Mundo Animal

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Cães são como filhos para as pessoas, indica estudo

Exames do cérebro estão ajudando os cientistas a entender melhor a ligação entre as pessoas e seus animais de estimação. Um novo estudo incluiu 14 mulheres que tiveram pelo menos um filho com idades entre 2 e 10 anos e um cão em suas casas, por pelo menos dois anos. O exame de imagem de ressonância magnética funcional foi usado para monitorar a atividade do cérebro das mulheres enquanto olhavam para fotos de seus filhos e seus cães.

As áreas do cérebro associadas à emoção, recompensa, relacionamentos e interação social mostraram maior atividade quando as mulheres viram as fotos de seus filhos e de seus animais de estimação. A área do cérebro envolvida no reconhecimento facial e outras funções de processamento visual apresentaram maior resposta a seus cães do que para seus filhos.

Macacas usam sexo para subir na vida

As fêmeas dos bonobos, primatas bem próximos dos chimpanzés e encontrados apenas na África, fazem o que podem para chegar com tudo quando entram para um novo grupo — o que costuma significar fazer sexo com a fêmea líder (é, a fêmea) da turma.

O conservadorismo é zero, e a discrição também.

Segundo pesquisadores da Universidade de Emory (EUA), quando se engraça com a líder, a fêmea novata anuncia seu sucesso para quem quiser ouvir, emitindo sons nada discretos (ouça aqui) enquanto se esfrega na parceira e manipula seus órgãos genitais.

Aves grandes, como avestruzes, têm ereções sem sangue

De acordo com pesquisadores, o avestruz tem ereções sem sangue. Antes se pensava que os grandes pássaros tinham mecanismos de ereção parecidos com os humanos, mas cientistas americanos confirmaram que eles na verdade aumentam o pênis com fluido linfático.

Todos os outros pássaros com pênis têm ereções dessa maneira, levando os cientistas a imaginar que o mecanismo envolve ancestrais.

A maioria dos pássaros se reproduz com a cloaca – tocando uma a outra o suficiente para transferir o esperma do macho para a fêmea.

A cloaca é uma abertura única, através da qual eles urinam e excretam. Mas certas espécies, incluindo os patos, gansos, cisnes e flamingos também possuem pênis. Nos pássaros, o órgão reprodutivo é estranho por ser aumentado com a linfa: o fluído dos tecidos corporais.

Mas a família dos Ratites (pássaros que não voam), que inclui o avestruz e o kiwi, pareciam ser exceção. “Descobertas antigas, do fim do século 19, sugeriam que o avestruz tinha um sistema de ereção sanguíneo, mas não havia nada sobre a ema ou o reia”, comenta Patricia Brennan, coautora do estudo. “Já que todos os outros pássaros com pênis têm ereções linfáticas, eu sempre pensei que fosse estranho o avestruz ter um sistema sanguíneo”, explica.

Para resolver o mistério, Brennan e sua equipe examinaram de perto o pênis dos avestruzes e das emas, encontrando grandes diferenças.

“O pênis do avestruz é muito diferente do da ema ou do reia, porque é feito de uma matriz densa de colágeno, mas o sistema linfático está todo lá”, afirma. “O avestruz tem vasos sanguíneos na superfície do pênis, o que o faz ficar rosa, mas o interior do órgão é cheio de linfa, e não de sangue”.

De acordo com a doutora, a evidência confirma que “a ereção linfática evoluiu do ancestral dos pássaros”. Mas ainda existem questões em aberto sobre essa evolução.

Similaridades já foram encontradas entre o pênis dos pássaros e dos répteis, mas o segundo usa sangue para ereções, com os mamíferos.

“A razão da troca entre o sistema vascular sanguíneo e o linfático continua um mistério”, comenta Brennan. “O sistema linfático é de baixa pressão, o que significa que a ereção não pode ser mantida, e isso tem implicações grandes no modo como os pássaros copulam”.[BBC]

Pássaros que sofrem abuso viram “bullies”

 Muito semelhantes aos seres humanos, aves que são abusadas quando criancinhas são mais suscetíveis de se tornarem agressoras mais tarde.

Atobás adultos, aves marinhas que vivem em colônias nas Ilhas Galápagos, muitas vezes agridem seus vizinhos mais novos. Uma nova pesquisa descobriu que filhotes intimidados se transformam em agressores quando adultos.

Os pesquisadores ficaram surpresos com o intenso interesse que muitas aves adultas mostram pelas jovens, tratando-as muito rudemente. Uma história de abuso provou ser um forte indício do comportamento de um pássaro adulto.

O pássaro intimidador – principalmente do sexo feminino – patrulha as colônias de criação, à espera de que os pais deixem seus filhos para ir caçar. Em seguida, os adultos se lançam sobre as aves jovens, mordendo, bicando e até mesmo fazendo avanços sexuais. Os jovens muitas vezes são deixados estressados e sangrando.

Para fazer o estudo, os pássaros foram rastreados ao longo de três épocas de reprodução, para que os filhotes crescessem e voltassem à sua terra natal para botar seus próprios ovos.

A descoberta de que os bebês vitimados se tornavam cruéis mais tarde é assustadoramente parecida com o que os cientistas sociais têm aprendido sobre o ciclo de abuso em seres humanos. Segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, cerca de 30% das crianças abusadas e negligenciadas vão crescer para vitimar seus próprios filhos.

Pesquisadores ainda acreditam que esse ciclo pode ter a mesma raiz nos pássaros e nos seres humanos: hormônios de estresse surgem depois do abuso, descobriu outro estudo recente.

E o que muitos considerariam um fenômeno humano extremamente complexo, também está ocorrendo – talvez através do mesmo mecanismo fisiológico – em aves, que são mais estreitamente relacionadas com os crocodilos do que com mamíferos.

Os estudos das aves podem ser bons modelos para começar a entender os mecanismos do ciclo de violência em seres humanos.[LiveScience]

 

 

Quanto tempo dura a gestação dos animais?

Quando vai nascer um novo bebê na família, todos ficam tão ansiosos que parece que os nove meses de gestação não passam nunca. Mas a gravidez humana ainda sim parece rápida se comparada com a de alguns animais, cujos filhotes podem demorar até dois anos para se formar.

Confira abaixo a duração média da gestação de diversos animais, e o tempo de vida estimado para cada um:

Rato
Gestação: 21 dias
Tempo médio de vida: 18-20 anos

Galinha
Gestação: 22 dias
Tempo médio de vida: 6-8 anos

Gato
Gestação: 52-69 dias
Tempo médio de vida: 10-12 anos

Cachorro
Gestação: 53-71 dias
Tempo médio de vida: 10-12 anos

Macaco
Gestação: 139-270 dias*
Tempo médio de vida: 12-15 anos

Humano
Gestação: 253-303 dias
Tempo médio de vida: 67 anos**

Cavalo
Gestação: 329-345 dias
Tempo médio de vida: 20-25 anos

Baleia
Gestação: 365-547 dias*
Tempo médio de vida: Mais de 80 anos

Elefante
Gestação: 510-730 dias*
Tempo médio de vida: 30-40 anos

* Dependendo do tamanho da espécie
** De acordo com a expectativa de vida mundial de 2011
[LiveScience]

Lutar ou fugir: como o nariz sabe o que fazer

Gatos arqueiam as costas quando sentem o cheiro de um rival e os ratos correm para longe do cheiro de uma raposa. Mas como é que o nariz sabe quem ou o que está à espreita? Cientistas identificaram vários receptores especiais no nariz dos animais que reagem a cheiros específicos de outros.

