final que tirar um pedaço do intestino, chamado duodeno, para construção de um novo canal. Hoje, passado alguns dias da décima cirurgia, continuo mantendo minhas esperanças de que tudo fica bem no final e torcendo para que seja a última cirurgia que eu necessite para ter uma vida plena. E continuo acreditando que se, por um acaso, não der certo, o motivo é que ainda não chegou no final, mas espero ter forças para nunca desistir do que acredito ser a felicidade para mim.

Na sua família? Como foi este processo para eles? Como eles encararam?

Toda família quer que seu filho/filha seja o mais feliz possível, que não sofra e que tenha o máximo de sucesso, saúde e conquistas em sua vida.  São os desejos de todos os pais e mães, sem dúvida alguma. E todos que fojem a qualquer regra socialmente imposta de conduta, moral, estética e/ou comportamento são execrados como “personas non gratas” e tem suas vidas transformadas em nada e seus sonhos arrancados e imputam-lhes pesadelos como forma única de se viver. Então, imagina eu, que não segui regra nenhuma a não ser obedecer meu coração, o calvário tive que passar. E por consequência; minha familia. Foi tudo muito difícil para eles. Foi doído muitas vezes. Foi praticamente impossível em outros. Mas no final de contas, eu fico com o ensinamento do meu pai que sempre me disse para não ter vergonha de ser quem eu era. Seja lá quem fosse este alguém. Fui educada com princípios únicos e quase extintos na sociedade atual. Princípios de amor incondicional, solidariedade, respeito e educação. Foi seguindo estes princípios que nossa família se manteve unida e que eu pude permanecer viva e mantendo meu direito de ser feliz e fazer felicidade.

Você passou por sentimentos  de culpa ou  preconceito das pessoas ? O que fez para lidar com isso?

O preconceito das pessoas sempre vai existir com tudo que se refere ao novo, ao que elas não conhecem, temem ou repudiam, quer seja por ignorância ou ódio ensinado. Então eu luto para levar luz por onde eu passo, no sentido de esclarecer sobre as diferenças que habitam em todos nós. Justamente o que nos torna iguais é o fato de sermos diversos. O pior foram os preconceitos que eu carregava comigo mesma. Estes foram extremamente cruéis. Punições e auto-flagelações. Tentei suicídio por duas vezes. Desisti de mim outras tantas e foi neste momento que a presença do amor de meu pai e familiares fez toda a diferença positiva. É bom ter alguém acreditando em você, quando nem você mais acredita. Isto foi extremamente importante e foi meu trampolim para sair do buraco que estava me enterrando. E o pior, eu em alguns momentos era tão pessimista, que além de ir ao fundo do poço, ainda comecei a jogar terra por cima. Estava cavando minha própria sepultura sem saber.

 

 Aos teus olhos como a igreja enxerga os GLS?   

Milênios, séculos, anos e mais anos se passam, e inquisições continuam sendo feitas. Torturas são cometidas cotidianamente e atrocidades em nome de Cristo, Bíblia e “amor divino” fazem vítimas fatais e inocentes todos os dias a cada novo salmo que é lido, ou melhor, interpretado.

São torturas silenciosas, piores do que gotas pingando na testa de segundo em segundo ou do que agulhas sendo enfiadas debaixo de nossas unhas (que são da mesma constituição entre heteros e homossexuais). São inquisições sem fogueiras mas que nos fazem queimar lentamente por dentro, sofrendo com a queimadura interna da rejeição familiar, do ódio dos parentes e da repulsa discriminatória de nossa sociedade vil.

As Igrejas continuam fazendo favores “aceitando-nos” como pecadores (parcialmente, sempre com abraços distantes e apertos de mão sem muita vontade) - como sujos que merecem ser limpos por pseudo-religiosos que acreditam terem o Espírito Santo, como guia de suas atitudes ou como doentes que precisam ser curados, tratados e muitas vezes convertidos para o pensamento que estes “religiosos” acreditam ser a verdade de Cristo.

Vivemos num país laico e democrático. Temos uma bela constituição que nos guia e que serve de fundamento para que nossos direitos humanos e de cidadão sejam explícitos e respeitados. Vivemos numa sociedade que é guiada pelo livre arbítrio e pela liberdade de expressão em suas mais diversas esferas.

