HIV/AIDS

warning: Creating default object from empty value in /home/maite/public_html/modules/taxonomy/taxonomy.module on line 1390.

A maioria dos americanos que vivem com o HIV não mantêm o vírus sob controle

Menos de um terço dos americanos que vivem com o HIV tinha o vírus sob controle em 2011, ou por não receber cuidados médicos regulares ou simplesmente porque muitos não sabiam que eram portadores do vírus. Estas são as conclusões de um novo estudo do CDC - Centros de Controle de Doenças e Prevenção dos Estados Unidos.

O CDC estima que 70 por cento dos 1,2 milhões de americanos que viviam com o HIV em 2011 não tinham o vírus sob controle, apesar de que as terapias de combinação de drogas podem  efetivamente suprimir o vírus antes que ele possa se desenvolver em doença (AIDS) . Quando usados de forma consistente, a medicação antirretroviral pode manter o HIV controlado em níveis muito baixos no corpo, permitindo que as pessoas com HIV vivam mais tempo, tendo uma vida saudável

Pessoas HIV positivas tem uma tendência à piora da audição

Um novo estudo encontrou que os adultos com HIV tendem a ter pior audição do que aquelas pessoas não infectadas com o vírus causador da Aids.

Pesquisadores da San Diego State University avaliaram a audição de 262 homens com média de 57 anos de idade, e 134 mulheres com média de 48 anos de idade. Um total de 117 dos 105 homens e das mulheres eram HIV-positivos.

A equipe descobriu que pessoas com HIV tendem a ter pior audição de alta e baixa frequência;  Isto foi verdadeiro mesmo após os pesquisadores levarem em conta outros fatores, como a exposição a longo prazo de uma pessoa a poderosos medicamentos antivirais de supressão de HIV ou a carga viral do HIV. Mas não se conseguiu provar uma relação de causa e efeito.

O estudo implica que o HIV poderia ter um efeito independente sobre o ouvido interno.

Anticoncepcionais hormonais aumentariam o risco de transmissão do HIV-1

Os medicamentos contraceptivos hormonais são amplamente utilizados, mas os seus efeitos sobre o risco de infecção pelo HIV-1 não são claros. O HIV-1 é o tipo mais comum e patogênico do Vírus da Imunodeficiência Humana, causador da AIDS.

Um estudo publicado na revista médica The Lancet Infectious Diseases avaliou a associação entre uso de contraceptivos hormonais e o risco de contrair HIV-1 por mulheres e o risco de transmissão do HIV-1 de mulheres infectadas aos seus parceiros do sexo masculino.

Na pesquisa, foram acompanhados 3.790 casais heterossexuais HIV-1-sorodiscordantes (ou seja, apenas um dos membros do casal tinha o vírus). Após 18 meses de seguimento, entre os 1314 casais em que o parceiro HIV-1 soronegativo era do sexo feminino, as taxas de aquisição do HIV-1 foram de 6,61 por 100 pessoas-ano em mulheres que usaram contraceptivos hormonais, e 3,78 por 100 pessoas-ano para aquelas que não o usaram.

Problemas ortopédicos associados à AIDS pedem cuidados especiais

O aumento da expectativa de vida de pessoas convivendo com o HIV e o uso prolongado do coquetel de medicamentos de combate ao vírus podem causar problemas ortopédicos ao paciente. As alterações osteoarticulares que as pessoas podem sofrer merecem atenção cuidadosa dos médicos.

No inicio da epidemia da AIDS, a expectativa de vida da pessoa após a contaminação era curta, mas com o desenvolvimento de medicamentos antirretrovirais é possível que a sobrevida seja longa. Com essa mudança, a pessoa vive com o vírus e o uso dos remédios durante muito tempo. Isso provoca mudanças metabólicas que podem dar origem a diversos problemas ósseos, como a osteopenia, a osteonecrose e a osteoporose. Quando o paciente desenvolve a osteoporose, por exemplo, esta pode se manifestar muito severamente, provocando até mesmo fraturas espontâneas.

Gel pode ser eficiente contra infecção por HIV por via anal

Um gel microbicida com o antirretroviral Tenofovir, eficaz para impedir a infecção pelo vírus HIV, responsável pela Aids, pela via vaginal, também pode proporcionar um alto grau de proteção dos tecidos do reto, segundo resultados preliminares de um estudo clínico publicado nesta segunda-feira.

Estes resultados, baseados em biópsias de tecidos retais provenientes de homens e mulheres soronegativos que usaram esse gel regularmente durante uma semana, mostram pela primeira vez que ele pode ajudar a reduzir o risco de infecção por HIV como consequência das relações sexuais anais.

"Estamos verdadeiramente entusiasmados com estes resultados que indicam que a aplicação do gel Tenofovir no reto pode ser promissor para a prevenção de uma infecção com HIV", declarou Peter Anton, professor de medicina na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, que realizou o estudo junto com o dr. Ian McGowan, da Universidade de Pittsburgh.

