Pesquisas e Estudos

Ar da sala de aula prejudica o aprendizado?

Aposto que nenhum aluno já usou o ar como desculpa para as más notas. Parece até brincadeira, mas, de acordo com uma nova pesquisa, o ar pode realmente prejudicar o aprendizado.

Como as salas de aula normalmente não são muito grandes para a quantidade de pessoas que abrigam, a qualidade do ar pode diminuir, e, como isso, os estudantes podem ter mais dificuldade de concentração.

Quando não há janelas suficientes para ventilar as salas de aula adequadamente, o ar exterior não entra, e assim o ar interno pode ter acúmulo de dióxido de carbono, ou CO2, que é liberado com a respiração das pessoas. Um novo estudo da Universidade de Budapeste de Tecnologia e Economia (Hungria) revelou que o CO2 pode ser mais prejudicial aos estudos do que pode parecer.

Pessoas que gostam de onde moram são mais saudáveis

Segundo uma pesquisa do Instituto Gallup, pessoas que se sentem satisfeitas com o lugar em que moram são fisicamente mais saudáveis do que os insatisfeitos ou que sentem que a sua cidade está se tornando um lugar pior para viver.

Qual a relação entre essas duas coisas? A localização pode determinar oportunidades para se exercitar, por exemplo, bem como o que as pessoas comem. A pesquisa não pode estabelecer uma relação causal entre uma comunidade e a saúde individual, mas sugere que uma influencia a outra.

Olhar para fotos fofas pode lhe ajudar no trabalho

Uma pesquisa da Universidade de Hiroshima (Japão) descobriu que as pessoas fazem uma variedade de tarefas mais rapidamente ou mais precisamente depois de olhar para fotos de filhotinhos.

Segundo os pesquisadores, ver imagens fofas melhorou o desempenho dos participantes nas tarefas que exigiam mais cuidado.
Isso foi particularmente verdade para as imagens de filhotes (os participantes também viram imagens de animais adultos e refeições).

Os cientistas especulam que as imagens fofas deixam as pessoas "sintonizadas" com o sentimento de "cuidar", "nutrir", porque os bebês sugerem vulnerabilidade.

"A percepção de algo tão fofo ativa a ideia de algo delicado, frágil, valioso, que vale a pena cuidar", disse Gary Sherman, pesquisador de Harvard (EUA) que já realizou experimentos semelhantes.

Homens: pressão para serem “sexualmente dominantes” atrapalha comportamento de casais

Da mesma forma que há quem diga que mulheres são péssimas motoristas, existem pessoas que acreditam na ideia de que homens devem ser “sexualmente dominantes” em relação a elas, como se a decisão de ter uma relação sexual dependesse apenas deles, e não de um consenso com a parceira.

De acordo com estudo publicado recentemente, essa crença não prejudica apenas as mulheres, mas também os próprios homens – que se veem pressionados a cumprir o papel de “dominadores”, mesmo que não corresponda à realidade dos relacionamentos.

Jogar no trabalho pode melhorar seu desempenho

Agora você tem evidências científicas para mostrar ao seu chefe que jogar Angry Birds na hora do trabalho pode ser bom. Cientistas afirmam que esse tipo de jogo torna você mais inteligente e melhora a sua produtividade no trabalho.

Jogos como Angry Birds fazem com que as pessoas solucionem problemas com mais facilidade, sejam mais colaborativas e menos propensas a desistir. É ou não é uma boa justificativa?

O novo estudo publicado na Harvard Business Review (HBR) revela que jogar games de celular ou computador pode não ser uma perda de tempo. Pelo contrário: os jogos podem fazer você melhorar sua concentração e produtividade.

Em todo o mundo, pessoas gastam pelo menos 300 milhões de minutos a cada dia jogando Angry Birds, um dos jogos mais populares em smartphones. E é difícil encontrar algum viciado que não tente dar uma escapadinha na hora do trabalho também.

Quer se controlar melhor? Assista seus filmes favoritos de novo

Um estudo do Instituto de Pesquisa em Vícios da Universidade de Buffalo (EUA) descobriu que rever filmes e séries e reler livros amados podem ajudar as pessoas a ter autocontrole.

