Márcia Rocha

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Acho sublime aquela que vejo, cheiro, toco ou desejo

Acho o feminino  sublime. Não apenas a feminilidade que levo dentro de minha alma, mas toda aquela que vejo, cheiro, toco ou desejo. Personalidade é algo que não construímos intencionalmente, que se forma por si sem qualquer controle de quem quer que seja.

Orientação sexual e identidade de gênero são características individuais que fazem parte de nossa personalidade, como tantas outras características formadas por uma mescla de influências genéticas e experienciais de cada um, tão variáveis e únicas como as digitais humanas.

Por que desejo uma mulher que passa? Por que tocar a sua boca, seus cabelos ou sua pele parecem ser essenciais à minha existência? Que impulsos irresistíveis são esses e, mais incompreensível ainda, por que quero e preciso ser exatamente como ela, mesmo sabendo que a satisfação desse desejo tornará o outro quase impossível de ser realizado?

Aos 14, meu corpo não mudava como os das outras meninas

Minha identidade de gênero: feminina.

Eu nasci menino. Aos quatro anos, mexia nas coisas da minha mãe pela primeira vez. Aos sete, já usava as roupas dela escondida e aos 12 já me maquiava e desfilava pela casa quando estava sozinha.

Aos 14, meu corpo não mudava como os das outras meninas, as roupas não ficavam como eu queria, então perguntei a uma travesti o que ela tomava e comecei a tomar também.

Três meses depois, meus peitinhos começaram a crescer, meu pai percebeu e me levou a um médico para entender o que estava acontecendo. Tive que contar que queria ser uma menina, ao que me convenceram que era uma péssima ideia, principalmente porque ficaria estéril com a hormonização e as garotas não iriam me querer.

Travestilidade e transexualidade são características humanas como bondade ou nacionalidade

Eram os deuses astronautas? Talvez tenham sido médicos, afinal, tão investidos que são da legitimidade para decidir o ideal humano e seus limites de correção, o certo, o patológico. Alto demais, baixo demais, magro demais… gigantismos, nanismos, raquitismos e tantos outros “ismos” são denominações condenatórias de nossa humanidade.

Derrubar um desses e transformá-lo em homossexualidade, por exemplo, demandou não apenas uma forte manifestação social, mas todo um movimento multidisciplinar de cientistas apoiados em seus estudos campais e lógicos. Ainda temos o termo transgenerismo que inclui o transexualismo e o travestismo descritos na medicina, balançando entre as luta de forças de todo o mundo científico.

‘Quem sou, afinal, senão eu mesma?’

Quem sou eu? Sou homem, sou hétero e gay. Sou mulher, sou hétero e lésbica. Sou bissexual. Quem sou, afinal, senão eu mesma?

Ser travesti é ser homem e é ser mulher, tanto quanto é não ser uma coisa nem outra. Engano a um homem por não ser uma mulher, a uma mulher por não ser um homem ou na verdade enganava a todos enquanto negava quem realmente sou ao desempenhar o papel do modelo perfeito que era de enquadramento social?

Já escutei de um gay que eu não precisava virar uma mulher para conseguir homens, e já escutei de uma lésbica que sou homem demais para ela gostar de mim, como se minha existência pudesse depender do desejo do outro, da forma como ele me vê ou gostaria que eu fosse. Pai, mãe ou irmão: afinal de contas, quem é você? Você que me aponta é sincero com o mundo? O é consigo mesmo? O que esconde sob esse manto?

Revoltante Revoltada

Era uma fantasia antiga, mas apenas uma fantasia guardada nos confins do meu eu mais íntimo, que jamais acreditei que poderia tornar-se realidade. Entretanto, meu último namorado me deixou por uma mulher mais gorda, mais baixa e mais ignorante. Queria filhos e eu não poderia dá-los jamais. Naquela noite, quando ele me deixou definitivamente, chorei. Chorei menos por ele e mais por mim, pelo desespero de saber-me novamente só, novamente livre, sem um objeto de amor.
Estava cansada! Cansada de ser usada pelos homens, de me entregar completamente, de me fazer bonita para eles, paparicando-os, adorando-os e vê-los indo embora sem ter recebido quase nada em troca de minha total dedicação. Ao contrário do que eles pensam, não sou um simples objeto de prazer. Tenho curso superior, sou bonita e sei cozinhar, pensei. Estava cansada de ser um objeto, estava ferida e com raiva, então decidi que se era para ser usada, seria da minha maneira, onde, quando e com quem eu decidisse.