Esta pesquisa foi apresentada na 18ª conferência sobre os retrovírus e as infecções oportunistas, que está sendo realizada em Boston desde 27 de fevereiro e vai até 2 de março.

"Estes resultados são preliminares, mas podem ajudar a fixar as bases para os testes clínicos com géis microbicidas destinados ao reto, que já estão em andamento ou que serão feitos no futuro", explicou o dr. McGowan.

Os microbicidas aplicados no interior do reto ou da vagina são concebidos e testados para ajudar a prevenir ou reduzir o risco de transmissão sexual do HIV (vírus da imunodeficiência humana) e outras infecções sexuais, explicaram os autores do estudo.

A maior parte as pesquisas realizadas com microbicidas se concentraram até o momento sobre a forma de impedir a transmissão do HIV durante as relações sexuais vaginais não protegidas.

O risco de infecção com HIV durante as relações anais é pelo menos 20 vezes mais importante devido ao fato de que a mucosa retal é formada por uma única camada de células, em comparação com os tecidos mais espessos da vagina.

AFP

 

 

Teste grátis e rápido de HIV em Curitiba

O COA (Centro de Orientação e Aconselhamento) é um serviço de prevenção em HIV/Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, que realiza diagnóstico do HIV através de Teste Rápido, acompanhado de aconselhamento, de forma anônima, gratuita e confidencial. Horário para a coleta de exames de HIV: Segunda a sexta-feira 8h às 17h. Lique e agende seu horário para não ficar esperando OK?
Disk Aids: 3322-2200.

Endereço: RUA DO ROSARIO, 144

Complemento: 6º ANDAR

Bairro: São Francisco Curitiba - PR

CEP: 80020110

Regional: Matriz

Telefone: (41)3321-2781 Ramal: 33212779

 

 

Antirretroviral reduz risco de HIV entre homossexuais

Teste clínico publicado nesta terça-feira pelo New England Journal of Medicine indica que a combinação de antirretrovirais tomados oralmente reduz em 44% o risco de infecção pelo HIV entre os homossexuais masculinos. O teste foi considerado por especialistas muito importante para os esforços da prevenção da aids.

"Os resultados deste teste são extremamente importantes e proporcionam uma prova sólida de que a profilaxia antes da exposição ao HIV pode reduzir o risco de infecção em um grupo da sociedade atingido de maneira desproporcional pela soropositividade e a aids", enfatizou o dr. Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional americano de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID).

Os homens que mantêm relações homossexuais são um dos grupos com maior risco de serem infectados pelo HIV. Nos Estados Unidos, eles representam 53% das novas infecções anualmente. O estudo clínico foi realizado com 2.499 homens, entre os quais 29 mulheres transexuais, não infectadas, e com idades entre 18 e 67 anos, que tiveram relações homossexuais regulares. A pesquisa aconteceu de julho de 2007 a dezembro de 2009 em seis países: África do Sul, Tailândia, Peru, Equador, Brasil e Estados Unidos.

Cada participante foi selecionado aleatoriamente para que tomasse de forma cotidiana um antirretroviral chamado Truvada - combinação de emtricitabine (200 mg) e de tenofovir (300 mg) - ou um placebo. Todos eles usufruíram, além disso, de extensos serviços de prevenção, entre os quais conselhos para reduzir o risco, preservativos e cuidados médicos para tratar outras doenças venéreas durante a realização do estudo clínico.

A análise dos resultados mostra que houve um total de 100 casos de infecção pelo HIV (vírus da imunodeficiência humana) entre os participantes durante os 2,8 anos do teste organizado pelo dr. Robert Gran, do Instituto Gladstyone de Virologia e Imunologia de San Francisco, e pelo dr. Javier Lama, do Investigações Médicas em Saúde de Lima, Peru.

Das 100 infecções, 36 foram constatadas entre os 1.251 pacientes tratados com o Truvada e 64 entre os 1.248 participantes do grupo submetidos a um placebo, demonstrando que uma dose cotidiana deste antirretroviral reduz o risco de infecção em 43,8%. Os efeitos colaterais, leves e pouco frequentes, principalmente náuseas, foram observados no início, mas foram se dissipando semanas depois, segundo o estudo, que não revelou qualquer caso de resistência aos retrovirais entre os participantes.

O NIAID financiou a maior parte deste teste clínico, que recebeu, além disso, fundos da Fundação Bill e Melinda Gates. O laboratório americano Gilead Sciences, que comercializa o Truvada, proporcionou o medicamento de forma gratuita.

Os resultados animadores deste teste marcam o terceiro avanço nos últimos 18 meses nos esforços de prevenção da infecção com HIV. Em julho passado, um estudo demonstrou que as mulheres na África que utilizam um gel vaginal microbicida reduziram em 39% sua taxa de infecção e isso aconteceu depois de anos de fracasso com essa iniciativa.

Em 2009, um teste clínico de uma vacina experimental na Tailândia mostrou um efeito positivo modesto contra a infecção. A cada ano, 2,7 milhões de pessoas se infectam no mundo com o HIV, em sua maioria na África subsaariana.