São esses receptores que avisam o cérebro se o animal precisa fugir, tornar-se grande e assustador, ou mesmo seduzir um companheiro.

De acordo com pesquisadores, animais selvagens necessitam ser capazes de reconhecer outros animais, se eles são predadores, parceiros em potencial ou rivais. Muitos deles dependem do olfato, pois eles podem distinguir os encontros baseados em produtos químicos.

As experiências em ratos mostram que mais de receptores do animal são dedicados a farejar os predadores do que para a detectar companheiros.

Quando um gato ou rato sentem os compostos químicos secretados por outros animais, eles ativam um sensor especial no nariz chamado órgão vomeronasal. Este órgão, que é encontrado em muitos animais e consiste em um conjunto de receptores, envia um sinal para o cérebro, que interpreta o sinal e entra em ação (nos humanos, embora tenham perdido este órgão, o nariz também reage de várias maneiras a estímulos químicos).

O primeiro receptor foi descoberto a mais de 15 anos atrás, mas os pesquisadores só agora estão descobrindo que receptor responde a que tipo de sinal químico.

Os cientistas expuseram os animais a diversas substâncias químicas para determinar quais delas eles podem estar reconhecendo e como esses receptores são especializados.

Os experimentos foram feitos com ratos, utilizando um método especial para identificar os receptores nasais que estão associados com diferentes respostas vomeronasais. Eles marcaram os neurônios dos roedores com um composto que os fariam brilhar quando fossem ativados. Assim, também pode ser observado que neurônios expressam que receptores.

Animais dependem de produtos químicos secretados pelos outros para identificar os indivíduos de sua própria espécie e os de outras espécies. Para a surpresa dos pesquisadores, a maioria dos receptores encontrados foram feitos para responder a cheiros de outras espécies, especialmente aqueles de predadores.

Os ratos têm respostas comportamentais diferentes a esses produtos químicos. Se sentem as substâncias de um predador, como uma raposa, eles tremem no canto de suas gaiolas.

E se o animal tem de reconhecer todos os seus possíveis predadores para sobreviver… bom, então provavelmente ele precisará de uma grande quantidade de receptores. Alguns são tão especializados que até sabem qual o tipo de predador – réptil, furão, um mamífero qualquer ou raposa.

O órgão vomeronasal de um ser humano parece desaparecer durante o desenvolvimento fetal. Apesar disso, alguns estudos argumentam que temos alguns perfumes que podem ditar nosso comportamento. Mas com certeza você não vai ver nenhum homem saindo correndo por aí porque sentiu o cheiro de um predador. [LiveScience]

Para as lulas, não importa se é macho ou fêmea

Encontrar meninas é difícil se você é uma lula maculina que vive em águas profundas e escuras na costa da Califórnia. É raro cruzar com sua própria espécie – e quando você tem a oportunidade, a escuridão do fundo do mar faz com que seja difícil dizer se o novo amigo é macho ou fêmea.

Porém, uma espécie de lula apareceu com uma solução alternativa para este problema, de acordo com um novo estudo. O sedutor de oito braços simplesmente acasala com qualquer lula de sua espécie que cruza seu caminho. Se isso significa perder um pouco de esperma num acasalamento entre machos, a lula não parece se importar.

Esse comportamento da lula não é necessariamente tomado como mais uma evidência de ligação homossexual no estado selvagem. Pelo contrário, a lula parece sair com qualquer um por necessidade.

Além do habitat escuro em que os animais vivem, os encontros com parceiros são poucos e distantes entre si, e o acasalamento é provavelmente rápido. Os pesquisadores acreditam que a alta frequência de acasalamentos entre o sexo masculino é o resultado de uma combinação de todos os fatores acima.

A lula em questão, Octopoteuthis deletron, é uma criatura de tamanho médio, cujo corpo pode alcançar até cerca de 17 centímetros de comprimento. Pouco se sabe sobre o ciclo de vida dessa lula, porque é uma espécie relativamente rara e seu habitat de águas profundas não é um convite à observação.

Utilizando veículos operados remotamente, os cientistas foram capazes de captar imagens de 108 lulas O. deletron entre 1992 e 2011, que cruzavam as águas de 400 a 800 metros de profundidade.

Infelizmente, a filmagem não permitiu determinar o sexo de todas as lulas. Mas 39 delas puderam ser classificadas em masculinas e femininas. Foi assim que os cientistas fizeram uma descoberta curiosa: o mesmo número de lulas machos e fêmeas mostraram evidências de um recente encontro com um macho.

Nessas lulas foram vistos pequenos sacos de esperma que a lula macho deposita na fêmea durante o acasalamento. Estes pacotes injetam o esperma no corpo da fêmea. A embalagem permanece presa à sua pele, sinalizando que a lula acasalou recentemente.

9 machos e 10 fêmeas foram vistos com esses pacotes em seus corpos.

Os pacotes foram encontrados em áreas fora do alcance do próprio pênis do homem, garantindo que as lulas não inseminaram a si mesmas acidentalmente. O mais provável é que simplesmente é menos custoso para a lula perder um pouco de esperma em um acasalamento com o mesmo sexo, do que se envolver em um comportamento elaborado para encontrar fêmeas férteis.

A lula vive uma vida solitária e raramente se encontra com membros de sua espécie. Assim, pode fazer sentido agarrar qualquer oportunidade de acasalar.

Pouco se sabe sobre o estilo de vida dessa lula e mais estudos devem ser feitos para comprovar esse comportamento. Mas se a escuridão e a solidão em que a espécie vive é tão grande, é bem possível que a carência do bichinho tem a mesma proporção. [LiveScience]

6 Bizarros experimentos com animais

Recentemente, pesquisadores da Coreia do Sul inseriram um gene no DNA de um beagle que fez o cão brilhar verde sob luz ultravioleta. Mas, ao invés de ser útil, o experimento era simplesmente um exercício de manipulação genética que poderia abrir caminho para terapias genéticas mais práticas.

Este é apenas um exemplo mais atual de uma longa história de testes malucos, e às vezes eticamente controversos, com animais, sendo que alguns dos quais realmente levaram a aplicações médicas de grande valor para os seres humanos. Confira:

1 – Multi-cão

Na década de 1950, um cientista soviético chamado Vladimir Demikhov se tornou pioneiro no campo da transplantação de órgãos usando cães. Em um experimento famoso, ele criou um “multi-cão”, certamente uma das mais incompreensíveis criaturas já criadas pelo homem.