No dia seguinte, não fui trabalhar. Acordei tarde, comi alguma coisa leve e liguei para o salão de beleza. Marquei depilação, pés e mãos, hidratação e escova nos cabelos, sobrancelha e tudo o que mais havia, um verdadeiro “dia da noiva”. Fui ao shopping e comprei uma saia nova, uma blusa nova, lingerie, sandálias, um par de brincos. Cheguei ao salão antes das 6 da tarde e às 9 estava em casa.
Coloquei uma touca para não molhar os cabelos e entrei na banheira, onde permaneci por um longo tempo, com sais aromáticos importados, que não apenas deixam minha pele perfumada, mas macia e com aspecto sedoso. Acariciei meu corpo naquele banho amorosamente, pedaço a pedaço, sentindo os contornos que me pertenciam. Admirei meus pés bem feitos de dedos delicados e femininos, sua curvatura suave. Acariciei meus tornozelos, minhas pernas macias e torneadas na academia, minhas coxas firmes. Subi pelas laterais de minhas ancas sentindo sua firmeza que estreitava-se até minha cintura delicada. Alisei meus seios médios e rijos de menina, sentindo os mamilos enrijecidos sob meus dedos que passavam, do indicador ao mínimo, um a um fazendo-os vibrar e causando um calor que se irradiava por todo meu corpo. Naquele momento só meu, eu era a amante de mim mesma.
Não jantei, embora estivesse com fome. Comi apenas um bom pedaço de chocolate para me dar energia e tomei um suco de laranja, pois queria manter minha barriguinha muito enxuta, sem nada pesando dentro de mim.
Passei um creme hidratante com óleo de sementes no corpo todo, deixando minha pele macia e perfumada, com aspecto ainda mais delicado e sedoso. Borrifei alguns jatos de perfume francês, um pouco a mais do que o necessário, para que esse também fosse um atrativo às atenções.
Vesti uma calçinha branca que era só um fiozinho na parte de trás. A minissaia que comprei era azul marinho, muito curta e rodada, de modo que o início da polpa de minhas nádegas quase aparecia, mesmo que eu ficasse ereta e imóvel. Olhei no espelho e me certifiquei de que ela se erguia ligeiramente com qualquer movimento mais brusco.
Vesti a blusinha nova que comprara naquela tarde. Branca, de tecido fino e leve, de forma que caía sobre meus seios sem sutiã, dois pontos rijos sobressaindo sob ela como se os mamilos a sustentassem no ar. Era bem larga em cima, com um decote bem largo que fazia com que uma manga caísse sobre um ombro, enquanto era acinturada na parte de baixo, desenhando minha cintura ao envolvê-la, terminando logo abaixo dela e deixando o umbigo de fora.
Sentei-me diante da penteadeira e caprichei em uma maquiagem marcante com lápis e um jogo de sombras que realçava meus olhos verdes. Reforcei meus cílios longos com rímel e apliquei um pouco de blush, terminando com uma boca tentadoramente vermelha e brilhante.
Os brincos azuis combinavam com a saia, o anel branco e a pulseira de prata com incrustações de marfim, combinavam com a blusa, contrastando com o esmalte vermelho nas longas unhas de minhas mãos.
Coloquei uma tornozeleira também de prata e calcei as sandálias brancas de salto muito alto de finas tiras com detalhes prateados, que deixava meus pés ainda mais delicados, realçando o esmalte vermelho em meus dedos.
Soltei o cabelo e penteei para a frente, depois joguei-o para trás, fazendo com que se elevasse na frente, dando-me um ar selvagem. Ele brilhava pela hidratação e escova que eu fizera, caindo como uma catarata de seda negra por minhas costas, até quase a cintura.
Olhei o conjunto no espelho e simplesmente sorri.