AFP

 

 

Aumento dos soropositivos com mais de 60 preocupa médicos

O sensível crescimento do número de soropositivos com mais de 60 anos de idade previsto para os próximos anos representa um desafio médico e social dadas as dificuldades de vários tipos, em particular as financeiras, que devem ser enfrentadas por essas pessoas.

O tema se torna cada vez mais preocupante à medida que a primeira geração de soropositivos está se aproximando dos 60 anos graças ao uso de antirretrovirais. Esses pacientes vivem principalmente em países ocidentais, nos quais foi colocado à disposição este tipo de terapia a partir de 1996. A eles se somarão dentro de alguns anos milhões de pessoas que vivem em países pobres e nos quais o uso de antirretrovirais teve início apenas em meados da década passada.

A Aids ficou conhecida em 1981. Antes de serem desenvolvidos os tratamentos com antirretrovirais, os soropositivos no geral terminavam ficando doentes dentro de uns dez anos e morriam um ou dois anos depois disso.

Para muitos dos soropositivos que agora estão chegando a idades mais avançadas, viver com o HIV provavelmente acarretará problemas médicos, solidão, opróbrio e dificuldades financeiras, segundo uma palestra durante a Conferência Internacional sobre a Aids em Viena.

"Sempre houve soropositivos mais idosos, mas agora são muitos mais, e isso poderá ter enfoques novos em termos de saúde pública", estimou o diretor da ONUAids, Gottfried Hirnschall.

"Envelhecer com o HIV é mais que um desafio clínico, é também um desafio social, que não se deve limitar a uma parte do mundo", acrescentou. Para Lisa Power, da organização de beneficência britânica, Terrence Higgins Trust, apesar de os soropositivos viverem mais tempo do que antes, sua qualidade de vida corre o risco de deteriorar-se.

Essa organização entrevistou 410 soropositivos de mais de 50 anos de idade que residem no Reino Unido. Os mesmos estão geralmente desempregados e têm poupanças inferiores às das pessoas da mesma idade e saudáveis, depois de ter previsto morrer antes de chegar a uma idade tão madura e, por isso, ter poupado menos.

Muitos deles vivem isolados, temem sofrer uma dupla discriminação pela idade e a doença e estão obcecados pelo dia em que serão internado num hospital ou em uma casa para idosos.

Um estudo apresentado por Margaret Hoffman-Terry da organização independente americana American Academy of HIV Medicine inclui números que evidenciam a existência desses problemas.

Nos Estados Unidos, o número de soropositivos de mais de 50 anos de idade passou de 20.000 em 1995 a 120.000 em 2005.

As pessoas com mais de 55 anos têm três vezes mais possibilidades de padecer uma doença crônica que uma pessoa saudável de 70 anos, segundo Hoffman-Terry. "No futuro, teremos pacientes que viverão décadas a mais e deveremos encontrar a forma com que possam fazer isso com boa saúde", concluiu.

AFP

 

Estudo: gel vaginal poderia reduzir contágio de HIV em mulheres

Um gel vaginal poderia reduzir as possibilidades de contágio de HIV nas mulheres que o aplicarem pelo menos 12 horas antes e 12 horas após uma relação sexual, segundo os primeiros resultados de um estudo realizado na África do Sul sob patrocínio da Programa das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids).

As análises demonstraram que o gel teve 39% de efetividade em reduzir o contágio de HIV, segundo um estudo dirigido pelo Centro para a pesquisa da aids na África do Sul (Caprisa, na sigla em inglês), apresentado nesta sexta-feira em Genebra.

O estudo, ainda pendente de novos testes clínicos para constatar sua eficácia e poder colocá-lo à disposição pública, foi realizado na África do Sul com mulheres de idades compreendidas entre 18 e 40 anos, que usaram o gel, segundo a prescrição. No entanto, estes resultados - que já foram antecipados na 18ª Conferência Internacional de HIV em Viena em julho - ainda não são extrapoláveis para a população feminina mundial, e, entre outras coisas, o Caprisa estuda que variantes determinam seu bom uso e poderia reduzir sua aplicação a uma única vez antes do contato sexual.

Se for confirmado que o gel - composto de uma matéria microbicida chamada tenofovir - pode prevenir o contágio sexual do HIV, as mulheres poderiam "ter mais oportunidades de se proteger a si mesmas sem a cooperação de seu companheiro", acrescentou Catherine Hankins, conselheira da Unaids.

Isto seria de grande ajuda nos países subsaarianos, onde a maior parte das mulheres com HIV foram infectadas por homens, e onde a aids é uma grande causa de mortalidade materna. Por isso, Hankins pediu aos cientistas e pesquisadores para trabalharem conjuntamente para concluir o projeto, e provar que um microbicida pode ajudar as mulheres a prevenir contágios de HIV.

EFE

 

 

Coquetel anti-HIV reduz em 92% transmissão do vírus, diz estudo

Pessoas com HIV reduziram o risco de transmitir o vírus da AIDS em 92% enquanto estavam tomando medicamentos antirretrovirais, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira. O estudo fornece a maior evidência de que drogas que tratam a síndrome da imunodeficiência adquirida podem também ser incorporadas em estratégias de luta contra o aumento dos casos de HIV.

