Pesquisas e Estudos

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Falta de cuidados com a pele faz com que homens tenham mais chances de desenvolver câncer

Pesquisa recente do Ministério da Saúde revela que a maior parte das pessoas do sexo masculino não tem a preocupação de se proteger contra os raios ultravioletas emitidos pelo sol, considerados altamente nocivos à saúde da pele. Dos 54 mil entrevistados, somente 37% dos homens dizem tomar precauções contra 55% das mulheres que demonstram ter mais cuidado. Os maus hábitos podem apresentar grande relevância no aumento do índice de câncer de pele, que hoje já corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, ocupando o posto de mais recorrente entre as neoplasias.

Sexo é a chave para uma aposentadoria feliz

Cientistas descobriram que existe uma ligação direta entre o número de vezes que pessoas com mais de 65 anos têm relações sexuais e suas chances de uma vida e de um casamento contentes.

Pessoas mais velhas que se envolveram em atividade sexual mais de uma vez por ano eram cerca de 50% mais propensas a se descrevem como “muito felizes”, do que aquelas que eram celibatários por pelo menos um ano.

“Este estudo vai ajudar a despertar o interesse no desenvolvimento de abordagens diferentes para lidar com questões que limitam ou impedem os adultos mais velhos de ter atividade sexual”, diz a autora do estudo, Adrienne Jackson.

Segundo os pesquisadores, destacar a relação entre sexo e felicidade ajuda no desenvolvimento e organização de intervenções específicas de saúde sexual para este crescente segmento da nossa população – os idosos.

No estudo, pesquisadores entrevistaram 238 pessoas casadas com mais de 65 anos nos Estados Unidos. Eles descobriram que a frequência de atividade sexual foi significativamente relacionada com a felicidade geral e conjugal.

Quase 60% dos que tiveram relações sexuais mais de uma vez por mês estavam “muito felizes” com sua vida em geral, em comparação com apenas 40% daqueles que não faziam sexo há mais de um ano.

Da mesma forma, 59% dos que não relataram atividade sexual nos últimos 12 meses estavam “muito felizes” com seu casamento, ao contrário de quase 8 em 10 que tiveram relações sexuais mais de uma vez por mês.

A associação permaneceu mesmo após os cientistas levarem em conta fatores como idade, sexo, estado de saúde e satisfação com a situação financeira.

O novo estudo apoia várias outras pesquisas que apontam o sexo como fazendo parte uma aposentadoria feliz.

Um estudo na Califórnia concluiu que mulheres entre as idades de 60 e 89 anos que desfrutavam de uma vida sexual ativa tinham uma melhor qualidade de vida e eram mais felizes. Também, um relatório constatou que a geração baby boomer era mais satisfeita com sua aparência e vida sexual do que as pessoas mais jovens. 60% disseram que o sexo era mais satisfatório depois dos 50 anos.[Telegraph]

Nossas mentes nos iludem para nos deixar felizes

Não se engane: as coisas que você se lembra, sente ou pensa não são o que parecem. Nossas memórias são meras invenções da imaginação e nossas decisões são influenciadas por preconceitos irracionais. As emoções refletem os sentimentos de quem nos cerca, assim como as nossas próprias circunstâncias.

As ilusões criadas por nossa mente vão desde entrevistas de emprego até encontros amorosos ou situações perigosas no cotidiano.

Lidamos com as informações conflitantes como se elas fossem uma ameaça física, como comprovaram estudos com ressonâncias cerebrais. Como resultado, nosso cérebro escolhe a opção “mais feliz”, ignorando os detalhes que não se encaixam com os nossos pontos de vista.

A tendência da nossa massa cinzenta é sempre a de escolher o caminho que represente menor resistência, na sincera tentativa de nos deixar felizes, mesmo que iludidos.

O cérebro pode ser um milagre diante de tantos erros, mas ninguém, exceto quem não tem um cérebro, está isento disso. [NewScientist]

Os 8 lugares mais “sujos e contaminados” dos shoppings

“Qualquer lugar em que as pessoas se reúnam fica cheio de bactérias e vírus, e um shopping center lotado é um exemplo perfeito disso”, explica o especialista em microbiologia e imunologia, Philip Tierno.

Fim de ano chegando, a loucura dos feriados e das compras batendo nas portas, e a última coisa que você quer é ficar doente, certo? Porém, quando estiver nas lojas, você também estará exposto a muitos germes – como os vírus da gripe, E. coli e estafilococos. Com isso em mente, verifique os piores locais infectados por germes do shopping, indicados por um painel de especialistas, e dicas para se manter saudável:

1 – Pia do banheiro

A área mais suja em um banheiro (e, portanto, no shopping todo) não é a privada ou a maçaneta – é a pia. As bactérias ficam na torneira porque as pessoas tocam essas superfícies logo após usar o banheiro. Como essa é uma área úmida, as bactérias podem sobreviver por mais tempo ali.

Cuidado com as saboneteiras, também – não só elas são manuseadas por muitas mãos sujas, como podem abrigar germes em si. Especialistas descobriram que uma em cada quatro saboneteiras de refil de banheiro público continham níveis inseguros de bactérias.

Para se proteger, lave bem as mãos depois de usar um banheiro público: esfregue com sabão durante pelo menos 20 segundos, e enxague bem. Use uma toalha de papel para desligar a torneira e abrir a porta. Se não há sabão ou toalhas de papel, mate germes com um desinfetante à base de álcool, utilizando pelo menos uma colher de sopa do produto.

Evite saboneteiras recarregáveis e use apenas sabão líquido que vem em refil selado; se isso não for uma opção, use apenas o desinfetante para as mãos.

2 – Mesas de alimentação

Mesmo se você ver alguém passando um pano na mesa, isso não significa que ela está limpa. Na verdade, o pano pode espalhar bactérias nocivas como a E. coli se não for trocado e lavado regularmente.

Considere levar lenços desinfetantes em sua bolsa para que você possa limpar a mesa antes de se sentar. Procure os que contêm álcool ou outro agente de desinfecção, a fim de matar os germes, e não apenas limpar a sujeira.

