Pesquisas e Estudos
Spam é lucrativo mesmo com pouca resposta, diz estudo
Um estudo realizado nos Estados Unidos indica que as pessoas que mandam spams conseguem obter lucros, mesmo com um índice de resposta de um para cada 12,5 milhões de e-mails enviados.
Os pesquisadores conseguiram se infiltrar em uma rede que envia spams e estudar a sua estrutura econômica.
A análise sugere que um baixo índice de respostas é suficiente para produzir milhões de dólares de lucro por ano.
A pesquisa também indica que as pessoas que enviam spams estão mais suscetíveis a ataques de hackers, o que encarece o custo da operação.
US$ 7 mil por dia
O estudo foi realizado por pesquisadores das Universidades de Berkeley e San Diego, ambas no Estado americano da Califórnia.
Os cientistas se infiltraram na rede Storm, que utiliza computadores de usuários domésticos "seqüestrados" para enviar spam - ou seja, o computador do usuário envia spams sem que o seu dono perceba.
No seu ápice, acredita-se que o Storm utilizou controlou até 1 milhão de computadores pelo mundo.
"A melhor forma de medir spams é tornar-se um emissário de spam", escreveram os cientistas em um artigo sobre a pesquisa.
Os pesquisadores acompanharam os spams enviados por 75.869 computadores seqüestrados - apenas uma pequena fração da rede Storm.
Vendas realizadas
Um dos spams promovia o site de uma farmácia que oferecia remédios para aumento da libido. O site era falso e foi criado pelos próprios pesquisadores.
A página da farmácia falsa retornava uma mensagem de erro cada vez que alguém tentava comprar remédios com cartão de crédito.
Os pesquisadores chegaram a disparar 469 milhões de mensagens de spam, a grande maioria promovendo a falsa farmácia.
"Depois de 26 dias, e cerca de 350 milhões de e-mails enviados, apenas 28 vendas foram realizadas", afirma o artigo.
O índice de resposta da campanha foi inferior a 0,00001% - muito abaixo do índice de 2,15% prometido por serviços privados e legalizados de envio de mensagens.
"Reunidos os dados, essas conversões teriam gerado um lucro de R$ 2.731,88 - um pouco mais de US$ 100 por dia, no período medido."
Ao expandir esse número para a totalidade da rede Storm, os cientistas calcularam que apenas essa rede de spams produz cerca de US$ 7 mil por dia, ou US$ 3,5 milhões por ano.
No entanto, os pesquisadores availam que alguns dos custos podem ser maiores, já que as redes do tipo Storm são muito atacadas por hackers.
BBC Brasil
Canhotos tendem a ser mais tímidos, diz estudo
Uma pesquisa da Universidade de Abertay, na Escócia, afirma que pessoas canhotas podem ser mais ansiosas, tímidas ou se sentirem constrangidas para dizer ou fazer o que querem.
"Os canhotos têm mais chances de hesitar (frente a uma situação), enquanto que destros tendem a 'se jogar' mais", afirmou Lynn Wright, que chefiou a pesquisa. E este parece ser o caso quando uma tarefa ou situação é nova ou diferente.
Em testes de inibição comportamental, 46 homens e mulheres canhotos pontuaram mais do que os 66 destros testados. Mulheres também pareciam ser ainda mais hesitantes do que homens.
Wright e a equipe de pesquisadores da universidade escocesa chegaram a estes resultados ao fornecerem aos voluntários um teste comportamental que avalia controle pessoal e impulsividade, traços de personalidade que parecem ter origem em lados opostos do cérebro.
Conexão
Os cientistas descobriram que, comparados aos destros, canhotos e mulheres tinham mais probabilidade de concordarem com afirmações como "Temo cometer erros" e "Críticas ou censuras me magoam".
Todos os grupos responderam de forma semelhante a declarações como "Costumo agir de forma impulsiva" e "necessito excitação e novas sensações".
Lynn Wright acredita que estes resultados se devem a diferenças nas conexões dos cérebros dos canhotos e dos destros. "Nos canhotos o lado direito do cérebro é dominante e este é o lado que parece controlar os aspectos negativos da emoção. Nos destros, o lado esquerdo domina", afirmou.
Mas, a equipe de pesquisadores afirmou que o fato de que algumas pessoas usam mais o lado direito do cérebro ao invés do lado esquerdo não é um indicador de suas personalidades de forma nenhuma.
Este traço simplesmente fornece uma percepção de como as emoções são processadas. Na verdade, segundo os cientistas, é a forma pela qual processamos informações e emoções que nos diferencia um do outro. Se fosse de outra forma, todas as pessoas que participaram de um evento, por exemplo, teriam a mesma opinião a respeito.
BBC Brasil
Cenas de dor estimulam cérebro de jovens violentos
O cérebro de jovens que intimidam outros pode ser estruturado de forma a ter tendências sádicas, segundo um estudo da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. Em exames de ressonância magnética, uma área do cérebro associada com recompensa acendeu quando adolescentes agressivos assistiram a um vídeo de alguém fazendo outra pessoa sentir dor.
Eles tiveram reações parecidas também quando assistiram a imagens de dor causada de forma acidental. Meninos sem histórico de agressividade não apresentaram respostas semelhantes. O estudo analisou rapazes com idade entre 16 e 18 anos, oito com problemas de comportamento agressivo - como provocar brigas, usar armas e roubar após confrontar vítimas - e oito com comportamento considerado normal.
A pesquisa indica que, em alguns meninos, os impulsos naturais de empatia podem ser atrapalhados de forma a aumentar a agressividade. Os testes de ressonância magnética foram realizado enquanto os participantes assistiam a vídeos em que pessoas sofriam dor por causas acidentais, como quando uma tigela pesada caía em suas mãos, ou de forma intencional, como quando alguém pisava em seu pé de propósito.
Respostas fortes
Os adolescentes agressivos mostraram uma ativação "específica e muito forte" da amígdala e do estriado ventral - áreas do cérebro que reagem à sensação de recompensa - quando assistiram a dor sendo infligida nos outros, o que sugere que gostam de ver pessoas com dor.
