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Pesquisas e Estudos
Obesos sentem mais dor
Um novo estudo pode indicar mais um efeito negativo para a obesidade. Pesquisadores acompanharam mais de um milhão de pessoas e descobriram que quem está acima do peso tem sensações mais intensas de dor.
O estudo avaliou os participantes de acordo com seus índices de massa corporal, dividindo-os em grupos: peso normal, sobre preso e três grupos de diferentes níveis de obesidade.
Quando comparados aos participantes de peso normal, pessoas com sobrepeso tinham chances 20% maiores de reportarem terem sentido dores no dia anterior, sendo que obesos de nível um tinham chances 68% maiores, de nível dois 136% e de nível três 254%.
Pesquisa indica que 1 em cada 5 americanos apresenta algum tipo de doença mental
Alguns 45,9 milhões, ou cerca de 1 em cada 5 adultos americanos experimentaram uma doença mental no ano passado, segundo a última National Survey on Drug Use and Health (Pesquisa Nacional do governo dos EUA sobre Uso de Drogas e Saúde), lançado este mês.
A pesquisa, publicada pelo Substance Abuse and Mental Health Services Administration (SAMHSA), considera que a taxa de doença mental entre 18-25 anos de idade foi mais do que o dobro entre as pessoas com 50 anos e mais (29,9% versus 14,3 %, respectivamente).
O relatório define a doença mental como a presença de um transtorno diagnosticável, mental, comportamental ou emocional com base em critérios do DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais IV edição, publicado pela American Psychiatric Association, APA, em 1994). A definição exclui transtornos por uso de substância e transtornos de desenvolvimento.
Por que ficamos com raiva quando estamos com fome?
Sabe aquele ditado de que diz que cara ruim é fome. Pois ele é verdadeiro e tem explicação científica. Segundo pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, a raiva que algumas pessoas sentem quando estão com fome pode ser resultado das flutuações de serotonina no cérebro, o que ocorre, frequentemente, quando a pessoa esta em estado de estresse ou há muito tempo sem comer.
O estudo envolveu voluntários saudáveis que tiveram seu nível de serotonina alterados através da manipulação da dieta. Foram utilizados exames de ressonância magnética funcional (fMRI) para mapear e medir a atividade cerebral dessas pessoas enquanto viam imagens de rostos com expressões de raiva, tristeza e neutras.
Os resultados relevaram que baixos níveis de serotonina provocaram comunicações mais fracas na amígdala (regiões específicas do sistema límbico emocional do cérebro) e nos lobos frontais.
Laços entre mãe e bebê influenciam relacionamentos amorosos na vida adulta
O relacionamento estabelecido entre mãe e filho durante os primeiros meses de vida da criança podem influenciar como será o comportamento do bebê em relacionamentos amorosos, quando ele chegar à vida adulta.
Em um estudo americano, pesquisadores encontraram informações que podem indicar que até mesmo memórias pré-verbais ficam marcadas no cérebro infantil. Dentre as pessoas que participaram do estudo, aquelas que eram mais ligadas às mães quando bebês tinham mais facilidade para resolver conflitos em relacionamentos e tinham laços mais estáveis e satisfatórios com seus parceiros.
“É frequentemente muito difícil encontrar efeitos duradouros do começo da vida se relacionando ao comportamento adulto, porque as circunstâncias mudam”, explica Jeffry A. Simpson, da Universidade de Minnesota. “As pessoas mudam, mas tem um cerne de estabilidade de experiências anteriores em muitas pessoas”, completa.
Homens pensam mais em sexo, sono e comida do que mulheres
O senso comum diz que homens pensam muito mais em sexo do que mulheres, mas de acordo com um novo estudo, essa afirmação pode ser um mito. Pesquisadores apontam que a diferença entre a quantidade de pensamentos sobre sexo em homens e mulheres não é tão grande. Outra descoberta da pesquisa afirma também que homens pensam mais em comida e em dormir, do que o sexo oposto.
Participaram do estudo 163 universitárias e 120 universitários entre 18 e 25 anos, que receberam aleatoriamente a tarefa de registrarem a frequência de pensamentos sobre comida, sono e sexo.
Os registros foram feitos através de um aparelho. A cada pensamento, os estudantes deviam pressionar um botão. Para pessoas registrando pensamentos sexuais, por exemplo, eles deviam pressionar o botão sempre que pensassem sobre o tema, incluindo atividades sexuais de qualquer tipo, fantasias e imagens eróticas, memórias sexuais ou estímulos.