3 – Corrimão de escada rolante

Durante testes, pesquisadores encontraram comida, E. coli, urina, muco, fezes e sangue no corrimão de escadas rolantes – e onde há muco, você também pode encontrar vírus. O certo é evitar tocar corrimões, a menos que seja absolutamente necessário – neste caso, use desinfetante para as mãos depois.

4 – Teclados

Qualquer tela ou teclado que várias pessoas tenham que tocar (como de caixas eletrônicos) pode conter uma média de 1.200 germes, incluindo micróbios que induzem doenças. O pior é o botão “enter”, porque todo mundo tem que tocá-lo.

Para evitar riscos, não use a ponta do dedo para apertar os botões, que são mais propensas a encontrar o caminho para seu nariz ou boca. E não se esqueça de lavar as mãos ou usar desinfetante depois.

5 – Lojas de brinquedo

Lojas de brinquedos podem ter mais germes que áreas de jogo, carrosséis, e outras zonas para crianças, simplesmente por causa da maneira como elas se comportam lá. Crianças lambem brinquedos, os rolam em suas cabeças, esfregam em seus rostos, e tudo isso deixa uma grande quantidade de germes.

Se você fizer uma compra, limpe qualquer brinquedo que não esteja em uma caixa selada com água e sabão, álcool ou vinagre (que tem propriedades antimicrobianas) antes de dar para o seu filho. E, claro, use desinfetante para as mãos depois de limpá-lo.

6 – Provadores

Você não vai pegar muitos germes nos ganchos ou maçanetas. O culpado? O que você experimenta. Depois que as pessoas experimentam roupas, células da pele e transpiração podem se acumular no interior. Ambos podem servir de alimento para o crescimento bacteriano. Você pode até mesmo pegar bactérias resistentes a antibióticos apenas experimentando roupas.

Use sempre roupas íntimas (não fio dental!) por debaixo das roupas que experimentar, principalmente calças, trajes de banho e qualquer outro vestuário que tocar seus genitais ou reto. Tampe cortes ou arranhões, já que feridas abertas podem ser uma porta de entrada para bactérias perigosas. E não se esqueça de lavar as roupas novas antes de usá-las.

7 – Lojas de dispositivos eletrônicos

Enquanto você está brincando com seu novo smartphone, você pode estar apanhando germes das mil pessoas que o testaram antes de você.

Um estudo publicado no ano passado descobriu que os vírus facilmente se transferem entre as superfícies de vidro e pontas dos dedos. E um relatório recente concluiu que de quatro iPads em duas lojas da Apple, um continha Staphylococcus aureus, a causa mais comum de infecções por estafilococos, enquanto outro registrou uma bactéria associada à erupção cutânea.

Limpe seus dispositivos com um lenço para desinfecção, bem como sua mão após usá-lo.

8 – Amostras de maquiagem

Vá até o balcão de maquiagem e acabe pegando uma infecção junto com a sombra mais recente. Um estudo de 2005 constatou que entre 67% e 100% da maquiagem para teste estavam contaminadas com bactérias, incluindo estafilococos, estreptococos e E. coli.

Evite o uso de amostras de maquiagem públicas; não aplique cosméticos nos lábios, olhos ou rosto que estejam ali para todos usarem. Amostras únicas são mais seguras. Se isso não for possível, use um lenço de papel para limpar a amostra e, em seguida, aplique o produto na parte traseira de sua mão. Só então use.[CNN]

Garotas afetam-se mais com ofensas de amigos

As garotas talvez sejam mais doces que os garotos, mas isso termina quando os amigos às põe para baixo.

Em um estudo da Universidade de Duke, pesquisadores descobriram que garotas pré-adolescentes não são mais “fáceis” no quesito amizade, contrariando a maioria das pesquisas, que atestam o contrário. O trabalho sugere que quando há sérias violações na amizade, as garotas sofrem tanto, ou mais, do que os rapazes.

No estudo, elas afirmaram que agem como eles no quesito vingança contra um amigo ofensor. Ataque verbal e ameaças de encerrar a amizade, além de dizer segredos para os outros.

Elas também afirmaram sentir mais incômodo, raiva e tristeza, e pensavam mais que o ex-amigo não ligava para elas ou estava tentando controlá-las.

Uma ex-aluna de doutorado em Duke, Julie Paquette MacEvoy, hoje professora, e o professor do Departamento de Psicologia e Neurociência de Duke, Steven Asher, participaram do estudo.

MacEvoy e Asher mostraram a 267 crianças da quarta e quinta série 16 histórias hipotéticas onde os participantes deveriam imaginar um amigo que violou uma expectativa chave da amizade. Essas histórias incluíam um amigo falhando em manter as responsabilidades de um trabalho escolar em grupo, resultando em nota baixa para ambos, e um amigo fazendo pouco caso do animal doente do outro, dizendo não “ser nada demais, só um animal de estimação”.

Para cada história, as crianças de 9 a 10 anos disseram o que sentiriam se o incidente realmente acontecesse com elas, como interpretariam o fato, o que fariam e quanto o fato iria chateá-las.

“Pesquisas anteriores sugerem que as meninas talvez tenham os amigos mais em conta do que os meninos, o que nos leva a pensar que elas tenham uma dificuldade maior de lidar com um desapontamento”, afirma MacEvoy.

Outros estudos sugerem que elas são melhores amigos do que os meninos, porque são mais envolvidas emocionalmente na amizade, ajudam mais, e estão prontas pra resolver conflitos no grupo.

Mas também já foi afirmado que as amizades dos rapazes duram o mesmo que as femininas, têm a mesma satisfação, e que lees não sentem-se mais sozinhos do que elas.

Os pesquisadores quiseram testar a possível explicação para esse paradoxo: que as garotas têm mais dificuldade em lidar com uma quebra de expectativa.

“Encontramos que as garotas seriam tão vingativas e agressivas com os amigos como os garotos, contrariando pesquisas antigas que mostravam eles como mais negativos em conflitos menores, como qual jogo jogar depois”, comenta Asher.

