Família

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Saudades de Papai

MAMAE TEM MAOS MAGICAS QUANDO ME ABRAÇA PUXANDO MEU CORPO PARA SI,SINTO
SUAS MÃOS EM MINHAS COSTAS ENVOLVENDO TODO MEU DORSO E COMO QUE HIPNOTIZADA
FECHO OS OLHOS ABRO A BOCA PARA SER PREENCHIDA PELA DELA ENQUANTO SUAS MÃOS
ALISAM GOSTOSAMENTE MINHA BUNDINHA PUXANDO MINHA CALCINHA PRA CIMA FAZENDO
ELA ENTERRAR TODINHA EM MEU RABINHO.
SUA BOCA NUMA FURIA LOUCA PASSEA PELA MINHA DEIXANDO-ME MALUQUINHA E TODA
MOLHADA,ENTÃO ELA ME CONDUZ,SEM SAIR DE MIM A SUA CAMA ONDE DESCE BEIJANDO
MEU QUEIXO PESCOÇO PARANDO NOS SEIOS ONDE MAMA FEITO CRIANÇA ORA UM DEPOIS
OUTRO.SUA MÃO ENTRA EM MINHA CALCINHA SEPARANDO HABILMENTE MEUS LABIOS
INTRODUZINDO O DEDO MEDIO EM MINHA BUCETA FAZENDO-ME ARFAR DE TANTO PRAZER.
CHUPANDO FORTE MEUS PEITOS ELA MORDISCA OS BIQUINHOS ENQUANTO TEM UM DEDO
FUNDO EM MINHA BUCETA E OUTRO EM MEU CUZINHO.NESTA HORA JURO QUE MORRO DE
TANTO PRAZER,GEMENDO CHORANDO E ENTRE GRITINHOS ABAFADOS MOLHO TODA SUA MÃO
GOZANDO FEITO CADELA NO CIO,NISTO ELA LEVANTA SAINDO DE MIM E DE PE EM MINHA
FRENTE REBOLA GOSTOSO NUM STRIPTEASE E SORRATEIRAMENTE SENTA COM SUA BUCETA
MOLHADA LISINHA E SEDENTA EM MINHA CARA ONDE LAMBO GOSTOSO SUA BUCETA QUE DE
TÃO MOLHADA DEIXA MEU QUEIXO BOCA ROSTO E NARIZ MUITO MOLHADO COM SEUS
NECTAS ONDE SORVO O MAXIMO QUE POSSO DEIXANDO ELA MALUQUINHA COM MINHA
BOQUINHA QUE APESAR DE POUCA EXPERIENCIA CONSEGUE TIRAR DELA GEMIDOS E
DELIRIOS.
NESTE INSTANTE ELA DEBRUÇA EM MIM COM O CORPO ARQUEADO E COM UMA DAS PERNAS
DOBRADA CAI DE BOCA EM MINHA BUCETA ATE COM UMA CERTA VIOLENCIA ME LEVANDO A
LOUCURA.
SUA BOCETA ABERTA AO MAXIMO PERMITE MINHAS LAMBIDAS FUNDAS ONDE ME AGARRO
EM SUA ANCAS AFUNDANDO O ROSTO PARA SERPENTEAR A LINGUA DENTRO DELA QUE AOS
URROS SACODE EM GOZADAS MULTIPLAS ONDE VOU JUNTO CAINDO AO SEU LADO PARA UM
RAPIDO E MERECIDO DESCANÇO.
COM NOSSAS TRANSAS INTENSAS DESCOBRI QUE MAMAE ADORA ME VER DE CALCINHA
TODA ENTERRADINHA POR ISSO AS MINHAS SÃO NUMEROS MENORES PARA MEU TAMANHO.
DIAS DESSES ESTAVA EM CASA SOZINHA E VENDO-A CHEGAR COM SACOLAS NAS MÃOS
CORRI EM SEU ENCONTRO NA CALÇADA AJUDANDO-A A DESCER DO TAXI,NISTO ELA
ARREGALA OS OLHOS NEGROS EM MINHA DIREÇÃO COMO QUE ESTASIADA COM ISSO ME DOU
CONTA DE QUE ESTOU SOMENTE DE SUTIAN E CALCINHA TIPO ASA DELTA AMBOS
BRANCOS,COM O MOTORISTA E ALGUNS RAPAZES PROXIMOS ME COMENDO COM OS OLHOS.
AO TENTAR CORRER PRA DENTRO FUI SEGURA PELO BRAÇO POR MAMAE QUE PEDIU QUE
NÃO LIGASSE PRA NADA E AJUDASSE ELA COM AS SACOLAS.
COM A CALCINHA MOLHADA APESAR DO MEDO OS BIQUINHOS DOS SEIOS DURINHOS
PEGUEI ALGUMAS SACOLAS E QUANDO CAMINHAVA PRA DENTRO DE CASA CAPRICHEI NO
REBOLADO E QUANDO MAMAE ENTRO LOGO ATRS DE MIM DAVA PRA VER O TESÃO
ESTAMPADO EM SEUS OLHOS NUM BRILHO INEBRIANTE COM ELA FECHANDO A PORTA ATRAS
DE SI LARGANDO AS SACOLAS NO CHÃO E ANTES DE PENSAR SE QUER ALGUMA COISA SE
ATRACOU EM MIM LAMBENDO TODO MEU CORPO ME JOGANDO NO CARPETE DA SALA ONDE
JUDIOU DE MIM DEIXANDO MOLINHA SEM CHANCES NENHUMA DE REVIDE.
GOZAVA ABUNDANTEMENTE EM SUA BOCA ORA EM MEUS SEIOS E SEUS DEDOS DENTRO DE
MIM OU SUAS MÃOS EM MEUS SEIOS E SUA LINGUA DENTRO DE MIM EXPLORANDO BUCETA
E CUZINHO DE UMA FORMA QUE NUNCA TINHA FEITO ANTES.
QUANDO ELA SE POSICIONOU PARA UM DELIRANTE MEIA NOVE DAVA PRA VER SEUS
LIQUIDOS VARGINAIS ESCORREREM PELAS PERNAS MOLHANDO MUITO MEU ROSTO COM SUA
CALCINHA ENXARCADA.
CASTIGUEI ELA SORVENDO TUDO AQUILO POR CIMA DA CALCINHA COMO ELA GOSTA E
QUANDO AFASTEI SUA CALCINHA PRO LADO AFUNDEI O ROSTO EM SUA BUCETA EM BRASA
ENQUANTO ENTERRAVA QUASE QUE A MÃO TODA EM SEU CU FAZENDO ELA GOZAR
ESCANDALOSAMENTE ATRAINDO A ATENÇÃO DOS VIZINHOS E QUEM PASSASSE NA RUA
FRENTE A NOSSA CASA.
QUANDO ELA ANUNCIOU OUTRO GOZO MORDI SEUS LABIOS COM OS MEUS ESFREGANDO A
BOCA EM TUDA EXTENSÃO DE SUA BUCETA NUM FRENETICO SINAL DE NÃO SEM LARGAR
SEUS LABIOS ENQUANTO ELA TREMEU TODA SACUDINDO SEU CORPO PARA EXPLODI EM
MINHA BOCA CAINDO MORTINHA AO MEU LADO ENQUANTO BEIJANDO CARINHOSAMENTE
MINHA BOCA TROCANDO NOSSOS GOSTOS ME AGRADECIA PELA GOZADA AVASSALADORA QUE
TIVERA FIRMANDO ETERNAS JURAS DE AMOR.
DORMIMOS ALI ABRACADINHAS ATE ALTAS HORAS DA NOITE E QUANDO ELA ME ACORDOU
FUI PARA O BANHEIRO TOMEI UM BOM E DELLICIOSO BANHO E QUANDO SAI PELADINHA
ELA DEU UM TAPINHA EM MINHA BUNDA AVISANDO QUE TINHA LANCHE PRA MIM NA
COZINHA.
O LANCHE ESTAVA UMA DELICIA E AINDA COMIA QUANDO ELA ME CHAMOU:
_ AMORZINHO VEM AQUI.VEM...
FINGINDO NÃO OUVI CORRI PARA MEU QUARTO VESTI UMA MINUSCULA CALCINHA
VERMELHA SANDALIAS E AO PASSAR PELO SEU QUARTO PEDI QUE VIESSE ME
PEGAR.NISTO ELA PAROU DE DEDILHAR SUA BUCETA LEVANTOU VESTINDO SEU ROUPÃO E
QUANDO VEIO ATRAS DE MIM PAROU ESTARRECIDA NO PORTÃO COMIGO SOMENTE DE
CALCINHA NO MEIO DA AVENIDA EM FRENTE A NOSSA CASA.
O FRUXO DE CARROS ERA DE POUCA INTENSIDADE E SEMPRE QUE VINHA ALGUM EU ME
ESCONDIA ATE QUE NUM MOMENTO DE LOUCURA COM A CALCINHA TODA MOLHADA
ATRAVESSEI A AVENIDA FICANDO DO OUTRO LADO E QUANDO VEIO UM CARRO FIZ SINAL
COMO QUE PEDINDO CARONA FAZENDO COM ISSO ELE PARAR BRUSCAMENTE A MINHA
FRENTE ENQUANTO FUI POR TRAS PARANDO DO LADO DO MOTORISTA ME ARQUEANDO COM
OS PEITOS NA CARA DAQUELE SENHOR QUE BABAVA COMIGO ALISANDO SEU MASTRO POR
CIMA DA CALÇA.
AQUILO CRESCIA MUITO EM MINHAS MÃOS E COM A AJUDA DELE TIREI PARA FORA E
PELA PRIMEIRA VEZ NA VIDA PUDE SENTIR A MACIEZ DE UM PINTO EM MINHAS MÃOS.
TENCIONAVA ABOCANHAR TUDO AQUILO QUANDO SENTI ALGUEM ARRANCANDO MINHA
CALCINHA DEIXANDO-ME PELADINHA OLHEI PARA FORA E O MOTORISTA DO CARRO AO
LADO DESCIA DO CARRO VINDO EM MINHA DIREÇÃO COM MINHA CALCINHA TODA RASGADA
EM UMA DAS MÃOS.
ME SENTIA UMA PUTA CHEGANDO A MIJAR DE MEDO E TESÃO COM MAMAE ME CHAMANDO
PRA DENTRO O SENHOR ME PRENDENDO PELA MÃO E AQUELE TARADO VINDO EM MINHA
DIREÇÃO QUANDO NUM RESTO DE FORÇAS E NOÇÃO DO PERIGO ME DESVENCILHEI DAQUELE
SENHOR CORRENDO PARA DENTRO TRANQUANDO O PORTÃO ATRS DE MIM E QUANDO OS
DOIS TENCIONAVAM PULAR AS GRADES PARARAM AO VER MAMAE FICANDO AMBOS SEM
AÇÃO,NISTO ME ATRAQUEI EM MAMAE ARRANCANDO SEU ROUPÃO E ENQUANTO OS DOIS
BATIAM PUNHETA DESCARADAMENTE EM FRENTE AO PORTÃO EU ME DELICIAVA COM OS
LIQUIDOAS ABUNDANTES DA BUCETA DE MAMAE ENQUANTO DEDILHAVA MINHA BUCETA
GOZANDO JUNTOS ENTRE GEMIDOS PALAVRÕES E PEDIDOS PARA QUE EU E MMAE AUMENOS
ESCOSTASSE NA GRADE.
VENDO QUE NÃO IAMOS SEDER UM DELES SUBIU NA GRADE TENTANDO PULAR PRA DENTRO
ENQUANTO MAMAE ME PEGANDO PELO BRAÇO PUXOU ME PARA DENTRO TRANCANDO A CASA
AMEAÇANDO CHAMAR A POLICIA.
COM O CORÇÃO A MIL MAMAE DEPOIS DE CONSTATAR QUE TAVA TUDO BEM ME LEVOU
PARA SEU QUARTO E JURO QUE MORRI EM SUA BOCA MARAVILHOSA ONDE PASSAMOS UMA
ETERNA NOITE DE AMOR.
BEIJÃO.
DEBORHA.
(PRAS MENINAS UM BEIJO NA BUCETINHA).
ME ESCREVAM:carliantunessilva@ig.com.br
 

Aconteceu comigo

DEPOIS QUE MAMAE DESCOBRIU MINHA FARRA COM O NEGÃO,O CACHORRO DO VIZINHO,FICAMOS MAIS UNIDAS QUE NUNCA.PARTILHAVAMOS TUDO DESDE CONFISSÕES ATE ROUPAS E MAQUIAGEM.
CERTA TARDE COMBINAMOS DE IR AO SHOPPING APROVEITANDO A FOLGA DE MAMAE E UMA ESCOLHER O QUE A OUTRA DEVERIA VESTIR.
CORRI PARA O QUARTO DE MAMAE ENQUANTO ELA FOI PARA O MEU.ESCOLHI UM CONJUNTO DE SEDA PRETO TIPO MACAQUINHO COM CALÇA COMPRIDA BEM FOLGADA E TRANSPARENTE,CALCINHA E SUTIEN BRANCOS E SALTO ALTO.
MAMAE POR SUA VEZ ESCOLHERA PARA MIM UM CONJUNTINHO DE MINI SAIA E TOP AMARELINHOS E SANDALIAS TIPO DESCALÇO.VALE DIZER QUE ADOREI.
DEPOIS DE AGRADECE-LA COM UM BEIJO BEM GOSTOSO NA BOCA,FUI PARA MEU QUARTO E APOS UM BANHO VESTI AQUELE CONJUNTO E FUI PARA A SALA ESPERAR MAMAE.
MINUTOS DEPOIS ELA APARECEU DEIXANDO ME BOQUIABERTA COM SUA BELEZA REALÇADA PELA COR DO CONJUNTO EM CONSTRASTE COM SEUS LINDOS CABELOS LOIROS E SUA PELE BRANCA.
MINHA VONTADE ERA AGARRA-LA E FAZER AMOR COM ELA A TARDE TODA,POREM ELA RESISTIU PEDINDO QUE DEIXASSE PARA A NOITE.
ENQUANTO FOI PEGAR O CARRO CORRI PARA ABRIR O PORTÃO E AO ME ABAIXAR A SAINHA SUBIU DEIXANDO MINHA BUNDINHA TOTALMENTE A MOSTRA.
AO ME INDAGAR INFORMEI QUE ELA NÃO HAVIA SEPARADO NEM CALCINHA E SUTIEN PARA MIM POE ISSO ESTAVA SEM NADA POR BAIXO.
AO ENTRAR NO CARRO ELA BEIJOU CARINHOSAMENTE MINHA BOCA ENQUANTO ABRINDO MINHAS PERNAS AFUNDOU UM DEDO EM MINHA BUCETA MOLHADA COLOCANDO O DEDO EM NOSSAS BOCAS.
ANTES QUE GRUDASSE NELA ALI MESMO ELA ME SEGUROU PEDINDO CALMA E LÁ FOMOS NOS PARA MAIS UMA ESTONTEANTE AVENTURA.
PASSEAMOS QUASE QUE A TARDE TODA PELO CENTER NORTE COMIGO APROVETANDO PARA ABAIXAR FINGINDO VER AS VITRINES DEIXANDO MINHA BUCETINHA A MOSTRA ARRANCANDO SUSPIROS PRINCIPALMENTE DE OUTRAS MULHERS QUE JUNTO COM OS HOMENS ME COMIA COM OS OLHOS.
FODA MESMO FOI QUANTO ESTAVAMOS TOMANDO SORVETE E MAMAE PEDIU PARA ESPERIMENTAR O MEU.
COMO SOU MUITO DESCARADA INFORMEI QUE SÓ SE FOSSE DE MINHA BOCA.
COM UM OLHAR MALICIOSO MAMAE PEGOU A COLHERSINHA ENCHEU O MAXIMO POSSIVEL E POS EM MINHA BOCA PUXANDO-ME PARA SI COLANDO SUA BOCA A MINHA PARTILHANDO COMIGO O SORVETE O TESÃO E MEU DESEJO.
FOI UM ALVOROSSO COM A GALERA EM VOLTA APLAUDINDO ASSOVIANDO PEDINDO BIS E COMO SEMPRE ALGUNS CARETAS REPROVANDO NOSSO ATO DE AMOR.GANHAMOS BASTANTE FÃS POIS ONDE IAMOS TINHA UMA GALERINHA SEGUINDO A GENTE,DEIXANDO ME MOLHADINHA E TESUDA PELO CORPO DE MAMAE.
DELIREI QUANDO SUBINDO AS ESCADAS MAMAE ME ABRAÇOU COLANDO SEU CORPO AO MEU E ENQUANTO BEIJAVA MINHA BOCA ALISOU MINHA BUNDA LEVANTANDO A SAIA DEIXANDO A GALERA ESTASIADA.
COM O CORPO TREMULO PEDI A MAMAE QUE ME LEVASSE AO CINEMA NO PRETEXTO DE FICAR SOZINHA AO LADO DELA,POREM ELA MALICIOSAMENTE INFORMOU QUE AO INVES DE CINEMA IRIA ME LEVAR A UM LUGAR QUE IA ADORAR ENQUANTO SENTINDO MEUS ESPASMOS SEGUROU ME EM SEU BRAÇOS PEDINDO QUE GOSSASSE PARA ELE E QUANDO ELA BEIJANDO MINHA BOCA ALISOU DISCRETAMENTE MEUS SEIOS FAZENDO ME ARFAR NUMA GOZADA AVASSALADORA ONDE TEVE QUE ME SEGURAR PARA NÃO CAIR.
AINDA SENTIA OS LIQUIDOS QUENTE AFLORAREM BUCETA AFORA QUANDO ELA ME PUXOU PELAS MÃOS LEVANDO PARA O CARRO RUMANDO PARA UM MOTEL ONDE PASSAMOS A NOITE E METADE DO OUTRO DIA TRANSANDO LOUCAMENTE.
MAMAE ESTA PENSANDO EM IRMOS EMBORA PARA O RIO DE JANEIRO ONDE NINGUEM NOS CONHECE POIS PELO TANTO QUE NOS AMAMOS É IMPOSSIVEL CONTINUAR VIVENDO COMO MAE E FILHA E NUMA CIDADE QUE NINGUEM NOS CONHECE SEREMOS AMANTES ETERNAS.
BEIJÃO
DEBORHA
ME ESCREVAM:carliantunessilva@ig.com.br
 