De acordo com um artigo de 1955 da revista Time, Demikhov retirou a maior parte do corpo de um filhote de cachorro e enxertou a cabeça e patas no pescoço de um cão adulto. O coração do cachorro grande bombeou sangue suficiente para as duas cabeças. Quando o cão múltiplo recuperou a consciência após a operação, a cabeça do cachorro menor também acordou e bocejou. A grande cabeça deu-lhe um olhar intrigado e tentou sacudir a cabeça menor pra longe.

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Surpreendentemente, ambos os cães mantiveram suas próprias personalidades. Apesar do filhote quase não ter corpo próprio, era tão brincalhão quanto qualquer outro filhote: rosnava, lambia quem lhe acariciava, etc. O cão anfitrião estava entediado com tudo isso, mas logo se reconciliou com o cachorro inexplicável que brotava de seu pescoço.

Quando o maior tinha sede, o menor tinha sede. Quando o laboratório ficou quente, ambos colocaram a língua para fora para se refrescar. Infelizmente, a experiência não foi um sucesso total: depois de seis dias de vida em conjunto, ambas as cabeças e o corpo em comum morreram.

2 – Rato orelha

Falando em animais bizarros, não dá para esquecer o rato orelha. A “orelha” que emerge deste roedor de laboratório não ouve nada: é, na verdade, apenas uma estrutura de tecido em forma de orelha que cresceu graças à inserção de células de cartilagem humana em um molde biodegradável.

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O rato Vacanti, como é mais conhecido formalmente, ganhou sua orelha graças ao Dr. Charles Vacanti, cirurgião de transplante. Ele e seus colegas realizaram a façanha em 1995, para demonstrar um método potencial de transplante de cartilagem em pacientes humanos.

3 – Híbridos enormes

Nem todas as experiências com animais resultam em monstruosidades hediondas. É o caso do ligre, por exemplo, a prole magnífica de leões (machos) e tigresas (fêmeas), que levam a uma nova espécie.

Com mais de 410 quilos e quase 4 metros de comprimento, ligres são os maiores gatos da Terra, pesando quase 100 vezes mais do que gatos domésticos e quase o dobro de Panthera tigris ou Panthera leo.

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Além de inexplicavelmente estimular o crescimento gigantesco, o híbrido dessas espécies também torna os animais mais saudáveis e às vezes mais vivos do que seus pais. Soma-se ao mistério genético dos ligres crescem tanto o fato de que tigreões, híbridos nascidos de tigres (machos) e leoas (fêmeas) não apresentam tal anomalia; eles são do tamanho de um tigre normal.

4 – Macaco robô

Em 2010, neurobiólogos da Universidade de Pittsburgh ensinaram um macaco a controlar um braço robótico avançado com a sua mente. Eles fizeram dois implantes cerebrais no animal, nas áreas de seu córtex motor.

Os implantes monitoravam o disparo de neurônios motores e enviavam informações para um computador, que traduzia os padrões em comandos para o braço robótico. Como resultado, o macaco foi capaz de manipular o braço com seus pensamentos. Ele aprendeu a usá-lo para alcançar alimentos, pressionar botões e fazer movimentos de torção.

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Os cientistas não estavam apenas brincando com o macaco: seu trabalho pode levar a interfaces cérebro-máquina que permitirão que pessoas paralisadas operem próteses avançadas com suas mentes.

5 – Aranhas drogadas

Em 1995, cientistas da NASA estudaram os efeitos de várias drogas comuns sobre as habilidades de tecelagem das aranhas. Eles acharam que era possível analisar a estrutura periódica (ou falta dela) das teias sob o efeito de drogas como um meio de determinar os níveis de toxicidade relativa das substâncias.

Nada de muito interessante veio desse esforço, talvez devido à dificuldade de extrapolar a toxicidade de determinado produto químico para seres humanos a partir de sua toxicidade para aracnídeos.

Dito isto, de fato pareceram haver semelhanças entre os efeitos das drogas sobre as duas espécies. Segundo os pesquisadores, a aranha drogada de maconha fez um bom trabalho de tecelagem, mas ficou entediada ou distraída e não terminou. A sobre o efeito de anfetamina (speed) foi muito rápida, mas sem muita consciência do quadro geral: deixou grandes lacunas. A aranha drogada de ácido teceu uma teia psicodélica simétrica muito bonita, mas nada boa para pegar insetos.

10 Cientistas ‘destruídos’ por seus próprios experimentos

Restou a cafeína. Olhando a imagem, claramente a aranha fez um trabalho horrível, e isso pode apontar o abismo que existe entre os seres humanos e os aracnídeos. Se fôssemos nós, essa teia ia representar nosso trabalho antes de tomar um café.

6 – Amor de peru

Quando se trata de afinidades com determinadas partes do corpo feminino, os perus só pensam na cara.

Na década de 1960, biólogos descobriram que, quando colocados em um quarto com um modelo realista de um peru fêmea, os machos acasalavam tão avidamente como se ele fosse um ser vivo.

Intrigados com isso, os pesquisadores resolveram remover peças do modelo, uma de cada vez, para determinar o estímulo mínimo que seria necessário para excitar os perus antes deles perderem o interesse.

Uma fêmea sem cauda, sem asa, sem pés, nada disso adiantou: os machos não poderiam se importar menos. Mesmo a ausência do próprio corpo não atrapalhou o acasalamento; quando tudo o que restava da fêmea modelo era uma cabeça em uma vara, os machos ainda tentaram copular com ela.

7 Monstruosos experimentos médicos

Os pesquisadores especulam que a fixação dos perus pela cabeça se relaciona com o seu estilo de acasalamento. Quando eles montam uma fêmea, a cobrem completamente, exceto por sua cabeça. Como isso é tudo o que eles podem ver, a cabeça torna-se o foco de seus desejos eróticos. Estranho…[Life'sLittleMysteries]

6 animais que parecem fofos, mas são mortais

É um truque muito bom da mãe natureza dar aos predadores corpos de bolinhas de pelo inofensivas. Mas é nosso dever dizer-lhe para não julgar a letalidade de um animal por sua aparência – você pode estar errado (e em perigo).

1 – Papa-léguas

Você ouve “papa-léguas”. A primeira coisa que você pensa é num pássaro alto e magro que corre muito rápido, diz “bip bip” e foge de coiotes. E, enquanto a Warner Bros acertou algumas coisas (eles são capazes de voar, mas optam por correr muito rápido), desenhos animados raramente são fontes precisas.

Os verdadeiros papa-léguas são menores (pouco mais de 60 centímetros de comprimento do bico à cauda), e muito mais propensos a participar da matança do que fugir dela.

Papa-léguas são quase exclusivamente carnívoros. E a sua dieta não é composta de bichinhos pequeninos. Que tal cascavéis? O papa-léguas afunda seu bico na cobra (ou qualquer abominação que estiver enfrentando), a levanta para o alto e repetidamente a esmaga no chão até que esteja amassada o suficiente para engoli-la inteira.