Eu dirigia lentamente pelas ruas escuras daquele bairro afastado do centro onde eu morava. Era quase uma hora da manhã de uma terça feira e aquela era uma região estritamente residencial, então não havia ninguém. Nem carros passavam.
Rodei por algum tempo e já pensava em ir para outro lugar quando avistei um bar aberto. Era um boteco muito simples e já estava com a porta da frente meio abaixada, mas pude ver que um garoto lavava o chão e havia mais alguém sentado do lado de dentro. Estacionei o carro bem na frente do estabelecimento e vi que o garoto se abaixou para olhar por debaixo da grande porta de enrolar.
Abri a porta do carro e pude sentir o olhar do jovem em minhas pernas enquanto as colocava para fora lentamente e saía, estendendo meus 1.77 de altura diante dele. Tranquei o carro, me aproximei e me curvei distraidamente para falar com o rapaz, ciente de que o tecido largo do decote de minha blusa iria tombar adiante e revelar um de meus seios.
- Será que tem jeito de tomar umazinha? – Perguntei com um sorriso propositalmente inocente, mas malicioso. O pobrezinho nem respondeu, apenas ergueu um pouco mais a porta para me dar passagem, sem tirar os olhos de mim e com a boca meio aberta. Entrei e ele abaixou a porta atrás de mim até o chão, provavelmente por não querer mais clientes tardios.
Em uma mesinha fixa na parede do lado esquerdo, estava sentado um homem negro vestindo o uniforme cinzento de uma empresa, com o logotipo gravado no bolso. Sobre a mesa, havia uma garrafa de cerveja e ele segurava um copo que ficou parado no ar. Atrás do balcão, um gorducho com uma cara redonda de leitão, passava um pano em um copo e diante dele, sentado em um banco alto de costas para o outro da mesinha, havia um quarto homem, de braços fortes, rosto marcado e uma cara de mau que quase me fez dar a volta e ir embora. Eu não esperava tantos.
Todos me olhavam fixamente, como se eu fosse uma pobre coelhinha branquinha que entrara por engano no covil dos lobos e senti um calafrio subir por minhas costas, mas mantive o sorriso. Aproximei-me contornei o balcão para alcançar um dos bancos altos, evitando olhar para o homem ao lado, recostei no banco e pedi uma dose de cachaça.
O gorducho retribuiu meu sorriso aberto com um leve esticar de lábios e me serviu calado. Virei a dose de uma só vez e pedi outra, depois mais uma. Então, fiquei em pé novamente e debrucei ligeiramente sobre o balcão, sabendo que minha saia minúscula estaria revelando aos olhos atrás de mim, quase tanto quanto meu decote revelava ao homem à minha frente. Havia um silêncio tumular no recinto e eu quase podia sentir suas imaginações me lambendo toda, o que se somou às três doses alcoólicas que já começavam a fazer efeito e me enlouquecer. Olhei em volta para cada homem, certificando-me de que não tiravam os olhos famintos de mim. Dei uma risada, olhei para o gorducho que não parava de olhar meus peitos, arrebitei a bunda o mais que podia e falei bem lentamente:
- Chega de cachaça, moço. Agora, eu quero leite!

