Pesquisas e Estudos

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Bocejos são mais “contagiosos” entre amigos

Nossa tendência a bocejar é maior se estivermos dentro de um círculo íntimo de amigos, e não com desconhecidos. É o que garantem pesquisadores americanos, a partir de um estudo feito pela Universidade de Pisa, na Itália. O foco da investigação era descobrir se o ato de bocejar está relacionado com emoções humanas, e o resultado ainda causa discussões.

Estudos anteriores já haviam constatado que o bocejo não é uma simples demonstração de sono, mas sim também tem a ver com o ambiente e as pessoas que cercam quem boceja. Neste experimento, foram recrutados 109 voluntários, que bocejaram 480 vezes durante o período do experimento.

Os participantes foram identificados em relação a suas afinidades, embora estivessem todos no mesmo ambiente. Em geral, quando uma pessoa boceja, todos os outros tendem a fazer o mesmo, devido a uma característica neurológica do ser humano.

Mas o tempo de reação variava: enquanto as pessoas levavam entre um e dois minutos para bocejar após o bocejo de um amigo,este tempo de intervalo subia para mais de três minutos no caso dos bocejos de desconhecidos, e isso foi visto como um bocejo isolado, e não uma reação ao anterior.

Os pesquisadores explicam, no entanto, que é necessário fazer testes mais minuciosos para comprovar a veracidade dessas informações. E estas condições não valem apenas para seres humanos: já se realizaram experimentos com cachorros e outros animais, que também bocejam muito claramente. [LiveScience]

Piadas machistas podem tornar as mulheres piores motoristas

Acha que as mulheres têm mais dificuldades em interpretar mapas ou colocar o carro em vagas estreitas de estacionamento? A culpa pode ser dos homens, e não é difícil imaginar o porquê. Afinal, mulheres ao volante têm sido alvo de piadas machistas por décadas.

Psicólogos parecem ter encontrado evidências de que as piadas sobre motoristas mulheres podem ser uma profecia auto-realizável.

Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Warwick e da Universidade da Geórgia, nos EUA, encontrou evidências de que a crença de que as mulheres dirigirem mal e os homens bem ajuda ou atrapalha o motorista de acordo com seu sexo. No caso das mulheres, as piadas sexistas podem reduzir a confiança e o desempenho no volante.

Pesquisadores pediram para que mais de 500 estudantes universitários dos EUA realizassem uma série de testes na direção. Eles foram divididos em vários grupos de acordo com o gênero. Em alguns dos testes, a confiança dos participantes foi manipulada com comentários positivos ou negativos em seu desempenho ao volante.

Quando as mulheres tiveram seus níveis de confiança diminuídos, elas dirigiram pior do que os homens. Mas quando elas foram deixadas à própria sorte, realizaram as atividades tão bem quanto eles. As mulheres que receberam elogios se saíram tão bem quanto seus colegas do sexo masculino.

A confiança é um fator fundamental na forma como as mulheres dirigem. Essa pesquisa sugere que ao fazer uma mulher se sentir melhor sobre ela mesma, possivelmente ela vai dirigir melhor também. Com mais confiança e um pouco de habilidade é possível colocar o carro até naquela vaguinha de estacionamento apertada… [Telegraph]

Mundos virtuais ajudam pessoas a desenvolver habilidades na vida real

Uma nova pesquisa sugere que longe de alienar os jovens da vira real, os mundos virtuais põem à disposição ambientes únicos que podem ajudar no aprendizado e absorção de novas situações.

Acadêmicos do projeto Inter-Life, fundado pelo Conselho de Pesquisa Social e Econômica (ESRC), desenvolveram mundos 3D que funcionam como comunidades informais, permitindo a jovens interagir e dividir atividades usando avatares.

Os avatares personagens tridimensionais, controlados pelos participantes. Os mundos virtuais oferecem a possibilidade de ambientações interativas e realísticas, que podem ir além da normalidade; assim, permitem que pessoas novas desenvolvam habilidades usadas no mundo real, como as cognitivas e organizacionais.

O projeto envolveu jovens em atividades criativas como gravações de filmes e fotografia. Os estudantes deveriam aprender a lidar com diferentes cenários do mundo (composto de ilhas privadas), além de participar da comunidade online por vários meses. No desenrolar da ideia, os pesquisadores encorajaram novas formas de comunicação, incluindo as usadas online.

O líder do projeto, professor Victor Lally, afirma: “Nós demonstramos que você pode planejar atividades com crianças e os fazer trabalhar com comprometimento, energia e envolvimento em mundos 3D, por um período de tempo significante”.

Segundo o pesquisador, é um meio muito atraente, e pode ter um impacto grande na extensão da educação e treinamento além das condições geográficas. “Mundos 3D parecem fazer isso de uma forma mais poderosa do que as outras ferramentas sociais disponíveis na internet. Quando propriamente configurado, esse espaço virtual pode oferecer locais seguros para experimentar novas oportunidades impossíveis a 15 anos atrás”, adiciona.