Em um estudo publicado pelo jornal britânico

The Lancet

, médicos recrutaram 3.381 casais heterossexuais em sete países africanos. Cada casal era "sorodiscordante", ou seja, com uma pessoa infectada com HIV e outra sem o vírus. Drogas antirretrovirais foram dadas a 349 indivíduos infectados. Os outros que possuíam o vírus receberam um placebo.

Os pesquisadores recolheram amostras de sangue do outro parceiro a cada três meses para ver se ele ou ela haviam sido infectados. A pesquisa foi monitorada de perto por um comitê de ética, e incluiu um treinamento em sexo seguro, assim como exames de saúde de rotina.

Após 24 meses, 103 pessoas que estavam livres do HIV no início do experimento foram infectadas pelos seus parceiros.

Mas apenas uma dessas 103 transmissões foi causada por um parceiro que estava tomando antirretrovirais.

No geral, a utilização de antirretrovirais reduziu o risco de infectar outra pessoa em 92%, uma grande queda, que traz à tona o potencial que essas drogas têm de prevenir o HIV, além de apenas tratá-lo, afirmaram os autores.

"A utilização de ART (antirretrovirais) por pacientes infectados pode ser uma estratégia eficaz para realizar reduções do número de transmissões" de HIV, afirma o estudo.

Isso ocorre porque o coquetel anti-HIV diminui a presença do vírus no sangue e em fluidos corporais, como sêmen ou muco vaginal, e por isso dificulta a transmissão para pessoas não infectadas, acreditam os especialistas.

Entretanto, advertem que, ainda que os remédios possam diminuir o risco de transmissão, o perigo existe, e por isso sexo seguro é essencial.

O estudo, liderado por Deborah Donnel da Universidade de Washington e do Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle, focou-se apenas nas relações heterossexuais.

Também não foram observados outros modos de transmissão do vírus, como o sexo anal, o compartilhamento de agulhas ou de mãe para feto.

AFP

 

Anel vaginal pode prevenir transmissão do vírus da aids

A Parceria Internacional para os Microbicidas (IPM, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira o primeiro teste em mulheres da África de um anel vaginal com antirretrovirais que poderá prevenir a transmissão da aids durante o ato sexual.

A organização sem fins lucrativos apresentou na Women Deliver, uma conferência internacional sobre saúde materna em Washington, o plano do estudo que se desenvolverá em duas fases com 280 mulheres africanas voluntárias, as primeiras delas na África do Sul.

O anel vaginal é feito de silicone flexível e desprende 25 miligramas do antirretroviral durante 28 dias, o que poderia proteger as mulheres durante o ato sexual. Na primeira fase da pesquisa, algumas mulheres utilizarão durante três meses um anel de placebo e outras, o que contém o remédio.

Depois, serão medidos os resultados para saber se o anel garante a proteção. O anel da IPM foi testado e aprovado em quatro testes clínicos feitos em mulheres da Europa. Se os testes com as africanas confirmarem seu sucesso, o programa passará à terceira e última fase, que deve ocorrer em 2011 e cujos resultados devem sair em 2015.

Vários tipos de anéis vaginais foram utilizados desde 2001 como método anticoncepcional ou como tratamento hormonal em países desenvolvidos. Seu sucesso, segundo a IPM, se deve à liberdade, discrição e autonomia que este tipo de produto oferece às mulheres.

"Muitas vezes as mulheres não podem controlar sua saúde sexual ou se proteger da contaminação do vírus. A tecnologia de anéis poderia resolver esse problema", disse a enviada especial do secretário-geral da ONU para a aids na África, Elizabeth Mataka.

Segundo dados divulgados na Women Deliver, a cada dia, mais de 3 mil mulheres no mundo são infectadas pela aids e a doença é a maior causa de morte de mulheres entre 15 e 49 anos na África.

EFE

 

 

Estudo: sangue com HIV pode ser "lavado" e usado em transfusões

O sangue de pessoas infectadas com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), causadora da aids, pode ser usado de forma segura para transfusões de sangue, como aponta um estudo médico recente apresentado em Nairóbi e que é citado nesta terça-feira pela imprensa local.

O estudo do médico Samwel Oketch, do New Nyanza Provincial General Hospital, da província queniana de Nyanza, provaria que a "lavagem dos glóbulos vermelhos elimina o plasma do ARN (ácido ribonucleico) do HIV, tornando o sangue seguro para transfusões", diz o jornal queniano Daily Nation.

"Os pesquisadores foram capazes de limpar o sangue de qualquer rastro do HIV usando uma solução salina, composta de sal de cozinha e água", segundo a publicação. Oketch apresentou os resultados da pesquisa no 29º Congresso Mundial de Ciência Biomédica de Laboratório, que começou em Nairóbi que se encerra nesta semana.