Mais tarde, dirigindo de volta para casa e lembrando daquela frase, eu ri sozinha enquanto a cabeça girava. Girava da cachaça, girava da emoção, girava da loucura. As imagens piscavam em minha mente e até hoje às vezes me surgem flashes daqueles momentos enlouquecidos que quase não consigo crer que realmente existiram.
Eu dirigia com cuidado, por saber-me alta e só quando entrei em casa levando minhas sandálias na mão, me dei conta de que precisava urgentemente de um banho. Larguei as sandálias no chão da sala, joguei a roupa no chão do banheiro, os brincos, anel e pulseira sobre a pia e entrei no box do chuveiro, arrancando a calçinha totalmente ensopada, antes de abrir a torneira. Só depois, quando me deitei calmamente em minha cama, pude relembrar e reviver cada momento daquela minha inebriante insensatez:
Ao me curvar sobre o balcão e dizer aquelas palavras, percebi que o homem que estivera na mesinha se levantou e se colocou ao meu lado. Sem mudar de posição, olhei para ele com malícia e senti um dedo tocar de leve minha coxa direita. Como não me movi e continuei sorrindo maliciosamente, sua mão grande se espalmou e começou a alisar minha coxa lentamente, para cima e para baixo até subir e entrar por debaixo de minha saia, explorando minha nádega direita com a palma, enquanto as pontas de seus dedos roçavam o fiozinho de minha calçinha enterrada. Olhei em seus olhos negros e vi desejo. Meu sorriso foi desaparecendo, transformando-se em outra coisa enquanto em um calor começava a me invadir. Baixei os olhos para sua virilha onde um volume já se pronunciava visivelmente.
Nesse instante, senti o outro homem encostar-se em mim do outro lado, grosseiro, já se esfregando descaradamente em mim. Ignorei-o e ele ficou ali se esfregando em minha coxa esquerda e apalpando meu peito, enquanto meus olhos voltavam a encarar o negro que era mais alto do que eu, mesmo estando de salto alto. Ainda apoiada no balcão com o braço esquerdo, escorreguei a mão direita por seu peito forte, depois ela desceu e acariciei seu pau por cima da calça, sentido sua rigidez e imaginando sua forma. Ele aproximou seu rosto do meu e fechei os olhos para sentir seus lábios carnudos tocando nos meus, sua língua procurar a minha, enquanto minha mão tentava abrir o botão de sua calça.
O outro homem ergueu minha blusa, libertando totalmente meu seio esquerdo, que apalpou enquanto eu apalpava uma bela vara já liberta que fiz questão de olhar, verificando que era negra e grossa, pulsando desejosa em minha direção.
O portuga (o gordo era português) diante de mim apenas assistia a tudo, enquanto seu filho (o garoto com a vassoura era filho dele) largou a vassoura e se aproximou, mas manteve-se apenas observando o papel de suculento recheio que eu representava.
O safado desagradável e grosseiro não me respeitava nem um pouco. Comecei a gostar disso, pois ele já quase arrancara minha blusa e brincava com meu mamilo esquerdo enquanto lambia e mordiscava minha nuca, minha orelha, meu ombro, fazendo-me delirar enquanto masturbava a rola do outro com muito carinho. Ele abaixou a calça e senti seu pau roçando livremente em minha bunda. Fiquei assim um tempo, curtindo a mistura de safadeza pura de um lado e delicadeza de outro, então larguei o balcão e me curvei em direção ao pau do trabalhador, arrebitando a bunda de vez na direção do safado.
Meu rosto estava diante de uma bela pica negra e dura. Comecei a passar a língua próxima da glande, fazendo-a saltar de prazer a cada toque, depois fui espalhando saliva por toda sua extensão, até que ficasse toda molhada, ao mesmo tempo passando a mão e segurando suavemente. O cara gemia e logo minha mão estava lubrificada de saliva e escorregava lentamente, meio segurando, meio acariciando. Apertei ligeiramente com a mão próxima à cabeça e fui descendo ao mesmo tempo em que enfiava tudo na boca até a garganta. Ele soltou um urro contido.
Sem cerimônia alguma, quando me virei e abaixei, o outro que estivera me lambendo na nuca, passou a lamber minha bunda. Afastou a calçinha para o lado e me lambeu como quis por um tempo. Mas, sem pedir ou explicar, logo se cansou da brincadeira, se ergueu e tentou me penetrar. Não conseguiu, pois eu era alta demais naquele salto e ele mal conseguiu chegar perto do que buscava. De boca cheia e concentrada no que fazia, não pude rir, mas cheguei a achar graça de sua tentativa frustrada, sempre ignorando-o como se não existisse.
O belo negro acariciava os cabelos de minha nuca com uma mão, a outra agora em meu seio, meio segurando-o, meio ajudando a me sustentar naquela posição incômoda, pois eu tinha uma mão na pica, outra me apoiando em sua perna direita. A cada vez que eu descia com a boca, ele me ajudava delicadamente a lhe dar prazer.
Nunca soube o nome do outro que, sem qualquer delicadeza, forçou minha bunda para baixo e empurrou meu pé mais para o lado, trazendo minhas ancas para seu alcance. Encostou cabeça do pau no meu rabo e forçou uma, duas, três vezes, até estar todo dentro, depois segurou firme e fodeu à vontade como um animal. Por sorte minha, seu pau não era muito grande ou eu teria sofrido, pois ele foi selvagem.
Por algum tempo fiquei assim levando uma, enquanto trabalhava dedicadamente na outra. Quando percebia que o trabalhador não agüentava mais, eu diminuía o ritmo, lambia, brincava, provocava. Não queria que ele terminasse assim tão rápido. Quando se acalmava, eu voltava à ativa. Isso o mantinha tesudo e cada vez mais desesperado, exatamente o que eu queria.
O outro gozou. Com um gemido rude, enfiou fundo e ficou enterrado por um tempo, depois simplesmente se retirou, ergueu as calças e foi embora, o rapazinho precisando ir abaixar a porta novamente. Acho que nem pagou a conta.
A essa altura, o negro trabalhador não agüentava mais. Me pegou no colo e me deitou de costas sobre a mesinha onde estivera bebendo antes. Arrancou a minha blusa e a jogou sobre a cadeira, passando a lamber meus seios, depois ergueu minhas pernas com os braços e seu pau desesperado começou a procurar um alojamento que logo encontrou. Eu já estava bem lubrificada e ele olhou em meus olhos enquanto penetrava em mim lenta, mas firmemente, de uma só vez. Gemi.
O garoto ainda estava perto da porta, meio sem saber o que fazer. Olhei para ele e, totalmente dominada pelo tesão, chamei-o para perto de nós. Ele olhou para o pai, como se pedisse permissão e o portuga, com sotaque e irritação na voz, perguntou o que ele estava esperando, então ele veio. Meio tímido foi se aproximando até o lado da mesa onde eu me deitava semi-nua, com as coxas envoltas em um negro viril que ia e vinha lentamente, prolongando com maestria o nosso prazer. O garoto olhou entre minhas pernas arreganhadas e parecia assustado, acho que nunca tinha visto algo assim, ou não sabia o que fazer. Estiquei a mão e peguei a sua, trazendo-o mais para perto de meu rosto. Abri a fivela de seu cinto e o botão de sua calça larga que caiu no chão e tive uma grande surpresa, pois seu pau rijo sob a cueca, saía por cima da borda. Era enorme! Olhei em seus olhos com volúpia, dei um sorriso para acalmá-lo e disse: - Está tudo bem, vem cá. – E logo eu estava dando ao jovem tímido, o mais dedicado boquete de minha vida.