Mulheres se sentem mais atraídas por bons dançarinos, afirma estudo
Homens que se arriscam na pista de dança podem estar demonstrando mais do que apenas suas habilidades como dançarinos. De acordo com uma pesquisa desenvolvida na Universidade de Gottingen, na Alemanha, mulheres julgam a personalidade de um homem através de seus passos de dança. Elas acreditam, por exemplo, que bons dançarinos são mais escrupulosos e agradáveis.
A pesquisa foi construída com bases em descobertas anteriores que apontam que mulheres pensam que os passos de dança de homens mais fortes são mais atraentes e mais assertivos, e que homens que gostam de se arriscar também são melhores dançarinos.
“Nós dizemos que a personalidade é – até certo ponto – sinalizada através de movimentos do corpo (a dança em particular, já que ela é o movimento corporal mais complexo)”, explica o pesquisador Bernard Fink. “Se isso for verdade, explicaria porquê a dança é um tópico tão proeminente em quase todas as sociedades humanas”.
Mulheres bissexuais correm mais risco de terem depressão
Mulheres que se definem como bissexuais têm maiores probabilidades de abusarem de álcool, cigarros e de desenvolverem depressão do que homens bissexuais.
Pesquisadores da Universidade George Mason desenvolveram um estudo que abordou essa diferença, e apesar de os estudiosos não saberem a sua causa, eles têm algumas teorias.
“Existe muito preconceito contra elas”, afirma a pesquisadora Lisa Lindley. “(pessoas) dizem a elas ‘você está confusa – escolha um.’ Tem a tendência de que haja uma expectativa ou padrão de que a pessoa escolhe uma identidade sexual e fica com ela. Eu acho que têm muitos desentendimentos quanto a bissexuais. Eu acho que o risco deles têm muito mais a ver com estigma”, afirma.
A pesquisa foi publicada no periódico American Journal of Public Health.
Conservadores sentem mais nojo do que liberais
Pesquisadores americanos desenvolveram um estudo que mostra que pessoas que têm ideais conservadores sentem mais nojo do que pessoas que têm opiniões liberais.
Para o estudo, pessoas foram expostas a imagens que haviam sido previamente julgadas por um grupo controle. As imagens incluíam fotos de um homem com minhocas na boca, fezes, feridas e vermes. Uma análise desse experimento mostrou que os participantes que tinham ideais políticos conservadores tiveram respostas mais intensas de nojo do que pessoas liberais.
“Eu acho que uma explicação plausível está mais ou menos na linha de que uma forma de entender algumas dessas atitudes sobre política e moralidade é que elas têm um componente emocional forte”, afirma David Pizarro, pesquisador da área. Ou seja, atitudes e comportamentos políticos podem ser refletidos na biologia do corpo.
O estudo foi publicado no periódico PLoS ONE.
Consumo de refrigerantes está associado à agressividade
O consumo exagerado de refrigerantes pode estar ligado ao aumento de comportamento agressivo em adolescentes, de acordo com um novo estudo americano.
Pesquisadores da Universidade de Vermont desenvolveram um estudo que avaliou como os refrigerantes podem afetar a agressividade em adolescentes. Os cientistas analisaram questionários respondidos por 1878 jovens de 22 escolas públicas da cidade de Boston. O questionário incluía perguntas sobre quantidade de refrigerante consumido e histórico de violência (agressões contra familiares ou amigos e porte de armas).
De acordo com as suas respostas, os participantes foram divididos em dois grupos: os que tomaram até quatro latas de refrigerante na semana anterior ao estudo (baixo consumo), e os que tomaram cinco ou mais (alto consumo). 30% dos jovens puderam ser classificados na categoria de alto consumo.
Pessoas materialistas têm relacionamentos mais infelizes
Pessoas que dão mais valor a dinheiro podem enfrentar mais problemas em seus relacionamentos amorosos, quando comparados a pessoas que se importam menos com bens materiais.
Pesquisadores da Brigham Young University (EUA) desenvolveram um estudo que mostra que entre os casais entrevistados, os mais infelizes eram aqueles que poderiam ser classificados como materialistas, independente de seu nível de renda.
“Nós achávamos que seria um padrão incongruente ou não combinado que seria o mais problemático, onde um era gastador e outro o que poupa. Nosso estudo descobriu que são os casais em que ambos os conjugues têm altos níveis de materialismo que têm mais problemas”, explica o pesquisador Jason Carroll.
Pessoas que dormem mais tarde têm mais pesadelos, aponta estudo
Algumas pessoas preferem ir para a cama mais tarde, mas essa prática pode trazer problemas. Um novo estudo desenvolvido na Universidade de Notre Dame (EUA) aponta que pessoas que se deitam mais tarde correm mais riscos de terem pesadelos.
