Crossdresser

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O estigma da transgeneridade e a ação afirmativa

Na antiga Grécia, escravos, criminosos e traidores recebiam marcas nos corpos como forma de serem distinguidos – e discriminados - em locais públicos. O termo “estigma” era usado para designar tais sinais e, por conseqüência, passou a designar qualquer sinal corporal ou comportamento moral capaz de desqualificar uma pessoa para o exercício da vida em sociedade.

As três principais vertentes de aplicação do estigma são as deformidades corporais visíveis, as chamadas “fraquezas de caráter” e a prática de atos considerados socialmente “abomináveis”.

O estigma é gerado pela desinformação e pelo preconceito e cria um círculo vicioso de discriminação e exclusão social, que perpetuam a desinformação e o preconceito. As conseqüências para as pessoas que sofrem o estigma são muito sérias pois, no dia a dia das relações interpessoais, os estigmatizados não são nem mesmo considerados “humanos”.

Os preconceitos estigmatizantes contra pessoas transgêneras são fruto da ignorância e de uma consciência social moralmente hipócrita, herança de milênios de dominação patriarcal. Como qualquer outra categoria de cidadãos, as pessoas transgêneras devem ser julgadas pelos seus méritos e não pelo estigma ligado ao seu modo de se expressar no mundo.

Ao perceberem a gravidade do estigma social que paira sobre suas cabeças, a maioria das pessoas transgêneras passam suas vidas “no armário”, olhando para os dramas dos seus pares “assumidos” e dizendo: “isto não me vai acontecer comigo de modo nenhum, não sou maluco, tenho um emprego estável, uma família sólida”; “prefiro sofrer calado do que ser identificado como alguém assim”.

Com base na discriminação resultante do estigma, pessoas transgêneras escondem-se frequentemente por trás de “disfarces socialmente aceitáveis”, de modo a manter absolutamente secreta a sua transgeneridade. A necessidade de esconder sua condição resulta do medo de ser rejeitado e desvalorizado, como se fosse uma pessoa de “segunda categoria”, membros de um grupo indesejável, subentendendo-se que serão sempre “desviados”, recusando-lhes o direito de serem considerados cidadãos como os outros.

Por causa do estigma e da discriminação, as pessoas transgêneras são frequentemente tratadas com desrespeito, desconfiança ou medo, tornando ainda mais difícil que elas aceitem a sua condição e convivam com ela da maneira mais confortável, natural e rotineira possíveis.

O estigma e a discriminação impedem as pessoas transgêneras de trabalhar, estudar e de se relacionar com os outros. Esses impedimentos são sentidos de maneira ainda mais drástica por pessoas transgêneras que se originam dos extratos de mais baixa renda da população.

Pessoas transgêneras não são “maníacos sexuais”, não têm "dupla personalidade", não são perigosas nem “atacam” os outros. No entanto, o público em geral, e até mesmo alguns profissionais de saúde, tendem a manter uma imagem estereotipada e bastante deformada de pessoas transgêneras. Além de destruir a auto-estima, a discriminação também cria isolamento e exclusão social. Inúmeros estudos têm mostrado que o estigma social é o fantasma que mais atormenta a vida de pessoas transgêneras. A incompreensão e a rejeição dos outros, principalmente dos outros mais próximos, como pais, esposas, colegas de trabalho, etc., exercem um efeito devastador na imagem que a pessoa transgênera tem de si própria, reforçando nela uma espécie de auto-estigma, capaz de leva-la a profundas crises de culpa, depressão e até mesmo ao suicídio.

Por que as pessoas transgêneras são estigmatizadas? Porque a família, a escola, a igreja, os vizinhos, as empresas e a comunidade em geral, profundamente influenciados pela “moralidade religiosa”, acostumaram a ver o comportamento transgênero como desvio de conduta, “fraqueza moral” ou mero “capricho sexual”, totalmente superável, bastando para isso que a pessoa queira abster-se dos “atos deploráveis” que pratica em virtude de tal “veleidade”...

A mídia poderia contribuir muito para erradicar o estigma em torno da condição transgênera, promovendo a educação do grande público acerca desta condição. Entretanto, acaba sendo mais prejudicial ainda ao divulgar conceitos errados ou negativos a respeito da transgeneridade, reforçando-os em grande escala.

Os debates televisivos e outros programas sensacionalistas mostram, com frequência, uma versão unilateral e estereotipada de categorias de pessoas transgêneras, apresentando-as ao grande público, na melhor das hipéteses, como “curiosidades circences” ou “excêntricos sexuais” – jamais como pessoas normais, perfeitamente integradas na vida da comunidade. Alguns programas de humor, ridicularizam sistematicamente as pessoas transgêneras, lançando mão da sua forma particular de expressão na sociedade como fonte de humor mórbido e insalubre. Alguns anúncios comerciais divulgam imagens estigmatizantes de pessoas transgêneras, como recursos promocionais para a venda de seus produtos, invariavelmente apresentando-os de maneira ridícula e desrespeitosa.

Individualmente, nenhuma pessoa transgênera poderá cobrar da sociedade o reconhecimento e o respeito aos seus direitos plenos de cidadania. Tal como outras “ações afirmativas” de grupos socialmente estigmatizados, a Ação Afirmativa da Transgeneridade é o instrumento oportuno e necessário para assegurar-se o respeito da sociedade aos direitos de um grupo de cidadãos hoje discriminados em função da sua expressão diferenciada de gênero.

Letícia Lanz
www.leticialanz.org

leticialanz@yahoo.com.br

 

Meu negão inesquécível

Sempre tive tendencia feminina , sem nunca demonstrar ser afeminado ou mesmo demonstrar interesse por outro homem . Minha vontade sempre foi ser transformado em mulher por um homem negro , amoroso, carinhoso e solicito. Coisa que acreditava que nunca iria acontecer , pois como um passivo , poderia encontrar êste tipo de homem.

Certo andando pelo shoping observando vitrines , adora ver vitrines de roupas femininas , principalamente calcinhas e soutiens , e , nêste dia não sei o que meio a cabeça e comprei algumas calcinhas de diversas cores e todas sexys. Como disse observando as vitrines e distraidaamente esbarrei num homem (homem força de expressão) aquilo era um monumento , negro como petroleo , corpo e peso mediano e de um sorriso que derrubaria qualquer um qu3e desejasse virar mulher.

Deixei cair a sacola de compras , a qual esparramou pelo chão algumas calcinhas , abaixei para pega-las quando tambem aquele lindo e maravilhoso ser abaixou, quase batemos cabeça com cabeça, mas nossos olhos se defrontaram e eu achei que ia cair de tanta tentação , êle pegou em minha mão e ajudou-me a levantar, com tanta cortesia que me senti uma garota. Me desculpei pelo incidente , e êle tambem se desculpou, mas disse , só aceito suas desculpas se aceitares tomar um lanche comigo , no momento achei estranho , mas como gostaria de estar mais tempo ao lado daquela preciosidade aceitei. Sentamos numa lachonete e começamos a convarsar , não sei , mas senti que êle estava me cantando. Em certo altura êle perguntou se as calcinhas eram minhas ou se eram para alguem , fiquei vemelho e lhe respondi que eram minhas. Nêsse momento êle colocou suas mãos sobre as minhas e perguntou-me se eu era gay , respondi que ainda não , pois era virgem e não sabia se realmente era isso que eu queria.

Êle sorrindo disse suavemente , se você quiser poderemos ir para um ambiente mais sossegado para tirarmos suas duvida.Eu muito receoso fiquei na duvida e êle reconheceu e disse não faremos ndada que voce não queira. Senti-me deprimido(a) pois a coisa que mais desejava era ser mulher de um homem como aquele , mas no mesmo momento sentia medo. Decedi por aceitar sua convite , saimos do shoping , procuramos pelo carro do mesmo no pateo, enquanto procuravamos êle pegou na minha mão e conduziu-me como uma princesa , ai vi que seria inutil lutar contra a situação , pois dentre em breve eu seria transformado numa mulher. No carro êle perguntou parecxe que voce esta apreensivo , respondi que sim , mas uma vez êle disse não tenha medo , só faremos o que voce quiser, maws gostaria de transforma-lo em "minha mulher". Cegamos a um motel , êle educamente abriu a porta do carro para mim, abraçou-me e me beijou logamente o que lhe correspondi. No ambiente tranquilo êle ligou na portaria e pediu que colocassem filme de gays , o que foi feito. Êle me abraçou , beijou-me e foi mansamente tirando minha roupa e ao mesmo tempo apreciavamos um filme na TV, desnudos vi o que eu mais tinha mêdo , o tamanho de sua rola , o que me assutou aachei grande demais , êle me abraçou , levou minha mão a sua rola , que estava meio mole e disse-me já que vais ser minha mulher , por favor me chupa bem gostoso, eu disse não sei nunca fiz isso , olhe na televisão que veras como será facil, abaixei-me bedije aquela rola preta como piche e de cabeça vermalaha parfecendo um pessego, coloquei na boca o que dei conta e chupei como se fosse a ultima vez , aquele coisa deliciosa , alguns minutos depois senti que um caldo sai saia daquel rola maravilhosa , ai "meu macho" disse , chega e hora de voce virar mulher. Levantei-me e êle me colocou de quatro na cama , me deu uma toalha e disse é para voce morder , pois com certeza vai doer , mas voce sera "mi nha mulher" , dito isso lubrificou sua rola e meu cu , senti quando êle forçou sua rola em meu cu , e não entrou, comecei a chorar e êle disse calma vai entrar e voce vai gostar , eu disse me come me faz de "sua mulher" , êle não pestanejou, colocou na minha bunda e começou a forçar , ai eu senti uma dor incrivel , pois a cabeça acabava de entrar , choreava e gemia , êle disse calma vai doer mais voce vai gostar , e foi forçando aquela lança que quanto mais entrava mais eu choravaa e gemia, não sei como mais dei um grito horrivel, êele pos a tolha na minha boca e disse morda , que agora vai tudo , e enfiou o restante do seu pau , acredito que chegeu a desmaiar , êle bombava com todo vigor e eu choraava e rebolava em seu cacete , viu minha mulherzinha você esta aguentando , vou gozar no seu cu agora e doravante para sempre.

Dito e feito daquele dia em diante , passamos a nos encontrar todos os dias , até que passamos a morar juntos e eu humildemente sou sua mulher.

SDS
Paulo Maximiano Andrade

 

Já praticava crossdresser sem nem saber

Quando isso aconteceu , não se falava em crossdresser mas eu já praticava sem saber..

Durante uma época comecei a estudar a noite e trabalhar durante o dia. Pegava ônibus lotado pela manha e a tarde na volta para casa e confesso que adorava levar encoxadas de outros rapazes. Fui pegando gosto na coisa e à noite após a aula por muitas vezes cheguei a chupar paus deliciosos de alguns alunos da escola. Eu estava que era um fogo só mas ainda virgem.

Comecei a trabalhar numa grande imobiliária e calculava as comissões dos corretores e tinha um em especial que me chamava a atenção. Moreno, alto, 32 anos, casado, algumas vezes o vi sem gravata e notei seu peito farto de pelos negros. Esse homem começou a me tirar o sono devido ao tesão que me envolvia cada vez que o via. Usando como pretexto o borderô das comissões me aproximei dele e fomos pegando uma boa amizade. As vezes me oferecia carona até a escola ou em casa no que prontamente eu aceitava. Na época eu já tinha modos um pouco afeminados, usava cabelos longos (altura dos ombros), , pequeno 1,67, calças justas e meu corpo tambem era um pouco acinturado e quase sem pelos. Eu me olhava no espelho e me via como mulher, nas vontades e desejos, o que atraía os olhares masculinos, principalmente para minha bunda que sempre foi grandinha e arrebitada. Mas voltando ao meu amor, pedi a êle que me ensinasse os macetes de ser corretor de imóveis para que eu pudesse trabalhar nisso um dia. Até que um fim de tarde ele me ofereceu carona para combinarmos n odia seguinte de mostrarmos um apartamento em Santos para um cliente. Eu tinha certeza que era desejado desejado pelo Clóvis (seu nome).

Naquela noite chovia muito e eu nao consguia descer do carro em frente de casa e ficamos conversando, quando eu não resistindo mais, levemente e devagar fui escorregando minha mão por cima da calça dele e senti pela primeira vez meu objeto de desejo alí, duro, lindo, grande na minha mão. Eu tremia e olhando nos seus olhos nos beijamos gostosa e loucamente e desci minha boca até seu pau e chupei muito como não havia feito em outros ainda. Eu lambia, passava a lingua na glande, chupava, subia e descia minha boca e lingua., fazendo meu homem gozar tudo na minha boca. Pela primeira vez eu bebia o suco de um homem e principalmente era daquele homem. Com muita emoção e pela primeira vez eu disse: Eu te amo! quero ser sua! (no feminino mesmo). A chuva ja estava mais fraca e fui para casa dormir e foi um sono muito gostoso...

Dia seguinte, 7:00 horas nos encontramos e descemos a serra em direção a Santos. Às 09:00 mostramos o apartamento
e aí ficamos só nos dois. quando ele propôs que pássásemos o fim de semana ali uma vez que sua esposa estava viajando. Eu topei na hora e avisei em casa que voltaria no dia seguinte (meus pais achavam que eu estava com amigos de escola). Ele disse: até trouxe umas roupas para voce que é o numero de minha esposa, entra no quarto e se troca. quando abri a sacola tinha um biquini lindo e eu disse vc tá de sacanagem comigo no que ele responde: to afim de sacanagem com voce isso sim! e eu me senti a mais feliz das criaturas com isso. VAi lá e se troca por favor disse ele.

fui ao quarto e peguei tudo e pela primeira vez vesti um biquini pequenino, fiz um rabo de cavalo nos cabelos, me maquiei, e subi num tamanquinho de madeira lindo de salto 7. Saí do quarto e ele só de sunga e reparei o volume crescendo na hora, dei um sorriso e disse: é em minha homenagem? Claro que sim disse ele, voce está muito linda. e nos beijamos muito. Mesmo de tamanco fiquei na ponta dos pés para abraçar meu homem. Era minha vez! Eu estava ali sendo seduzida e seduzindo o homem que eu amava. Empurrei êle no sofá e fiquei desfilando e rebolando e empinado a bundinha para ele quando fui puxada no seu colo e ficamos nos beijando e eu efregando minha bundinha no seu pau. Ajoelhei e mordiscando seu pau por cima da sunga pus ele pra fora com a boca. Arranquei desesperada sua sunga e lambi muito, chupava desesperada e enquanto chupava olhava para ele com carinha de puta.