Não lembro quem gozou primeiro, se foi o negro ou o garoto. Sei que o garoto não demorou muito, mas talvez tenha sido eu. Só sei que em alguns instantes eu era uma melação só. Tentei engolir a porra do menino, mas a maior parte escorreu por meu rosto, tamanho o volume que o jovem garanhãozinho despejou.
Fiquei ali um tempo deitada me recuperando. Depois levantei, peguei um guardanapo e limpei o rosto, vendo que parte de minha maquiagem ficou no papel. Imaginei que deveria estar acabada, descabelada, com o rosto borrado e pensei que precisava me ajeitar, mas não tive chance, pois o português tinha dado a volta no balcão e parou diante de mim.
- Onde pensa que vais? – Falou e colocou a mão no meu ombro. Olhei em seus olhos e ele sorria amistoso em seu rosto redondo. Tentei sorrir de volta e ele completou:
- Ainda tens serviço por aqui. Ou não vais querer pagar pela bebida? – E abriu a calça rindo, todo orgulhoso de mostrar que o filho tinha a quem puxar. Ficou segurando a rola grande, grossa e já meio dura para frente, tentando encolher um pouco a barriga e, ao perceber que minha admiração foi total, sorriu mais satisfeito e sentou-se na cadeira ao lado da mesa, bem em cima da minha blusa.
Agachei diante dele.
A virilha do coroa gorducho cheirava a suor após um dia de trabalho e seu pau não estava muito duro. O jeito foi resolver a situação ignorando o primeiro problema e me dedicando ao segundo, sendo logo bem sucedida. Eu estava de cócoras à sua frente e abocanhava boa parte da pica grossa que, de grande que era, não entrava mais do que a metade em minha boca. Sempre adorei chupar um pau, qualquer pau e fiquei me divertindo por um tempo, a piroca cada vez mais dura, mais inchada, mais desejosa, babando seiva. Mas o portuga não estava querendo romance e logo mandou que eu levantasse, me virou de costas para ele e me puxou. Mal tive tempo de colocar a mão entre as pernas e afastar a calcinha para o lado. Fui sentando sobre ele com as pernas afastadas e me senti completamente preenchida, antes de entrar tudo. Eu subia e descia enquanto o coroa safado rosnava que meu rabo era maravilhoso, me chamava de gostosa, de tesuda. Embora a posição fosse favorável para evitar que aquela tora me machucasse, além de gordo ele era forte e me puxava pela cintura a cada descida, enterrando fundo. Aquele misto de dor e prazer começou a me deliciar e olhei para os outros dois que se recompunham encostados no bar, o garoto que não devia ter mais do que 19 anos, já totalmente recomposto pelo que pude verificar no volume abaixo de seu cinto. Só olhei sedenta e os dois se aproximaram abrindo novamente suas calças.
Ali estava eu, cavalgando uma tora, com mais uma em cada mão, minha boca revezando-as gananciosa. Fechei os olhos e senti as mãos. Eram muitas mãos em meu corpo, em minha cintura, meus seios, minha nuca e até entre minhas pernas. O portuga ficou selvagem, meteu forte algumas vezes gritando, depois parou. Fiquei sentada um tempo sobre ele, depois me levantei o suficiente para tirá-lo de mim, sem parar de dar atenção aos outros dois. Senti algo escorrer por minhas coxas, resultado misto de três orgasmos acumulados.
O garoto me deixou com o negro e deu a volta, querendo ocupar o lugar do pai, mas não se sentou. Coloquei o pé esquerdo sobre a cadeira, arrebitando a bunda, ainda curvada, sem largar o cacete negro. Estava ardida, usada, cansada, mas recebi a foda com submissão total. O rapaz era bonzinho e foi bastante cuidadoso no princípio, mas a medida que seu tesão aumentava, começou a bombear mais forte, o pai rindo ao lado e incentivando, dizendo para ser homem e foder a cabrita direito. Aquele era um bom menino, muito obediente.
Com a violência das estocadas fortes, eu ia para frente e o outro enterrava fundo na minha garganta, quase me sufocando, até explodir em estase, me segurando forte para ejacular direto goela abaixo. Engasguei e tentei parar tudo, mas o garoto já estava muito animado. Enquanto eu tossia, ele e o pai me dobraram de bruços sobre a mesa para que pudesse terminasse o serviço. Tão logo ficou satisfeito e me permitiu, levantei e me olhei no espelho que havia na parede. Toda desarrumada, toda usada, dolorida e esporrada. Fiquei louca com aquela minha imagem, me masturbei ali, diante de todos e gozei novamente.