Ao contrário do grupo de meninos sem problemas de agressividade, os adolescentes agressivos não mostraram ativação de partes do cérebro associadas ao autocontrole, como o cortéx pré-frontal medial e a junção têmporo-parietal.
Usando o mesmo tipo de exame, o coordenador do estudo, o professor de psicologia e psiquiatria da Universidade de Chicago, Jean Decety, já havia observado que crianças entre sete e 12 anos de idade têm uma empatia natural com pessoas que sentem dor. Esta é a primeira pesquisa a usar a ressonância magnética para estudar situações que normalmente despertariam empatia nas pessoas.
"Esse trabalho nos ajuda a entender melhor formas de trabalhar com jovens inclinados à agressividade e à violência", disse Decety. O professor de psicologia da Universidade of Central Lancashire, na Grã-Bretanha, Michael Elsea, diz que o estudo é interessante, mas precisa ser repetido com uma amostra maior de meninos.
"É bom termos um entendimento melhor das bases biológicas dessas coisas, mas o perigo é levar as pessoas a pular para soluções biológicas, como remédios, ao invés de outras soluções comportamentais", afirma Elsea.
BBC Brasil
Engordar muito na gravidez pode gerar bebê obeso
Mulheres que ganham mais de 18 kg durante a gravidez têm cerca de duas vezes mais chance de dar à luz a um bebê pesado, em comparação a mulheres que engordam menos, segundo um amplo novo estudo.
Mães de recém-nascidos que pesam mais de 4 kg correm mais risco de ter complicações no parto, e bebês pesados têm maior probabilidade de serem obesos ou ficarem acima do peso no futuro.
Sabe-se que as mulheres com diabetes gestacional têm mais chance de conceber bebês pesados, mas esse estudo mostrou que o ganho de peso tem um forte impacto mesmo em mães que não são diabéticas.
O estudo, publicado na edição de novembro do periódico Obstretrics and Gynecology, utilizou dados de 41.540 nascimentos entre 1995 e 2003 de um grande plano de saúde da região noroeste dos EUA e no Havaí.
Entre as mulheres não diabéticas, 19% das que engordaram mais de 18kg durante a gravidez tiveram bebês pesados, em comparação a 11% das que engordaram menos. Mulheres não diabéticas que ganharam mais de 18 kg tinham mais chance de ter bebês pesados do que mulheres sob tratamento de diabetes que ganharam menos peso.
"Nosso estudo fornece mais uma boa razão para que as mulheres busquem manter um peso ideal durante a gravidez e para que os médicos orientem melhor suas pacientes sobre o ganho de peso," afirmou a autora principal da pesquisa, doutora Teresa A. Hillier, endocrinologista do Centro Kaiser Permanente de Pesquisa de Saúde em Portland, Oregon.
Tradução: Amy Traduções
The New York Times
Estudo: é difícil manter dieta saudável com pouco dinheiro
Economistas, pesquisadores da saúde e consumidores estão batalhando para descobrir como comer de forma saudável em meio à alta nos custos dos alimentos e à desaceleração na economia. O Banco Mundial informa que perto de um bilhão de pessoas no planeta vivem com US$ 1 ao dia ou menos. Nos Estados Unidos, a ajuda alimentar do governo é usualmente de apenas alguns dólares por pessoa, enquanto o cidadão típico do país consome cerca de US$ 7 de comida ao dia.
Mesmo as pessoas de classe média enfrentam dificuldade para colocar comida saudável na mesa. Estudos demonstram que junk food tende a custar menos do que frutas, legumes e outros alimentos saudáveis, cujos preços continuam a subir.
Nas últimas semanas, um casal de Encinitas, Califórnia, vem conduzindo uma experiência para determinar o que seria viver por um mês gastando apenas US$ 1 ao dia em comida. Suas dietas mudaram muito, do dia para a noite. O orçamento os forçou a abandonar muitos alimentos comprados prontos e jantares em restaurantes. Até mesmo o pão e feijões em lata passaram a ser caros demais.
Em lugar disso, o casal - Kerri Leonard, 29, e Christopher Greenslate, 28, ambos professores de estudos sociais no ensino de segundo grau - comprou feijão cru, arroz, farinha de milho e farelo de aveia a granel, e fazia pães e tortillas em casa.
Frutas e legumes frescos estavam fora de alcance. A mãe de Leonard estava tão preocupada com a possibilidade de escorbuto, uma doença que resulta de falta de vitamina C, que eles abriram espaço no orçamento para comprar Tang, uma bebida em pó à base de laranja. (O casal não come carne - e de qualquer jeito não teria dinheiro para isso.)
O café da manhã era farelo de soja, o almoço um sanduíche de manteiga de amendoim e geléia. O jantar muitas vezes consistia de feijão, arroz e tortillas feitas em casa. Panquecas feitas em casa eram acessíveis, mas sem calda.
Uma das maiores mudanças era o tempo que eles tinham de dedicar a preparar uma refeição.
"Comprando assim, é preciso mais tempo para preparar a refeição", diz Greenslate. "Nós chegávamos em casa depois de trabalhar 10 ou 11 horas e tínhamos de fazer tortillas do zero. Se você estiver realmente com fome a essa altura, incomoda".
Embora tenha perdido peso ao fazer essa dieta de baixo orçamento, ele conta, o problema era a falta de energia. No mês de comida barata, ele não conseguia se exercitar na academia.
Ocasionalmente eles encontravam um saco de cenouras ou alface que se encaixava em seu orçamento, mas em geral não podiam comer verduras. Eles recolheram limões de árvores no bairro, para fazer suco.
Leonard conta que uma das primeiras coisas que fez ao final dos 30 dias foi comer um morango. "Quase chorei", conta.
O casal reconheceu que a experiência foi um certo luxo, já que muita gente não tem escolha quanto à maneira pela qual gasta seu dinheiro com comida.