Tudo mentira o que foi escrito acima. Sinto informar que leu o parágrafo anterior à toa. De nada vale o mesmo quando discutimos direitos, questões sociais ou políticas. Eles se perdem, anulam ou simplesmente mudam conforme o salmo lido pelo pontífice maior, pelo sacerdote de nossa congregação ou pelo pastor político.

Sempre com os mesmos chavões e frases prontas, sempre carregando no coração a tradução errada da Bíblia e dos ensinamentos do Senhor e sempre trazendo atrás de sua benemerência o “punhal da conversão”, estes que se denominam “religiosos” demonstram a cada novo discurso que não estão preparados ainda para a vinda do Salvador.

Se acaso chegue o dia onde consigam tratar as diferenças com igualdade, o próximo como irmão real (não somente irmão “menos favorecido”) e os excluídos como seres humanos verdadeiros e inteiros, então acredito que talvez a Igreja possa até ser perdoada por tudo o que já fez.

 

Maite Schneider desfila Heroina - de Alexandre Linhares - no Globo Comunidade

O Globo Comunidade apresentou um programa sobre o mercado da moda paranaense durante o Paraná Business Collection, o maior evento de moda do estado. Um dos destaques do programa foi o estilista Alexandre Linhares da grife HEROÍNA. Maite Schneider é o novo rosto "deusa" da campanha DEUS - que representa o inverno 2011 da coleção do estilista e no vídeo aparece desfilando um dos modelos da coleção passada de Alexandre.


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Inspiração divina: o momento da Criação. Maite Schneider é a nova deusa de Alexandre Linhares by Heroína - coleção inverno 2011

Inspiração divina: o momento da Criação. Um pano branco e a modelo molda no corpo ao seu gosto, numa referência ao livre arbítrio. Essa é a  proposta do estilista Alexandre Linhares para o desfile da Heroína, neste sábado, no  Paraná Business Collection.
O encerramento da quinta edição, além da marca Heroína, levará à passarela os promissores designers Giovanna Baggio, Karina Taques, Fabiana Villatorre, Francesca Córdova, Marcello Carraro,  Rennan Negrão e Rodrigo Orizzi.
Sem propósito religioso, nem hábito de freira, nem cruz, a performance da Heroína é toda em branco e só surge a cor quando representa lama, matagal, pântano. A música é de César Munhoz, dj residente do ateliê, e Jô Marçal vai cantar ao vivo.  Sapatos da Shoes4u, jóias de Rodrigo Alarcón, Óculos Occhi, bolsa Linina e braços de Mars. O desfile  é conceitual, mas a coleção, diz Alexandre Linhares, vai para as araras da loja.
“Chamo de Deus a força inicial suprema. Pode ser Deusa – gosto de exaltar sempre a força feminina, que é sempre foco de tudo na minha trajetória. Sempre elejo uma estrela, rainha, nesse caso a “deusa” é minha amiga Maitê Schneider, uma pessoa que sonha e acredita nos seus sonhos”, observa Alexandre Linhares, também autor das fotos e do vídeo da coleção feitas num hotel da Barão do Rio Branco,  para exaltar a frase “estamos no mundo só de passagem”.
Maitê em fotos e vídeo, com maquiagem de Tiffany, estará no site www.atelier-heroína.com na segunda feira 21.

JORNAL INDÚSTRIA E COMÉRCIO - 17/02/2011 - http://www.icnews.com.br/2011.02.17/variedades/moda/deus-inspira-desfile-conceitual/

Maite Schneider no Programa Direitos de Resposta


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Direitos de Resposta foi o nome dado à série de 30 programas produzidos em conjunto por seis entidades da sociedade civil organizada, entre elas o Intervozes, e que substituíram durante um mês um programa veiculado pela emissora Rede TV! considerado pela Justiça como ofensivo aos direitos humanos. Os programas foram ao ar entre os dias 12 de dezembro de 2005 e 13 de janeiro de 2006, das 17h às 18h.

Cerca de um mês antes, a Justiça Federal havia concedido uma liminar em resposta à Ação Civil Pública (ACP) movida pelo Ministério Público Federal e as seis organizações da sociedade civil contra a Rede TV! por conta das seguidas violações aos direitos humanos, em especial dos homossexuais, nos quadros do programa Tardes Quentes, do apresentador João Kleber.

A liminar suspendia imediatamente o programa e determinava a exibição de outro, em seu lugar, em caráter de contra-propaganda. A emissora não cumpriu a liminar, por isso, no dia 14 de novembro de 2005, pela primeira vez na história, uma emissora de TV comercial teve seu sinal retirado do ar por decisão da Justiça.