Ainda hoje, olho o papelzinho com o telefone do bar, colado com fita adesiva no espelho da penteadeira desde aquela noite. Mas nunca liguei.
Foi uma aventura louca, um desabafo, um desatino, o grito solitário e noturno de quem não agüentava mais a exclusão. Nunca mais fiz algo como naquela noite e acho que jamais farei, mas continuo solitária, como solitária é a grande maioria das travestis como eu.

 

MÁRCIA ROCHA

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A traidora

Eu amo o meu marido. Amo mesmo, de verdade. E é justamente esse, o meu problema.

Quando tinha 22 anos, me casei com Rogério. Eu o amava demais, desde a adolescência quando namorávamos no pátio da escola ou atrás da venda do meu pai. E foi por essa época que tudo começou:
Rogério tirou minha virgindade quando eu tinha 16 anos, na sala de minha casa enquanto meus pais dormiam. Correu tudo muito bem, obtive prazer intenso com a coisa toda e passamos a manter relações sempre que podíamos. Eu era completamente apaixonada!
Meu problema começou cerca de um ano depois, aproximadamente, quando conheci Alberto em uma festa Junina. Na verdade, já o conhecia, mas nunca tinha trocado com ele mais do que algumas palavras. Ele era uns 5 anos mais velho, sem grandes atrativos, não era alto ou musculoso. Mas era safado! Sempre me olhava com desejo descarado. Sabia muito bem da minha relação com Rogério, mas vivia me lançando olhares devoradores que me desconcertavam. Naquela noite de festa, tive uma pequena discussão com Rogério, porque ele já estava bastante alto e não parava de beber. Foi a deixa para Alberto.
Emburrada, disse a Rogério que ia embora para casa e me afastei do grupo que comia espetinhos de carne e tomava cerveja, dirigindo-me à entrada do ginásio onde se desenrolava a festa. Nem bem eu saí pelo portão, dei de cara com um sorridente Alberto.
- Posso acompanhá-la? – Perguntou de mãos nos bolsos e ar de menino bonzinho.
Aquiesci. Em parte, por raiva de Rogério por não preferir ficar comigo, em parte por curiosidade. Afinal, toda mulher gosta de saber-se atraente.
Subimos pela rua, dobramos à esquerda, depois à direita, uma rua pequena e escura que servia de excelente atalho até minha casa. Tão logo ficamos distantes dos olhares alheios, Alberto segurou em minha cintura, me puxou contra si e encostou-me na parede de uma casa.
- O que é isso? – Tentei protestar, olhando diretamente em seus olhos.
- Calma! Eu só quero conversar com você. – Disse ele, com uma voz calma, pausada e cheia de malícia.
Fiquei alguns segundos indecisa, sem saber como reagir e foi tempo o bastante para que a coisa toda acontecesse: Eu olhava sem ação para aqueles olhos, sentia os braços fortes me puxando contra ele, ouvindo as palavras quentes que ele pronunciava lentamente e que iam penetrando em minha mente, propagando seu calor por todo meu corpo.
- Eu sei que você ama seu namorado. Isso não tem nada a haver com amor. – Dizia ele, enquanto eu sentia suas mão me segurando com firmeza, mantendo seu corpo quente me prensando contra a parede, seu rosto bem próximo ao meu. – Eu só quero ter você, preciso ter você.
Sei que eu devia ter gritado, esbofeteado, chutado e saído correndo. Afinal, ele agia como um completo cafajeste, totalmente desrespeitoso e eu tinha um namorado. Mas não consegui. Na verdade, para ser bem sincera, essa idéia nem me passou pela cabeça. Aquela situação inesperada me excitava demais, o modo como o canalha me segurava e o modo como agia, me deixavam completamente entregue.
Alberto, percebendo minha falta de reação, sentiu-se ainda mais livre para agir. Descendo uma das mãos pela lateral do meu corpo, segurou em meu quadril e apertou seu corpo ainda mais contra o meu na altura da cintura, me fazendo sentir o volume rijo sob suas calças. Estava muito duro.
Assustada, coloquei as mãos em seus ombros e empurrei para me afastar. Para minha surpresa, ele não resistiu muito, afrouxou seu abraço permitindo um ligeiro afastamento, mas sem me soltar.
- Eu não quero nada a força, delícia. – Disse com aquele tom de voz que penetrava por meus ouvidos e me descia até minha virilha, deixando minha calçinha ensopada. - Quero que você goste, que você queira, que você me dê.
- Eu... eu.. não posso. – Tentei dizer, mas minha voz saiu rouca e extremamente sensual, mais convidando que protestando. Era como se meu corpo todo conspirasse contra mim.
Alberto, ainda segurando em minha cintura com uma das mãos, com a outra abriu a braguilha da calça lentamente, sem pressa, dando-me todo o tempo do mundo para reagir e tirou seu pau para fora. Olhei.
Era um falo grosso, cabeçudo, que pulsava muito duro com suas veias saltadas. Se até aquele momento eu pensava em resistir, não mais! A visão daquela pica enrijecida diante de mim fez com que eu só pensasse em como seria a sensação de senti-la. Então, fechei os olhos.