A pesquisa representa uma oportunidade de acessar o impacto emocional e social dos mundos virtuais 3D. Até agora, poucos estudo nessa área puderam ajudar jovens na aprendizagem.

O Inter-File é parte de um programa que mira estreitar o espaço entre a aprendizagem dos jovens e a dominância das tecnologias na vida cotidiana.

“As aplicações são gigantes”, comenta Lally. “Você agora pode criar múltiplas simulações ou localizações de campo, usando a tecnologia 3D para ‘teletransportar’ os participantes a experimentos e atividades. E os estudantes podem dividir o conhecimento através de gravações, gráficos, e tecnologias de voto para julgar atitudes e opiniões dos outros. Esse tipo de tecnologia 3D tem muitas aplicações em qualquer lugar que jovens e adultos queiram trabalhar”, comenta. “Poderia ser usado para simular ambientes de treinamento, contextos de mercado e entrevistas – além de outras possibilidades. Os mundos virtuais têm potencial na educação, e também em outras aplicações sociais e acadêmicas”.[ScienceDaily]

Mulheres “sentem o cheiro” de doenças sexualmente transmissíveis nos homens

Segundo um novo estudo, pode ser possível “cheirar” doenças sexualmente transmissíveis nas pessoas.

A pesquisa russa mostrou que as mulheres classificaram o cheiro do suor da axila de homens com gonorreia como menos agradável do que o cheiro de suor de homens sem a doença. Elas também foram mais propensas a descrever o cheiro de suor como “podre” se fosse de um indivíduo infectado.

Os pesquisadores disseram que o odor dos homens infectados pode ter mudado conforme o sistema imunológico respondeu à gonorreia. A capacidade das mulheres de farejar homens infectados pode ser parte de um mecanismo evolutivo que garante, inconscientemente, que ela não se relacione com um parceiro de risco.

No estudo, os cientistas coletaram suor das axilas de 34 homens russos com idades entre 17 e 25 anos. 13 tinham gonorreia, 16 eram saudáveis, e 5 tiveram gonorreia no passado, mas se recuperaram.

Os homens usaram camisetas com almofadas de algodão nas axilas por uma hora, e depois as almofadas foram colocadas em frascos de vidro.

Os pesquisadores pediram a 18 mulheres saudáveis para cheirar os frascos e classificar a agradabilidade do cheiro em uma escala de 10 pontos (com pontuação mais alta indicando um cheiro mais agradável), e também para escolher uma palavra de uma lista para descrever o odor (incluindo podre, floral, vegetal, mentolado, frutado, etc).

As mulheres classificaram o suor dos homens infectados menos da metade tão agradáveis quanto o suor dos homens saudáveis. Também disseram cerca de 50% dos homens com gonorreia tinham suor que cheirava “podre”, enquanto apenas 32% dos homens saudáveis foram descritos como pútridos.

E, enquanto 26% dos homens saudáveis tinham um cheiro “floral”, apenas 10% das pessoas com gonorreia foram descritas dessa forma.

Os pesquisadores especularam que os sistemas imunológicos dos homens podem estar envolvidos, porque eles encontraram uma ligação entre a concentração de proteínas que combatem a doença (anticorpos) na saliva dos homens e o quão agradável o seu suor cheirava a mulheres: quanto maior a concentração de anticorpos, menor a pontuação.

Estudos anteriores com animais descobriram que infectar os camundongos com parasitas ou vírus reduz a atratividade de seu cheiro para as fêmeas. Essas pesquisas chamam a atenção para o papel crucial do sistema imunológico na modulação da atratividade do odor resultante de uma infecção.

No entanto, os pesquisadores afirmam que as pessoas com doenças sexualmente transmissíveis não estão exatamente em desvantagem em termos de atrair um parceiro – eles notaram que esse odor corporal “diferente” pode ser melhorado por desodorantes.[LiveScience]

Um bebê te imitou? Você deve ser confiável

Os bebês normalmente copiam adultos, mas um novo estudo mostra que os pequenos escolhem cuidadosamente quem eles imitam, com base em quão credível eles pensam que o adulto é.

Por exemplo, se um adulto já apresentou comportamento duvidoso ou desonesto no passado, o bebê tem menos probabilidade de imitá-lo.

Os pesquisadores dividiram 60 bebês entre grupos de 13 meses e 16 meses. No primeiro grupo, pessoas “não confiáveis” olharam dentro de um recipiente, enquanto expressavam excitação, e convidaram os bebês para descobrir se a caixa continha um brinquedo ou estava vazia. A caixa estava vazia.

O segundo grupo recebeu uma pessoa “confiável”, então quando os bebês copiaram o comportamento dos adultos entusiasmados e olharam para dentro da caixa, eles encontraram um brinquedo.

Em uma segunda tarefa de imitação, cada bebê observou a mesma pessoa que tinha imitado durante o exercício da caixa. Desta vez, o adulto usou a testa, em vez das mãos, para acender uma luz. Então, observou se a criança copiou seu comportamento.