"As pessoas em nossa situação têm os recursos necessários a se preocupar com questões como essa", diz Leonard. "Se estivéssemos vivendo assim realmente, eu não estaria preocupado quanto ao que posso e não posso comer; me preocuparia com a sobrevivência".
Pesquisadores dizem que a experiência reflete muitos dos desafios que as pessoas mais pobres enfrentam na realidade. Quando a ajuda alimentar do governo e o salário acabam antes do fim do mês, é comum que precisem sobreviver por alguns dias gastando menos de US$ 1 em comida ao dia.
Mas muita gente não sabe preparar comida do zero, ou não tem tempo para isso. "É preciso saber cozinhar o arroz com feijão, saber fazer a tortilla, saber que é preciso deixar as lentilhas repousando em água", diz Adam Drewnowski, diretor do Centro de Nutrição e Saúde Pública da Universidade de Washington. "Muita gente não tem o conhecimento ou tempo que isso requer, especialmente quem tem dois empregos".
No ano passado, Drewnowski comandou um estudo, publicado pelo Journal of the American Dietetic Association, no qual comparava os preços de 370 alimentos vendidos em supermercados da área de Seattle. O estudo mostrava que a junk food de alta densidade energética, ou seja com o máximo de calorias e o mínimo de nutrientes por unidade de peso, era bem mais barata que alimentos ricos em nutrientes mas de baixo valor calórico, como frutas e legumes.
Os preços dos alimentos mais saudáveis subiram em 19,5% ao longo dos dois anos do período de estudo, enquanto o da junk food caía em 1,8%.
Os pesquisadores da obesidade se preocupam por essas tendências poderem conduzir os consumidores na direção de alimentos menos saudáveis. "A mensagem para este ano e o ano que vem é promover os alimentos nutritivos a preços acessíveis", disse Drewnowski. "A pirâmide orçamentária terá mais importância que a alimentar".
A experiência da Califórnia não foi a primeira do gênero, ainda que os professores tenham adotado orçamento mais apertado do os usados em casos precedentes. No mês passado, a governadora Jennifer Granholm, do Michigan, e sua família passaram uma semana enfrentando o "desafio da assistência alimentar", consumindo apenas US$ 5,87 por pessoa em alimentos, o valor da assistência alimentar fornecida pelo Estado.
Ela contou aos repórteres que fez muito macarrão. No ano passado, o governador do Oregon, Theodore Kulongoski, viveu por uma semana com os US$ 3 ao dia que o Estado fornece em assistência alimentar.
Leonard e Greenslate, que registraram sua experiência de sobreviver com US$ 1 ao dia em comida, no blog http://onedollardietproject.wordpress.com, disseram que procurariam outras maneiras de descobrir como é difícil para as pessoas com renda limitada viver com uma dieta saudável.
"Desafio qualquer pessoa a viver com US$ 1 ao dia neste país e comer alimentos frescos", diz Greenslate. "Adoraria que alguém me provasse que estou errado e que isso é possível".
Tradução: Paulo Migliacci
The New York Times
Estudo liga enxaqueca a risco reduzido de câncer de mama
Um estudo conduzido por pesquisadores americanos sugere que mulheres que sofrem de enxaqueca têm menos riscos de desenvolver câncer de mama.
A equipe, do Centro de Pesquisa sobre o Câncer Fred Hutchinson, em Seattle, não explicou os mecanismos pelos quais as duas condições estão ligadas, mas suspeitam que flutuações hormonais sejam a resposta. O estudo, publicado na revista especializada Cancer Epidemiology, Biomakers and Prevention, analisou 1.938 mulheres diagnosticadas com câncer de mama e 1.474 que não tinha histórico da doença.
Os especialistas pediram que as voluntárias relatassem se haviam sido diagnosticadas com enxaqueca por um profissional de saúde. Eles observaram que as mulheres com câncer de mama tinham 30% menos riscos de sofrer de enxaqueca.
O coordenador da pesquisa, Christopher Li, disse que o alto nível do hormônio estrogênio, como o registrado durante a gravidez, está relacionado tanto à redução dos ataques de enxaqueca quanto às condições propícias para o desenvolvimento do câncer de mama.
"Esses resultados devem ser melhor investigados, mas apontam para um novo fator que pode estar relacionado ao risco de câncer de mama", disse Li.
"Isto nos abre uma nova avenida para explorar a biologia por trás da redução de riscos". Segundo os cientistas, cerca de 30% das mulheres sofrem de enxaqueca pelo menos uma vez na vida.
BBC Brasil
Embriões congelados são mais saudáveis, diz estudo
Três pesquisas sugerem que bebês que nasceram de embriões que foram congelados são mais saudáveis do que os demais. Os estudos, que foram apresentados em uma conferência americana sobre fertilidade em San Francisco, indicam que os embriões congelados tinham menos probabilidade de nascerem prematuros e abaixo do peso.
Pesquisas anteriores já haviam afirmado que apenas os embriões mais fortes, que sobrevivem ao congelamento, são mais saudáveis. Um dos estudos, realizado na Finlândia, afirma que bebês que nasceram de embriões não-congelados têm 35% mais chance de serem prematuros e 64% de terem um peso corporal menor, em comparação com embriões congelados.
Segundo outra pesquisa, da Universidade da Pensylvânia, na Filadélfia, os bebês nascidos de embriões não-congelados tinham 15% mais chance de morrer no nascimento, em relação aos embriões congelados.
Um terceiro estudo, do Royal Women''s Hospital, de Melbourne, na Austrália, chegou a conclusões semelhantes. Para os cientistas australianos, as descobertas podem levar as mulheres a preferirem o uso de embriões congelados no futuro.
No entanto, para o médico britânico Allan Pacey, da Universidade de Sheffield, a conclusão não é tão simples. "Transferências de embriões congelados não são tão bem-sucedidas quanto as demais em termos de gravidez. Então talvez seja preciso pesar a saúde da criança contra as chances de sucesso", disse.
"Mas trata-se de uma pesquisa intrigante, que vai contra o que nós geralmente pensamos".