Esta técnica, segundo os cientistas, sujeita a presa a uma força externa de distância do centro de rotação – neste caso, o centro de rotação sendo o rosto do papa-léguas. A ave mostra quem é que manda. Ela também come outros pássaros. Nem sequer voa atrás deles – pelo contrário, só pula no ar e arrebata os animais conforme eles passam.

2 – Ariranhas

Lontras são alguns dos animais mais bonitinhos, de aparência mais inocente do planeta. Estatisticamente falando, 102% do que elas fazem é adorável. Ariranhas são iguais, só que maiores.

Com quase 2 metros, a “lontra gigante” é fisicamente o maior membro da sua família. E tem um apelido adorável: lobos do rio.

Ariranhas vivem na América do Sul, onde se alimentam principalmente de peixes como percas, bagres e… piranhas. Elas caçam em bandos (“matilhas”, daí o apelido), encurralando peixes em águas rasas. Para alimentar os filhotes, elas batem nos peixes até quase matá-los, mas os deixam vivos para que os bebês comam alimentos frescos (que atenciosas).

Mas não importa o quão mutiladora e espancadora de peixes a ariranha seja, ainda é apenas um mamífero fofo e peludo. Temos mesmo é que ter cuidado com outros predadores que assombram o rio Amazonas, como o membro local da árvore genealógica do jacaré, o caimão. Certo?

Só que ao contrário. Quando um par de ariranhas observam um caimão à toa na praia, podem começar a dar “patadas” na cauda do réptil, aparentemente apenas para se divertir (não que tenhamos prova disso). Talvez o jacaré perceba a enrascada e fuja, mas mais provavelmente ele irá atacar.

Claro que, espertas, as ariranhas se esquivam, só para encher o saco da cauda do animal novamente. E de novo. E mais uma vez. Até que o jacaré fique demasiado cansado para lutar contra elas. Então, os animaisizinhos fofos comem com calma o jacaré vivo. Começando com a porcaria da cauda.

Se tiverem ajuda, melhor. Se houver mais ararinhas por perto, elas vão ajudar a morder a cauda, enfrentar o jacaré e começar a mastigação. Um bando de ariranhas pode devorar um jacaré inteiro, com ossos e tudo, em 45 minutos.

Outra iguaria no menu das ariranhas é a anaconda (você pode se lembrar dela como a maior serpente maldita na Terra e seu maior pesadelo depois de um certo filme).

Um pequeno grupo de ariranhas nada e agarra a cobra, e, em seguida, começa a mordê-la e arranhá-la. Elas podem até esmagar a anaconda contra troncos de árvores e, se estiverem se sentindo particularmente malvadas, empregar uma técnica descrita por um biólogo como “cabo-de-guerra com uma mangueira de incêndio com vida” (aplique a anaconda no lugar da mangueira). Nada mau para um animal que parece um bicho de pelúcia que guincha.

3 – Doninha

Sei o que você está pensando. Doninhas? Elas provavelmente caçam ratos, como praticamente todos os carnívoros de pequeno porte. O bicho é apenas um cachorro quente com pernas peludas. Um assasino feroz? Até parece.

Bem, a doninha de cauda longa não é apenas um dos assassinos em série mais terríveis da natureza, mas um dos seus muitos métodos de matança parece uma dança de rua.

Normalmente, a doninha gosta de matar envolvendo seu corpo em torno de sua presa, e, em seguida, esmagando o crânio da presa, mordendo-o. Se a vítima tenta escapar, a doninha corre atrás. Se a vítima ainda assim tentar fugir, a doninha esmaga sua traquéia em vez do crânio, porque variedade é o tempero da vida.

Agora, se a minúscula predadora resolver atacar inimigos maiores, como, por exemplo, lebres, que são rotineiramente três a seis vezes maiores do que ela, entra uma série complexa de movimentos realizados pela doninha para encantar o coelho com o poder da dança.

Aqui está um guia passo-a-passo para fazer os mesmos movimentos em casa: corra para a direita muito rápido; corra para a esquerda muito rápido; direita; direita; esquerda; esquerda; salte; pule; role; role; mate.

Doninhas são geneticamente programadas para cometer assassinato em massa. Elas matam sempre que podem e armazenam o alimento para mais tarde (só que raramente visitam sua coleção de cadáveres, porque preferem alimentos “frescos”). Também lambem o sangue das feridas que provocam, e como a cereja no topo do bolo de um serial killer, elas fazem seus ninhos com a pele de suas vítimas. $#!@%, doninhas…

4 – Babuíno verde-oliva

O babuíno verde-oliva é um macaco. E o que macacos comem? Você pensou “bananas”, não é? Bobinho.

Os babuínos verde-oliva – como todos os macacos – são onívoros oportunistas. Isso significa que eles comem qualquer coisa que acharem que parece deliciosa. Isso geralmente é grama e outras plantas.

Babuínos são conhecidos por pastar pacificamente ao lado de gazelas. Mas, de vez em quando, como qualquer homem obrigado a subsistir com salada por muito tempo, eles decidem que “já deu o que tinha que dar” e que querem um pouco de carne, %$#@!.

E é aí que a sua coexistência pacífica com o resto do mundo termina. Sabe as gazelas amiguinhas dos babuínos? Falsos. A qualquer momento, um babuíno pode decidir que quer algumas gazelas para si, como jantar. Assim, ele caminha até elas se fingindo desinteressado e fazendo o que quer que seja o equivalente de assobiar para um babuíno e, então, de repente cai para cima de qualquer animal que corra mais devagar (o que geralmente é uma gazela bebê). Maldosos.

Uma vez que pegou o animal, o bate e o morde, segurando-o como uma melancia, e desfrutando de suas entranhas maravilhosas.

Ocasionalmente, babuínos verde-oliva acordam e descobrem que sua casa foi invadida por um bando de flamingos (um “bando” significando “até quatro milhões”). Assim como com as gazelas, os babuínos ficam felizes em sentar e comer frutas com seus brothers flamingos.

Então, completamente ao acaso, eles atacam a cabeça dos infinitos flamingos, esquecendo-se do fato de que estão em menor número (4 milhões contra um). Pulando, correndo, gritando com o máximo dos pulmões, os babuínos esmagam, espacam, mutilam, destroem o bando de flamingos comendo as presas com pena e tudo. Malucos sem noção…

5 – Foca-leopardo

Focas? Agora forçou a barra. Elas são as criaturas mais bonitinhas, dóceis e adoravelmente indefesas do mundo animal. Oun!

Elas só comem peixe, certo? Bom, esse é um pressuposto que vai direito para a privada quando a foca-leopardo abre a boca e você descobre que ela parece um dinossauro.

Claro, todos os pinípedes, incluindo focas, são carnívoros. Mas, enquanto todas as outras focas comem peixes e outros animais de sangue frio, focas-leopardo são um dos predadores de topo da Antártida.

Como tal, elas têm um gosto por animais de sangue quente. Sim, podem até comer um peixe ocasionalmente, mas preferem lanchar suas companheiras.

Ainda mais perturbador é o seu gosto para aves. Elas comem patos felizes ou alguma outra ave marinha, mas seu prato favorito são pinguins.