A Rede TV! propôs, então, um acordo com as entidades e o MPF, o que levou à produção e exibição do Direitos de Resposta. A ACP, a decisão da Justiça e a produção e exibição dos programas podem ser consideradas o primeiro “direito de resposta coletivo” concedido e realizado no Brasil.

Saiba mais sobre esta iniciativa primeira no Brasil indo em http://www.intervozes.org.br/projetos/direitos_resposta

Maite Schneider na Parada do Orgulho LGBT do Rio de Janeiro 2010 - cobertura de mídia

Nas imagens abaixo você pode conferir a cobertura da mídia da Parada LGBT do Rio de Janeiro 2010, em que sai em alguns destaques. Obrigada pelo carinho grande.

Clique nas fotos para vê-las maior

Noticias do site da UOL em http://noticias.uol.com.br/album/101114_parada_gay_rio_album.jhtm#fotoNav=3

Do site R7 - http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/fotos/veja-as-fotos-da-parada-gay-no-rio-20101114-6.html#fotos

Reportagem do Jornal O Globo - o maior do Rio de Janeiro em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/11/14/parada-gay-reune-800-mil-pessoas-em-copacabana-923023345.asp

Reportagem da NDTV - a maior rede de midia da India - http://www.ndtv.com/article/world/thousands-gather-for-gay-pride-parade-in-brazil-66433

Obrigada pela acolhida especial do Movimento Dellas, ao amor de Yone Lindgreen, Paula Theodoro, Cigana, Esther, Dani, Rafa, Rosário, Cláudio, Gustavo, Mattias, Pri, Marcelo Pedreira, Marjorie, Gilmara, aos 5 dogs linddddos e todo mundo que tão bem me acolheu em minha estada no Rio de Janeiro. Contem sempre com meu afeto e amizade.

Maite Schneider é entrevistada por Luciana Gimenez para o programa SUPERPOP

 Fui entrevistada por Luciana Gimenez para o programa SUPERPOP da REDETV no dia 30/08/2010. Agradeço à Luciana e a toda sua incrível produção pela seriedade com que abordou o tema e com o carinho com que me receberam. Abaixo você confere o programa na íntegra. Eu apareço a partir dos 8 minutos do 4º vídeo. Seria ótimo saber o que achou.. me conta???

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Maite é entrevistada para a Revista Lado A: Entrevista: Maite Schneider fala sobre seu amor com o teatro - 30/03/2010

Aproveitando a polêmica que gerou a entrevista de César Almeida na edição anterior e o fato do 19° Festival de Teatro de Curitiba ter acabado agora, tive um bate papo delicioso com transexual Maite Schneider, aluna do segundo ano do Bacharelado em Interpretação Teatral na Faculdade de Artes do Paraná (FAP), falando um pouquinho sobre sua experiência com o teatro.

Maite Schneider, 37, ficou famosa por causa de seu site, Casa da Maite, que está no ar desde 1997 e por seus múltiplos talentos. Seu drama pessoal já estampou diversas matérias e participações especiais em documentários e foi contado recentemente na vinheta final da novela Viver a Vida, da Rede Globo. Depois de virar ativista, Maite agora reforça o seu lado artístico, que nunca abandonou já que sempre se mostrou uma poetisa sensível e atual.

Você esta cursando o segundo ano da FAP, mas a decisão de ser atriz surgiu bem antes disso, como o teatro entrou em sua vida ?
Sempre fui apaixonada por teatro, estudei e aprendi a amar teatro, quando estudava no Colégio Bom Jesus e conheci esta arte com o já falecido e inesquecível Armando Maranhão. Depois me afastei alguns anos da área, voltando em cena já adulta, quando aceitei um convite de Alexandre Linhares para ser Maria, a mãe de Jesus, na peça “ Jesus pra Cristo”.
 