Os resultados mostraram que 61% das crianças no grupo “confiável” imitaram o comportamento irracional do adulto de utilizar suas testas para acender a luz. Em contraste, apenas 34% das crianças imitaram o adulto não confiável que já os havia enganado durante a tarefa da caixa.

“Isso mostra que eles imitam o comportamento de um adulto confiável”, disse a pesquisadora Ivy Brooker. “Em contraste, o mesmo comportamento realizado por um adulto não confiável é interpretado como irracional ou ineficiente, portanto, não vale a pena imitar”.

As descobertas são consistentes com estudos anteriores que sugerem que os bebês são hábeis em detectar a confiabilidade de um adulto com base em seu comportamento anterior.

Em 2007, pesquisadores da Universidade de Yale, EUA, descobriram que crianças de 10 meses e 6 meses de idade já são capazes de julgar o caráter de uma pessoa e usar essa informação para decidir de quem eles preferem ficar perto.

“Como crianças mais velhas, bebês acompanham a história de um indivíduo de ser preciso ou impreciso e usam essa informação para orientar seu aprendizado”, disse Diane Poulin-Dubois, coautora do estudo. “Especificamente, as crianças optam por não aprender com alguém que eles percebem como não confiável”.[LiveScience]

Boxe pode melhorar habilidades musicais de estudantes

Os estudantes da Escola de Música Eastman aprendem muito mais do que música. Lá, eles têm aulas que parecem não ter muito a ver com instrumentos musicais ou melodias: os alunos têm aulas básicas de boxe.

É claro que exercícios físicos são importantes para todos, independentemente da profissão. Mas academia e outros esportes em geral normalmente não são uma exigência obrigatória para músicos.

Mas o boxe parece estar melhorando as habilidades musicais dos alunos. Tudo começou quando o professor James VanDenmark começou a treinar o esporte e melhorou muito sua habilidade de tocar seu baixo. Ele disse que melhorou seu controle, se tornou mais confiante, resistente e com mais energia.

Intrigado, VanDenmark pediu para que suas alunas aprendessem boxe também. Os mesmos resultados apareceram e isso fez com que o boxe se tornasse disciplina obrigatória na escola.

De acordo com VanDenmark, o boxe é um dos esportes mais rítmicos, e muitos gestos lembram o movimento necessário para tocar alguns instrumentos musicais. A atividade também melhora a coordenação dos olhos e mãos.

O boxe também fortalece a parte superior do corpo, as pernas e é um treino cardiovascular. Os estudantes parecem felizes e não foram contra a ideia do professor.

Quem poderia pensar que um esporte violento pode estar ligado com a habilidade com instrumentos musicais? Parece que agora os músicos terão um novo passatempo. [OddityCentral]

Viuvez aumenta risco de demência

Segundo um novo estudo, ficar viúvo e nunca se casar novamente pode aumentar o risco de demência e mal de Alzheimer.

O mal de Alzheimer é marcado pela perda de memória, desorientação e alterações de comportamento. Ninguém sabe por que a doença se desenvolve, mas depósitos anormais de uma certa proteína parecem desempenhar um papel na morte das células cerebrais.

Pesquisadores foram financiados para estudar como as experiências de vida podem desempenhar um papel no desenvolvimento do mal de Alzheimer e outras demências. Como parte do projeto, eles acessaram um banco de dados com registro genealógico detalhado de cidadãos de Utah, EUA, com informações sobre americanos nascidos entre 1895 e 1930.

Os resultados são preliminares, mas indicam que a viuvez quase dobrou o risco de demência, e aumentou em 2,17 vezes o risco de mal de Alzheimer.

Os pesquisadores dividiram os participantes em categorias que refletem histórias complicadas de relação: os que casaram e permaneceram casados, os casados e divorciados que não se casaram novamente, e os casados e viúvos que não se casaram novamente.

Eles também dividiram as pessoas com casamentos múltiplos, em categorias com base no fato de qualquer dos casamentos terem terminado em viuvez ou divórcio.

Depois de controlar idade, sexo, escolaridade e presença da variante do gene APOE e4, conhecido por contribuir para o mal de Alzheimer, os cientistas descobriram que várias mudanças civis, especialmente a viuvez, colocam as pessoas em risco elevado de desenvolver demência mais tarde.

O maior risco de demência era entre os que tinham se casado uma vez, tornado-se viúvos e nunca mais se casado. As pessoas menos prováveis a ter demência foram aquelas que permaneceram casadas e não eram viúvas, e aquelas que se casaram, se divorciaram e continuaram solteiras.

Os pesquisadores acreditam que ainda há muitas questões sobre como outros estressores podem desempenhar um papel na demência. Estudos com animais sugerem que o estresse acumulado durante a vida pode acelerar a morte celular no hipocampo, um dos centros da memória do cérebro, e isso pode tornar o cérebro mais vulnerável aos efeitos do mal de Alzheimer.