De acordo com o estudo, quanto mais raiva a pessoa sentia, menos queria concertar a relação. Mas os sentimentos de tristeza geram o contrário: maior desejo de tentar resolver o problema e manter a amizade. Para os autores, a tristeza pode, algumas vezes, servir como uma “cola social” que mantém as relações.

O estudo traz reflexões sobre como ajudar os jovens a manter suas relações de amizade de maneira saudável.

“Quando tentamos ajudar crianças com dificuldades nas amizades, talvez precisemos focar em algo diferente do que garotos versus garotas”, afirma MacEvoy. “Para elas, talvez seja crítico ajudar a aprender como lidar com uma situação ruim”.[ScienceDaily]

Café impede que alguns medicamentos funcionem?

Muita gente toma café todo dia – praticamente não consegue viver sem. Mas a maioria das pessoas raramente considera os efeitos colaterais da bebida, além de inquietação ou dificuldade em adormecer à noite.

Só que o café pode ter outras consequências em pessoas que tomam determinados medicamentos, seja bloqueando seus efeitos ou afetando a absorção de cafeína.

Em muitos casos, as interações são causadas pela cafeína, mas outros compostos no café também podem desempenhar um papel.

Estudos mostram que mais de uma dezena de medicamentos – desde antidepressivos até drogas para tireoide e osteoporose – podem ser afetadas pelo consumo de café.

Um estudo realizado em 2008, por exemplo, descobriu que pessoas que bebiam café pouco antes ou depois de tomar levotiroxina, um medicamento comum pra tireoide, tiveram uma redução de até 55% na absorção da droga.

Outros estudos descobriram que o café pode reduzir a absorção do alendronato (droga da osteoporose) em até 60%, e pode diminuir os níveis circulantes de estrogênio e outros hormônios em mulheres.

Alguns medicamentos podem aumentar os efeitos do café e de outras bebidas com cafeína. Um número destes medicamentos, incluindo alguns antidepressivos, antibióticos e anticoncepcionais, bloqueia uma enzima conhecida como CYP1A2, que ajuda a metabolizar a cafeína. Como resultado, a cafeína pode persistir no organismo por várias horas mais que o normal.

Um estudo mostrou, por exemplo, que mulheres que tomam pílulas anticoncepcionais ficam com cafeína em seus sistemas quatro horas a mais do que as mulheres que não tomam a pílula. Ou seja, café não é água, não.[NewYorkTimes]

Lanchar de manhã pode estragar toda a dieta

Segundo uma nova pesquisa, comer entre as refeições café de manhã e almoço pode arruinar sua dieta mais do que lanchar em outros momentos do dia.

Mulheres que comeram um lanche no meio da manhã perderam uma média de 7% do seu peso corporal ao longo de um ano, enquanto que as mulheres que não comeram antes do almoço perderam 11% do seu peso corporal.

“Comer no meio da manhã pode ser um reflexo de hábitos alimentares ruins, ao invés de comer para satisfazer a fome de verdade”, disse a pesquisadora Anne McTiernan. O desejo de comer um lanche durante o tempo relativamente curto entre essas refeições pode ser um sinal de comer por “ansiedade”, “prazer”, etc.

O estudo incluiu 123 mulheres com sobrepeso ou obesas, entre as idades de 50 e 75 anos. As participantes faziam parte de um estudo maior, projetado para ajudá-las a perder peso, e para examinar os efeitos da dieta e exercícios sobre o câncer de mama.

Enquanto 97% das mulheres relataram comer lanches diários, apenas 19% relataram comer entre 10:30 e 11:30 da manhã (o horário mais comum para lanches entre as participantes foi a tarde – 76% relataram comer entre 14:00 e 17:30 horas).

As mulheres que comeram pela manhã tinham maior probabilidade de lanchar com mais frequência ao longo do dia. O estudo mostrou que 47,8% das pessoas que comeram no meio da manhã relataram que comiam três ou mais lanches por dia, enquanto 38,9% das mulheres que comiam um lanche à noite relataram comer muitos lanches por dia.

Em geral, comer lanches saudáveis pode ajudar as pessoas a alcançar seus objetivos de dieta por afastar a fome. “Comer pode ser parte de um kit de ferramentas de dieta, se as pessoas comerem em resposta à fome de verdade”, disse McTiernan.

Mas, em vez disso, os estudos descobriram que os hábitos alimentares nos EUA estão mudando – comer é cada vez mais influenciado por outras pistas ao invés da fome, e as pessoas estão comendo mais frequência. Em outras palavras, comer está ficando mais “irracional”.

E o problema com isso é que esses lanches por puro prazer trazem calorias extras, porque não significam que vamos comer menos na próxima refeição.

Os lanches podem ser grandes amigos das dietas. Um estudo publicado este mês mostrou que pessoas que comem lanches são ligeiramente mais saudáveis, porque comem mais frutas e mais cereais integrais do que as pessoas que não lancham durante o dia.

Além disso, no novo estudo, mulheres que relataram comer dois ou três lanches por dia tinham maior consumo de fibra do que as mulheres que comiam um ou nenhum lanche por dia. E aquelas que comiam no período da tarde apresentaram maior ingestão de frutas e vegetais.

“Os indivíduos submetidos a dieta para perda de peso deveriam ser educados sobre as formas de incorporar lanches saudáveis a sua dieta”, escreveram os pesquisadores, na conclusão do estudo.[LiveScience]

Mais medicamentos, menos ereção

Um novo estudo afirma que homens que tomam remédios regularmente têm mais chance de desenvolver problemas sexuais.

Na pesquisa, quanto mais medicação o homem tomou, maior foi o risco de disfunção erétil. Participantes que tomavam dez ou mais remédios tinham 1,6 vezes mais chances de desenvolver o problema quando comparados com os que tomavam menos de dois.

Os resultados se confirmaram mesmo depois de fatores como idade, massa corporal, diabetes e fumo serem levados em conta.

“Alguns pacientes tomam muito mais remédios do que o necessário. Como médicos ou pacientes, podemos sempre cortar o número a cada visita”, afirma a pesquisadora do estudo e urologista, Diana C. Londoño. “Tomar consciência disso ajudaria pacientes com disfunção”. Ela também comenta que reduzir o número de medicamentos ajuda a saúde geral do corpo.