O que te fez decidir fazer o curso superior em artes cênicas?
Há algum tempo trabalho com teatro, por esse motivo comecei a ter muitas amizades na área e sempre que os encontrava, falavam de assuntos técnicos, pessoas importantes, história e fundamentos teatrais, e eu, nada entendia. Como sempre fui uma curiosa na vida, me organizei e em 2008 ajeitei minha vida para poder voltar a estudar, pois gostaria de aprender e saber mais. Foi o que fiz, prestei vestibular na FAP e acabei passando, a Faculdade é bem renomada em Curitiba e no Brasil e tenho aprendido muito
 
Quando você começou a cursar a faculdade, legalmente seu nome ainda era o de batismo, como era na hora da chamada de alunos?
Pois é, eu passei no vestibular como Alexandre e somente no ano passado toda minha documentação foi alterada pela Justiça brasileira, graças à ex-desembargadora Maria Berenice Dias. Nas chamadas, quando chamavam Alexandre eu não respondia, e falava para os professores que meu nome não constava ali e pedia colocarem meu nome na lista. Até que um dia, pedindo sempre ao protocolo para alterar o nome e nada acontecer, falei na aula que eu era Alexandre e contei sobre mim. Nossa, todos os alunos ficaram de cara (risos), foi muito engraçado mesmo, eles me encheram de perguntas e um dos alunos falou que era meu fã ( risos ) .
 
As pessoas já te conheciam ?
Alguns alunos que já estavam há mais tempo na faculdade sim, e alguns professores que já tinham visto peças minhas e pessoas que conheciam o meu site.
 
O que mudou na sua visão teatral ao começar a cursar uma faculdade na área?
Eu tinha uma visão muito limitada do que abrangia o teatro e estou aprendendo a conhecer melhor tanto a criação da cena, quanto os elementos que a constituem.
Muito bom você ver algo que te toca e faz bem e poder aprofundar-se na sua análise, acredito que hoje aproveito mais o encanto da magia teatral. O teatro é um lugar onde tudo pode, só não pode coisa alguma, como diria um estudioso da área.
 
Segundo ano da faculdade é bem puxado, o que esta achando do curso?
Estou gostando muito e aprendendo mais ainda, conhecendo mais os fundamentos do teatro e tendo mais noção sobre esta arte, que espero me dedicar cada vez mais.
 
A FAP é um ambiente conhecido por ser livre de preconceitos, como foi e é o tratamento dos colegas e professores na faculdade com você?
A FAP é um lugar onde os preconceitos tendem a ser menores, mas ela está inserida dentro de uma sociedade preconceituosa, então ainda há manchas deste mal lá dentro, é claro! Até mesmo nas artes e na manifestação delas, os artistas ainda encontram-se presos a alguns preconceitos, eu mesma ainda trago alguns dentro de mim e luto para vencê-los. 

 

Nunca tive problemas com professores, alunos ou funcionários da Faculdade, pois sou uma pessoa que sempre preza pelo diálogo e harmonia e só vou para o combate quando vejo que a pessoa prefere manter a ignorância do preconceito e da discriminação prevalecer.
 
Hoje em dia você tem que assistir muitas peças para se manter atualizada, você acompanhava o que acontecia na cena teatral Curitiba antes?
Sempre amei teatro, mas não frequentava tanto quanto hoje, agora vou a pelo menos quatro peças por mês, no mínimo. Tornou-se um vício em minha vida e daqueles que só me faz bem, então quero mais e mais, cada vez mais.
 
Você acredita que exista diferença entre os profissionais da área e os estudantes de nível superior em artes cênicas ?
Acredito que as diferenças existam em todas as áreas, entre os profissionais, estudantes e indivíduos. Ninguém entra igual ou sai igual de uma faculdade, assim como não sai igual depois de ver um espetáculo ou mesmo criá-lo. O igual não existe, já deveria ter sido enterrado. E que viva a diversidade e a tolerância.
 
Muitos atores e atrizes ao cursar superior em artes cênicas, esperam passar em algum teste e trabalhar na Rede Globo, por exemplo, televisão esta nos seus planos futuros ?
Lógico, meus planos incluem todos os tipos de testes, formas de artes e maneiras de manifestá-las. Quero mais sempre, quero conhecer, experimentar, viver. E muito!
 
A FAP também tem o curso de cinema e os alunos sempre convidam os estudantes de interpretação para seus trabalhos, já fez alguma coisa com eles?
Não ainda nada, estou me dedicando somente ao teatro e até agora são muitas as matérias teóricas no meu curso, este ano são 13 e ainda faço dois cursos de extensão, assim sobra pouco tempo. Mas acabei de gravar um curta de lançamento para a grife Heroína by Alexandre Linhares, onde faço meu primeiro papel de vilã, uma diretora de teatro cruel demais. O curta "Nos seus olhos" será lançado ainda este mês em Curitiba.
 