Culpa! Era só o que sentia mais tarde, deitada em minha cama, o travesseiro regado de lágrimas. Minha mãe, sentada à cabeceira, tentava me consolar dizendo que brigas de namorados são coisas comuns e corriqueiras, que eu não devia deixar isso me afetar tanto, que logo estaria tudo bem novamente. Claro, ela não compreendia minha culpa, atribuindo-a à minha discussão com Rogério, ignorando totalmente que o que eu sentia era culpa. Culpa, não apenas por ter estado com outro, mas por ter gostado e gostado muito!
Quando fiquei sozinha no escuro do meu quarto, as imagens e sensações voltavam para me assombrar: A mão de Alberto entrando por debaixo de meu vestido, minha perna esquerda erguendo-se quase por vontade própria para facilitar seu acesso, seus dedos experientes e grossos acariciando minha vulva por cima do pano da calçinha já ensopada, depois afastando o tecido para o lado e tocando a carne, ao mesmo tempo em que encostava a glande daquele falo duro, lambuzando-a em mim. A respiração de Alberto em meu ouvido, ofegante de desejo, sua mão esquerda na minha cintura, a outra ajeitando seu instrumento sem pressa alguma, tornando-me completamente conivente, completamente cúmplice, aumentava a sensação de desesperado desejo de ser penetrada. Depois, o sentimento daquela rola grossa vagarosamente se encaixando, explorando, abrindo até tocar o fundo, as bombeadas de foda que me deu, lentas e firmes, meu orgasmo alucinante.
Culpa! Imensa culpa! Mas além da culpa, outra sensação persistia. Lembrei de como voltei para casa correndo sozinha, assim que Alberto se retirou de dentro de mim sem sequer ter me dado um beijo, a sensação da calçinha quente e tão ensopada de fluidos, que esses escorriam por minhas coxas. Ali, deitada sozinha em meu quarto e apesar de toda a culpa, comecei a me masturbar.
No dia seguinte, Rogério me procurou. Estava muito bonzinho e pedindo mil desculpas. A princípio, pensei em contar tudo a ele, mas não contei. Também temia que Alberto desse com a língua nos dentes ou que alguém nos tivesse visto. Mas não. O tempo foi passando e nada acontecia, tudo continuava do mesmo jeito. Eu sentia remorso por ter traído meu amado, mas ao mesmo tempo aquilo tudo me excitava muito, como se o sentimento de culpa ampliasse ainda mais meu desejo. Eu não queria ser assim, mas não podia evitar.
Levou um mês para que Alberto aparecesse novamente. Ele me encontrou na rua, me cumprimentou com frieza e me entregou um papel onde estava escrito: Olaria em meia hora. Depois, seguiu seu caminho sem dizer nada. Joguei fora o papel e fui para casa. Entrei no meu quarto e olhei no espelho. Senti vergonha de mim mesma, pensei em Rogério, no quanto eu o amava, em tudo o que ele significava para mim, em como eu estava errada, que não podia mais ser assim. Joguei-me sobre a cama, levantei-me novamente, fui até a cozinha, voltei ao quarto e, em menos de quinze minutos estava saindo em direção à olaria.
Era uma velha olaria abandonada, nada exceto uma casa velha sem teto e um forno de tijolos, que ficava em um local um pouco afastado, de onde ouvia-se os barulhos da cidade ao longe. Durante um tempo, era usada pelas crianças como local para brincar. Depois, alguém se machucou em uma tábua solta, os pais proibiram e o lugar ficou meio esquecido.
Não havia porta na casa. Entrei, mas não havia ninguém. Chamei uma ou duas vezes, sem resposta, então me sentei em uma pilha de tijolos e esperei. Através do teto inexistente, podia ver algumas pequenas nuvens que escorregavam pelo céu azul, impulsionadas lentamente por um vento que eu não sentia.
- Assim que eu gosto! Boazinha esperando por mim.
A voz tirou-me de minha divagação. Alberto entrara pela porta e aproximava-se, o mesmo sorriso jocoso, o mesmo olhar devorador, o mesmo tom humilhantemente calmo, pausado e arrogante. Imediatamente, senti um frio em minha espinha e um calor entre minhas pernas.
Ele parou diante de mim, ficou me olhando um tempo, depois disse:
- Eu quero um beijo.
Lembrei que, na outra noite não havíamos sequer nos beijado e comecei a levantar, mas Alberto pousou a mão em meu ombro, mantendo-me onde estava. Olhei para ele sem compreender, mas suas mãos dirigiram-se para a fivela de seu cinto, bastante elucidativas.
- Não sou seu namorado. – Disse ele, como se explicasse a uma criança uma coisa totalmente óbvia. – E não quero ser. Não quero saber dos seus planos futuros, nem falar dos meus, nem quero passear de mãos dadas com você pela praça da cidade.
Ao terminar a última frase, sua calça já estava arriada, o volume sob a cueca branca bem diante de meu rosto. Ele colocou as mãos na cintura e esperou.
“Grosseiro arrogante”. Pensei. “O que esse cara está pensando? Por que acha que pode me tratar desse jeito?” E, ao mesmo tempo em que pensava tudo isso, vi que minhas mãos abaixavam a cueca dele, libertando seu cacete ainda meio mole, bem diante de meu rosto. Senti o cheiro do pau, encostei meu rosto sentindo a pele macia, depois o beijei. Sem colocar as mãos nele, fui lambendo em toda extensão até chegar à cabeça, enfiando-o todo na boca. Alberto gemeu alto. Não levou um minuto para que aquele monumento ao prazer estivesse totalmente rijo, apontando para o céu.
Segurando-o com delicadeza, mantive-o em direção à minha boca, trabalhando com afinco enquanto Alberto me dizia o que queria, como queria, me ensinando técnicas que eu desconhecia até então.
Eu masturbava-o com uma mão ao mesmo tempo em que ele segurava em minha nuca e me ajudava a colocar o pau fundo na boca, depois tirar e enfiar novamente, minha língua o tempo todo agitando-se, acariciando, estimulando. Quando ele percebeu que ia gozar, enfiou o pau até minha garganta e senti o líquido quente jorrando em jatos intermitentes.
- Engole tudo, piranha!
Continuei beijando e lambendo cada gota, como se fosse mel, percebendo que minha outra mão acariciava meu clitóris deliciosamente melado.
Alberto, então, afastou-se um pouco, ergueu a calça e ficou observando enquanto eu me masturbava. Fechei os olhos ao sentir um orgasmo poderoso me atingir como uma sucessão de raios atravessando meu corpo.
Quando abri os olhos novamente, ele já não estava mais lá.