Também, os cientistas acreditam que o divórcio não aumenta o risco de demência porque o casamento em si era estressante, e sair dele foi um alívio. Por outro lado, a viuvez pode causar grandes estresses à vida.

O próximo passo do estudo é refinar os resultados, por exemplo, se ficar viúva aos 25 anos versus aos 75 pode fazer a diferença no risco das doenças mais tarde.

É necessário também contar com outros fatores como a depressão ou a morte de uma criança. A depressão já foi considerada um fator de risco para mal de Alzheimer no passado. A ideia é descobrir quais estressores colocam as pessoas em mais riscos para que os médicos possam desenvolver tratamentos e programas para aliviar essa ansiedade o quanto antes, impedindo a demência de surgir.[LiveScience]

Por que nós gostamos (secretamente) quando os outros falham

Quando o preguiçoso que trabalha com você comete um erro que poderia lhe causar um desconto no salário ou até mesmo uma demissão, você se sente mal por ele ou tem que lutar para esconder seu sorriso?

Se você sorri, você acabou de experimentar o “schadenfreude”, palavra alemã que significa sentir prazer com a desgraça dos outros. Agora, os pesquisadores entendem melhor porque sentimos essa emoção aparentemente estranha e controversa.

Na realidade, isso pode ser uma maneira de você se sentir mais confiante e melhor consigo mesmo. É uma espécie de auto-afirmação.

Se alguém se sente bem com a desgraça dos outros, então há algo nesse infortúnio que é bom pra ela. Quando se pensa que alguém mereceu o azar, a pessoa se torna menos invejosa e melhor sobre ela mesma.

Em um estudo da Universidade de Leiden, na Holanda, 70 estudantes foram avaliados de acordo com as emoções que sentiam quando viam o fracasso de outros. As pessoas com baixa autoestima foram mais propensas a apresentar características do schadenfreude, não conseguindo resistir ao riso vendo outras pessoas se darem mal.

No entanto, os pesquisadores descobriram que, independentemente da autoestima, aqueles que se sentiam ameaçados pelas pessoas que cometeram erros se sentiram felizes com isso. A razão disso pode ser a auto-afirmação de quem se sentia ameaçado.

Se você sente uma espécie de alegria com as falhas dos outros, você é uma pessoa má? Calma, não exatamente. Afinal, todos nós praticamos schadenfreude em algum momento de nossas vidas. O problema é que, enquanto a maioria das pessoas acha graça de pequenos erros de colegas, outras experimentam schadenfreude frente a infortúnios graves. [LiveScience]

Ouvir um bebê chorar aumenta níveis de testosterona

Pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA) investigaram um inusitado funcionamento hormonal no corpo humano. Aparentemente, quando um homem ouve um bebê chorar e tenta fazê-lo parar sem sucesso, a atividade desencadeia o aumento de testosterona no organismo.

A relação entre o comportamento e os hormônios foi o tema de estudo dos endocrinologistas americanos. A liberação de hormônios no corpo, conforme explicam os cientistas, está ligada a ações e reações que nem sempre correspondem ao estereótipo de atitudes masculinas. A urgência em ninar uma criança, para fazê-la deixar de chorar, é apenas um exemplo.

Nos Estados Unidos, é comum pais fazerem cursos de educação de filhos, para praticar situações reais. No caso específico que os pesquisadores analisaram, a cena é simulada com uma boneca que chora em volume alto, e tem sensores que detectam certos movimentos e simulam a existência de um bebê de verdade.

A pesquisa recrutou 55 homens, a maioria em idade de frequentar a faculdade, para o experimento. Antes de iniciar o teste, cada voluntário cedeu uma amostra de saliva para medir os níveis hormonais naquele instante. Em seguida, foram divididos em quatro grupos para cumprir determinadas tarefas.

O primeiro grupo simplesmente sentava em uma salinha de espera por alguns minutos, tirava outra amostra de saliva e ia para casa. A segunda parcela ficava o período do teste ouvindo o som gravado do choro de um bebê.

As tarefas mais complicadas estavam nos dois últimos grupos, que deveriam ninar a boneca que simulava o choro infantil. A diferença é que as bonecas do terceiro grupo contavam com o sensor que fazia a boneca se “acalmar” com o tempo, enquanto a última parte dos pesquisados era obrigada a acalentar uma boneca que não pararia de chorar jamais.

Ao final de oito minutos, todos tiveram seus níveis hormonais novamente testados através da saliva. E os resultados confirmaram a teoria: quanto mais impotente no ato de parar o choro da criança, maior o aumento de testosterona. O grupo que era obrigado a apenas ouvir o som gravado, mas sem ter uma boneca em mãos, experimentou um aumento médio de 20% do hormônio no organismo.

A pesquisa mostra, conforme explicam os pesquisadores, que nem sempre os níveis de testosterona de um homem estão relacionados com fatores de saúde “tradicionais”: o modo como cada pai age com seus filhos pode ser um fator importante nesta balança. [LiveScience]

Como identificar um mentiroso

Segundo um novo estudo, o julgamento apressado é mais comum do que se pensa: só precisamos de 20 segundos para decidir se um estranho é ou não confiável.