Em caso de ser adotado, este método seria especialmente útil em países da África Subsaaariana como o Quênia, onde há escassez de reservas de sangue "devido ao temor dos doadores de que seu sangue seja analisado para identificar se são portadores da aids". Pelos últimos dados da Organização Mundial da Saúde, no mundo há 33,4 milhões de pessoas com aids, dos quais 22 milhões vivem na África Subsaariana.

EFE

 

 

Governo estimula reprodução planejada de portadores de HIV

O Ministério da Saúde prepara um documento em que estimula portadores do vírus da Aids interessados em ter filhos a fazer sexo sem proteção, em datas e condições de saúde específicas. Apesar de não eliminar completamente as chances de transmissão do HIV, o texto cita estratégias para se reduzir os riscos. De acordo com o ministério, a maioria dos soropositivos não tem acesso a tratamentos de reprodução assistida para tentar engravidar. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Segundo Andrea da Silveira Rossi, consultora técnica do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do ministério, os riscos de transmissão são muito menores se o casal planejar a gravidez na melhor fase clínica do tratamento da Aids. Isso inclui estar com a carga viral indetectável e elevada quantidade de células de defesa, além de não ter outras doenças crônicas associadas, infecções ou outras doenças sexualmente transmissíveis e planejar a relação para a data exata do período fértil. Após a relação desprotegida, o documento recomenda que o parceiro sem HIV tome os antirretrovirais como prevenção.

 

 

Proteína da banana pode prevenir transmissão sexual da aids

Um estudo americano publicado nesta segunda-feira revela que uma classe de proteína presente nas bananas pode prevenir a transmissão sexual do vírus da aids. Segundo os pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, a lectina BanLec é um inibidor natural do HIV "tão potente quanto duas das principais drogas utilizadas atualmente no tratamento da doença".

A pesquisa publicada na mais recente edição da revista especializada Journal of Biological Chemistry explica que o BanLec bloqueia a ação do vírus HIV antes que ele possa se fixar às células sanguíneas.

As lectinas como a BanLec têm despertado interesse cada vez maior dos pesquisadores justamente por serem uma classe de proteína que se liga a carboidratos e é capaz de identificar invasores. Assim, quando um vírus aparece, ela pode ligar-se a ele impedindo a propagação de infecções.

No caso do HIV, a BanLec pode ligar-se à cobertura rica em carboidratos do vírus e bloquear sua propagação no corpo humano. A pesquisa defende ainda que, por sua forma de ação, a BanLec pode oferecer uma "proteção mais ampla".

"O problema com algumas das drogas anti-HIV é que o vírus pode sofrer mutações e tornar-se resistente, mas isso é muito mais difícil na presença das lectinas. Elas podem se ligar aos carboidratos presentes em diversas partes da cobertura do HIV, e isso presumivelmente exigirá múltiplas mutações para que o vírus consiga livrar-se delas", explicou Michael Swanson, um dos autores do trabalho.

Mais barato
Essa não seria a única vantagem da BanLec, que seria também mais barata do que os atuais coquetéis anti-aids. Os cientistas de Michigan defendem em seu relatório que a descoberta de novas formas de prevenção e controle da Aids são essenciais, justamente porque a cada duas pessoas que adquirem acesso ao tratamento com o coquetel de drogas, cinco contraem o vírus.

"O HIV ainda é rampante nos Estados Unidos e a explosão em países pobres continua a ser um problema sério por causa do tremendo sofrimento humano e do custo para tratar os pacientes", disse outro autor da pesquisa, David Marvovitz.

Nesse contexto, o uso de um microbicida à base de BanLec, em forma de gel ou creme a ser espalhado nos órgãos sexuais masculino e feminino, pode ser um grande ganho no combate à disseminação da aids. Mas o grupo de Michigan enfatiza que ainda levará anos até que o uso clínico do BanLec seja possível.

BBC

 

Aids é maior causa de mortes de mulheres entre 15 e 49 anos

A infecção pelo vírus HIV se transformou na principal causa de mortes e doenças de mulheres em idade reprodutiva (entre 15 e 49 anos) no mundo todo, de acordo com a Unaids, a agência das Nações Unidas para o combate à aids. A agência lançou nesta terça-feira um plano de ação de cinco anos para lidar com os fatores que colocam mulheres em risco, no início de uma conferência de dez dias sobre a situação das mulheres no mundo, em Nova York.

A agência advertiu que até 70% das mulheres no mundo todo sofrem violência, e esses maus tratos prejudicam a capacidade destas mulheres de negociar relações sexuais seguras com seus parceiros. Ou seja: elas podem estar sendo forçadas a fazer sexo sem preservativo, o que aumenta a chance de contaminação pelo HIV.

"A violência contra mulheres não deve ser tolerada", disse o diretor-executivo da Unaids, Michel Sidibé. "Ao tirar a dignidade das mulheres, estamos perdendo a oportunidade de aproveitar metade do potencial da humanidade para atingirmos as Metas do Milênio. Mulheres e meninas não são vítimas, elas são a força motriz que traz a transformação social", acrescentou.