Apesar do pouco tempo na área, você já trabalhou com diretores bem renomados, como Edson Bueno, César Almeida, Gerson Delliano, Marcondes Lima (diretor do Coletivo Angu de teatro de Recife), fale-nos a respeito?
Minhas experiências teatrais foram super ecléticas e com direções especiais, agora  na faculdade, estou tendo chance de conhecer outras formas teatrais. Já fiz performance, teatro-dança, comedia Dell´Arte.
 
Logo após sua cirurgia de readequação sexual, popularmente conhecida como “mudança de sexo”, você ficou nua em cena na peça “Òpera” em 2007, o trabalho foi bem sutil com luzes que não mostravam muito, mas em “Ardor 2” foi muito mais escancarado, como foi isso para você?
 Em “Òpera”, realmente nada aparecia, mas trabalhar com o Coletivo Angu de Teatro, num trabalho de Newton Moreno foi fantástico. Já em “Ardor 2” eu não tive o menor problema com a nudez, pois sempre confio plenamente no trabalho de quem dirige, só entro num trabalho com esta confiança. Então se o diretor com o qual estou trabalhando, fala que a cena precisa, seja o que for, eu procuro executar, criar conjuntamente, fazer algo intenso e não morno. Procuro colocar o meu melhor em tudo que faço e me proponho.

 

Você já interpretou personagens polêmicas, como a virgem Maria na peça “ Jesus para Cristo ”, a Samanta em “ Ardor 2 ”, entre outros, por que acha que os diretores procuram especificamente você para esses papéis?
Talvez por pensarem em minha trajetória de vida pessoal e quererem algo forte e com esta vinculação. Hoje em dia, minha história já não é algo mais tão forte e as pessoas muitas vezes não sabem o que passei para chegar aonde estou, o que mais interessa é meu profissionalismo e DRT (registro profissional), que aliás foi mais uma feliz conquista.
 
Como você vê o teatro atualmente no nosso Estado?
O nosso teatro ainda tem muito de nossa sociedade curitibana, ainda é conservador, medroso e, muitas vezes, diz uma coisa e faz outra. Por outro lado, há muita pesquisa sendo desenvolvida, muitos grupos e coletivos fazendo trabalhos interessantes e também está havendo uma aproximação maior entre o teatro e o público. Ainda tímido, mas está sendo feito algo. 
 
Qual sua visão do Festival de Teatro de Curitiba?
Acho muito sobrecarregado, creio que deveriam haver algumas revisões, pois fica muita coisa atropelada, público mal distribuído e grupos teatrais com pouco apoio para infraestrutura algumas vezes. Por outro lado, o Festival atrai a atenção para o que está sendo feito e mostrado e também você tem chance de ver coisas que dificilmente chegam até Curitiba.
 
Você já apresentou cinco peças no Festival, como foi?
Tive boas experiências, é sempre tudo muito corrido e rápido, mas sem dúvida uma vitrine interessante.
 
Você sonha em obter alguma premiação na área, como o tão cobiçado troféu Gralha Azul , por exemplo ?
Sonho em ser reconhecida pelo meu trabalho, sim, não necessariamente com troféus e títulos, mas com o carinho do público, isto é o que realmente eu gostaria imensamente.
Mas que venham os troféus, não estou dispensando (risos) .
 
Para finalizar, o que espera do seu futuro nas artes?
Espero fazer mais coisas e com mais qualidade a cada novo ano, trabalhar com ótimos profissionais e poder realizar espetáculos ainda mais condizentes com aquilo que quero falar, fazendo as pessoas refletirem. 

 

 

Ps: Também tenho cadastro no site disponivel... ( risos )Os interessados em saber mais sobre Maite, acessem o site dela: www.casadamaite.com
 

 

 

 

Materia original em http://revistaladoa.com.br/website/artigo.asp?id=15598&cod=1592&idi=1&xmoe=84&moe=84