Pesquisadores americanos recrutaram 24 casais e pediram a cada pessoa para falar sobre um momento em que ele ou ela tinha sofrido. Enquanto isso, as câmeras registraram a reação do parceiro do falante. Um outro grupo revisou os vídeos, e foi capaz de identificar a compaixão falsa na reação dos parceiros dentro de 20 segundos.

Em seguida, os pesquisadores recolheram amostras de DNA dos participantes do estudo.
Eles descobriram que 60% dos participantes menos confiáveis não tinham um certo gene receptor, o genótipo GG, que pode controlar a compaixão e empatia.

O receptor ajuda a regular o nível do hormônio oxitocina do corpo, que estudos anteriores ligaram a sentimentos de confiança, empatia e generosidade.

Daqueles classificados como mais confiáveis, 90% carregavam o gene. Mas como o gene é apenas ligado à percepção de sinceridade, isso não significa que a pessoa seja antipática caso não o possua.

Segundo os pesquisadores, os observadores puderam separar os sinceros dos desonestos porque há certos comportamentos que sinalizam confiança e apoio.

Quer identificar um mentiroso? Procure por esses sinais, descritos pelo psicólogo comportamental Marc Salem:

1 – Comportamento inconsistente

“Se alguém normalmente é muito quieto, e de repente torna-se muito animado, ou vice-versa, essa mudança é um sinal vermelho”, diz Salem. O mesmo acontece se uma pessoa está falando de forma suave e rápida, mas de repente seu discurso torna-se mais deliberado ou cortado. “Deslocamentos do padrão de fala são sinais vermelhos para o engodo”, acrescenta.

2 – Olhar firme

“Quando as pessoas pensam ou contemplam algo, é natural que quebrem o contato visual e olhem ao redor”, explica Salem. Se esse comportamento for muito constante, eles não estão lhe escutando ou estão conscientemente tentando ganhar sua confiança. Ambos são sinais de insinceridade.

3 – Esconder a boca

Tossir, pigarrear com frequência, ou qualquer outro gesto de cobrir a boca pode indicar que uma pessoa está tentando esconder alguma coisa. O mesmo vale para ombros para baixo, corpo curvado, etc. Isso é um sinal de cautela, segundo Salem, e indica uma pessoa não está se abrindo completamente.

4 – Sorriso rápido

Um sorriso genuíno muda todo o rosto de uma pessoa. Seus olhos se iluminam, e suas bochechas e sobrancelhas se elevam, juntamente com os cantos da boca. O sorriso sincero também leva alguns segundos para desaparecer. Um sorriso falso aparece em um instante, e desaparece tão rapidamente quanto.[MSN]

Tunt Tunt Tunt: música alta faz as pessoas beberem muito mais

Uma equipe de pesquisadores ingleses descobriu que música alta faz com que o cérebro ache o gosto do álcool mais doce, o que por sua vez faz com que as pessoas em bares e baladas bebam mais.

O psicólogo Lorenzo Stafford e sua equipe reuniram 80 indivíduos, e os dividiram em diferentes ambientes, alguns com muita distração e outros com nenhuma distração (desde música com volume muito alto a ler uma reportagem).

Os participantes foram então estimulados a beber álcool e classificar o sabor das bebidas em doçura, teor alcoólico e amargor.

Os cientistas descobriram que os participantes classificaram as bebidas como mais doces quando estavam distraídos por música alta.

Segundo o Dr. Stafford, as pessoas naturalmente preferem alimentos doces, e a diferença de doçura do álcool percebida pelos participantes quando eles estavam distraídos pela música alta versus qualquer outra coisa foi significativa o suficiente para concluir que a música alta tocada em clubes e bares pode realmente incentivar as pessoas a beber muito mais do que beberiam normalmente.

Além disso, os frequentadores de balada podem não ter consciência da força da sua bebida enquanto as batidas altíssimas insistentemente danificam seus tímpanos.

E ainda podemos fazer uma reflexão sobre a reação que a música alta pode causar: se a música estimula o consumo excessivo de álcool, e o consumo excessivo de álcool aumenta as chances de sexo irresponsável, o sexo irresponsável leva a mais disseminação de DSTs, então quem sabe os DJs do mundo inteiro estão disseminando gonorréia por aí… Muitos perigos envolvidos, não?[Jezebel]

Gostar de doces deixa pessoa mais amigável

 Doces em geral não constam da lista de alimentos que devam ser consumidos, pois não trazem benefícios ao organismo. Claro que quem não dispensa um chocolate e outros itens discorda. E agora a ciência dá uma força ao grupo. Uma pesquisa apontou que há sim uma vantagem em consumir receitas com açúcar: os 'formigas' tendem a ser mais amigáveis.