“Friends”, por exemplo, é um seriado de comédia americano que durou 10 anos, acabou em 2004, mas passa até hoje na TV a cabo. As 10 temporadas já se repetiram seguidamente diversas vezes, mas milhares ainda sentam todos os dias em frente à telinha para rir da velha piada mais uma vez.

Por quê? Porque somos todos preguiçosos e não temos mais o que fazer? Não. Uma pesquisa recente prova que assistir TV pode ter pelo menos um lado bom.

Autocontrole não é a mais fácil das características humanas. É preciso muita força de vontade e energia mental para não chamar alguém de “idiota” durante uma discussão, ou para não comer uma segunda fatia de bolo de chocolate durante uma dieta.

Ler ou ouvir notícias ruins deixa mulheres estressadas

Um estudo do Centro de Estudos sobre Estresse Humano de Montreal (Canadá) descobriu que notícias ruins afetam mais as mulheres do que os homens. Tanto que, quando passam por uma má situação depois de lê-las ou ouvi-las, os níveis de estresse das mulheres aumentam muito. Elas também se lembram das notícias ruins por mais tempo.

Notícias deprimentes ou perturbadoras desferem um golpe emocional muito grande sobre as mulheres, deixando-as estressadas por muito mais tempo do que os homens. Ler coisas ruins pode impactar negativamente até outras áreas da sua vida.

Por fim, como as notícias permanecem em seu cérebro por mais tempo, também as colocam em maior risco de transtorno do estresse pós-traumático (TEPT).

Tédio tem mais a ver com você do que com a situação

Não tem nada para fazer? Você está em um lugar chato? Com pessoas chatas? Talvez você é quem esteja chato. Segundo um estudo canadense, o tédio geralmente tem mais a ver com o estado de espírito ou problema da pessoa do que com um problema do ambiente.

John Eastwood da Universidade York (Toronto, Canadá) e Mark Fenske, da Universidade de Guelph (Canadá), decidiram estudar o tédio por ser uma experiência humana comum pouco analisada e compreendida.

Fenske e Eastwood dizem que a maioria das pessoas pensa no tédio como trivial e corriqueiro, e talvez por isso pesquisadores ainda não o tenham estudado profundamente. Mas o tédio pode ser um sinal de problemas mais sérios.

Crianças sedentárias tendem a ir pior na escola

Na melhor das intenções, muitos pais procuram evitar que seus filhos pequenos saiam andando por aí e se machuquem. Contudo, o zelo excessivo pode atrasar o desenvolvimento físico da criança e, segundo estudo recente, até mesmo atrapalhar seu desempenho escolar.

Ao analisar 60 crianças de uma escola em Midlands Ocidentais (Inglaterra), o pesquisador Pete Griffin encontrou um vínculo entre sedentarismo e dificuldade de aprendizado: entre aquelas com menor maturidade física, 77% tinham fraco desempenho na escola.

As crianças passaram por 14 testes curtos, que incluíam ficar em pé usando apenas uma perna por três segundos e engatinhar a uma curta distância. Para a surpresa do pesquisador, algumas das crianças sequer haviam perdido os reflexos próprios de bebês e, além disso, 30% apresentaram sinais de imaturidade física e 42% tinham indícios de desenvolvimento tardio.

Porque gostamos de Rock and Roll?

Porque o rock traz a tona o “animal” que há em todos nós. Pelo menos em alguns casos, como a versão distorcida do hino nacional americano de Jimi Hendrix de Woodstock em 1969.

Segundo um novo estudo da Universidade da Califórnia (Los Angeles, EUA), certas alterações repentinas de tom e frequência em uma música acionam os mesmos mecanismos emocionais em nós que os sinais de alerta de perigo nos animais.

Quando os animais sinalizam perigo, eles forçam uma grande quantidade de ar através da sua caixa de voz muito rapidamente, produzindo um efeito dissonante projetado para capturar a atenção e provocar uma resposta emocional em outros animais.

Quem se acha velho tem maiores chances de desenvolver doenças cognitivas

Se você é daquelas pessoas que, quando ouvem músicas da Jovem Guarda ou fotos da Copa de 1970 pensam “puxa, como estou velho”, um alerta de amigo: a forma como percebemos nossa idade pode aumentar o risco de desenvolver demência – perda de parte das capacidades cognitivas, como memória, fala e atenção.