Proporção
De acordo com a Unaids, em dezembro de 2008, 33,4 milhões de pessoas viviam com o HIV no mundo todo. Deste total, 15,7 milhões, quase metade, eram mulheres. E a proporção de mulheres infectadas com o vírus da Aids aumentou em muitas regiões do mundo nos últimos dez anos.

Na África subsaariana, por exemplo, 60% das pessoas que tem o HIV são do sexo feminino. Na África do Sul, mulheres jovens têm probabilidade três vezes maior de ser infectadas com o HIV do que os jovens da mesma idade.

Cerca de 30 anos depois do início da epidemia do vírus no mundo, os serviços que atendem os portadores não atendem de forma adequada as necessidades específicas de mulheres e adolescentes, alertou a agência da ONU. "A informação a respeito de saúde sexual e reprodutiva para mulheres e adolescentes com o vírus HIV ainda é limitada", afirmou Suksma Ratri, integrante da Rede Feminina Positiva da Indonésia e que participou do lançamento da Unaids.

"Elas precisam de um sistema de apoio amigável e adequado que permita que elas façam escolhas livres a respeito de sua sexualidade sem que sejam discriminadas ou estigmatizadas", afirmou.

O plano de ação lançado pela agência da ONU especificou alguns pontos de ação para que a ONU possa trabalhar junto com governos de vários países, sociedade civil e outros parceiros.

Entre os pontos principais deste plano está a melhora na coleta de informações e análise de como a epidemia afeta mulheres e a garantia de que a questão da violência contra a mulher seja incluída nos programas de prevenção do HIV.

O Brasil e vários outros países da América do Sul, da África e da Europa participam da iniciativa, juntamente com várias instituições ligadas à ONU e ONGs. O lançamento da campanha contou também com a presença da cantora e ativista Annie Lennox.

BBC

 

Aids pode ser erradicada em 40 anos, diz estudo

Cientistas afirmam que o uso em massa de antirretrovirais que compõem o coquetel contra a aids pode erradicar a doença em 40 anos. Segundo os pesquisadores, testar todas as pessoas com risco de infecção e dar medicação para todos os casos de HIV são ações que interromperiam 95% da transmissão do vírus em 5 anos. Atualmente, a aids mata dois milhões de pessoas por ano.

"Se utilizarmos os antirretrovirais eficientemente é possível conter o contágio em cinco anos. Os antirretrovirais no mercado são muito eficazes e produzem poucos efeitos colaterais, mas o problema é que os utilizamos apenas para salvar a vida das pessoas infectadas e não para frear a pandemia", explicou o autor do estudo, Brian Williams, no congresso anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência em San Diego, Califórnia.

Segundo o epidemiologista sul-africano, os antirretrovirais permitem reduzir a concentração do vírus HIV no sangue em 10 mil vezes. Esta forte redução da carga viral faz com que o risco de transmissão do vírus seja 20 vezes menor.

A proposta do epidemiologista será testada em 2011 em um estudo clínico que acompanhará milhares de pessoas na África do Sul, em região com alta incidência de HIV e aids. A pesquisa não será a única: os EUA farão estudo semelhante.

"Nossa melhor esperança a curto prazo é a de utilizar os antirretrovirais não só para salvar pacientes, mas também para reduzir a transmissão do HIV. Acredito que com essa medida podemos efetivamente parar a transmissão", disse o pesquisador. Ele argumenta que o "bloqueio da transmissão só pode ser feito com um programa ou serviço de testes exaustivos, seguido de um tratamento rápido com antirretrovirais a todos com diagnóstico para HIV positivo".

Na prática, usar camisinha ainda é a melhor opção
Para o governo brasileiro, há grandes obstáculos para a erradicação se tornar realidade. "Na prática, é melhor indicar o uso do preservativo", afirma a diretora do Departamento Nacional de DST e aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão.

Segundo ela, faltam antirretrovirais para os 33 milhões de infectados no mundo. "Para ocorrer a erradicação, seria preciso descobrir todos os infectados, ter antirretrovirais para todos e fazer com que cada um tome todas as doses de remédios nas horas certas por muitos anos", afirma, acrescentando que dos 10 milhões de pessoas com Aids no mundo, apenas 4 milhões têm acesso a remédios hoje.

Ela lembra ainda que os efeitos colaterais da droga são fortes e, por isso, seria questionável indicá-la para pacientes que ainda não precisam da medicação.

 

 

ODIA

 

Estudo: tratar herpes não reduz risco de transmissão da aids

O tratamento de herpes em pessoas que também estão infectadas pelo HIV não reduz as chances das mesmas transmitirem o vírus da aids, segundo um novo estudo.

Os resultados foram uma surpresa, disse a autora principal, doutora Connie Celum, professora de saúde global da Universidade de Washington. Por razões desconhecidas, a droga aciclovir, que trata o herpes, diminui o nível do vírus da aids no sangue. Mesmo assim, Celum disse, "ninguém sabia se isso seria suficiente para reduzir a transmissão do HIV."