A informação foi publicada no jornal Daily Mail e é de um estudo realizado por três instituições americanas - Faculdade Gettysburg, na Pensilvânia, da Universidade St. Xavier, de Chicago, e da Universidade do Estado de Dakota do Norte -, que analisou o comportamento de 500 pessoas em cinco rodadas diferentes.

Uma delas pedia que cada voluntário escolhesse algum alimento disponível e os que escolheram um pedaço de chocolate demonstraram mais disposição para ajudar os outros. Esse comportamento se destacou em relação aos que escolheram alimentos salgados.

Os que escolheram o chocolate também foram percebidos como 'pessoas doces' pelos demais participantes. O julgamento foi feito por meio de fotos de pessoas que não conheciam antes, a partir de suas expressões naturais. Mas antes de incentivar completamente o hábito de consumir chocolates e outros doces, os cientistas alertaram que não é o alimento que causa o efeito e sim a natureza da própria pessoa que conduziu à escolha do item mais açucarado.

Pesquisa: quase metade já traiu e 42% perdoou traição

 As eventuais declarações de personalidades de que fidelidade não é importante numa relação ou casos de reconciliação após escândalos de traição dos famosos parecem representar uma nova tendência de comportamento. Um levantamento da internet na Inglaterra, publicado pelo jornal Daily Mail, aponta que 47% já saíram com outra pessoa enquanto comprometidos e mais, que 63% já descobriu que foi vítima de uma traição.

A questão, no entanto, não é tão grave, pois 42% admitiram ter perdoado a cara metade pelo gesto e 30% afirmaram que faria o mesmo caso descobrisse uma pulada de cerca. E 30% ainda revelou que permitiria a traição caso o(a) amante fosse uma celebridade.

A especialista em relacionamentos Siski Green, autora do livro How to Blow his Mind in Bed (algo como "como deixá-lo louco na cama", em português) afirmou ao jornal que os resultados não são espantosos. "É fato que a maioria da população já fez ou pelo menos pensou nisso. Os humanos são programados para experimentar coisas novas, novos sabores, novas músicas, novas roupas. É por isso que ser diferente num relacionamento, pode ser difícil", disse.

Apesar dessa motivação natural, a vontade de experimentar novas coisas não foi o principal motivo apontado para a traição. O abuso do álcool foi a causa de 25% dos entrevistados, e 20% admitiram ter traído como maneira de se vingar de um companheiro que traiu primeiro.

Jeito de caminhar revela quantidade de orgasmos da mulher

 Quer saber se a mulher se satisfaz na cama? Basta reparar em seu jeito de andar, de acordo com uma pesquisa belga divulgada na publicação Journal of Sexual Medicine. Os dados são do jornal Daily Mail. Quanto mais a caminhada é enérgica e livre, mais orgasmos ela deve ter. As donas de passos duros tendem a ser mais contidas entre quatro paredes.

Voluntárias preencheram um questionário sobre comportamento sexual. Depois, foram observadas à distância enquanto andavam em um espaço público. Seus movimentos foram analisados por dois professores de sexologia e dois assistentes de pesquisa, sendo que os últimos não tinham conhecimento da história do orgasmo.

O levantamento concluiu que a experiência do orgasmo vaginal pode ser avaliada a partir do modo de andar, que compreende fluidez, energia, sensualidade, liberdade e ausência de músculos flácidos ou bloqueados. De acordo com os resultados, as mulheres que experimentam o ápice sexual têm mais autoestima e se sentem mais positivas em relação à vida.

Feições femininas indicam mais propensão a ter muitos filhos

 Para saber se uma mulher quer ter muitos ou poucos filhos, basta reparar em seu rosto. De acordo com uma pesquisa da Universidade de St Andrews, na Escócia, as com traços femininos, como boca carnuda, olhos grandes e nariz pequeno, são mais propensas a querer uma família maior. Isso explicaria os seis pequenos de Angelina Jolie e os quatro de Victoria Beckham.

Os cientistas acreditam que a explicação do achado está no hormônio sexual feminino estrogênio. Altos níveis levariam a feições delicadas e a um instinto maternal elevado, segundo o jornal Daily Mail.

A equipe perguntou a 25 mulheres jovens quantas crianças gostariam de ter e quando, além de medir as taxas de estrogênio. Constatou que, quanto mais hormônio apresentavam, mais bebês queriam. No entanto, não houve uma ligação entre as taxas e a idade que pretendiam ser mães.

Em um segundo experimento, um grupo diferente de mulheres jovens foi fotografado e questionado sobre o desejo materno. Voluntários de ambos os sexos avaliaram os traços das participantes e julgaram as maternais como mais femininas. Em média, as com aparência mais delicada pensavam em 4 filhos, quase três a mais que as menos femininas.

O levantamento, no entanto, constatou também que as características faciais representam apenas cerca de 20% dos planos de estruturar uma família. Fatores sociais, incluindo educação e dinheiro, compõem o restante.