Levei para a cama e comecei pelos pés lambendo cada dedo esferegando a sola dos pés na minha cara. Eu estava descontrolada meu corpo já tremia quando ele me virou e pondo de lado a calcinha do biquini enfiou a lingua no mu cuzinho. Tudo era novo na prática para mim. Só conhecia em fitas. Quando de repende arrancou minha calcinha e pos o pau na portinha. Eu estava pronto para isso. Ele enfiou um pouco eu disse que estava doendo. Você quer mesmo assim? disse ele. Ontem falei que queria ser sua e serei, amor. E meu amor continuou a enfiar. era grande tinha uns 19 cm e grosso. doia e eu sentindo rasgando tudo pus a mao para tras e senti seu saco qundo ele falou : foi tudinho já. começou a fase que vai da dor ao prazer. eu ja estava fora de contrle: rebolava, chorava, chorava muito e gritava: sou tua puta, tua mulher, fode meu cu meu macho, me engravida. estava compeltamente doida quando nao aguentando mais gozei e senti todo jato de porra no meu cu. Minha virgindade já era! e do jeito mais feliz! descansamos fomos para o banho almoçamos e a noite fui ver o que mais tinha na sacola.

tinha um vestido jeans curtissimo, uma calcinha bem de safada pra a época. Coloquei tudo com os tamanquinhos e a maquiagem e apareci na sala. Começamos de novo, dançando coladinhos com um beijo e sua mão em minhas pernas, subindo procurando meu cuzinho. Comecei novamente ao boquete, ( naépoca era chupeta srsrsr) e depois de duraço pedi que sentasse em uma caseira e levantando o vestido e tirando a calcinha, sentei de frete para ele. Apesar de doendo meu cuzinho abriu bem gostoso aceitando aquela toda de macho me rasgando de novo. Eu já tinha assumido minha personalidade de puta daquele homem. E beijando sua boca gozamos novamente. Ele sentado e eu por cima com todo o pau dentro do rabo. Como ele pensou em tudo tinha uma camisolinha para eu dormir, só que aí nao rolou nada rsrsrs.
Dormimos, fui comprar café, voltei coloquei a camisolinha e o tamanquinho e fui levar café na cama pra o meu homem. O acordei fazendo carinhos no seu pau e lambendo gostos até endurecer na minha boca...aí ja sabem né? rsrsrs
Fomos amantes por dois anos e sempre apaixonada por ele que me batizou de Carlinha ( a mulher dele é carla) e até hoje de vez em quando nos vemos.

Mas na época sem saber que viria a ser crossdresser já praticava pois creio ser do meu instinto gostar de ser mulher e servir aos homesn ( no meu caso que sou passivo.)

coroapassivo54@hotmail.com

 

Quando Conheci o Meu Marido num Bar de Caminhoneiros

Meu nome é Cléo, e o que vou contar para vocês, foi um fato verídico que ocorreu comigo. Tenho 23 anos, sou moreno claro, um pouco afeminado, tenho pequenos seios, cabelos alisados (tipo channel) e formas femininas devido aos hormônios que tenho tomado. Desde pequeno tenho atração por roupas femininas e pelo universo feminino como um todo. Depois que fui morar sozinho (moro perto de uma rodovia federal, onde tem um posto de gasolina e serve de parada de caminhoneiros), montei meu guarda-roupa basicamente com roupas femininas. Adoro as roupas colantes, bem apertadinhas, com muita lycra. Tenho também várias peças de lingeries. Aqui na redondeza as pessoas já sabem da minha condição, e, eu também, não tenho nenhuma vergonha em ser do jeito que quero; mesmo porque, saio às ruas com minhas roupinhas femininas normalmente. Bom, a história que vou relatar começou quando passei a freqüentar o bar do tal posto de gasolina com umas amigas para conversar e paquerar os caminhoneiros que paravam ali. Num dia desses, eu estava apenas só, reparei em um cara que já tinha visto antes ali. Ele era negro e bem forte, e de vez em quando, olhava para mim com um ar sacana.

Neste dia, eu estava com um shortinho branco, meio transparente que dava para ver levemente que eu estava usando uma calcinha fio-dental, e uma blusinha de lycra preta com botão, bem agarradinha, onde também identificava que eu estava usando sutiã por baixo (já que uso sempre por causa dos meus pequenos seios). Como me depilo normalmente, tenho a pele bem lisinha, o que dava para perceber por causa do shortinho que usava. No intuito de aproximar-se dele, fui ao balcão, rebolando levemente, e pedi um guaraná. Ele estava próximo e perguntou se eu não aceitaria uma cerveja, já que ele estava bebendo, ao invés do guaraná. Prontamente disse que sim e me aproximei dele. Então ele me ofereceu um copo e perguntou o meu nome. Cléo, disse e quando encheu meu copo, resolveu brindar a “minha chegada”. Ri e falei que não precisava tanto, no que ele retrucou dizendo que eu estava muito “safadinho” vestido daquela maneira. Eu ri novamente, e ele perguntou: Ou será que é safadinha? Gostando da situação, disse que poderia ser do jeito que ele preferisse. Ele disse: Gostei da resposta, vou pensar no assunto; e que tal irmos para outro lugar? Então falei: Mas ainda não sei o seu nome? Então ele disse que se chamava Roberval e que estava morando de aluguel num apartamento ali perto e que morava sozinho. Fiquei meio apreensivo pelo convite já que não o conhecia muito e quando disse isso a ele, me respondeu dizendo que eu poderia ficar bem tranqüilo, que não iria acontecer nada de mal. Preferi, por enquanto, ficar conversando um pouco, apesar do meu tesão estar aumentando e ele disse que tudo bem, dando um leve aperto na minha cintura, e me chamando mais pro fundo do bar que estava mais vazio e menos claro. Concordando, fomos para lá e ao chegarmos ele se aproximou do meu ouvido e, bem baixinho, disse que gostava muito de “comer um viadinho”. Vendo que eu dei um leve sorriso, aceitando a situação, ele passou de leve a mão na minha bundinha, no que eu a empinei nesse momento, retribuindo o carinho.

Aí ele me disse que eu era um safadinho e não uma safadinha, e que dali em diante iria me chamar apenas de viadinho e seu eu concordava. Disse que sim, que gostava que me chamassem assim e ele riu muito. Já ficando um pouco alto pela bebida, tomamos várias cervejas, e ele sempre passando a mão em mim e pelas poucas pessoas que ainda estavam no bar e já nos olhando, resolvi aceitar o seu convite e fomos para o seu apartamento. Ao chegarmos, ele foi logo me pegando por trás e me dando um beijo na nuca, me virou e colou sua boca na minha, onde pude perceber a grossura da sua língua envolvendo toda a minha boca. Sua mão foi descendo pelas minhas costas até alcançar minha bunda, onde ele apertava muito e me trazia de encontro ao seu corpo, esfregando o seu pau já duríssimo em mim. Eu, segurando em sua nuca, me entregava totalmente a esse macho maravilhoso que tentava me possuir. Suas mãos subiram pela minha cintura e foi desabotoando a minha blusa, mostrando todo o meu sutiã para ele, que passava a apertar os meus peitinhos, por cima do sutiã e era uma sensação deliciosa. Foi quando, subitamente ele parou de me beijar, me atirou na cama e começou a desabotoar suas calças e mandando eu tirar o meu short.

Prontamente o tirei, ficando de cacinha fio-dental e sutiã para ele, quando ele disse: o meu viadinho fica um tesãozinho quando se veste de menina, e quero que seja sempre assim; aí ele pegou o seu pau bem duro e ofereceu para mim dizendo: chupa aqui viadinho o pau do seu macho que eu sei que você quer. Sorri e na mesma hora, caí de boca naquele mastro bem gostoso e fiz uma bela mamada durante um bom tempo. Ele me fez parar dizendo que queria gozar dentro de mim, me colocou de quatro na cama, veio por trás, lambuzou o meu cuzinho com sua saliva, enfiando um, depois dois dedos para alargar um pouco e começou a meter aquele mastro em mim. Doeu muito no início e pedi para ele ir devagar, no que ele atendeu e foi empurrando bem devagarzinho até meter tudo.

Ficou parado um pouco para eu acostumar e depois começou um vai-vem devagar até começar a me comer de verdade, indo com mais força. Sentindo a sensação ficar mais gostosa com a dor diminuindo, comecei a rebolar para ele, que então, me comia com mais força, falando: rebola seu viado, sua cadela gostosa, dá pro seu macho esse rabo gostoso, etc. Aquilo era música para meus ouvidos, e a sensação foi aumentando que, sem perceber, já estava gozando pelo meu pintinho. Quando, logo depois, senti aquela jorrada de porra quente inundando todo o meu cú e aquele macho se desfalecendo em cima de mim. Ficamos algum tempo assim na cama, eu debaixo do meu macho, até que ele saiu de cima de mim, deitou do meu lado e falou para eu ficar ali com ele aquela noite, que iríamos trepar mais e que, dali em diante, eu seria o seu viadinho, que iria dar para ele quando ele quisesse, que vestiria roupinhas bem femininas para ele, que limparia sua casa e suas roupas e que deveria aprender a cozinhar para poder fazer comidinhas para ele. Perguntei se falava sério, e ele, sério e olhando para mim, disse que sim, que dali em diante eu seria a sua mulherzinha, já que era isso que eu queria. Então perguntou: ou você não quer? Sorri mais uma vez, disse que sim e o beijei de uma forma bem carinhosa. Foi assim, então, que conheci o meu marido; já estamos “juntos” a cerca de um ano e meio; minhas amigas já sabem e o conhecem, e algumas pessoas também sabem. Continuo morando no meu apartamento, mas venho sempre à casa de meu marido para limpar, lavar suas roupas e cozinhar para ele, já que aprendi algumas receitas ainda que bem simples. Sinto-me como sua mulher, amante e criada de casa, mesa e, principalmente, cama; e tenho sido muito feliz assim.

menino_de_collant@yahoo.com.br

 

 

Mayumi, crossdresser de SP, quer fazer amizades com pessoas legais

Nome ou Apelido: 

Mayumi
Em qual Estado do Brasil ou País você mora?: 
SP
Qual o nome da cidade onde você tecla?: 
São Paulo
EU SOU:: 
Crossdresser
 
 
Ayumicd.jpg

Quero fazer amizades com pessoas legais ^^
SO AMIZADE!
MSN: mayumicd@hotmail.com
Celular: (11) 7400-7262 (SO AMIZADE E NADA MAIS!)

 

Minha iniciação como crossdresser

Meu nome é Nicolle e minha historia começou bem cedo..Tudo começou quando eu e uns amiguinhos um pouco mais velhos fomos brincar em uma construção abandonada,quando um deles encontrou uma pagina de revista com uma linda mulher chupando um cassete.

Quando nos mostrou ficamos pasmos,ai decidimos fazer um jo e quem perdesse teria que fazer o que estava na pagina da revista com os outros,acabei perdendo e fiquei por uma meia hora chupando meus amiguinhos.Depois disso sempre encontrava com um deles foi quando fomos na casa dele e estava sozinho,fomos a um quartinho nos fundos e tiramos a roupa e ele me pediu para chupar a pica dele ,fiz sem pensar muito,ai me deitou de brussos e começou a me penetrar,foi muito gostoso.Um tempo mais tarde um outro rapaz ja com quinze anos descobriue começou a me foder todos os dias,e acabei gostando isso por uns 6 meses,como ja era grandinho ja ejaculava e fiquei curioso com aquilo.passado um ano fui na casa de um outro amigo so que ele ja tinha 17 ai brincando acabei perguntando a ele se ele ja gozava.Com a maior calma ele tirou um enorme cassete para fora e pediu para bater uma para ele ate gozar,fiquei maravilhado com aquilo,depois que acabamos me pediu para voltar no dia seguinte.

No dia seguinte voltei la e bem rapido tirou seu enorme cassete para fora(uns 20 cm)e comeicei a bater uma para ele,logo pediu para que eu começasse a chupar,o que fiz com muito gosto,depois de chupar bastante me tirou a roupa e pediu para deitar de bruços na cama,começou a alisar minha bunda,abriu ela e meteu a lingua senti uma sensaçao incrivel,depois de lubrificar bem arreganhou minha bunda e começou a me penetrar e me disse que se começasse a doer era para avisar,mas aos poucos conseguiu enfiar aquela rola roda dentro,me fodeu gostoso,ai quando gozu no meu cuzinha foi outra sensaçao maravilhosa.Quase todos os dia ia na casa dele isso foi por anos.

Um dia fui na casa dele ja tinha chupado gostoso aquela rola,foi quando tocaram a campainha ele me pediu para esperar que ja voltava,quando voltou para minha surpresa veio acompanhado de outro amigo que tambem tinha uma rola de bom tamanho,nesse dia me acabei com os dois.Tenho a continuação desta historia se esta parte for publicada da proxima vez conto o resto.Casais,homens ,mulheres e duplas que estiverem interessados me escrevam que saciarei todos os seus desejos.

Entrem em contato! nicolle-cd@hotmail.com

Sou uma cdezinha amo me produzir toda!!!

 

Corno e puta ao mesmo tempo

* * * * * *

Tudo começou quando minha namorada M. resolveu em nossas transas, enfiar seu dedo em meu cuzinho.No começo relutei, mas no fundo gostaria que ela enfiasse um enorme vibrador na minha bunda.A pergunta ficava no ar. -Será que ela tinha descoberto que na intimidade eu gostaria de ser uma puta bem perua?Será que ela tinha descoberto o meu esconderijo de roupas femininas?
Sempre tive desejo por roupas femininas sensuais, em meu "baú" tenho desde espartilho, cinta liga, até sandálias de salto de cristal,que amarram na perna, todas de salto agulha.
Tenho verdadeira fascinação por esmalte vermelho ,portanto mantenho unhas postiças que me fazem sentir uma verdadeira tigresa.
Em nossas transas, estava cada vez mais nítida a minha vontade em deixar de ser ativo, para ser totalmente passivo.Um certo dia M. me pegou usando uma de suas calçinhas e, não demorou muito para ela descobrir o meu "baú CD", o que lhe causou um choque, semelhante a de uma traição.
Àpartir desse dia M. começou a me chamar de Amanda e,fazia- me vestir diariamente para ela, como se eu fosse uma puta de rua.Eu cada vez mais gostava daquela situação, mas aquele sentimento de traição que M. sentira, não havia passado.
Até que um dia, M. disse ter uma surpresa para mim.Levou-me para o quarto, onde começou uma sessão de maquiagem em mim.Não esqueceu nenhum detalhe, desde a unha postiça com um tom de esmalte vermelho bem vivo(o mesmo que ela usava), até o batom combinando com ele. posteriormente me fez colocar um espartilho, liga. meias 7/8 e uma sandália salto 15 de verniz vermelho.Por fim, vedou meus olhos, colocou-me de 4 e, mandou eu esperar.
Passados 15 minutos, escutei uma movimentação no quarto e, começei a sentir a minha minúscula calcinha sendo afastada e, uma língua quente invadindo o meu cúzinho.
Comecei a gemer e rebolar,quando derrepente a minha venda é retirada e, para minha surpresa observo M. com a mesma roupa que eu usava, na mesma posição e, com 2 negões, lambendo nossos respectivos rabinhos.
-Gostou da surpresa Amanda?Agora você vai se sentir uma verdadeira vagabunda.
-Rebola sua vadia, que você vai receber é pinto.
Tudo que aqueles homens faziam em M., faziam em mim também. Eu estava dominado de tesão, me sentia puta e corno ao mesmo tempo.
Raul, o negro que estava comigo, levou a minha cabeça até seu enorme cacete e me fazia lamber seu caralho até a garganta.M. fazia o mesmo em seu parceiro e gritava:
-Chupa o pau desse negão, sua bichinha safada!
Por fim, eles nos botaram novamente de 4, colocaram a camisinha e, começaram a nos penetrar sem dó.Raul, começou um movimento de vai e vem intenso, eu gemia de dor e prazer.
Aquele pau enorme no cú,vendo M. sendo fodida ao mesmo tempo, olhando para as minhas unhas vermelhas, fez com que eu tivese o maior orgasmo da minha vida.Praticamente M. gozou junto e, após alguns segundos os 2 negões, começaram a gozar na minha cara. a mando de M.
Depois desse dia M. sumiu sem dar explicações convincentes.Só me restaram as roupinhas e os vibradores que me consolam.
Sempre tive medo de procurar outro ou outra parceira, mas caso você tenha se identificado com a minha estória, me escreva, quem sabe não faremos uma nova estória.