Saudades do papai

* * * * * * LEMBRO VAGAMENTE DE MINHA INFANCIA A NAO SER UM ACONTECIMENTO QUE ATE HOJE NAO CONSEGUI ESQUECER.
MORAVAMOS EU MAMAE E PAPAI EM UMA CASA HUMILDE EM VILA MATILDE
DORMIAMOS OS TRES NA MESMA CAMA E ERA FREQUENTE ACORDAR COM MAMAE AOS PRANTOS COM PAPAI SOCANDO TUDO AQUILO EM SEU CUZINHO.
QUANDO ISSO ACONTECIA ELA FICAVA DOLORIDA POR DIAS SENTANDO DE LADINHO E MUITO MAL HUMORADA.
ADORAVA VER ELA SENTANDO NO MASTRO DE PAPAI QUE ALARGAVA SUA BUCETA FAZENDO ELA ARFAR DE TANTO GOZAR POREM QUANDO PAPAI OBRIGAVA ELA A FICAR DE QUATRO ERA AQUELE DESESPERO.
FINGINDO DORMIR CONTEMPLAVA TODA TRANSA SENTINDO UMA COCEIRINHA GOSTOSA NA BUCETINHA E COM ISSO ME MIJAVA TODA.
CERTA NOITE ACORDEI COM PAPAI ENTRE MINHAS PERNAS CHUPANDO MINHA BUCETINHA POR CIMA DA CALCINHA.SENTINDO O CORPO TREMULO MORRI QUANDO ELE AFASTOU MINHA CALCINHA PRO LADO PARA MAMAR GOSTOSO EM MIM.
SUA LINGUA ERA ESPALMADA POR TODA MINHA BUCETINHA E QUANDO ELE FORCAVA ELA EM MIM ELA ENTERRAVA TODINHA DESDE MEU CUZINHO ATE MEU GRELINHO ONDE ERA CASTIGADO COM CHUPOES QUE CHEGAVA A DOR DE TAO FORTE SO PARANDO QUANDO EU ME ESTREBUCHAVA TODA DERRETENDO ME EM MIJO DAI ELE DEITAVA EM CIMA DE MIM PARA ALISAR TUDO AQUILO EM MINHA BUCETINHA CHEGANDO A SEPARAR OS BEIÇINHOS DE MINHA DANADINHA COM SUA IMENSA CABEÇA AVERMELHADA E QUENTE.
DEREPENTE SAI DE MIM SE ATIRANDO EM CIMA DE MAMAE QUE FAZIA DE TUDO PARA QUE ELE SOLTASSE DELA POREM QUANDO ELE CONSEGUIA TIRAR SUA CALCINHA E AFUNDAR EM UMA SO ESTOCADA TUDO AQUILO NELA PARECIA QUE IA TER UM ATAQUE E ENTRE GEMIDOS E CHORAMINGOS PEDIA QUE SOCASSE DE VAGAR PARA NAO ME ACORDAR.
SENTIA A CAMA TREMER E ENTRE GRITOS E GEMIDOS ELE INUNDAVA SUA BUCETA DE PORRA COM ELA CORRENDO PARA O BANHEIRO FICANDO POR LA ATE QUE ELE DORMISSE NISTO ELE VOLTAVA PARA MIM E POR ESTAR MUITO MOLHADA DEVIDO AO XIXI ARRIAVA MINHA CALCINHA E ENTERRAVA TUDO AQUILO NO MEIO DE MINHAS PERNAS ME LEVANDO A LOUCURA,SÓ PARANDO QUANDO MAMAE DESLIGAVA O CHUVEIRO E VINHA EM MEU AUXILIO COM ELE FINGINDO DORMI.
MAMAE ME TROCAVA E AO DEITAR FICAVA ME NINANDO,MESMO COMIGO DORMINDO,ATE QUE PAPAI DORMISSE SENÃO TERIA QUE DAR O CUZINHO NOVAMENTE PARA ELE.
CERTA NOITE ACORDEI COM MAMAE SE ESTAPIANDO COM PAPAI QUE QUERIA DE TODO JEITO COMER SEU CUZINHO AINDA DOLORIDO DA NOITE ANTERIOR.
MAMAE AO ME VER ACORDADA E CHORANDO BAIXOU A GUARDA,COM ISSO PAPAI RASGOU SUA CAMISOLA E CALCINHA E MESMO ELA PEDINDO PRA TODOS OS DEUSES E RESPEITO A MIM,ELE AFUNDOU TUDO AQUILO EM SUA BUCETINHA PEGANDO-A POR TRAS.ELA DE FRENTE PRA MIM MESMO COM LAGRIMAS NOS OLHOS NÃO CONSEGUIA SEGURAR OS GEMIDOS E SUSSURROS ENQUANTO GOZAVA AVASSALADORAMENTE NO PORRETE DE PAPAI.
ELE SOCAVA TUDO AQUILO NELA E VENDO QUE ESTAVA DEMORANDO A GOZAR SAIU DE DEBAIXO DELE ABOCANHANDO TUDO AQUILO QUE QUASE SUMIA EM SUA BOCA FAZENDO ELA TOSSIR AO SE ENGASGAR PRINCIPALMENTE QUANDO ELE AFOGOU ELA DE TANTA PORRA SEM TIRAR OS OLHOS DE MIM CAINDO AMBOS PARA O LADO.MINHA VONTADE ERA DE ESTAR NO MEIO DELES COM A BUCETINHA EM BRASA,POREM SABENDO QUE ERA PROIBIDO DEITEI FINGINDO DORMI PARA VER OQUE ACONTECERIA DEPOIS.
PENSANDO QUE ESTAVA DORMINDO PAPAI TENTOU COMEÇAR NOVAMENTE MAS NESTE MOMENTO MAMAE SAIU CORRENDO PARA O BANHEIRO E QUANDO LIGOU O CHUVEIRO PAPAI VEIO ATE MIM QUE ESTAVA COM A BUCETINHA EM BRASA PARA MAMAR GOSTOSAMENTE EM MIM FAZENDO ME DESFALECER COM OS LIQUIDOS QUENTINHOS QUE SAIA DE MINHA BUCETINHA.
NISTO ELE INTENSIFICOU AS LINGUADAS SORVENDO TODA MINHA BUCETINHA QUE PARECIA INCHAR EM SUA BOCA E APESAR DO NOJO PENSANDO QUE PAPAI ESTAVA BEBENDO MEU XIXI,SENTI O CORPO ESTREMECER COM SUA LINGUA ENTRANDO FUNDO EM MIM.
GEMI GOSTOSO TENDO MEU PRIMEIRO ORGASMO NA VIDA E QUANDO PAPI DEITOU EM CIMA DE MIM PEGUEI EM SEU MEMBRO DIRECIONANDO TUDO PARA A ENTRADA DA BUCETA QUE BABAVA PRA SER PENETRADA.
QUANDO A CABEÇA ENTROU MORDI SEU PEITO PAR CONTER UM GRITO DESESPERADOR COM ELE ESTATICO DENTRO DE MIM,E QUANDO ME ACOSTUMEI COM O INVASOR SENTI ELE ESCORREGAR GOSTOSAMENTE PARA DENTRO DE MIM QUE AGUENTAVA TUDO CALADINHA APESAR DA DOR QUE SÓ NÃO ERA MAIOR QUE O PRAZER QUE ESTAVA SENTINDO NO MOMENTO.
SENTI ELE CUTUCAR MEU UTERO COM AQUELE FERRO EM BRASA GEMENDO MUITO COM ELE SE PREPARANDO PARA UM GOSTOSO VAIVEM QUANDO FOMOS SURPREENDIDOS POR MAMAE QUE DEIXARA O CHUVEIRO LIGADO ATRAIDA PELOS MEUS GEMIDOS.
MAMAE ARRANCOU ELE DE DENTRO DE MIM GINGANDO MUITO AMEACANDO CHAMAR A POLICIA ACORDANDO COM ISSO TODA VIZINHANÇA.
EU CHORAVA MUITO DE RAIVA JURO QUE MATARIA ELA SE PUDESSE COM ELA ME PEGANDO NO COLO LEVANDO PARA O BANHEIRO ONDE LAVOU MINHA BUCETINHA COM TODO O CUIDADO VENDO O ESTRAGO QUE ELE FIZERA EM MIM.
APOS O BANHO MAMAE ME DEU UM COMPRIMIDO PARA DOR SEGUNDO ELE E FUI DORMI;DESDE ENTÃO NUNCA MAIS VI OU SOUBE DE PAPAI APESAR DE SENTIR MUITA SAUDAES DELE.

carliantunessilva@ig.com.br

 

Eu e meu avô

Bem vou contar o que aconteceu comigo quando eu era mais novo
Hoje eu tenho 48 anos sou branco 1,76 96 kl. olhs verdes, sou bissexual mas não assumido, pois gosto mais de mulher que de homem..e um cara de bem com a vida já fui casado e tenho filhos..hoje só namora uma mulher e moro só...moro em SP-Capital..

Meus avós por parte de minha mãe moravam dentro de uma fazendo no interior de São Paulo. Meu avó era o chamado guarda-livros da fazendo então tinha sua casa dentro da mesma e também tinha um grande terreno um pouco afastado da casa.

Quase todos finais de semana íamos para casa de meus avós. Eu adorava, pois sempre gostei de bichos, passaros, pescar entre outras atividades da natureza.

Bem meu avô neste terreno dele que era bem grande, tinha várias árvores frutíferas e tb uma horta muito bem cuidada, e dentro dele haviam duas cabanas de madeira tb. Uma ela guardava ferramentas e na outra tinha mesa e cadeiras.

Um dia eu estava neste local caçando pássaros e nem havia notado a presença de meu avô. Mas certa hora dou uma relaxada da expectativa dos pássaros e dou uma olhada em volta no que avisto meu avô na entrada da cabana de madeira que tinha cadeiras e a mesa e tomo um susto pois noto que ele estava com o pau para fora.

Ele então percebeu que eu vi a cena e então pegou aquela pica que era enorme e balanço e fez aquela cara de sacana para mim.
Na hora fiz que não vi e sai um pouco dali para um local onde não o havistasse mais.
Bem deixe dizeer como meu avô era. Tinha mais ou menos uns 60 anos branco grande e bem forte tb ele era suiço então era meio vermelhão.r.s...

A princípio aquela cena me espantou e eu não dei bola, mas não conseguia mais me concentrar na caça aos pássaros pois o que tinha visto não saia da minha mente e então comecei a sentir uma sensação estranha de ter gostado de ver o tamanho da rola dele. A minha ainda era super pequena e eu tb ainda nem tinha orgasmo.

Então voltei onde eu estava antes e oolhei para a porta da cabana ele estava no mesmo local e do mesmo jeito e vendo que eu havia voltado onde estava acenou para mim me chamando. Nossa na ora gelei mas aquela sensação gostosa voltou novamente e eu fui em sua direção.

Cheguei e ele então pegou minha mão e disse vamos entrar netinho para dentro da cabana. Então ele me deu um abraço apertado e começou a acariciar meu corpo, passando as mãos em minhas costas, beijando minha nuca e minhas orelhas que me arrepiavam demais e desceu sua mão até meu short e sentiu que meu pauzinho tava duro. Então disse tá gostando eu te dou mais carinho.

Então pegou uma de minhas mãos e levou para seu membro, nossa que delicia foi sentir aquela coisa macia e super dura ao mesmo tempo, estava com a cabeça já babada e então eu olhei para baixo e pude ver como realmente era linda..era brancona uma cabeçona rosada e com a pele quase cobrindo a cabeça e muitas veias tb e pelo tamanho deveria medir mais de 20 cm e era tb super grossa..

Ele então em ensinou como punhetá-lo indo e vindo cam a minha mão e depois que aprendi direitinho ele ficou me punhetando e eu a ele..ficamos assim um tempo até que ele se sentou numa das cadeiras e me puxou na frente dele e em seguida abaixou meu short exibindo minha piquinha e então caiu de boca nela..nossa ele chupava deliciosamente bem..e sabia dar carinho no saco tb...

Ficou me chupando um bom tempo mas eu avisei que ainda não tinha gozo mas ele disse que não tinha importância que mais uns anos a mais eu iria ter..e continuou chupando e en determinado momento ele pediu para mim abrir mais minhas pernas o que obedeci então ele enfiou uma das mãos abaixo do meu saco e ficou alisando minha bunda e depois colocou um dedo na entradinha do meu cu...

Ele sentiu que eu dei aquela famosa piscadinha de tesão...então ele ficou mexendo na entradinha do meu cu e me chupando mais usn 5 minutos e eu já rebolava no dedo dele...então ele se levantou e disse agora é sua vez netinho senta aqui na cadeira...obedeci mais que depressa e sentei..

Ele então abaixou suas calças e cueca até os joelhos exibindo agora toda aquela preciosidade de rola e tb do saco que eu ainda não havia notado..era enorme seu saco tb umas bolas enromes mesmo e com os cabelos já todos branquinhos..então veio com sua rola bem na frente de minha cara já sabia o que tinha que fazer e a recebi em minha boca...de inicio não sabi direito o que fazer ele então foi dizendo como fazer e então abocanhei aquela cabeçona que quase não cabia dentro de minha boca mas com um esforço e ele já mais babada de saliva deslizou para dentro e ele foi empurrando o pau mas só deu para por metade dentro..

Então comecei a sentir pela 1a. vez como era bom chupar uma rola sentia aquele babinha salgadinha, a cabeçona bem lisinha e as veias na minha linguá e comecei depois o famoso vai e vem com a cabeça...fiquei uns 15 minutos chupando ele que gemia e me chamada de netinha gostosinha que eu chupava melhor que a vó que eu sabia como fazer e seria a putinha dele...nossa eu adorava ele dizendo tudo aquilo..

Depois disso ele disse quer sentir no seu cu...eu gelei pois nunca havia dado e ainda mais para uma rola daquelas, mas o tesão era tanto que disse que poderia tentar mas que não sabia se conseguiria pois a rola dele era muito grande e grossa e ele então disse faço com carinho miha putinha vai adorar...então me levantei da cadeira e ele então me colocou debruçado de barriga para baixa em cima da mesa e como ele era grande e eu pequeno fiquei bem no local certo dele colocar sua rola...ele então me beijava as costas, nuca orelhas e ao mesmo tempo pegava saliva de sua boca com os dedos e passava no meu cu e enfiou um dedo, eu adorei e não sentir dor, depois enfiou outro e tb não senti dor apenas um incomodo, ele então disse está gostando eu abanava a acabeça como dizendo que sim e ele mexendo dentro do mesu cu e me chupando todinho na nuca orelhas e costas...então senti que ele se afastou um pouco e deu uma cuspina na rola e depois fez o mesmo no meu cu e veio com aquele monstro deliciosa na direção de meu reguinho...

Quando encostou a cabeça senti uma sensação que nunca havia sentido na vida de tão boa..nossa comecei a rebolar na cabeça de seu pau..ele então me seguro forte na cintura e foi empurrando ia é voltava até que forçou bastante e a cabeça passou...nosso gritei de dor na hora e ele me segurou forte me agarrando e disse calma minha netinha putinha que logo passa a dor..mas ia queria sair e ele não deixsava me segurava e falava calma relaxa que já passa se ficar se batendo vai doer mais...então vi que não tinha jeito e me acalmei no que a dor foi passando e ele perguntava já passou até que eu fiz sinal com a cabeça que sim então ele foi enfiando o resto bem devagar para mim sentir cm por cm entrando dentro de mim...comecei a sentir tesão de ter um pau dentro de mim de ter virado putinha de me avô e comecei a rebolar na sua rola e ele então foi entrando e saindo vendo que eu tava adorando e depois foi acelerando os movimento e falando muitas besteiras em meu ouvido, como minha putinha. que cu deliciosa fiz seu cabacinho..que netinha putinha e deliciosa e então acelerou mais e mais e senti quando seu pau aumentou mais e ficou latejando e ele dando um hurro gozou dentro de mim..nossa foi uma sensação maravilhosa sentir o pau latejando e sentir tb os jatos de porra saindo de sua pauzão...ele então caiu em cima de minhas costas e focu assim um tempo até que seu pau amoleceu...quando ele tirou senti até um friozinho no meu cu devia estar super aberto e sentir tb escorrer um rio de porra de dentro dele nossa ele gozou muito mesmo...me senti um putinha de verdade e adorei ter dado prazeer a ele...me tornei putinha de meu avô varias outras vezes...mas depois conto outras situçaões com ele...

Quem quiser entrar em contato..