A conclusão é de uma equipe de pesquisadores da Universidade de Exeter (Reino Unido). No estudo, eles reuniram 68 pessoas com idades entre 60 e 70 anos e as dividiram em dois grupos. Os participantes do primeiro grupo foram convencidos de que eram mais velhos do que os do segundo, e os do segundo, de que eram mais jovens.

Feito isso, todos leram dois artigos relacionados ao impacto da idade sobre as capacidades cognitivas. Em seguida, passaram por testes clínicos que avaliam essas capacidades. Adivinhem: 70% dos participantes que se achavam “velhos” tiveram resultados mais preocupantes, contra 14% dos que se achavam mais “jovens”.

Automutilação entre crianças e pré-adolescentes

Durante anos, lemos sobre adolescentes que se feriam como forma de aliviar o estresse ou, talvez, de lidar com angústias internas. Vimos adultos fazendo isso e não estranhávamos tanto – estresse faz parte do ‘mundo adulto’, afinal. Agora, nesse grupo de pessoas que se ferem, foram descobertos participantes que antes não víamos: crianças e pré-adolescentes.

Segundo estudo publicado recentemente na revista Pediatrics, a prática de se ferir de forma não letal também ocorre entre pessoas de 7 a 16 anos. Dos 665 jovens que participaram do estudo, 53 admitiram que se ferem, seja com cortes ou batidas.

Quando a mídia divulgou os resultados, muitos ficaram espantados com a ideia. Para o Dr. Charles Raison, professor de Psiquiatria na Universidade do Arizona (EUA), contudo, estranho mesmo é se surpreender com o resultado.

Quais são os países com as pessoas mais gordas e magras do mundo?

A epidemia da obesidade não é mais novidade. Liderada pelos EUA, se alastrou pelo mundo todo, graças principalmente ao aumento do consumo de alimentos calóricos e pouco saudáveis e a falta de exercício físico. Tudo isso se deve, por sua vez, ao estilo da sociedade moderna atual, altamente tecnológica e prática.

Para se ter uma noção do que estamos enfrentando, pesquisadores usaram dados do mundo todo de 2005 de índices de massa corporal (IMC) e distribuições de altura para estimar a massa corporal média de adultos, multiplicado esses resultados pelo tamanho da população, obtendo uma massa total (a biomassa) de cada país. Essa biomassa foi então avaliada utilizando o padrão de IMC – em que um IMC superior a 25 indica população com sobrepeso, e maior que 30 população obesa.

Disfunção erétil: 90% dos impotentes são sedentários

Pelo visto, curar impotência é mais fácil do que muitos pensavam: já pensou em simplesmente levantar a bunda da cadeira?

Cientificamente falando, claro que a disfunção erétil pode ter outras causas e tratamentos mais complicados podem ser necessários. Mas um novo estudo descobriu que 9 em cada 10 homens com impotência sexual são sedentários. É muita coisa, não?

A impotência atinge até 25 milhões de brasileiros acima dos 18 anos pelo menos uma vez na vida. O número é maior em homens na faixa etária dos 40 anos. Todo ano, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, um milhão de casos são registrados no país.

Crença no inferno reduz comportamento criminoso?

A maior parte das religiões que são fundamentadas na crença em Deus pregam regras bem específicas para seus seguidores. Matar e roubar, por exemplo, são pecados que podem levar alguém direto para o inferno. Ou será que não? Depende de como Deus é visto em cada religião (e por cada pessoa) especificamente.

Uma nova pesquisa norte-americana aponta que em sociedades nas quais as pessoas acreditam em um Deus punitivo – que não pensa duas vezes antes de mandar alguém para o inferno – as taxas de criminalidade são menores. Já nas regiões em que a população acredita em um Deus misericordioso e que perdoa os pecados na Terra, as taxas de criminalidade são mais elevadas.

Resumindo, quem acha que o céu é para poucos escolhidos tem mais receio em cometer crimes e acabar ardendo no mármore do inferno pelo resto da eternidade. Pessoas que acreditam em um Deus que vai as perdoar tendem a cometer crimes com mais facilidade.

Por que existem homens gays?