Amanda
amandacd@ymail.com
 

 

Na rua de sainha, a putinha do negão

Noite desejante. Os sonhos me buscavam e eu me encontrava louco-louca. Fogosa em minha minissaia rodada minúscula, tímida reveladora de um rabinho curioso. As cervejas fermentavam a vontade de ser menina nos braços de um macho qualquer. A blusinha rosa quasemulher. Fui saindo do casulo... Quintal, calçada, rua...liberdade! A madrugada me presenteou com um olhar assustado-admirado-desejoso... Um negro jovem jovial se aproxima e eu, exibida, arrebito a bundinha, olho provocante. Safada sabe o que quer. Medinho. Entro no quintal e o observo parar, admirar um pouco mais e me chamar. Eu vou: "Oi gatinha"-diz ele. Me sinto o máximo:"Oi". Sua mão apalpa o volumoso do shorts. A noite quente: "Podemos conversar?".

Um carro passa e me observa quase a parar. Me sinto uma cadelinha (adoro!) no cio: "Claro, entre"-respondo. A garagem testemunha . Me ajoelho e ganho mamá. Mamadeira gigante, gemidos excitantes do meu negão. Cheiro de pau! Lambo as bolas bolete, a base, a haste, o beijo-boquete. Fogo! Minhas duas mãos não abarcam a superfície do tarugo imenso. Imensidão de delírios adiados. Acúmulo de putice na puta que agora estou. Camisinha, quase desnecessário lubrificar . Meu cuzinho chora, pidão. E ganha o garanhão. Rasgando, apagando o que resta do macho, manchando de rosa um destino que brilha feliz. Rebolando na pica picante, se acabando na rola gigante. Boladas em baixo.

A púbis batendo, eu derretendo. Ele gemendo chamando:"Gostosa!". E eu, me achando:"Tesão!". A voz feminina- menininha meretriz, mereço. O que quer um cara que põe sainha e sai na noite? Adivinha? Tudo que eu quero e quiz ganhei. A primeira vez. De frente sentei e beijei seus lábios. Ele apalpava, acariciava minhas costas com suas grandes mãos, pegava minha bundinha que subia e descia engolindo o mastro...Aiiii...Quase me esqueci do meu pintinho-o grelinho minúsculo de vadia. O gozo. A inédita tantas vezes repetida história.

Outro homem finalmente dentro de mim. Nada mal. Nada mais. Só o bem, o bom desejo nunca antinatural. A natureza me fez imaginosa e criativa. Os sonhos são reais. Em sonho sou menina e na real agora também, pois não podia ser diferente ali, ajoelhada, ganhando jatos de leite-moça na face-fácil. O rabinho arregaçado, quente ardente. Realizada. Por fim beijo de tchau, o até mais no portão. Outras vezes, outras viagens. Eu - a namoradinha sapeca do negão.

garoto.putinha.sp@hotmail.com

 

Recordações

Sempre gostei de um cu de viadinho. Chamávamos de viadinhos, mas nunca colocávamos uma carga pejorativa neste tratamento. Não existia a conotação preconceituosa, era simplesmente o nome que conhecíamos. Naquela época ainda não se usava “gay” e homossexual não fazia parte do nosso vocabulário. Morando no interior, na década de 50, a iniciação sexual de meninos como eu eram as cabritas, as bezerras e se déssemos sorte, um cuzinho. Tinha um amigo que uma vez propôs um troca-troca. Eu fui primeiro. Comi o rabinho dele e depois corri. Ele ficou muito puto e queria me bater, já que ele era maior que eu. Com jeitinho, amaciando, percebi que o que ele gostava mesmo era de dar a bundinha, mas tinha vergonha e queria que eu desse também para garantir meu silêncio. Pacientemente, não queria apanhar, fui mostrando que aquele era o nosso segredinho, que ele não se preocupasse. Daí pra frente, nas moitas, nos porões, sempre que estávamos a sós, lá vinha ele, viciadinho pra levar uma rola no cu.
A nossa formação se baseava nos catecismos de Carlos Zéfiro não havendo lugar para preconceitos e com os hormônios da adolescência explodindo por todo o corpo, não se perdoava um cuzinho quentinho. Nessa época já não era mais com o meu vizinho envergonhado. Este parou de dar, começou a namorar, engravidou a menina, casou-se e acho que até hoje é um adulto frustrado. Havia outros viadinhos, que os garotos como eu, sem outras opções, procurávamos depois de deixar as namoradas em casa.
A idade e a vida acabaram por criar o preconceito. Minha opção era mesmo com as meninas, por onde a vida seguiu seu curso. Casei-me, tive filhos, separei-me, casei-me de novo e tive mais filhos. Foram anos sem outra experiência com viadinhos.
Até que um dia veio morar perto da minha casa, uma família com um garoto que era um doce de menina. Vestia-se como homem, mas as formas, o jeito de falar e de sacudir o cabelo comprido, exalava sensualidade. Era um tezãozinho. Isto aliado a uma cultura e inteligência que logo me cativaram. Não teve jeito. Logo ela se tornou minha amante. Na primeira oportunidade, tomando banho no rio que passava perto da minha casa, a pretexto de ajudá-la a atravessar umas pedras, a encoxei. Encostei minha pica na bundinha dela e quando ela ficou quietinha, deixando a encostada, agarrei a sua cintura e esfreguei com vontade. Ela se soltou. Agarrou na minha pica, abaixou meu short e caiu de boca. Depois de me chupar bastante, abaixou o seu short, deitou de bundinha para cima numa pedra e pediu docemente: - Me come. O cuzinho piscava. Apontei minha pica naquela coisinha rósea e fui colocando devagarzinho enquanto ela gemia num misto de dor e prazer. Quando senti minhas bolas encostando-se à sua bundinha, comecei a futucar bem lá no fundo, enquanto ela piscava, trancando a arruelinha, tentando engolir tudo que pudesse. Acho que acertei sua próstata – seu ponto G – pois ela gozou sem ao menos tocar no seu pintinho. Logo em seguida enchi seu furico de porra.
Daí pra frente foi um arrazo. Íamos para motéis em cidades próximas, onde ela se vestia de menina e tornava-se aquela garotinha submissa e dedicada, com a capacidade e o desprendimento que só seres como ela tem para satisfazer seu macho. Nesta época ainda não conhecia o termo crossdresser e para mim era minha garotinha presa dentro de um corpo masculino. Masculino em termos, pois na verdade, tudo que lembrava um menino naquele corpo era seu pintinho subdesenvolvido. Tudo o mais era de uma fêmea bem gostosinha, com a bundinha roliça que adorava deitar de franguinha para eu enterrar minha pica toda em seu cuzinho.
Durante muito tempo ela foi minha amante. Mas como não há bem que sempre dure, para minha tristeza, nossa história acabou. Esporadicamente, outras vieram, mais isso são outras histórias. Só gostaria de contribuir para o fim da hipocrisia destes machões preconceituosos que não admitem o sexo homossexual, pois não há nada mais gostoso que a entrega de uma cdzinha a um macho que sabe apreciar um cuzinho. “Menininhas” do Rio de Janeiro, que quiserem apreciar um coroa ativo, romântico, carinhoso e dominador, estou a procura de uma amante. kodiko@ig.com.br

 

Homens se vestem de mulheres para rezar no templo de Kerala

Kollam (Kerala): A caada dois anos, homens se dirigem a um templo em Kerala para um festival levando luzes - e vestidos como mulher.

O festival de 19 dias termina na quinta no templo de Kottamkulangara Devi em Chavara próximo daqui. E nos dois últimos dias vê-se milhares de homens vestidos com saris, 'churidars' e saias chegando para prestar reverências.

Chandra Mohan, um membro do comitê do templo, disse que o número de devotos que participam do festival vêm crescendo a cada ano.

"Na última noite (terça) o templo deu cerca de 4000 cupons para pessoas que se vestiam como mulher. Esta noite (quarta) serão ainda mais e cada ano este número aumenta dramaticamente", disse Mohan, que já rezou no templo vestido de mulher duas vezes.

Há muitas histórias sobre a origem do festival, mas a mais popular é acerca de um grupo de meninos, que costumavam pastorear gado e se vestir de meninas. Eles ofereceiam flores e um prato a base de côco chamado 'kottan' a uma pedra.

A história conta que a deusa apareceu para um dos meninos e um templo surgiu no local. A partir de então, o ritual de homens se vestirem de mulheres para oferecer suas orações começou.

Segundo a lenda, a pedra, que agora é a divindade do templo, aumentou de tamanho ao longo dos anos.

Mohan Das, um secretário de um partido local, disse que que participou do ritual na terça-feira.

"Meu amigo esteve aqui ano passado e me disse que seu desejo se realizou após participar do ritual. Assim decidi participar desta vez. Foram meus familiares que me vestiram com o sari," disse Kumar.

O homens também carregam uma luz montada em uma longa vara de madeira da altura da cintura.

Há muitos balcões no templo que disponibilizam vestidos femininos para os devotos e há serviços de beleza também.

"O nome e a fama deste ritual e os poderes da 'devi' (deusa) se espalharam muito. Isto pode ser constatado pelas multidões que chegam especialmente nos dois últimos dias do festival," disse Mohan.

http://timesofindia.indiatimes.com/India/Men-dress-up-as-
women-to-pray-at-Kerala-temple/articleshow/4314933.cms

 

Depois da Primeira Vez, a Segunda foi melhor ainda...

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Untitled Document

A partir daquela tarde no porão da casa do Mário (Leiam Minha Primeira Vez, de Liege Fox) , minha vida mudou completamente.
A minha experiência sexual foi maravilhosa, mas não tinha sido completa. Mas, foi suficiente para comprovar o que eu já intuía: eu era uma mulher em um corpo masculino. Eu era muito, muito mulher.
Apesar de minha idade, eu descobrira tudo naquele primeiro contato.
A partir dali, eu modifiquei ainda mais. Passei a me sentir uma menina. Ainda me sentia virgem, mas agora eu tinha certeza que era uma menina. Só me faltava entre as pernas, uma vagina e no meu peito, os seios.
Na primeira oportunidade, com minha mesada comprei em uma loja do centro, várias calcinhas e tanguinhas, e passei a usa-las com prazer e certeza de que elas complementavam o meu estado de espírito, o meu prazer.
No dias que se seguiram à tarde com o Mário, meu íntimo e meu comportamento se transformaram completamente.
No banheiro, a lembrança daquela tarde deliciosa me trazia sempre arrepios emocionantes que eriçavam os poucos pelinhos que eu possuía.
No espelho, meus grandes olhos verdes brilhavam de alegria, num misto de pecado e desejo.
Mais vaidosa que nunca, admirava minha beleza e sempre que eu saía para a escola eu jogava um beijo pra mim mesma, e saía feliz da vida.

Na rua onde eu morava havia não só muitos meninos, mas também muitas meninas. Acho que nasci em uma época fértil em nascimentos. Era bonito de ser ver à rua a tardinha cheia de crianças brincando, de banho tomado e com roupas coloridas. Embora eu brincasse com os meninos, também me dava super bem com as meninas. Havia a Letícia, a Iara, a Vânia, a Marisa, a Márcia, esta muito minha amiga, pois estudávamos no mesmo colégio, e havia a Carolina. Carol, como todos a chamavam. Carol era descendente de alemães e poloneses, e como fiel representante da raça ariana viera ao mundo com cabelos de ouro e lindos olhos azuis. O apelido dela era Barbie. E não era para menos. Os guris babavam por ela. As meninas, evidentemente despeitadas por tanta beleza, a chamavam de melada, branquela, sardenta, girivá (ela era bem alta para a idade) e por aí a fora. Mas, ela era muito, muito bonita.
Há uma quadra de minha casa, uma colega de aula, a Marcinha, me esperava como sempre. Muitas vezes a Marcinha me dissera o quanto invejava não só os meus olhos verdes, mas também minhas pernas que segundo ela, eram as mais bonitas que já vira. Aliás, segundo ela, até seu avô, o vô Zeco, também já dissera que eu "era um guri que tinha que ser menina".

Como disse, tudo mudou na minha vida depois do que acontecera na casa do Mário. Fiquei mais feliz, mais... coquete e provocante.
Muitas vezes me pegava flertando com rapazes mais velhos e até homens desconhecidos. Quando eles sorriam para mim, ou piscavam o olho maliciosamente, o medo me dominava e eu olhava para outro lado.
Na turma, eu passei a observar mais atentamente quem demonstrava maior interesse nas minhas pernas. Aliás, constatei o que já estava cansado de saber: minhas coxas de menina mexiam com o desejo dos meus amiguinhos, principalmente os mais velhos.
Havia um menino mais velho que eu, o Chico, que era muito tímido aparentemente. Mas era o que mais olhava fixamente minhas pernas. No campinho de futebol, quando os outros não estavam percebendo, ele ficava encantado com minhas coxas grossas e macias. Aquilo que eu procurava ignorar antes, passou a me excitar intensamente. Eu aproveitava quando ele estava olhando e os outros estavam longe, e o provocava. Ora cruzava as pernas e fingia coçar mais em cima, arregaçando o short e revelando mais um naco da coxa morena com pelinhos dourados pelo sol. Ele ficava incrivelmente excitado. Punha a mão no bolso e disfarçadamente se retirava, evitando que alguém percebesse a ereção visível que ele não conseguia conter. Eu sorria por dentro e me divertia muito com isso.
Os dias foram passando e o Mário passou a me assediar para que voltasse lá no seu cantinho secreto. Eu estava louco para ir, mas temia que ele quisesse mais do que recebeu da última vez: comer meu cuzinho com seu enorme pau. A simples idéia de me ver arrombado por aquele pauzão, me dava medo, quase terror. Ao mesmo tempo, imaginava que ele não iria se arriscar no porão da casa dele a me ver gritar ou coisa parecida. Mas, no fundo, temia que ele não conseguisse se conter e me forçasse a dar pra ele.
Fui engambelando ele, dizendo que estava sendo muito vigiado e que minha mãe perceberia se me afastasse muito, mas que breve eu voltaria para "buscar mais revistas".