BBC Brasil
Fones podem interferir em marcapassos, diz estudo
Os fones de ouvido dos iPods ou MP3 podem causar interferências em dispositivos como um marcapassos, segundo um estudo da American Heart Associationa's publicado nesta segunda-feira, que recomenda aos pacientes serem cuidadosos e mantê-los afastados do tórax.
O motivo é o ímã que existe dentro dos fones, já que pode provocar alguma interferência no ritmo indicado pelo marcapasso ao coração, ou inclusive chegar a desligar este tipo de dispositivo momentaneamente.
Os pesquisadores fizeram testes com 60 pacientes em quem foi colocado fones de ouvido do iPod próximo a seu marcapasdo. A interferência só aconteceu em 14% dos casos e, segundo o estudo, não houve nenhum problema nos pacientes em quem foi colocado os fones a três centímetros do coração.
O estudo conclui que os pacientes com marcapasso ou desfibrilador implantado podem desfrutar de seus IPods e outros reprodutores de música como o MP3, igual que qualquer pessoa, mas recomendam que sejam cautelosos na hora de guardar os auriculares e evitar, por exemplo, colocá-los no bolso da camisa.
EFE
Amamentar fortalece o pulmão dos bebês, diz estudo
O simples esforço físico feito pelos bebês durante a amamentação pode deixá-los com pulmões mais fortes durante a infância, sugere um estudo realizado por pesquisadores americanos e britânicos.
O estudo, realizado com crianças de dez anos de idade, descobriu que aquelas que haviam sido amamentadas por pelo menos quatro meses tinham um funcionamento muito melhor do pulmão.
A pesquisa, publicada na revista acadêmica Thorax, sugere que diferenças na duração e na mecânica envolvidas na amamentação e no uso da mamadeira podem ser parcialmente responsáveis.
Estudos anteriores já provaram que a amamentação protege bebês de problemas respiratórios no início da vida, mas a relação com a força do pulmão durante a infância é menos clara.
Um total de 1.456 bebês da Ilha de Wight, na Inglaterra, foram acompanhados até completar dez anos de idade. Um terço deles foi amamentado por pelo menos quatro meses e, em média, essas crianças podiam expirar mais ar de maneira mais rápida depois de inspirar profundamente.
Mamadeira
Isso foi verificado mesmo quando as mães tinham asma ou sofriam de outras alergias. Segundo os pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, da Universidade do Estado de Michigan e da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, as razões para esses benefícios não são óbvias.
Estudos anteriores sugerem que substâncias presentes no leite materno podem proteger contra a asma. Mas os responsáveis pelo atual estudo dizem que as mudanças encontradas no volume do pulmão não são completamente características de uma resposta à asma, sugerindo que outros fatores podem estar em jogo.
Syed Arshad, da Universidade de Southampton, diz que a explicação pode estar no esforço físico necessário para extrair leite do peito. Segundo o pesquisador, o esforço que os bebês precisavam fazer para mamar no peito era três vezes maior do que o usado com a mamadeira e as sessões de amamentação duravam mais.
"O que nós estamos fazendo é bem parecido com o tipo de exercício que sugerimos para reabilitação pulmonar em pacientes mais velhos", disse Arshad.
"Eu não conheço nenhum outro estudo sugerindo isso", completou. Se isso for mesmo verdadeiro, mudanças no modelo das mamadeiras poderiam fazer com que elas ficassem mais parecidas com o seio, contribuindo, dessa forma, para que o efeito seja o mesmo.
A equipe entrou em contato com um fabricante de mamadeiras com propostas para criar uma que possa imitar o esforço necessário para amamentar.
Arshad disse que, atualmente, é possível testar o pulmão das crianças, o que significa que um teste para saber se um novo modelo de mamadeira funcionaria poderia ser concluído em um ano.
BBC Brasil
Estudo liga hábito de comer rápido à obesidade
Comer muito rapidamente pode ser o suficiente para quase dobrar o risco de uma pessoa ser obesa, segundo um estudo de pesquisadores japoneses.
Cientistas da Universidade de Osaka analisaram os hábitos alimentares de cerca de 3 mil pessoas e relataram os resultados no British Medical Journal. O estudo examinou a relação entre a velocidade na hora de comer, a sensação de estar "cheio" e estar acima do peso.
Quase metade dos voluntários disse que tinha a tendência de comer rapidamente. Comparados com quem não comia rapidamente, os homens com esse hábito tinham 84% mais chances de estar acima do peso, e as mulheres tinham duas vezes mais chances.
Além disso, aqueles que, além de comer rapidamente, tinham a tendência de comer até se sentirem "cheios", tinham mais que o triplo de risco de estar acima do peso.
'Sinais do estômago'
O professor Ian McDonald, da Universidade de Nottingham, disse que há várias razões pelas quais comer rapidamente pode contribuir para a obesidade.
Segundo ele, o hábito pode interferir com o sistema de sinalização que diz ao cérebro para parar de comer porque o seu estômago está cheio. "Se você come rapidamente, você está enchendo o seu estômago antes que essa sinalização ocorra", afirmou.
Jason Halford, diretor da Kissileff Human Ingestive Behaviour Laboratory da Universidade de Liverpool, disse que a maneira como comemos está cada vez mais sendo vista como uma área-chave em pesquisas sobre obesidade, especialmente desde a publicação de estudos destacando a existência de uma variante genética ligada à "sensação de estar cheio".
Um estudo de Halford, publicado recentemente no Journal of Psychopharmacology, concluiu que um remédio usado contra a obesidade funcionava ao desacelerar o ritmo no qual pacientes obesos comiam.
"O que a pesquisa japonesa mostrou é que as diferenças de hábitos alimentares entre indivíduos levam ao consumo exagerado e estão relacionados à obesidade", afirmou.
"Outras pesquisas encontraram evidência de que isso acontece na infância, sugerindo que esses hábitos podem ser herdados ou aprendidos bem cedo", completou. Ele disse, no entanto, que ainda não há evidência de que tentar diminuir o ritmo das refeições das crianças pode ter um impacto em níveis de obesidade no futuro.