Para o estudo, que apareceu na semana passada no periódico The New England Journal of Medicine, pesquisadores em 14 locais da África examinaram 50 mil casais e selecionaram 3,4 mil que tinham um parceiro infectado por ambos os vírus e que concordaram em permanecer no estudo por dois anos.

Todos os participantes receberam preservativos; metade tomou aciclovir e metade um placebo. Aqueles que tomaram aciclovir tiveram 50% menos feridas genitais e menos vírus da aids no sangue.

No entanto, os pacientes em ambos os grupos transmitiram o vírus da aids aos seus parceiros a uma taxa igual. (O teste viral mostrou que quase 30% foram na verdade infectados por outros parceiros, mas esses casos foram eliminados do estudo.) Porém, a distribuição de preservativos e o aconselhamento de fato diminuíram as taxas gerais de infecção.

Embora o aciclovir seja mais barato do que as drogas antirretrovirais e tenha menos efeitos colaterais, "novas estratégias são necessárias" para impedir a transmissão da aids, concluíram os autores.

Tradução: Amy Traduções

THE NEW YORK TIMES

 

 

Saiba mais sobre a vacina contra a aids

Uma vacina experimental que, pela primeira vez, reduz o risco de infecção do vírus HIV. Foi o que divulgaram nesta quinta-feira cientistas que realizaram um teste com com 16 mil voluntários. Realizado pelo exército americano em cooperação com o governo da Tailândia, ele demonstrou uma redução de 31,2% no risco de contrair o vírus. Para os cientistas, os resultados renovam as esperanças de que é possível desenvolver uma vacina eficaz contra o HIV. Entenda aqui as particularidades desta experiência.

O que há de diferente nesta vacina?
Por mais de 20 anos, o campo de pesquisa de vacinas contra o HIV vem sendo marcado por decepções. Em 2007, a Merck suspendeu testes de uma das mais promissoras vacinas depois de concluir que não havia diferença nos níveis de infecção entre os vacinados e os que haviam recebido placebo. O último teste combinou duas vacinas que não haviam obtido resultados em testes separados no passado. Ao todo, 8 mil voluntários entre 18 e 30 anos de idade receberam uma primeira dose da vacina, seguida por um reforço, e 8 mil voluntários receberam um placebo. Depois de três anos, a taxa de infecção de HIV foi um terço mais baixa entre os vacinados. Do grupo, 51 pessoas foram infectadas pelo vírus, em comparação com 74 pessoas que tomaram placebo.

O que o resultado mostra?
Os números de pessoas infectadas no teste são muito baixos e sempre há a possibilidade de que a diferença entre os grupos seja mero acaso. Mas Adriano Boasso, especialista em vacinas contra o HIV do Imperial College London, na Grã-Bretanha, afirma que os números são significativos, estatisticamente falando. "Eles devem ter feito testes para verificar que a diferença dificilmente ocorreu por acaso e eu não tenho qualquer problema em acreditar nesses números." Os cientistas aguardam a publicação do relatório completo sobre o teste para que possam avaliar o quão significativas são as conclusões. Mas porque esta é a primeira vez que uma vacina contra o HIV se mostrou eficaz - pelo menos parcialmente - a visão geral entre os especialistas é de que os resultados são um importante passo. As cepas do HIV usadas na vacina são do tipo B e E - a cepa B é predominante na Europa e América do Norte. Com isso, os resultados não são imediatamente significativos para a África, onde a cepa predominante é a do tipo C.

O que pensam os especialistas?
Estima-se que cerca de 33 milhões de pessoas sejam portadoras do vírus HIV no mundo, e uma vacina teria enorme impacto, principalmente em regiões onde a infecção é endêmica, como na África sub-saariana. Mas o HIV parece ser extremamente eficiente em "enganar" o sistema imunológico, daí o fracasso em se produzir uma vacina que proteja contra o vírus. Este último estudo renova o otimismo dos pesquisadores de vacinas, depois de anos de decepções. Os cientistas estão cautelosamente esperançosos de que talvez seja possível, a partir dos resultados positivos, ter uma chance de eventual sucesso. Segundo Boasso, o resultado é "uma lufada de ar fresco". "Ele sugere que há chances de se desenvolver uma vacina contra o HIV e que não devemos desistir só porque houve alguns fracassos." "O desenvolvimento de vacinas é um longo processo, e este é um passo a mais." Lisa Power, chefe de política da Terence Higgins Trust, a maior ONG que cuida de aids e saúde sexual na Grã-Bretanha, disse que os resultados dão aos especialistas uma boa idéia de onde concentrar as pesquisas no futuro. E Seth Berkley, presidente e chefe executivo da Iniciativa Internacional de Vacina contra a aids, acrescentou: "Até agora, só tínhamos provas da viabilidade de uma vacina contra o HIV em modelos animais. Agora, temos uma candidata a vacina que parece mostrar um efeito de proteção em humanos, mesmo que parcialmente."