Meu e-mail... guine43@itelefonica.com.br

 
 

Família indecente

Em janeiro desse ano comecei a namorar o Carlos. Um cara muito legal, gostoso, que tem uma família tarada por sexo. Explico melhor. Recentemente Carlos me convidou para conhecer sua casa. Era um sábado de muito sol e quando chegamos lá tive minha primeira surpresa. A mãe Verônica, e a irmã Carla, dele tomavam banho de piscina, inteiramente nuas.
Fiquei meio sem graça, mas Carlos disse para eu me acostumar com aquilo. Antes de ele me levar para cumprimentá-las, fomos trocar de roupa. Coloquei um biquíni fio-dental que quase não escondia nada. Mais que isso, feito de crochê e deixava à mostra os bicos dos meus seios e os cabelinhos da boceta. Quando me viram, ambas se levantaram e vieram me cumprimentar com beijinhos. Verônica, uma mulher muito bonita e com um corpo de dar inveja a qualquer ninfeta, encostou seu rosto no meu. No contato, tive o prazer também de sentir seus seios roçarem nos meus. Aquilo me deixou arrepiada e os bicos das minhas tetas se levantaram. A irmã de Carlos também me beijou e comentou que meu biquíni era muito sensual. Mas não ficou apenas no elogio, Carla colocou a mão sobre meus seios dizendo que gostaria de sentir o tecido do biquíni. A mãe pediu que eu desse uma voltinha e não economizou palavras para elogiar meu corpo. Olhei para Carlos e percebi que ele estava excitado, seu pau já estava duro por baixo da sunga. Foi quando fui surpreendida pela irmã dele, que me pediu que deixasse experimentar meu biquíni. Fiquei sem ação, pois não sabia se tirava o biquíni ali mesmo. Carlos olhou para mim e em encorajou dizendo: "vá em frente, amor".
Fiquei nua na frente de todos. Carlos já passava a língua nos lábios de tesão. Carla que também tinha um corpo magnífico, vestiu o biquíni e ficou muito bem com ele. E assim como em mim, os pelinhos da boceta ficavam à mostra nas laterais. Quando pedi meu biquíni de volta, ela disse que eu não precisava recolocá-lo, já que todos ali ficavam nús. Novamente Carlos me acenou positivamente. Em pouco tempo eu já estava mais à vontade. Deitei-me ao lado do Carlos e ele elogiou meu corpo. A mãe dele olhou para nós e comentou com o filho que ele também deveria tirar a sunga, que não havia razão para vergonha. O que “saltou” para fora foi uma pica enorme, dura e super grossa, apontando para mim. Para ser honesta, era um caralho descomunal que Carla me contou medir 24 cm! Meu corpo estremeceu inteiro, minha xoxota ficou molhada, pois era a primeira vez que eu via meu namorado nú, ainda não tinha dado pra ele! Achei que nem iria agüentar tudo aquilo dentro de mim!
O ambiente de erotismo estava me deixando maluca e cheia de tesão. Carlos pegou um bronzeador e se aproximou de mim. Senti sua mão deslizar pelo meu corpo passando pelos seios, barriga e boceta. Enquanto me massageava aplicando o bronzeador, ele aproveitou para brincar com meu clitóris e enfiar dois dedos em minha xoxota, toda encharcada. Depois virei-me de costas e ele passou o bronzeador na minha bundinha, onde dedilhou meu cuzinho. Verônica e Carla não perdiam tempo, dedicavam-se a uma deliciosa masturbação vendo Carlos me acariciar. Quando ele enfiou o dedo em meu rabinho, fazendo movimentos circulares, não pude evitar uma gozada maravilhosa. Precisei me levantar para respirar melhor. Então perguntei à mãe e a irmã do Carlos se elas conheciam a massagem tailandesa. Pedi que se deitasse para fazer uma demonstração. Ele ficou com a barriga para cima, exibindo seu caralho duro e grosso. Iniciei a massagem passando o bronzeador em seu peito e fui descendo.
Quando cheguei àquele pauzão em riste, comecei a punhetá-lo levemente e acariciar seu saco. Carlos se contorcia de prazer e seu mastro latejava. Foi quando dei início, de fato à massagem tailandesa. Esparramei bastante bronzeador no corpo dele e no meu. Deitei-me por cima dele e comecei a esfregar meu corpo no dele. Deslizei-me até seu cacete e o coloquei entre meus seios. Subi meu corpo e rocei minha bunda em seu peito, em seu rosto.
Aproveitei e esfreguei também minha boceta na cara dele. Carlos não se conteve e deu umas lambidas no meu grelinho. A mãe dele se contorcia na cadeira, enquanto a irmã metia o dedo na xoxota e outro no cú. Meu namorado não agüentava mais de tesão. Fui arrastando novamente meu corpo até o cacete para esfregar a boceta nele, mas sem deixá-lo me penetrar. O segredo da massagem era esse. Quando percebi que Carlos não seguraria uma gozada por muito tempo, pedi que ele se levantasse e ficasse em pé na minha frente. Ajoelhada, segurei o mastro pela base e, mesmo banhado de bronzeador, o coloquei na boca por inteiro.
Comecei a chupar freneticamente, batendo-lhe uma gostosa punheta. Meu tesão era redobrado, pois o espetáculo tinha como platéia a mãe e a irmã dele. Acelerei o ritmo de entra-e-sai na minha boca e ele despejou golfadas de pôrra na minha garganta. Eu engolia tudo sem parar de chupar gemendo alucinadamente. As duas começaram a bater palmas para mim.
Mas eu queria mais do que isso. Puxei Carlos e nos deitamos ali mesmo. Ele veio por cima de mim e penetrou-me com sua pica ereta e dura como ferro. A mãe dele parecia endoidar de tanto tesão. A irmã gemia feito doida com dois dedos na xoxota e olhando a gente trepar.
Carlos fazia um vaivém rápido, quase violento, e estava a ponto de gozar. Debaixo daquele sol forte, nossos corpos estavam mais quentes ainda. Meu namorado soltou um grito de prazer e começou a despejar sua pôrra quente dentro da minha boceta. Embaixo dele eu balançava as ancas freneticamente, fazia aquele pinto entrar e sair cada vez mais rápido de minha bocetinha para chegar a mais um gozo delicioso.
Relaxamos com mais um banho de piscina e no deitamos em cadeiras. Já passavam das seis da tarde, mas o sol continuava brilhando. Eis que surge um coroa bonito, elegante, vestindo terno e gravata. Era Clodoaldo, o pai do Carlos, que acabava de chegar do escritório.
Ele se aproximou de nós. A mãe de Carlos estava ansiosa em vê-lo, pois seu tesão era incontrolável. Ela foi até o marido e deu-lhe um beijo quente e molhado na boca, antes de apresentá-lo para mim. Fiquei paralisada ao ver que o homem me examinou dos pés à cabeça, parando por um momento em minha boceta. Ficou admirando minha racha exposta que estava saltando para fora devido à metida que acabara de dar com seu filho. O coroa me cumprimentou com um beijinho no rosto, mas sua mão boba roçou levemente meus seios.
Ele se retirou dizendo que precisava tomar um banho, porque estava muito cansado. Ao despedir-se me convidou para que eu voltasse para tomar sol no dia seguinte. Respondi que teria o maior prazer e dei-lhe mais um beijinho. Em seguida, pedi a Carlos que me levasse embora, pois já estava ficando tarde. Vestimos as nossas roupas e formos para minha casa. Carlos comentou que tinha adorado aquele sábado e esperava que o domingo fosse ainda melhor, pois, haveria mais homens na piscina além dele!
Despedimos-nos depois de trocar carícias dentro do carro, o que nos deixou loucos para mais uma foda. Mas combinamos que ficaria para o dia seguinte. No domingo bem cedo, Carlos passou me casa para me pegar. Fui para a casa dele e desta vez nem me preocupei em levar biquíni. O trio já estava à minha espera na piscina. Todos nús. O pai de Carlos estava deitado de barriga para cima, ostentando um caralhão tão grande quanto o do filho, também muito grosso, mas semi-duro. O coroa logo se levantou para me cumprimentar.
Aproveitou para comentar que ficara sabendo da massagem tailandesa e que gostaria muito de experimentar. Fiquei sem graça e provavelmente com o rosto vermelho. Carlos, mais uma vez, olhou para mim e disse que não tinha problema. Sua mãe reforçou o estímulo dizendo que ficaria muito contente em me ver massageando o marido. Ainda assim, estava um pouco embaraçada, mas Clodoaldo se deitou pronto para ser massageado. Passei um óleo em seu corpo e logo a sua pica levantou de vez ficando duríssima. Eu ainda não me sentia à vontade tocando seu corpo. A coisa só começou a melhorar para mim quando o namorado da Carla também chegou à piscina e logo foi tirando a roupa. Havia agora três cacetes para admirar. E logo pensei comigo que a Carla era uma garota de sorte, pois seu namorado também tinha um caralhão maravilhoso. Não era assim tão comprido, mas tinha um grosso calibre, era robusto e cheio de veias e, estava super duro, em riste mesmo!. Fiquei morrendo de tesão. Verônica percebendo minha excitação, veio ajudar a massagear o seu marido. Brincamos em dupla com o pintão dele e decidimos abocanhá-lo juntas. O coroa ficou enlouquecido com os movimentos de minha língua. Enquanto eu lhe chupava a cabeça e a esposa lambia o seu saco e aproveitava para passar a língua delicadamente em seu cú. Não demorou muito e o homem começou a gozar, espirrando abundantemente sua pôrra em todas as direções. Foi maravilhoso. Era a primeira vez que eu experimentava uma pôrra tão doce na minha vida. Bebi tudo o que pude, numa disputa acirrada com a verdadeira dona daquele caralho delicioso.
Para completar, ela disse que queria muito ver seu marido me fodendo, pois seria delicioso ver um corôa metendo numa gatinha. Já que a coisa tinha chegado àquele ponto, não me fiz de rogada e nem ao menos consultei meu namorado. Mas quando a mãe do Carlos me colocou sentada em cima daquela portentosa vara, que insistia em permanecer dura, mesmo depois da tremenda gozada, Carlos que tinha seu caralho chupado pela irmã Carla, não resistiu e veio participar. Foi aí que aconteceu a transa mais incrível de toda a minha vida: fui fodida por pai e filho ao mesmo tempo. Senti-me em estado de graça. Sentei-me naquela pica enorme que entrou até o talo na minha boceta, enquanto Carlos se colocava por trás e atolava sua ferramenta na minha bunda. Jamais imaginava ser ensanduichada daquela maneira, mas, estava em êxtase! Ter duas varas monumentais como aquelas dentro de mim era tudo que eu poderia desejar. A cena, naturalmente, deixou todos na piscina em ponto de explodir em gozo. Depois de me socarem bastante, eles resolveram mudar: Carlos penetrou-me na xoxota e meu sogro se encarregou de minha bundinha apertada! O pau de Carlos era maior, mas o de seu pai, mais grosso!
Enquanto metia alucinadamente, olhei para o lado e tive mais uma surpresa. A mãe e a irmã do Carlos comiam literalmente o rapaz que havia chegado à pouco. Elas chuparam o cara e depois ficaram de quatro para levar rola na boceta. Primeiro Verônica que gemeu e gritou na pica do genro; depois ficou vendo sua filhinha ser socada de quatro enquanto gritava loucamente! Não resisti ao prazer e gozei junto com Carlos e meu sogrão. Os dois despejaram uma torrente de esperma dentro da minha bunda e xoxota. Ao lado, o namorado de Carla também gozava em cima das duas mulheres, que esparramavam a pôrra em seus seios, rosto e boca.
Depois dessa primeira rodada, todo mundo caiu na piscina pra relaxar, mas muito durou pouco tempo até começar tudo de novo! Com todos nós completamente nús na piscina era inevitável toques uns nos corpos dos outros e para os homens, ver tantas mulheres nuas era insuportável, então logo estavam de paus duros feitos pedras! Aí Clodoaldo encostou-se na bundinha da filha Carla e começou a acariciar seus seios pressionando a pica ereta atrás dela. Ela alcançou sua pica e ficou punhetando aquele cacetão ereto. Foi a senha para os demais: Beto veio até onde eu estava de pau duro e eu o acolhi de braços abertos. O namorado de Carla passou as maos na minha cintura esfregando a cabeça da pica na minha xoxota enquanto nos beijávamos na boca. Por sua vez, meu namorado abraçava sua mãe por trás acariciando seus seios enquanto esfregava a pica na bundona dela. Depois de algum tempo de amasso, vi Carla se abaixando na borda da piscina e por trás dela, Clodoaldo penetrou sua xoxota gordíssima.
Depois de enfiar tudo ele segurou-a pelos quadris e começou a foder por trás a xoxota de sua filha que gemia pedindo “me come, me fode velho safado, fode a xoxota de sua filhinha”... O tesão foi tanto que Beto sentou-me na beira da piscina e abrindo minhas pernas penetrou-me de frente: era a terceira piroca diferente que eu recebia dentro de mim naquele mesmo dia! Enquanto isso, meu namorado era cavalgado por sua mãe numa alucinante trepada numa espreguiçadeira.
Sem deixar de olhar a foda dos demais, concentrei-me na pica que me fodia: Beto me estocava com força me penetrando gostoso; o prazer de estar dando para outro homem enquanto via sua namorada levar vara do próprio pai era um ingrediente a mais no prazer que sentia e eu expressava isso dizendo “me pega, me fode gostoso, me come na frente de sua namoradinha, mete forte porque ela está levando vara de outro homem”! Depois de algum tempo, Clodoaldo saiu de dentro e sua filha e veio na minha direção com aquele pauzão enorme em riste. Beto também saiu de dentro de mim e foi até sua sogra que o esperava de pernas abertas. Ao mesmo tempo, Carlos penetrava a xoxota de sua irmã enquanto seu pai já estava me comendo de novo! O gozo veio de forma alucinante para os três inusitados casais: sogro comendo a nora, genro metendo na sogra e irmão fodendo a irmã, tudo na maior harmonia, sem ciúmes, sem posses...
Devo dizer que aquele final de semana foi o mais incrível e prazeroso da minha vida. Trepamos o dia toda à beira da piscina, entre um mergulho e outro. Como relatado, também trepei gostoso também com Beto, o namorado da minha cunhadinha, numa transa muito gratificante. O rapaz tinha um cacete delicioso, principalmente para chupar, já que não era muito comprido e se encaixava perfeitamente dentro da minha boca.