O estudo, realizado em 2002 e 2003, envolveu mais de 37.700 homens da Califórnia do Sul, com idades entre 46 e 69 anos. Eles foram questionados sobre a quantidade de vezes em que conseguiram sustentar uma ereção suficiente para o sexo, e seu uso de remédios.

Vinte e nove dos participantes foram classificados com disfunção erétil moderada à severa, baseado em sua funcionalidade sexual.

Os remédios mais associados com o problema foram os direcionados à pressão sanguínea alta, depressão, ansiedade e outros que interferem nos níveis de testosterona.

Algo em torno de 60% dos avaliados tomavam mais de três medicações, e 25% pelo menos 10.

Entre os que tinham disfunção moderada, cerca de 30% tomavam mais de dez, enquanto 15% tomava dois ou menos. Os dados foram comprovados independente do tipo de remédio.

O uso de medicações múltiplas também ficou associado com aumento da disfunção. Cerca de 30% dos homens que tomavam dez ou mais remédios tinham problemas de ereção severos, em comparação com apenas 6,9% dos que tomavam dois ou menos.

Os pesquisadores não estão certos porquê o uso de múltiplas medicações aumenta o risco de disfunção erétil, mas é possível que as interações entre os remédios sejam a causa. “Pode ser que eles tenham pequenos efeitos na disfunção, mesmo que esses efeitos não estejam na bula”, afirma o urologista Andrew Kramer, que não participou do estudo.

Os pesquisadores afirmam que os médicos deveriam considerar o uso de medicações como um fator envolvido na disfunção erétil, quando outras causas já foram avaliadas.[MSN]

Pessoas disléxicas não só leem, mas percebem os sons de maneira diferente

Pessoas com dislexia às vezes veem as palavras e letras embaralhadas, o que torna a leitura uma tarefa difícil. Agora, um novo estudo mostra que a dislexia não é apenas uma “perturbação visual”. Também parece ser um problema da forma como o cérebro interpreta os sons, especialmente o discurso.

Pesquisadores franceses mapearam a atividade cerebral de 23 pessoas com dislexia e 21 pessoas sem o transtorno, conforme elas ouviam um ruído branco.

A fim de compreender as informações na fala, o cérebro precisa ser capaz de sincronizar com a mesma frequência dos sons que ouve. A sincronização das ondas cerebrais com os sons é chamada de arrastamento.

Quando o cérebro está devidamente sincronizado com um som, ele pode corretamente separar e interpretar o sinal, quase como se quebrasse um código.

Os pesquisadores descobriram que as pessoas sem dislexia não tinham problemas em ajustar seus cérebros para as mesmas frequências que ouviram no ruído branco.
Pessoas com dislexia, por outro lado, não conseguiam fazer o mesmo. Seus cérebros tinham problemas de sincronização com sons na faixa de cerca de 30 hertz, uma frequência que é importante para a compreensão e decodificação da fala.

O cérebro disléxico também parece ser hipersensível a sons de alta frequência. Este processamento de som interrompido pode ajudar a explicar por que as pessoas com dislexia têm dificuldade em lembrar e processar palavras e discursos.

“Isso sugere que um problema no córtex auditivo, no lado esquerdo do cérebro, é o que torna difícil para os disléxicos perceberem a fala”, diz o cientistas Ken Pugh. “Isso, por sua vez, pode dificultar a construção de uma compreensão dos sons da fala, necessária para aprender a ler”, explica.[WebMD]

Seu sobrenome pode influenciar sua carreira

Recentemente, cientistas estão explorando a teoria de que as pessoas são atraídas para certos ofícios e profissões com base nas conotações de seus sobrenomes.

O fenômeno pode ser observado entre figuras famosas, como o campeão mundial de corrida de velocidade Usain Bolt (cujo sobrenome significa “raio”, “flecha”, “fuga”, etc), ou o poeta do século 18, William Wordsworth (cujo sobrenome significa, literalmente, “palavras que valem”).

Pesquisas sérias estão sendo dedicadas ao tema – conhecido como determinismo nominativo – para explicar por que ele ocorre.

A revista New Scientist cunhou esse termo, depois de observar os sobrenomes dos autores de uma série de livros de ciência e artigos relevantes, por exemplo, um livro sobre o ártico chamado “Pole Positions: The Polar Regions and the Future of the Planet” (em português, “As regiões Polares e o Futuro do Planeta”), escrito por Daniel Snowman (Daniel “Homem Neve”).

Sendo assim, estudos foram feitos em busca de uma explicação para o fenômeno. Um artigo apontou que as pessoas são desproporcionalmente propensas a escolherem carreiras cujos rótulos lembram os seus nomes.

Os autores Brett Pelham, Matthew Mirenberg e John Jones concluíram que o fenômeno ocorre porque as pessoas “preferem coisas que estão ligadas a si mesmas (por exemplo, as letras no próprio nome)”.

No entanto, eles notam que é mais difícil explicar exemplos de pessoas que têm sobrenomes infelizes em relação a seus trabalhos, tais como um médico com o sobrenome Pain (“dor”).

E aí, lembra de algum sobrenome famoso que se relaciona a profissão de alguém?[Telegraph]

Adolescentes que “respondem” e brigam pela sua opinião são menos propensos a cair em pressões sociais

Segundo um novo estudo, adolescentes que “respondem” para a mãe, e costumam expressar seus pontos de vista, são menos propensos a serem influenciados pela pressão dos colegas e acabar “indo com a maré” e fazendo coisas que normalmente não fariam.

Este tipo de argumentação produtiva – no qual o adolescente tenta convencer sua mãe ou pai com argumentos fundamentados -, em vez de fazer pressão, choramingar ou insultar, parece influenciar as interações do adolescente com os seus colegas também.

“A autonomia saudável estabelecida em casa parece transitar nos relacionamentos com os colegas”, disse o pesquisador do estudo, Joseph Allen.