Como predadores, se escondem em águas raras ou no gelo para agarrá-los de surpresa. Depois de pegar sua presa, a foca bate no pinguim, arrastando-o por toda a superfície da água para tirar sua pele antes de comê-lo. Ou, se estiver se sentindo particularmente misericordiosa, morde-lhe a cabeça primeiro. Há imagens disso que você não acreditaria. Fique só com essa que é melhor.

6 – Búfalo-africano

O búfalo-africano é um herbívoro de grande porte que percorre os campos africanos. Sua característica mais marcante são seus chifres curvados. Ele passa a maior parte de seu dia deitado por aí, comendo grama e bebendo água. Você sabe, coisas normais de vaca. Que as vacas fazem. Porque são vacas.

Eles também assassinam qualquer coisa que sequer pensa em mexer com eles.

O búfalo-africano tem muitos apelidos, como “Peste Negra” e “Fazedor de Viúvas”. De fato, é o membro mais perigoso dos “Grande Cinco” da África.

Quem são os outros quatro? Leão, leopardo, rinoceronte e elefante. Isto significa que o búfalo-africano é oficialmente mais mortal do que os dois gatos gigantes, predadores mais famosos que existem; um monstro com chifres notoriamente mal-humorado e o maior mamífero terrestre sobre a Terra.

Mesmo os leões só ousam atacar búfalos velhos ou doentes (claro, claro, se estiverem longe do rebanho).

O búfalo-africano pesa até 910 quilos, e seu capacete de chifre, apesar da aparência estúpida, é uma combinação útil de aríete/impalador.

O búfalo também é, aparentemente, capaz de reconhecer o conceito de vingança – e, definitivamente, o único animal existente que adora se vingar.

Eles buscam vingança contra seus principais inimigos, os leões – especialmente aqueles que matam um filhote. Se um leão cometer esse erro, os búfalos vão pra cima com uma multidão que pode conter até mil animais extremamente irritados.

Na verdade, como algum leão seguramente ja matou um búfalo-africano em algum momento, eles fazem questão de atacar ativamente qualquer leão, como um ataque preventivo, ou (mais provavelmente), apenas para mostrar quem é que manda aqui.

E, se algum filhote estiver em perigo, cada membro do bando vem para ajudar. Veja:

Se você não assistiu o vídeo, vamos recapitular: um jovem búfalo é atacado por leões. Então, por um crocodilo. Então, os leões e o crocodilo brincam de cabo-de-guerra com ele. Até que todo um rebanho de búfalos aparece e mostra aos predadores o que é um espancamento, enviando os leões pelo ar, estilo desenho animado. E o búfalozinho, o qual duas espécies de predadores estavam fazendo seu melhor para matar? Sobrevive.

Tentativas de domesticar esses animais já foram feitas. Falharam, óbvio. Assim, como próximo passo (equivocado), nós caçamos os búfalos.

Como resultado direto, mais caçadores são eliminados por búfalos a cada ano do que por qualquer outro animal africano. Isso porque o búfalo é um grande adepto do ataque como a melhor defesa, e em esquemas de vingança como o melhor ataque.

Se você atirar em um, mas não matar, ele receberá um impulso de adrenalina que o deixará alheio à dor. Depois disso, ele fará da sua missão de vida lhe matar. Mesmo se você conseguir escapar do ataque inicial, o animal ferido irá lhe perseguir, lhe circular, esperando por uma chance de atacar.

Tentar atacá-lo novamente? Sinta-se livre, mas o material duro em sua testa é efetivamente à prova de balas. E a maior parte por trás dele está vindo em sua direção muito rápido, como um filho do Predador com o Hulk.

Para quem não sabe porque os alienígenas ainda não atacaram a Terra, eis a resposta: porque eles sabem que eventualmente teriam de lidar com os búfalos-africanos.[Cracked]

7 fatos incríveis sobre cobras

As serpentes não têm orelhas, mas a maioria tem uma visão melhor que a do Super Homem. Elas não têm narizes, mas podem sentir cheiros com muita habilidade. As presas das serpentes venenosas, que evoluíram a partir dos dentes, estão entre os mais avançados sistemas de armas biológicas do mundo natural: não há uma estrutura comparativamente tão avançada, tão sofisticada, como a presa e a glândula venenosa de uma cobra cascavel. E se essas histórias interessantes nem estão nessa lista, imagine as que estão! Confira:

1 – Cobras comem seus filhotes

 

Cientistas descobriram em fevereiro de 2009 que muitas mães cascavéis comem alguns de seus filhotes não sobreviventes; é o chamado “canibalismo pós-parto”. As mães do estudo comeram até 11% de seus ovos e filhotes mortos. Por quê? Assim ela pode recuperar boa parte da energia perdida na reprodução sem ter que caçar para se alimentar, uma atividade perigosa que requer tempo e muito trabalho. Pelo menos eles já estavam mortos.

2 – Uma serpente pode comer outra serpente ainda maior do que ela

 

Para resolver um mistério de longa data sobre como uma “King Snake” (gênero Lampropeltis) consegue comer outra cobra ainda maior do que ela, pesquisadores gravaram e assistiram a coisa toda acontecer. A King desliza suas mandíbulas sobre a presa como uma esteira, depois comprime sua própria coluna vertebral como uma sanfona para fazer a cobra descer pelo seu interior. Só então, quando tudo está dito e feito, a King vomita um pouco de volta. E quem é que vai culpá-la?

3 – Cobras podem “voar” mais de 15 metros

 

Se as cobras do gênero Chrysopelea – o gênero das “cobras voadoras” – quiserem passar de uma árvore para a outra sem descer, elas voam. Bem, na verdade elas planam. Para decolar, elas caem ou ativamente saltam de um galho para chegar mais alto e planar mais longe. Em seguida, elas achatam o corpo e fazem ondas em formato de S para terem estabilidade no “voo”.

4 – Pítons comem presas inteiras, com ossos e tudo

 

Cobras como as sucuris podem passar meses sem uma refeição. Porém, quando elas comem, não desperdiçam nada. Essas serpentes desenvolveram um sistema para extrair o cálcio do esqueleto de suas presas, contribuindo para uma refeição mais nutritiva. Elas são, portanto, fisicamente adaptadas para lidar com jejuns prolongados, realimentando-se com grandes refeições e intensa digestão e absorção de nutrientes.

5 – As cobras miram os seus olhos

 

As “cobras cuspidoras” (Najas) na verdade não cospem. Em vez disso, contrações musculares espremem a glândula de veneno da cobra, forçando o veneno a sair das presas da serpente alcançando até quase 2 metros de distância. Se elas acertarem os olhos da presa, a neurotoxina pode cegá-la. E, em 2005, os cientistas descobriram que elas realmente apontam para os olhos. E tem mais: o veneno não é lançado num fluxo, mas num borrifo com um padrão geométrico que é bastante adequado para atingir os olhos, o que os cientistas descobriram em janeiro de 2009.