Acontece que o Mário começou a dar muito na vista, a intimidade comigo. Ele vinha me dizer no ouvido que tinha sonhado comigo, que não havia noite que não batesse punheta pensando em mim, etc.
As atitudes do Mário, sem que eu percebesse, foram notadas por outro rapaz mais velho da turma, o Renatão. Renatão era o líder do time juvenil, e como o nome já dizia, era forte para os dezessete anos que tinha. Briguento e mandão tinha músculos de um homem muito mais velho. Seu chute era fortíssimo, e de toda a turma, era sem dúvida, o mais viril de todos.
Durante alguns dias, sem que percebêssemos, o Renatão observou o Mário e eu. Malicioso, sentiu que havia algo mais entre nós. Depois fiquei sabendo que ele esperou o Mário à noite, na vinda do colégio noturno e lhe deu uma prensa, para saber o que havia entre ele e o gurizinho bonito, como alguns me chamavam. O Mário depois me disse que não havia contado nada, o que acredito, mas gaguejou, disfarçou mal, e Renatão deduziu tudo.
No outro dia, saio da aula e quem vejo parado de bicicleta na frente da escola? O Renatão.
Achei que ele estava atrás de alguma garota, mas ao passar por ele, fui chamado:

Ei, Jorginho, quer uma carona? Disse ele.
Fiquei embaraçado com o convite, e ele veio até mim dizendo:
Fica quietinho e vem comigo que eu quero falar contigo.
Ele inspirava medo e, tremendo, fui com ele até a bicicleta. Me apavorei quando ele disse com um sorriso malicioso:
Sabe, o Mário me disse que tu gosta muito de revista em quadrinho?
Aquela frase me apavorou e eu amaldiçoei o Mário, por ele ter contado nosso segredo.
Gaguejando eu respondi:
ÉÉÉ...q quem nnão gosta, né?
Renatão deu um sorriso maior ainda, dizendo:
Eu gosto muito, muito mesmo. Mas,vem que vou te dar uma carona até em casa.
Com medo, temendo que o segredo fosse descoberto por todos os meus amigos, vizinhos, minha mãe, todo mundo, concordei. Mas, olhei na bicicleta dele e percebi que não havia lugar para a carona. Ele percebeu meu embaraço e disse:
Senta aqui ó, batendo no ferro da bicicleta entre suas pernas grossas e peludas, reveladas pela bermuda.
Tirou um blusão que tinha no pescoço, enrolou no ferro e atou, improvisando uma almofada. Puxou-me para perto dele e disse baixinho:
Viu como eu sei cuidar do teu conforto?
Chegou ainda mais pertinho e disse malicioso no meu ouvido:
Isso é pra não machucar a tua bundinha.
Perturbado com aquela inesperada e assustadora surpresa, eu subi na bicicleta e ele tomou a rua.
Safado, ele saiu dirigindo a bicicleta bem devagarinho, pra poder roçar suas pernas nas minhas. Eu sentia a respiração dele em minha nuca, enquanto as pernas fortes dele roçavam as minhas. Ele era muito forte. O cheiro dele, de suor, também era forte.
A bicicleta rodava e eu comecei a me sentir excitado com aquela situação.
Ele falava banalidades, roçando seu rosto em minha orelha, e eu fechava os olhos, temendo o que eu sabia que iria acontecer.
Depois de uma eternidade rodando, ele parou, algumas quadras de minha casa, mas antes, me advertiu:

Tu sabe as taquareiras lá na sanga?
S-Sei....gaguejei.
Pois é, te espero lá hoje as 3 horas da tarde, senão vou contar pra todo mundo o que tu e o Mário andam fazendo. Mando até uma cartinha anônima pra tua mãe, viu?
Não falta e não conta pra ninguém, que vai ficar só entre nós e tudo bem. Tchau.
Com um calorão no rosto, murmurei um tchau e fui para casa.
Em casa fui pro meu quarto e me atirei na cama. O que vai ser de mim? Maldito Mário que contou pra ele. O que será de mim agora? E se mamãe souber, me mata na certa.
Despertei daquela angústia com as batidas na porta de minha mãe:
Jorginho, o almoço está na mesa.
Comi quase nada, e fiz um grande esforço pra ela não notar o que estava se passando.
Saí da mesa e fui para meu quarto, alegando que iria estudar. O relógio não andava e eu ficava cada vez mais angustiado. Aos poucos, fui me acalmando e pensando uma maneira de me sair bem daquela enrascada. Lentamente fui me conscientizando que se eu estava naquela era pelos meus encantos, que tanto me orgulhava. Tanto eu mostrei, que agora alguém queria provar. Tranquei a porta e tirei a roupa. Nu, me observei no espelho grande do guarda roupa. A cintura fina, os quadris largos e a bunda carnuda. Aquilo era o que todos queriam. As pernas eram encimadas por coxas bronzeadas, grossas e roliças, cobertas por uma penugem dourada. O pescoço fino e comprido conferia-me uma fragilidade, que só era superada pelo delicado rosto oval onde se salientavam os enormes olhos verdes, e os lábios carnudos e naturalmente vermelhos. O nariz, era o mais feminino das feições, afilado e arrebitado. Os cabelos pretos lisos e compridos completavam o menino bonito, como eu era chamado.
Peguei uma toalha e espiei pela porta do quarto. Mamãe saíra, eu estava sozinho. Fui para o banho, porque era chegada a hora de usar os meus encantos como nunca.
Tomei um banho "de noiva", deixando que a água e o sabonete perfumado, fizessem sua parte. A água morna e abundante, sempre me relaxava e excitava, sempre. Xampu e condicionador perfumados. Toalha e cremes perfumados, principalmente na nuca, coxas e nádegas, completaram os preparativos para o "encontro".
Escolhi um short bem curto de nylon, uma batinha branca que mais parecia um vestidinho e uma gotinha de perfume em cada orelha.
Pronto, agora é só ser apenas... eu.
O local marcado era nos fundos de um grande terreno baldio, onde havia cerrado matagal, que encobria uma sanga. Era um lugar deserto. Não foi difícil chegar as taquareiras, onde havia uma caverna natural feita pelas árvores, e ficava completamente escondida.
Renatão já estava lá, e sorriu quando me viu.
Oi, carinha, chegou bem na hora.

O medo mais uma vez quis me dominar, mas eu reagi, pois estava decidido a usar tudo o que a natureza me dera, para vencer aquele desafio. Tirei o boné, soltei os cabelos longos que usava num rabo de cavalo, caminhei bem lentamente na direção dele e com a voz mais doce do mundo, falei bem vagarosamente:

Estou aqui, não era isso que você queria? Disse sacudindo os cabelos como a mais coquete de todas as mulheres.
Delicadamente, cheguei bem pertinho dele e com a cabeça baixa, levantei apenas os olhos grandes para ele sedutoramente:
O que você quer comigo, Renato?, disse com voz ainda mais doce:

Sabe, que estou com medo de você? Completei me chegando ainda mais.
Ele não esperava que eu fosse me apresentar assim, como uma corça indefesa.
Parado, com a boca aberta, ele viu eu me aproximar lentamente e parar bem juntinho dele.
Com as duas mãozinhas em seu peito peludo, levantei os olhos vagarosamente e olhei de baixo para cima bem dentro de seus olhos escuros dizendo ainda mais docemente:

Então, Renato, o que tu queres comigo?
Minha voz saiu tão meiga e dengosa como uma menina apaixonada.
O homem forte e atrevido ficou estático. Estava surpreso e excitado. Sentindo-me mais forte que ele, eu prossegui com meu encanto:
Agora eu estava colado no seu peito. Levei as mãos até a nuca dele e mergulhei meus dedinhos nos seus cabelos. Mais baixo que ele, meus olhos verdes espertos, ficaram "tímidos" e olharam lentamente para cima. Minha boca carnuda se entreabriu num quase beicinho de criança, perguntando:
O que queres de mim, diz, vai...?
Minhas mãos delicadamente foram puxando suavemente a cabeça dele na direção da minha. Sentia a respiração ofegante dele e hálito quente há um centímetro dos meus lábios.
De repente, aquele homem grande me cingiu pela cintura e pela nuca, e grudou sua boca na minha. A barba por fazer e o cheiro do cigarro, não impediu que meus lábios o beijassem da forma mais voluptuosa possível. Meus lábios carnudos se moldaram dele intensamente. Minha língua entrou na boca dele e foi engolida pela furiosa tesão que o acometia. As mãos dele procuraram e acharam minha bunda, enquanto minhas mãos prendiam a nuca dele para que o beijo fosse ainda mais completo. Senti o pau dele duro em minha barriga. Sempre beijando, tirei os chinelos e subi em cima dos pés dele , rebolando lentamente sobre o pau duro que ele tinha por baixo da calça.
Em questão de segundos, estávamos nus.
Para minha surpresa, o pau dele era muito menor que o do Mário.
Sem perda de tempo, me ajoelhei na frente dele e tomei o cacete na boca. O membro dele era até pequeno para o tamanho de seu corpo.
Eu chupava e ele gemia.
O pau duríssimo latejava entre meus lábios e lentamente subi beijando aquele corpão musculoso e cabeludo.
Ele deitou de costas, e eu sentei em seu peito de costas para seu rosto. Curvado sobre ele, eu tomei novamente o pau dele na boca.
De onde ele estava, tinha uma visão completa de minha bunda. Com as mãos, ele puxou minhas ancas para trás, e eu praticamente sentei sobre seu rosto. As mãos fortes seguraram minha bunda, enquanto ele beijava enlouquecido minhas nádegas. Eu sugava vigorosamente o pau dele, quando me senti erguido e a língua dura me penetrou no cuzinho. Aquilo me transtornou. Veio em mim a ânsia, a vontade incontida de levar no cu o pau que tinha na boca. Ele também teve o mesmo desejo e , mesmo deitado, puxou as calças dele que estavam ao lado tirando do bolso um pote plástico. Abriu, e com os dedos passou a besuntar meu cuzinho, delicadamente. Com um dedo, vagarosamente, para meu delírio, enfiou uma quantidade daquele creme meloso dentro de meu cu. Saí de cima dele, e tomei a posição para ser deflorado. Fiquei de quatro. Ele lubrificou o pau, e tomou posição colocando a ponta do cacete na porta de meu cuzinho.
Murmurei: faz com carinho.... devagarinho porque é minha primeira vez....
Ele não respondeu. Mas segurou meus quadris firmemente e calcou a ponta do pau. Lubrificado, meu cuzinho cedeu e uma dor aguda me invadiu quando a cabeça entrou. A dor foi lancinante e quase gritei, mas me contive e só gemi, mordendo os lábios com força.
Mesmo que quisesse sair agora, as mãos fortes em minhas ancas, eram tenazes invencíveis. A cabeça do pau dele estava dentro de meu cu. Ele esperou um pouco. Mas, eu estava querendo mais, muito mais. Meneei os quadris e empurrei a bunda de encontro à vara que me prendia. Ele compreendeu o que eu queria e deu mais uma estocada, entrando mais um pedaço. A dor já não foi tão forte, e ter na bunda aquele pau vigoroso, era tudo o que eu queria. Mais uma vez, eu rebolei e com a voz dengosa pedi:
Bota tudo, Renato, bota tudo.
Cheio de tesão, ele firmou meus quadris e empurrou tudo. Mordendo os lábios num misto de dor e prazer, senti o pau entrar todo no meu cu e as bolas dele me baterem na bunda.

A partir dali, foi só gozo.
O lubrificante facilitava o vai-e-vem. Ele metia todo o pau, e tirava quase todo, fodendo vigorosamente. Doía , mas era o que eu queria. Eu gania, como uma cadela no cio, enlouquecido de prazer.
Num momento, pedi para ele parar, mas não tirar o pau de dentro.
Era como se não fosse eu. Era como se o menino de doze anos, recebesse uma entidade das mais putas que poderia haver. Uma puta assumida e devassa.
Mesmo sem nunca ter pensado em fazer algo parecido, eu passei a rebolar a bunda com uma maestria impressionante. O pau dele era meu eixo, e minha bunda macia engolia e massageava carinhosamente aquele cacete, com movimentos circulares, ora rápidos, ora lentos.
Ele gemia e arfava.
Eu sentia os pingos de suor dele cair em minhas costas, enquanto aquele mastro escorregadio enchia o meu rabo.
Alucinado, Renato arfava, atolado em minha bunda. Naquele duelo entre espada e bainha, ficamos fodendo e fodendo, até que ele segurou-me ainda mais firme, enfiou todo o pau e grunhindo como um garanhão deu vazão ao gozo. Senti o cacete latejar e estremecer dentro de mim, jorrando uma cascata de leite quente que encheu minhas entranhas..
Ao sentir a porra me inundando, procurei apertar o máximo o cuzinho, para sentir aquele instrumento delicioso. Aí veio o meu gozo. Do meu pauzinho, jorrou também o meu leite, dando-me a mais completa recompensa pela foda maravilhosa.

Exaustos, deitamos no solo sobre as folhas secas e de olhos fechados, ficamos em silêncio, em êxtase, deixando que a exaustão nos dominasse totalmente. Plenamente saciado de prazer aos poucos fui sentindo o leite dele escorrer lentamente entre as minhas coxas. Que delícia!
Aos poucos, fomos ouvindo o vento nas árvores, e o cantar dos passarinhos. Aquela sinfonia musical, junto com o cheiro do mato e o barulho do vento sacudindo as taquareiras formavam uma moldura maravilhosa para àquela hora de sexo proibido, mas real e verdadeiro.
Uma hora de pecado na opinião da maioria, mas uma hora inesquecível de prazer e felicidade.
Com o cuzinho ardendo, joelhos e cotovelos machucados pelas folhas e cascas que foram o tapete daquela cena de sexo e paixão, fui voltando a mim.