Mesmo que a mãe e o adolescente discordem, o forte apoio da mãe também é de importância fundamental para que o adolescente resista à pressão dos colegas.

“Pode ser que os adolescentes que tenham capacidade de se apoiar em suas mães quando estressados sejam menos propensos a acabar se sentindo excessivamente dependentes de seus amigos mais próximos, e, portanto, menos propensos a serem influenciados pelo comportamento desses amigos, quando este é negativo”, comentou Allen.

Os pesquisadores entrevistaram 184 alunos de sétima e oitava séries do ensino fundamental de populações urbanas e suburbanas nos EUA.

Os adolescentes responderam a perguntas sobre uso de drogas e álcool, amizades e aceitação social. Também discutiram ou argumentaram com suas mães sobre um assunto que levou a desacordo, sendo observados em laboratório. As discussões envolveram coisas como dinheiro, notas e regras da casa.

Os pesquisadores analisaram os dados para ver quais características de um adolescente o tornavam mais ou menos capazes de resistir a pressão dos colegas.

A autonomia dos adolescentes, ou o quanto eles eram independentes e o quanto seus pais confiavam neles para tomar suas próprias decisões, pareceu desempenhar um papel importante na forma como eles reagiram quando lhes ofereceram drogas.

Se um adolescente tinha experiências em casa em que ele ou ela tinha apresentado autonomia com sucesso (independência e capacidade de manter seus valores se alguém os desafia) e se sentia apoiado por sua mãe, era mais propenso a relatar resistência a pressão dos colegas.

Os amigos também influenciavam. Se os melhores amigos de um adolescente usavam drogas e/ou álcool, um particularmente sem muita autonomia era mais propenso a adquirir o hábito, especialmente de um amigo que era popular.

“Os adolescentes carentes de tais habilidades são mais propensos a mudar o seu nível de uso de substância ao longo do tempo de acordo com o nível de seu amigo mais próximo”, explicam os pesquisadores.

Segundo os cientistas, não podemos subestimar a importância da influência dos grupos sem contar com a probabilidade de que ela é mais forte e mais aplicável a alguns adolescentes do que a outros.

A boa notícia é que a influência ocorre dos dois lados: se o amigo de um adolescente suscetível usa pouca droga ou álcool, esse adolescente é menos propenso a aumentar seu nível de consumo ao longo do tempo. Adolescentes suscetíveis podem ser tão suscetíveis a influências positivas de seus amigos, quanto influências negativas.[LiveScience]

Dia de Natal é época mais “quieta” da internet

Segundo uma pesquisa britânica, o período festivo do Natal é a época em que as pessoas preferem ficar offline em favor de ver televisão e estar com a família.

Durante o Natal, o pico de uso da internet é 27% menor do que em um dia médio, e a quantidade total de downloads é 20% menor do que o normal.

Esses números são parecidos com o dia de Ano Novo, que também vê níveis mais baixos de tráfego na web, apesar da corrida para compras e vendas online.

O estudo foi feito no Reino Unido. Ano passado, no dia de Natal, a internet foi 15% menos movimentada do que no dia 23 de dezembro.

Segundo os números na região, a partir das 7:00 da manhã de Natal, o tráfego online cresceu rapidamente até o meio-dia, antes de se estabilizar e começar a diminuir (hora em que as famílias abrem presentes, desfrutam do almoço) e, de acordo com a tradição do país, entram em sintonia com o discurso da rainha às 3:00 da tarde.

O tráfego cresce constantemente mais tarde, conforme as famílias testam as novas tecnologias que podem ter ganhado, como tablets, laptops e celulares, com um aumento até a meia-noite, quando as pessoas navegam em compras online, talvez começando a se livrar de ou trocar presentes não desejados.

A pesquisa indica, no entanto, que o Natal continua a ser a época mais popular para se ver televisão. No ano passado, a TV teve audiência 22% maior no dia de Natal do que um dia médio de dezembro.[Telegraph]

A felicidade está diminuindo entre usuários do Twitter

Segundo um novo estudo, os usuários da rede social Twitter podem estar menos felizes do que costumavam ser.

Os pesquisadores analisaram bilhões de tweets ao longo de quase três anos e descobriram que a felicidade entre os usuários diminuiu.

Ao pé da letra, os cientistas analisaram o conteúdo (as palavras) de mais de 4 bilhões de tweets postados por 63 milhões de usuários do Twitter em todo o mundo.

Os tweets analisados foram postados entre setembro de 2008 e meados de setembro de 2011. Segundo o pesquisador Peter Dodds, os tweets oferecem um olhar quase instantâneo sobre a sociedade, como um coletivo, em tempo quase real.

Voluntários do estudo leram os tweets para, em seguida, avaliar a “felicidade” das palavras nos tweets, usando uma escala de 1 (triste) a 9 (mais feliz).

Por exemplo, a palavra “riso” tem uma classificação média de 8,5, enquanto “comida” pontuou 7,44, “ganância” ficou em 3,06, e “terrorista” em 1,30.

Os cientistas aplicaram esta escala de classificação de texto e outras fórmulas matemáticas nos bilhões de tweets que coletaram, e observaram que a felicidade, depois de uma tendência gradual para cima (de janeiro a abril de 2009), teve uma tendência de queda gradual, acelerando ligeiramente ao longo do primeiro semestre de 2011.

Os cientistas observaram quedas de felicidade em certas épocas nos tweets, como durante a quebra do sistema financeiro dos EUA em 2008, e na pandemia da gripe H1N1 em 2009.

Nesse mesmo ano, a morte do cantor Michael Jackson causou a maior queda de felicidade em um único dia, enquanto a morte de Osama bin Laden em 2011 resultou no dia de menor felicidade do estudo.

Os dados do Twitter ofereceram perspectivas intrigantes: o dia mais feliz da semana é o sábado, seguido de perto pela sexta-feira e o domingo. O dia menos feliz da semana é a terça-feira.

A hora mais feliz do dia é entre as 5:00 e 6:00 horas da manhã, quando os tweets contêm palavras mais positivas e menos negativas. A felicidade cai acentuadamente até meio-dia, e depois tem um declínio mais gradual até o ponto médio de baixa felicidade do dia, das 23:00 às 00:00 horas.