E quais são os próximos passos?
Ainda há muito trabalho a ser feito antes que uma vacina se torne disponível. É muito pouco provável que uma vacina seja licenciada com uma taxa de sucesso de apenas 30% - pesquisadores têm como meta uma taxa de sucesso de 70% a 80%. Eles terão que trabalhar em cima dos resultados e modificar a vacina para obter uma resposta melhor. "Agora, os pesquisadores provavelmente vão examinar que tipo de resposta imunológica eles induziram para tentar descobrir que tipo de efeito eles precisam induzir nos voluntários para alcançar certo grau de proteção", explicou Boasso. "Isso também poderia nos ensinar muito sobre outras vacinas." "Também é possível que sejam realizados outros estudos em voluntários de alto risco, onde as taxas de infecção seriam mais altas, apesar de que estes tipos de estudos são mais difíceis de se realizar e os resultados podem ser difíceis de se interpretar", disse.

BBC

 

Estudo diz ter identificado dois novos anticorpos contra HIV

Cientistas americanos descobriram novos anticorpos que podem combater o HIV, vírus causados da Aids, segundo informações divulgadas pela agência Reuters nesta quinta-feira. Em estudo divulgado no periódico Science, os pesquisadores dizem ter identificado dois anticorpos capazes de neutralizar o vírus - o PG9 e PG16.

As partículas do sistema imunológico recém-descobertas são os primeiros anticorpos do HIV identificados em mais de dez anos. Além disso, a descoberta do PG9 e PG16 pode finalmente abrir caminho para a fabricação de uma vacina que poderá proteger as pessoas dessa infecção mortal e incurável.

"As descobertas são um progresso empolgante rumo a uma vacina eficaz contra a Aids, pois agora temos um alvo novo e potencialmente melhor no HIV para concentrar nossos esforços para criar uma vacina", disse Wayne Koff, da Iniciativa Internacional da Vacina da Aids (Iavi na sigla em inglês), que patrocinou o estudo. Seth Berkley, diretor da Iavi, disse que as descobertas não irão levar diretamente a uma vacina, mas mostram que existem maneiras novas e melhores para criar uma.

Os cientistas utilizaram uma nova tecnologia para estudar o sangue de 1,8 mil pessoas infectadas com o vírus da Tailândia, Austrália, Reino Unido, Estados Unidos e de uma série de países da África subsaariana. O PG9 conseguiu combater com sucesso 127 de 162 subtipos (78%) do HIV, enquanto o PG16 neutralizou 119 de 162 (73%).

Desde que a pandemia da Aids surgiu no início dos anos 1980, mais de 25 milhões de pessoas morreram em todo o mundo por causa do vírus. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 33 milhões de pessoas estão infectadas. Embora não haja cura, um coquetel de remédios pode ajudar a manter o vírus sob controle. Todas as tentativas de se criar uma vacina fracassaram quase completamente.

 Reuters

 

Estudo indica que gorilas podem transmitir aids a humanos

Um grupo de cientistas identificou uma nova variante do vírus da aids em humanos (HIV) que mantém uma estreita semelhança com o vírus que gera esta mesma doença em gorilas, publica hoje a revista "Nature Medicine".

A descoberta, feita depois que pesquisadores estudaram o caso de uma mulher do Camarões, indica que tanto gorilas como chimpanzés podem transmitir aids aos humanos.

De acordo com o estudo, liderado por Jean-Christophe Plantier, da Universidade de Rouen (França), isso obriga a comunidade científica a controlar e a estudar melhor "o surgimento de novas cepas do HIV - vírus da imunodeficiência em humanos -, especialmente na África central e ocidental".

Apesar de desconhecida até agora e de manter uma estreita semelhança com o VIS - vírus da imunodeficiência em símios -, a nova variante do HIV pode ser combatida com os remédios já existentes, explicou um dos pesquisadores, David Robertson, à "BBC".

"Não há motivos para acreditar que o vírus causará problemas diferentes dos que já enfrentamos", disse Robertson, da Universidade de Manchester (norte da Inglaterra).

A possibilidade de a paciente estudada ter sido infectada por uma nova variante do HIV só foi cogitada após os primeiros exames de rotina.

A mulher, de 62 anos, foi diagnosticada com a doença quando chegou à França, em 2004. Mas alguns sintomas, como perda de peso e recorrentes episódios de febre, começaram um ano antes.

A paciente garantiu aos médicos que não manteve contato com gorilas nem comeu carne de símios ou animais selvagens. Mas admitiu que teve vários parceiros sexuais depois que o marido morreu, em 1984.

O HIV foi identificado pela primeira vez nos anos 1980, mas acredita-se que tenha surgido no começo do século XX, na República Democrática do Congo. Ele é a evolução de um vírus similar que afeta os chimpanzés (VIS) e, originariamente, foi transmitido aos humanos por meio da ingestão de carne de animais selvagens.

O caso da mulher camaronesa "não parece um incidente isolado, já que antes de chegar a Paris ela viveu numa área semiurbana da capital do Camarões, Iaundê", segundo o artigo publicado na "Nature Medicine".

Os especialistas da Universidade de Rouen também encontraram indícios de que a variante está adaptada às células humanas.

 EFE

 


Conteúdo sindicalizado