Renatão, tão forte, tão grande, tão viril, era agora, um cordeirinho.
Meu amor, dizia ele, tu és a minha putinha, a minha cadelinha! Dizia ele carinhosamente, me afagando os cabelos.
Olha, disse pra ele, tu não vai dizer pra ninguém, porque senão, tu não vai ganhar de novo, ta? Aliás, se tu contar para os outros, minha mãe vai terminar descobrindo e sabe o que ela vai fazer? Vai se mudar daqui e tu não vai me ver nunca mais, entendeu?

Claro, anjo. Não farei nada, mas quero te ver amanhã. Disse ele.
Amanhã não, porque estou todo dolorido. Outro dia, quando for legal pra mim também.

Certo, meu Anjo, tudo bem, acedeu ele, dócil como um cordeiro.
Mais tarde, em casa após um banho gostoso eu estava deitado em minha cama de olhos fechados e com o cuzinho dolorido. Eu havia sido deflorada, agora eu não era mais uma menina, era UMA MULHER....

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. Agradeço ao e-mails que recebi e o carinho de todos e todas que se dignaram a fazer contato. Um beijo e até outro pedacinho de minha vida que contarei pra vocês. Liége Fox

liegefox@gmail.com


Minha vontade...

Bom é difícil criar um relato, ainda mais quando se tem poucas experiências vividas a ser contadas. Porém, deixarei aqui a minha vontade – o meu sonho - de um dia ser uma linda menina... uma fêmea... E, para que isto aconteça, só falta um detalhe: sair do casulo, ou seja, me montar-me por completa... melhor dizendo: sair do guarda-roupas... Na verdade, desde garoto tenho tesão por calcinhas (usadas ou novas), já perdi a conta de quantas já vesti, e até mesmo cheguei a furtar de cestos de roupas, varais e gavetas de minhas primas, amigas e até de mulheres desconhecidas... Isto, sem contar as que já comprei!!!

Estar de calcinha é para mim algo maravilhoso, prazeroso – estou vestido com uma agora!!! Uma bela calcinha branquinha, de cetim, toda rendada na frente – Pois curto muito senti-la em contato com a minha pele, meu reguinho, meu pênis todo depilado, nossa!!!! fico louco(a) de tesão... todo(a) molhadinho(a)... rsss... Confesso que ultimamente estou preparando-me para passar a noite num motel, onde em minha intimidade, poderei montar-me; e por final realizar de vez o desejo/íntimo de ser uma fêmea, uma putinha, sedenta de sexo, paixão, tesão, louca para ser possuída, desejada, usada, trepada por um belo macho...

Por primeiro, falta apenas adquirir alguns apetrechos, quais sejam: comprar umas calcinhas sexies – nas cores branca, vinho, vermelha (especialmente tanguinhas, fio-dental, asa delta), e com estas, cinta-liga, meias 7/8, espartilho, corpete, saia xadrex, peruca/tom louro, estojo de maquiagem... tudo que preciso para transformar-me por completa... “Todavia, fico imaginando - ao menos por ora - como será poder sentir, tocar, acariciar, beijar, chupar um pau... ser penetrado(a), rasgado(a), fodido(a) de todas ar formas, até sentir o gozo (sêmen) escorrendo em minha boca, em especial meu c... bem lá no reginho... Hum!!! acho que iria à loucura de tanto tesão...” Pois em meu Orkut... acabei por conhecer o mundo Crossdresser, confesso que fiquei encantado(a), maravilhado(a) pelas lindas fotos sensuais de homens montadas, vestindo as mais belas calcinhas, olha, tem cada uma... nossa!!!! fico louco(a), arrepiado(a) de tesão... todo(a) molhadinho(a)...

Pois quando garoto, tempos atrás, pratiquei sexo anal - confesso que adorei... como gostei ser enrabado(a) - e hoje quero sentir a mesma sensação passada, ou seja quero dar meu c... Entretanto, recentemente quase aconteceu!!! Pois acabara de sair de uma festa com um amigo, e este já embalado por alguns tínguas (bebidas), dizia estar louco para comer um c... “Confesso, fiquei louco(a) de tesão – meu c... chegou até piscar... quase me oferecí.... rsss...” Porém, decorrido alguns dias, quando estava e casa, ele apareceu, e começamos a conversar sobre as baladas country, somos integrantes de comitivas. E, indo à geladeira pegar umas cervejas para bebermos, sem que eu percebesse, ele caminhou por de trás de mim, e fez que ia enfiar o dedo em meu rego... Meu!!! Senti até calafrios!!!! Que sensação gostosa!!! Fiquei arrepiadinho(a)... Olha!!!... Foi muito prazeroso, fiquei até sem ação. Pois até hoje, quando em meus mais íntimos segredos, em meus devaneios de fêmea, seja tomando banho, ou deitado em minha cama, imaginado a possibilidade de dar meu c...

Não preciso sem dizer quem vem em meus pensamentos... Ele... Meu!!! fico num fogo... num tesão... meu c... fica piscando... Surgi uma prazer, suma vontade de comido(a), fodido(a) por ele... E como tenho este desejo.... Já tive até vontade de chamá-lo para sair, só não faço, por não ser um amigo confiável, senão, rolava!!! Quem sabe um dia!!! Enquanto este dia não chega, e a coragem possa surgir, fico apenas no pensamento: o primeiro passo já dei, ou seja, dividir com outras pessoas, meus devaneios de fêmea, minha vontade, meu desejo de um dia ser uma linda fêmea, um grande putinha, louca para levar um pau... Louca de desejo para ser possuída, quem sabe uma bela amante...

Amanda

A primeira vez...

Jamais esquecerei que desde a mais tenra infância, eu sentia uma emoção muito grande quando era confundido com uma menina. A puberdade ainda não havia chegado e já me havia descoberto como menina.
Eu não possuía trejeitos femininos. Mas, a natureza é sábia nos seus indecifráveis mistérios. Sendo do gênero masculino, era inexplicável a beleza delicada de minhas formas. Os traços de meu rosto superavam qualquer beleza feminina. A boca carnuda, grandes olhos verdes encimados por sobrancelhas bem delineadas, junto com o nariz mais feminino impossível, pois era pequeno, afilado e arrebitado. Era o rosto de um anjo. O pescoço longo e delicado, junto com os cabelos pretos, brilhantes e sedosos, eram a moldura perfeita para que eu fosse, desde bem pequeno, confundido com uma garotinha. Junto com tudo isso, vinha a cintura fina, quadris largos, bunda grande e pernas grossas e roliças. Em suma, a natureza havia composto um ser andrógino, pois embora tendo os órgãos genitais do sexo masculino, o corpo e tudo o mais, se apresentava incontestavelmente , feminino. Desde muito cedo, eu era de longe, mais bonito que qualquer menina de minha idade.
Como todo o menino, eu jogava futebol, bola de gude, brincava de carrinho, de mocinho/caubói, mas, depois das brincadeiras, no banho principalmente, eu gostava de me admirar, constatando a maciez de minha pele, a forma de minhas coxas, e sempre me surpreendia me imaginando.... uma menina.
Naquela época, muitos meninos mais velhos, tentavam se insinuar disfarçadamente creio que pelo instinto, porque intuíam que eu tinha uma natureza...diferente, e que poderia ser digamos, sexualmente aproveitada por eles.
Muitas vezes eu reagia, quando percebia uma mão atrevida ou um beliscãozinho malicioso. Em alguns casos , minha reação só confirmava aquilo que eles pensavam e eles , mais tarde , voltavam a tentar.
Enquanto isso, aquelas tentativas que me ofendiam na hora, mais tarde, no banho, ou no meu quarto à noite, elas me traziam prazer. Eu fechava os olhos, tocava-me, e constatando a beleza de minha pele, eu sentia um estranho prazer, lembrando do quanto era desejado, querido, cobiçado.
Mas, no dia seguinte, lá estava eu de novo, junto ao bando de meninos, brincando, alegre, de forma bem masculina. Tão masculina que eu até me sentia atraído pelas meninas, curtia alguma que imaginava ser minha namorada, ou a outra que era mais bonita. Porém à noite, na privacidade de meu quarto, já deitado, eu voltava a ter os pensamentos que eu passei a chamar de "proibidos". Alí, quando eu era bem novinho comecei a sentir minhas primeiras ereções, e a sentir desejos "proibidos".
Foi nessa época, que a nossa turma, bem como todos os meninos daquela época, líamos e curtíamos muito histórias em quadrinhos. Foi atraído pelos gibis, como chamamos histórias em quadrinhos no Rio Grande do Sul, que aceitei conhecer a coleção do Mário, um guri bem mais velho que morava perto de minha casa. A casa dele era antiga, e havia um porão alto, onde eles guardavam coisas velhas. Era um lugar totalmente deserto que ficava fechado com um cadeado e uma corrente grossa.
Uma tarde, vendo meu interesse por uma pilha de gibis que ele trazia, ele me disse baixinho:
- "Não conta pra ninguém, mas tenho uma grande coleção escondida no porão lá de casa."
Curioso, perguntei:
- "Porque no porão?"
- "Meu pai não quer que eu compre e leia gibis. Tu não quer ir lá um dia pra conhecer?"
- "Gostaria.", respondi.
- "Amanhã à tarde tu podes ir?"
- "Posso." respondi.
- "Vou te esperar as quatro horas, mas não conta pra ninguém e não deixa ninguém ver tu entrar. A porta do porão vai ficar encostada, certo?"
- "Certo." respondi.
- "Então tchau, até amanhã." disse ele, - "Não conta pra ninguém, não esquece, tá?"
- "Tá, Mário, até amanhã." Respondi.

À noite, na cama, me veio a lembrança de ter ouvido comentário de que o Mário já havia tentado com outros guris um contato mais íntimo, e que embora fosse quieto e caladão, gostava de meninos. Diziam até que alguns já haviam sido "comidos" por ele. Mas, ao invés disso me assustar, ao contrário, me excitou. Surpreendi-me ao ver meu pintinho crescer. Novamente os pensamentos proibidos dominaram meus sentidos e dormi imaginando como seria ser uma menina e ter um menino me querendo, talvez como o Mário.
No outro dia, estava ansioso para o encontro que havia marcado. Uma hora antes do horário marcado, menti para os colegas que ia estudar e fui para casa, me preparar para o encontro. Não sei por que, quando dei por mim, estava no banheiro tomando banho. Até minha mãe estranhou o banho às três da tarde, mas eu disse que havia me sujado em uma brincadeira e ela acreditou. Coloquei o short mais bonito, e uma camisa nova, escovei bem os dentes e penteei bem o cabelo. O pensamento que eu estava fazendo aquilo porque estava querendo ser desejado, eu repelia e procurava não aceitar como verdade.
Ao me dirigir para a casa do Mário, eu sentia uma estranha sensação. Chegando ao portão da casa, meu coração batia acelerado e eu não sabia se era por medo do pai dele, ou pelo que eu temia que pudesse acontecer.
Olhei para os lados e não vi ninguém. Entrei e pelo lado direito da casa procurei o portão do porão. Notei que estava com a corrente, mas o cadeado estava aberto. Quando me aproximei, ouvi a voz do Mário sussurrando de dentro do porão:

- Deixa
, Mário fechou a porta e acendeu a luz. Vi que era um local totalmente que eu abro pra ti, não podemos fazer barulho.
- Rã, rã, murmurei.
Mário abriu a porta do porão e eu entrei. O lugar era escuro e empoeirado.
Tão logo entramos isolado. Mário trancou a porta por dentro e me disse baixinho.
- Pode ficar tranqüilo, só não podemos fazer barulho nem falar muito alto.
- Rã, rã, murmurei, olhando em volta procurando um local menos empoeirado.
Vem aqui, disse ele, me pegando pelo braço.
A mão grande e quente dele em meu braço trouxe um arrepio que eu nunca havia sentido antes.
Por entre cadeiras velhas, latas de tintas e outras bugigangas empoeiradas, o Mário me levou para um canto do porão, onde havia outra lâmpada acesa.
Aqui é o meu cantinho secreto, disse o Mário baixinho.
Legal, disse eu, ao ver um sofá, uma mesa velha como escrivaninha e uma cadeira nova. Até um tipo de tapete ele havia colocado.
Senta disse ele, puxando a cadeira nova para mim, e mais uma vez, me segurou no braço.
Sentei e senti os olhos dele em minhas pernas, pois o calção que eu usava era um bastante curto.
Notei que ele estava bastante nervoso, pois ele não sabia como eu iria reagir se ele tentasse "avançar o sinal", pensei eu.
E as revistas, Perguntei.
Estão aqui, disse ele, abrindo uma das gavetas da mesa. Realmente havia muitos gibis ali, todos bem conservados.
Tenho mais nas outras gavetas, quer ver? Disse ele, bem perto do meu rosto, a ponto de poder sentir o seu hálito.
Sim, respondi.
Puxa como você está perfumado, disse ele que sentira o cheiro do meu banho.
Ele disse essas palavras maliciosamente, bem baixinho no meu ouvido e me provocou uma emoção perturbadora.
Fiquei visivelmente embaraçado e ele pensou que eu estava assustado, mudando de assunto.
Olha, tenho "Batman", "Superhomen", "Robin Hood".... Falou me mostrando as revistas.
Que legal, disse eu. Não li nenhuma, acrescentei.
Tu me emprestas? Perguntei.
Não, emprestar eu não empresto, mas te faço uma proposta melhor, disse ele.
Que proposta? Falei, eu não tenho dinheiro pra comprar.
Não falei em vender, ele disse, enquanto me segurava a mão.
Novamente aquela mão grande e quente me tocou, fazendo um arrepio me estremecer.
Não te assusta, disse ele. Estamos só nós aqui e ninguém vai ficar sabendo. Eu não vou contar pra ninguém.
Baixei os olhos, e percebi que a calça dele formava uma barraca embaixo da cinta.
Com a boca tocando minha orelha, ele sussurrou com voz rouca:
Tu podes ganhar estas revistas, de graça. Olha, tu não precisa fazer nada, só deixa eu te tocar onde eu tiver vontade. Eu não vou fazer nada, só te tocar com bastante carinho.
Foi dizendo aquilo e suas mãos quentes foram me acariciando os braços lentamente. A emoção daquele toque me paralisou e eu não conseguia dizer nada. As mãos dele foram para minhas coxas e eu permanecia sem reagir. O que estaria acontecendo comigo?
Ele delicadamente me fez levantar, e prosseguiu o toque com suas mãos grandes. Tentava enfiar a mão por dentro do short , para tocar minha bunda, mas o short apertado não deixava.
Só um pouquinho, disse ele, não te assusta que eu não vou fazer nada, só quero te tocar.
Suas mãos seguraram o cós de meu calção e o baixaram até os joelhos. Quando senti minha bunda de fora, meu coração disparou. Ele alisava minha bunda, minhas coxas, e quando percebeu meu tiquinho duro, disse no meu ouvido:
Tu tá gostando, viu como está sendo bom?
Fechei os olhos e senti um calorão me assolar o rosto. Pouco senti tirar minha camisa e me livrar do short.
Quando percebi estava completamente nu, deitado no sofá e ele me beijava o corpo todo. O calor de meu rosto invadiu o resto do corpo e tomou conta de cada centímetro de minha pele. Sua boca passeava pelo meu corpo nu, com seus lábios distribuindo beijos. Ora ele beijava, ora chupava e lambia. Suas mãos grandes e quentes me apalpavam, alisavam e corriam leves por meu corpo inteiro. Sua boca ansiosa passeava por meu corpo. De olhos fechados, totalmente passivo àquela emoção, eu sentia cada centímetro de minha pele eletrizar-se. Quando a ponta melosa da língua dele percorreu o meu reguinho, não foi preciso ele abrir minhas pernas para chegar ao lugar mais íntimo do meu corpo: quando dei por mim, suspirando, eu estava deitado de costas, abrindo as coxas para ele prosseguir com sua língua ansiosa. A língua escorregadia e pontuda desceu pela minha barriga e virilha e o esfíncter de meu ânus estremeceu quando ele tocou o meu botãozinho virgem. Surpreso, senti meu cuzinho se abrir com uma flor, quando aquela língua quente e atrevida nele se enfiou. A delícia daquele carinho, me fez morder os lábios e sentir um prurido tão profundo que eu não queria mais que ele saísse dali. Como se meus quadris e minha bunda tivessem criado vida própria, me senti meneando as ancas, querendo que a língua dele entrasse ainda mais. Ele segurou minhas pernas e as ergueu, abrindo o mais que pôde, deixando meu cuzinho totalmente arreganhado, para meter com toda a vontade a língua dura no ânus que piscava cheio de tesão. Achei que ia desmaiar de tanto prazer. Eu gemia de pernas escancaradas, enquanto aquele vampiro tarado me sugava como a abelha suga o mel de uma flor. De olhos fechados, suspirando baixinho, eu me entregava à minha primeira lição de sexo, e descobria a minha verdadeira natureza. Após, literalmente lavar meu cuzinho com sua saliva, ele voltou a me beijar inteirinho. Voltou a me beijar pelo corpo todo, deslizando sua boca ansiosa como uma cobra. Eu permanecia de olhos fechados, sentindo ele me sugar os mamilos, o pescoço, as orelhas, enquanto suas mãos exploravam todo o resto.
Imerso no calor daquele momento, o ouvi dizer com voz rouca no meu ouvido:
Põe a lingüinha pra fora, põe.
De olhos fechados, tímido pus a pontinha da língua para fora de meus lábios.
A boca dele se grudou na minha, e seus lábios seguraram minha língua, que vencida , entregou-se aquela ventosa voraz. O beijo foi algo inesquecível. Eu sentia os pelos duros do bigode adolescente dele arranharem os meus lábios delicados, enquanto ele me beijava interminavelmente. Durante o beijo, sua mão conduziu a minha para baixo. Obediente, senti o que ele queria, e toquei o pau dele, quente e latejante. Ele havia se livrado das roupas também.
Minha mão se fechou em volta daquele pauzão duro como ferro. Com a mão dele em cima da minha, ele ensaiou que eu fizesse movimentos de vai e vem. Com os olhos fechados, e tendo minha língua sendo sugada pela boca dele, eu obedeci.
Totalmente imerso naquele turbilhão de prazer, me deixei levar por toda aquela emoção e quando dei por mim, senti o pau dele bater no meu rosto. Abri os olhos, e deparei com o primeiro pau adulto que vira na minha vida. Era enorme. Envolvido e ardendo de tesão, não esperei que ele me conduzisse até aquele mastro latejante. Naquele momento, a fêmea que habitava escondida em mim, despertou completamente lasciva e tarada. Com descarada malícia, com o encanto de meus olhos verdes, olhei bem nos olhos dele e, sorrindo, aproximei meu rosto e abocanhei a cabeçorra daquele enorme pau. Meus lábios se arregaçaram para engolir aquele cacetão, mas o prazer daquilo me arrepiava todinho. Enlouquecido de tesão, Mário começou a "foder" minha boca, metendo e tirando o pau quente para dentro dela, me sufocando. Em poucos minutos, senti o pau dele estremecer e pulsar dentro de minha boca, jorrando um líquido grosso e morno, numa quantidade que quase me afogou. Eu quis sair, mas ele segurou minha cabeça. O jato foi tão forte, que só não cheguei a sufocar, porque minha garganta estava escancarada e aquele líquido espesso e pesado, desceu. A quantidade que engoli era tanta, que mais tarde, pensando melhor, concluí ter engolido no mínimo um copo médio do leite dele.
De olhos fechados, extenuado e impressionado com tudo, eu fiquei deitado naquela cama improvisada, sentindo pela primeira o gosto do verdadeiro prazer. Virei para o lado e limpei a boca lambuzada de sêmen, sentindo o sabor acre daquele leite denso e morno que havia bebido. Nenhuma culpa, nenhum remorso. Apenas o gostoso cansaço e a alegria de ter descoberto o segredo do sexo.
Depois de alguns minutos que pareceu uma eternidade, o Mário me acariciou as costas e beijando minha bunda, me abraçou e disse:
Como tu és lindo! Foi delicioso. Eu sabia que tu eras gostoso, mas nunca pensei que fosse tanto.
Um pouco tímido, eu não conseguia olhar pra ele.
Mas, não consegui deixar de olhar o pau dele, agora mole, mas mesmo assim, enorme.
Comecei a vestir as roupas, e disse:
Se tu contar pra alguém, nunca mais falo contigo.
Capaz, carinha. Tu achas que eu sou bobo de contar e te perder?

Vestido, ainda sem olhar pra ele, perguntei:

Quero as minhas revistas, viu?
Claro, respondeu ele. Toma, leva as da primeira gaveta. As da segunda gaveta te dou outro dia, pode ser até amanhã, é só tu querer.
Amanhã, não sei. Eu te aviso quando eu puder, disse, pegando a pilha de revistas.
Pára aí, disse ele, vamos colocar numa sacola, porque eu não quero que te vejam com tudo isso.
Com as revistas numa sacola plástica , e com as pernas bambas pela emoção, saí do porão da casa do Mário, sentindo na boca o gosto daquela piça deliciosa.

À noite, ao me deitar e relembrar o ocorrido, uma ereção incrível se manifestou e ao tocar meu pau, gozei abundantemente pela primeira vez na minha vida.

liegefox@gmail.com

 

Os direitos a Que Temos Direito

Em uma sociedade livre e aberta, todo cidadão tem o direito de fazer um monte de coisas sem ter que dar explicação a quem quer que seja da razão pela qual ele está fazendo. Ninguém precisa de “entender” antecipadamente por que é que a gente está fazendo isso ou aquilo, se aquilo que a gente está fazendo está dentro da lei e não causa nenhuma espécie de dano a ninguém.

Não temos que entender "por que" alguém reza, a fim de respeitar o seu direito de rezar. Não temos que entender por que alguém prefere morar em apartamentos – e não em casas - para respeitar o seu direito de morar onde quiser e puder. Assim como alguém que odeia futebol (feito eu), não tem o direito de pedir explicações aos jogadores e aos torcedores do "por que" eles se reúnem naquele gramado imenso e executam estranhos rituais correndo atrás de uma bola de couro.

Mesmo quando uma certa religião é praticada pela maioria da população, seus praticantes não têm o direito de impedir que as minorias pratiquem suas próprias religiões. Ninguém está em posição de exigir primeiro “entender” por que eles praticam aquela religião a fim de lhes conceder "autorização" para a sua prática. Todo mundo é livre para rezar do jeito que quiser, pra que deuses quiser.

Não sei porque só nós, transgêneros, somos obrigados a justificar-nos o tempo todo, explicando pra todo mundo, interminavelmente, o que somos e por que somos quem somos. Até hoje não entendi a razão de precisarmos de fornecer “explicações convincentes” às outras pessoas (particularmente às pessoas mais próximas de nós) a fim de que elas "se convençam" de que é isso que queremos para nossas vidas, se é assim, como membros do gênero oposto ao nosso, que desejamos conviver em sociedade, seja por algumas horas, seja pela vida inteira.

Afinal, o que devemos dizer a eles a fim de que não atrapalhem nossos planos, de que não consigam “melar” nossas expectativas, de que não zombem de nós, dos nossos sonhos, das nossas fantasias, propósitos e ideais de vida? O que contar a uma esposa, a uma mãe, pai, irmão a fim de que eles nos compreendam, nos aceitem e nos deixem em paz, rezando o credo da nossa própria “religião”?

Mas, pergunto eu, alguma vez você pediu a eles que lhe dissessem porque é que eles são do jeito que são? Você já teve a ousadia de perguntar a alguém (seria de muitos maus bofes...) porque é que ele é judeu e não muçulmano ou evangélico e não umbandista ou hetero e não homo ou bi?

Pois é. Os direitos a que temos direito são os mesmos direitos a que eles têm direito. Dentre os muitos direitos que são garantidos a todos os cidadãos pela própria Constituição do País, temos o direito de não ser discriminados por sermos quem nós somos; o direito de não sermos alvo de zombaria gratuita por parte de pessoas arrogantes e preconceituosas; o direito de não sermos molestados em nossas escolhas pessoais, o direito de não termos a nossa intimidade violada, vasculhada e vilipendiada. Acima de tudo, o direito de realizarmos os nossos desejos, tendo como única restrição o respeito ao espaço dos outros, não prejudicando deliberadamente a quem quer que seja.

Mas, acima de todos, o direito número um na vida de qualquer pessoa é o direito de viver a própria vida do jeito que melhor nos aprouver, sem ter que justificar-nos com quem quer que seja, desde o momento que estamos agindo dentro da lei e da ordem. O direito de NÃO DEPENDER que os outros primeiro NOS ENTENDAM – e nos aceitem – a fim de começarmos a ser o que a gente já é.

Não devemos estar em busca de piedade ou de compaixão ou de “tolerância” de quem quer que seja. Ao contrário, devemos afirmar o nosso direito de ser diferente, de termos nossos próprios desejos, de levarmos o nosso próprio modo de vida.

Precisamos ter sempre em mente que o medo que temos de perder algumas posições, duramente alcançadas na nossa vida em sociedade, é o mesmo que eles têm de nos perder, de perder a nossa amizade, o nosso carinho, a nossa participação e até os nossos recursos... Os desejos deles precisam do nosso apoio, da mesma forma que os nossos desejos precisam do apoio deles. No mínimo, essa é uma troca justa e necessária.

Apenas esse gesto de auto-afirmação já é o bastante para libertar a maioria dos transgêneros que hoje vivem presos em seus próprios grilhões, esperando que os outros primeiro reconheçam e legitimem seus desejos para então realiza-los...

 

Declaração Internacional dos Direitos de Gênero

(Como adotado em 17 de Junho de 1995, em Houston, Texas, U.S.A.)

A Declaração Internacional dos Direitos de Gênero (DIDG ou IBGR- International Bill of Gender Rights) foi primeiro esboçada em um comitê e adotada oficialmente na segunda reunião anual da Conferência Internacional de Política de Emprego e Lei Transgênera (ICTLEP) daquela organização, realizada em Houston, Texas, no período de 26 a 29 de agosto de 1993.
Basicamente, a DIDG propõe-se a apresentar os direitos humanos e civis sob a ótica do gênero.

Entretanto, os dez direitos enunciados no documento não devem ser tomados como exclusivos de um determinado grupo ou com aplicação restrita às pessoas para quem a identidade de gênero e as questões de papel de gênero são de importância vital. As dez seções da DIDG são direitos universais que podem ser reivindicados e exercidos por todo e qualquer ser humano.

Embora não tenha força de lei, sua eventual adoção por corpos legislativos e o reconhecimento dos seus princípios por tribunais de agências legais, administrativas e organizações internacionais como as Nações Unidas deverá tornar o documento como um importante ponto de referência na legislação voltada para os direitos transgênerosl.

As pessoas são livres para adotar as verdades e princípios expressos no DIDG, e conduzir as suas vidas de maneira consoante. Quando as verdades expressas no DIDG forem abraçadas por todo o gênero humano, os atos de legislaturas e declarações oficiais de tribunais e outras estruturas diretivas seguirão necessariamente a opinião comum a todas as pessoas.

O IBGR é um documento fundado no leito de rocha do direito à livre expressão de todo ser humano.

Os comentários, as sugestões ou as perguntas quanto ao IBGR devem ser dirigidos a International Bill of Gender Rights Project, P.O. Box 930, Cooperstown, NY 13326, USA. E-Mail Address: ictlephdq@aol.com

1. O Direito de Definir a Própria Identidade de Gênero

Todos os seres humanos trazem dentro de si uma idéia permanentemente em construção de quem eles são e o que eles são capazes de fazer. A percepção individual de “si mesmo” não é determinada pelo sexo cromossômico, órgãos genitais, gênero consignado ao nascer ou papel de gênero em que a pessoa foi iniciada mas suas primeiras fases de vida. Assim, a identidade de uma pessoa e as suas capacidades não podem ficar circunscritas àquilo que a sociedade considera como comportamento masculino ou feminino. É fundamental que os indivíduos tenham o direito de definir e redefinir, ao longo de suas vidas, a sua própria identidade de gênero, sem ter que considerar estritamente o seu sexo cromossômico, órgãos genitais, gênero atribuído ao nascer ou o papel de gênero inicialmente vivido.

A ninguém serão negados Direitos Humanos ou Civis em virtude de uma identidade de gênero auto-definida que não esteja de acordo com sexo cromossômico, órgãos genitais, gênero consignado ao nascer ou papel de gênero inicialmente vivido.