Pesquisas mostram que 80% dos adultos têm pelo menos um pesadelo por ano, sendo que 5% dessas pessoas têm sonhos ruins mais de uma vez por mês. Para esse novo estudo, 264 universitários foram entrevistados quanto a hábitos de sono e frequência de pesadelos. Os sonhos ruins foram classificados como sonhos associados a medo, ameaça ou terror.
Os estudantes foram divididos entre pessoas que preferiam a noite e pessoas que preferiam a manhã. Pessoas dos dois grupos indicaram em uma tabela a frequência com a qual elas tinham pesadelos de acordo com uma pontuação entre zero e quatro. As pessoas que preferiam a noite tiveram uma média de 2,10 pontos, sendo que a média das pessoas que preferiam as manhãs foi de 1,23 pontos.
Estigma de gênero e preconceito permeiam modalidades de luta
Estudo realizado na Escola de Educação Física e Esportes (EEFE) da Universidade de São Paulo (USP) mostra que a mulheres que praticam algumas modalidades esportivas, em especial as lutas, são estigmatizadas e sofrem com o preconceito.
Conduzido pelo educador físico Marco Ferretti, o estudo mostra que a desvalorização das lutadoras vai desde a fase amadora, passando pelas atividades físicas na escola, e chegando a atingir as profissionais, acontecendo até nos Jogos Olímpicos.
Segundo Ferretti, algumas modalidades esportivas ainda carregam o predomínio de um dos gêneros, e isso pode acarretar em preconceito quando praticado por pessoa do sexo oposto. “Isso se deve à sexualidade ser relacionada ao gênero em nosso contexto social”, explica.
Mulheres que dirigem alcoolizadas são mais velhas e bem educadas
Pesquisadores da Universidade de Nottingham (Inglaterra) analisaram dados de 26 estudos mundiais e descobriram que problemas de saúde mental e emocional são fatores comuns que podem levar mulheres a cometerem infrações relacionadas ao álcool.
“O perfil de mulheres infratoras de direção alcoolizada é de divorciadas, viúvas ou separadas que têm menos condenações prévias do que seus parceiros. Assim, pode ser que essas mulheres estejam angustiadas com suas situações e busquem a bebida para consolo”, explica a professora Mary McMurran, uma das autoras da pesquisa.
Emagrecer melhora a memória
Sua memória está ruim? Então emagreça. Segundo estudo da Kent State University, existe uma ligação entre a perda de peso e melhoria da memória e concentração. O estudo mostra que pacientes submetidos à cirurgia bariátrica apresentaram melhoras na função de memória 12 semanas após a cirurgia.
Segundo John Gunstad, autor da pesquisa, essa surgiu do trabalho clinico na Brown Medical School, onde trabalhou com pacientes que estavam em processo de emagrecimento, seja através de cirurgias bariátricas ou com dietas convencionais. Observando tais pessoas, Gunstad percebeu que sempre eram cometidos os mesmos erros por todos participantes.
Ao todo, participaram da pesquisa 150 pessoas, sendo que dessas 109 haviam se submetido a cirurgias bariátricas e 41 eram obesos em dietas de controle de peso. Em testes cognitivos, pacientes submetidos a cirurgias tiveram pior desempenho. Contudo, 12 semanas depois da cirurgia, esses pacientes apresentaram melhora significativa na memória e concentração.
Passar muito tempo escutando música pode ser sinal de depressão
A quantidade de tempo que um adolescente passa ouvindo música pode ser um indício de depressão.
A música em si não seria a causa, mas o jovem pode encontrar refúgio e conforto em canções, o que faz com que haja uma conexão muito forte entre a doença e o hábito de escutar música.
Baseando-se em pesquisas feitas anteriormente, os pesquisadores acreditam que os jovens incluídos nos grupo de maiores usuários passam por volta de 4 ou 5 horas por dia ouvindo música.
Imagem corporal feminina é baseada na opinião alheia
A forma como as mulheres enxergam seus próprios corpos está mais relacionada à forma como outros a vêm do que com o próprio peso. Pesquisas norte-americanas mostram que esse hábito coloca em risco a saúde da mulher, uma vez que essas se baseiam sua alimentação mais na aparência do que no funcionamento corporal.
Mulheres que conseguem focar-se mais no funcionamento do seu corpo do que na aparência tendem a ser mais saudáveis e felizes. Pesquisas apontam que quanto mais satisfeitas com seu corpo, maiores são as chances da mulher comer intuitivamente, respondendo melhor às sensações de fome e saciedade.