Meu irmão me satisfaz

Meu nome é Mariana, tenho 27 anos e sou casada há seis com um homem muito bom, carinhoso, mas que no quesito sexo, deixa muito a desejar. Quando casei eu não era mais virgem e apesar de ter ido pra cama com apenas mais três homens antes dele, posso dizer que conheço o que um homem não deve fazer com uma mulher, já que essas pessoas também nunca me fizeram “ver estrelas” especialmente no quesito tamanho! Por isso eu morria de inveja de algumas amigas que contavam ter dado pra homens com cacetes enormes, que metiam por muito tempo... essas coisas todas!
Sou branca de cabelos castanhos; tenho 1,67 m e 60 kg; seios médios e firmes de bicos pontiagudos; cintura fina de quadris largos e bundona grande, empinada e redonda com marquinha de biquínis. Entre as coxas grossas uma xoxota média, mas tão gorda que chega a partir ao meio quando uso shortinhos de cotton ou algodão fino. Enfim, sou uma mulher bonita e gostosa, daquelas que chamam a atenção na rua ou qualquer outro lugar.
Tenho um irmão chamado Cláudio (Kaká para os íntimos), sete anos mais novo que eu segundo a boca pequena é um perfeito garanhão: pau enorme e disposição pra meter até elas pedirem arrego! Eu sempre ouvia essas conversas, mas, achava que era mais exagero, coisa de pessoas que não têm o que fazer e ficam atazanando a vida das outras. Porém, recentemente ele começou a namorar uma garota que logo se tornou minha amiga íntima e não demorou para ela passar a me contar coisas incríveis que eles fazem na cama e de todas as coisas que ela contava, sua ênfase maior era para o tamanho do cacete de meu irmão e pela sua disposição em foder horas e horas! Dandara, a cunhada em questão, me dizia que o pau dele era enoooorme e que quando ele a pegava de jeito, ela ficava dolorida e exausta por dias inteiros e que não tinha como dar pra ele todos os dias como era seu desejo. Isso tudo somado à minha carência por uma pica de verdade, foi fazendo com que eu ficasse curiosa e depois mesmo sem querer, a desejar meu irmão como homem, chegava a sonhar com ele me fodendo loucamente na ausência de meu marido! E de tanto eu querer matar minha curiosidade em relação ao tamanho da sua vara que um dia acabei vendo-o totalmente pelado. Cláudio estava tomando banho e pensando não ter ninguém em casa (ele morava com meus pais) deixou a porta do banheiro aberta. Quando ouvi o chuveiro ligado já imaginei meu irmão se ensaboando, o cacete ereto, aquela delícia! Pé ante pé me aproximei do banheiro e a cena que vi compensou qualquer expectativa: Kaká estava mesmo de pau duro e minha cunhadinha era modesta: aquilo não era um pau enorme, era descomunal, nunca imaginei um cacete daquele tamanho e grossura, cheio de veias, a cabeçorra vermelha. O pau estava tão duro que chegava a tocar sua barriga, a cabeça muito além do umbigo! Kaká ensaboava lentamente aquele monumental cacete saboreando todo o prazer que isso causava deixando-me nas nuvens e louca de desejo de sentir tudo aquilo dentro de mim! Sem pensar em mais nada, tirei toda a roupa e completamente nua entrei no banheiro! Kaká levou o maior susto, mas fingindo naturalidade, disse a ele que queria tomar banho também, porque não, somos irmãos, essas coisas todas! Mas, meus olhos fixos na sua vara dura deixavam claro o que eu de fato queria e meu irmão que não é bobo, sacou isso de cara! Então ele se ofereceu para me ensaboar e eu aceitei ficando de costas para ele, acho que no fundo eu estava corada por estar nua com meu irmão no banheiro! Com habilidade ele começou a passar o sabonete nas minhas costas descendo até minha deliciosa bundona, daí foi subindo sem passar pela xoxota até chegar em meus seios que estavam duríssimos de tanto desejo! Ele acariciou cada um deles demorando mais nos biquinhos que pareciam ponta de lápis de tão durinhos, aí eu não suportei mais e busquei sua piroca dura que roçava na minha bundinha! Foi a vez de Kaká gemer e pressionar minha bundona e coxas com aquele cacete descomunal! Deixando o sabonete de lado, ele fez com eu me inclinasse um pouco para frente e afastasse as pernas. Sabendo o que ia acontecer eu aguardei entre temerosa e cheia de desejos a penetração que fatalmente seria dolorosa. Quando a cabeça tocou minha xoxota e começou a esticar minha rachinha, eu quase gozei, mas imediatamente me dei conta da encrenca em que me metera: com uma estocada poderosa enfiou a metade daquele instrumento enorme e grosso dentro de mim! Não deu pra conter o grito e eu tentei fugir, mas ele segurou-me pelos seios com as ambas as mãos e prendeu-me contra si. A seguir empurrou a piroca enorme pra dentro de mim e só parou quando sentiu os pentelhos tocando minha bunda! Gemendo alto eu pedia que ele fosse devagar, mas, no fundo eu queria mesmo era ser fodida, socada por um macho cheio de tesão, nem pensar naquelas enfiadas suaves de meu marido! E Kaká mandou ver socando sua vara na minha xoxota que mal cabia tudo aquilo dentro dela, mas o prazer de ser bem comida logo substituiu a dor de receber um cacete daquele calibre e eu mexia ajudando as socadas de meu irmão, gemia e gritava pedindo que ele me comesse de verdade, que me fodesse, que socasse com força... depois de me foder por trás por algum tempo ele pediu-me que virasse de frente e foi com uma das pernas flexionadas que continuei levando vara naquele banheiro! Ele socava com tanta força que fazia barulho cada vez que entrava em mim, meus seios apesar de firmes, balançavam a cada estocada! Eu gritava e ele gemia alto até que anunciou que ia gozar. Sem pensar nas conseqüências e gozando também pela primeira vez numa vara, gritei pedindo que ele gozasse, que me enchesse de pôrra quente e ele atendeu-me inundando minha xoxota de leite em tamanha quantidade que escorreu pelas pernas.
Arfando ambos, tomamos banho e ele puxou-me para seu quarto para continuar a me foder e eu nem pensei em evitar isso! Que delicia vê-lo caminhando com aquele pauzão enorme duríssimo, ereto, apontando para sua barriga! Na cama eu o deitei de barriga para cima e comecei a acariciar, beijar e chupar seu enorme cacete que mal cabia na minha boca, quanta diferença do pauzinho de meu marido! Ele segurava minha cabeça pelos cabelos e socava a vara como se estivesse fodendo minha boca, daí não teve muita paciência e empurrou-me fazendo com que eu ficasse deitada de costas. Abrindo minhas pernas, Kaká veio pra cima de mim com aquele cacete descomunal ereto, duro, a cabeçorra brilhando e vermelha. Colocou a cabeça na minha racha e sentindo-me encharcada, deitou-se sobre mim e me penetrou agora ais devagar, porém de uma só vez até o fundo, seus pentelhos tocaram a testa gordíssima de minha xoxota! Meu gemido alto o incentivou a começar a me foder de forma deliciosa, enfiando até os bagos, tirando tudo e metendo de novo... dar pra meu irmão era sensacional e eu acompanhava seus movimentos mexendo os quadris, elevando a pélvis de encontro ao seu cacete numa sincronia de movimentos que fazia seu caralho entrar ainda mais fundo na minha xana, aumentando nossos gemidos! Eu dizia “me fode, me come meu irmãozinho, faz tudo que seu cunhado não faz, ah como é bom foder essa piroca, mete, mete tudo na sua irmã casada, fode sua irmã casada, ah como eu preciso de um caralho deste”... E ele: “então toma vara, toma tudo maninha safada, meu cunhado não te come é, pois eu vou te comer todos os dias, venha aqui que eu vou meter a vara dura nessa xoxota gostosa, como você é gostosa maminha, ah como entra até os bagos”... Eu: “isso, me come, enfia tudo na sua irmã casada, faz o que seu cunhado não faz, me fode”...
Naquela loucura eu nem me atentava para o perigo de mais alguém chegar, até mesmo meu marido! Eu só pensava em levar vara, em aproveitar aquela pica que me fodia tão bem, que me dava tanto prazer; eu era uma mulher e ele um homem, eu queria dar e ele queria comer: tava tudo certo! Aos poucos meu prazer foi aumentando e eu senti que ia gozar na sua vara, então pedi que ele metesse bem forte pra eu gozar... Kaká me deixou de franguinho-assado e me socou a pica com tanta força que doía, mas era o que eu queria e meu orgasmo veio forte, intenso, avassalador! Ele parou de mexer com a vara toda enterrada dentro de mim e depois que minha respiração voltou ao normal, pediu que eu ficasse de quatro para ele me foder por trás. Não pensei duas vezes e fiquei de quatro, a cabeça afundada na cama, a bundinha empinada. Abri as pernas e esperei. Meu irmão ajeitou a cabeça da pica na minha racha e empurrou firme enfiando até o fim! Segurando-me pelos quadris ele começou a estocar socando forte, metia tudo, tirava e socava de novo enlouquecendo-me de desejos e prazer. Eu gritava “me come de quatro, me pega por trás, fode sua irmã casada, gosta de comer uma mulher casada, gosta”... e ele só gemendo e dizendo “toma, toma, toma sua cachorra” continuava metendo cada vez mais rápido e forte até anunciar que ia gozar. Outra vez não me importei e deixei que ele me inundasse de pôrra e isso me fez gozar mais uma vez na sua piroca!
Meu irmão saiu de dentro de mim no exato instante que ouvimos barulho lá fora! Foi o tempo de eu correr para o banheiro, já que tinha vindo de lá totalmente nua, onde comecei a tomar banho cantarolando pra disfarçar! Era meu pai que chegava trazendo minha irmã menor da escola e ao ver-me sair do banheiro depois, espantou-se “uê, não tem água em casa”? Inventei uma desculpa qualquer que ele aceitou sem maiores explicações e nisso meu irmão saiu do quarto enrolado numa toalha reclamando: “pensei que não iam mais sair desse banheiro e eu ia dançar sem banho... quem estava nele”? Que cara de pau! Ao passar por trás de mim beliscou minha bundinha e seguiu assobiando para o banheiro!
Essa foi a primeira vez que dei pra meu irmão, mas agora que a porteira abriu, não penso mais em procurar ninguém pra curar minha fome de pica: meu irmão me come pelo menos uma vez por semana e mantêm-me satisfeita e feliz. Se meu marido descobre...

A mulher do meu irmão

Meu nome é Eduardo, hoje eu tenho 36 anos, sou casado e pai de dois filhos. Mas, quero contar como perdi minha virgindade com aos 16 anos, de forma inusitada: com minha cunhada, mulher de meu irmão mais velho! Na época, eu ainda era muito magricela, entretanto, bastante alto, cerca de 1,80 por aí. E eu tinha uma pica que era motivo de gozação e inveja de meu amigos, moleques como eu: nada menos que 22 cm e bastante grossa, a enorme cabeça vermelha que brilhava no auge da excitação!
Minha cunhada de 32 anos se chamava Morgana e era uma mulher muito bonita, meu irmão tinha muito ciúme dela com os amigos e vizinhos, mas ela era do tipo séria que não dava motivos para isso. Daí eu jamais imaginar que um dia fosse comer justamente a mulher de meu irmão! Morena jambo, cabelos cacheados abaixo dos ombros emoldurando um rosto lindo e jovial ela tinha a boca grande e carnuda, motivo de desejos masculinos. Seu corpo estilo violão tinha seios médios, redondos e durinhos cujos biquinhos pareciam sempre querer furar o tecido de suas roupas, a cintura era fina e os quadris largos formando uma bundona redonda e super arrebitada. As coxas grossas e roliças formavam entre elas um enorme e gordíssimo volume, às vezes espremido pelos shortinhos justíssimos que ela usava em casa. Desde meus 12 anos que Morgana passou a ser a fonte de inspiração de centenas de punhetas, mas eu jamais ousaria qualquer coisa com ela até porque ela me viu crescer já que estava casada com meu irmão havia uns 13 anos, mais os dois de namoro... ou seja: ela me conhecia desde meu primeiro ano de vida!
Morgana sempre dedicou a mim especial atenção até por não terem filho, motivo pelo qual meu irmão jamais poderia imaginar que sua mulher fosse dar justo para mim. A mim também nunca passou pela cabeça que isso fosse acontecer um dia, mas... aconteceu!
Sempre que meu irmão viajava, eu era recrutado para dormir na casa dele para fazer companhia à Morgana e assim foi dessa vez também. Só que ela tinha outros planos! Depois fiquei sabendo que meu irmão não “comparecia” mais com a devida freqüência e que minha cunhada estava um poço de carência além de ser louca para experimentar um cacete enorme o que não era o caso de meu irmão, aliás, o único bem dotado da família sou eu!
Naquela tarde saí da escola e fui direto para a casa de meu irmão onde Morgana me esperava vestida um pouco mais ousada que de costume, ou seja: um shortinho de lycra tão minúsculo que deixava sua deliciosa bunda de fora e espremia tanto a bocetona que chegava a partir ao meio o gordíssimo volume entre as coxas. A míni blusa mal cobria os seios que balançavam livres sem sutiã e cujos bicos insistiam em furar o tecido leve e fino deixando-me alucinado. Ela me recebeu com um abraço apertado colando o corpo macio e cheiroso a banho recém-tomado apertando aqueles seios lindos em meu peito e a testa da xota no meu pau que reagiu de imediato! Ela percebeu, é claro, mas não passou recibo deixando-me vermelho e sem graça! Fui tomar uma banho, pois estava suado, mas também para me “aliviar” um pouco, quem sabe água fria amoleceria meu pau que doía de tão duro! Sob o chuveiro enquanto me ensaboava com o cacetão em riste apontando para o teto, eis que ouço o ruído da porta se abrindo e nem deu tempo de me proteger quando Morgana entrou no banheiro! Ela abriu a boca num gesto de espanto, mas, enquanto gaguejava pedidos de desculpas dizendo não saber que eu estava no banho, não conseguia tirar os arregalados olhos de minha vara que não arrefeceu nem um milímetro! Antes de finalmente sair, ela ainda comentou mais para si mesma: “mas que vara, nossa como é enorme e grosa”!
Demorei mais tempo no banheiro com vergonha de encarar minha cunhada, mas tinha de sair, então vesti uma bermuda jeans pra não dar bandeira e procurei ficar o mais tempo possível sentado! Porém eu percebia que Morgana me olhava de forma “diferente”, com desejo, e isso me deixava apavorado e excitado ao mesmo tempo. Na verdade eu queria vê-la nua, quem sabe foder com ela, mas tinha medo que ela quisesse isso, pois eu não saberia como fazer, tinha vergonha de aos 16 anos ainda ser virgem!
Depois do jantar, Morgana me deixou na sala vendo TV e pediu licença para tomar um banho. A tentação de ir ao seu quarto para quem sabe vê-la nua era forte, mas eu tive medo de sua reação e resisti. Fiz bem, pois ela voltou para a sala usando uma minúscula camisola que foi um colírio e um tormento aos meus olhos de adolescente! Era tão curtinha que deixava suas belas coxas totalmente de fora chegando a mostrar o fundo da calcinha de renda e atrás a bundona morena se mostrava quase que por completo! O decote era tão generoso que deixava até quase os biquinhos dos seios de fora, e eles estavam tão durinhos que furavam o tecido que de tão fino e transparente, mostrava todos os contornos de seu belo corpo de fêmea madura e gostosa! Era a minha vez de mal conseguir tirar os olhos dela e Morgana percebendo, se mexia de forma a “casualmente” brindar-me com visões de seus seios, de sua calcinha, da sua bunda escultural... Então ela começou a puxar conversa que logo desandou para minha vida: perguntou se eu tinha namorada (eu “ficava” com umas meninas), se gostava de beijar, se dava “amassos” nas gatinhas... e finalmente, se já tinha pelo menos visto uma mulher completamente nua! E na maior cara de pau, justificou dizendo que eu estava comendo-a com os olhos, que talvez estivesse com vontade de vê-la nua!
Como eu mal gaguejava qualquer coisa, ficou em pé na minha frente e me desafiou: Edu, você não quer me ver nua? Não quer ver a mulher de seu irmão totalmente nua, não quer como é uma boceta? Se você me deixar ver esse pauzão de novo, eu te mostro minha xota, quer ver”? eu gaguejava que sim, mas que tinha medo de meu irmão. Ela tranqüilizou-me dizendo que seria um segredo nosso, que ele jamais saberia disso! Foi aí que num gesto estudado foi puxando as alcinhas de sua camisola deixando-a cair a seus pés e me exibindo aqueles seios redondos e firmes com marquinhas nos mamilos de bicos enrijecidos! Sem me dar tempo de refazer-me, ela abaixou a calcinha exibindo-se inteiramente nua para mim, era a primeira vez que eu via uma mulher completamente nua, era demais, comi podia ser tão bela? Aqueles seios rígidos, a cintura fina de quadris largos formando um violão e entre as coxas grossas e roliças, o triângulo gordíssimo de sua xoxota de pêlos negros bem aparadinhos permitindo a visão da rachinha saliente! Meus olhos quase saíam das órbitas e depois de rodopiar sobre si mesma mostrando-me sua tão cobiçada bundona redonda e arrebitada com uma pequenina marquinha de sol, riu dizendo: “pelo visto causei ótima impressão em meu cunhadinho! Gosta do que está vendo, Edu? Quem sabe não gostaria também de tocar em meus seios, sentir a minha xoxota que só seu irmão tinha visto até hoje? Experimente, vem”... Morgana fez que se aproximava de mim, mas parou e pediu: “agora é sua vez Edu, tire essa bermuda que eu quero ver de novo aquela vara impressionante, mostra pra mim, cunhadinho, mostra”... nervoso, mas extremamente excitado, tirei a bermuda junto com a cueca fazendo “saltar” para fora meus 22 cm de nervo duro, ereto com uma rocha! Ela assobiou e aproximando-se de mim, disse que meu pau era enorme, dava quase o dobro da de seu marido e que era lindo! Devagar ela começou a acariciar meu cacetão resmungando “hum, óh, hum”... depois pegou uma de minhas mãos levando-a até seus seios, foi a primeira vez que eu toquei os seios de uma mulher! Gostei e passei a acariciar hora um, hora outra fazendo-a gemer e se apertar a mim!
Morgana enlaçou meu pescoço colando de vez seu corpo macio ao meu fazendo-me sentir a testa gorda de sua bocetinha no meu pau e enquanto fazia com que eu a abraçasse pela cintura, beijou-me na boca, era um beijo muito diferente dos que as meninas me davam, ela sabia fazer as coisas! Depois de algum tempo, ela puxou-me até o sofá onde se sentou deixando-me em pé à sua frente. Puxando-me pela bunda, Morgana colocou meu pau na sua boca e começou a me chupar, sua boca em torno de meu cacete era a coisa mais incrível que eu já sentira, não suportei nem cinco minutos e anunciei que ia gozar. Ela não parou e prendeu meu cacete em sua boca recebendo todos os jatos de pôrra garganta adentro! Minha cunhada engoliu tudo e continuou chupando não permitindo que me pau amolecesse, a seguir ela levou-me para o quarto onde se deitou na cama, abrias as coxas expondo por completo sua xoxotinha pequena e gordíssima pedindo: “agora meu cunhadinho vai me foder, vem comer sua cunhada, vem, enfia esse pauzão na mulher de seu irmão, estou louca pra experimentar outra pica, vem foder a Morgana”!
Fui pra cima dela de vara em riste e ela mesma colocou meu pau no lugar certo, pedindo que eu lhe enfiasse a pica. Fiz como ela mandou e tive o prazer inenarrável de penetrar a boceta de uma fêmea! Ela puxou-me sobre si fazendo com que meu cacetão entrasse tudo na sua xoxotinha apertada. Morgana deixou escapar um grito agudo em meio a frase “aaaaaiiii é grande demaaaaais”, mas enlaçou-me pelo pescoço mexendo embaixo de mim e pedindo que eu mexesse os quadris para que o cacete entrasse e saísse de sua xoxota. Fiz como ela me orientava e fiquei mexendo um tanto desajeitado, mas, socando a vara nela, enfim eu estava fodendo uma mulher, nossa como era emocionante ter uma fêmea nua embaixo de mim, agora eu já era homem! apesar de minha total inexperiência no assunto, Morgana sentia prazer em estar dando pra mim, pois ela gemia acompanhando minhas estocadas dizendo coisas como “óh me fode cunhadinho, aaahh assim, não páre, não páre Eduzinho, enfia essa pica enorme na sua cunhada, óh como é grande, que caralho maravilhoso”... eu só gemia parando a toda hora para tentar manter um ritmo cadenciado e aos poucos eu fui pegando o jeito da coisa, mas aí tinha de parar para não gozar. Embaixo de mim Morgana, gemia dizendo coisas como: “óh me come, ah que delícia de cacete cunhadinho, você está gostando de me foder, está bom foder a xota da sua cunhada, está”... mal respirando eu dizia que sim, que foder uma mulher era bom demais, dizia que ia gozar e ela pedia pra segurar mais um pouco, pois ela queria gozar na vara de seu cunhadinho! Quando enfim ela anunciou “eu vou gozar, óh não páre que eu vou gozar Eduzinhoeu não me segurei mais e estocando rapidamente comecei a soltar jatos e jatos de pôrra quente na sua xoxota ao mesmo tempo em que ela uivava “aaaaaahhhh eu estou gozando, estou gozaaaaando, aaaaaaaahhhh” e mexia a cabeça como uma louca apertando-me com força, mordendo meu pescoço! Depois de encher sua xana de pôrra, eu caí ao lado de Morgana na cama arfando, mal conseguindo respirar: eu havia trepado, tinha comido uma mulher e feito-a gozar na minha vara, nossa, que emoção incrível!
Ficamos algum tempo respirando acelerado, daí ela passou a mão na minha vara e disse: “cunhadinho, você é maravilhoso! Mesmo sendo sua primeira vez, você foi mais gostoso que seu irmão! Nossa, que vara enorme e grossa, você nem imagina o quanto foi bom ser preenchida por ela! Espero que queira foder a Morgana outras vezes”! E ao olhar meu pau já duro de novo, ela se entusiasmou: “uau, já está duro de novo! Ai, que delícia isso! Acho que você vai me foder mais, sim... mas, antes vamos tomar um banho junto, meu gato”!
Embaixo do chuveiro ela deu-me banho deixando meu pau cada vez mais duro, rindo ela dizia “e pensar que já dei tantos banhos em você quando criança, mas, nunca imaginei que um dia fosse trepar com aquele menino”! Eu também a ensaboei, era bom demais tudo que eu estava experimentando. Aos poucos ela foi ficando de costas para mim e encostando-se na parede empinou a bunda abrindo as pernas e expondo a xoxota rachada ao meio. Dengosamente ela pediu: “não quer meter na sua , me come aqui no banheiro meu garanhãozinho, enfia sua piroca na minha xoxota e me foda Eduzinho”! Não pensei duas vezes e cutucando sua xana, consegui encontrar o lugar certo, ela gemeu quando de uma só estocada eu a penetrei profundamente!
Estremecendo ela gritou: “noooossa, que macho potente, enfiou tudo de uma vez! Agora calma, assim, mete mais devagar pra eu sentir cada centímetro, isso, me fode assim Edu, óh como é bom, estou dando a xota pra você, está gostando de comer uma mulher casada, está”... consegui responder em meio às estocadas: “sim, sim é bom demais, enfim estou comendo uma mulher, sua xota é gostosa demais, aaah Morgana, eu estou te fodendo, nem acredito que isso é verdade”... me esforçando pra não gozar eu segurava pela cintura, pelos quadris, daí ela pediu que eu a segurasse pelos seios, que puxasse seus cabelos. Quando sentiu-se dominada, os cabelos puxados enquanto levava vara por trás, ela começou a uivar, gemer alto e logo gozou loucamente ao mesmo tempo em que eu despejava minha pôrra quente na sua xoxota gorda!
Tomamos outro banho e voltamos pra cama onde descansamos um pouco, mas a minha vara teimava em ficar dura! Pudera: era a primeira vez que eu via uma mulher nua, então não dava mesmo pra amolecer o pau!