 

MÁRCIA ROCHA

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A prima da minha vizinha

Eu tinha apenas dezenove anos. Durante minha adolescência, nos tempos de colégio, era magricela, desengonçado e usava aparelho nos dentes, o que me garantiu uma virgindade quase total até aquela idade. Digo quase, porque tinha beijado e dado uns “amassos” com uma garota uma única vez em uma festa. Ela estava bêbada, claro.

A noitada

A Kawasaki Ninja recortava velozmente por entre os carros no horário de pico do trânsito paulistano. Negra, como negro era o macacão do piloto e seu capacete. Agressivo! Não se poderia encontrar outra palavra melhor para definir o modo como ele pilotava, levando na garupa uma bolsa presa com extensores.

Casal

Os relatos abaixo foram feitos em meu consultório psiquiátrico por um casal que fez terapia comigo durante algum tempo. Costumo gravar todas as seções de terapia de meus clientes e resolvi escrever esses relatos, por serem muito interessantes e inéditos.
Meus pacientes procuraram-me para que os ajudasse a resolver um problema que os afligia. Resolvi aceitar o caso e recebia-os separadamente uma hora por semana.

Seduzida pela vingança

Foi a aproximadamente três anos que descobri que meu marido me traía. Criada dentro de rígidos valores morais, namorei durante quatro anos e me casei sem jamais ter conhecido outro homem. Levava casamento e fidelidade com enorme seriedade, jamais sonhando que um de nós pudesse sequer tocar em outra pessoa.

A festança

Ronaldo tinha quatro companheiros. Não eram propriamente amigos, mas companheiros de putaria. Há anos faziam festinhas e trocavam entre sí as mulheres que conquistavam.


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