6 – A menor serpente do mundo poderia se enrolar em uma moeda

 

A menor serpente conhecida, descoberta em 2008 em Barbados, é pouco menor do que 10 centímetros de comprimento e tão fina quanto um espaguete. A Leptotyphlops carlae provavelmente manterá tal título para sempre. Serpentes devem ser prevenidas pela seleção natural de se tornarem tão pequenas porque, abaixo de um certo tamanho, pode não haver nada para seus filhotes comerem.

7 – Serpentes passam meses sem se alimentar. E crescem!

 

Imagine se você pudesse pudesse parar de comer por meses, queimar gordura, ficar mais alto, e ainda ficar bem! Pesquisadores retiveram a comida de 62 cobras – cascavéis, jibóias e pítons – por cerca de seis meses, o período típico que serpentes ficam sem comer na natureza. Elas reduziram suas taxas de metabolismo para sobreviver, algumas em mais de 72%. Surpreendentemente, elas também levaram mais tempo para queimar suas reservas de gordura.[LiveScience]

Falta de oxigênio deixa peixes sexualmente confusos

A falta de oxigênio pode deixar as pessoas meio tontas, mas os efeitos nos peixes corvinas do Atlântico Norte vão bem além disso: seus órgãos reprodutivos entram em crise de identidade.

Pesquisadores descobriram que, em um ambiente carente de oxigênio, as peixes fêmeas começaram a produzir esperma em seus ovários. E pior: segundo Peter Thomas, da Universidade do Texas, em Austin, EUA, os casos de hipóxia (baixo teor de oxigênio no ambiente) aumentaram dramaticamente nos últimos 25 anos em todo o mundo.

“Este é o primeiro estudo a mostrar um efeito biológico importante – e já de cara preocupante – da hipóxia sobre animais como os peixes. Isso pode ter um grande impacto sobre toda a população a longo prazo”, ressalta.

Zonas mortas – regiões onde o oxigênio é escasso demais para existir vida – ocorrem em todos os oceanos do mundo, mas são muito mais comuns no Hemisfério Norte. Lá, a alta concentração populacional ao longo do litoral resulta em mais poluição nas águas e, portanto, mais crescimento de algas, que sugam todo o oxigênio disponível.

Populações de peixes em declínio pode ter um tremendo impacto não só sobre o ecossistema na água, mas sobre a pesca local e a economia da região.

A zona morta no Golfo do México é causada pelo escoamento de fertilizantes agrícolas, como nitrogênio, dos estados do sul dos EUA. Esse escoamento estimula a formação de algas que se alimentam de oxigênio, deixando menos do gás para o resto dos animais. A área de 22.126 quilômetros quadrados de água com baixo oxigênio é equivalente ao tamanho de Israel.

Os pesquisadores estudaram os peixes capturados durante vários anos nesta zona morta para observar como foram afetados pelo ambiente desfavorável.

Thomas e seus colegas descobriram que muitos dos peixes apresentavam sistemas reprodutivos gravemente prejudicados. Os machos possuíam baixa contagem de espermatozoides. E os poucos espermatozoides presentes ainda tinham baixa mobilidade. As fêmeas, por sua vez, apresentavam um número abaixo da média de ovos, que não amadureciam corretamente. Os pesquisadores também notaram que havia mais machos do que fêmeas.

A descoberta mais surpreendente, porém, de acordo com Thomas, foi que cerca de 20% das fêmeas possuíam esperma em seus ovários. O ambiente de baixo oxigênio havia interrompido o seu desenvolvimento sexual, confundindo seus órgãos reprodutivos e maturando células sexuais masculinas, ao invés de femininas. Eles observaram os mesmos resultados em corvinas do Atlântico criadas em laboratório sob condições de baixa oxigenação.

Segundo os cientistas, a disfunção sexual pode ser uma estratégia para poupar energia. Tendo em vista a dificuldade em conseguir o oxigênio necessário à vida, os peixes “desligam” as funções não vitais, no caso, seus sistemas reprodutivos. Isso não é problema durante apenas um ano, mas quando a zona morta permanece no local ano após ano, ela pode levar a quedas graves na população ao longo do tempo.

“Poderíamos ter um enorme impacto sobre os pescadores e a economia, bem como um impacto ecológico. Isso pode culminar até na extinção local de espécies”, acredita Thomas.

Os pesquisadores vão continuar a acompanhar os peixes do Golfo e de outras zonas mortas. Eles também estão construindo modelos em laboratório, com base no que encontraram no mar, para determinar o que vai acontecer com a população ao longo do tempo caso as condições adversas se mantiverem.[LiveScience]

Descoberto peixe que organiza “orgias” todos os meses

Uma espécie de peixe, ubarana-focinho-de-rato ou simplesmente peixe-rato (Albula vulpes), comum nas águas tropicais do oceano Atlântico, se mostrou ser bem safadinha. Entre todas as suas populações, a do Caribe está entre as maiores e de longe é a mais popular (pelo menos gosta de uma festa).

O peixe chega até 77 centímetros de comprimento e pode pesar entre 5,8 a 6,3 quilos. Eles são amados pelos pescadores, que migram para a região em sua busca. No entanto, uma coisa permanecia misteriosa sobre os peixes-rato: como eles se reproduziam.

Graças a algumas parafernálias de alta tecnologia, pesquisadores conseguiam “espiar” o peixe-rato. Veja só o que eles descobriram: que a espécie vai para águas profundas, longe de suas casas litorâneas, e fazem “farras noturnas” com mais de mil convidados.

Os cientistas ligaram “câmeras” a 60 peixes-rato ao longo de dois anos, de 2007 a 2009. Elas revelaram que durante alguns dias, duas vezes por mês, de outubro a maio, uma multidão de peixes se reune e ruma para longe da costa.

Uma vez em águas profundas, sob a cobertura da escuridão, o peixe-rato fica romântico. Seu acasalamento parece ser alimentado pela luz da lua, e corresponde à lua nova e a lua cheia.

Segundo os pesquisadores, um benefício possível de migrar para longe da costa para a desova é que isso aumenta a dispersão dos ovos fertilizados, especialmente com as marés altas que acontecem com as luas nova e cheia.

Os cientistas também descobriram que o peixe-rato às vezes gosta de “se mostrar” um pouco antes de “fazer o trabalho”. Eles observaram grupos de peixes “pulando” para fora da água enquando viajavam aos locais de reprodução, um comportamento que os pesquisadores acreditam estar associado com o jeito que o peixe “corteja” sua parceira.

Uma das conclusões do estudo é que, já que o peixe-rato não reside apenas em águas rasas, os locais de encontro, pré-desova e habitats mais profundos do recife também precisam ser protegidos para assegurar que as populações sobrevivam.[OurAmazingPlanet]

 

Como é que as traças-de-roupa comem roupas?

Na próxima vez em que você perceber que sua roupa guardada foi comida por traças-de-roupa (que tecnicamente não são traças, e sim uma espécie de mariposa), culpe os insetos só pela metade: na verdade, quem come o tecido são as larvas que elas depositam. É estranho pensar nisso, mas uma traça-de-roupa adulta não poderia comer sua roupa simplesmente porque não tem boca.