BBC Brasil
Dança extravagante é mais atraente para mulheres
Uma pesquisa realizada pela universidade de Hertfordshire, no centro-leste da Inglaterra, indica que homens que fazem movimentos mais controlados e um pouco extravagantes na pista de dança agradam mais as mulheres.
O especialista em psicologia cognitiva Peter Lovatt preparou uma série de vídeos mostrando 12 movimentos sutilmente diferentes usados pelos homens quando dançam - por exemplo, abrir mais ou menos os braços ou com menos ou maior coordenação entre as diferentes partes do corpo. Lovatt pediu então a 55 mulheres que avaliassem os estilos, demonstrados pelo próprio cientista, um ex-dançarino profissional.
A conclusão é que as mulheres preferem movimentos com tamanhos pequeno até médio, e apreciam um grau de complexidade que inclui elementos aparentemente aleatórios. Segundo o repórter de ciências da BBC Tom Feilden, isso significa que a extravagância controlada de John Travolta faz mais sucesso do que um exibicionismo escancarado.
Carga genética
Com base nessas conclusões, Lovatt está agora realizando uma outra pesquisa, tentando descobrir se existe alguma relação entre a qualidade da carga genética de um homem e a seu desempenho na pista de dança.
Estudos anteriores revelaram uma forte relação entre traços físicos do homem - como a simetria entre orelhas, braços e pernas ou o comprimento do dedo anular em comparação ao do indicador - e sua exposição a altos níveis do hormônio testosterona quando no útero. O contato com o hormônio na fase pré-natal é tido por muitos cientistas como um indicador de qualidade genética de maneira geral.
Segundo as pesquisas, as mulheres estão predispostas a notar esses indicadores sutis, considerando mais atraentes os homens que têm características físicas simétricas e dedos anulares mais longos que os indicadores.
Mas Peter Lovatt acha que, em um ritual cultural como a dança, os genes podem estar silenciosamente emitindo indicadores de sua "alta qualidade" por meio dos movimentos do corpo. Os interessados em participar da pesquisa devem assistir ao vídeo em que Lovatt explica os movimentos para identificar o seu próprio estilo de dança e depois preencher um questionário online.
Além disso, homens interessados que visitarem a universidade terão seus dedos e orelhas medidos e seu estilo de dança analisado pelo especialista em uma mostra de ciências neste mês.
BBC Brasil
Mentirosos falam mais palavras negativas, diz estudo
O interesse de James Pennebaker pela contagem de palavras surgiu mais de 20 anos atrás, quando realizou diversos estudos que sugeriam que pessoas que falavam sobre eventos traumáticos tendiam a ser fisicamente mais saudáveis do que aquelas que mantinham segredo sobre essas experiências. Ele imaginou o quanto se poderia aprender estudando cada palavra usada por essas pessoas - mesmo as pequenas, como os artigos e pronomes.
Isso levou Pennebaker, professor de psicologia na Universidade do Texas, a percorrer um caminho tortuoso que o conduziu das letras dos Beatles (as canções de John Lennon contém mais palavras de "emoção negativa" que as de Paul McCartney) às comunicações entre terroristas. Ao contar os diferentes tipos de palavras que uma pessoa diz, ele está rompendo uma barreira lingüística e liderando a retomada do interesse pela análise textual.
Um exemplo é seu recente estudo das comunicações da Al Qaeda - vídeos, entrevistas, cartas. A pedido do Serviço Federal de Investigações (FBI), ele computou o número de palavras de diversas categorias - pronomes, artigos e adjetivos, entre outras.
E descobriu, por exemplo, que o uso de pronomes em primeira pessoa por Osama bin Laden se manteve constante ao longo dos anos. Já o segundo em comando da organização, Ayman al-Zawahiri, começou a usar essas palavras com mais e mais freqüência.
"Essa elevação dramática sugere maior insegurança, uma sensação de ameaça e talvez uma mudança no relacionamento dele com Bin Laden", escreveu Pennebaker em seu relatório, publicado em Content Analysis Reader.
Kimberly Nauendorf, professora de comunicação na Universidade Estadual de Cleveland e estudiosa da análise de conteúdo, concordou com a avaliação. Zawahiri, disse, estava "claramente se reposicionando de maneira a oferecer plataforma singular para sua opinião" e "reafirmando sua posição como indivíduo importante na dinâmica".
Porque é difícil para o cérebro humano contar e comparar as palavras simples da linguagem, Pennebaker teve de desenvolver um software que o faça. O programa, chamado Linguistic Inquiry and Word Count (LIWC), contém um vasto dicionário, e cada palavra está associada a uma ou mais categorias.
Existem palavras sociais (falar, eles), palavras biológicas (bochecha, mãos, cuspir), palavras de percepção (pensar, saber, considerar) e dezenas de outros agrupamentos. O LIWC compara uma amostra de texto ao seu dicionário e, em segundos, oferece uma leitura de quantas palavras de cada categoria estão presentes.
Para testar o programa, Pennebaker, pioneiro no campo da escrita terapêutica, perguntou a um grupo de pessoas que estavam se recuperando de doenças sérias ou outros traumas que se envolvessem em uma série de exercícios de escrita.
As contagens de palavras demonstravam que as pessoas cuja saúde estava melhorando tendiam a reduzir seu uso de pronomes em primeira pessoa, no curso do estudo.
Melhoras de saúde também eram perceptíveis em pessoas cujo uso de termos causais - porque, causa, efeito- aumentava. Simplesmente ruminar sobre uma experiência sem tentar compreender as causas tem menos chance de resultar em crescimento psicológico, ele explicou. Os participantes que usavam palavras causais estavam "mudando a maneira pela qual pensavam sobre as coisas".
Pennebaker, conduziu numerosos estudos desde então, todos os quais demonstram que não é só o que dizemos que importa, mas como o fazemos. Enquanto a lingüística tradicional "se interessa mais pelo contexto, em como as sentenças são formadas e o que constitui uma frase significativa", disse, "nossa abordagem é apenas contar palavras".