Empresários brasileiros estão entre os menos estressados
O nível de estresse dos empresários brasileiros cresceu, mas ainda sim eles figuram entre os menos estressados no mundo. Segundo dados do International Business (IBR) 2012 da Grant Thornton International, 19% dos empresários pesquisado disseram que o estresse aumentou nos últimos 12 meses, 10 pontos percentuais a mais que o registrado em 2010, porém abaixo da média global de 28%. O estudo foi feito com 6.000 empresas em 40 economias.
O Brasil é o 30º país no ranking de estresse elaborado pelo IBR. O primeiro do ranking é a Grécia (67%), seguida por China (60%), Taiwan (57%) e Vietnã (56%). Os países com empresários menos estressados nos últimos 12 meses foram Dinamarca (6%), Austrália (9%), Holanda (13%) e Rússia (13%).
Falta de cuidados com a pele faz com que homens tenham mais chances de desenvolver câncer
Pesquisa recente do Ministério da Saúde revela que a maior parte das pessoas do sexo masculino não tem a preocupação de se proteger contra os raios ultravioletas emitidos pelo sol, considerados altamente nocivos à saúde da pele. Dos 54 mil entrevistados, somente 37% dos homens dizem tomar precauções contra 55% das mulheres que demonstram ter mais cuidado. Os maus hábitos podem apresentar grande relevância no aumento do índice de câncer de pele, que hoje já corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, ocupando o posto de mais recorrente entre as neoplasias.
Sexo é a chave para uma aposentadoria feliz
Cientistas descobriram que existe uma ligação direta entre o número de vezes que pessoas com mais de 65 anos têm relações sexuais e suas chances de uma vida e de um casamento contentes.
Pessoas mais velhas que se envolveram em atividade sexual mais de uma vez por ano eram cerca de 50% mais propensas a se descrevem como “muito felizes”, do que aquelas que eram celibatários por pelo menos um ano.
“Este estudo vai ajudar a despertar o interesse no desenvolvimento de abordagens diferentes para lidar com questões que limitam ou impedem os adultos mais velhos de ter atividade sexual”, diz a autora do estudo, Adrienne Jackson.
Segundo os pesquisadores, destacar a relação entre sexo e felicidade ajuda no desenvolvimento e organização de intervenções específicas de saúde sexual para este crescente segmento da nossa população – os idosos.
No estudo, pesquisadores entrevistaram 238 pessoas casadas com mais de 65 anos nos Estados Unidos. Eles descobriram que a frequência de atividade sexual foi significativamente relacionada com a felicidade geral e conjugal.
Quase 60% dos que tiveram relações sexuais mais de uma vez por mês estavam “muito felizes” com sua vida em geral, em comparação com apenas 40% daqueles que não faziam sexo há mais de um ano.
Da mesma forma, 59% dos que não relataram atividade sexual nos últimos 12 meses estavam “muito felizes” com seu casamento, ao contrário de quase 8 em 10 que tiveram relações sexuais mais de uma vez por mês.
A associação permaneceu mesmo após os cientistas levarem em conta fatores como idade, sexo, estado de saúde e satisfação com a situação financeira.
O novo estudo apoia várias outras pesquisas que apontam o sexo como fazendo parte uma aposentadoria feliz.
Um estudo na Califórnia concluiu que mulheres entre as idades de 60 e 89 anos que desfrutavam de uma vida sexual ativa tinham uma melhor qualidade de vida e eram mais felizes. Também, um relatório constatou que a geração baby boomer era mais satisfeita com sua aparência e vida sexual do que as pessoas mais jovens. 60% disseram que o sexo era mais satisfatório depois dos 50 anos.[Telegraph]
Nossas mentes nos iludem para nos deixar felizes
Não se engane: as coisas que você se lembra, sente ou pensa não são o que parecem. Nossas memórias são meras invenções da imaginação e nossas decisões são influenciadas por preconceitos irracionais. As emoções refletem os sentimentos de quem nos cerca, assim como as nossas próprias circunstâncias.
As ilusões criadas por nossa mente vão desde entrevistas de emprego até encontros amorosos ou situações perigosas no cotidiano.
Lidamos com as informações conflitantes como se elas fossem uma ameaça física, como comprovaram estudos com ressonâncias cerebrais. Como resultado, nosso cérebro escolhe a opção “mais feliz”, ignorando os detalhes que não se encaixam com os nossos pontos de vista.
A tendência da nossa massa cinzenta é sempre a de escolher o caminho que represente menor resistência, na sincera tentativa de nos deixar felizes, mesmo que iludidos.
O cérebro pode ser um milagre diante de tantos erros, mas ninguém, exceto quem não tem um cérebro, está isento disso. [NewScientist]