Esse privilégio é reservado aos insetos no estágio de larva, que dura até a segunda semana de vida, em média. A problema da sua roupa preferida começa no momento em que a fêmea deposita, em um pedaço de tecido, uma carga de ovos que tem uma variação impressionante: pode ser de cinquenta a até mil ovos de uma só vez. As mariposas precisam de queratina em sua alimentação, razão pela qual depositam os ovos em tecidos de origem animal, tais como lã, peles e casimira. Este tipo de roupa é alvo das traças-de-roupa. Como a queratina também existe nos pelos e cabelos, explica-se porque também se encontram esses insetos em corpos cuja higiene é pior do que o interior de um armário fechado.

A modernização da confecção de roupas representa uma segurança para os humanos e diminuição da oferta alimentar para os insetos. As larvas não comem os modernos tecidos sintéticos que não são compostos por fibra animal, já que a ausência de queratina significa a falta de qualquer nutriente que interesse às larvas. Ao contrário das mariposas “comuns”, que voam alegremente em volta das lâmpadas, as traças-de-roupa preferem a escuridão. O interior de guarda-roupas, portanto, é o ambiente ideal para que depositem seus ovos.[Life's Little Mysteries]

Pássaros de verdade enviam mensagens pelo Twitter

Uma revista da Letônia achou que era injusto que os pássaros não pudessem tuitar. Afinal, o microblog foi nomeado em homenagem ao som emitido pelas aves (“tweet” em inglês significa “pio”; “twitter”, portanto, seria o lugar onde esses pios são emitidos). Além disso, ainda existe o pássaro azul, símbolo da rede social. Por isso, a publicação letã decidiu configurar um serviço que lhes permite partilhar os seus pensamentos com o mundo. 

Voldemars Dudum, o fundador do site BirdsOnTwitter.com, sempre foi um grande amante dos pássaros grande, e enquanto alimentava-os de gordura de porco durante um inverno, ele teve a brilhante ideia de dar-lhes a oportunidade de twitar por eles mesmos. Ao fixar pequenos pedaços de carne de porco sem sal em teclas do teclado, as aves conseguem postar suas próprias mensagens na rede social.

A gordura é ligada às teclas com pequenos parafusos de aço inoxidável que aumenta a sensibilidade dos toques, uma vez que os pássaros usados no experimento são leves demais para pressionar uma tecla normal com seus bicos. A foto a seguir mostra o teclado adaptado para a função de dar voz aos passarinhos.

A estação dos tuítes das aves está montada na pequena aldeia de Sarnate, a 200km da capital Riga. No inverno da aldeia, as temperaturas podem atingir congelantes -20 graus Celsius. Comer gordura de porco ajuda os pássaros a sobreviverem a temperaturas adversas, e agora ainda lhes dá a chance de enviar mensagens para todo o mundo.

As aves letãs enviam cerca de 150 mensagens no Twitter, em média. Entre as mais populares estão pérolas como “lololol”, “wowowow” ou “aiaiai”. Pode não perecer lá muito interessante para você, mas saiba que os pássaros já são seguidos por outros 760 usuários do Twitter. [OddityCentral]

Estudo mostra que cães menores são menos sujeitos a câncer

A maioria dos donos de cachorros e veterinários sabe que cachorros pequenos vivem mais que os grandes. Porém, até pouco tempo atrás, não existia um exame completo e sistemático sobre causas de morte ligadas a raças.

Agora, um grupo de pesquisadores analisou mais de 74 mil casos de morte canina, registrados de 1984 a 2004 no Veterinary Medicine Database, registro do Instituto Nacional do Câncer que recebe dados de 27 hospitais veterinários na América do Norte.

A análise, publicada na edição de março/abril de The Journal of Veterinary Internal Medicine, descobriu que as causas de morte mais comuns variam consideravelmente por raça e idade.

Golden retrievers e boxers mostraram maior ocorrência de câncer, a principal causa de morte canina no total. Em diversas raças pequenas - como chihuahuas, pequineses, spitz alemães e poodles - o câncer foi muito menos comum. Para eles, a principal causa de morte foi o trauma (lesão por pancada).

Doenças do sistema nervoso central foram a causa de morte mais comum em cachorros mais velhos, enquanto doenças gastrointestinais afetaram igualmente todas as idades. A morte por doenças do sistema locomotor foram mais comum em raças maiores, mas os cachorros grandes sofreram menos de problemas neurológicos e endócrinos.

Os autores reconhecem que o estudo é retrospectivo e sujeito a erros de classificação, tanto de raças quanto de doenças. Mesmo assim, Kate E.

Creevy, coautora e professora assistente de medicina veterinária na Universidade da Georgia, afirmou que conhecer as doenças a que uma raça tem propensão é bastante útil. "Podemos usar essa informação para evitar as doenças, em vez de apenas tratá-las", explicou Creevy.

THENEW YORK TIMES

 

Comer tatu causa lepra

Você se depara com um tatu e seu primeiro pensamento é… comê-lo? Caso seja, esqueça. Cientistas descobriram que o contato direto com o animal – incluindo o curioso hábito de ingeri-lo, causa a hanseníase, doença mais conhecido como lepra.

Os cientistas do Governo dos Estados Unidos procuravam uma resposta para um intrigante e misterioso surto de casos de hanseníase no sul do país. A doença, afinal, é difícil de ser contraída, muito mais do que nos tempos bíblicos ou na Idade Média, por exemplo.

Testes genéticos revelaram que a doença antiga ainda pode ser causada ao “manipular frequentemente” tatus – ou comer essa criatura de aparência bizarra, conhecida em algumas regiões dos Estados Unidos como “lombada caipira”. Aparentemente, algumas pessoas apreciam fazer refeições com os animais atropelados na estrada.

Apenas cerca de 150 casos de hanseníase são registrados a cada ano nos Estados Unidos, principalmente de pessoas que tinham estado em lugares como Índia, Brasil e Angola, onde a doença é mais comum.

Porém, o risco de adoecer de um tatu é baixa. A maioria das pessoas expostas a eles não ficar doente com a antiga praga, conhecida cientificamente como hanseníase e agora facilmente tratável.

Tatus são um dos poucos mamíferos que abrigam as bactérias que causam a doença às vezes desfigurante que primeiro aparece como lesões incomuns e irregulares na pele.

Embora a hanseníase seja infecciosa, é difícil de pegá-la. Correm maior risco os familiares que estão em constante contato com uma pessoa não tratada. A hanseníase não pode ser transmitido através do contato casual, como aperto de mão, ou pelo sexo.

A doença é curável através de tratamento precoce de antibióticos antes que ocorram complicações. Os medicamentos matam as bactérias normalmente em poucos dias e as tornam não-contagiosas. Geralmente, leva um ano ou dois para limpar totalmente o germe do corpo.

Se não for tratada, a hanseníase pode causar danos nos nervos tão grave que as pessoas perdem a sensibilidade nos dedos das mãos e pés, levando à deformidade e incapacidade.

Enquanto o germe ataca a pele, as mãos e os pés dos seres humanos, ela tende a infectar o fígado, baço e os linfonodos dos tatus.