Numerosos estudos apontam que artigos e pronomes, que analistas de texto usualmente desconsideram, têm papel crucial.
Por exemplo, Pennebaker constatou que homens tendem a usar mais artigos e mulheres a usar mais pronomes. A diferença, diz pode sugerir que os homens se inclinam mais a pensamento concreto e as mulheres a ver as coisas de outras perspectivas.
Jeffrey Hancock, professor associado de comunicação na Universidade Cornell, utiliza a contagem de palavras para estudar linguagem e fraude, especialmente na Internet.
Os mentirosos, ele diz, usam mais palavras de "emoção negativa" (ferido, feio, escroto) e menos a primeira pessoa do singular. "Essas dimensões muito simples não param de emergir", ele disse, "apesar de termos realizado 40 anos de pesquisas a respeito".
Pennebaker diz que, já que padrões de fala são como uma assinatura pessoal, seu software poderia identificar autores de blogs e mensagens de e-mails anônimos. Mas reconhece que nada disso é definitivo; tudo se baseia em probabilidades.
"No mundo da linguagem, tudo é probabilidade", disse Pennebaker. "Mas em nosso sistema judicial, a compreensão de probabilidades é complicada. Todo mundo tem problemas com probabilidade".
Mas a técnica está atraindo atenção de diversos setores. Pennebaker recebeu uma pesquisa do Instituto de Pesquisa do Exército para estudar a linguagem da dinâmica social, especialmente a forma pela qual os líderes usam a linguagem.
Joseph Psotka, pesquisador de psicologia no instituto, diz que, com o tempo, esse tipo de estudo "poderia ajudar a treinar e desenvolver lideranças, ainda que não saibamos exatamente como".
O programa de Pennebaker foi traduzido para diversos idiomas, e uma versão árabe está em preparo. Pennebaker aponta que sua análise da Al Qaeda é prejudicada pela dependência quanto a versões em inglês.
"As palavras funcionais variam de idioma a idioma, e revelam muito sobre as outras culturas", ele disse.
Pennebaker também está usando sua máquina de contagem de palavras na campanha presidencial (em wordwatchers.wordpress.com), e gosta de estudar questões antigas como a possibilidade de que Shakespeare tivesse um co-autor, quem escreveu os "Federalist Papers" e até a probabilidade de que um casal se mantenha unido.
"Quanto mais semelhantes em termos de linguagem", disse Pennebaker, "mais provável que continuem juntos meses mais tarde".
Tradução: Paulo Migliacci
The New York Times
Estudo: jovens preferem becos e praias para sexo
Os becos e as praias são os locais preferidos pelos jovens para fazer sexo, segundo uma pesquisa realizada entre a Universidade de Granada e a Veracruzana do México que estuda o mapa do amor urbano de um ponto de vista antropológico.
Os resultados da investigação foram publicados na revista Joven es, do Instituto Mexicano da Juventude.
O estudo analisa, pela primeira vez, a maneira como os casais de jovens de apaixonados se apropriam dos espaços públicos para a "prospecção erótico/amorosa sobre suas próprias fronteiras corporais e imaginárias", informou hoje a Universidade de Granada, no sul da Espanha.
Segundo o levantamento, os becos, seguidos de praias e parques, são os locais preferidos pelos jovens para as experiências amorosas, sem deixar de lado outros espaços como cinemas, pontes e portos.
Para a investigação foi feita uma pesquisa com 156 jovens mexicanos (sendo 57% homens) com idades entre 17 e 28 anos.
Os resultados são "extrapoláveis a qualquer país do âmbito ibero-americano", afirmou Genaro Aguirre, responsável do projeto sob a direção de Antolín Granados e Gunther Dietz, do departamento de Antropologia e Trabalho Social da Universidade de Granada.
Segundo Aguirre, a investigação permitiu constatar as maneiras como os jovens não só se apropriam de lugares públicos para dar a eles um novo significado, "mas também como lhes atribuem um valor simbólico quando a emoção transborda e ultrapassa os umbrais admissíveis, alcançando um grau erótico-sexual".
O uso que os jovens fazem dos cantos de uma cidade para praticar sexo, ou simplesmente viver o que o autor denomina de "experiências amorosas", não tem relação com a classe social à qual pertencem, já que todos dizem usar os espaços públicos para esse fim.
A investigação também revelou quais são os "agentes de mediação amorosa" preferidos pelos jovens: as músicas românticas, seguidas dos filmes e, muito de longe, da poesia.
EFE
Qualidade de vida de latinas piora com menopausa, diz estudo
Cerca de 55,4% das mulheres da América Latina, em média, registram piora em sua qualidade de vida durante a menopausa, revelou um estudo divulgado hoje em Santiago, no Chile.
Especialistas da Rede Latino-Americana de Pesquisa em Climatério analisaram oito mil mulheres de entre 40 e 59 anos em 12 países da região, para saber como é sua qualidade de vida durante o período em que passa da fertilidade à infertilidade.
Segundo o estudo, que em breve será publicado na revista científica "Maturitas", 80,8% das mulheres chilenas afirmam sofrer de sintomas graves e moderados durante a menopausa, superando de longe outras nações da região, que, em média, alcançam 55,4%.
Elas são seguidas das mulheres do Uruguai com 67,4%; da Venezuela, com 62,7%, e do Equador, com 60,10%, acrescentou a pesquisa.
Mais abaixo se encontra Panamá e República Dominicana, com 56,6% cada; Cuba, com 55,7%; Argentina, com 53,7%; Bolívia, com 52,2%; e Peru, com 51,6%.
Já as mulheres de México e Colômbia se distanciam da média regional, com 49,50% e 48,30%, respectivamente.
O método de avaliação consistiu em três domínios. O primeiro foi o "somático", que avalia sintomas como ar abafado, suor excessivo, doenças cardíacas, transtornos do sono, moléstias musculares e articulares.
Também se estudou o "domínio psicológico", que analisou o estado depressivo, irritabilídade, ansiedade, cansaço físico e mental.