O termo "opção sexual" parece cada vez mais afastado da realidade – muitas pessoas defendem há anos a utilização de "orientação sexual", ou termos semelhantes. Isso porque ser hetero ou homossexual parece não ser uma escolha ou opção. Novas pesquisas indicam que já nascemos gays, ou não, por causa da genética.

Se a homossexualidade é realmente genética e hereditária a pergunta mais correta seria: Porque homens gays não foram extintos? Já que há uma grande desvantagem reprodutiva em ser um homossexual masculino: eles não podem se reproduzir naturalmente. A resposta pode estar nas suas mães e tias.

Quais são as áreas mais contaminadas em um quarto de hotel?

Antes de você ler esse artigo e decidir nunca mais entrar em um hotel na sua vida, já lhe aviso que isso não vai adiantar. Isso porque o teclado do seu computador, que você provavelmente está tocando agora mesmo, já é até cinco vezes mais sujo do que o assento de um vaso sanitário comum (não de beira de estrada, claro).

Isso porque restos de comida, germes e poeira podem estar nas profundezas do seu teclado. Muitas pessoas não lavam as mãos depois de irem ao banheiro e usam o teclado, ou comem enquanto estão digitando, além, é claro, da oleosidade natural de nossas mãos, que torna o teclado um verdadeiro banquete para germes e bactérias. E elas podem causar intoxicação alimentar, vômito, diarreia…

Outro grande problema é o apartamento do seu melhor amigo ou do seu namorado. Um estudo indicou que o apartamento de um único homem solteiro tem 15 vezes mais bactérias do que a casa de várias meninas solteiras.

Onde reside o amor?

Sem qualquer misericórdia pela poesia, a ciência nos mostrou que os sentimentos (como o amor, por exemplo) e as emoções não “acontecem” no coração, mas no cérebro. Até aí, tudo bem. A questão é: em que regiões do cérebro o amor “acontece”? E o desejo sexual, por acaso é na mesma área?

Para responder estas e outras perguntas, uma equipe de cientistas dos Estados Unidos e da Suécia analisou os resultados de 20 estudos sobre o tema, nos quais pacientes tinham sua atividade cerebral examinada enquanto viam imagens eróticas ou fotografias de entes queridos.

“Vimos que amor e desejo ativam áreas do cérebro diferentes, mas relacionadas”, relata o professor de psicologia Jim Pfaus, da Universidade de Concórdia (EUA). Segundo dados da pesquisa, os dois fenômenos estimulam regiões do chamado corpo estriado.

Confusão pode ajudar no aprendizado

Professor, se os seus alunos ficarem confusos durante a aula, aproveite: isso pode ajudá-los a aprender melhor o assunto.

A conclusão é do psicólogo e cientista da computação Sidney D’Mello, da Universidade de Notre Dame (EUA). Em estudo recente, ele e sua equipe observaram que, depois de serem intencionalmente confundidas enquanto aprendiam temas difíceis, as pessoas absorveram melhor o conteúdo e puderam aplicá-lo em novos problemas.

Em uma série de experimentos, os participantes acompanhavam a discussão de dois personagens de computador (um professor e um estudante) sobre pesquisas em que cometeram erros críticos.

Para confundir os “alunos”, em determinado ponto os personagens começavam a discordar e expressar ideias contraditórias e informações falsas. Depois, os participantes tinham de dizer qual das duas opiniões eles achavam que tinha mais mérito científico e, em seguida, resolver testes sobre o tema estudado.

Bebedores de cerveja são mais propensos a fazer sexo no primeiro encontro

Não bastasse a ansiedade de convidar a pessoa para sair, você ainda precisa bancar o detetive durante o primeiro encontro para saber se, digamos, dá para engatar um relacionamento ou não. Você quer saber muitas coisas, mas há poucas perguntas que alguém pode fazer – a menos que não se incomode em parecer um psicopata ou sem-vergonha.

Pensando nisso, o criador do site de encontros OkCupid, Christian Rudder, perguntou aos seus usuários “Quais perguntas são fáceis de fazer e, ao mesmo tempo, têm relação com aquilo que é importante para o outro?”. Depois de analisar as 776 milhões (sem brincadeira) de respostas, ele chegou a algumas perguntas-chave.


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