Sete em 10 mulheres fazem "reforma" na imagem do parceiro

 Os cuidados com a aparência e os hábitos dos homens costumam incomodar as namoradas e esposas. E elas não deixam a insatisfação de lado. De acordo com uma pesquisa da marca de aparelhos de barbear Wilkinson's Sword, do Reino Unido, sete em cada 10 admitem que levaram a uma verdadeira "reforma" em seus parceiros, como fez Elizabeth Hurley com seu noivo, o jogador de críquete Shane Warne, que perdeu peso e tem se dedicado mais à aparência.

Das 2 mil entrevistadas, 40% disseram que essa transformação é um trabalho da mulher. Um quarto revelou que começou a moldar a sua metade com apenas duas semanas de relacionamento.

O item número um da lista de preocupações femininas é a forma de se vestir, seguido da frequência do barbear. Uma em quatro participantes admitiu gostar que aparem os pelos do rosto com mais regularidade.

Apostar em creme dental branqueador foi a sugestão de 10% delas, assim como insistir na importância de limpar e hidratar a pele. Pouco mais de 50% conseguiram tornar a dieta masculina mais saudável e 32% incentivaram os parceiros a economizar dinheiro. Acredite ou não, elas também fizeram com que eles gastassem mais tempo em companhia das sogras.

Confira abaixo os 20 itens que as mulheres mais querem que os homens mudem, listados pelo jornal Daily Mail:

1) Senso para se vestir 
2) Hábitos de barbear 
3) Penteado 
4) Cuidados com pelos do nariz e da orelha 
5) Escolha de calçados 
6) Loção pós-barba 
7) Aparar as sobrancelhas 
8) Melhorar a higiene 
9) Livrar-se da barba/bigode 
10) Limpeza e hidratação diárias 
11) Dieta 
12) Responsabilidade financeira 
13) Falar sobre seus sentimentos 
14) Beber menos 
15) Assistir filmes mais sentimentais
16) Ligar para a mãe com mais frequência 
17) Abaixar a tampa do vaso sanitário 
18) Parar de falar palavrão
19) Compartilhar o controle remoto 
20) Aprender a cozinhar

 

 

 

Amor ao dinheiro pode mesmo atrapalhar seu casamento

 Não é só papo de filmes românticos: materialistas que se preocupam em excesso com dinheiro realmente tendem a ter um casamento mais infeliz. É isso que afirma um pesquisador americano, o psicólogo Jason Carroll. ]

A primeira fase do estudo foi pela internet: 1.734 casais responderam um famoso questionário online, usado por conselheiros maritais, educadores e psicólogos dos Estados Unidos.

O primeiro passo dos pesquisadores, ao receber o resultado, foi classificar as pessoas em dois grupos: materialistas e não materialistas. Com o perfil de cada participante, dividiram quatro tipos de casais: no qual ambos são materialistas (20%), no qual nenhum é materialista (14%), no qual apenas a mulher (11%) ou apenas o homem (14%) eram materialistas. Os 31% restantes não souberam se definir em um dos grupos.

Resultados negativos: os casais onde marido e mulher são ambos materialistas apresentaram índices de 10% a 15% mais baixos em satisfação conjugal, estabilidade no relacionamento e habilidade de evitar conflitos.

Isso não se aplica, contudo, exclusivamente aos casais ricos. Não importa a classe social, quando um dos cônjuges decide mergulhar em excesso na busca por sucesso financeiro, o casamento corre maiores riscos.

Se ambos são assim, pior ainda: o casamento tende ao fracasso de maneira mais intensa. Como conta Carroll, isso foi um dado surpreendente: eles imaginaram que o pior casamento seria aquele entre um cônjuge louco por sucesso financeiro e o outro “mão-de-vaca”, por exemplo. Mas a pesquisa indicou que a dissonância não é tão ruim quanto ambos serem amantes do dinheiro. [LiveScience]

 

Idosos usam seus cérebros com mais eficiência do que jovens

 Teorias científicas e crenças populares sugerem que nosso cérebro se deteriora com a idade, tornando-se menos capaz de tomar decisões fundamentadas. Mas, na verdade, a velhice pode ser sinônimo de sabedoria.

Cientistas provaram que as pessoas com mais de 55 anos usam seus cérebros com muito mais eficiência do que as pessoas mais jovens.

Pesquisadores do Canadá descobriram que anos de experiência de vida faz com que cérebros mais velhos sejam tão eficazes quando se trata de tomada de decisão quanto o de seus colegas mais jovens.

As pessoas mais velhas se incomodam menos com cometer um erro, e usam seus cérebros de forma mais seletiva do que as mentes mais jovens, apenas envolvendo certas partes no momento preciso em que são necessárias.

Os cientistas do Instituto de Geriatria da Universidade de Montreal estudaram 24 jovens com idades entre 18 e 35 anos, ao lado de um grupo de 10 idosos com idades entre 55 a 75 anos.

Os participantes completaram uma série de tarefas cada vez mais difíceis, enquanto os pesquisadores monitoravam sua atividade cerebral.