Enquanto isso, o "domínio urogenital" estudou os problemas sexuais, de bexiga e secura da vagina.
Em Europa, América do Norte, América Latina e Ásia, o percentual de mulheres com sintomas de menopausa severos são 24,3%, 22,5%, 22,7% e 9,5%, respectivamente, enquanto no Chile é de 41,1%.
EFE
Estudo: homens 'machistas' têm salário maior
Homens que foram criados com a idéia de que mulheres devem ficar em casa tendem a ganhar salários mais altos, de acordo com um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.
O estudo, publicado na revista especializada Journal of Applied Psychology, sugere que, de forma sistemática, esses homens têm salários maiores do que funcionários com "pensamentos modernos".
Em média, segundo os cientistas, a diferença salarial é equivalente a US$ 8,5 mil (cerca de R$ 15,5 mil) a mais por ano. A pesquisa foi conduzida em larga escala com entrevistas de 12.686 homens e mulheres em 1979, quando tinham entre 14 e 22 anos, e outras três entrevistas nas duas décadas seguintes - a última em 2005.
"Pessoas mais tradicionais podem estar tentando preservar a separação histórica de papéis no trabalho e em casa", diz Timothy Judge, um dos pesquisadores. "Nossos resultados provam que este é o caso."
Entrevistas
Nas entrevistas realizadas desde 1979, os pesquisadores perguntaram se homens e mulheres acreditavam que o lugar da mulher era em casa ou se ter mulheres trabalhando poderia levar a aumentos nas taxas de delinqüência juvenil.
De forma previsível, mais homens concordavam com isso do que mulheres, apesar de a diferença entre os gêneros ter diminuído de forma significativa com o passar do tempo.
Mas, quando os homens eram perguntados sobre seus salários, outra diferença surgiu. Os homens com opiniões mais "tradicionais" ganhavam mais.
Inversamente, as mulheres que tinham uma opinião contrária ganhavam um pouco mais - uma média de US$ 1,5 mil (cerca de R$ 2,7 mil) - do que mulheres de opiniões mais "tradicionais".
Magdalena Zawisza, psicóloga da Universidade de Wincheter, na Grã-Bretanha, afirma que existem várias teorias que podem explicar a diferença.
"Pode ser que homens mais tradicionais sejam mais interessados em poder, em termos de acesso a recursos - no caso, dinheiro - e também em termos de uma mulher mais submissa", afirmou.
"Outra teoria sugere que os empregadores tendem a promover homens que são os únicos provedores da casa - eles reconhecem que estes homens precisam de mais apoio para suas famílias", acrescentou.
BBC Brasil
Estudo: odores durante sono "influenciam sonhos"
Aromas que você inala enquanto dorme têm o poder de influenciar seus sonhos, diz um estudo apresentado na reunião anual da Academia Americana de Otorrinolaringologia em Chicago, nos Estados Unidos. Os resultados preliminares sugerem que, ao borrifar essências de flores no travesseiro, você aumenta suas chances de ter bons sonhos.
Liderados pelo professor Boris Stuck, pesquisadores do Hospital da Universidade de Mannheim, na Alemanha, fizeram experimentos usando odores bons, como o perfume de rosas, e ruins, como o cheiro de ovos podres, expondo voluntários a eles durante o sono.
Eles esperaram até que os participantes entrassem na fase REM do sono, estágio em que ocorrem os sonhos mais vívidos, e borrifaram altas doses das fragrâncias no ar durante dez segundos. Um minuto mais tarde, os voluntários foram acordados e convidados a relatar suas impressões.
Sem lembranças
Os participantes raramente se lembravam de haver sentido qualquer cheiro. Mas os especialistas concluíram que, quando o odor desagradável foi usado, o tipo de emoção vivenciada durante o sonho era predominantemente negativo.
Sob o estímulo do odor agradável, quase todos os sonhos relatados tinham conotações positivas. Os pesquisadores anunciaram que pretendem agora fazer estudos com pessoas que sofrem com pesadelos constantes. Segundo eles, informações sobre o funcionamento do olfato durante o sono foram disponibilizadas apenas muito recentemente e o presente estudo seria o primeiro a documentar o impacto do olfato sobre os sonhos.
Terapias
A equipe alemã acredita que sua pesquisa pode abrir caminho para terapias que usam fragrâncias para tratar pacientes com distúrbios do sono. Pesquisas anteriores mostraram o efeito de outros tipos de estímulo, como som, pressão e vibração, sobre o conteúdo e a conotação emocional dos sonhos.
"Temos algum conhecimento sobre a relação entre estímulos externos e os sonhos", disse o especialista em sono Irshaad Ebrahim, do London Sleep Centre, na Grã-Bretanha. "Este estudo inicial é um passo em direção ao esclarecimento dessas questões e pode levar a benefícios terapêuticos".
BBC Brasil
Estudo: beber antes dos 15 anos pode encorajar alcoolismo
Pais que permitem que seus filhos experimentem bebidas alcoólicas na esperança de encorajar a moderação do consumo na vida adulta podem estar fazendo mais mal do que bem, de acordo com uma nova pesquisa britânica.
O estudo do Instituto Nacional de Abuso do Álcool e Alcoolismo (NIAAA, na sigla em inglês) diz que beber antes dos 15 anos de idade aumenta o risco de um adolescente ingerir bebidas alcoólicas em exagero na vida adulta.
Os especialistas afirmam que o cérebro dos adolescentes, em rápido desenvolvimento, fica programado para ligar o álcool ao prazer. A pesquisa indica que, aos sete anos de idade, a maioria das crianças já experimentou bebida alcoólica.
Uma enquete realizada na Inglaterra com crianças de 11 a 15 anos de idade pelo Centro de Informações do Serviço Nacional de Saúde descobriu que cerca de 640 mil provavelmente consumiram bebidas alcoólicas nos sete dias anteriores.
Dados de 2006 e 2007 indicam que os hospitais públicos atenderam quase um cada dez jovens com menos de 18 anos por males ligados ao consumo de bebidas alcoólicas.