Arnaldo V Carvalho - 13/05/2010 11:43
mais uma entrevista brilhante concedida por Maitê Schneider. que venham muitas outras!
San - 12/05/2010 13:23
sandra_lira@hotmail.com
Maite é iluminada, inteligente, tem humor, querida e linda, q mais uma pessoa pode querer? Por isso pra mim Maite é inspiração e exemplo..ta faltando mais Maites nessse nosso mundo.
Alexandre Linhares - 28/04/2010 22:12
alexandrelinhares@yahoo.ca
É realmente gratificante trabalhar com a Maite - pelo que ela é, pelo que ela sente, pela maneira como ela se dedica e se entrega ao projeto. É uma amiga e uma atriz que eu quero ter sempre por perto.
Carlson Ripoll - 28/04/2010 16:59
carlsonripoll2009@hotmail.com
Esta mulher já devia estar aparecendo na TV há muito tempo. Não sei isto ainda não se deu! Creio que há um tempo determinado para cada coisa e isto pode ser também para o campo espiritual. Estou apaixonado por ela Todo o Sul do Brasil está!!!
Marcos Piovesan - 23/04/2010 16:21
Muito obrigado por todos os elogios a matéria em questão, não somente eu como Maite com certeza agradecemos a atenção em lerem e o carinho demonstrado.
Marcelo - 15/04/2010 19:07
Tomara que o futuro nos traga mais e mais pessoas com essa atitude construtiva e tolerante que Maite Schneider tem. O teatro e a sociedade agradecem.
Pedro da Silva Sauro - 13/04/2010 11:59
supergatao_55@hotmail.com
Eu sou admirador desta atriz! Ademiro ela por seu talento, percevernça e coragem de enfrentar tudo e a todos. A considero minha SHENA!
Rodney... - 13/04/2010 03:26
rodney.mayet@insmet.cu
Depois de ter a posibilidade de conhecer essa linda e adoravel pessoa que é Mayte, de conhecer um pouco mais sobre sua vida profissional com essa entrevista, acho muito mais interessante e muito bom que se faça conhecer mais a essa grande pessoa, todo meu respeito, carinho, admiraçao e bons desejos para sua vida, de alguem que te pensa e te quer, desde Cuba, bem longe, mas perto do coraçao seu.... Rodney...
marcelo pereira do nascimento schusciman - 12/04/2010 17:28
pereirans@yahoo.com.br
parabens maite pela sua entrevista e parabens tambem para a lado a que fez uma excelente entrevista com alguem muito especial
julia sp - 12/04/2010 10:51
Parabéns para a Lado A por entrevistar alguém tão bacana quanto a Maitê!
Ronaldo - 12/04/2010 08:46
ronaldoventura@gmail.com
É sempre bom saber sobre Maite Schneider! Sou diretor de teatro em São Paulo e conheço muito pouco o teatro curiibano. Só assisti um espetáculo... Uma pena não haver um meio que possibilatasse conhecermos os teatros do brasil todo. Merda para o site e para Maite!
julio almeida - 11/04/2010 22:46
almeidajulios@hotmail.com
Pessoa muito inteligente e crítica Maite Schneider; transcende sexualidade e padrões morais. Acima de tudo, é uma grande pessoa
Dejair - 11/04/2010 20:42
A Maite é uma pessoa maravilhosa. Não a conheço pesssoalmente, mas de tanto a gente (conversar) por email já me sinto seu amigo, alem de admirador, por seu trabalho , por sua coragem, por sua vontade, pelo seu talento, e por ela ser o que é. E aproveito pra mandar um grande beijo no coração dessa pessoa linda. Um beijo enorme pra voce Maitelinda.
Carlos - 11/04/2010 17:53
Olá Marcos interessante entrevistar pessoas que tem uma vida além da vida na noite e no glamour e que conduziram a vida fora da cartilha da sociedade e se deram bem. Maitê é uma lutadora pelos direitos gls e uma pessoa que sempre trabalhou para que todos pudessem se assumir como são, sem mascaras. Parabéns, a ela pelo exemplo de vida e pela luta e a você pelas ótimas entrevistas. Carlos
Marilena Caldas - 11/04/2010 17:21
marilena.caldas@gmail.com