 

Famílias com bebês de proveta são mais estáveis, diz estudo

Por Pat Hagan

LONDRES (Reuters Health) - Casais que recorrem a técnicas de reprodução assistida para conseguir ter um filho têm relações tão ou mais fortes que o grupo que não precisou lutar contra problemas de fertilidade, informou uma nova pesquisa.

Pesquisadores da Universidade de Linkoping, na Suécia, compararam os pais de crianças geradas por fertilização in vitro (bebê de proveta) aos casais que conceberam seus filhos naturalmente.

Os resultados, publicados na edição de dezembro da revista Human Reproduction, sugerem que o estresse do tratamento de fertilização pode fortalecer as relações ao invés de enfraquecê-las. Também demonstram que as crianças gerada por meio de concepção assistida são consideradas pelos pais mais atentas, sensíveis e obedientes.

As conclusões contradizem estudos anteriores, que haviam demonstrado que casais com filhos obtidos dessa maneira geralmente "idealizam" a paternidade, mas têm dificuldades com os problemas cotidianos gerados por um filho. Segundo a nova pesquisa, em vez disso, parece que a alegria de conseguir ter um criança une os casais e os ajuda a enfrentar as noites sem dormir e o choro do bebê.

"As famílias que usaram técnicas de fertilização in vitro se tornaram mais estáveis e mais harmoniosas. Estavam muito satisfeitas com suas relações logo após um tratamento bem sucedido e continuavam assim quando a criança havia completado 1 ano", disse o pesquisador Gunilla Sydsjo.

Cerca de 30 mil bebês de proveta nasceram no Reino Unido desde 1977, quando foi gerada a primeira criança usando a técnica. Apesar disso, foram feitas poucas pesquisas sobre o efeito da infertilidade e os resultados do tratamento sobre os casamentos.

No novo estudo, os pesquisadores avaliaram 110 casais que se submeteram ao tratamento para coletar informações sobre a qualidade da relação, vida sexual e habilidade para lidar com a paternidade. Um número semelhante de casais que conceberam de forma natural foi questionados sobre os mesmos itens.

Cada casal também respondeu perguntas sobre o comportamento dos bebês.

Os resultados revelaram níveis maiores de felicidade em casais que se submeteram à fertilização in vitro, desde a gestação até o primeiro aniversário da criança, momento em que a estudo foi concluído.

Esses pais também atribuíram conceitos mais altos aos seus bebês em quesitos como sono, alimentação, brincadeiras e convivência com outras pessoas.

"A relação pareceu ser fortalecida pelo fato de que passaram por um período de estresse físico e psicológico antes da concepção", informou a equipe.

"Os casais que conseguiram manter uma relação saudável apesar da infertilidade e do tratamento para resolver o problema poderiam estar mais preparados para a difícil tarefa de criar um filho."

Ian Craft, professor do London Fertility Centre, disse à Reuters Health que os resultados confirmam sua experiência com casais que fizeram fertilização assistida.

"Tenho uma experiência de 25 anos e conheço poucos casais que se separaram após ter um bebê obtido usando essas técnicas. Eles foram pais maravilhosos, pois tiveram muito trabalho para atingir seu objetivo." Fonte : Human Reproduction 2002;17:3242-3250

http://br.news.yahoo.com/021218/16/9s3r.html

 

 

Brigas entre irmãos ajudam no desenvolvimento infantil

Tem horas em que os filhos, de tanto brigar, deixam os pais de cabelos em pé e sem saber o que fazer. Se tomar partido, a conversa vai ser a mesma: “Vocês gostam mais do meu irmão do que de mim.” Para evitar esse tipo de coisa, a psicóloga e mediadora familiar Graziela Zlotnik Chehaibar aconselha os pais a não se intrometerem nas brigas dos filhos.

“Essa relação de amor e ódio, muito comum entre irmãos de todas as idades, é saudável e de grande utilidade para o desenvolvimento dos filhos”, diz a psicóloga. Segundo Graziela, as diferenças e os conflitos são muito importantes para que os filhos aprendam a lutar por aquilo que desejam. “É uma espécie de exercício inconsciente na conquista de seu espaço e, acima de tudo, na compreensão de que não são donos de tudo e que, de vez em quando, precisam saber esperar, dividir e até perder.”

Graziela reconhece que é difícil para os pais se manterem neutros. “Mas não tomar partido evita, principalmente, que eles se sintam discriminados”, afirma. Segundo a psicóloga, a intromissão só é recomendada em casos extremos, quando as brigas se tornarem constantes ou quando ficar evidente algum desvio de comportamento, com atitudes violentas, até para apontar o limite.

A psicóloga aconselha os pais a respeitarem os espaços dos filhos, de acordo com as regras da casa. “Quando pai e mãe se controlam a harmonia entre os irmãos é maior porque eles mesmos aprendem a chegar a um acordo. Irmãos competem por carinho e atenção".

 

Diário de S.Paulo

http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT471430-1664,00.html

 

Pesquisa: rejeição familiar a homossexuais pode afetar saúde

A rejeição familiar que os adolescentes homossexuais sofrem, e que é mais notável para os latinos, causa danos em sua saúde, segundo um estudo publicado hoje na revista Pediatrics.

O artigo, escrito pela diretora do Projeto Aceitação Familiar, Caitlin Ryan, e por sua equipe no Instituto César Chávez da Universidade Estadual de San Francisco, é o primeiro que mostra que o comportamento negativo de pais e mães para com os filhos e filhas homossexuais afeta a saúde dos jovens.

"As reações familiares negativas para com a orientação sexual de seus filhos estão vinculadas com problemas de saúde graves para eles quando chegam à juventude precoce, tais como a depressão, o uso de drogas ilícitas, o risco de infecções venéreas e tentativas de suicídio", disse Ryan.

Para este estudo, a equipe de Ryan conversou com 224 pessoas com idades entre 21 e 25 anos que tinham confessado sua orientação sexual pelo menos ao pai ou à mãe, ou para a pessoa que cuidava deles, durante a adolescência.

Os participantes se identificaram como homossexuais ou bissexuais.

Entre estes jovens adultos, os que tiveram níveis mais altos de rejeição familiar durante a adolescência tinham 8,4 mais chances de ter tentado suicídio, 5,9, de sofrer depressão e 3,4 de usar drogas ilegais, do que aqueles que não reportaram comportamento negativo da família.

Além disso, estes jovens que sofreram rejeição e censura familiar mostraram 3,4 vezes mais probabilidades de ter tido relações sexuais sem proteção, o que os deixa mais vulneráveis a doenças venéreas e ao contágio do vírus de imunodeficiência humana (HIV).

"Os latinos foram os que apontaram um número mais alto de reações familiares negativas à orientação sexual durante a adolescência", destaca o artigo.

"No ambiente atual, freqüentemente hostil para os jovens homossexuais e bissexuais, é importante que se saiba que tanto os problemas mentais como a depressão e o suicídio, e os riscos de contágio de doenças, aumentam enormemente com a rejeição", disse Sten Vermund, diretor do programa Global Health na Universidade Vanderbilt.

O enfoque que prevalece entre pediatras, enfermeiras, assistentes sociais, conselheiros escolares e outros serviços comunitários se concentrou quase exclusivamente no atendimento aos jovens homossexuais e bissexuais, e não considera o impacto da reação na família.

EFE

 

Família normal?

Maria Berenice Dias

Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul

Vice-Presidente Nacional do Instituto Brasileiro de Direito das Famílias-IBDFAM

 

 

Será que hoje em dia alguém consegue dizer o que é uma família normal? Depois que a Constituição trouxe o conceito de entidade familiar, reconhecendo não só a família constituída pelo casamento, mas também a união estável e a chamada família monoparental – formada por um dos pais com seus filhos –, não dá mais para falar em família, mas em famílias.

Casamento, sexo e procriação deixaram de ser os elementos identificadores da família. Na união estável não há casamento, mas há família. O exercício da sexualidade não está restrito ao casamento – nem mesmo para as mulheres –, pois caiu o tabu da virgindade. Diante da evolução da engenharia genética e dos modernos métodos de reprodução assistida, é dispensável a prática sexual para qualquer pessoa realizar o sonho de ter um filho.

Assim, onde buscar o conceito de família? Esta preocupação é que ensejou o surgimento do IBDFAM – Instituto Brasileiro do Direito de Família, que há 10 anos vem demonstrando a necessidade de o direito aproximar-se da realidade da vida. Com certeza se está diante um novo momento em que a valorização da dignidade humana impõe a reconstrução de um sistema jurídico muito mais atento aos aspectos pessoais do que as antigas estruturas sociais que buscavam engessar o agir a padrões pré-estabelecidos de comportamento. A lei precisa abandonar o viés punitivo e adquirir feição mais voltada a assegurar o exercício da cidadania preservando o direito à liberdade.

Todas estas mudanças impõem uma nova visão dos vínculos familiares, emprestando mais significado ao comprometimento de seus partícipes do que à forma de constituição, à identidade sexual ou à capacidade procriativa de seus integrantes. O atual conceito de família prioriza o laço de afetividade que une seus membros, o que ensejou também a reformulação do conceito de filiação que se desprendeu da verdade biológica e passou a valorar muito mais a realidade afetiva.

Apesar da omissão do legislador o Judiciário vem se mostrando sensível a essas mudanças. O compromisso de fazer justiça tem levado a uma percepção mais atenta das relações de família. As uniões de pessoas do mesmo sexo vêm sendo reconhecidas como uniões estáveis. Passou-se a prestigiar a paternidade afetiva como elemento identificador da filiação e a adoção por famílias homoafetivas se multiplicam.

Frente a esses avanços soa mal ver o preconceito falar mais alto do que o comando constitucional que assegura prioridade absoluta e proteção integral a crianças e adolescentes. O Ministério Público, entidade que tem o dever institucional de zelar por eles, carece de legitimidade para propor demanda com o fim de retirar uma criança de 11 meses de idade da família que foi considerada apta à adoção. Não se encontrando o menor em situação de risco falece interesse de agir ao agente ministerial para representá-lo em juízo. Sem trazer provas de que a convivência familiar estava lhe acarretando prejuízo, não serve de fundamento para a busca de tutela jurídica a mera alegação de os adotantes serem um “casal anormal, sem condições morais, sociais e psicológicas para adotar uma criança”. A guarda provisória foi deferida após a devida habilitação e sem qualquer subsídio probatório, sem a realização de um estudo social ou avaliação psicológica, o recurso interposto sequer poderia ter sido admitido.

Se família é um vínculo de afeto, se a paternidade se identifica com a posse de estado, encontrando-se há 8 meses o filho no âmbito de sua família, arrancá-lo dos braços de sua mãe, com quem residia desde quando tinha 3 meses, pelo fato de ser ela transexual e colocá-lo em um abrigo, não é só ato de desumanidade. Escancara flagrante discriminação de natureza homofóbica. A Justiça não pode olvidar que seu compromisso maior é fazer cumprir a Constituição que impõe respeito à dignidade da pessoa humana, concede especial proteção à família como base da sociedade e garante a crianças e adolescentes o direito à convivência familiar.

 

Um é pouco

Maria Berenice Dias

Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul

Vice-Presidente Nacional do IBDFAM

 

O sonho de ter uma família embala a todos – homens, mulheres, crianças, velhos, solteiros, homossexuais. Todos anseiam por uma família.

No entanto, permanece a resistência em conceder a adoção a uma família formada por pessoas do mesmo sexo. Assim, quando o par resolve consolidar a família com um filho, apesar de a decisão ser de ambos, mesmo que os dois optem pela adoção, somente um acaba candidatando-se individualmente à adoção. A intransponível e injustificável resistência da Justiça impõe que eles ou mintam ou omitam a verdade. Ainda que o pretendente não oculte sua orientação sexual, sequer é questionado se vive um relacionamento homoafetivo. Acaba o parceiro do candidato à adoção não participando do procedimento de habilitação. Nem a casa em que a criança irá viver é visitada. Assim, quando a omissão não é do candidato, é a Justiça que faz de conta que não sabe ou que não vê. Conclusão: a habilitação não é feita de maneira satisfatória, deixando de atender aos interesses da criança. Parece que todos olvidam que o adotado irá para um lar formado por duas pessoas e será criada e amada pelo adotante e seu parceiro.

Justificativas para negar a adoção ao casal são muitas: problemas que a criança poderia enfrentar no ambiente escolar, ausência de referenciais de ambos os sexos para seu desenvolvimento. Até obstáculos na Lei dos Registros Públicos são invocados.

Mas o motivo é um só: o preconceito.

Há uma enorme dificuldade em aceitar os pares de pessoas do mesmo sexo como família. Existe a falsa idéia de que se trata de relacionamento sem um perfil de retidão e moralidade que possa abrigar uma criança. Suspeita-se que os pais irão fazer sexo na presença do filho ou com o filho. Também se alega que a falta de referenciais de ambos os sexos poderá fazer que a criança acabe tornando-se homossexual. Porém, a aparente intenção de proteger a criança só lhe causa prejuízos. Passando a viver em uma família homoafetiva, mas possuindo um vínculo jurídico com relação a somente um dos pais, resta o filho totalmente desamparado com relação a quem também considera seu pai ou sua mãe. De outro lado, a ausência de uma relação chancelada juridicamente gera a absoluta irresponsabilidade de um dos genitores para com a criança. Vindo o casal a separar-se, não fará o filho jus a alimentos e nem terá assegurado direito de visitas. Falecendo o genitor que não é o adotante, sequer direitos sucessórios terá o filho.

Esta postura omissiva da Justiça olvida tudo o que vem sendo construído doutrinária e jurisprudencialmente na identificação dos vínculos de parentalidade. A filiação socioafetiva se sobrepõe tanto ao vinculo biológico como ao legal. Negar reconhecimento jurídico ao estado de filho afetivo quando os pais são do mesmo sexo é uma forma perversa de discriminação que só traz prejuízos a quem apenas quer ter alguém para chamar de mãe, alguém para chamar de pai.

Assim, reconhecer só um pai ou só uma mãe é pouco. Quando são dois os pais ou duas as mães, melhor e mais protegido estará o filho; mais direitos terá, e, é claro, mais amor irá receber.