Os resultados de exames de neuroimagem mostraram que os cérebros jovens e idosos reagiam de maneira muito diferente quando ouviam que tinha cometido um erro em um exercício.

Enquanto os jogadores mais jovens instantaneamente ativavam diversas áreas de seus cérebros, os participantes mais velhos “lutavam” contra o erro e mantinham as partes relevantes do seu cérebro dormentes até a próxima tarefa.

O autor do estudo, Oury Monchi, disse que o experimento foi uma prova de que a sabedoria vem com a idade. “Quando se trata de determinadas tarefas, os cérebros de adultos mais velhos podem ter o mesmo desempenho que os de mais jovens”, acrescentou.

Ele disse que as descobertas se assemelham ao conto da lebre e da tartaruga, a fábula em que o concorrente mais lento, mas mais cauteloso, ganha a corrida. “Já se sabia que o envelhecimento não é necessariamente associado a uma perda significativa na função cognitiva. Quanto mais velho, mais experiência tem o cérebro, que sabe que nada se ganha com pressa”, argumentou Monchi.[Telegraph]

 

Menos higiênico do que você pensa: seu celular pode ter alto teor de coliformes fecais

 Quem usa celular diariamente pode não se dar conta, mas esses objetos se sujam muito facilmente se não houver higiene. Passando de uma bolsa ou mochila para as mãos, ele pode acumular poeira e pequenas partículas de sujeira. Um estudo britânico, no entanto, vai ainda mais longe: seu celular pode ter alto teor de coliformes fecais.

A Universidade de Londres fez uma parceria com um centro de estudos sobre higiene e medicina. As entidades conduziram um estudo que recolheu mais de 400 celulares, pertencentes a voluntários de 12 cidades britânicas. O resultado impressionou: 16% dos celulares utilizados estavam contaminados comEscherichia Coli, a bactéria que habita o nosso intestino. Ou seja, vestígios das fezes conseguiram chegar até o teclado do celular.

Os pesquisadores ainda constataram algo em relação à temperatura. As cidades do norte, mais frias, apresentaram maiores teores de coliformes fecais nos teclados. Logo, quanto mais fria a região, mais propício é o clima para a sobrevivência das bactérias, e maior o risco de contaminação.

O problema parece ser complexo por dois motivos. O primeiro é a notável resistência da bactéria, que sobrevive a partir da higiene não perfeita das pessoas no banheiro (em outras palavras, não lavam as mãos depois de fazer as necessidades), passa para os dedos e chega aos celulares. O segundo é a gravidade disso para a saúde: as crianças, principalmente, são alvos fáceis de infecções gástricas por essa razão.

Mas não julgue tão duramente a higiene dos britânicos: eles não saem do banheiro necessariamente sem lavar as mãos. Estudos recentes e outros mais antigos afirmam que muitas pessoas lavam a mão superficialmente, às vezes sem sabonete, e isso pode não ser suficiente. Pode parecer uma lição para crianças, mas os pesquisadores apontam que o problema está justamente nisso: lave bem as mãos![BBC]

 

12% dos adolescentes tímidos podem ter na verdade fobia social

 Fobia social, um medo persistente de situações que possam envolver exame e julgamento, é um diagnóstico um tanto quanto controverso em crianças e adolescentes. Alguns pesquisadores argumentam que esse diagnóstico transforma timidez normal em uma condição médica. Mas um novo estudo indica que uma pequena parcela de adolescentes tímidos podem realmente ter fobia social e que ela não é uma simples timidez.

Uma pesquisa recente indica que os adolescentes com fobia social também são mais propensos a desenvolverem depressão, ansiedade e outros transtornos psicológicos. Essa constatação sugere que a fobia social é uma condição séria.

Pesquisadores questionaram 10.123 mil adolescentes norte-americanos e 6.483 pais sobre níveis de ansiedade, timidez e uso de medicamentos prescritos. Também foi avaliado se os adolescentes apresentavam fobia social.

Os pais estavam mais propensos a julgar seus filhos como tímidos do que os próprios adolescentes: enquanto 62,4% deles afirmaram que seus filhos são tímidos, apenas 46,7% dos adolescentes descreveram a si mesmos dessa maneira. Dos estudantes que se achavam tímidos, 12,4% foram diagnosticados com fobia social. Entre os jovens descritos como tímidos pelos seus pais, 10,6% tinham a fobia. Já entre os adolescentes não identificados como tímidos, apenas 5% preencheram os critérios de fobia social.

Em contraste com a alta frequência de timidez observada entre os adolescentes dos EUA, a fobia social afeta uma minoria de jovens. Os adolescentes que se enquadram nessa condição relatam mais lutas sociais e mais distúrbios psicológicos do que os jovens que são simplesmente tímidos.

Isso mostra que a fobia social deve ser levada a sério. Embora muitos adolescentes percebam o problema e seus prejuízos, a maioria não procura ajuda profissional. A gravidade da doença mostra que a timidez, algumas vezes, deve deixar os pais e jovens em alerta. [LiveScience]

 


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