2. O Direito à Livre Expressão da Identidade de Gênero

Considerando o direito de cada pessoa de definir sua própria identidade de gênero, todos os seres humanos têm o direito correspondente de livre expressão da sua identidade de gênero auto-definida.
O Direito de Obter e de Manter um Emprego e de Receber uma Remuneração Justa
Considerando a estrutura econômica da sociedade moderna, todos os seres humanos têm o direito de preparar-se para uma ocupação ou profissão que lhes assegure a cobertura das necessidades básicas da vida, para si e para os seus dependentes, bem de obter e de manter um emprego, recebendo por ele a remuneração justa e adequada, a despeito da identidade de gênero auto-assumida, sexo cromossômico, órgãos genitais, genero consignado ao nascer ou papel de gênero inicialmente assumido na vida.
O Direito de Acesso a Espaços Reservados por Gênero e à Participação em Atividade Designada por Gênero
Considerando o direito da pessoa em definir sua própria identidade de gênero e o direito correspondente de liberar a expressão dessa mesma identidade de gênero auto-definida, nenhum indivíduo terá seu acesso restrito a espaços reservados por gênero ou terá negada sua participação em determinada atividade em virtude de uma identidade de gênero auto-definida que não está de acordo com sexo cromossômico, órgãos genitais, gênero consignado ao nascer ou papel de gênero inicialmente assumido na vida.
O Direito de Controlar e de Modificar o Próprio Corpo
Todos os seres humanos têm o direito de exercer o controle sobre seus próprios corpos, que inclui o direito de modificá-los cosmética, quimica ou cirurgicamente de modo a expressar uma identidade de gênero auto-definida.
O Direito ao Atendimento Médico e Profissional Competente
Considerando o direito do indivíduo de definir sua própria identidade de gênero e o direito de modificar seu próprio corpo como meio de expressar uma identidade de gênero auto-definida, a ninguém deve ser negado o acesso a cuidados médicos ou cuidados de outros profissionais competentes com base no sexo cromossômico, órgãos genitais, gênero consignado ao nascer ou o papel de gênero inicialmente assumido.
O Direito de Livrar-se de Diagnóstico ou Tramento Psiquiátrico Involuntário
Considerando o direito de definir sua própria identidade de gênero, os indivíduos não devem ser objeto de diagnóstico ou tratamento psiquiátrico involuntário com base no sexo cromossômico, órgãos genitais, gênero consignado ao nascer ou o papel de gênero inicialmente assumido.
O Direito a Expressão Sexual
Considerando o direito a ter uma identidade de gênero auto-definida, com base no livre consentimento entre as partes, todo adulto tem o direito correspondente de expressar livremente a sua sexualidade.
O Direito de Estabelecer Relações Afetivas Estáveis e Celebrar Contratos Matrimoniais
Considerando que todos os seres humanos têm o direito de expressar livremente a identidade de gênero auto-definida, assim como o direito a realizarem a sua própria sexualidade como forma de expressão de gênero, todos os seres humanos têm um direito correspondente de estabelecer vínculos afetivos estáveis e a celebrar contratos matrimoniais, a despeito do seu próprio sexo cromossômico, órgãos genitais, gênero consignado ao nascer ou o papel de gênero inicialmente assumido ou do sexo cromossômico, órgãos genitais, gênero consignado ao nascer ou o papel de gênero inicialmente assumido do(a) seu(ua) parceiro(a).
O Direito de Conceber, Cuidar ou Adotar Crianças; o Direito de Criar e de Manter a Custódia de Crianças e de Exercer Funções Parentais
Considerando o direito de estabelecer relações afetivas estáveis e celebrar contratos matrimoniais, em conjunto com o direito de expressar uma identidade de gênero auto-definida e o direito à expressão sexual, todos os seres humanos têm o direito correspondente de conceber, cuidar, adotar, criar, manter a custódia e exercer as funções parentais sobre crianças, próprias ou adotadas, independente de sexo cromossômico, órgãos genitais, gênero consignado ao nascer ou papel de gênero inicialmente assumido, bem como em virtude de uma identidade de gênero auto-definida ou a expressão dela.

Para maiores detalhes a respeito da DIDG, recomendo acessar o endereço http://www.transgenderlegal.com/ibgr.htm.

 

Manifesto Crossdresser

Em meio século de vida, assisti a muitos e significativos avanços na concepção e na percepção, por parte do grande público, das questões relacionadas à diversidade de gênero. Pude ver, por exemplo, dentro do espectro de gênero, a aceitação pública tornar-se relativamente ampla e favorável para a maior parte dos segmentos de gays/lésbicas e bissexuais. Podemos presenciar, hoje, fatos como esse filme incrivelmente popular O Segredo de Brokeback Mountain (2006) com sua forte temática gay, a televisão mostrando e tratando diretamente da questão das lésbicas, personalidades populares admitindo - até proclamando – em público a sua condição de homo/bissexualidade.

Definitivamente, não estamos mais naqueles difíceis anos sessenta! Mesmo os complexos aspectos da transexualidade figuram hoje na linha de aceitação popular, como atesta o “Globo de Ouro” e a indicação para o oscar da atriz Felicity Huffman por sua atuação no filme Transamerica, o que, sem dúvida, fornecerá um auxílio muito significativo para a avaliação de massa das questões da transexualidade.

Mas, tristemente, a comunidade de CDs não tem quase nenhum movimento positivo ou insight favorável em relação à opinião pública. Posso adivinhar que chegarei à velhice lamentando que nenhum roteirista de Hollywood tenha pensado em escrever um roteiro onde, em vez de cowboys gays, aparecessem cowboys vestidos de mulher. Talvez isso aconteça algum dia, mas certamente não será para eu ver.

Acredito firmemente que a comunidade CD é abençoada com uma gama incrível de talento, energia, e recursos. Todas as meninas que eu conheci impressionaram-me tremendamente pelas inúmeras qualidades e talentos pessoais que elas têm a oferecer. Vejo que temos o poder para modificar o nosso destino mas, ao que parece, ainda nos falta o foco e a determinação de fazê-lo. E embora reconhecendo humildemente não ser nenhuma “Karl Marx”, oferecerei um primeiro esboço de um manifesto – uma proposta de como podemos canalizar as nossas fascinantes personalidades para modificar os corações e mentes da Sociedade. Esta é a minha sugestão hoje, mas na medida em que toda vocês contribuírem com idéias, críticas e energia, vamos transformar esse “esboço inicial” em algo que realmente poderemos fazer acontecer.

Da maneira que eu percebo, temos de trabalhar como equipe para fazer progressos em quatro frentes bastante amplas, cada uma delas aguardando por todas aquelas que estejam aptas para atuar e possam oferecer a sua colaboração espontânea:

(1) Precisamos de Embaixadores.
Precisamos de irmãs que possam apresentar tanto uma imagem física positiva como um exemplo de vida maduro para ser as nossas porta-vozes – tanto nos meios de comunicação, como nos shoppings e avenidas das nossas comunidades. A sociedade precisa perceber que não somos nem “doentes” nem "porra-loucas" mas gente normal, apenas com um diferencial de gênero.

Se você tem condições de sair e ir a qualquer lugar en femme precisamos de você para contactar o mundo e GERAR INTERCÂMBIOS. A maioria de nós não pode fazer isso. Então, se você pode sair, se se sente seguro de falar com pessoas – seja lá o tipo de voz que você tenha, se se sente confortável em ouvir suas perguntas, você é alguém indispensável para a nossa comunidade. As pessoas certamente vão lhe perguntar coisas do tipo: - “então, você não é gay?” “Por que você precisa fazer isto?” “Você tem esposa, família e emprego?” e as respostas que dermos não são tão críticas quanto o fato de estarmos dispostas a ouvir e a aceitar as perguntas. Eles não entendem nada da vida que levamos, além de haver partes dessa vida que nem nós entendemos. Mas se não começarmos a compartilhar informação a nosso respeito, o resto do mundo simplesmente nos varrerá pra debaixo do tapete.

(2) Precisamos de Educadores.
Precisamos de irmãs bem dotadas verbalmente para escrever sobre a nossa condição de gênero. E precisamos que elas dirijam seus textos em duas direções. Primeiro, precisamos de algumas dispostas a escrever sobre a nossa própria condição, de tal maneira que todas dentro da nossa comunidade possam entender-se melhor. Sei que, a despeito de sermos todas travestis, cada uma de nós é única em seus motivos, objetivos, medos, fraquezas, alegrias e predileções. Assim, essa tarefa necessitará de muitas e diferentes vozes – que a nossa irmandade, através da divisão de tarefas e compartilhamento de resultados através de fóruns, sites, blogs, colunas ou simples trocas de e-mails pode fazer com que cada uma de nós tenha a sensação de estar mais próxima e mais integrada ao grupo como grupo, a despeito das nossas peculiaridades individuais. Na outra direção, precisamos de irmãs para escrever textos que permitam ao mundo exterior conhecer e apreciar melhor o nosso modo de ser, o nosso perfil, as nossas sensações, as nossas ações e os nossos atributos. As formas de comunicação convencionais deverão ser muito úteis aqui. Por que não termos uma espécie de “press release” permanente sobre crossdressing? Assim como as próximas gerações deverão ter o meio eletrônico como sua principal, senão única, fonte de informação, podemos disseminar muito sobre o que nós somos pela internet. Vamos abrir o nosso mundo ao universo exterior - e aqui está a chave – e dar-lhes as nossas boas-vindas. Vamos escrever blogs especialmente destinados para eles, não somente para nós!

(3) Precisamos de Aconselhadores.
Temos que suprir ajuda às novas meninas que chegam à nossa comunidade com sua enorme carga de culpas, medos e dúvidas. Esta é uma tarefa que cada uma de nós tem a responsabilidade última de levar adiante. Se você está lendo esse texto, então é porque você já descobriu que existe uma comunidade on line. Você pode imaginar que existem outras meninas por aí, que ainda não sabem o que fazer. Você provavelmente vagou sem direção por muito tempo, dando voltas e mais voltas até encontrar alguém que a ajudasse – e talvez você tenha encontrado ajuda rapidamente ou talvez não. Cada dia novas irmãs nos encontram – e temos de parar de olhar apenas para os nossos próprios umbigos e ajudá-las. Dar-lhes as boas-vindas, colocá-las a vontade, consolar, lisonjear. Nós, que já estamos aqui, temos um “saber coletivo”, e devemos passa-lo adiante! Seja on line, seja através de grupos de apoio e suporte, ou em um modelo institucional tipo “grande irmã”, temos que encontrar modos de fazer com que aquelas que se juntam a nós se sintam aceitas, compreendidas e apoiadas. Cada irmã que abraçamos nos fortalece um pouco mais como grupo. Quanto mais atuarmos como uma comunidade humanitária, de ajuda mútua, mais nossos atos modificarão as nossas vidas e as vidas de outras pessoas. Quando todas nós pudermos abraçar e carregar as nossas expressões de gênero, sem nenhum peso interior e sem nenhuma vergonha de sermos o que somos, então estaremos melhor preparadas para ampliar a aceitação do resto do mundo ao nosso respeito.

(4) Precisamos de Ajudadores,
Esta comunidade precisa de pessoas que nos dêem apoio e suporte. Precisamos imensamente dos nossos cônjuges, namoradas, amigas e amigos, pais, irmãos, filhos, psicoterapeutas, vizinhos, professores, médicos, etc. Enfim “ajudadores” que estejam dispostos a nos proporcionar um ouvido para nos escutar, um ombro amigo pra gente chorar, um plano de ação para nos sugerir, uma jeito diferente de ver as coisas, uma companhia para se arriscar junto conosco em espaços públicos e até um tapa na testa para voltarmos à realidade quando tirarmos o pé do chão em demasia. Precisamos muito de pessoas assim para apoiar-nos dentro da nossa comunidade, mas precisamos deles sobretudo para nos apoiar fora dela, dentro do mundo. Esses ajudadores podem e devem ser convidados para compartilhar conosco suas visões e talentos e ajudar nossa comunidade a adquirir mais exposição, entendimento e respeito público. Imagine, por exemplo, o dia em que uma de nossas embaixadoras puder aparecer nos meios de comunicação como uma bela CD que se senta ao lado da sua bela esposa GG. Os entrevistadores perguntarão à esposa como ela lida com tudo isso e ela dirá, "eu me sinto perfeitamente bem. Amo meu marido e me sinto plenamente amada. Sou respeitada e honrada pelo meu marido. Ele me trata de forma bondosa e suave... É alguém com quem eu posso fazer compras... Sou muito feliz por ter uma pessoa assim perto de mim...” Esse será um dia glorioso, um dia para todas nós celebrarmos!

Abro esse manifesto a todas vocês. Participem com idéias. Encontrem o seu próprio papel nessa história e sigam adiante, fazendo o que cada uma quiser, puder e achar que é seu dever fazer.

Nós podemos modificar o mundo. Mas que fique claro que isso depende necessariamente da existência de um “nós” cada vez mais vivo e atuante.

*Fonte: http://genderevolve.blogspot.com/2006/05/crossdressers-manifesto.html


Vítimas e Vitimadores

É sabido de todas que a nossa Sociedade ainda não evoluiu ou se educou o suficiente para lidar com a infinita diversidade de comportamentos e diferenças individuais sem ter que recorrer a mecanismos ultra-simplificados de classificação das pessoas, como o sistema binário de gêneros.

Assim como é sabido que o preconceito e a intolerância são os mecanismos de controle mais eficientes com os quais a sociedade pode contar no sentido de manter todo mundo preso nesse “campo de concentração” representado pela divisão do mundo em dois gêneros.

Entretanto, é penoso constatar que as chamadas "vítimas de discriminação e preconceito" também podem pertencer - e como pertencem! - ao grupo clássico de vitimadores.

Não é segredo para ninguém a existência de um altíssimo percentual de homossexuais homofóbicos bem como de lésbicas que simplesmente execram certos tipos de mulheres homossexuais.

Dentro do segmento transgênero, as coisas não são diferentes, nem teriam razão para deixar de ser, uma vez que transgêneros não são nenhuma raça "super-humana" (embora muitas de nós se considerem e se comportem como tal...)

Todo mundo sabe que, classicamente, transexuais "pos-op" não "se dão bem" (para se dizer a coisa da forma mais "branda" possível...) com transexuais "pre-op" as quais também não "se dão bem" com transexuais não-op que não "se dão bem" com travestis full-time que não "se dão bem" com travestis part-time que não dão bem com drag-queens que não se dão bem com crossdressers de qualquer orientação sexual os quais não se dão bem entre si a partir da orientação sexual predominante que cada um tem..

Por mais sutis ou dissimulados que sejam, é inegável o grau de preconceito e de hierarquia existente no grupo transgênero, com as transexuais se posicionando à frente das travestis full time que se colocam à frente das travestis part time, e todas em geral considerando os crossdressers como meros "estágiarios da transexualidade"...

Crossdressers" (CDs), embora representem, com larga margem de diferença, o sub-grupo mais numeroso no espectro da transgeneridade, ainda são um "patinho feio", um "ET", dentro da classe transgênera como um todo. Na prática, CDs causam mais incômodo do que simpatia nas demais categorias. Prova disso é que nem estão representados nas siglas, cada vez com mais letras, que identificam as entidades representativas de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais.

Antes que me atirem as pedras, sim, eu sei que existem exceções. Mas invariavelmente são manifestações isoladas, de pessoas cujo comportamento já é cosmopolita e inclusivo por outras razões, que nada têm a ver com a sua transgeneridade. Esses raros indivíduos, antes de serem transgêneros, já cultivam maior generosidade para com o próximo e possuem uma cabeça "mais aberta", pronta a "rediscutir" conceitos, valores, rótulos e paradigmas vigentes. São pessoas que dificilmente se deixarão apanhar na "armadilha dos rótulos", dos estereótipos, dos comportamentos de "grupo", mantendo sempre a sua independência de comportamento, decisão, ação e juízo de valor, em vez de se deixarem escravizar pelos "cânones" de uma dada "filiação partidária"...