Mesmo o uso de palavrões em tweets tem um ciclo previsível diário: os xingamentos atingem um ponto alto em torno de 1:00 hora da manhã, e um ponto baixo entre 5:00 e 6:00 da manhã.[WebMD]

Patrões abusivos podem causar problemas de casamento nos empregados

Seu patrão é abusivo? Se sim, a verdadeira vítima pode ser o seu casamento. De acordo com um novo estudo, o estresse e a tensão causados por patrões abusivos no trabalho têm um efeito negativo sobre a vida matrimonial e familiar dos empregados.

“Pode ser que, como o abuso do supervisor aumenta a tensão na relação, o trabalhador fica menos motivado ou capaz de se
envolver em interações positivas com seu parceiro e outros membros da família”, disse Merideth Ferguson, coautora do estudo.

280 funcionários em tempo integral e seus parceiros foram entrevistados para a pesquisa. As ações ofensivas dos patrões identificadas no estudo incluíram acessos de raiva, crítica pública e rudeza em geral para com os empregados.

Os pesquisadores descobriram uma conexão entre as respostas dos funcionários, quando eles identificaram patrões lhes insultando e quando seus parceiros relataram problemas em casa.

“A evidência ressalta a necessidade das organizações enviarem uma mensagem clara para aqueles em posições de supervisão: que comportamentos hostis e abusivos não serão tolerados”, afirma Dawn Carlson, outro pesquisador do estudo.

No entanto, a pesquisa também descobriu que os funcionários que estavam em relacionamentos mais longos e que tinham mais crianças foram menos afetados pelas ações dos patrões abusivos.

Para combater as ações ofensivas no trabalho, os autores também recomendam que os empregados busquem apoio, seja através de sua empresa ou outras formas de aconselhamento e gestão de estresse, para evitar trazer problemas do local de trabalho para casa.

“Os empregadores devem tomar medidas para evitar ou cessar o abuso, e também oferecer oportunidades para os subordinados gerirem eficazmente as consequências do abuso, evitando que isso afete suas famílias”, disse Carlson.[LiveScience]

Até bebês entendem que crimes merecem punição

Tudo bem se você for contar uma história para um bebê que não envolva um final com todos os personagens felizes para sempre. Se os vilões se derem mal, os bebês certamente ficarão satisfeitos com isso.

Isso é o que sugere um novo estudo, que diz que até mesmo crianças a partir de oito meses de idade querem ver os malfeitores punidos. Em contraste, os bebês mais novos preferem ver as pessoas sendo gentis umas com as outras – mesmo que a bondade seja para uma pessoa que mereceria um belo castigo.

“Este estudo ajuda a responder questões que têm intrigado psicólogos evolucionistas há décadas”, afirmou Kiley Hamlin, psicólogo na Universidade da Colúmbia Britânica. “As conclusões sugerem que, já a partir de oito meses, nós observamos as pessoas que poderiam nos colocar em perigo”.

No estudo, foram dramatizadas cenas com fantoches que mostravam diferentes comportamentos, e os bebês deviam escolher seus bonecos preferidos. As crianças com menos de oito meses preferiam os personagens bonzinhos. Já os mais velhos foram mais exigentes: tendiam a escolher o personagem que castigava um malfeitor a um que praticava uma boa ação para um personagem de pouca visibilidade na história.

Esses resultados revelam que os bebês desenvolvem um senso de justiça entre cinco e oito meses de idade. Embora este senso de justiça possa ser aprendido, a idade precoce em que ele se desenvolve sugere que o desejo de punição pode ser algo parcialmente inato. [LiveScience]

 

Mães realizam mais multitarefas do que os pais – e gostam menos disso

O estereótipo da mãe que trabalha e ainda divide sua energia entre as crianças, marido e tarefas domésticas pode ser
verdadeiro. De acordo com uma nova pesquisa, não só as mães realizam mais multitarefas do que os pais, como são menos felizes fazendo-as.

O estudo conclui que as mães que trabalham gastam cerca de 10 horas a mais por semana fazendo multitarefas do que os pais que trabalham.

Enquanto hoje os pais estão mais envolvidos do que nunca na vida doméstica, a pesquisa revela que as mães ainda carregam um fardo mais pesado.

Multitarefas podem parecer produtivas, mas estudos psicológicos sugerem que nosso cérebro não realiza seu melhor quando dividido entre duas ou mais tarefas.

Um estudo de 2010 descobriu que o cérebro que consegue “fazer malabarismos” com duas tarefas ao mesmo tempo, mas a adição de uma terceira é uma receita para o desastre. Mesmo pessoas comumente “multifuncionais” lutam contra a sobrecarga. Segundo pesquisas, as pessoas que mais fazem multitarefas são as piores nisso.

Mas para as famílias modernas, multitarefa é uma forma de vida. Os pesquisadores queriam saber quanto tempo as mães e pais passavam fazendo duas ou mais coisas ao mesmo tempo, e como eles se sentiam em relação a isso.

Os pesquisadores pediram aos pais que usassem relógios de pulso pré-programados para apitar oito vezes por dia. Quando os participantes ouviam o bip, paravam tudo para gravar em um diário o que estavam fazendo, e suas emoções no momento.

Com uma amostra total de 16.878 entradas de diário de 368 mães e 9.482 entradas de 241 pais, os pesquisadores descobriram que a multitarefa é muito comum. Os pais a realizavam por mais de um terço de suas horas acordados, enquanto as mães realizavam multitarefas dois quintos de suas horas acordadas.

Trabalho remunerado já coloca muita carga de multitarefa em ambos pais e mães, sendo que multitarefas relacionadas ao trabalho compõem 36% dos episódios de multitarefa nos pais e 23,4% dos episódios de multitarefa nas mães.

Em casa, no entanto, as mães são mais propensas do que os pais a se envolver em duas atividades domésticas ou dois cuidados relacionados com as atividades da criança ao mesmo tempo. “Combos” de cuidado doméstico e com os filhos foram responsáveis por 10% do tempo de multitarefa das mães e 4,4% dos pais.