Faixas etárias
Na nova pesquisa, meninos e meninas foram divididos em três grupos - os que consumiram sua primeira dose de bebida alcoólica com menos de 15 anos, os que tiveram essa experiência entre 15 e 17 anos e os que tomaram sua primeira dose de bebida alcoólica com 18 anos ou mais.
No caso da primeira e da segunda faixa etária, os jovens apresentaram uma maior probabilidade de se tornar dependentes de álcool quando adultos se comparadas com os que esperaram até os 18 anos ou mais para começar a consumir bebidas alcoólicas.
Essa relação se manteve mesmo quando os pesquisadores levaram em conta fatores como a duração da exposição ao álcool, o histórico familiar e uma ampla gama de fatores de risco.
A pesquisa britânica também indica que a probabilidade de desenvolvimento de males ligados ao consumo de bebidas alcoólicas na vida adulta é cerca de 50% mais alta para pessoas que começam a beber antes dos 15 anos de idade, em comparação com os que optam pela abstinência até os 18 anos ou mais.
"Podemos ver pela primeira vez a associação entre uma 'idade do primeiro copo' prematura e um aumento do risco de males ligados ao consumo de álcool que persistem na vida adulta", diz Deborah Dawson, da NIAAA.
O estudo será publicado na edição de dezembro da revista Alcoholism: Clinical & Experimental Research.
BBC Brasil
Pessoas isoladas socialmente sentem mais frio, diz estudo
Um estudo realizado por pesquisadores canadenses sugere que pessoas que se sentem isoladas socialmente também sentem mais frio.
A equipe, da Universidade de Toronto, realizou dois estudos que mostraram que a sensação de solidão também está ligada à preferência por bebidas quentes, como chá ou sopa.
Na primeira experiência, os especialistas dividiram 65 estudantes em dois grupos e recolheram experiências pessoais de situações em que haviam se sentidos excluídos e em que haviam sido aceitos.
Em seguida, pediram que os voluntários estimassem a temperatura da sala.
Os palpites variaram de 12º C a 40º C, sendo que os que haviam comentado sobre seu isolamento ou solidão deram estimativas mais baixas em relação à temperatura.
No segundo experimento, os pesquisadores pediram a 52 estudantes que jogassem uma simulação de computador com uma bola.
A experiência teve o objetivo de avaliar reações de ganhadores e perdedores.
Ao final dos testes, os especialistas pediram aos estudantes que expressassem suas preferências entre bebidas e comidas quentes ou frias.
Eles perceberam que os voluntários que não haviam se saído bem na partida optaram mais por bebidas quentes, como café e sopa.
Os cientistas sugeriram que a escolha é resultado da "sensação de frio que sentem por causa da exclusão social".
Chen-Bo Zhong, que coordenou a pesquisa, publicada na revista especializada Psychological Science, disse que "a experiência da exclusão social traz frio, literalmente".
"Isto pode explicar porque as pessoas usam metáforas relativas à temperatura para descrever a inclusão ou exclusão social", disse Zhong.
BBC Brasil
Estudo: mulheres dos EUA são as que mandam em casa
Um estudo conduzido por especialistas americanos sugere que um tipo de antidepressivo pode afetar a fertilidade masculina. A equipe de pesquisadores, do Centro Médico de Cornell, em Nova York, observou que homens saudáveis que tomaram o remédio paroxetina durante quatro semanas apresentaram danificações genéticas em seus espermatozóides.
Nos testes, os especialistas recrutaram 35 homens que forneceram amostras de esperma antes e depois de tomar o medicamento. Exames de microscópio revelaram que não havia diferença na forma e no movimento dos espermatozóides entre as amostras fornecidas nos dois momentos, mas que os problemas apareciam durante exames de "fragmentação de DNA".
Os testes de DNA mostraram que as amostras fornecidas antes do tratamento com o antidepressivo continham 13,8% de espermatozóides danificados. Quatro semanas mais tarde, este índice havia subido para 30,3%.
Os especialistas estão investigando se o aumento na danificação dos espermatozóides seria suficiente para afetar a fertilidade masculina ou se os 70% dos espermatozóides restantes seriam capazes de produzir uma gravidez.
Estudos realizados com casais que estavam sendo tratados com fertilização in vitro, mostraram que homens cujos espermas haviam defeitos no DNA produziam menos embriões e que, quando estes eram introduzidos na mulher, tinham menos chances de se implantar no útero. A pesquisa foi reproduzida pela revista científica >New Scientist.
BBC Brasil
Estudo liga antidepressivo à infertilidade em homens
Um estudo conduzido por especialistas americanos sugere que um tipo de antidepressivo pode afetar a fertilidade masculina. A equipe de pesquisadores, do Centro Médico de Cornell, em Nova York, observou que homens saudáveis que tomaram o remédio paroxetina durante quatro semanas apresentaram danificações genéticas em seus espermatozóides.
Nos testes, os especialistas recrutaram 35 homens que forneceram amostras de esperma antes e depois de tomar o medicamento. Exames de microscópio revelaram que não havia diferença na forma e no movimento dos espermatozóides entre as amostras fornecidas nos dois momentos, mas que os problemas apareciam durante exames de "fragmentação de DNA".
Os testes de DNA mostraram que as amostras fornecidas antes do tratamento com o antidepressivo continham 13,8% de espermatozóides danificados. Quatro semanas mais tarde, este índice havia subido para 30,3%.
Os especialistas estão investigando se o aumento na danificação dos espermatozóides seria suficiente para afetar a fertilidade masculina ou se os 70% dos espermatozóides restantes seriam capazes de produzir uma gravidez.
Estudos realizados com casais que estavam sendo tratados com fertilização in vitro, mostraram que homens cujos espermas haviam defeitos no DNA produziam menos embriões e que, quando estes eram introduzidos na mulher, tinham menos chances de se implantar no útero. A pesquisa foi reproduzida pela revista científica >New Scientist.
BBC Brasil