Tais pessoas "independentes" são verdadeiras exceções, sem nenhuma expressividade estatística dentro de qualquer grupamento humano uma vez que, na prática, prevalece a exclusão automática, pelo grupo, de qualquer membro cujas idéias, comportamentos, valores e ações venham a se diferenciar dos padrões normalmente aceitos e professados pelo grupo. "Membros discordantes" são naturalmente alijados do convívio dos demais, sob "suspeita" de estarem "ameaçando", de estarem "colocando em risco" as "normas, tendências, crenças, valores e preferências" que sustentam a própria existência do grupo. Na medida em que o grupo exclui o questionamento e a discordância e cultiva "cerimônias de rapa-pés" tende a tornar-se um monolito, uma estrutura imutável, que reprime, rejeita e não tolera crítica de qualquer espécie ao seu funcionamento.

É nesse "caldo cultural do grupo" que se cozinha, em fogo brando, discreto, porém contínuo, os monstros do preconceito e da intolerância a toda forma de expressão individual, a toda manifestação de independência de pensamento, enfim, a toda possibilidade de mudança, transformação e evolução.

 

Ensaio de Construção do Pensamento Transfeminista

Pensando na dicotomia de polarização homem-mulher proponho uma reflexão sobre quem são as mulheres e homens trans, sobre quem são as pessoas andróginas e quais as determinações para tal. Gostaria de refletir sobre o papel da medicina, do direito e de outros mecanismos estatais na concessão de nossa existência e sobre a urgente necessidade de protagonizar nossa própria história.

A existência das pessoas transexuais só foi percebida “pela medicina” no último quartil do século passado. Ainda é negado seu direito à identidade e mesmo quando este lhes é outorgado depende de decisão de "autoridade médica", "tratamentos psiquiátricos" e toda uma série de mecanismos de controle e desumanização da pessoa.

Não são tratadas como pessoas, com senso crítico, auto-determinadas. É-lhes negada a capacidade de decisão sobre suas próprias vidas, sobre seus próprios corpos, sobre suas próprias identidades. É-lhes negado o direito à própria existência.

Por que? O que significa esse rígido sistema de controle social e qual sua relação numa sociedade de gêneros bipolares? A existência da mulher e do homem transexual só foi possível pela caracterização de sua condição como "doença". Assim, coube à medicina determinar as regras e quem está ou não apto a ser considerado "doente". E essa caracterização só é aceita enquanto não abalar a divisão binária de papéis sociais de gênero, masculinos e femininos.

Os homens transexuais deverão provar que são homens e deverão seguir as leis sociais tal qual determina esta sociedade patriarcal, ou seja, o machismo é sua condicional de existência. E o mesmo vale para as mulheres transexuais. Estas deverão representar o ideário da mulher perfeita pelo viés androcentrista.

Onde estão as nossas vontades, onde estão os nossos desejos, onde estão as nossas escolhas? Ora, a problemática não parece similar ao enfrentado pelas mulheres cissexuais* (não-trans)? Não é esta uma das críticas mais consensualmente aceitas pelas “n” correntes feministas, de que a mulher não foi protagonista da sua história, que esta história sempre foi contada por terceiros (homens)?

Nosso papel histórico deve ser construído por nós mesmxs. O transfeminismo é a exigência ao direito universal pela auto-determinação, pela auto-definição, pela auto-identidade, pela livre orientação sexual e pela livre expressão de gênero. Não precisamos de autorizações ou concessões para sermos mulheres ou homens. Não precisamos de aprovações em assembléias para sermos feministas. O transfeminismo é a auto-expressão de homens e mulheres trans e cissexuais. O transfeminismo é a auto-expressão das pessoas andróginas em seu legítimo direito de não serem nem homens nem mulheres. Propõe o fim da mutilação genital das pessoas intersexuais e luta pela autonomia corporal de todxs os seres humanos.

O transfeminismo é para todxs que acreditam e lutam por uma sociedade onde caiba todos os gêneros e todos os sexos.
* Cissexuais refere-se a pessoas que possuem sua identidade de gênero correspondente ao sexo apresentado ao nascerem. São as pessoas não-trans/não-andróginas.

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* Aline de Freitas não possui títulos acadêmicos ou trabalhos publicados. Considera-se apenas uma livre pensadora, uma mulher que ousa sonhar neste mundo tão carente de esperanças.

fonte: http://transfeminismo.sarava.org/node/6

 

Pessoas transgêneras devem reunir-se com “gente da sua própria espécie”...

E aqui vamos nós novamente com a transfobia. Eu fico doente de ter que escrever novamente sobre esta merda. A mim me parece tão óbvio que a pessoa trans que está ao meu lado, compartilhando sua risada e seu sorriso comigo, não é diferente do que qualquer outra pessoa nesse mundo. Ainda assim algumas pessoas são tão ignorantes no seu desejo de conservar seus privilégios cisgêneros que não podem aceitar a idéia de que somos nós que estabelecemos todas as escalas de importância e valor entre pessoas; elas não existem naturalmente, por obra e graça da natureza.

Uma mulher TG de Appleton abriu um processo na Justiça essa semana contra um clube local, alegando que lhe foi negado o ingresso no recinto em virtude da sua identidade de gênero. No processo consta que Sierra Broussard não foi admitida no clube porque "o empregado ou proprietário do clube sugeriu à Sierra que ela deveria ir a outro local, que reunisse gente da sua espécie”.

Que p... é essa de “da sua espécie”? A idéia que a humanidade pode ser dividida em subgrupos levou a alguns dos piores crimes. Quando Hitler enchia seus crematórios é porque ele achava que os Judeus eram “menos do que ele”. Quando os brancos escravizavam os negros é porque eles nos achavam “menos do que eles”. E quando os Hutu assassinavam os Tutsi era porque eles também os achavam “menos do que eles”.

Pode parecer apenas um pequeno incidente envolvendo uma empresa (no caso um clube) em deixou patente sua detestável transfobia, mas é um símbolo do tratamento que as pessoas trans recebem no seu dia-a-dia. Sempre que alguém justifica seu ódio e ignorância com base em diferenças humanas que não existem, dá apoio a todos os mecanismos através dos quais as pessoas trans continuam sendo privadas dos seus direitos civis em nossa sociedade. Transgêneros são alvo de violência exatamente porque nós continuamos a considerá-los na categoria de "outros". O pânico de pessoas trans, de se tornarem objeto de violência (física e/ou moral) existe basicamente por causa da idéia de que transgêneros são “menos do que” qualquer outro membro da sociedade.

Como uma mulher de cor, sou bem consciente do que significam práticas desse tipo e como elas podem ser danosas para a dignidade humana. Não faz muito tempo que eu estive vivendo debaixo de uma legislação (legislação Jim Crow) em que os negros tinham que frequentar banheiros e usar bebedouros próprios, separados dos demais cidadãos. Mesmo com um negro na presidência, os negros ainda não se recuperaram do sistema de apartheid que por séculos manteve a América refém. Quando eu leio das lutas de pessoas trans não posso deixar de me identificar com a sua dor e seus dissabores. Eu sei muito bem o que é ser considerado insignificante por ser do jeito que você nasceu.

Será que alguém se incomodou em dizer algo em defesa dos direitos daquela mulher trans, enquanto ela esteve lá, plantada na porta do clube? Quantas pessoas são capazes de entender a agressão que um ato desses significa para uma sociedade que se pretende livre e aberta? Qualquer “lugar público” que não permite a entrada de alguém com base na sua identidade de gênero não é um lugar público, mas um antro de ódio. Sei que, para a maioria dos que me leem, eu estou “pregando aos convertidos” mas se houver alguém por aí que acredita, por um instante que seja, que está correto excluir alguém baseado na sua identidade de gênero, eu gostaria de lhe dizer que ele ou ela é que uma aberração, ele ou ela é que é uma anomalia social.

É numa hora dessas que eu me sinto muito frustrada com blogging. Muitas vezes eu não consigo expressar com palavras a extensão e profundidade dos meus sentimentos. Sei que é importante continuar discutindo e ampliando o grau de consciência das pessoas quanto às questões transgêneras, mas essas atordoantes demonstrações de ignorância exigem muito mais do que a manifestação de uma blogueira ultrajada. Sou tentada a freiar a minha eloqüência e gritar bem alto “quem é esse bosta ignorante que se sente no direito de discriminar alguém baseado na sua identidade de gênero?”. Me vem à mente figuras como Angie Zappata e Duanna Johnson e sei que elas nunca poderão ser justiçadas até que vivamos em um mundo onde o valor de uma pessoa não esteja vinculado à sua identidade de gênero. Esta noite estou zangada, realmente enfurecida e mergulhada no desgosto e tudo que posso oferecer são as minhas palavras de apoio a esta luta tão digna e meritória.

*Renne, de Niagara Falls, Ontario, Canadá, é uma mulher negra, mãe de duas crianças e mantém o blog “womanist-musings”, que pode ser acessado em http://www.womanist-musings.com

 

Transgêneros x Transexuais: pra que lutar pela torta?

Da mesma forma que a comunidade transgênera luta diariamente para ganhar espaço, reconhecimento e inclusão dentro da sociedade, também as lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais pré-op e não-op, além de indivíduos classificados dentro de inúmeras outras variações de gênero, se esforçam para superar a opressiva hierarquia existente dentro da comunidade transgênera. Tal hierarquia é baseada no processo de transição MtF ou FtM, e assume que todo transgênero e demais variantes de gênero desejam como fim último passar pela cirurgia de redesignação sexual. De fato, a suposição é de que a maioria, senão todos os transgêneros, rompem as regras de conduta do seu gênero com o objetivo último de se transformarem no sexo oposto. Ainda que essa suposição possa ser aplicada fielmente às transexuais e alguns outros segmentos transgêneros, de maneira nenhuma se aplica à comunidade transgênera como um todo.

Pré-op, não-op, TSs, TVs eventualmente chegam ao ponto de hormonização e CRS, mas para a maior parte dos transgêneros, essa transição é um processo difícil – seja do ponto de vista mental, legal e/ou financeiro. Transicionar quase sempre leva anos ou décadas, sem falar que muitos de nós desejam manter a fluidez na troca de gêneros. Assim, ao mesmo tempo que uma política que assegure os direitos de transsexuais é imperativa para a toda a comunidade transgênera, em nome dessa busca a comunidade pode estar negligenciando e alienando uma porcentagem substancial dos seus membros cuja história de vida não se identifica diretamente com política, legislação ou ativismo político em torno de transexuais.

Antes que eu prossiga, quero reforçar minha crença que, assim como o negro não pode nem deve ser considerado como subdivisão da raça humana, pre-op e não-op, TS, TVs e CDs não devem ser considerados de maneira nenhuma como simples subdivisões da comunidade transgênera. Todos nós existimos conjuntamente neste mundo trans; e são exatamente as nossas diferenças que tornam as nossas realidades mais interessantes e excitantes. Devemos reconhecer e refletir sobre isso.

Desde a obra clássica “Problemas de Gênero”, de Judith Butler (1990), os acadêmicos da teoria de gênero e política queer/LGBT foram influenciados pela idéia de que gênero é uma intricada combinação de papéis que podem ser desempenhados por qualquer pessoa de qualquer sexo, embora adquiram significações sociais/culturais muito diferentes umas das outras quando desempenhados por pessoas de sexos diferentes. Em outras palavras, o conceito do gênero como "coleção de papéis" assim como de “construto social” foi largamente difundida e aceita na década passada. Esta ideologia produziu um fortalecimento do desejo de minar o sistema binário de gênero que aleatoriamente prescreve comportamento específico de gênero, aparência, modelo de discurso e futuras oportunidades, baseado exclusivamente no sexo genital que um indivíduo apresenta ao nascer.

O principal argumento que tem sido amplamente utilizado em apoio à erradicação da bi-polarização de gênero é que, uma vez que a transgeneridade for inserida na equação do sistema heterossexual de gênero, a equação simplesmente deixará de funcionar.

Todos os transgêneros, a despeito das suas diferentes metas individuais, de uma forma ou de outra transgridem as rígidas normas de gênero socialmente definidas, pelo simples fato de não se conformarem com elas. Ainda que inúmeros transgêneros e transexuais estejam tendo sucesso e vivam felizes dentro do atual sistema binário de gêneros, todos estão sujeitos a sérios aborrecimentos e contratempos, como medo de crimes provocados por ódio transfóbico, prisão e constrangimento por parte da autoridade policial e discriminação em questões de profissão, trabalho, residência, relações matrimoniais e custódia infantil. Se o movimento para minar o sistema binário de gênero florescesse, haveria esperança para todos dessas dificuldades começarem a desaparecer. Em questões de gênero, transexuais, tvs e cds significam apenas diferentes manifestações de uma perspectiva semelhante.

Por muitos anos, ativistas transgêneros proeminentes, como Leslie Feinberg e Kate Bornstein, têm lutado pela libertação de todos os valores/conceitos/papéis sociais que limitam e embotam a expressão integral dos seres humanos. Sendo essa a meta, ou seja, eliminar o atual sistema de gênero, ela não invalida os esforços adicionais de ativistas trans que lutam pela segurança, proteção, e direitos de transexuais. Além do mais, fora do debate teórico de gênero, ativistas trans de todos os tipos e naipes aspiram a melhoria do status socioeconômico e das condições de vida para todas as pessoas humanas, indiferentemente de sexo, gênero, orientação sexual, raça ou credo político/religioso.

É dentro desse espírito de eliminar o sistema binário de gênero que o movimento transgênero como um todo se correlaciona com um ativismo sociopolítico mais amplo, que busca eliminar o racismo, o sexismo, as classes, o heterossexismo, a marginalização e discriminação dos mais velhos, e aí por diante.

Como ativistas trans, temos um modelo de ativismo herdado dos anos 90, mas é preciso constatar que esse modelo se moveu para além da questão de identidade trans indo para a cena maior da própria política.

Como segmento social devemos, a partir de agora, ser capazes de ampliar a nossa base cultural e social a fim de alcançar um poder sociopolítico mais amplo, e isso só é possível através de uma plataforma múltipla, orientada por questões muito mais diversificadas do que a luta por uma política específica de gênero.

Nada traduz mais a força de uma comunidade trans do que a sua audácia em falar alto e nada é mais sensato do que o envolvimento de uma minoria social nos assuntos nacionais do seu país. De fato, é imperativo para a prosperidade do movimento trans acreditar primeiro em si mesmo como um grupo social poderoso, e então engajar-se pra valer na vida política.

(*) Loocefer era estudante em UCSC à época que escreveu o artigo.
faeryfagdyke@yahoo.com
Artigo publicado originalmente no Transgender Tapestry, número 102, Verão 2003.

 


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