Embora as mães façam mais multitarefas em casa do que os pais, elas também gostam menos disso. Elas relataram uma menor sensação de bem-estar do que os pais ao fazer multitarefas.

Mães relataram mais emoções negativas e mais estresse em casa em comparação com quando fizeram uma única tarefa, enquanto os pais não apresentaram esse aumento de emoções negativas.

Algumas discrepâncias emocionais podem ter a ver com quem manipula as tarefas. O estudo descobriu que, para mães que trabalham, 52,7% dos episódios de multitarefa em casa eram trabalhos domésticos, em comparação com 42,2% dos pais que trabalham. Da mesma forma, 35,5% das multitarefas em casa para as mamães envolviam cuidados infantis, em comparação com 27,9% para os pais.

Os resultados destacam o estresse que famílias de classe média enfrentam na força de trabalho moderna. Segundo os pesquisadores, temos trabalhadores do século 21, mas os locais de trabalho são do século 20. Talvez esteja na hora de pensar em uma organização de trabalho mais flexível.[LiveScience]

Sexo na adolescência pode afetar desenvolvimento do cérebro e comportamento adulto

Segundo uma nova pesquisa, sexo durante a adolescência pode afetar o humor e o desenvolvimento do cérebro na idade adulta.

O estudo, que foi realizado em hamsters, revela como as experiências sociais durante a adolescência, quando o cérebro ainda está em desenvolvimento, podem ter consequências amplas.

Especificamente, os animais que copularam mais cedo na vida tinham níveis mais elevados de comportamentos depressivos, alterações no cérebro e tecidos reprodutivos menores em comparação com aqueles que tiveram relações sexuais mais tarde (ou não tiveram relações).

“Ter uma experiência sexual durante este ponto no tempo, no início da vida, traz consequências”, disse o coautor do estudo, John Morris.

Os pesquisadores alertam, no entanto, que o estudo não deve ser usado para promover a abstinência adolescente, uma vez que foi realizado em hamsters e não é certeza que a mesma conclusão se aplica a seres humanos. São necessárias mais pesquisas para compreender os efeitos de relações sexuais durante a puberdade.

Os cientistas fizeram um grupo de hamsters machos com 40 dias de idade (o equivalente a adolescência humana) acasalarem com fêmeas adultas. Um segundo grupo de machos acasalou na idade adulta (80 dias na vida), enquanto um grupo de controle não foi exposto a fêmeas.

Os hamsters atingem a puberdade aos 21 dias, e aos 40 dias chegam na pós-adolescência, mais ou menos equivalentes às idades 16 a 20 anos em humanos.

Quando os animais completaram 120 dias, os pesquisadores fizeram vários testes. Quando colocados na água, os animais que tiveram relações sexuais aos 40 dias foram mais propensos a parar de nadar vigorosamente, um sintoma da depressão, do que os outros três grupos.

Todos os hamsters sexualmente ativos apresentaram níveis mais elevados de ansiedade, medidos pela vontade de explorar um labirinto.

O grupo que teve relações sexuais na adolescência também mostrou menos complexidade em dendritos do cérebro, as extensões de ramificação de neurônios que recebem mensagens de outras células nervosas, e maior expressão de um gene associado com a inflamação.

Certos tecidos reprodutivos, incluindo as vesículas seminais (glândulas dos machos que ejaculam) e vasos deferentes (tubos que transportam o esperma para fora dos testículos), também foram menores nestes animais.

No entanto, o grupo de 40 dias também mostrou alguns benefícios da experiência da vida sexual precoce, incluindo massa corporal reduzida e maior resposta imune na idade adulta.

“Estudos anteriores em animais mostraram que as experiências e os hormônios sexuais, quando administrados no início da vida, têm consequências a longo prazo para o cérebro, para a fisiologia e comportamento”, disse o coautor da pesquisa, Zachary Weil.

Os pesquisadores basearam seu estudo no trabalho de Cheryl Sisk que mostrou que, em roedores, os níveis elevados de testosterona na puberdade influenciam o desenvolvimento de circuitos cerebrais que estão por trás dos comportamentos sociais do sexo masculino.

No estudo de Sisk, hamsters castrados foram menos propensos a copular com fêmeas receptivas e eram mais submissos para com intrusos do sexo masculino em comparação com machos que tinham níveis naturais de testosterona. Substituir o hormônio na fase adulta não restaura os níveis normais destes comportamentos sociais.

“Nós pensamos que a testosterona na puberdade organiza circuitos neurais durante a adolescência de uma maneira que maximiza respostas sociais e comportamentos típicos masculinos na vida adulta”, disse Sisk. Ela acrescentou que a testosterona pode estar ligada a mudanças estruturais no cérebro, incluindo como os dendritos são organizados ou conectados um ao outro.

A nova equipe está agora investigando se a testosterona é o único mecanismo envolvido. Em um novo estudo, os animais receberão o hormônio, em vez de acasalarem.

Sisk disse que acredita que uma combinação de hormônios e experiências afeta o desenvolvimento do cérebro durante a puberdade e adolescência. “Nos seres humanos, essas duas variáveis são difíceis de separar, porque os níveis elevados de hormônio que são típicos da puberdade levam ao aparecimento de características sexuais secundárias, que por sua vez alteram a natureza das interações com os pais, colegas e professores”, disse ela.

Os resultados do estudo são muito preliminares, e devem ser usados apenas para estimular a discussão sobre o papel das experiências iniciais na vida de seres humanos de uma forma geral.

“Há evidências anteriores de que a idade da primeira experiência sexual correlaciona-se com problemas de saúde mental em humanos”, disse Weil. “Mas, como todas as pesquisas com seres humanos, há uma série de outras variáveis envolvidas, como a supervisão dos pais e o status socioeconômico, que podem estar envolvidos tanto com a idade da primeira experiência quanto com a depressão”, explica.

Embora essa pesquisa possa ser útil em começar a compreender os resultados de saúde física e mental do sexo na adolescência em humanos, Weil disse que a principal conclusão do estudo é que a experiência durante a adolescência, quando o cérebro ainda está se desenvolvendo, pode ter efeitos a longo prazo sobre a saúde e o comportamento.