 

Familias homoafetivas

Maria Berenice Dias

Desembargadora do Tribunal de Justiça do RS

Vice-Presidente Nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM

É cada vez maior a necessidade de se buscar um conceito de família que compreenda o que todos os povos, em todos os tempos e lugares, reconhecem ser a estrutura originária da sociedade. A família serve de base e referência para o futuro de todos os indivíduos. É no seio da família que o ser humano nasce e inicia seu desenvolvimento, a salvo das hostilidades externas.

Mas é necessário repensar o conceito de família desvinculando-o de seus paradigmas originários: casamento, sexo e procriação. A evolução dos costumes, o movimento de mulheres, a disseminação dos métodos contraceptivos e a evolução da engenharia genética evidenciam que ditos balizamentos hoje não mais servem para delimitar o conceito de família. Caiu o mito da virgindade, e, agora, sexo – até pelas mulheres – é praticado fora e antes do casamento. A concepção não decorre exclusivamente do contato sexual. O casamento não é mais o único reduto da conjugalidade, mesmo porque as relações extramatrimoniais já dispõem de reconhecimento no âmbito do Direito de Família.

O desafio do novo milênio é buscar o elemento identificador das estruturas interpessoais que autorize inseri-las em um ramo jurídico específico: o Direito de Família. Imperativo, portanto, que se encontre um conceito de entidade familiar que sinalize a natureza do relacionamento entre as pessoas. Esse ponto diferenciador só pode ser encontrado a partir do reconhecimento da existência de um vínculo afetivo. É o envolvimento emocional que cada vez mais serve de parâmetro para subtrair um relacionamento do âmbito do Direito Obrigacional – cujo núcleo é a vontade – e instalá-lo no Direito de Família, cujo elemento estruturante é o sentimento de amor, elo afetivo que funde as almas e confunde patrimônios, fazendo gerar responsabilidades recíprocas e comprometimentos mútuos.

Porém, há uma espécie de família que, até bem pouco tempo atrás, seria impensável inserir no Direito de Família. Trata-se dos pares de pessoas do mesmo sexo. Apesar de com eles conviver a humanidade, por todos os tempos sempre foram alvo da discriminação e do repúdio social.

Mesmo nos países que asseguram a plena liberdade de orientação sexual, há alguma espécie de restrição. Somente na Holanda, Bélgica e Espanha em que é autorizado o casamento, independentemente do sexo dos noivos, não há limitações ao direito de adoção. Já os Estados que autorizam somente o registro de uma união civil, a adoção não é admitida.

No Brasil, país católico que sempre recebeu forte influência da religião, a discriminação é mais acentuada. A tendência é repudiar o que se afasta do vínculo sacramental do matrimônio e do preceito bíblico “crescei-vos e multiplicai-vos”, sem olvidar o dogma de que a união deve perdurar “até que a morte os separe”.

Por isso, o divórcio no Brasil só foi adotado no ano de 1977. A Constituição Federal, que data de 1988, concedeu especial proteção para o que chamou de união estável entre um homem e uma mulher. Mas essa previsão constitucional só foi regulamentada em 1994 e 1996, a partir de quando a união estável passou a receber proteção praticamente igual à assegurada ao casamento. O Código Civil, que data de 2003, emprestou tratamento diferenciado e discriminatório à união estável, estabelecendo distinções que não se coadunam com o comando constitucional.

Os homossexuais são o alvo preferido do anedotário, inclusive nos meios de comunicação, sem que haja qualquer possibilidade de repressão a esse tipo de abuso, como existe, por exemplo, com relação ao negro, que dispõe de legislação repressiva do preconceito de raça desde 1951, com imputação de pena de multa e de prisão. Tal omissão torna mais difícil qualquer abordagem mais séria sobre esse tema, objeto de chacotas e brincadeiras, sendo sistematicamente rotulado de homossexual quem manifesta apoio ao movimento gay.

Além do repúdio da sociedade, a omissão legislativa é total, em face das uniões que prefiro chamar “homoafetivas”, neologismo que cunhei em minha obra “União Homossexual, o Preconceito e a Justiça”, primeira abordagem jurídica de tais questões no Brasil. O uso do vocábulo “homoafetividade” busca afastar a carga de preconceito que a expressão “homossexualidade” contém.

Há um projeto de lei que autoriza duas pessoas do mesmo sexo a firmarem um contrato de convivência, chamado de “parceria civil registrada”, que faculta simples estipulação de cláusulas de caráter patrimonial e assistencial. Não obstante a singeleza de suas previsões, o projeto tramita desde 1995, e, sempre que é submetido a votação, os segmentos conservadores – capitaneados pelas igrejas evangélicas, cada vez mais numerosas e radicais – mobilizam-se com tal vigor, que impedem sua aprovação.

Se é pouca ou quase nenhuma a possibilidade de aprovação de qualquer norma legal que proteja ditas relações, é no âmbito do Poder Judiciário que os vínculos homoafetivos têm obtido algum reconhecimento.

Primeiro, de maneira um pouco tímida, ditos relacionamentos foram identificados como sociedades de fato e julgados com as regras do Direito das Obrigações. Era deferida a divisão do patrimônio amealhado durante o período de convívio, mediante a prova da efetiva participação de cada um dos companheiros na formação do acervo de bens. Mas decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul fixou a competência das varas de família para decidir tais demandas. Assim, a Câmara do Tribunal que tenho a honra de presidir– que julga os recursos envolvendo as ações de família – passou a apreciar as demandas envolvendo as uniões homossexuais. Em 2001, pela primeira vez no Brasil, foi reconhecido como entidade familiar o relacionamento entre duas pessoas do mesmo sexo. Comprovada a vida em comum, de forma contínua, pública e ininterrupta, constituindo uma verdadeira família, foi deferido o direito à herança, concedendo ao sobrevivente todo o patrimônio do de cujus. Posteriormente, outras decisões asseguraram direitos previdenciários e direito real de habitação ao companheiro sobrevivente.

Esse foi um passo significativo para inserir no âmbito do Direito de Família esses relacionamentos que em nada se diferenciam dos vínculos heterossexuais. Ambos têm no afeto a causa de sua constituição. O enlaçamento de vidas leva ao embaralhamento de patrimônios, o que só pode ensejar o reconhecimento de uma comunhão de esforços na sua formação.

No momento em que o Judiciário passa a emprestar juridicidade às relações afetivas entre duas pessoas do mesmo sexo, é certo que a sociedade começará a respeitá-las. Esse é o comportamento que corresponde a uma sociedade democrática, livre, em que cada cidadão tem o direito de viver da maneira que melhor lhe aprouver, não podendo ser alvo do rechaço social e muito menos da exclusão jurídica.

No campo das relações afetivas, é indispensável assegurar a todos o direito de ser feliz, independente de sua orientação sexual, pois, afinal, a felicidade é o grande sonho do ser humano e a razão mesma de sua existência.

 

Amor em dose dupla

Maria Berenice Dias

Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul

Vice-Presidente Nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM

www.mariaberenice.com.br

 

O Projeto de Lei nº 1.756/2003, de autoria do Deputado João Matos, constitui verdadeiro microssistema que regula a adoção de crianças, adolescentes, maiores, bem como a adoção internacional, além de detalhar os respectivos procedimentos. De forma louvável, busca emprestar celeridade e segurança ao prevalente interesse do Estado em cumprir a sua obrigação de garantir, com absoluta prioridade, a crianças e adolescentes o direito a um LAR: Lugar de Afeto e Respeito.

Aliás, essa é a função principal do legislador, ao menos em sede de direito das famílias: preencher os espaços que o agir das pessoas, fora das estruturas de convívio existentes, escapam do referencial normativo. Mas a postura do legislador, na tentativa de inibir condutas que desatendam aos segmentos mais conservadores da sociedade, não pode ser repressiva, punitiva. Não há lei – nem dos homens nem do deus de qualquer crença ou religião – que consiga impedir o ser humano de buscar realizar o sonho de ser feliz.

São desastrosas as tentativas legais que, singelamente, tentam inibir comportamentos negando direitos. Condenar à invisibilidade é fonte de grandes injustiças, e os resultados são sempre perversos. Basta lembrar a negativa de reconhecimento dos filhos havidos fora do casamento, os chamados filhos espúrios. A vedação buscava coibir o adultério masculino como forma de preservação da instituição do matrimônio. No entanto, o resultado só fez gerar a irresponsabilidade dos homens casados: podiam ter filhos à vontade, pois tal não lhes gerava obrigação alguma. Os únicos prejudicados eram os filhos, que, para não comprometer a paz da família de quem teve uma aventura amorosa e o azar de ter gerado um filho, podiam ser reconhecidos somente depois da morte ou da separação do genitor.

Também a negativa de reconhecimento do que era chamado de concubinato – as relações extramatrimoniais, hoje nominadas de uniões estáveis – acabou levando ao surgimento de uma legião de famintas e propiciando o enriquecimento ilícito dos homens: o varão aproveitava-se da dedicação da mulher, que cuidava da casa, dele e dos filhos, e, simplesmente por não serem casados, a união não era reconhecida como família. Essas uniões de afeto, pela ausência da chancela legal, passaram a ser identificadas pela jurisprudência como meras sociedades de fato. No máximo, dividia-se patrimônio ou concedia-se indenização por serviços prestados, mas não se reconheciam nem direitos sucessórios nem direito a alimentos.

O Projeto de Lei que trata da adoção está mais uma vez assumindo uma postura conservadora ao tentar impedir a adoção homoparental. Admite a adoção por qualquer pessoa maior de 18 anos, independente do estado civil e do sexo candidato à adoção (art. 3º). Mas, para adotar em conjunto, é indispensável que os adotantes sejam casados ou mantenham união estável (art. 3º, § 1º). Ainda que venham a doutrina e a jurisprudência de vanguarda reconhecendo a união homoafetiva como união estável, nitidamente se visualiza, na dicção do Projeto, a vã tentativa de impedir que duas pessoas do mesmo sexo constituam uma família com prole.

A postura, além de equivocada, é preconceituosa e discriminatória. Além do mais, comete o legislador duas ordens de inconstitucionalidade: cerceia aos parceiros do mesmo sexo o direito constitucional à maternidade e à paternidade – direito a todos garantido pela própria Constituição ao deferir especial proteção à família, reconhecendo-a como base da sociedade (art. 226) – e também deixa de cumprir o dever imposto ao Estado de garantir a crianças e adolescentes o direito à convivência familiar (art. 227).

Impedir significativa parcela da população que mantém vínculos afetivos estéreis de realizar o sonho da filiação revela atitude punitiva, quase vingativa, como se gays e lésbicas não tivessem condições de desempenhar as funções inerentes ao poder familiar. Também acaba negando a milhões de crianças o direito de sair das ruas, de abandonar os abrigos onde estão depositadas, sonegando-lhes o direito a um lar e a chance de chamar alguém de pai ou de mãe.

Reproduz o projeto as restrições que se encontram no Estatuto da Criança e do Adolescente, o que levará os casais homoafetivos a continuarem fazendo uso dos modernos métodos de reprodução assistida, quando se poderiam estar tirando da marginalidade crianças que o descaso, a violência, o abuso dos pais biológicos heterossexuais deixaram abandonados.

Mas talvez a pior seqüela dessa vã tentativa é que se estará chancelando o engodo, a burla à lei, a afronta à legislação, tal qual já vem ocorrendo. Todas as manobras arquitetadas, por escaparem do controle estatal, acabam desprotegendo a quem a lei quer proteger. Assim, em face da injustificável restrição, somente um do par busca a adoção. O estudo social é limitado ao candidato à adoção, não sendo realizada entrevista com o seu parceiro. Nem sequer é visitada a casa onde a criança irá residir.

Claro que tais deficiências só podem vir em prejuízo da criança que vai viver com ambos e vincular-se afetivamente com os dois. A convivência, certamente, fará surgir o que se chama de estado de filho afetivo, que leva à identificação do vínculo parental chamado de filiação socioafetiva. Porém, a ausência de vínculo jurídico mais uma vez virá em prejuízo da criança, pois não terá, com relação ao parceiro do adotante, a quem considera também seu pai ou sua mãe, qualquer direito, quer em caso de separação, quer em caso de morte. Não fará jus, por exemplo, nem a alimentos nem a direitos sucessórios.

Tudo isso afasta o princípio da proteção integral, que goza cada vez de mais prestígio. Aliás, em nome desse princípio é que se tentam encontrar justificativas para negar a adoção: a criança não terá referenciais de ambos os sexos para seu saudável crescimento; será alvo da discriminação na escola; poderá ter problemas de identidade sexual. No entanto, essa linha de argumentação não é jurídica, e todas as ciências comportamentais que acompanham tais núcleos familiares afirmam que não compromete o sadio desenvolvimento de alguém o fato de ter pais de igual sexo.

Parece que o Projeto olvida o que diz a Constituição: que é dever não só da família e da sociedade, mas é também dever do Estado proteger, com absoluta prioridade, o cidadão de amanhã.

E negar um lar não é proteger.

Não é proteger realizar estudo social somente com a pessoa que se candidata à adoção e não revela sua orientação sexual.

Não se pode esquecer que a criança que espera a adoção normalmente já passou por dolorosas experiências de vida – foi abandonada pelos pais, ou foram eles destituídos do poder familiar – e espera ansiosamente por alguém que a queira e a ame de verdade.

Será que alguém já foi a algum abrigo perguntar às crianças que lá estão depositadas se aceitam ser adotadas por duas mulheres ou por dois homens que uma equipe técnica reconheceu como tendo todas as condições de desempenharem o papel de pai e de mãe?

Não se pode olvidar que a função do Estado é proteger essas crianças. Por isso, deve agilizar o processo de adoção. Não se pode deixar o preconceito vencer e simplesmente impedir a adoção por duas pessoas que mantêm uma família homoafetiva. Essa responsabilidade deve ser delegada à Justiça. É ao juiz, com o auxílio técnico de quem realiza o procedimento de habilitação à adoção, que cabe avaliar a chance de uma criança ter um pai ou uma mãe.

É necessário assegurar que a Justiça prossiga sua trajetória: o que vem fazendo, ainda que de forma ainda um pouco tímida, ao emprestar juridicidade às famílias enlaçadas em elo da afetividade, independentemente da identidade sexual de seus integrantes.

Está na hora de acabar com a hipocrisia, com a onipotência do legislador que pensa que a lei tem o poder mágico de impedir que a vida aconteça e que as pessoas persigam a felicidade.

 

O direito a um lar

Maria Berenice Dias

Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul

Vice-Presidente Nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM

 

Deixou o Poder Judiciário, pela primeira vez, a hipocrisia de lado e encarou a realidade: um casal, mesmo formado por pessoas do mesmo sexo, pode sim adotar uma criança.

Já estava mais do que na hora de a Justiça reconhecer que os homossexuais têm capacidade de constituir uma família e plenas condições de criar, educar, proteger e amar uma criança.

Como a homossexualidade sempre foi vista como uma perversão, uma aberração, os relacionamentos homossexuais ainda hoje são considerados instáveis e promíscuos, sem condições de abrigar um infante. Tanto não são vistos como uma família, que somente em escassos países é admitido o casamento de pessoas do mesmo sexo. No máximo, e isso em raros lugares, é reconhecida a união civil, sem, no entanto, ser permitida a adoção. As justificativas não podem ser mais descabidas, sem disfarçar a discriminação e o preconceito. A alegação mais comumente utilizada é de que uma criança, para desenvolver-se de maneira sadia, necessita de um modelo masculino e um feminino. Assim, precisa de um pai e de uma mãe, sob pena de comprometer sua identidade sexual e sofrer rejeição no ambiente escolar e no meio social. Essa assertiva não se sustenta, até porque sérios trabalhos, no campo da psicologia e da assistência social, negam a presença de seqüelas no desenvolvimento saudável de quem foi criado por dois pais ou duas mães. Assim, de todo descabido que os operadores do direito invoquem questões não jurídicas para justificar seus preconceitos. Negam-se direitos com fundamentos de outras áreas do conhecimento, as quais não referendam tais conclusões.

Parece que agora a Justiça, finalmente, tomou consciência de que recusar a chancela judicial não impede que as pessoas busquem a realização de seus sonhos. Assim, mesmo que o legislador se omita em editar leis que assegurem direitos às uniões homoafetivas, nem por isso os homossexuais vão deixar de constituírem família. Igualmente, não admitir que ambos adotem, não impede que crianças passem a viver em lares formados por pessoas do mesmo sexo.

A injustificável resistência é facilmente contornada. Somente um do par busca a adoção. Via de conseqüência, os estudos sociais e as entrevistas que são realizadas não alcançam quem também vai desempenhar o papel de pai ou de mãe, ou seja, o parceiro do adotante. Acaba sendo limitada e parcial a avaliação levada a efeito, o que, às claras, só vem em prejuízo do próprio adotado. Mais: passando a criança a viver no lar do seu genitor e de seu parceiro, constitui-se o que se chama de filiação socioafetiva com ambos, pois os dois desempenham as funções parentais.

Ao adquirir o adotado o estado de filho afetivo com relação a quem desempenha o papel de pai e de mãe, a inexistência do registro deixa o filho desprotegido. Não tem qualquer direito com relação ao genitor não-adotante e nem este tem deveres e obrigações para com o filho, que também é seu. Basta lembrar que a ausência do vínculo jurídico não permite a imposição do dever de prestar alimentos, não assegura direito de visitas e nem garante direitos sucessórios.