Daqui para a frente, se você encontrar um tato por aí, o que deve fazer? “Deixem os animais em paz “, aconselha o pesquisador Richard Truman, do Programa Nacional de Hanseníase. Warwick Britton, da Universidade de Sydney, na Austrália, também dá sua dica: “Evite abraçar tatus”. [MSN]

Porcos podem ter evoluído para amar lama

Porcos não são sujos porque querem; pelo menos é o que afirma uma nova pesquisa. Um cientista holandês sugeriu que, mais do que gostar, o comportamento do porco de se deleitar na lama é vital para o seu bem-estar.

Já é fato bem aceito que os porcos rolam na lama para se refrescar. Os animais não têm glândulas sudoríparas normais, então eles não podem regular sua temperatura corporal de outra forma.

O pesquisador Marc Bracke buscou evidência na ciência do que motiva outros animais a realizarem comportamentos semelhantes. Por exemplo, os hipopótamos, que passam tempo na água para se refrescar.

Ele também analisou outros animais com cascos, como veados. Embora estes animais não tenham comportamentos específicos para se refrescarem, eles rolam no chão a fim de “marcar seu cheiro”, o que tem um papel importante para atrair um parceiro.

Essa análise levou Marc a propor que o rolamento na lama também poderia desempenhar um papel na reprodução em suínos. Mas, mais importante, o cientista sugere que o comportamento poderia ter evoluído em familiares mais antigos de suínos.

Segundo Marc, todos evoluíram dos peixes, por isso a motivação para a água pode ser algo que foi preservado nos animais que são capazes de entrar nela. Para muitos animais, isso seria muito perigoso, porque lagos, rios, etc., são lugares ideais para os predadores emboscarem suas presas.

Mas os porcos, como muitos carnívoros, são animais relativamente grandes com dentes caninos, de modo que seriam mais capazes de se defender de um ataque. Então, ao invés dos porcos precisarem se resfriar na lama porque não têm glândulas sudoríparas funcionais, Marc acredita que eles não desenvolveram glândulas sudoríparas funcionais como outros porque gostavam da lama.

O pesquisador afirma que os porcos são geneticamente relacionados a animais particularmente amantes da água, como os hipopótamos e as baleias. De forma que essa preferência do animal por águas rasas poderia ter sido um ponto de virada na evolução das baleias para mamíferos terrestres.

Além disso, Marc conclui que o desejo do porco de rolar na lama é provavelmente gratificante. Se assim for, passar um tempo na lama pode ser um elemento importante de uma boa vida para os suínos.

[BBC]

Pombos de penas escuras são mais saudáveis

Pesquisadores franceses descobriram o segredo da saúde dos pombos: quanto mais escura a plumagem, mais saudável o pombo.

Um estudo de pombos urbanos no centro de Paris demonstrou que aves com maiores níveis de pigmento melanina escura têm sistema imunológico mais forte. Elas também são mais capazes de afastar parasitas.

Em estudo publicado na Revista de Biologia das Aves, os pesquisadores dizem que as descobertas podem ajudar a explicar por que pássaros de cores diferentes se adaptaram a ambientes diferentes. Os cientistas também exploraram o porquê de pássaros da mesma espécie serem geralmente de cor diferente.

Lisa Jacquin e seus colegas do Centro Nacional de Pesquisa Científica, em Paris, realizaram a pesquisa em conjunto com Simon Ducatez, do Museu de História Natural, em Brunoy, França.

Ao avaliar a coloração e o estado de saúde de 195 pombos urbanos de vida livre, eles constataram que os pombos escuros tinham concentrações mais baixas de um parasita do sangue. O sistema imunológico dessas aves também respondem mais rapidamente à infecção em comparação com seus semelhantes de penas mais claras.

Atualmente, existem duas hipóteses sobre porque os animais da mesma espécie podem possuir cores diferentes.

A primeira credita ao ambiente a causa das diferentes cores e é chamada de hipótese da “exposição”. A outra, conhecida como “ligação genética”, afirma que os pássaros evoluíram de forma diferente os genes que codificam a melanina.

O resultado da pesquisa sugere que os pássaros possam ter evoluído para produzir altos níveis de melanina como uma forma de proteger o sistema imunológico.

Isso também poderia explicar porque há maiores populações de aves de penas escuras em áreas urbanas, onde a incidência de parasitas é maior.

“A constatação de que a resposta imune e a intensidade de parasitismo tem relação com a coloração sugere que as aves de penas mais escuras saem na frente na hora da seleção sexual”, explica Lisa Jacquin.

Assim, as aves escuras, além de mais saudáveis, parecem mais atraente ao sexo oposto. [BBCEarthNews]

Sapos venenosos são mais “atléticos” que os inofensivos

A exuberante natureza da selva amazônica continua inspirando descobertas científicas. A partir de um divertido teste com mais de 50 espécies de sapos, cientistas da Universidade da Carolina da Norte (EUA) chegaram a uma conclusão inusitada: sapos venenosos são fisicamente mais aptos do que os não-venenosos.

Os sapos coletados habitam florestas da Colômbia, Equador, Venezuela e Panamá. Entre as espécies, havia algumas não-venenosas e outras na qual o animal secreta um poderoso veneno através da pele. Os mais de 500 batráquios, no total, passaram por testes feitos em circuitos e tubos de plástico, semelhantes àquelas rodas de hamsters. Graças à maior capacidade de absorção de oxigênio e transferência deste para os músculos, os exemplares venenosos saíram vitoriosos na competição entre os anfíbios.

A explicação mais aceitável para essa vantagem, sobre a qual ainda não há certeza, são as diferenças de hábito de vida entre as espécies. Para poder secretar o veneno através da pele, os vencedores da “Olimpíada Anfíbia” precisam comer nutrientes presentes em formigas e outros insetos difíceis de capturar, ou seja, é um caçador mais ativo. [msnbc]

Menina treina vaca incrível como cavalo de competição. Tudo é possível!!


Regina Mayer, de 15 anos, é uma alemã que treinou sua vaca, Luna, como se ela fosse um cavalo.

Regina sempre quis um cavalo, mas seus pais não queriam comprar um para ela. Então, como ela tinha um estábulo cheio de vacas à sua disposição, ela decidiu que aprenderia a “cavalgar” uma vaca. Depois de vários meses de treinamento, ela conseguiu com que Luna aprendesse a pular obstáculos, assim como um cavalo treinado.

Segundo Regina, ela sabia que Luna era especial desde que a vaquinha nasceu, três anos atrás. Seis meses atrás, Regina decidiu montar Luna e até entrou em contato com escolas de montaria para saber como equipar e cavalgar um bovino.

Com muitas cenouras como recompensa, Luna foi ficando cada vez mais confortável ao se comportar como um cavalo. Regina diz que a vaca é muito inteligente, mas admite que as pessoas estranham ao vê-la “pilotando” um bovino. No entanto, ela jamais a trocaria por um cavalo já que Luna “a segue para qualquer lugar”, coisa que outro bichinho jamais faria.

 


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