Como sempre venho te parabenizar, pelo que??vc me perguntará:por vc ser quem é, a MINHA MAITE..corajosa, sabendo muito bem enfrentar a vida e ate tirando de letra enfatizo que não é fácil não, passar por tudo que vc passou !Parabens , minmha filha querida..Te admiro cada vez mais...e que sua vida seja repleta de bons acontecimentos. BEIJOS
RaFaaaaá - 11/04/2010 16:41
rafinhaaaaa_@hotmail.com
A Maite é uma pessoa maravilhosa, mesmo a conhecendo a pouco tempo, ja sou fã dela! Esta me influenciando a começar com o teatro! Parabens Maite por ser essa pessoa guerreira e poderosa! hehe Bjo
Fernando - 11/04/2010 15:35
fefos24@bol.com.br
Excelente a entrevista com minha amiga Maite. Ela é demais. Linda, competente e inteligente. Que bom, que teve coragem de enfrentar os preconceitos de uma sociedade hipócrita, e ser o que hoje é. Parabéns Maite. Beijos, Fefos.
Moacir David - 11/04/2010 14:34
pantomima@ibest.com.br
Ainda vou dirigir este monumento.
Suzana Rodrigues - 11/04/2010 13:41
su_1313@yahoo.com.br
O que dizer dessa amiga que amo? inteligente, mente aberta, que luta e faz acontecer, sabe muito bem o que quer...sem contar seu amor pelo teatro que contagia os amantes do teatro mas tb os não adeptos que motiva de certa forma a ter mais pessoas presentes nas peças e admirar essa linda arte!!
Jorge (Lisboa/Portugal) - 11/04/2010 09:59
Maite: um exemplo de talento, perseverança, luta e humanismo. E beleza também. (interior e exterior).
Eduardo - 11/04/2010 08:59
Não conheço Maite pessoalmente, mas tive contato com seu trabalho e sensibilidade atraves de seu site. Realmente uma lição de vida para todos aqueles que nao tem coragem de correr atrás de seus ideais. A presente entrevista, revela toda emoção que Maite emprega em sua vida e adorei a passagem que ela conta da Faculdade em relação ao seu nome. São entrevistas como esta que fidelizam leitores.
Baco - 11/04/2010 06:01
Admirável sua paixão pelo teatro Maite. Espero que vc consiga alcançar tudo que deseja em sua vida. Parabéns e Sucesso.
Prof. Carlson Ripoll Gomes - 11/04/2010 05:29
carlsonripoll2009@hotmail.com
Maitê é uma atriz profissional para TV e está pronta! Sei que ela ama o Teatro o que serve como ponte p/ a TV. Eu digo p; alguns amigos meus: Ela não perde para o IBOPE, creio que um dia ainda a verei na tela da Rede Gkobo, pois além de linda é super talentosa ! Carlson Ripoll.
Eduardo - 11/04/2010 04:11
Adorei,so tenho de dar a maior força,pois conheço o site,desde de sempre,e sei como Ela tem lutado para se afirmar! Parabens pela reportagem,e beijinhos para a Menina
Alec - 10/04/2010 22:16
alec.crescini@gmail.com
Só a conheço virtualmente, e na s trocas por mail, posso dizer que Maite, é uma pessoa corajosa, todos desafio que ela enfrenta, não chegar ser nada, pela sua determinação e coragem e força
anderson - 10/04/2010 21:52
gente!!! barbara como sempre..adoro essa mulher....sucesso total...
Junior - 10/04/2010 21:04
Palavras com sentimentos profundos vindo de uma alma iluminda como a sua me faz sentir uma grande pessoa e um grande homem, em saber que posso compartilhar minhas palavras com voce minha amiga de tao longe que em pensamentos estou sempre sempre perto, para nao te dizer grudado ou unidos, parabens e que sempre sempre continue sendo assim meu anjo! beijos e sucesso sempre sempre!! te adoro
Jairo - 10/04/2010 20:18
Muito bom este artigo, informações sobre cultura é muito importante. Maite, sempre ótima no que faz, parabéns!!!
Taty Miura - 10/04/2010 19:05
Maite, antes de tudo, um ser humano singular e maravilhoso!! Sempre Linda e Iluminada!!
Marco Menezes - 10/04/2010 18:45
Maitê é uma grande pessoa!! Já conheço esta danada faz é tempo e me orgulho de dizer que ela é uma amigona!! Beijos e parabéns ao Lado A pela entrevista!
Mauricio - 04/04/2010 15:33
Maite sempre uma linda...
cesar almeida - 01/04/2010 12:23
Adoro essa criatura! Um talento de pessoa. Uma artista em cada gesto de sua existência. BJ