Assim, a corajosa decisão que admitiu a adoção por um casal de homossexuais vem, enfim, atender ao cânone constitucional que assegura com absoluta prioridade o direito das crianças e dos adolescentes, colocando-os a salvo da discriminação e garantindo-lhes o direito a uma vida feliz, com seus dois pais ou duas mães.

 

Artigo publicado no site Espaço Vital Virtual. Disponível em: <http://www.espacovital.com.br>. Acesso em: 12 jul. 2005; site JURID Publicações Eletrônicas. Disponível em: <http://www.jurid.com.br> . Acesso em: 12 jul. 2005; CD-ROM do Jurid 8.0 e JuridXP; na Revista Consulex, n° 205, 31 jul. de 2005, p. 66; Revista Justilex, n° 44, ago. de 2005, p. 82; no site do Desembargador Nagib Slaib Filho. Disponível em: <http://nagib.net/textos.asp?area=3&id=321&tipo=14>. Acesso em: 14 jul. 2005; no site da Juíza Cristina Gutierrez. Disponível em: <http http://www.cristinagutierrez.pro.br/variedades/artigos/varied_art.htm>. Acesso em: 14 jul. 2005no site do Grupo de Apoio à Prevenção à Aids de Ribeirão Preto – SP, GAPA – RP. Disponível em: <http://www.gaparp.org.br/artigos/index.php?id=220>. Acesso em: 13 jul. 2005; no site Migalhas. Disponível em: <http://www.migalhas.com.br/>. Acesso em: 13 jul. 2005; no site G Magazine On Line. Disponível em. <http://www.gonline.com.br>. Acesso em: 13 jul. 2005; Jornal Síntese, Editora Síntese, n. 102, ago./2005, p. , e no jornal Diário de Canoas, Canoas – RS, 19/10/2005, p. 4.

 

Adoção homoafetiva

Maria Berenice Dias

Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul

Vice-Presidente Nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM

 

 

 

As relações sociais são marcadas pela heterossexualidade, e enorme é a resistência em aceitar a possibilidade de homossexuais ou parceiros do mesmo sexo habilitarem-se para a adoção. São suscitadas dúvidas quanto ao sadio desenvolvimento da criança. Há a equivocada crença de que a falta de referências comportamentais de ambos os sexos possa acarretar seqüelas de ordem psicológica e dificuldades na identificação sexual do adotado. É sempre questionado se a ausência de modelo do gênero masculino e feminino pode eventualmente tornar confusa a própria identidade sexual, havendo o risco de o adotado tornar-se homossexual. Também causa apreensão a possibilidade de o filho ser alvo de repúdio no meio que freqüenta ou vítima do escárnio por parte de colegas e vizinhos, o que poderia lhe acarretar perturbações psicológicas ou problemas de inserção social.

Essas preocupações, no entanto, são afastadas com segurança por quem se debruça no estudo das famílias homoafetivas com prole. As evidências trazidas pelas pesquisas não permitem vislumbrar a possibilidade de ocorrência de distúrbios ou desvios de conduta pelo fato de alguém ter dois pais ou duas mães. Não foram constatados quaisquer efeitos danosos ao normal desenvolvimento ou à estabilidade emocional decorrentes do convívio de crianças com pais do mesmo sexo. Também não há registro de dano sequer potencial ou risco ao sadio estabelecimento dos vínculos afetivos. Igualmente nada comprova que a falta do modelo heterossexual acarreta perda de referenciais a tornar confusa a identidade de gênero. Diante de tais resultados, não há como prevalecer o mito de que a homossexualidade dos genitores gere patologias nos filhos.

Nada justifica a estigmatizada visão de que a criança que vive em um lar homossexual será socialmente rejeitada ou haverá prejuízo a sua inserção social. Identificar os vínculos homoparentais como promíscuos gera a falsa idéia de que não se trata de um ambiente saudável para o seu bom desenvolvimento. Assim, a insistência em rejeitar a regulamentação da adoção por homossexuais tem por justificativa indisfarçável preconceito.

O Estatuto da Criança e do Adolescente autoriza a adoção por uma única pessoa, não fazendo qualquer restrição quanto a sua orientação sexual. Portanto, não é difícil prever a hipótese de um homossexual que, ocultando sua preferência sexual, venha a pleitear e obter a adoção de uma criança, trazendo-a para conviver com quem mantém um vínculo afetivo estável. Nessa situação, quem é adotado por um só dos parceiros não pode desfrutar de qualquer direito com relação àquele que também reconhece como verdadeiramente seu pai ou sua mãe. Ocorrendo a separação do par ou a morte do que não é legalmente o genitor, nenhum benefício o filho poderá usufruir. Não pode pleitear qualquer direito, nem alimentos nem benefícios de cunho previdenciário ou sucessório. Sequer o direito de visita é regulamentado, mesmo que detenha a posse do estado de filho, tenha igual sentimento e desfrute da mesma condição frente a ambos. O amor para com os pais em nada se diferencia pelo fato de eles serem do mesmo ou de diverso sexo. Ao se arrostar tal realidade, é imperioso concluir que, de forma paradoxal, o intuito de resguardar e preservar a criança ou o adolescente resta por lhe subtrair a possibilidade de usufruir direitos que de fato possui.

Caberia questionar se, ao menos, não é invocável a filiação socioafetiva, instituto que, cada vez mais, é reconhecido como gerador de vínculo parental. Diante de todas essas similitudes, não há como não visualizar a presença da filiação que tem origem na afetividade. Impor eventuais limitações em face da orientação sexual dos pais acarreta injustificável prejuízo e afronta a própria finalidade protetiva a quem a Constituição outorga especial atenção.

A homoafetividade vem adquirindo transparência e aos poucos obtendo aceitação social. Cada vez mais gays e lésbicas estão assumindo sua orientação sexual e buscando a realização do sonho de estruturar uma família com a presença de filhos. Vã é a tentativa de negar ao par o direito à convivência familiar ou deixar de reconhecer a possibilidade de crianças viverem em lares homossexuais.

Tais situações, ao desaguarem no Judiciário, muitas vezes se confrontam com a ideologia conservadora do juiz, que hesita em identificar a melhor solução, deixando de atentar no prevalente interesse do menor. Mas não ver a realidade é usar o mecanismo da invisibilidade para negar direitos, o que revela nítido caráter punitivo. Posturas pessoais ou convicções de ordem moral de caráter subjetivo não podem impedir que se reconheça que uma criança, sem pais nem lar, terá uma melhor formação se integrada a uma família, seja esta formada por pessoas de sexos iguais ou distintos.

Não arrostar essa realidade resulta numa triste seqüela: os filhos ficam à mercê da sorte, sem qualquer proteção jurídica. Deixar a criança no total desamparo é negar-lhe o direito à vida, livrando os pais da responsabilidade pela guarda, educação e sustento de quem é criado e tratado como filho.

Como a lei se nega a emprestar juridicidade às relações homoafetivas, por óbvio não há nenhuma previsão legal autorizando ou vedando a adoção. Ainda que se presuma que o Estatuto da Criança e do Adolescente não tenha cogitado da hipótese de adoção por um casal homossexual, possível sustentar que tal ocorra, independentemente de qualquer alteração legislativa. O princípio que deve prevalecer é o do melhor interesse do infante, e não há motivo legítimo para retirar de uma criança a possibilidade de viver com uma família. Se os parceiros – ainda que do mesmo sexo – vivem uma verdadeira união estável, é legítimo o interesse na adoção, havendo reais vantagens em favor de quem não pode ficar ao desabrigo de direitos.

Fundamentos outros e de ordem constitucional merecem ser invocados. Ninguém pode ser obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei (inciso II do art. 5º da CF). Sem limitação legal, não se pode negar o direito de crianças e adolescentes à adoção, que lhes irá assegurar um lar, uma família, o direito ao afeto e à felicidade, ou seja, o direito à vida. A eles é assegurado o maior número de garantias, e são os que gozam de mais direitos na esfera constitucional. Ao depois, é dever da família, da sociedade e do Estado (art. 227 da CF) assegurar à criança, além de outros, o direito à dignidade, ao respeito e à liberdade. Esses direitos certamente meninos e meninas não encontrarão nas ruas, quando são largados à própria sorte ou depositados em alguma instituição. A adoção, mais do que uma questão jurídica, constitui-se em uma postura diante da vida, em uma opção, uma escolha, um ato de amor, como lembra Maria Regina Fay de Azambuja, ressaltando a necessidade de compreender as circunstâncias que acompanham a opção de quem decide adotar uma criança e a de quem espera, ansiosamente, a possibilidade de uma família substituta.[1][1] Essas expectativas, ao certo, independem da orientação sexual da família que quer adotar e de quem quer ser adotado.

A adoção não pode estar condicionada à preferência sexual ou à realidade familiar do adotante, sob pena de infringir-se o mais sagrado cânone do respeito à dignidade humana, que se sintetiza no princípio da igualdade e na vedação de tratamento discriminatório de qualquer ordem.

A dificuldade em deferir adoções exclusivamente pela orientação sexual ou identidade de gênero dos pretendentes acaba impedindo que expressivo número de crianças sejam subtraídas da marginalidade. Imperioso arrostar nossa realidade social, com um enorme contingente de menores abandonados ou em situação irregular, quando poderiam ter uma vida cercada de carinho e atenção.

São preconceituosos os escrúpulos existentes. Por isso, urge revolver princípios, rever valores e abrir espaços para novas discussões. É chegada a hora de acabar com a injustificável resistência a que indivíduos ou casais homossexuais acalentem o sonho de ter filhos.

 



[1] AZAMBUJA, Maria Regina Fay de. Adoção: um ato de amor. Direito de Família e Interdisciplinaridade. Curitiba: Juruá, 2001, p. 163.

 

 

(Artigo publicado no site Casa da Maitê, de Maitê Schneider. Disponível em: <http://hosting.pop.com.br/glx/casadamaite/sexualidade/homo/direito/maria13.html>. Acesso em: 28 jan. 2004 ; no site do Grupo Desobedeça GLBT. Disponível em: <http:// www.desobedeca.com.br/noticias/adocaohomoafetiva.htm>. Acesso em: 28 jan. 2004; no site do GLS Planet. Disponível em: <http://glsplanet.terra.com.br/ativismo/>. Acesso em: 28 jan. 2004; no site Fervo.com. Disponível em: <http://www.fervo.com.br/>. Acesso em: 03 fev. 2004; no site do ICF. Disponível em: <http://www.icf.com.br/nucleo/>. Acesso em: 08 jun. 2004, e no jornal Carta Forense, São Paulo – SP, n. 21, fevereiro de 2005, p. 4).

 

Paternidade homoparental

Maria Berenice Dias

Desembargadora do Tribunal de Justiça-RS

Vice-Presidente Nacional do IBDFAM

As alterações ocorridas no modelo tradicional da sociedade não comprometeram os vínculos familiares nem acabaram com a família, que permanece sendo reivindicada como o único valor seguro ao qual ninguém quer renunciar.[1] Como bem diz Giselda Hironaka,[2] mudam os costumes, os homens e a história, só não muda a atávica necessidade de cada um de saber que, em algum lugar, se encontra o seu porto e seu refúgio, vale dizer o seio de sua família.

No contexto de um mundo globalizado, as pessoas passaram a viver em uma sociedade mais tolerante e, por se sentirem mais livres, partiram em busca da realização dos sonhos de felicidade, não se vendo premidas a permanecer dentro de estruturas preestabelecidas e asfixiantes. A preservação da liberdade de escolha e o direito de assumir os próprios desejos geraram a possibilidade de transitar de uma estrutura de vida para outra que pareça mais atrativa e gratificante. Essas mudanças cunharam um perfil diferenciado aos arranjos familiares, tornando imperiosa a busca de novos referenciais para albergar, no conceito de família, os vínculos distanciados da estrutura convencional imposta por uma sociedade conservadora, que reconhecia somente a união de um homem e uma mulher sacralizada pelos laços do matrimônio.

As realidades vivenciais, afastadas do selo da oficialidade, ainda que sem nome e sem lei, foram em busca de direitos, obrigações e reconhecimento. O sistema jurídico não resistiu às mudanças. A jurisprudência, por medo de comprometer a instituição do casamento, só conseguiu ver como uma sociedade de fato o que nada mais era do que uma sociedade de afeto, sem dar ouvido a João Baptista Villela: a teoria e a prática das instituições de família dependem, em última análise, de nossa competência em dar e receber amor.[3] Exclusivamente para impedir o enriquecimento ilícito, as relações extramatrimoniais eram tratadas como sociedades comerciais, determinando-se a repartição dos lucros, isto é, a divisão dos bens adquiridos no período de convívio. Em vez de invocarem o Direito de Família, socorriam-se os juízes do Direito das Obrigações, chamando de sócios quem se uniu por amor em busca de uma comunhão de vidas.

A Constituição Federal de 1988 foi sensível à nova realidade. A proteção assegurada histórica e unicamente ao casamento passou a ser concedida à família. Além do casamento, foram reconhecidas outras entidades familiares, ainda que elencadas somente a união estável entre um homem e uma mulher e a comunidade dos pais com seus descendentes. Sendo uma norma de inclusão, como registra Paulo Luiz Lôbo, a enumeração é meramente exemplificativa, o que não permite excluir qualquer entidade que preencha os requisitos da afetividade, estabilidade e ostensividade.[4] Assim, ainda que abrangente, não é exauriente o rol constitucional que não alberga todos os universos familiares merecedores de proteção. A convivência dos filhos que não contam com a presença dos pais, os avós ou tios que criam os netos e os sobrinhos não podem ficar fora do conceito de família. Também descabe excluir os relacionamentos de pessoas do mesmo sexo que mantêm uma relação pontificada pelo afeto, merecendo a denominação de uniões homoafetivas.[5]

A família desvinculou-se do modelo originário. O movimento de mulheres, a disseminação dos métodos contraceptivos e os resultados da evolução da engenharia genética romperam o paradigma: casamento, sexo e procriação. Caiu o mito da virgindade. A concepção não mais decorre exclusivamente do contato sexual, e o casamento deixou de ser o único reduto da conjugalidade.

O conceito de família precisou ser reinventado. As relações extramatrimoniais dispõem de assento constitucional, e as uniões homoafetivas vêm sendo reconhecidas pela jurisprudência[6] como entidades familiares.

A visão pluralista das relações interpessoais levou à necessidade de buscar a identificação de um diferencial para definir família. Não se pode deixar de ver no afeto o elo que enlaça sentimentos e compromete vidas, transformando um vínculo afetivo em uma entidade familiar. O afeto é que conjuga.[7] O envolvimento emocional, o sentimento do amor que aproxima almas, enlaça vidas e embaralha patrimônios, gerando responsabilidades e compromissos mútuos, revelam o nascimento de uma família, a merecer abrigo no Direito de Família.

Não só a família, mas também a filiação foi alvo de profunda transformação, o que levou a repensar as relações paterno-filiais e os valores que as moldam.[8] Das presunções legais se chegou à plena liberdade de reconhecimento de filhos e à imprescritibilidade da investigação dos pais. Tais foram as mudanças, que a Constituição acabou com a perversa classificação dos filhos, diferenciação hipócrita e injustificável, enfatiza Zeno Veloso, como se as crianças inocentes fossem mercadorias expostas em prateleiras de mercadorias, umas de primeira, outras de segunda, havendo, ainda, as mais infelizes, de terceira classe ou categoria.[9]

Se o afeto passou a ser o elemento identificador das entidades familiares é este o sentimento que serve de parâmetro para a definição dos vínculos parentais, levando ao surgimento da família eudemonista, espaço que aponta o direito à felicidade como núcleo formador do sujeito.[10]

A facilidade de descobrir a verdade genética, com significativo grau de certeza, desencadeou uma verdadeira corrida na busca da verdade real, atropelando a verdade jurídica, definida muitas vezes por meras presunções legais. À Justiça coube a tarefa de definir o vínculo paterno-filial quando a estrutura familiar não reflete o vínculo de consangüinidade. No confronto entre a verdade biológica e a realidade vivencial, a jurisprudência passou a atentar ao melhor interesse de quem era disputado por mais de uma pessoa. Prestigiando o comando constitucional, que assegura com absoluta prioridade o interesse de crianças e adolescentes, regra exaustiva e atentamente regulamentada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, passaram os juízes a investigar quem a criança considera pai e quem a ama como filho. O prestígio à afetividade fez surgir uma nova figura jurídica, a filiação socioafetiva, que acabou se sobrepondo à realidade biológica.

A moderna doutrina não mais define o vínculo de parentesco em função da identidade genética. A valiosa interação do Direito com as ciências psico-sociais ultrapassou os limites do direito normatizado e permitiu a investigação do justo buscando mais a realidade psíquica do que a verdade eleita pela lei. Para dirimir as controvérsias que surgem – em número cada vez mais significativo – em decorrência da manipulação genética, prevalece a mesma orientação. Popularizaram-se os métodos reprodutivos de fecundação assistida, cessão do útero, comercialização de óvulos ou espermatozóides, locação de útero, e todos viram a possibilidade de realizar o sonho de ter filhos.