Weil disse que os dados, no entanto, indicam o quão potencialmente prejudicial pode ser a negligência e o abuso de jovens, em que ambos hormônios elevados e experiências negativas estão em jogo.[LiveScience]

Pessoas impacientes têm mais dívidas

A paciência é mesmo uma virtude. Um novo estudo mostra que pessoas pacientes também têm melhores oportunidades de crédito.

Segundo a pesquisa, as pessoas que estavam dispostas a esperar por benefícios de longo prazo apresentaram melhor pontuação de crédito do que as pessoas que aceitaram recompensas imediatas.

Os pesquisadores entrevistaram 437 famílias de baixa a moderada renda que procuravam ajuda na preparação do imposto.

Em um questionário, os pesquisadores perguntaram aos participantes se eles aceitariam uma pequena recompensa imediatamente, ou uma recompensa potencialmente maior pela qual eles teriam que esperar.

Os pesquisadores então acessaram a pontuação de crédito desses participantes, e descobriram uma correlação entre pontuação de crédito e as pessoas que estavam dispostas a aceitar um benefício a longo prazo. Os participantes que aceitaram recompensas imediatas tinham menor pontuação de crédito.

“Conceitualmente, faz sentido que a forma como as pessoas ‘planejam’ o futuro afete sua decisão de padrão em seus empréstimos”, disse Stephan Meier, autor do estudo. “As pessoas acumulam dívidas e têm que decidir se devolvem o dinheiro ou o usam para outra coisa”, explica. [LiveScience]

Sua personalidade pode determinar seu cheiro

Um estudo da Universidade de Wroclaw, na Polônia, decidiu investigar se existe algum jeito de conhecer a personalidade de uma pessoa sem necessariamente conversar com ela. E realmente existe um indicador alternativo: alguns traços da personalidade podem alterar seu odor corporal.

Os pesquisadores recrutaram 30 homens e 30 mulheres para o experimento. Durante um período de três dias, cada participante deveria usar apenas uma camisa branca de algodão, fornecida pelos condutores do teste. Não podiam passar perfume ou qualquer produto que disfarçasse o cheiro, não podiam fumar, nem comer alimentos com odor muito forte.

Depois do período de manutenção do próprio cheiro, as camisetas dos 60 voluntários foram recolhidas. Cada uma foi colocada em um saco plástico inodoro e não transparente, para que não pudesse haver identificação. Nesse ponto da pesquisa, 100 homens e 100 mulheres foram divididos em turmas para avaliar o cheiro das camisetas.

Os avaliadores deveriam classificar cheiros semelhantes e separá-los dos outros, de forma a compor “grupos de odores” parecidos. Em paralelo a isso, um acompanhamento psicológico foi conduzido com os 60 voluntários que vestiram a camiseta durante os três dias. Eles também foram agrupados de acordo com traços de personalidade: extroversão (alto grau de sociabilidade), dominância (vontade de liderar) e nervosismo (constantes demonstrações de ansiedade).

Na última etapa da pesquisa, os resultados foram relacionados: de um lado, os grupos de cheiros de camiseta, e de outro, as características de personalidade. Os resultados, conforme explicam os pesquisadores, não foram exatamente perfeitos, mas houve uma boa margem de semelhança entre determinado cheiro e um traço psicológico correspondente.

Alguns fatores para essa divisão, segundo os cientistas, são mais visíveis do que outros. Por exemplo, pessoas com alto grau de nervosismo tendem a suar mais, o que se reflete no cheiro. Por outro lado, algumas características de dominação implicam em maior produção de certos hormônios, o que é um fator indireto, mas ainda assim pesa na balança. [LiveScience]

Caminhadas curtas podem reduzir consumo de chocolate pela metade

Segundo um estudo recente, uma caminhada de 15 minutos pode cortar o consumo de chocolate no trabalho pela metade.

Foi descoberto que, mesmo em situações estressantes, os trabalhadores comem apenas a metade do chocolate que normalmente comeriam após uma breve explosão de atividade física. A pesquisa sugere que pausas curtas longe das mesas de trabalho podem ajudar a manter as mentes dos funcionários longe da comida.

No estudo, 78 comedores regulares de chocolate foram convidados a entrar em um ambiente de trabalho simulado, depois de dois dias de abstinência de chocolate.

Dois grupos foram convidados a fazer uma caminhada rápida de 15 minutos em uma esteira para, em seguir, completar um trabalho em uma mesa. Um grupo recebeu uma tarefa fácil, de baixa tensão, enquanto o outro foi convidado a completar um trabalho mais exigente.

Outros dois grupos foram convidados a fazer um descanso antes de completar as mesmas tarefas que os dois primeiros grupos.
Mais uma vez, metade recebeu uma tarefa mais fácil, e o restante uma mais desafiadora. Chocolate estava disponível em uma tigela sobre a mesa para todos os participantes.

Aqueles que haviam se exercitado antes de trabalhar consumiram, em média, metade da quantidade de chocolate que os outros: cerca de 15 gramas, em comparação com 28 gramas no segundo grupo. 15 gramas é equivalente a um chocolate pequeno.

A dificuldade da tarefa não fez diferença para a quantidade de chocolate que eles comeram, o que sugere que o estresse não contribui para o desejo por doces.

“Sabemos que lanchar alimentos altamente calóricos como chocolate no trabalho pode se tornar um hábito e levar a ganho de peso ao longo do tempo. Às vezes as pessoas acham que esses lanches lhes dão um impulso energético, ou ajudam a lidar com o estresse, incluindo tédio. Elas acham difícil reduzir seus deleites diários, mas este estudo mostra que, ao fazer um curto passeio, elas são capazes de regular sua ingestão pela metade”, explica o líder da pesquisa, Adrian Taylor.

O exercício tem benefícios significativos para o humor e níveis de energia e tem um potencial para o gerenciamento de dependências. Agora, foi provado que ele também pode reduzir o desejo pelo chocolate, o que certamente é uma vantagem.[ScienceDaily]


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