 

 

 

A importância de um nome

Mara Cornelsen é jornalista pós-graduada, com vasta experiência no setor policial.

Iniciou sua carreira na Tribuna do Paraná em 1980. Hoje é coordenadora de equipe e editora.

A matéria é do Parana Online e está em http://www.parana-online.com.br/colunistas/118/72705/?postagem=A+IMPORTANCIA+DE+UM+NOME

Escreva para Mara dizendo o que achou , clicando AQUI


 

06/12/2009 às 00:00:00 - Atualizado em 05/12/2009 às 18:43:33

A importância de um nome

A história de Maitê chega pore-mail e é especialmente comovente. Com bom domínio da palavra escrita, ela conta que somente aos 37 anos de idade conseguiu ser uma cidadã brasileira, com nome e sobrenome. Esta informação chama a atenção e faz a gente se fixar na leitura. Maitê nasceu Alexandre e por todos os meios possíveis e imagináveis tentou se manter como Alexandre. Procurou a ciência e a religião, na esperança de que um deles ou ambos pudesse fazer sua cabeça feminina se adequar ao corpo masculino com o qual tinha nascido. Foi uma luta inglória.

A medicina, porém, dizia que era possível fazer o contrário, adequar o corpo à mente. Partindo deste princípio, Maitê passou por fases de verdadeiro horror, chegando mesmo a arrancar os testículos numa auto-cirurgia. Como se não bastasse, internou-se numa clínica clandestina no Paraguai (é o máximo do desespero) para uma nova cirurgia, que foi mal sucedida. Tempos de muito sofrimento até conseguir, enfim, readequar sua genitália com outras operações. Mas disso tudo resultou um tumor no canal da vagina e Maitê precisou fazer sete outros tratamentos cirúrgicos para se curar.

Apesar do sofrimento, parecia que as coisas estavam resolvidas, afinal o corpo era de mulher, acompanhando sua psique feminina. Porém, ainda faltava uma coisa muito importante: os documentos. Sim, porque Maitê aparecia para tentar uma vaga de emprego e apresentava a documentação em nome de Alexandre. Era um berreiro e uma barreira. Toda a sua história de vida era revelada ali, em segundos, pela carteira de identidade. O emprego ia pras cucuias e a dignidade também. Em nova empreitada, Maitê tentou muitas vezes mudar a documentação e não conseguiu. Precisou se mudar de Curitiba para Porto Alegre e lá contar com o apoio da ex-desembargadora gaucha Maria Berenice Dias, que interferiu, bateu o pé e conseguiu que Maitê enterrasse de vez o Alexandre, e saísse às ruas documentada como mulher.

Ela inclusive acrescentou no nome um sobrenome que não era de sua família e isso a deixou especialmente feliz. "O nome agora passou a ser motivo de inclusão, e não mais exclusão do processo societário, como sempre havia sido em minha vida", comemora.

Maitê conta sua história abertamente, para que outras pessoas que vivenciam o mesmo drama possam ter esperança de um dia poder ter corpo, mente e documentos que não se desmintam.

Essa exposição a que Maitê se submete para auxiliar outros iguais é de muita coragem, qualidade própria da mulher. Parabéns Maitê pela persistência, por toda a sua luta e por "dar a cara pra bater" pensando em beneficiar outras pessoas.

Seja muito bem vinda, de crachá e carteirinha, ao complexo, difícil, mas maravilhoso mundo feminino. Seja feliz...

 

 

Out divulga lista dos 50 gays mais influentes da América

Pelo segundo ano consecutivo, a edição de abril da revista gay norte-americana Out publicou sua lista anual das 50 personalidades gls mais influentes da América. A apresentadora de televisão Ellen DeGeneres ficou em primeiro lugar, seguida pelo congressista norte-americano Barney Frank, em segundo, e pelo jornalista da CNN Anderson Cooper, em terceiro. Aparecem na lista ainda os nomes dos estilistas Marc Jacobs (9º) e Tom Ford (25º) e da atriz Jodie Foster (13º).

Jornal marroquino recebe multa milionária por matéria gay

A Corte Marroquina da cidade de Rabat condenou o jornal diário "Al Massae" e o jornalista Rachid Ninni, chefe do jornal, a uma multa de seis milhões de dirhams (equivalente a 816 mil dólares e quase 1,4 milhões de reais) pela suposta difamação de quatro cidadãos do país.

Uma vida de luta contra o preconceito - Jornal Folha de Londrina - 19-10-2007

Conheça a história da Maite Schneider, de 34 anos, que nasceu Alexandre e, há um ano, fez cirurgia para mudar de sexo

Revista Emoção e Inteligência edição 13 - junho de 2007

 

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