Nesse caleidoscópio de possibilidades, os vínculos de filiação não podem ser buscados nem na verdade jurídica nem na realidade biológica. A definição da paternidade está condicionada à identificação da posse do estado de filho, reconhecida como a relação afetiva, íntima e duradoura, em que uma criança é tratada como filho, por quem cumpre todos os deveres inerentes ao poder familiar: cria, ama, educa e protege.[11]

Para evitar confronto ético, acabou sendo imposto o anonimato às concepções heterólogas, o que veda identificar a filiação genética. Mas essa verdade não interessa, pois o filho foi gerado pelo afeto, e não são os laços bioquímicos que indicam a figura do pai, mas, sim, o cordão umbilical do amor. A paternidade é reconhecida pelo vínculo de afetividade, fazendo nascer a filiação socioafetiva. Ainda segundo Fachin, a verdadeira paternidade não é um fato da Biologia, mas um fato da cultura, está antes no devotamento e no serviço do que na procedência do sêmen. [12]

Se a família, como diz João Baptista Villela, deixou de ser unidade de caráter econômico, social e religioso para se afirmar fundamentalmente como grupo de afetividade e companheirismo, o que imprimiu considerável reforço ao esvaziamento biológico da paternidade,[13] imperioso questionar os vínculos parentais nas estruturas familiares formadas por pessoas do mesmo sexo.

Não se pode fechar os olhos e tentar acreditar que as famílias homoparentais, por não disporem de capacidade reprodutiva, simplesmente não possuem filhos. Se está à frente de uma realidade cada vez mais presente: crianças e adolescentes vivem em lares homossexuais. Gays e lésbicas buscam a realização do sonho de estruturarem uma família com a presença de filhos. Não ver essa verdade é usar o mecanismo da invisibilidade para negar direitos, postura discriminatória com nítido caráter punitivo, que só gera injustiças.

As situações são várias, cabendo lembrar as que surgem com mais freqüência. Após a separação com prole, o pai ou a mãe que tem a guarda dos filhos resolve assumir sua orientação sexual e passa a viver com alguém do mesmo sexo. O companheiro do genitor não é nem pai nem mãe dos menores, mas não se pode negar que a convivência gera um vínculo de afinidade e afetividade. Não raro o parceiro participa da criação, desenvolvimento e educação das crianças, passando a exercer a função parental.

Outra opção cada vez mais comum é um do par se submeter à reprodução assistida. Este será o pai ou a mãe. O parceiro ou parceira, que não participou do processo reprodutivo, fica excluído da relação de parentesco, ainda que o filho tenha sido concebido por vontade de ambos. Os gays utilizam esperma de um ou de ambos, e, realizada a fecundação in vitro, a gestação é levada a termo por meio do que se passou a chamar de barriga de aluguel. As lésbicas muitas vezes optam pela utilização do óvulo de uma, que, fecundado em laboratório, é introduzido no útero da outra, que leva a gestação a termo. Nessas hipóteses, o pai ou a mãe biológica é somente um deles, ainda que o filho tenha sido concebido por amor, processo do qual participaram os dois.

A adoção vem sendo incentivada por campanhas, como modalidade de amenizar o grave problema social das crianças abandonadas ou institucionalizadas. A esse apelo só pode responder um dos parceiros. No entanto, mesmo sendo adotada por um, a criança vai ter dois pais ou duas mães.

Em todas essas hipóteses, permitir que exclusivamente o pai (biológico ou adotante) tenha um vínculo jurídico com o filho é olvidar tudo que a doutrina vem sustentando e a Justiça vem construindo: a tutela jurídica dos vínculos afetivos, pois não é requisito indispensável para haver família que haja homem e mulher, pai e mãe, como lembra Sérgio Resende de Barros.[14]

A maior visibilidade e melhor aceitabilidade das famílias homoafetivas torna impositivo o e

 

Filiação homoafetiva

Maria Berenice Dias

Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul

Vice-Presidente Nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM

 

 

 

Palestra proferida no IV Congresso Brasileiro de Direito de Família promovido pelo IBDFAM e OAB-MG, em 25/9/2003, em Belo Horizonte-MG.

O conceito de família precisou ser reinventado em face das alterações ocorridas no modelo tradicional dos vínculos familiares.As pessoas passaram a viver em uma sociedade mais tolerante e, por se sentirem mais livres, partiram em busca da realização do sonho de felicidade, distanciando-se da estrutura convencional do casamento.

As relações sem o selo da oficialidade encontraram abrigo na Constituição Federal, que assegurou proteção não só ao casamento, mas a entidades familiares outras, ainda que tenham sido elencadas somente a união estável entre um homem e uma mulher e a comunidade dos pais com seus descendentes. Como registra Paulo Luiz Lôbo, a enumeração do § 3° do art. 226 é meramente exemplificativa, o que não permite excluir qualquer entidade que preencha os requisitos da afetividade, estabilidade e ostensividade.[1] Assim, ainda que abrangente o conceito, não é exauriente o rol constitucional, pois não alberga todos os universos familiares merecedores de proteção.

Mister reconhecer que é a presença de um elo de afetividade que gera uma entidade familiar a ser abrigada no Direito de Família. Desse conceito de família não podem ser excluídos os relacionamentos de pessoas do mesmo sexo, que, com a denominação de uniões homoafetivas,[2] vêm sendo reconhecidas pela jurisprudência.[3]

Não só a família, também a filiação foi alvo de profunda transformação. Das presunções legais de paternidade, chegou-se à plena liberdade de reconhecimento de filhos e à imprescritibilidade das ações para perquirir os vínculos de parentalidade. O afeto é o elemento identificador das entidades familiares, e é esse mesmo sentimento que serve de parâmetro para a definição dos vínculos parentais. A jurisprudência passou a atentar no melhor interesse da criança e a deferir a filiação a quem ela considera pai e que a ama como filha. Tal fez surgir uma nova figura jurídica, a filiação socioafetiva, que acabou se sobrepondo à realidade biológica.

Com o surgimento dos métodos reprodutivos de fecundação assistida e de manipulação genética, o sonho de ter filhos se aproximou da realidade. Assim, todos, independente da capacidade reprodutiva, vivendo sozinhos ou sendo casados, mantendo união estável hetero ou homossexual, todos viram assegurado o direito de constituir uma família. Esse caleidoscópio de possibilidades impõe que se reconheça que crianças e adolescentes vivem em lares de pessoas do mesmo sexo. Pretender excluir esse direito de gays e lésbicas é postura discriminatória com nítido caráter punitivo.

Situação que surge com freqüência é um do par se submeter à reprodução assistida. Será o pai ou a mãe somente quem se submeteu ao procedimento procriativo? O parceiro ou a parceira, que não participou do processo reprodutivo, fica excluído da relação de parentesco, mesmo que o filho tenha sido concebido por vontade de ambos? Legalmente, pai ou mãe será somente o pai ou a mãe biológica, isto é, somente um deles, ainda que o filho tenha sido concebido por amor, processo do qual participaram os dois. Permitir exclusivamente que o vínculo biológico identifique o vínculo jurídico é olvidar tudo que a doutrina vem sustentando e a Justiça vem construindo.

Não é possível olvidar que, para evitar confronto ético, acabou sendo imposto o anonimato às concepções heterólogas, o que veda identificar a filiação genética. Por isso, essa verdade não interessa, pois o filho foi gerado pelo afeto, e não são os laços bioquímicos que indicam a figura do pai, mas, sim, o cordão umbilical do amor, segundo Luiz Edson Fachin.[4] Os vínculos de filiação não podem ser buscados na realidade biológica, pois a definição da paternidade está condicionada à identificação da posse do estado de filho.

A maior visibilidade e melhor aceitabilidade das famílias homoafetivas tornam impositivo o estabelecimento do vínculo jurídico paterno-filial com ambos os genitores, ainda que sejam dois pais ou duas mães. Vetar a possibilidade de juridicizar essa realidade só traz prejuízo ao filho, que não terá qualquer direito com relação a quem exerce o poder familiar, isto é, desempenha a função de pai ou de mãe. Presentes todos os requisitos para o reconhecimento de uma filiação socioafetiva, negar sua presença é deixar a realidade ser encoberta pelo véu do preconceito.

Existindo um núcleo familiar, identificada uma união estável e estando presente o elo de afetividade a envolver pais e filhos, imperioso o reconhecimento da dupla paternidade. Para assegurar a proteção do filho, os dois pais precisam assumir os encargos do poder familiar. Como lembra Zeno Veloso, o princípio capital norteador do movimento de renovação do Direito de Família é fazer prevalecer, em todos os casos, o bem da criança; valorizar e perseguir o que melhor atender aos interesses do menor (favor filii).[5]

Está na hora de acabar com a hipocrisia.

Negar a realidade, não reconhecer direitos só têm uma triste seqüela: os filhos são deixados à mercê da sorte, sem qualquer proteção jurídica. Livrar os pais da responsabilidade pela guarda, educação e sustento da criança é deixá-la em total desamparo. Há que reconhecer como atual e adequada a observação de Clovis Bevilaqua[6] ao visualizar um misto de cinismo e de iniqüidade, chamando de absurda e injusta a regra do Código Civil de 1916 que negava reconhecimento aos filhos adulterinos e incestuosos.

Outra não é a adjetivação que merecem os dispositivos do Projeto de Lei da Parceria Civil Registrada, de nº 1.151/95, e do Pacto de Solidariedade, de nº 5.252/2002, que vedam quaisquer disposições sobre adoção, tutela ou guarda de crianças ou adolescentes em conjunto, mesmo que sejam filhos de um dos parceiros ou pactuantes. Cabe repetir as palavras indignadas de Cimbali, ainda que dirigidas ao estatuto civil pretérito: Estranha, em verdade, a lógica desta sociedade e a justiça destes legisladores, que, com imprudente cinismo, subvertem, por completo, os mais sagrados princípios da responsabilidade humana.[7]

Agora, pelo jeito, está-se chamando de espúrio o filho pelo simples fato de, em vez de um pai e uma mãe, ter dois pais ou duas mães. Quem sabe a intenção é arrancá-lo de sua família, que, como toda família, é amada, sonhada e desejada por homens, mulheres e crianças de todas as idades, de todas as orientações sexuais e de todas as condições.[8]

Para o estabelecimento do vínculo de parentalidade, basta que se identifique quem desfruta da condição de pai, quem o filho considera seu pai, sem perquirir a realidade biológica, presumida, legal ou genética. Também a situação familiar dos pais em nada influencia na definição da paternidade, pois, como afirma Rodrigo da Cunha Pereira, família é uma estruturação psíquica, onde cada um de seus membros ocupa um lugar, desempenha uma função, sem estarem necessariamente ligados biologicamente.[9]

Mais uma vez o critério deve ser a afetividade, elemento estruturante da filiação socioafetiva. Não reconhecer a paternidade homoparental é retroagir um século, ressuscitando a perversa classificação do Código Civil de 1916, que, em boa hora, foi banida pela Constituição Federal de 1988.

Além de retrógrada, a negativa de reconhecimento escancara flagrante inconstitucionalidade, pois é expressa a proibição de quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação. Rejeitar a homoparentalidade afronta um leque de princípios, direitos e garantias fundamentais. Crianças e adolescentes têm, com absoluta prioridade, direito à vida, à saúde, à alimentação, à convivência familiar, e negar o vínculo de filiação é vetar o direito à família: lugar idealizado onde é possível, a cada um, integrar sentimentos, esperanças e valores para a realização do projeto pessoal de felicidade.[10]

(Artigo publicado na Revista In Verbis, Revista do Instituto dos Magistrados do Brasil – IMB,n° 27, p. 12-13, e Afeto, ética e família e o novo Código Civil - Anais do IV Congresso Brasileiro de Direito de Família, promovido pelo Instituto Brasileiro de Direito de Família - IBDFAM com apoio da OAB/MG, Belo Horizonte: Del Rey, 2004, p. 391-398).

 


[1] LÔBO, Paulo Luiz Netto. Identidades familiares constitucionalizadas: para além do numerus clausus. Anais do III Congresso Brasileiro de Direito de Família. Belo Horizonte, 2002, p. 95.

[2] Expressão cunhada pela autora na obra intitulada “União Homossexual: o preconceito e a Justiça”. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2000.

 

Filhos do afeto

Maria Berenice Dias

Desembargadora do Tribunal de Justiça-RS

Vice-Presidente Nacional do IBDFAM

A evolução dos métodos reprodutivos de fecundação assistida e o avanço das técnicas de manipulação genética tornaram realidade o sonho de ter filhos. Todos, independente de serem solteiros ou casados, viverem sós ou em família, passaram a reivindicar o direito à filiação.

Diante do sem-número de possibilidades de se gerarem filhos, não mais cabe continuar buscando a definição da paternidade na identificação da verdade genética. A Justiça, ao ser chamada a solver disputas sobre paternidade, precisa atender aos cânones constitucionais e aos ditames do Estatuto da Criança e do Adolescente. Ao investigar o melhor interesse da criança, foi escolhido o elo de afetividade como parâmetro para a definição dos vínculos parentais. A verdade biológica, presumida, legal ou genética deixou de interessar. O fundamental é identificar quem a criança considera pai e quem a ama como pai. A situação familiar dos genitores em nada influencia na definição da paternidade, pois filho é quem foi gerado pelo afeto e alimentado por meio do cordão umbilical do amor.

A paternidade passou a ser reconhecida pela identificação da posse do estado de filho. Essa nova verdade fez surgir uma nova figura jurídica: a filiação socioafetiva, definida como a relação afetiva, íntima e duradoura, em que uma criança é tratada como filho, por quem cumpre todos os deveres inerentes ao poder familiar.

A maior visibilidade das famílias homoafetivas torna impositivo reconhecer que gays e lésbicas também sonham ter filhos e com freqüência buscam a reprodução assistida. Mas só quem participa do processo procriativo será o pai ou a mãe. O parceiro ou parceira, ainda que o filho tenha sido concebido por vontade de ambos, fica excluído da relação de parentesco. Mas limitar exclusivamente o vínculo jurídico do filho com o pai biológico é olvidar tudo que a doutrina vem sustentando e a Justiça vem construindo em torno da filiação socioafetiva, é deixar a realidade ser encoberta pelo véu do preconceito.

Necessário que o vínculo paterno-filial se estabeleça com ambos os genitores, ainda que sejam dois pais ou duas mães. Negar a realidade só traz prejuízo ao filho, pois o exclui da proteção jurídica com relação a quem desempenha a função de pai ou de mãe. Nada justifica ficar o filho ao desamparo e livrar quem exerce o poder familiar das obrigações de guarda, sustento e educação.

Não é possívelesquecer a vedação constitucional que proíbe quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação. Negar a paternidade homoparental é retroceder um século, é voltar ao odioso sistema originário do Código Civil de 1916, que negava reconhecimento aos filhos espúrios. Ou seja, punia-se o filho por ter sido concebido fora do casamento. Descabido nos dias de hoje, em que o bem maior assegurado na Consttuição Federal é o respeito à dignidade da pessoa humana, simplesmente excluir o direito à identidade familiar pelo só fato de alguém, em vez de um, ter dois pais ou duas mães. Não ver essa verdade é punir com a invisibilidade, mecanismo de nítido caráter punitivo para negar direitos.

Crianças e adolescentes têm, com absoluta prioridade, o direito à convivência familiar. Negar ao pai o seu filho é arrancá-lo do seu lar, é roubar-lhe o direito à vida, à saúde, à educação e jogá-lo à margem da sociedade.

Não dá para negar cidadania a alguém cujo pecado é ser filho do afeto.

(Artigo publicado no site Instituto de Estudos Jurídicos da ULBRA - Santa Maria, 18 nov. 2003. Disponível em: <http://www.iejulbra-sm.com/7artigo.html >. Acesso em: 18 nov. 2003 e e no site La Insígnia, Espanha. Disponível em: <http://www.lainsignia.org/2003/diciembre/soc_020.htm>. Acesso em: 22 dez. 2003).

 

Adoção por homossexuais

Maria Berenice Dias

Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul

Vice-Presidente Nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM

 

No Brasil, vem crescendo o número de homossexuais que se candidatam à adoção. Ainda que de forma tímida, vem sendo concedida a adoção a um homossexual, não havendo mais necessidade de que oculte sua orientação sexual para a habilitação. O curioso é que sequer são questionados os pretendentes sobre se vivem um relacionamento homoafetivo. Assim, é deferida a adoção sem atentar em que a criança irá viver em um lar formado por duas pessoas e que será criada e amada por ambas.

No entanto, permanece a resistência em ser concedida a adoção a um casal que mantém uma união homoafetiva. As justificativas são muitas: problemas que a criança poderia enfrentar no ambiente escolar; ausência de referenciais de ambos os sexos para seu desenvolvimento; obstáculos na Lei dos Registros Públicos... Mas o motivo é um só: o preconceito. Há uma enorme resistência em aceitar os pares de pessoas do mesmo sexo como família. Existe o preconceito de que se trata de relacionamento sem um perfil de retidão e moralidade que possa abrigar uma criança.

Essa aparente intenção de proteger as crianças, porém, só lhes causa prejuízo. Vivendo em famílias homoafetivas e possuindo um vínculo jurídico com relação a apenas um do par, resta absolutamente desamparada com relação ao outro, que também é considerado pai ou mãe. A ausência do estabelecimento de uma relação chancelada juridicamente gera a absoluta irresponsabilidade de um dos genitores para com a criança.

Essa postura omissiva da Justiça felizmente vem sendo superada. Passou a atentar a tudo que vem sendo construído doutrinária e jurisprudencialmente na identificação dos vínculos de parentalidade. A filiação socioafetiva se sobrepõe sobre qualquer outro vinculo, quer biológico, quer legal. Negar a possibilidade do reconhecimento da filiação que tem por base a afetividade, quando os pais são do mesmo sexo é uma forma perversa de discriminação que só vem prejudicar quem apenas quer ter alguém para chamar de mãe, alguém para chamar de pai.

Se são dois pais ou duas mães, não importa, mais amor irá receber.

 


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